Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo

A 1ª leitura mostra um contexto de perseguição e morte contra as lideranças das comunidades cristãs. Enquanto Pedro revive o destino de Jesus na prisão, a Igreja ora continuamente. A ação de Deus vence o poder opressor de Herodes e liberta Pedro.

Na 2ª leitura, Paulo faz a experiência do abandono confiante nas mãos de Deus. Seu ensinamento testemunha a fidelidade e a dedicação no anúncio do evangelho: Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.

No Evangelho, Jesus conversa com os discípulos a respeito da própria identidade, pois sua atuação era comparada por muitos aos grandes profetas: João Batista, Elias, Jeremias. Os discípulos, representados por Pedro, manifestam a adesão pessoal ao Mestre, reconhecendo-o como o Cristo, o Filho do Deus vivo, título que resume a fé da comunidade cristã. A Igreja está fundamentada sobre a pedra angular, que é Cristo, morto e ressuscitado, professado pela fé dos apóstolos. As forças do inferno, opostas ao Reino de Deus, não podem abalar os seus fundamentos. Como Pedro, os que professam a fé na comunidade dos discípulos de Jesus, a Igreja, recebem a missão de administrar as chaves do Reino dos Céus. Colocam-se a serviço do Reino, procurando abrir as suas portas a quem procura a Deus. Assumem o compromisso de desligar, de romper com as situações de pecado que escravizam e impedem de celebrar a salvação.


Revista de Liturgia

29 de Junho - Dia de São Pedro e São Paulo Apóstolos

Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos. Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo.

Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.

Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.


São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

As fogueiras de São Pedro

Alguns elementos quase que desapareceram completamente dos festivos juninos, outros rarearam de tal modo que com muita dificuldade os vemos em nossos dias. Por motivos de segurança, desapareceram os belíssimos balões que enchiam de leveza e sedução os céus de minha infância; as residências com pequenas bandeirolas decorando-as e as ruas transformadas em arraiais dos folguedos matutos são praticamente impossíveis de ver com a naturalidade com a que eram encontradas anos atrás; as fogueiras que na década de 70 estavam presentes na frente de cada residência, hoje são encontradas apenas nas fachadas dos mais tradicionais, até porque muitos de nós moramos em apartamentos que ou inviabilizam ou esvaziam de sentido tudo isso.

Para os saudosistas como eu, já não existe a Festa de São João, pois já não há quadrilhas que não sejam dedicadas exclusivamente para dançarinos profissionais, não se encontram mais espaços onde seres “desuingados” como o autor deste texto, possa se alegrar e sorrir com seus pares na levada dos balancês e alavantus. Lembro como muitas vezes eu chegava em casa, depois de ir de arraial em arraial durante toda madrugada, por volta das 5h da manhã e passava pelos restos das fogueiras que tinham ardido durante toda a noite. Elas haviam passado pelas várias fases, a beleza da incandescência inicial, com labaredas altas e violentas, depois aquele ardor contínuo e leve, até chegar aos estertores, às cinzas ainda reluzentes, o melhor momento para assar um milho verde. Mas há fogueiras que não se apagam nunca. Que foram acesas há dois mil anos e continuam como na primeira noite.

Nos Evangelhos existem duas e apenas duas fogueiras, ambas relacionadas à pessoa de São Pedro. A primeira foi acesa no pátio exterior da casa de Anás, sogro do sumo-sacerdote Caifás, para onde Jesus foi levado depois de ter sido preso no jardim do Getsêmani (Lc. 22:55). Ali, assentou-se Pedro, tentando passar desapercebido no meio dos curiosos que se aglomeravam naquele local para saber qual seria o destino do Rabino Galileu. Foi nesta geografia que se realizou a tríplice negativa do apóstolo, afirmando em meio a juras e impropérios que não conhecia o Encarcerado. Esta é a fogueira da queda, da vergonha, da negação, do desrespeito. Nela os ideais e os compromissos de amor foram queimados, lançados ao fogo pela covardia associada à fraqueza. O resultado desta combustão terrível é a amargura de alma, foi assim que o pescador deixou aquele local e assim deve ter permanecido muitos dias, mormente porque em seguida Jesus foi julgado, crucificado e morto… e Pedro não estava lá.

