Sacramento do Batismo de criança

A prova e o registro do Batismo conferido

O sacramento do Batismo não constitui apenas um rito sacramental da graça, mas comporta também efeitos jurídicos importantes na vida do cristão. Daí a necessidade do registro de tal evento religioso no Livro de Assentamento de Batizados autenticado pelo Vigário Geral da Arquidiocese e conservado com cuidado na Secretaria paroquial.

Por motivo de segurança, uma copia de cada um desses livros deve ser enviada para o Arquivo da Cúria Arquidiocesana.

O registro de cada batizado deve ser feito o mais brevemente possível e nele deve constar o nome do ministro celebrante, dos pais e padrinhos do local e data da celebração do Batismo e do nascimento do batizado.

Para evitar possíveis e graves inconvenientes, posto que se trata de prova documental, o registro do Batismo não pode ser feito, apenas, no computador ou qualquer outro meio eletrônico.

Na falta de um atestado autentico, quando por incúria não se fez o registro do Batismo ou, por alguma causa externa, o Livro de Assentamento de Batizados se tenha extraviado, a fim de não se causar prejuízo algum, basta a declaração de uma só testemunha acima de qualquer suspeita ou o juramento do próprio batizado, se este recebeu o santo Batismo em idade adulta.

O atestado do Batismo, que deve ser obrigatoriamente assinado pelo Pároco ou por seu Vigário paroquial, não pode sofrer qualquer modificação nem por parte do Pároco, nem por solicitação dos pais, sem a expressa autorização do Ordinário do Lugar. A autorização deve ser anotada na própria certidão e arquivada.

Retirado do Livro Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental – Arquidiocese de Fortaleza

Domingo da busca do reino

Jesus lembra aos seus seguidores que o discipulado é opção, acima de tudo, por Deus e pelo seu reino. O dinheiro é rival irreconciliável com o Deus verdadeiro, que é doador generoso. Jesus quer ver os seus seguidores livres da preocupação excessiva com comida e roupa. Eles são convidados a olharem os pássaros do céu e os lírios do campo e perceberem o cuidado de Deus com a sua criação, e, mais ainda, com o ser humano. A cobiça está profundamente ligada à ansiedade e leva a pessoa a ser possuída por seus bens, mais do que a possuí-los. O que está em jogo é a concentração nos valores do reino e a confiança em Deus.

Vivemos num mundo em que, cada vez mais, consumir parece ser a meta fundamental para ser feliz. A pessoa fica dividida entre o seu desejo mais profundo e as “coisas” que o mercado oferece. Há uma profunda relação entre a procura do reino e o desapego das preocupações consumistas que a sociedade nos impõe pela propaganda e pela ideologia individualista. Esse apelo nada tem a ver com o desencanto pela vida e pelas coisas que ela oferece. Jesus nos ensina a mudar o objeto da preocupação e colocar o reino como valor absoluto.

Na assembléia litúrgica, expressamos esta opção fundamental por Deus e pelo seu reino e recebemos o seu carinho na palavra que nos orienta e na mesa que sacia a nossa sede e fome de amor e de felicidade.

Retirado da Revista de Liturgia

Por que é importante dar limites?

É muito comum nos dias de hoje ouvirmos falar em limites. Por que será que este tema está sendo tão comentado? Por que pais e educadores estão tão preocupados em dar limites às crianças?

São muitas as mudanças ocorridas no âmbito educacional e das relações humanas.

Antigamente, pais e educadores tratavam as crianças como seres que não pensavam ou não deveria pensar. Elas não tinham o direito de discordar dos mais velhos, fossem eles professores, pais ou avós: a única opção era silenciar para não serem castigadas, e, com isso, seus sentimentos iam sendo reprimidos.

O tempo foi transcorrendo e, a cada nova geração, o processo educativo foi-se modificando, porque os pais não queriam que os filhos passassem por aquilo que eles haviam passado. Por essa razão, aos poucos, tudo foi sendo liberado para que jovens e crianças não sofressem frustrações.

Atualmente, impera a confusão novamente, já que muitos pais e educadores não sabem a hora certa de dizer sim ou não, ou seja, os grandes responsáveis pela educação encontram muita dificuldade em cumprir seu papel. Os pais não sabem como impor os padrões de comportamento e limites, e os educadores, na sua maioria, preferem se omitir. Qual é a hora certa de dar um sim ou um não para seu filho, seu aluno?

Zagury, no seu livro Limites sem trauma, diz que, no afã de atender aos reclames da moderna pedagogia e da psicologia, os pais perderam um pouquinho o rumo e, sem querer, exageram na dose. Quiseram tanto acertar que por vezes erraram.

E, agora, os pais se perguntam: É possível reverter este quadro? O que fazer para sermos modernos sem perdemos a autoridade?

A resposta é simples, e está dentro de cada um de nós. É preciso termos certeza do que realmente queremos e que tipo de cidadão desejamos formar.e não esquecer que dar limites é importante e essencial.

Por isso, é imprescindível saber que dar limites é:

- fazer a criança ou jovem entender que é possível realizar inúmeras coisas que se deseja, mas nem tudo e nem sempre;

- ensinar que somos todos iguais e temos os mesmos direitos;

- saber dizer não sempre que houver necessidade;

- ensinar que outras pessoas são tão importantes quanto nós;

- saber ouvir e falar na medida certa;

- ensinar que nem sempre temos razão e que nem tudo o que fazemos é o certo e o mais importante;

- fazer a criança ou jovem entender a importância de respeitar o próximo com seus defeitos e qualidades;

- ser firme e seguro tanto na hora de dar um sim como na hora de dar o não.

Para cumprir os pontos supracitados, é salutar saber que dar limites ou disciplinar é, como nos diz Tiba, na obra O limite na medida certa, algo vivo, que confere satisfação nos próprios atos de se organizar e de colher. Cada etapa precisa ter a própria satisfação para animar a pessoa a seguir m frente.

A disciplina não é estática e nem somente um conjunto de regras cumpridas. Disciplina é sinônimo de amor ao próximo, sejam eles filhos ou alunos, com o intuito de conduzi-los ao ápice de sua plenitude.

Limite ou disciplina pressupõe um trabalho bem alicerçado, onde o desenvolvimento da afetividade seja o ponto central desse grande empreendimento. Mas, para que a afetividade aflore. É necessário fazermos um resgate da família e da escola, com o objetivo de fazer nascer uma sociedade mais justa, ética e igualitária.

Parece fácil falar em disciplina, entretanto é mais complicado do que se imagina. Entender, impor e manter a disciplina é uma tarefa árdua, que se resume em dois pontos fundamentais: paciência e persistência.

Ao ouvir falar em disciplina, muitas pessoas a interpretam como permissão para exercer o autoritarismo, isto é, controlar totalmente a situação por meio da violência física ou psicológica.

Tiba faz alusão ao assunto dizendo que, para haver disciplina, é necessário a presença de uma autoridade saudável. O segredo que difere o autoritarismo do comportamento autoritário adotado para que outra a pessoa torne-se mais educada ou disciplinada é o respeito à auto-estima.

Diante da importância de dar limites ou disciplinar, vale ressaltar, ainda, que aquela criança ou jovem que não aprende a ter limites sofre graves conseqüências no decorrer de sua vida, conseqüências essas muito freqüentes no nosso dia-a-dia, as quais são destacadas por Zagury como:

-desinteresse pelos estudos;

- falta de concentração;

- falta de capacidade de suportar qualquer mínima dificuldade;

- falta de persistência;

- desrespeito pelo outro – colegas, irmãos, familiares e pelas autoridades em geral.

Rossini, em seu livro, Pedagogia afetiva, expressa seus sentimentos com relação à falta de limites dizendo que criar um filho sem nunca dizer não significa comprometer seu equilíbrio futuro: será um ser humano com dificuldade de tomar conta do próprio destino.

Sendo assim, é necessário lembrar que dar limites ou disciplinar não quer dizer castigar. Pelo contrario, a imposição dos limites na vida de um ser humano é a maior prova de amor que pais e educadores podem oferecer aos seus pupilos.