Graças a Deus há outra fogueira. Esta não foi acesa pela curiosidade, pela necessidade ou pelo medo, mas por amor. Refiro-me àquela que foi acesa por Jesus, já ressurreto na praia do Mar da Galiléia (Jo. 21:9), lugar onde três anos antes ele havia travado os primeiros contatos tanto com Pedro, quanto com André e João. Os discípulos tinham voltado à antiga prática da pescaria, eles costumavam fazer isso durante a madrugada com o objetivo de atrair os peixes com a claridade de suas lamparinas, mas naquela noite, mais uma vez, eles não tinham tido sucesso, estavam terminando o trabalho daquela noite sem terem colhido nenhum resultado. Quando se aproximaram da margem, ouviram uma voz de homem que lhes perguntava se tinham apanhado alguma coisa e eles responderam que não. Foi então que este homem lhes disse: “joguem do lado direito suas redes!”. Fizeram isso e pescaram muitíssimos peixes. Aquela frase e aquele resultado levaram a João a recordar, a ter uma sensação de deja vu, e se deu conta que este homem era Jesus.

Eles puxaram os barcos para a praia e encontraram Jesus assentado em um canto, com a fogueira acesa e com alguns peixes assando, bem como pão para uma refeição matinal que teriam ali. Esta é a fogueira da restauração, ela não é apenas acesa por Jesus, os pães e peixes também são dele, ele tudo provê. Foi ali bem perto que o Salvador perguntou a Pedro: “tu me amas?” E ouviu por três vezes a mesma resposta do pescador: “Eu te amo”, ao que lhe disse Jesus: “apascenta as minhas ovelhas”. Sobre cada negação Cristo sobrepôs uma oportunidade de reafirmação da fé e do compromisso. Para cada ato de renovação, Jesus ofereceu uma corroboração da mesma antiga vocação de amor e serviço ao próximo.

Amigo, irmã… pode ser que você esteja vivendo a tristeza e a amargura da queda, ao redor da fogueira do desencontro, mas fique sabendo que seja lá o que você tenha feito, dito ou deixado de fazer, há uma outra fogueira para onde você pode ir. É lá que Jesus está lhe esperando para comer com você um sanduíche de peixe e te oferecer perdão e verdadeira paz, por falar nisso… Paz e Bem!

Com carinho,
Martorelli Dantas

Retirado do Site da Comunidade Cristã

Solenidade do Nascimento de João Batista

Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho.

Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração. Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”.

O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”). Como nos ensinam as Sagradas Escirturas: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).

Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa.

São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse. Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.

O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista” (Mateus 11,11).


São João Batista, rogai por nós!

Nota Oficial da CNBB sobre manifestações populares

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília de 19 a 21 de junho, declaramos nossa solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens. Trata-se de um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência. Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos. 

Nascidas de maneira livre e espontânea a partir das redes sociais, as mobilizações questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos. Gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública. Denunciam a violência contra a juventude. São, ao mesmo tempo, testemunho de que a solução dos problemas por que passam o povo brasileiro só será possível com participação de todos. Fazem, assim, renascer a esperança quando gritam: "O Gigante acordou!"

Numa sociedade em que as pessoas têm o seu direito negado sobre a condução da própria vida, a presença do povo nas ruas testemunha que é na prática de valores como a solidariedade e o serviço gratuito ao outro que encontramos o sentido do existir. A indiferença e o conformismo levam as pessoas, especialmente os jovens, a desistirem da vida e se constituem em obstáculo à transformação das estruturas que ferem de morte a dignidade humana. As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em "berço esplêndido". 

O direito democrático a manifestações como estas deve ser sempre garantido pelo Estado. De todos espera-se o respeito à paz e à ordem. Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito. 

Sejam estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de nossos tempos para todos. Que o clamor do povo seja ouvido!

Sobre todos invocamos a proteção de Nossa Senhora Aparecida e a bênção de Deus, que é justo e santo. 

Brasília, 21 de junho de 2013

Cardeal Raymundo Damasceno Assis 
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís 
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner  
Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário geral da CNBB

12º Domingo do Tempo Comum

Na 1ª leitura, o povo oprimido pelo sofrimento é chamado à conversão, a voltar-se para o Deus misericordioso.

 A 2ª leitura ressalta que somos filhos de Deus, chamados a viver a vida nova em Cristo, superando assim as barreiras de raça, gênero e classe social.

No Evangelho, Jesus, após a multiplicação dos pães, retira-se para orar com os discípulos e pergunta: Quem dizem as multidões que eu sou? Os discípulos são chamados a dar uma resposta pessoal, pois compartilham a vida e a missão do Mestre. A profissão de fé que Pedro faz, em nome do grupo, focaliza o ministério de Jesus, que veio salvar as pessoas necessitadas, cumprindo as profecias antigas. A ordem de silêncio indica que a identidade do verdadeiro Messias está associada à cruz. Os discípulos só compreenderão plenamente a missão do Messias à luz de sua páscoa. A fidelidade de Jesus ao Reino de Deus aumentará a rejeição dos adversários. O caminho da cruz revela que Jesus não é um Messias triunfalista, mas solidário com a vida e o sofrimento do povo. O Filho do Homem será crucificado, pois liberta os excluídos, coloca o sábado a serviço da vida. A cruz aparece no centro do convite de Jesus aos seus seguidores. É preciso renunciar a si mesmo e tomar a cruz cada dia. O compromisso profundo com o Mestre é a razão para entregar a vida a serviço do Reino.


Revista de Liturgia

Abra seu coração e deixe fluir a graça de Deus

Muitas vezes, nosso coração está fechado e, consequentemente, o Espírito Santo não pode entrar. A vida espiritual em Cristo Jesus consiste no transbordamento do próprio Espírito de Deus que adquirimos e buscamos.

Há dias, na nossa vida, no qual estamos tão desanimados que não conseguimos rezar nem sabemos a quem recorrer. Então, temos um livrinho de oração que nos ajuda a encontrar a paz interior.

Saulo, o discípulo, estava com a mente e o coração fechados. E enquanto seu coração estava fechado, ele era somente um perseguidor. Um dia, ao encontrar-se com Jesus, seu coração dilatou-se e encheu-se do Espírito Santo. Saulo tornou-se São Paulo, a coluna na Igreja de Pedro e Paulo.

Um coração aberto pode experimentar o amor de Deus. Milhões de pessoas, hoje, são impactadas pela palavras de São Paulo.

“Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas, esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”(Felipenses 2,1-11).

Neste capítulo, vemos o transbordamento no Evangelho vivido. A humildade nos leva a enxergar que não somos melhores que os demais, ela é um santo remédio que Deus nos enviou.

O Todo-Poderoso humilhou-se, fazendo-se Homem e morrendo na cruz por cada um de nós. Pela humildade nós nos tornamos obedientes a Deus!

Jesus Cristo nos deixou uma joia: o Evangelho, por meio do qual pode imprimir em nós um novo homem. Acompanhados da oração, podemos vencer o orgulho, a vaidade e o mal que insistem em vencer nosso coração.

Quem se converteu por meio do Evangelho de Jesus trilha um caminho maravilhoso, mas para isso é preciso perseverança. Muitas vezes, rezamos sem vontade, mas esta oração é mais eficaz, porque, com fé e ousadia, vencemos o inimigo.

Meus irmãos, a pessoa quando evangelizada, mesmo quando o sofrimento bate à sua porta, tem forças para suportar, pois Deus está com ela. Uma pessoa com o coração fechado está sem a graça, está pronta para ser corrompida, está à disposição do mal.

Se formos evangelizados, poderemos transbordar e contagiar os nossos familiares e amigos. A oração tem o poder de restaurar!

O diabo também vigia e procura corações apodrecidos e fechados, que não se deixaram converter pelo Evangelho. Temos, até o último suspiro, que buscar Deus e estar sempre em oração para que o inimigo não tenha espaço na nossa vida.

Pela graça da oração e da obediência, Jesus é capaz de mudar o trajeto da nossa história. Com isso, a corrupção não tomará lugar em nossas vidas. O inimigo quer manchar nosso coração com o pecado, mas, uma vez que este se abre, o Espírito de Deus o invade e muda tudo.

Vamos abrir nosso coração e deixar a graça fluir!


Eugênio Jorge

As manifestações pelo Brasil

As manifestações e os protestos, que acontecem em todo o país, surpreenderam a população, os políticos, os governos e também a Igreja. Tudo começou com o aumento das tarifas de ônibus urbanos nas capitais, mas agora já ficou claro que não é este o único motivo das manifestações; na verdade, é uma série de reivindicações de direitos que está em jogo.