Então, é importante que pais e educadores iniciem o quanto antes a estabelecer limites com seus filhos e alunos, pois só assim as chances deles se tornarem cidadãos equilibrados, comprometidos, responsáveis e felizes serão maiores.

É bom não esquecer que a qualidade é melhor eu quantidade. Aos pais, é importante dar qualidade no tempo que dedicam aos filhos. É preciso, acima de tudo, amá-los sempre.

Kelly Simões C. Lima Abrantes
Pedagoga
Especialista em tecnologia Educacional
Coordenadora da Educação Infantil e das Séries Iniciais do Ensino Fundamental do Colégio Nossa Senhora de Lourdes. Cajazeiras/PB

Deus instituiu o casamento, não o divorcio

Estamos diante dos fariseus que já tinham uma opinião formada sobre a questão do divórcio. Na realidade, eles não buscavam uma resposta com o Senhor sobre o assunto, mas armavam uma cilada para Ele. Eles não estavam focados nos princípios de Deus sobre o casamento, mas na concessão mosaica para o divórcio. O que queriam era colocar Jesus contra Herodes. Foi nessa mesma região que João Batista foi preso e degolado por denunciar o divórcio ilegal e o casamento ilícito de Herodes com sua cunhada Herodíades.

Os fariseus instigavam Jesus a ter a mesma atitude de João pensando que, com isso, teria o mesmo destino. O que estes [fariseus] queriam era que o Senhor se tornasse intolerável em termos políticos e religiosos. Por outro lado, eles também queriam colocar à prova a ortodoxia de Cristo a fim de O acusarem de heresia. Se Jesus dissesse que era lícito, ele afrouxaria o ensino de Moisés sobre o divórcio. Mateus registra essa mesma pergunta acrescentando um dado importante: “É lícito ao marido repudiar sua mulher por qualquer motivo”? (Mt 19.3). Moisés havia ensinado que se o homem encontrasse alguma coisa indecente na mulher, lavraria carta de divórcio e a despediria (cf. Dt 24.1). A grande questão é entender o que significa essa “coisa indecente”.

Jesus não caiu na armadilha dos fariseus. Ele respondeu a pergunta deles com outra pergunta, abrindo a porta para a verdadeira interpretação sobre a concessão de Moisés acerca do divórcio. Algumas verdades são destacadas aqui:

Deus instituiu o casamento, não o divórcio. O casamento é a expressa vontade do Altíssimo, não o divórcio. No princípio, quando Deus Pai instituiu o casamento (cf. Gn 1.27; 2.24), antes da queda humana, não havia nenhuma palavra sobre o assunto [divórcio]. Ele é fruto do pecado. Ele é resultado da dureza do coração. Enquanto o casamento é digno de honra entre todos (cf. Hb 13.4), Deus odeia o divórcio (cf. Ml 2.16).

Jesus, como supremo intérprete da Sagrada Escritura, diz que Moisés não mandou divorciar por qualquer motivo, ele permitiu por um único motivo: a dureza de coração (10.4,5; Mt 19.8). Mateus registra a pergunta dos fariseus assim: “Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar”? (Mt 19.7). Na verdade, Moisés nunca mandou. O divórcio nunca é um mandamento ou ordem, mas uma permissão e uma permissão regida por balizas bem estreitas, ou seja, a dureza do coração.

O casamento foi instituído por Deus, o divórcio não. O casamento é ordenado pelo Criador, o divórcio não. O casamento agrada ao Todo-poderoso, o divórcio não. Ele ama o casamento, mas odeia o divórcio. E permite o divórcio, mas jamais o ordena. Essa prática jamais foi o ideal de Deus para a família.

“Vocês ouviram a apelação dos mestres judeus sobre Deuteronômio 24:1, com a intenção de consubstanciar uma prática que permita aos maridos divorciar-se, livremente e a seu bel-prazer, de suas esposas, fornecendo-lhes simplesmente um estúpido documento legal de transação”. “Mas eu digo a vocês”, continuou Jesus, que tal comportamento irresponsável da parte do marido fará com que ele, sua esposa e os novos parceiros tenham uniões que não constituem casamentos, mas adultérios. Neste princípio geral, temos uma exceção. A única situação em que o divórcio e o novo casamento são possíveis sem transgredir o sétimo mandamento é quando o casamento já foi quebrado por algum sério pecado sexual.

Não podemos esquecer que o divórcio existe por causa da dureza do coração humano. Tanto o contexto anterior como todo ensino da Bíblia fala de reconciliação [arrependimento e perdão]. O padrão é o coração de Deus, não o coração duro do homem. Antes de falarmos de divórcio temos que falar sobre o que é casamento e sobre reconciliação. Depois dessa compreensão é que podemos achar espaço para falarmos de divórcio. O divórcio por questões banais: o amor acabou, achou alguém mais atraente, não sinto mais nada, não há comunicação. Se você entrar para o divórcio, se houver outro casamento haverá adultério, pois mesmo se legalmente for aprovado, diante do Senhor você é casado com o cônjuge. O divórcio não é a resposta, abre ferida. As consequências são terríveis para todos.

A solução é o perdão não o divórcio. Conclusão: Dicas para proteger seu matrimônio: 1. Ponha Deus em primeiro lugar. 2. Ponha seu cônjuge em primeiro depois de Deus. Não são os filhos. 3. Comunique-se diariamente com seu cônjuge. Fale de suas necessidades. 4. Gaste tempo a sós com seu cônjuge. 5. Elogie seu cônjuge regularmente, reservada e publicamente. 6. Tenha expectativas realistas. 7. Tenha determinação de permanecer casado. 8. Pese o custo humano do divórcio – advogado, pensão, os efeitos nas crianças, reputação, dor. 9. Aprenda a crescer nas dificuldades. 10. Peça ajuda de alguém na crise.

Pai, que os casais cristãos, unidos pelo Sacramento do Matrimônio, saibam reconhecer e realizar o mistério de comunhão que o Senhor os chama a viver.

Padre Bantu Mendonça
Retirado do Blog da Canção Nova

O tempo dos profetas

Depois da morte do rei Salomão, seguiram muitos reis maus, que não obedeciam a Deus e adoravam a deuses falsos. O povo de Israel caiu em desgraça. Os inimigos de reinos vizinhos tomaram a cidade e destruíram as muralhas. Muitas pessoas morreram. As que permaneceram vivas foram feitas prisioneiras e condenadas à escravidão. Em meio a essa situação, Deus enviou os profetas. Eles falavam nos locais públicos. Criticavam tanto o rei quanto o povo e suas más ações. E indicavam o comportamento que deviam assumir para recuperar a amizade de Deus. Mas os israelitas não ouviam e perseguiam os profetas, querendo matá-los.

Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Reposicionamento

Duas pulgas começaram a discutir sobre produtividade. Uma delas comentou:

- Sabe qual o nosso problema? Nós não sabemos voar, nós só saltamos. Assim a nossa sobrevivência é ameaçada. Temos muito menos chances do que as moscas, por exemplo. Existem muito mais moscas do que pulgas.

- É mesmo. Vamos contratar uma mosca como consultora – disse a outra.

Entraram em um programa de engenharia de vôo e depois de varias aulas aprenderam a voar.

O tempo passou e novamente as pulgas se encontraram.

- Sabe que voar não é o suficiente. Ficamos grudadas no corpo do cachorro. Nosso tempo de reação é bem menor do que o tempo da coçada. Dificilmente conseguimos voar a tempo e acabamos mortas. Temos de aprender com as abelhas a levantar vôo rapidamente.

Contrataram então uma abelha que deu treinamento por varias semanas. Aprenderam a se mover rapidamente, mas isso não foi suficiente. As pulgas não estavam preparadas para armazenar uma grande quantidade de sangue. Estavam sendo muito eficientes no quesito figa, mas não estavam conseguindo alimentar-se direito.

- Já sei, vamos aprender com os pernilongos. Eles são eficientíssimos em armazenar uma grande quantidade de sangue em pouco tempo.