O que pode acontecer de tudo isso? Por ora, é muito difícil dizer. Marco Maciel disse que manifestações do povo, desta natureza, podem dar em tudo e podem dar em nada. Parece-me que algo vai mudar neste país e devemos todos trabalhar e rezar para que seja para o bem e para melhor.

Castro Alves disse que “a praça pertence ao povo assim como os céus pertencem ao condor”. O povo está ocupando as ruas e praças para reivindicar direitos. O cartaz de um dos manifestantes dizia: “Não exigimos 20 centavos, mas direitos”. Quais direitos? Melhores hospitais e médicos (outro cartaz dizia: “queremos mais hospitais e menos campos de futebol”), o fim da corrupção institucionalizada, melhores transportes coletivos, menos inflação que corrói os salários, menos impostos (o Brasil é campeão do mundo em cobrança de impostos; trabalhamos cinco meses só para pagá-los). Parece que as ações sociais do Governo já não bastam para acalmar o povo, pois este quer políticos mais honestos, menos “toma lá da cá”, menos conchavos, menos fingimentos.

O povo quer menos violência e mais segurança, mais e melhores estradas, portos, aeroportos, rodovias, escolas e professores. Parece-nos que todas essas exigências estão acumuladas nas razões dos protestos. Nota-se que, sobretudo, é um protesto da classe média que se sente prejudicada. Os pobres recebem a bolsa família e outras bolsas, os ricos não têm problemas e sabem se defender junto aos políticos e ao Governo.

A origem deste movimento não é muito clara. A organização que comanda as manifestações – Movimento Passe Livre (MPL) - é regida pelos princípios do Fórum Social Mundial como se pode conferir no site do “Movimento” (cf. http://mpl.org.br/node/2). É um movimento que tem cores um tanto diferentes (cf. http://mpl.org.br/node/5) com base em palavras chaves como “horizontalidade” (sem hierarquia, cf. http://mpl.org.br/node/1). Embora se defina como apartidário, confessa-se não antipartidário. Portanto, a não dependência partidária explícita não significa independência partidária. O site diz: “O Movimento Passe Livre é horizontal, autônomo, independente e apartidário, mas não antipartidário. A independência do MPL se faz não somente em relação a partidos, mas também a ONGs, instituições religiosas, financeiras etc.”

Há muitas perguntas a serem feitas, por exemplo: de onde vem o dinheiro para a mobilização de toda essa massa humana em todo o país? Isso custa caro! É cedo para decifrarmos tudo o que está acontecendo. Numa primeira – e muito precária observação –, parece-nos que o povo, insatisfeito com muita coisa, aproveita-se do Movimento Passe Livre e faz dele um veículo de suas manifestações. Parece ter roubado a cena.

Há mais de vinte anos não se via, no Brasil, algo dessa natureza, o que nos leva a crer que algo vai mudar neste país. Que seja, então, o que pede a Igreja na sua Doutrina Social: mudanças que coloquem o homem como centro das medidas políticas necessárias para que haja justiça, paz, verdade, amor e liberdade verdadeira. Que o mais importante não seja o lucro nem o Estado, mas a pessoa humana, mesmo a não ainda nascida. Peçamos a Deus que de tudo isso nasça um “pacto social” em favor de todos, especialmente da família – célula mater da sociedade – não só dando-lhe pão e circo, mas tudo que precisa.

Rezemos, como na oração da Bênção do Santíssimo: “Deus e Senhor nosso, protegei... todas as pessoas constituídas em dignidade para que governem com justiça; dai ao povo brasileiro paz constante e prosperidade completa”.


Felipe Aquino

O gigante acordou!


Acompanhando os últimos dias e suas respectivas últimas notícias vi muita coisa acontecendo Brasil e mundo a fora. Jovens indo às ruas e se movimentando referente à taxas de transporte público, corrupção, gasto de dinheiro público em construção de estádios, PEC 37 e por ai vai. Acredito que ninguém esperava que existisse uma juventude assim, que luta por uma causa, acreditavam que os jovens estavam dormindo e ai meu amigo se surpreenderam!

Sim, os jovens estão acordados! Há muita coisa a se fazer e a propor a diferença! Há uma civilização do amor a construir e isto é pra ontem!

Porém fiquei pensando na #ogiganteacordou , isto é fantástico, não temos noção ainda da força deste gigante que pode mudar o cenário de um país, uma nação. Um gigante de jovens que podem construir uma nova sociedade marcada  pela justiça, pela paz e a dignidade da pessoa humana!