O pernilongo passou algumas semanas assessorando as pulgas, até que elas aprenderam a técnica de armazenamento. O problema é que, carregando tanto sangue, ficaram maiores e mais pesadas. Perderam agilidade e eram facilmente percebidas pelos cachorros. Não conseguiam nem se aproximar. Os cachorros se protegiam e as afugentavam antes mesmos de pousar.

As pulgas estavam prestes a realizar um simpósio para buscar soluções quando viram uma jovem e saltitante pulga. Ela nunca participou dos treinamentos, estava ali apenas para visitar as amigas.

- Nossa, como vocês estão enormes, o que aconteceu? – perguntou a jovem pulga.

- Fizemos reengenharia. Somos pulgas pós-graduadas, com muitas técnicas. Estamos adaptadas às exigências do mercado do século 21. Sabemos voar, picar com rapidez e armazenar grande quantidade de alimento – disse a orgulhosa pulga.

- E então por que vocês estão com essas caras de fome?

- Ah, isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego para prender técnicas de movimentação à noite. Mas e você, por onde tem andado? Está conseguindo sobreviver nesses tempos de crise?

Então a jovem pulga disse, sorridente:

- Ah! Eu estou ótima, forte e sadia.

- Mas e o futuro, você está se preparando para o futuro, aprendendo novas técnicas? – insistiram.

- Estou sim, até contratei uma lesma para me dar algumas dicas – respondeu.

Foi uma gargalhada só entre as pulgas. Onde já se viu, aulas com uma lesma. Só podia estar louca.

Mas a pulguinha prosseguiu:

- Eu tinha o mesmo problema que vocês, estava cada vez mais difícil conseguir alimento sem corres riscos. Então procurei a lesma e perguntei como poderia resolver o meu problema. Ela avaliou a situação, passou dias observando os cachorros. Depois me procurou e deu a solução: “Você precisa fazer apenas um ajuste; vou mostrar o local exato em que você deve se posicionar, ali é o único lugar que a pata do cachorro não consegue alcançar”.

Para refletir

É cada vez mais comum ouvir falar de reciclagem, aggiornamento, atualização, reengenharia, redimensionamento etc. O mercado cada vez mais competitivo exige uma formação sempre mais ampla e de melhor qualidade. Isso é verdade, mas devemos ter consciência do lugar aonde queremos chegar antes de realizar qualquer curso ou atualização. Se não temos um objetivo claro, podemos perder muito tempo com elementos secundários. Por vezes, podemos até nos desviar do caminho e, em vez de auxiliar, prejudicar o nosso rendimento. As empresas ou grupos também devem ter claros os objetivos ao fazer qualquer mudança ou reposicionamento. Devem fazer um estudo prévio e orientar a equipe da melhor maneira possível para que não se perca pelo caminho. Às vezes, as mudanças que precisamos para ser eficientes são bem simples. Podemos não ter consciência delas, por isso é importante estar sempre abertos a sugestões e a criticas externas ou dos membros da equipe.

Para discutir

-A sua empresa/grupo oferece cursos de atualização?

-Como você pode se beneficiar com eles?

-Como pode colaborar no crescimento e atualização de sua equipe?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

Sacramento do Batismo de criança

Os padrinhos

Na medida do possível, seja dado ao batizando um padrinho ou madrinha, ou então um e outro, como é de nossa tradição religiosa.

É próprio do padrinho ou madrinha assistir o adulto, que vai ser batizado, no processo de sua iniciação cristã. No caso do Batismo de criança, deve, conjuntamente com os pais, apresentar a criança ao Batismo, velar por que o seu afilhado leve uma vida cristã digna do seu Batismo e que cumpra fielmente os seus deveres de cristão.

Para ser admitido à função de padrinho e madrinha, é necessário que tenha completado dezesseis anos, ser católico, tenha recebido a Confirmação e a Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé cristã católica e com o múnus que vai desempenhar e não esteja incurso em nenhuma penalidade canônica.

No que diz respeito a idade, havendo causa justa, o Pároco ou o ministro celebrante podem admitir exceção.

Os pais do batizando não podem assumir o múnus de padrinho ou madrinha.

Quem é batizado e pertence a uma comunidade eclesial não católica só seja admitido junto com um padrinho católico e apenas como testemunha do Batismo.

Retirado do Livro Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental – Arquidiocese de Fortaleza

Educação dos filhos…

Valorize o seu filho…
ele sabe que você se interessa por ele apenas porque gosta dele

Acredite no seu filho…
até o filho mais “difícil” traz bondade e generosidade no coração. Ouça-o.

Ame e respeite o seu filho…
”se você quer ser amado por alguém, ame-o antes.”
Você gosta dele porque você se sente feliz em vê-lo crescer como pessoa humana.

Elogie o seu filho sempre que puder (e ele merecer)…
seja sincero: quem de nós não gosta de elogio e estímulo para prosseguir?

Compreenda o seu filho…
coloque-se no lugar do seu filho. O mundo de hoje é complicado.

Alegre-se com o seu filho...
A Alegria e o bom humor atraem os meninos como mel.
Você vai ver como tudo fica mais fácil.

Aproxime-se de seu filho…
Viva com o seu filho. Conheça os amigos dele.
Procure saber aonde ele vai, com quem está.

Seja coerente com o seu filho…
Não temos direito de exigir do nosso filho atitudes que não temos.
Prevenir é melhor que castigar o seu filho…
Dom Bosco, que foi um excepcional educador, sabia que a ‘força corrige o vicio, mas não corrige o viciado.’ Quem é feliz não sente necessidade de fazer o que não é direito. O castigo magoa.

Reze com o seu filho…
No princípio parece “careta”, mas a religião precisa ser alimentada. Quem ama e respeita a Deus, vai amar e respeitar o seu próximo.

Dicas do Sistema Preventivo de Dom Bosco


Domingo do amor aos inimigos e da santidade do Pai

Jesus interpreta a lei, buscando e propondo aos discípulos os valores que ela defende, muito mais do que a simples execução da norma. Hoje ele se refere a dois mandamentos: a lei do dente por dente e o amor aos inimigos.

O primeiro é a lei de talião, que previa uma pena proporcional ao dano causado. Visava evitar vinganças exageradas, colocando um freio à espiral da violência. Jesus exorta seus seguidores a se absterem até mesmo do que é permitido pela lei, e assim interromperem totalmente o ciclo de vingança.

O segundo mandamento, sobre o amor aos inimigos, retoma a tradição conhecida em Levítico que manda “não guardar rancor contra os concidadãos”. Jesus radicaliza esta tradição e propõe aos discípulos que amem não só os membros de seu grupo, mas até mesmo os inimigos. Essa nova exigência baseia-se não na natureza humana. De fato, não é fácil amar os inimigos; a tendência natural do ser humano é guardar ódio do inimigo. Por isso, não bastam motivações psicológicas; são necessárias razões teológicas: sermos bons como Deus é bom. A palavra final deste evangelho é justamente esta: “Sede perfeitos como o Pai de vocês é perfeito”.

Com estes dois mandamentos, Jesus propõe não a resignação ou a indiferença diante da violência e da injustiça, mas uma resistência ativa, não violenta. O que desarma o inimigo é o amor, não a passividade ou a indiferença. O evangelho de hoje retoma as bem-aventuranças dos que promovem a paz, recordando a nossa vocação de construtores da paz.

Não podemos buscar esta meta sozinhos(as). A comunidade é o ambiente favorável que nos lembra constantemente esta vocação. Cada um(a) de nós é responsável por criar este ambiente espiritual, no qual não serve a lógica da competição e da luta pelo poder. Imitar a integridade de Deus é justamente buscar qualidade interior e uma conduta de vida capaz de modificar o lugar onde habitamos.

Na liturgia somos a assembléia dos que foram santificados por Deus. Não porque sejamos pessoas boas, puras, perfeitas, mas porque Deus, que é perfeito, nos agraciou e nos chama a imitar a sua santidade.