Mas você já parou pra pensar o que acontece quando se acorda?

Alguns acordam e precisam de um tempinho a mais para se localizar no tempo e espaço, tipo, antes de sair da cama é importante abrir bem os olhos se perceber no espaço antes de tomar uma direção, vai que acerta o pé em algo tipo o guarda-roupa, a porta  e aí? Hum que dor terrível.

Outras pessoas quando acordam, o humor é super lá embaixo, e o azedume é perceptível nas palavras de raiva e rancor. E tanto mal faz àqueles que com elas convivem. Atitudes bem violentas estas  não?

E ainda tem pessoas que acordam, se levantam e nem abrem os olhos, simplesmente vão andando sem direção. Nesta hora pode aparecer alguém que te conduza por um ou outro caminho.

O que tem a ver tudo isso?

Cara, não basta acordar e levantar (isso também), mas é preciso pensar, refletir e tomar uma direção. Pois se você é um dos que ao acordar não para e pensa, pode simplesmente sair sem direção e acertar o pé em coisas desconhecidas (ideologias, estratégias de manipulação e etc). Ou pode ser ainda que ao acordar tenha um ânimo de humor lá embaixo e acredita que com sua raiva e indignação pode partir para violência e nesta hora muita gente sai perdendo principalmente os inocentes. E creio ainda que ao acordar possa sair de olhos fechados para a realidade e nesta hora aparecer alguém que resolva te guiar por caminhos não tão justos e sim egoístas, que no final das contas gerará um totalitarismo ditatorial.

Sim o gigante acordou e está na hora de uma reflexão crítica e inteligente, pensar em um foco e numa mudança que urge acontecer. Está na hora de mostrarmos que temos um sonho de um mundo melhor sim! E que a injustiça social precisa ser tocada e transformada.

Mas acorde, abra bem os olhos e dê o passo! Saiba: como Cristãos temos o dever de nos posicionarmos e temos muita matéria (Doutrina Social da Igreja) para refletirmos e agirmos! Não dá para simplesmente acordar!

#verasqueumfilhoteunaofogealuta

Tamu junto!

Adriano Goncalves
Canção Nova

11º Domingo do Tempo Comum

O profeta Natã, na 1ª leitura, denuncia a violação dos direitos e as injustiças praticadas pelo rei Davi contra Urias. A palavra suscita a conversão para entrar na dinâmica do amor de Deus e na prática da justiça.

Na 2ª leitura, Paulo acentua que pela fé somos transformados pela graça e participamos da vida nova que é a vida de Cristo em nós.

No Evangelho, Jesus senta-se à mesa com as pessoas excluídas, para manifestar-lhes a misericórdia do Pai. Ao entrar na casa do fariseu, ele é acolhido por uma mulher, que lava os seus pés, enxuga-os com os cabelos, beija-os e unge-os com perfume. A atitude generosa dessa mulher é oposta a do fariseu, incapaz de demonstrar gestos de hospitalidade. A história do credor mostra que a observância legalista dificulta acolher a salvação gratuita, revelada no perdão. Quinhentas moedas de prata equivalem a quinhentos denários, sendo que um denário era a remuneração por um dia de trabalho. A dificuldade para quitar a dívida mostra que, diante do amor infinito do Pai que envia seu Filho para salvar, resta ao ser humano amar com generosidade. A cura de espíritos maus e enfermidades manifestam a força do Reino de Deus em Jesus. Como o número sete simboliza a totalidade, a libertação dos demônios expressa a adesão plena ao projeto de Jesus. Assim, essas mulheres discípulas dedicam-se ao serviço do evangelho, com gratuidade.


Revista de Liturgia

13 de Junho - 2° Aparição de Nossa Senhora

Neste dia, a branca Senhora disse:

- Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.

Quando a Lúcia pede para os levar a todos para o Céu, a Senhora responde:

- Sim, a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a abraçar prometo a Salvação, e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono.

- Fico cá sozinha? Perguntei com pena.

- Não filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus.

- Foi no momento que disse estas últimas palavras que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo desta luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco pareciam estar na parte desta luz que se elevava para o Céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.


Retirado do Livro Memórias da Ir. Lúcia

13 de Junho - Dia de Santo Antônio

Neste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, em 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.

Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças.

Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do “Pobre de Assis”, o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna.


Santo Antônio, rogai por nós!

Fica comigo, Senhor! - Oração de São Padre Pio de Pietrelcina

Fica Senhor comigo, pois preciso da tua presença para não te esquecer.
Sabes quão facilmente posso te abandonar.
Fica Senhor comigo, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.
Fica Senhor comigo, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.
Fica Senhor comigo, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.
Fica Senhor comigo, para me mostrar tua vontade.
Fica Senhor comigo, para que ouça tua voz e te siga.
Fica Senhor comigo, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.
Fica Senhor comigo, se queres que te seja fiel.
Fica Senhor comigo, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.

Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.

Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão,a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.

Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.

Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não às mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!

Fica Senhor comigo, pois é só a ti que procuro teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. Como este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.


São Padre Pio, rogai por nós!

10º Domingo do Tempo Comum

Elias, na 1ª leitura, socorre a viúva de Sarepta, pobre e estrangeira e clama a Deus pela vida do seu filho. O Senhor ouve a voz do profeta e manifesta sua salvação através das ações em favor da vida dos oprimidos.

Paulo, na 2ª leitura, fundamenta sua missão apostólica em Cristo ressuscitado, que o chamou por sua graça, para anunciar o evangelho a todas as gentes.

No Evangelho, Jesus, ao chegar à cidade de Naim, acompanhado pelos discípulos e uma grande multidão, encontra a procissão conduzindo um morto, filho único de uma viúva. Tal realidade deixava a viúva, já excluída de direitos, ainda mais desamparada. Por isso, Jesus se enche de compaixão, consola a viúva aflita e se aproxima do morto, deixando de lado as leis de pureza ritual, que proibiam tocar um cadáver. O jovem, movido por sua força, sentou-se e começou a falar. Então, Jesus o entregou à sua mãe, como fez Elias, quando entregou o filho à viúva de Sarepta. Jesus, ao fazer reviver o filho da viúva, como fará com a filha de Jairo e com o amigo Lázaro, revela-se como o Deus da vida, vencedor da morte. Ressuscitar mortos caracteriza a identidade de Jesus como Messias, que vem revelar a plenitude da salvação através de sua vida, morte e ressurreição. Em Jesus, o Deus compassivo visita e liberta o seu povo.


Revista de Liturgia

Oração de Consagração ao Imaculado Coração de Maria

“Doce e Imaculado Coração de Maria, eu me consagro a vós. Guardai-me de todo mal, de todo pecado e restabelecei em mim a paz e a harmonia interior. Fazei de mim, minha Mãe, verdadeiro (a) devoto(a) do vosso Imaculado Coração e daí- me, por esta santa devoção, a graça da pureza e da santidade. Que a vosso exemplo, o meu coração possa também guardar todas as palavras de vosso Filho Jesus. Rogai por mim, ó Mãe Santíssima, Para que eu seja digno(a) de vosso amor e das promessas de Jesus.


Amém.”

As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem sua origem na própria Sagrada Escritura. O coração é um dos modos para falar do infinito amor de Deus por cada um de nós. Este amor encontra seu ponto alto com a vinda de Jesus.

A devoção ao Sagrado Coração, de um modo visível, aparece em dois acontecimentos fortes do Evangelho: o gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a Última Ceia (cf. Jo 13,23); e, na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34).

Em um acontecimento temos o consolo de Cristo pela dor na véspera de Sua morte. No outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade.

Estes dois exemplos do Evangelho nos ajudam a entender o apelo de Jesus feito em 1675 a Santa Margarida Maria Alacoque: "Eis este Coração que tanto tem amado os homens... Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios, indiferenças... Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu Coração, comungando, neste dia, e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares. Prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada."


O beato João Paulo II sempre cultivou esta devoção e sempre a incentivou a todos que desejam crescer na amizade com Jesus. Em 1980, no dia do Sagrado Coração, ele afirmou: "Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a liturgia da Igreja concentra-se, com adoração e amor especial, em torno do mistério do Coração de Cristo. Quero, hoje, dirigir, juntamente convosco, o olhar dos nossos corações para o mistério desse Coração. Ele falou-me desde a minha juventude. Cada ano, volto a este mistério no ritmo litúrgico do tempo da Igreja."

Conheça agora as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:

1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração”;

2ª Promessa: “Eu darei aos devotos de Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado”;

3ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”;

4ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”;

5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”;

6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”;

7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão, em meu Coração, fonte inesgotável de misericórdias”;

8ª Promessa: “As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”;

9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição”;

10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”;

11ª Promessa: "As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração”;

12ª Promessa: “A todos os que comunguem, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.


Retirado do Site da Canção Nova

Um novo espírito e um novo coração

O profeta Ezequiel nos disse essas palavras da parte de Deus: “Criai para vós um coração novo e um espírito novo” (Ez 18, 31). O Profeta exortava o seu povo, para que se convertesse, para que abandonasse as suas transgressões: “Arrependei-vos, convertei-vos de todos os vossos crimes para que já não haja para vós ocasião de cair em pecado. Libertai-vos de todos os crimes cometidos contra mim” (cf. Ez 18, 30-31). Hoje, o Senhor se serve da Palavra de Deus, que foi dada a Ezequiel, para também nos exortar, para que nos afastemos de nossos pecados. Além de nos afastarmos do pecado, Deus nos dá uma ordem: “Criai para vós um coração novo e um espírito novo” (Ez 18, 31).

Mas, como podemos criar em nós um coração novo? Como criaremos em nós um espírito novo? Para que estas duas realidades aconteçam, em primeiro lugar, precisamos romper com o pecado. Ezequiel nos ajuda a ver o que é pecado em nossas vidas. Naquele tempo, a idolatria ou culto aos falsos deuses, era uma prática comum, apesar de ser reprovada por Deus. Hoje, surgem as novas idolatrias, que podem ser o culto aos “ídolos”, às pessoas e às coisas, que podemos colocar no lugar de Deus em nossas vidas. Podemos colocar o dinheiro, o poder, as riquezas, as pessoas no lugar de Deus. Ezequiel nos fala também dos pecados contra o próximo, como a traição, o adultério, o furto, a exploração (cf. Ez 18, 6-7), que nos afastam de Deus.

O Profeta dá o mesmo grau de gravidade das más ações a aquilo que deixamos de fazer de bom. Deixar de dar pão ao faminto, não vestir quem está nu (cf. Ez 18, 7), são pecados também. Deixar de fazer caridade, de fazer o bem quando podemos fazer, significa não corresponder ao amor de Deus por nós. Isso também impede que a graça realize em nós qualquer transformação.

Para rompermos com o pecado e fazer as boas obras, precisamos nos abrir à graça de Deus, dar o primeiro passo, pois Ele quer nos dar um coração novo. Ele quer retirar de nós nosso coração de pedra e colocar um coração de carne (cf. Ez 36, 26). Esse coração novo é o Coração de Cristo. O Senhor quer nos dar um espírito novo (cf. Ez 36, 27), que é o Espírito Santo, para que possamos caminhar segundo a Lei de Deus.

Podemos nos perguntar: como nos abrir para que Deus nos dê esse novo espírito e esse novo coração? Para responder a essa questão, lhe apresento o pensamento de São Luís Maria Grignion de Montfort, que deixou em seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, um método de consagração a Maria. Ele mesmo diz que “esta devoção é um caminho fácil, curto, perfeito e seguro para chegar à união com Deus, na qual consiste a perfeição cristã” (TVD 152). Para chegar ao Coração de Jesus Cristo, o caminho fácil, curto, perfeito e seguro é a consagração total ao Imaculado Coração de Maria.

Fazendo esta consagração, nos entregamos totalmente a Virgem Maria e, da mesma forma que ela gerou Jesus em seu ventre, ela também gerará Cristo em nós! Este é o segredo, que faz da consagração um meio rápido e seguro de nos configurar a Jesus Cristo. Maria cria em nós o coração novo, que é o coração de Cristo. Ela nos dá um espírito novo, nos dá a abertura necessária ao Espírito Santo. Nossa Senhora nos faz dóceis, para que possamos amar como Cristo amou, para que sejamos movidos pelo Espírito e possamos renunciar ao pecado e realizar as boas obras. Por fim, a consagração a Santíssima Virgem é também um caminho rápido e seguro de alcançar a salvação, o Reino dos Céus, pois ela nos leva sempre a Jesus Cristo e à vontade do Pai, no Espírito Santo.


Retirado do Blog Todo de Maria