Retirado da Revista de Liturgia

Cantinho da Criança

Irmãos,

           Sempre atentos as necessidades e evangelização dos nossos pequenos, criamos o Cantinho da Criança do nosso Blog. Lá temos desenhos para colorir e tirinhas com histórias incriveis de um garoto pequeno em estatura e humildade, seu nome é Cisco, uma das coisas que mais gosta de fazer é ajudar os pobres e desamparados, neles encontra a imagem de Jesus Cristo que sofre.

Esperamos que gostem e aproveitem bastante... Mande sua sugestão e críticas por e-mail.

Paz e Bem!!!

Dinâmicas de grupo – Ao lado de quem eu colocaria

Esta dinâmica tem como objetivo fazer com que o grupo conheça as suas relações internas, isto é, perceber quem o grupo sente mais próximo de quem, e quem é percebido mais longe de quem. Para a realização da dinâmica são necessários alguns materiais: um pedaço de cartolina para cada um dos participantes, canetas apropriadas para desenhos e algum lugar onde estas cartolinas possam ser afixadas. Cada um dos participantes recebe um pedaço de cartolina e uma caneta. Nela cada qual deve se desenhar a si mesmo, mas de uma maneira tal que depois possa ser recortado em contornos, formando uma espécie de boneco. Cada um coloca o seu nome em seu boneco. Quando todos já tiverem confeccionado o seu desenho e recortado o seu boneco, o coordenador convida a todos para irem para a frente do mural onde serão afixados os desenhos. O coordenador deve colocar a seguinte situação: imaginemos que vamos tirar uma fotografia de nosso grupo. Como seria organizadas as posições das pessoas nesta fotografia? Aleatoriamente o coordenador convida alguém para ser o primeiro a colocar seu boneco afixado na parede. Um após o outro, todos devem afixar o seu boneco na parede, mas sempre em consenso com o grupo, isto é, o grupo deve ser perguntado onde coloca o boneco. O dono do boneco também deve dar sua opinião, se nesta posição está bem, onde ele acha que ficaria melhor. Em cada vez que se afixar mais um boneco, pode-se também mexer com outro que já estejam afixados. Por exemplo, pode-se afastar dois bonecos para colocar outro no meio. A composição final da montagem do grupo na parede deve ser mais ou menos de consenso. Ou seja, cada um deve sentir-se pelo menos à vontade onde foi colocado. Tendo alcançado este estagio, o coordenador deve iniciar a reflexão sobre as relações internas do grupo. A partir da formação feita na parede, deve-se refletir sobre o porque de cada um ter sido colocado naquela posição, perto de quem está cada qual, quem foi colocado à margem, quem foi colocado no meio, quem foi posto à frente. Importantíssimo: esta reflexão não deve ter nenhum tom de avaliação, nem de correção. O coordenador deve deixar bem claro que a formação que resultou na parede é em boa parte o reflexo da realidade. A partir deste reflexo, pode-se levar o grupo a pensar sobre a importância de se estar consciente de que somos parte de um grupo e que neste grupo nem todos têm a mesma ligação com todos. Cada qual está mais próximo de alguém e mais longe de outro. As relações internas entre membros de um mesmo grupo, seja melas distantes ou próximas, não são também necessariamente harmônicas. Se o coordenador souber de tensos dentro do próprio grupo, este assunto deve se abordado, mas não de forma nominal. Do mesmo modo deve ser abordado o fato de que as relações são de níveis diferentes: há relações de profunda amizade, há relações de confiança, há relações de coleguismo, há relações afetivas e amorosas, há relações explicita e outras veladas... Relações são também dinâmicas. Elas mudam por diversos motivos: a formação que se tem hoje no grupo pode não ser necessariamente a mesma de amanhã. Muitos são os motivos que levam a mudanças de relações num grupo. O final da reflexão deve ser bem conduzido pelo coordenador para que não reste nenhum ressentimento da dinâmica, mas que todos tenham percebido que esta reflexão contribuiu para o crescimento do autoconhecimento pessoal e grupal. Mesmo com este cuidado, no caso do coordenador perceber que alguém tenha guardado algum ressentimento, este assunto deve ser abordado então em conversa pessoal.

Retirado do Livro Dinâmicas para encontros de Grupo – Ed. Vozes

O Rei Salomão – 1 Reis 3

Depois da morte de Davi, seu filho Salomão foi proclamado rei de Israel. Deus apareceu a Salomão de disse: “Peça-me o que quiser e lhe concederei”. Salomão então pediu: “Dá-me um coração sábio, para eu poder governar com justiça”.

O pedido de Salomão agradou muito a Deus, que disse: “Concederei o que você me pediu e acrescentarei riqueza e glória”. A fama de sábio do rei Salomão se difundiu além dos limites de seu reino. De todas as partes vinha gente para escutá-lo e pedir-lhe conselhos.

Um dia, duas mulheres que viviam juntas se apresentaram diante dele. Uma tinha entre seus braços um bebe. Uma delas disse: “Senhor, o filho desta mulher morreu durante a madrugada e, aproveitando que eu estava dormindo, ela o trocou pelo meu. Logo que vi, me dei conta de que não era meu filho”. A outra disse: “Não está certo. Meu filho está vivo, e o teu morto!”.

Depois de ouvi-las, Salomão tomou a criança viva e disse a um soldado: “Parte o bebê em dois e dá a metade a cada uma das mulheres”. Uma delas aceitou. A outra se pôs a chorar e disse ao rei: “Não o mate! Prefiro renunciar ao meu filho”. Salomão pronunciou imediatamente a sentença: “Entreguem a criança a esta mulher que está disposta a renuncias a ele. Ela é a mãe verdadeira”.

Retirado do Livro Minha Bibilia – Ed. Paulus

O melhor peixe

Cozinhar é uma arte que depende de dom e de alguns segredos. Muitas vezes essa arte, e os seus segredos, são passados de geração para geração. Esta é a história da família Alves, imigrantes portugueses que há gerações moram no Brasil e preparam um excelente peixe cozido.

Carlos, intrigado com o fato de o peixe que sua esposa preparava vez ou outra ser tão delicioso, mas ter uma aparência feia, questionou-a:

- Querida, este peixe que você prepara é muito saboroso, mas porque ele fica todo em pedaços, quebrado, parecendo que está estragado?

- Foi minha mãe quem me ensinou. A melhor maneira de se preparar um peixe não é inteiro. Ele deve ser partido em pedaços pequenos. É um segredo de família – afirmou a mulher, orgulhosa.

Carlos ficou pensativo. Algumas semanas depois, foram jantar na casa da sogra. Ainda intrigado com o preparo do peixe, perguntou:

- Estimada sogra, por que a melhor maneira de se preparar um peixe é cortando-o em pequenos pedaços?

- Não sei ao certo, foi minha mãe quem me ensinou. É um segredo de família – respondeu a sogra.

Mais algumas semanas se passaram e certo dia Carlos foi visitar a avó de sua esposa. Lembrou-se então, da história do peixe e do segredo de família. Ficou curioso e não se conteve:

- Vovó, minha esposa faz um prato delicioso que parece ser uma tradição da família. O peixe fica excelente, mas a aparência não é boa. Por que ele não pode ser servido inteiro com o mesmo tempero. Por que a melhor maneira de servi-lo é aquela?

A vovó deu um sorriso maroto e respondeu:

- Meu filho, o peixe inteiro deve ser ainda melhor. O que acontece é que, quando viemos de Portugal, a situação era muito difícil. Quase não tínhamos dinheiro para comprar comida. Comprávamos peixes menores. Também não tínhamos panelas boas, então cortávamos o peixe em diversos pedaços para caber na panela. Assim é que fazíamos. Ai minha filha aprendeu a cozinhá-lo desse modo. E a filha de minha filha, sua esposa, também.

Para refletir

O que foi uma solução criativa para resolver um problema especifico pode se tornar uma norma em empresas, famílias ou grupos. É preciso tomar cuidado para não cair no extremismo de deixar essas respostas se tornarem absolutas e inquestionáveis. Muitas vezes nem sabemos por que as coisas são feitas desse modo. Fazemos apenas porque, nas gerações anteriores, sempre foi assim. Tido pode ser melhorado, não se apegue demais ás rotinas e aos “segredos” que dão certo. De tempo em tempo, é preciso quebrar algum paradigma para tornar as coisas mais dinâmicas e eficientes.

O papel do líder nesse processo é fundamental. Ele não pode se acomodar com as respostas prontas. Deve ir às origens, saber por que sempre foram assim, saber se de fato essa é a melhor maneira de realizar tal tarefa. O líder é um questionador, mas sempre tendo em vista o crescimento da equipe e a dinamização dos trabalhos.

Para discutir

-Sua postura é mais de comodismo ou de dinamismo?

-Quando e como é possível se quebrar um paradigma?

-Quais as vantagens e desvantagens?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

Sacramento do Batismo de criança

O Sujeito do Batismo

Somente pode receber o Batismo o ser humano em vida, que ainda não tenha sido batizado e somente ele. Contudo, se a morte é duvidosa, o batismo pode ser administrado sob condição.

Compete aos pais ou a quem lhe faz as vezes, apresentar ao Pároco o pedido de seus filhos, assumindo assim a responsabilidade de educá-los na fé cristã católica.

Para que uma criança, antes dos sete anos completos, seja licitamente batizada é preciso que os pais, pelo menos um deles, ou aqueles que legitimamente fizerem as vezes, dêem o seu consentimento, e haja esperança fundada de que a criança será educada na fé católica.

Sempre que tiver consciência da ausência dessa esperança fundada de que a criança será educada na fé católica, o ministro cuide de adiar a celebração do batismo, sempre depois de oferecer aos pais ou a quem lhe faz as vezes as justas razões para esse adiamento e o devido acompanhamento.

Em perigo de morte, qualquer criança pode ser batizada, mesmo contra a vontade de seus pais.

Havendo duvida a respeito da administração ou recepção válida do Batismo e, feita séria investigação, a mesma persiste, o Batismo deve ser administrado sob condição.

Retirado do Livro Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental – Arquidiocese de Fortaleza

Aparições de Nossa Senhora de Fátima - 2ª aparição do Anjo

A segunda aparição do Anjo, já no verão do mesmo ano, deu-se no poço do quintal da família de Lúcia. Estando aí os três pequeninos pastores a brincar, tornaram a ver o mesmo Anjo, que lhes disse:

- Que fazeis? Orai, orai muito. Os corações de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei, constantemente, ao altíssimo, orações e sacrifícios.

- Como nós havemos de sacrificar? – Perguntou Lúcia.

- De tudo o que puderdes, oferecei a Deus um sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí assim, sobre a vossa Pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo, aceitai e suportai, com submissão, o sofrimento que o Senhor vos enviar”.

Retirado do Livro Memórias da Irmã Lúcia

Domingo da nova justiça

A Primeira Leitura nos mostra que duzentos anos antes de Jesus nascer, houve um homem chamado Ben Sirac. Ele fez sérias críticas a certa mentalidade espalhada entre o povo que afirmava que o pecado era inevitável e que Deus não se preocupava com a gente. Em oposição ao fatalismo, tão freqüente no Oriente, ele afirma a liberdade da pessoa humana.
 
Na Segunda Leitura, frente à cultura grega, conhecida no mundo inteiro por sua sabedoria, Paulo apresenta a sabedoria das comunidades cristãs. Para isto, ele vai usar a palavra “mistério”, no sentido de um plano revelado.
 
O Evangelho de Mateus foi escrito aproximadamente nos anos 80 d.C. O objetivo de Mateus é mostrar que Jesus é o verdadeiro continuador do judaísmo. Jesus é comparado com Moisés e com o Rei Davi que são duas grandes figuras da Bíblia.

Ele é o verdadeiro Messias. O texto de hoje mostra claramente a novidade da pregação de Jesus em relação à lei antiga. Jesus não quer apenas polemizar, mas apresentar uma nova proposta. Qual é a sua proposta?

Como dar um passo para viver a lei segundo o coração e não de um mero legalismo. É preciso ir além da lei, pois nem tudo que é legal é justo. A justiça do Reino dos céus, do reino de Deus vai muito além. Três passagens da Bíblia: o mandamento não matar, de não cometer adultério e de não jurar.

Conclusão, eu não vim revogar, mas vim cumprir a lei, diz Jesus no Evangelho de hoje. Não se trata de abolir ou acrescentar algo à lei. Para a comunidade cristã, entrar no Reino significa passar por Jesus que cumpriu a lei e a levou à sua perfeição.

A lei e os profetas não deixam de existir. Manifestará sempre a vontade de Deus, Senhor da história, que iniciou uma aliança com o seu povo e a resposta a essa Aliança se dá justamente na fidelidade à vontade de Deus inscrita na lei e nos profetas. No entanto a justiça nova é maior do que a antiga e Jesus ultrapassa os limites da lei judaica pelo seu amor até o fim. Por seus ensinamentos, morte e ressurreição, Jesus se tornou a vida da lei e dos profetas. Para a nova justiça que se baseia no amor verdadeiro, sem hipocrisia.

Que o Senhor nos dê a grandeza do seu Espírito para nunca nos acomodarmos ao que foi dito aos antigos, mas percebermos o que está sendo dito para nós agora. Que ele abra os nossos corações.

Atenciosamente,
Pe. Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima

Homilia de Bento XVI em Lourdes – Festa das aparições de Nossa Senhora

Sagrado da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, Lourdes
Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Amados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Queridos doentes, prezados acompanhantes e enfermeiros,
Caros irmãos e irmãs!

Ontem celebramos a Cruz de Cristo, instrumento da nossa salvação, que nos revela em plenitude a misericórdia do nosso Deus. A Cruz é realmente o lugar onde se manifesta perfeitamente a compaixão de Deus pelo nosso mundo. Hoje, ao celebrarmos a memória de Nossa Senhora das Dores, contemplamos Maria que partilha a compaixão do Filho pelos pecadores. Como afirmava São Bernardo, a Mãe de Cristo entrou na Paixão do Filho através da sua compaixão (cf. Homilia do Domingo na Oitava da Assunção). Ao pé da Cruz cumpre-se a profecia de Simeão: o seu coração de Mãe é trespassado (cf. Lc 2, 35) pelo suplício infligido ao Inocente, nascido da sua carne. Tal como Jesus chorou (cf. Jo 11, 35), também Maria terá certamente chorado diante do corpo torturado do Filho. Todavia, a sua discrição impede-nos de medir o abismo da sua dor; a profundidade desta aflição é apenas sugerida pelo tradicional símbolo das sete espadas. Como sucedeu com seu Filho Jesus, é possível afirmar que este sofrimento levou-A também a Ela à perfeição (cf. Heb 2, 10), de modo a torná-La capaz de acolher a nova missão espiritual que o Filho Lhe confia imediatamente antes de “entregar o espírito” (cf. Jo 19, 30): tornar-Se a Mãe de Cristo nos seus membros. Naquela hora, através da figura do discípulo amado, Jesus apresenta cada um dos seus discípulos à Mãe dizendo-Lhe: “Eis o teu filho” (cf. Jo 19, 26-27).

Maria vive hoje na alegria e glória da Ressurreição. As lágrimas derramadas ao pé da Cruz transformaram-se num sorriso que nada mais apagará, embora permaneça intacta a sua compaixão materna por nós. Atesta-o a intervenção da Virgem Maria em nosso socorro ao longo da história e não cessa de suscitar por Ela, no povo de Deus, uma confidência inabalável: a oração Memorare (“Lembrai-Vos”) exprime muito bem este sentimento. Maria ama cada um dos seus filhos, concentrando a sua atenção de modo particular naqueles que, como o Filho d’Ela na hora da Paixão, se acham mergulhados no sofrimento; ama-os, simplesmente porque são seus filhos, por vontade de Cristo na Cruz.

O Salmista, vislumbrando de longe este vínculo materno que une a Mãe de Cristo e o povo crente, profetiza a respeito da Virgem Maria: “Os grandes do povo procurarão o teu sorriso” (Sal 44, 13). E assim, solicitados pela Palavra inspirada da Escritura, sempre os cristãos procuraram o sorriso de Nossa Senhora, aquele sorriso que os artistas, na Idade Média, tão prodigiosamente souberam representar e engrandecer. Este sorriso de Maria é para todos: no entanto, dirige-se de modo especial para os que sofrem, a fim de que nele possam encontrar conforto e alívio. Procurar o sorriso de Maria não é uma questão de sentimentalismo devoto ou antiquado; antes, é a justa expressão da relação viva e profundamente humana que nos liga Àquela que Cristo nos deu por Mãe.

Desejar contemplar este sorriso da Virgem não é de forma alguma deixar-se dominar por uma imaginação descontrolada. A própria Escritura nos revela tal sorriso nos lábios de Maria, quando canta o Magnificat: “A minha alma glorifica ao Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador” (Lc 1, 46-47). Quando a Virgem Maria dá graças ao Senhor, toma-nos por suas testemunhas. Maria, como que por antecipação, partilha com os futuros filhos, que somos nós, a alegria que mora no seu coração, para que uma tal alegria se torne também nossa. E cada proclamação do Magnificat faz de nós testemunhas do seu sorriso. Aqui em Lourdes, durante a aparição de 3 de Março de 1858, Bernadete contemplou de maneira muito especial este sorriso de Maria. Foi esta a primeira resposta dada pela Bela Senhora à jovem vidente, que queria saber a sua identidade. Antes de apresentar-Se-lhe alguns dias mais tarde como “a Imaculada Conceição”, Maria fez-lhe conhecer antes de mais nada o seu sorriso, como se tal fosse a porta mais apropriada para a revelação do seu mistério.

No sorriso da mais eminente de todas as criaturas, que a nós se dirige, reflecte-se a nossa dignidade de filhos de Deus, uma dignidade que nunca se extingue em quem está doente. Aquele sorriso, verdadeiro reflexo da ternura de Deus, é a fonte duma esperança invencível. Acontece infelizmente – bem o sabemos – que o sofrimento prolongado quebre os equilíbrios melhor consolidados duma vida, abale as mais firmes certezas da confiança e chegue por vezes até a fazer desesperar do sentido e valor da vida. Há combates que o homem não pode sustentar sozinho, sem a ajuda da graça divina. Quando a palavra já não consegue encontrar expressões adequadas, subentra a necessidade duma presença carinhosa: procuramos então a solidariedade não só daqueles que compartilham o nosso próprio sangue ou estão ligados connosco por vínculos de amizade, mas também a solidariedade de quantos se acham intimamente unidos a nós pelo laço da fé. E quem de mais íntimo poderíamos nós ter além de Cristo e da sua santa Mãe, a Imaculada? Mais do que qualquer outrem, Eles são capazes de nos compreender e perceber a dureza do combate que travamos contra o mal e o sofrimento. A Carta aos Hebreus, referindo-se a Cristo, afirma que Ele não é alguém incapaz de “compadecer-Se das nossas fraquezas; pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo” (Heb 4, 15).

Queria, humildemente, dizer àqueles que sofrem e a quantos lutam e se sentem tentados a virar as costas à vida: Voltai-vos para Maria! No sorriso da Virgem, encontra-se misteriosamente escondida a força para continuar o combate contra a doença e a favor da vida. Junto d’Ela, encontra-se igualmente a graça para aceitar, sem medo nem mágoa, a despedida deste mundo na hora querida por Deus.

Quão justa era a intuição daquela bela figura espiritual francesa que foi o Padre Jean-Baptiste Chautard, quando, na obra A alma de todo o apostolado, propunha ao cristão fervoroso frequentes “trocas de olhar com a Virgem Maria”! Sim, procurar o sorriso da Virgem Maria não é um pio infantilismo; é a inspiração – diz o Salmo 44 – daqueles que são “os grandes do povo” (v. 13). “Os grandes”, entenda-se, na ordem da fé, aqueles que possuem a maturidade espiritual mais elevada e sabem por isso reconhecer a sua fraqueza e pobreza diante de Deus. Naquela manifestação muito simples de ternura que é o sorriso, apercebemo-nos de que a nossa única riqueza é o amor que Deus nos tem e que passa através do Coração d’Aquela que Se tornou nossa Mãe. Procurar este sorriso significa em primeiro lugar perceber a gratuidade do amor; significa também saber suscitar este sorriso com o nosso empenho em viver segundo a palavra do seu dilecto Filho, tal como a criança procura suscitar o sorriso da mãe fazendo aquilo que é do agrado dela. E nós sabemos o que agrada a Maria pelas palavras que Ela mesma dirigiu aos serventes em Caná: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2, 5).

O sorriso de Maria é uma fonte de água viva. “Do seio daquele que acredite em Mim – disse Jesus –, correrão rios de água viva” (Jo 7, 38). Maria é Aquela que acreditou e, do seu seio, correram rios de água viva, que vêm regar a história dos homens. A fonte indicada por Maria a Bernadete, aqui em Lourdes, é o sinal humilde desta realidade espiritual. Do seu coração de crente e de mãe corre uma água viva que purifica e cura. Inúmeros são aqueles que, mergulhando nas piscinas de Lourdes, descobriram e experimentaram a doce maternidade da Virgem Maria, agarrando-se a Ela para melhor se prenderem ao Senhor! Na sequência litúrgica desta festa de Nossa Senhora das Dores, Maria é honrada sob o título de “Fons amoris”, “Fonte de amor”. Realmente, do coração de Maria, brota um amor gratuito que suscita uma resposta filial, chamada a aperfeiçoar-se sem cessar. Como toda a mãe, e melhor do que qualquer outra mãe, Maria é a educadora do amor. É por isso que tantos doentes vêm aqui, a Lourdes, para dessedentar-se nesta “Fonte de amor” e deixar-se conduzir até à única fonte da salvação, o seu Filho, Jesus Salvador.

Cristo dispensa a sua salvação através dos sacramentos e, de modo especial, às pessoas que estão doentes ou são portadoras de qualquer deficiência, através da graça da Unção dos Enfermos. Para cada um, o sofrimento é sempre um estranho. Não nos habituamos nunca à sua presença. Por isso é difícil suportá-lo, e mais difícil ainda – como fizeram algumas grandes testemunhas da santidade de Cristo – acolhê-lo como parte integrante da própria vocação, ou aceitar, segundo a expressão de Bernadete, “tudo sofrer em silêncio para comprazer Jesus”. Para se poder dizer isto, é necessário ter percorrido já um longo caminho em união com Jesus. Em contrapartida, é possível imediatamente desde já abandonar-se à misericórdia de Deus tal como esta se manifesta por meio da graça do sacramento dos doentes. A própria Bernadete, no decurso duma existência frequentemente marcada pela doença, recebeu este sacramento quatro vezes. A graça própria deste sacramento consiste em acolher em si mesmo Cristo médico. Cristo, porém, não é médico à maneira do mundo. Para nos curar, Ele não fica fora do sofrimento que se experimenta; mas alivia-o vindo habitar naquele que está atingido pela doença, para a suportar e viver com ele. A presença de Cristo vem quebrar o isolamento que a dor provoca. O homem deixa de carregar sozinho a sua provação, mas enquanto membro sofredor de Cristo, fica conformado a Ele que Se oferece ao Pai e n’Ele participa no parto da nova criação.

Sem a ajuda do Senhor, o jugo da doença e do sofrimento pesa cruelmente. Recebendo o sacramento dos doentes, não desejamos levar outro jugo que não seja o de Cristo, fortalecidos pela promessa que Ele nos fez, isto é, que o seu jugo será fácil de levar e leve o seu peso (cf. Mt 11, 30). Convido as pessoas que vão receber a Unção dos doentes durante esta Missa a abrirem-se a uma tal esperança.

O Concílio Vaticano II apresentou Maria como a figura na qual está compendiado todo o mistério da Igreja (cf. LG 63-65). A sua vida pessoal apresenta o perfil da Igreja, sendo esta convidada a estar atenta como Ela às pessoas que sofrem. Dirijo uma saudação afectuosa aos componentes do Serviço de Saúde e Enfermagem, bem como a todas as pessoas que por diversos títulos, nos hospitais e noutras instituições, contribuem para o cuidado dos doentes com competência e generosidade. De igual modo ao pessoal de acolhimento, aos maqueiros e aos acompanhantes que, originários de todas as dioceses de França e de mais longe ainda, se prodigalizam ao longo de todo o ano à volta dos doentes que vêm em peregrinação a Lourdes, quero dizer quão precioso é o seu serviço. Eles são os braços da Igreja, humilde serva. Desejo enfim encorajar aqueles que, em nome da sua fé, acolhem e visitam os doentes, de modo particular nas capelanias dos hospitais, nas paróquias ou, como aqui, nos santuários. Possais vós sentir sempre, nesta importante e delicada missão, o apoio eficaz e fraterno das vossas comunidades! E, neste sentido, saúdo e agradeço também de modo particular meus irmãos no episcopado, os bispos franceses, os bispos estrangeiros e os sacerdotes que, todos eles, são acompanhadores dos enfermos e dos homens marcados pelo sofrimento no mundo. Obrigado pelo vosso serviço junto ao Senhor que sofre.

O serviço de caridade que prestais é um serviço mariano. Maria confia-vos o seu sorriso, para que vós próprios vos torneis, na fidelidade a seu Filho, fontes de água viva. Aquilo que estais fazendo, fazeis-lo em nome da Igreja, de quem Maria é a imagem mais pura. Possais vós levar o seu sorriso a todos!

Ao concluir, desejo unir-me à oração dos peregrinos e dos doentes e retomar juntamente convosco um pedaço da oração a Maria feita para a celebração deste Jubileu:

“Porque Vós sois o sorriso de Deus, o reflexo da luz de Cristo, a habitação do Espírito Santo,

porque Vós escolhestes Bernadete na sua miséria, Vós que sois a estrela da manhã, a porta do céu e a primeira criatura ressuscitada,

Nossa Senhora de Lourdes”, com os nossos irmãos e as nossas irmãs cujos corações e corpos estão a sofrer, nós Vos rezamos!

11 de Fevereiro - Nossa Senhora de Lourdes

Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que entrou para o ofício das leituras do dia de hoje.

“Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.

Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado, e, em virtude dos méritos de Cristo Jesus, Nossa Senhora, nessa aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores. Ela pediu que rezássemos pela conversão deles com oração, conversão, penitência.

Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. Deus quis e Sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a infalibilidade da Igreja. Que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em Lourdes. E os sinais, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local.

Lá, onde as multidões afluem, o clero e vários Papas lá estiveram. Agora, temos a graça de ter o Papa Bento XVI para nos alertar sobre este chamado.

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

Retirado do Blog da Canção Nova

Davi e Golias – 1 Samuel 17

Os filisteus eram inimigos dos israelitas e os enfrentaram em uma batalha. Num monte estavam os israelitas e em outro os filisteus. Entre os filisteus havia um gigante de três metros, chamado Golias. Ele foi ao acampamento dos israelitas e os desafiou:

-Quem se atreve a lutar comigo corpo a corpo?!

Os soldados tinham muito medo dele e nenhum se atreveu a brigar.

Foi o jovem Davi o único que teve a valentia de duelar com o gigante. Todos ficaram surpresos com a decisão de Davi e tentaram dissuadi-lo. Ele não voltou atrás. Golias foi ao encontro de Davi, armado até os dentes. Davi escolheu cinco pedras bem lisas e uma funda e se aproximou do gigante.

Ao ver Davi tão jovem e quase desarmado, Golias lançou um olhar de desprezo e disse:

- Por acaso eu sou um cachorro para que venha a mim com um pau?

Davi disse:

- Você não me assusta. Estou com Deus e serei o vencedor.

Davi correu em direção a Golias e lançou uma pedra com a funda. A pedra acertou a testa do gigante e ele desabou no chão. Os filisteus, vendo seu herói morto, saíram correndo.

Retirado do Livro Minha Bibilia – Ed. Paulus

As sementes de Deus

Um rapaz entrou numa loja e viu um senhor no balcão. Maravilhado com a beleza do lugar, perguntou-lhe:

- Senhor, o que se vende aqui?

- Todos os dons de Deus.

- E custam muito? - voltou a perguntar.

-Não custam nada. Aqui tudo é de graça.

Contemplou a loja e viu que havia jarros de amor, vidros de fé, pacotes de esperança, caixinhas de salvação, muita sabedoria, fardos de perdão, pacotes grandes de paz e muitos outros dons de Deus. Tomou coragem e pediu:

- Por favor, quero o maior jarro de amor de Deus, todos os fardos de perdão e um vidro grande de fé, prá mim e prá toda minha família.

Então, o senhor preparou tudo e entregou-lhe um pequeno embrulho que cabia na palma da sua mão. Incrédulo ele disse:

- Mas como pode estar aqui tudo que pedi?

Sorrindo o senhor lhe respondeu:

- MEU QUERIDO IRMÃO, NA LOJA DE DEUS NÃO VENDEMOS FRUTOS, SÓ SEMENTES. PLANTE-AS !!!

Autor Desconhecido

O anzol

Um empresário do interior do Paraná tinha a fama de ser muito generoso, pois vivia ajudando os necessitados de sua cidade. Certa vez, um jovem foi procurá-lo.

- Sou filho de uma família muito pobre, que passa fome. Não temos terras para trabalhar, nem equipamentos. Moramos eu e toda a minha família numa casinha na beira do rio – disse o jovem.

O empresário pegou duas notas de cinqüenta reais, entregou-as ao jovem e disse:

- Com uma compre comida para a sua família. Com a outra, compre um anzol para pecar.

Para refletir

Diante das inúmeras situações de miséria que vemos no país, normalmente perdemos a esperança de que algo possa ser feito. O ensinamento da parábola é bem claro. Não basta dar o pão, ou seja, resolver o problema temporariamente, mas é preciso dar garantias de sustentabilidade, ensinar a pescar.

Uma coisa é certa: há uma necessidade emergencial, assim como em nosso país. Se o jovem não comer, não terá forças para trabalhar. Resolvido o primeiro problema, a fome, é preciso resolver o segundo: dar um trabalho.

Aqui vemos também um importante ensinamento para os lideres. Quando alguém o procura para ter uma resposta, o líder não deve fazer a tarefa no lugar da pessoa, mas deve ensiná-la com agir para no futuro não se repetir o pedido. É comum em determinadas situações os lideres preferirem realizar algumas tarefas simples para adiantar o trabalho, mas isso impede os outros membros da equipe de crescerem e, quando a situação se repetir, novamente o líder será chamado, criando uma corrente pouco produtiva.

Para discutir

-Quando é solicitado para qualquer caridade ou tarefa, você normalmente “dá o peixe” ou “ensina a pescar”?

-O que ambas as atitudes representam a curto e a longo prazo?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

Oração - Eu quero ser Filho da Luz

Senhor,

Eu quero ser Filho da Luz.
Eu quero levar ao mundo a Tua luz.

Senhor,
Eu sei que muitas vezes eu vivi na escuridão.
O pecado foi me consumindo e eu me acostumei com as
trevas.

Eu fui infiel.
Eu abandonei o amor em busca de prazeres que não me
trouxeram a felicidade.

Eu errei, Senhor.

Mas hoje estou aqui Te pedindo perdão.
Hoje estou aqui abrindo as janelas e recebendo a Tua luz.
Que a Tua luz me invada, me retire o medo de viver e me
faça um anunciador.

Eu quero anunciar o Teu amor, mesmo que seja no deserto.
É essa a minha missão e é por isso que estou aqui nesta
oração.

Faz de mim o que quiseres.
Eu Te amo, Senhor.
Sou Teu Filho.
Sou Filho da Luz!

Amém.

Retirado do Livro Ágape – Ed. Globo

Sacramento do Batismo de crianças

O Ministro do Batismo

Ainda que a função de batizar seja confiada especialmente ao Pároco, é o ministro ordinário do Sacramento do Batismo o Bispo, o Presbítero e o Diácono.

Em caso de ausência ou de impedimento do Ministro ordinário, o Batismo pode ser administrado por leigos, homens ou mulheres, designados pelo Ordinário do Lugar, como Ministros extraordinários, na forma indicada pela Comissão Episcopal do Regional do Nordeste 1 da CNBB.

Em caso de perigo de mote, faltando o Ministro ordinário e o extraordinário, não somente qualquer cristão, mas qualquer pessoa que tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja, pode conferir o Sacramento do Batismo.

Nesse caso, se a criança sobreviver, ela deverá ser levada à Igreja paroquial para os ritos complementares e o devido registro no livro de assentamento de batizados.

Nasce daí a necessidade de os pastores de almas, particularmente os párocos, ensinarem aos fiéis o modo correto de batizar.

Fora do caso de necessidade, a ninguém é permitido batizar em território alheio, nem os seus próprios súditos, a não ser com a licença, ao menos justamente presumida, do respectivo Pároco.

Retirado do Livro Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental – Arquidiocese de Fortaleza

Oração de Santo Tomás de Aquino

Que eu chegue a ti, Senhor, por um caminho seguro e reto; caminho que não se desvie nem na prosperidade nem na adversidade, de tal forma que eu te dê graças nas horas prósperas e nas adversas conserve a paciência, não me deixando exaltar pelas primeiras nem abater pelas outras.

Que nada me alegre ou entristeça, exceto o que me conduza a ti ou que de ti me separe.
 Que eu não deseje agradar nem receie desagradar senão a ti.
Tudo o que passa torne-se desprezível a meus olhos por tua causa, Senhor, e tudo o que te diz respeito me seja caro, mas tu, meu Deus, mais do que o resto. Qualquer alegria sem ti me seja fastidiosa, e nada eu deseje fora de ti.


Qualquer trabalho, Senhor, feito por ti me seja agradável e insuportável aquele de que estiveres ausente.
 Concede-me a graça de erguer continuamente o coração a ti e que, quando eu caia, me arrependa.
Torna-me, Senhor meu Deus, obediente, pobre e casto; paciente, sem reclamação; humilde, sem fingimento; alegre, sem dissipação; triste, sem abatimento; reservado, sem rigidez; ativo, sem leviandade; animado pelo temor, sem desânimo; sincero, sem duplicidade; fazendo o bem sem presunção; corrigindo o próximo sem altivez; edificando-o com palavras e exemplos, sem falsidade.


Dá-me, Senhor Deus, um coração vigilante, que nenhum pensamento curioso arraste para longe de ti; um coração nobre que nenhuma afeição indigna debilite; um coração reto que nenhuma intenção equívoca desvie; um coração firme, que nenhuma adversidade abale; um coração livre, que nenhuma paixão subjugue.
 Concede-me, Senhor meu Deus, uma inteligência que te conheça, uma vontade que te busque, uma sabedoria que te encontre, uma vida que te agrade, uma perseverança que te espere com confiança e uma confiança que te possua, enfim. 


Amém.

Retirado do Livro Ágape - Ed. Globo

Domingo do Sal da Terra e Luz do Mundo

A palavra de Jesus hoje, chama atenção para o testemunho de nossa vida. E usa, para isso, a imagem do sal e da luz. O sal é o que dá gosto e sentido a vida. É a gente encontrar sempre razões para viver e para ser feliz, mesmo dentro das durezas da vida. A luz se opõe às trevas e aponta para nós um programa de vida.

O Evangelho deste domingo compara as atitudes dos seguidores de Jesus com o sal e a luz. Estes dois elementos são muito importantes na vida da gente e lembram à vocação que recebemos no batismo. Neste domingo, estes sinais merecem destaque, sobretudo no momento da profissão de fé.

A primeira leitura indica bem concretamente o que significa ser luz: repartir o pão com quem tem fome, acolher o infeliz sem abrigo, não desprezar ninguém, renunciar a opressão e a palavra ofensiva. Por isso, é que Jesus mereceu ser chamado luz do mundo, porque ele realizou plenamente as obras da luz, sendo misericordioso até o fim. É nele que se apóia a nossa vocação de ser sal e luz. Fazendo memória de Jesus, em nossa celebração, o Senhor nos faz passar das trevas à luz e derrama sobre nós seu Espírito, para que a nossa conduta seja baseada na solidariedade e na atenção às pessoas que fazem parte da nossa convivência.

Na segunda leitura, Paulo relembra à comunidade de Corinto como foi evangelizada para tirar daí um elemento de reflexão importante sobre a fé.

Atenciosamente,
Pe. Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima

O Valor de Um Sorriso

Não custa nada e rende muito. Enriquece quem o recebe, sem empobrecer quem o dá.

Dura somente um instante mas seus efeitos ficam para sempre.

Ninguém é tão rico, que dele não precise. Ninguém é tão pobre, que não possa dar a todos.

Leva a felicidade a todos e a toda parte. É o símbolo da amizade, da boa vontade. É o talento para os desanimados, repouso para os cansados.

Raio de sol para os tristes e ressurreição para os desesperados. Não se compra e nem se empresta.

Nenhuma moeda do mundo, pode comprar o seu valor. Não há ninguém que precise tanto de um SORRISO, como aquele que não pode sorrir.

Autor Desconhecido

Ritos Iniciais: Chegada e acolhida do povo sacerdotal, convocado pelo Pai, e congregado em Cristo pelo Espírito

A missa, como toda celebração cristã é ação simbólica e ritual, uma reunião festiva, um encontro e não uma simples reza, ou ação devocional!

E quem é sujeito desta ação, quem participa desta reunião, quem realiza este encontro?

Podemos afirmar que a Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo é que toma a iniciativa nesta ação e se mantém com agente invisível, atuando em nós, e através de nós, seu povo reunido. Somos então o sujeito visível desta ação realizada em conjunto com Deus. Ele nos convida, nos convoca para que, reunidos como irmãos e em seu nome, celebremos com Ele uma aliança de amor e compromisso.

A primeira resposta que damos a esta convocação é nossa decisão interior, alegre e convicta de sair de casa e caminhar para o local da celebração. Nossos passos, nossa caminhada pessoal feita no decorrer da semana, junta-se com a caminhada comunitária e social de tantos que peregrinam pelas estradas do mundo em busca de justiça, fraternidade e paz. Junta-se também com todo o universo. Temos aí a primeira ação simbólica, abrindo a celebração. São os ritos iniciais.

Ao chegar, é o próprio Deus que nos acolhe nos gestos fraternos das pessoas que prepararam com carinho o local, das pessoas que estão à porta nos recebendo afetuosamente, das que criam um clima alegre de entrosamento e oração, ensaiando os cantos para que toda a assembléia, constituindo-se com Cristo, um só corpo, entoe numa só voz, o louvor pascal ao Pai.

É o Senhor Ressuscitado na pessoa de quem preside que, de coração, nos saúda, abre a reunião em nome da Trindade, acolhe com amor os motivos que trazemos para celebrar e apresenta-os em oração ao Pai na comunhão do Espírito Santo.

Nossa resposta é primeiro uma benção, uma “bendição” a Deus que nos congrega pelo Espírito Santo, em Cristo: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo. A seguir, pelo ato penitencial, confessamos a bondade e a misericórdia de deus que sempre ultrapassa nossas falhas e pecados. No tempo pascal e aos domingos renovamos nosso compromisso batismal com o rito de aspersão com água.

O encontro não é só de Deus com seu povo ou de irmãos entre si. A celebração é também o encontro do povo com seu Deus. Ele nos chama, nos reúne e nós, chegamos, nos apresentamos, ainda que pecadores, para escutar sua palavra, proclamar sua ação salvadora e firmar nova aliança em seu amor.

Os ritos iniciais são um conjunto de vários elementos: procissão e canto de entrada, beijo do altar, saudação, recordação dos fatos da realidade, aspersão com água, retomando o batismo, ou ato penitencial, ou abraço da paz, a ladainha do “Senhor, tente piedade de nós”, o canto de “Glória”.

O ponto alto e elemento indispensável dos ritos iniciais é a oração inicial, feita por quem preside, após oração silenciosa da assembléia que se dispõe a entrar em dialogo com Deus no rito da palavra.

Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB