Dia do Catequista

A Igreja Católica celebra no dia 29 de agosto deste ano o dia nacional do catequista. Na ação pastoral da vida eclesial é tão importante a missão do catequista, verdadeiros evangelizadores, que Jesus, antes de começar sua pregação, escolheu seus doze discípulos, que deveriam se espalhar pelo mundo inteiro, anunciando a boa nova, isto é, evangelizando as pessoas.

O número 12, na Sagrada Escritura, tem um sentido de totalidade, plenitude e, realmente, esses doze discípulos se multiplicaram em progressão geométrica e, entre eles, nós temos os catequistas, homens e mulheres dispostos a levar às crianças, aos adolescentes, aos jovens e aos adultos a mensagem de Cristo, promovendo a catequese renovada, à luz do Concílio Vaticano II.

Os catequistas e as catequistas lembram o próprio Senhor Jesus, pois, além de apresentarem o projeto do Pai a outras pessoas, pretendem formar novos discípulos missionários.

Nosso Senhor Jesus Cristo nos ajuda em seus métodos de evangelização, catequese e apostolado: Ele começa pela vida, em seus aspectos comuns, de forma a levar o povo à revelação do seu Evangelho.

Quando Ele disse a seus discípulos: “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura”, estava iniciando com eles um trabalho de catequese, que foi multiplicado até os dias de hoje.

O mundo está tão conturbado com guerras, violência, ganância, egoísmo que pouca gente quer escutar a Palavra de Deus. É por isto que é muito louvável o trabalho do catequista nos nossos dias porque ele precisa abrir os olhos e os ouvidos das pessoas para a realidade sempre atual, em todos os tempos, da Palavra de Deus.

Que Deus, com largueza e profusão, abençoe nossos catequistas, homens e mulheres que, espontaneamente, se dedicam a transmitir ensinamentos cristãos. Que eles continuem no seu propósito de evangelizar e que consigam formar novos operários para a messe do Senhor, na escola da nova evangelização de discípulos-missionários.

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
Retirado do Blog da Canção Nova

Domingo dos que escolhem os primeiros lugares

A luta pelo “posto”, pela “posição” é um espetáculo cotidiano em nossa sociedade. Por causa disso, quantas intrigas, extorsões e corrupções...

Também nós, muitas vezes, como os comensais observados por Jesus, achamos que a posição é que faz o homem.

Freqüentemente, os ensinamentos de Jesus derivam de situações da vida real. Jesus se baseava na própria vida. Para fazer seus ouvintes e discípulos refletirem, ele comparava no evangelho de hoje, com os critérios de seu próprio Evangelho.

Desse modo, Jesus nos ajuda em nossos métodos de evangelização, catequese e apostolado: ele começa pela vida, em seus aspectos comuns, de formas a levar o povo à revelação do seu Evangelho.

Orientados por falsos valores que somos capazes de assumir e defender, invertemos posições e significados em nossa vida, o que nos afasta cada vez mais da Verdade, da Justiça, do Amor.

Jesus nos orienta a irmos ao encontro dos reais valores, nos ensina a ser audaciosos. Não nos deixemos enganar por padrões de comportamentos que dão a ilusão de grandeza quando na verdade nos prendem a estereótipos. No modo de Deus, entender tudo possui uma determinada ordem que nem sempre combina com os nossos critérios.

Retirado do Diário Bíblico 2010 – Ave Maria

Orientações para um voto consciente: Critérios para a escolha dos candidatos

A partir dos princípios e valores da Ética e da Doutrina Social da Igreja podem ser estabelecidas algumas orientações:

1. Para escolhermos um candidato devemos examinar suas idéias, os valores que ele defende e também sua vida. Devemos conhecê-los para saber se são pessoas decentes, que têm uma história passada de compromisso com os princípios que diz defender;

2. Devemos também examinar seus projetos, e se estes se encontram de acordo com o partido ao qual o candidato está filiado. Ao votarmos em um candidato, estamos votando não só em uma pessoa, mas também em um partido e, no caso das eleições proporcionais, ajudando a eleger outros candidatos do mesmo partido;

3. Devemos procurar votar em candidatos cujas propostas defendam a dignidade da pessoa e da vida, desde a concepção até a morte, sobretudo dos mais pobres;

4. A defesa da vida deve traduzir-se em projetos que ajudem a construir a Cultura da Paz, através da inclusão social e da proteção das pessoas contra as diversas formas de violência;

5. Muitos projetos podem ajudar a diminuir o desemprego e a exclusão social. O estado deve conduzir uma política econômica que favoreça o desenvolvimento e gere emprego e distribuição de renda. Deve também criar e manter programas para apoiar as famílias de baixa renda, promover atividades comunitárias e cooperativas, programas para combater e exclusão digital, etc...

6. O compromisso dos candidatos com a questão ecológica é fundamental, e deve traduzir-se no apoio à formulação de políticas de desenvolvimento sustentável que respeitem a natureza, fonte de vida para nós e para as gerações futuras, assim como no respeito à biodiversidade;

7. As propostas que se colocam em defesa da vida e a favor do estabelecimento de uma Cultura de paz devem também incluir o cuidado da infância e da adolescência e o combate a prostituição, a pornografia e a exploração do trabalho infantil. Deve também promover uma educação escolar de qualidade, assim como programas que ajudem a evitar o abandono escolar;

8. Do mesmo modo devem incluir a defesa da dignidade e dos direitos dos idosos, bem como facilitar para todos, o atendimento à saúde e o acesso a remédios;

9. Os candidatos devem também estar comprometidos com o respeito ao principio de subsidiariedade, incentivando, respeitando e estabelecendo parcerias com as organizações não-estatais que promovam o bem publico, a inclusão social e a luta contra todas as formas de discriminação;

10. Do mesmo modo devem também estar comprometidos com a construção de uma sociedade plural, onde os direitos humanos sejam respeitados, o que inclui a defesa da liberdade de educação e a promoção da formação integral do ser humano, inclusive em sua dimensão religiosa;

11. Devem também estar comprometidos com a luta contra as formas de corrupção e de mau uso do dinheiro publico, promovendo uma campanha eleitoral que não envolva tanto o uso de verbas indevidas como o uso da maquina administrativa. Devem em suas propostas administrativas e legislativas apoiar formas de administração transparentes, que contemplem o reforço dos mecanismos de controle social dos gastos públicos e do estabelecimento das prioridades no emprego dos recursos disponíveis.

Este conjunto de 11 pontos supra-apresentados, embora fundamentais, naturalmente não esgotam os critérios éticos. As Comunidades locais podem complementar esta lista de acordo com a realidade em que vivem e as lutas em que se encontram envolvidas.

Uma observação deve ser feita em torno a um ponto que exige muita atenção. Alguns candidatos fazem campanha enfocando questões de bioética de modo quase exclusiva. Embora os valores que estes candidatos defendam neste campo sejam importantes, encontram-se muitas vezes em contradição com as opções e compromissos que estes mesmos candidatos têm em relação aos direitos humanos, à economia, à vida social e política e de modo especial às necessidades dos pobres. A defesa de alguns valores importantes pode ser feita por estes candidatos para iludir e esconder compromissos e práticas que estão, na verdade, a serviço da cultura da morte. A defesa da cultura da vida exige que os valores da bioética não sejam separados dos valores da ética social. Afinal, está na totalidade destes valores à expressão clara de pessoa, comunidade e bem comum, eixo da Doutrina Social da Igreja.

Retirado da Cartilha: Eleições 2010, o chão e o horizonte. CNBB

Censo 2010

A pergunta que se refere à religião (”qual é sua religião?”) pode gerar confusão, perplexidade e distorção dos dados da realidade. De fato, quem responder “sou católico”, ou “minha religião é a católica”, será colocado diante de uma lista de nada menos que 27 opções de “católicos” ou de “religiões católicas” supostamente diferentes. Fica a pergunta sobre os reais motivos dessa formulação da questão, quando boa parte das alternativas (bem 12) dizem respeito à mesma Igreja/religião Católica Apostólica Romana. Nossos católicos poderão ser levados a indicar uma opção equivocada, que não corresponda à sua/nossa Igreja ou religião: Católica Apostólica Romana.

Portanto, recomendo que nossos fiéis católicos sejam oportunamente orientados a responder: “sou católico apostólico romano”, ou “minha religião é a Católica Apostólica Romana”. Sugiro que a questão seja explicada sem demora ao povo nas Missas (avisos) e em outras circunstâncias (jornais, revistas, internet). O Censo já está acontecendo. Em anexo, envio-lhes a lista do IBGE, relativa às opções de “católicos” constantes no Censo 2010.

Estimados padres, as questões acima expostas entram no nosso zelo pastoral, para conduzir, defender e servir, quais bons pastores, o rebanho do Senhor confiado aos nossos cuidados. Deus os abençoe e recompense!

Cardeal Dom Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo
Retirado do Blog da Canção Nova

Pastoral Vocacional

O mês de Agosto, todos os anos nos recorda, como mês temático, a realidade das Vocações. Todos somos vocacionados, isto é, chamados por Deus. Quando falamos de vocações, a primeira impressão que temos é que estamos falando de sacerdotes, os padres e os bispos, ou ampliando um pouco mais, estamos nos referindo aos consagrados, religiosos, religiosas, missionários e missionários.

Mas, realmente, quando se fala de vocação, se refere ao chamado de Deus a toda pessoa humana: a primeira e fundamental vocação à vida. E nela o Senhor propõe a graça da fé, a participação da vida divina em seu Filho Jesus Cristo, pelo dom do Espírito Santo. Esta é a vocação à santidade, a vocação cristã.

E assim recordava o Papa João Paulo II: “Na Carta apostólica Novo Millennio Ineute eu convidei a fazer a programação pastoral no signo da santidade para exprimir a convicção de que, se o Batismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus através da inserção em Cristo e da in-habitação de seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, vivida sob a bandeira de uma ética minimalista e de uma religiosidade superficial... É hora de repropor a todos, com convicção, esta medida da vida cristã ordinária: toda a vida da comunidade eclesial e das famílias cristãs deve se orientar nessa direção”.

E o Papa Bento XVI na Audiência Geral de 23 de novembro de 2005: “Deus escolheu-nos em Cristo; é a nossa vocação à santidade e à filiação adotiva e, por conseguinte, à fraternidade com Cristo. Este dom, que transforma radicalmente o nosso estado de criaturas, é-nos oferecido por meio de Jesus Cristo, uma obra que entra no grande projeto salvífico divino, naquela amorosa benevolência da vontade do Pai que o Apóstolo com emoção está a completar.”

Dever primário da Igreja é dar acompanhamento aos cristãos pelos caminhos da santidade, afim de que, aprendam a conhecer e contemplar o Rosto de Cristo e a redescobrir nele a própria identidade autentica e a missão que o Senhor confia a cada um. Dessa forma, eles são “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo como pedra angular o mesmo Cristo Jesus. Nele, toda construção se ergue harmoniosamente para ser um templo santo no Senhor.”

Todos somos chamados vocacionados à santidade. Sem este alicerce nada se pode construir, nenhuma outra especifica vocação, estado de vida ou profissão. Será como querer construir uma casa sem alicerces; será ela destinada à ruína. Assim o próprio Jesus chamou a atenção de seus ouvintes quando falou da casa construída sobre a areia ou sobre a rocha.

Toda vocação na Igreja está a serviço da santidade, todavia algumas, como a vocação ao ministério ordenado (dos sacerdotes) e a vida consagrada, o fazem de modo todo singular.

“A condição do discípulo brota de Jesus Cristo como de sua fonte, pela fé e pelo batismo, e cresce na Igreja, comunidade onde todos os seus membros adquirem igual dignidade, participam de diversos ministérios e carismas. Desse modo, realiza-se na Igreja a forma própria e especifica de viver a santidade batismal a serviço do Reino de Deus.”

Sem a vivência da vocação à santidade, nenhum estado de vida tem verdadeiro sentido e consistência. Tudo se torna aparência vazia. Se a vocação à santidade é para todos, também é dever de todos, na Igreja, a promoção das mesmas vocações, especialmente para o Sacerdócio e a Vida Consagrada.

Retomamos também neste mês das vocações a Pastoral Vocacional em nossa Arquidiocese. Ela deverá estar presente em todas as Paróquias e Comunidades, com uma Equipe paroquial de Pastoral Vocacional.

Seu primeiro trabalho será de, sob a Coordenação Arquidiocesana de Pastoral Vocacional, promover um clima permanente de oração pelas vocações em toda a Igreja Arquidiocesana. Foi o próprio Jesus quem deu esta ordem: “A messe é grande e os operários são poucos, pedi ao Senhor da messe que envie operários para a Sua messe.”

Além disto, a Pastoral Vocacional fará o acompanhamento daqueles que se apresentarem como vocacionados e os encaminhará para um discernimento da sua vocação e amadurecimento da mesma, junto aos Seminários e Congregações Religiosas.

Por fim, será também ação das Equipes Paroquiais de pastoral Vocacional a promoção junto às comunidades do apoio econômico para a Formação dos candidatos ao Sacerdócio em nossos Seminários.

A Pastoral Vocacional será uma ação conjunta e bem coordenada em toda a Arquidiocese. Nenhum sacerdote no ministério pastoral, nenhuma comunidade eclesial de nossa Arquidiocese, poderá se eximir da responsabilidade de aderir com pleno coração e disposição à promoção dos futuros pastores de nossa Igreja – nosso dever conjunto. Operários para a messe e pastores para o rebanho.

José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo de Fortaleza

A queda de Ícaro

Na antiguidade, Délano era considerado o melhor e mais famoso escultor e arquiteto de Atenas. Quem desejava algo original sempre ia à sua oficina com a certeza de que seu pedido seria prontamente atendido.

Ele tinha um sobrinho chamado Talos, a quem aceitou como aprendiz. Apesar de ter somente 12 anos, logo o garoto mostrou sinais de ser mais talentoso que o mestre, Além de inventar o serrote e roda do oleiro, ele também idealizou o compasso. Sua fama se espalhou de tal modo, que as pessoas começaram a solicitar mais os serviços do garoto. Essa predileção provocou ciúmes em Délano que, após atrair Talos ao topo do templo de Atena, empurrou-o para a morte.

Por isso, Délano, juntamente com o filho Ícaro, um rapaz vaidoso e pouco esperto, foram expulsos da cidade. Em seguida, fixaram residência na ilha de Creta; nesse local, como desobedeceram ás ordens do rei, forma postos na prisão da ilha de Minos.

Enquanto Ícaro passava os dias cuidando de si mesmo, Délano estudava um plano de fuga para escapar de Creta. Localizada no Mar Egeu, era impossível fugir a nado da ilha, bem como conseguir um bote para essa finalidade, em virtude da vigilância acirrada dos soldados.

Finalmente, Délano concebeu um plano audacioso: colando penas de aves com cera, confeccionou dois pares de asas. Quando ficaram prontas, chamou Ícaro e lhe disse:

-Coloque isso nas costas e me siga, mas cuidado para não voas perto demais do sol, nem do mar. Mantenha um curso médio. Com essas asas, escaparemos daqui.

Do alto de um rochedo, ambos alçaram vôo e seguiram rumo ao horizonte. Por algum tempo, o jovem Ícaro acompanhou o pai, mas ao ver que estava voando mais alto, começou a subir ao céu, chegando cada vez mais perto do sol.

-Ícaro! – chamou o pai, ansioso. Mas não obteve resposta.

No mar, um punhado de penas flutuava nas ondas e pequenas ondulações marcavam o ponto onde Ícaro se precipitara. Por ter voado perto demais do sol, a cera que colava as asas do rapaz derretera-se como manteiga.

Troca de idéias

- Com base no exemplo de Délano e Ícaro, de que modo a ambição pode ser saudável á vida das pessoas?

Retirado do Livro da Sabedoria do Povo.

Rifa-se uma Moto Hoda CG 125 0Km

Irmãos,

Estamos rifando uma moto Honda CG 125 0Km, em prol da pintura do Santuário de Fátima. A cartela custa R$ 10,00 e encontra-se à venda na Secretaria do Santuário. O ganhador será aquele cuja numeração da cartela for igual a milhar do 1º Prêmio da Loteria Federal do dia 13/10/2010.

Informações: 9909.3411 ou 3227.5215

O valor de uma saudação

Todos os dias, um pobre idoso entrava na igreja, de onde saia poucos minutos depois. Um dia, o sacristão perguntou-lhe, por que ficava tão pouco tempo na igreja.

- Rezo – respondeu o idoso.

- Mas é estranho que consiga rezar tão depressa – disse o sacristão.

- Bem, como não sei rezar aquelas orações compridas, eu apenas entro na igreja e falo: “Oi, Jesus! Eu sou o Zé e vim visitar você”. Embora seja somente uma rápida saudação, tenho certeza de que ele me ouve.

Alguns dias depois, o idoso sofreu um acidente e foi internado em um hospital; na enfermaria, passou a influenciar positivamente todos os doentes. Desde então, os mais tristes se tornaram alegres, e muitas risadas começaram a ser ouvidas.

-Zé – disse-lhe um dia a Irmã -, os outros doentes estão falando que você está sempre alegre. Também disseram que, após sua chegada a esta enfermaria, todos ficaram mais felizes.

- É verdade, Irmã. Estou sempre contente! É por causa da visita que recebo todos os dias.

A Irmã ficou pensativa. Sabia que ele não tinha família e ninguém o visitava. Ela mesma nunca notara a presença de alguém; aliás, a cadeira encostada à cama dele estava sempre vazia.

- Quem o está visitando? A que horas? – perguntou a Irmã.

- Todos os dias – respondeu-lhe, com um brilho nos olhos -, ao meio-dia em ponto, ele vem me visitar e fica ao pé da cama. Então olho para ele, que sorri e me diz: Oi, Zé! Eu sou Jesus e vim visitar você!”

Troca de idéias

- Como a prática constante da oração age na vida das pessoas?

- De que modo vocês calculam a intensidade de seus sentimentos?

Retirado do Livro da Sabedoria do Povo.

Parábola do Tesouro Escondido.

As duas parábolas do Evangelho de hoje são exclusivas de Mateus. Elas falam da descoberta de um bem precioso por alguém, enquanto para outros este bem passara despercebido. Tal bem precioso é o Reino dos Céus, revelado por Jesus. Algumas pessoas se tocam por suas palavras, enquanto outras ou ficam indiferentes ou ficam, até, hostis. Podemos descobrir o “tesouro” do Reino na própria realidade do mundo de hoje. É a misericórdia para com os excluídos e marginalizados. É a solidariedade para com os empobrecidos por esta sociedade competitiva, individualista e exploradora. É o serviço e a partilha com os mais necessitados. É o empenho na implantação da justiça que permita a todos o usufruto dos bens deste mundo. É a alegria do convívio fraterno e da comunicação do amor.

Abandonando os projetos de sucesso segundo os critérios do mundo dos negócios e do lucro, somos chamados a nos comprometer alegremente, com o projeto do Reino que nos foi colocado a descoberto por Jesus. É o projeto da nova criação onde vigora a dignidade humana e a vida plena.

Rosa de Lima, padroeira da América Latina, foi canonizada como exemplo de renúncia aos bens terrenos para consagrar-se ao serviço dos empobrecidos e excluídos.

Retirado da Agenda Bíblica 2010 - Paulinas

Domingo da parábola da Porta Estreita

Um dos invariáveis temas de Jesus é aquele que diz: “muitos dos últimos serão os primeiros e muitos dos primeiros serão os últimos”.

Sem duvida, há muitos que, aparentemente, são personagens importantes, que foram distintamente honrados, mas que, na realidade, estavam longe de Deus e de seu Evangelho: Eles não entraram pela “porta estreita”. Jesus os chama em particular à conversão, como fez com os outros pecadores, independente de sua religião ou posição social.

A Boa-Nova de Jesus visa à reconciliação do mundo, lugar e fim do anuncio do Reino. Essa Boa-Nova se estende a todos os campos da existência e a todos os aspectos da vida humana. Isso exige de nós atenção diante dos modelos de religiosidade.

A Boa-Nova de Jesus não pode ser reduzida ao puro domínio espiritual privado ou intimo, mas deve ter conseqüências para a vida de todos. Em um mundo de contrastes, que ardentemente quer sua liberdade e a exalta, descobrindo a proliferação de intransigências que comprometem a dignidade do homem, não podemos ser devedores de ideologia alguma.

Para isso temos de estar unidos e ser intransigentemente solidários. O Cristianismo deve, dentro do ambiente pluralista em que vivemos, defender os valores que se opõem ao seu modo de ser e de agir. Uma coisa é estar imerso no mundo como fermento e luz, outra é perder-se na imensidão de caminhos de terras desconhecidas. Foi no mundo e para o mundo que Cristo viveu, morreu e ressuscitou.

Retirado do Diário Biblico 2010 - Ave Maria

Família, vive tua missão!!!

Sagrada família de Nazaré,
Maria, Jesus e José.
Modelo perfeito de doação.
Ajude as famílias em sua missão.

A minha missão é gerar nova vida
Viver o perdão e amar sem medida.
Partilhar a vida, repartir o pão,
Um par de alianças num só coração.

Família é festa, comunhão e amor,
Imagem humana de deus criador.
Recriando a vida e vivendo a paixão,
Unida pra sempre na mesma missão.

Família é fonte de fraternidade.
É porta aberta ao amor de verdade.
No berço da vida se aprende a lição:
Amores de todos na mesma missão.

O pai,que a vida por amor me deu,
A mãe, que em dores já me concebeu
Ao filho que trago no meu coração
Oferto contente a minha oração


Feijoada da Integração!!!


Data: 05/09/2010

Horário: 11h30min

Local: Ginásio do Colégio Sto. Tomás de Aquino

Convite: R$ 10,00


Venha participar!!!
Em prol do Novenário de Fátima.

Saber Dosar

No pequeno país da Europa, havia um rei que vivia bastante preocupado com a maneira como governar seu povo. Certo dia, pediu orientação a um conselheiro.

- Caro conselheiro, devo ser severo com os súditos para que mantenham sempre o respeito e nunca pensem em se rebelar contra mim, ou devo ser amoroso fazendo-lhes as vontades para que me tenham grande carinho? Ajude-me.

O conselheiro meditou por alguns instantes e logo se pronunciou:

- Qual o objeto que vossa majestade mais aprecia?

Mesmo sem entender direito aonde o conselheiro queria chegar, o rei respondeu:

- O que mais amo são os dois vasos chineses muito valiosos.

- Traga os aqui então.

Ainda sem compreender, o rei atendeu ao pedido e mandou trazer os dois vasos.

Vendo-os o conselheiro disse.

- Tragam um pouco de água fervendo e um pouco de água gelada. Coloquem a água gelada em um vaso e a fervendo em outro.

Prevendo o que ia acontecer o rei interveio rapidamente:

- Louco! Não percebe que os vasos vão se partir?

- Exatamente, respondeu o conselheiro. Assim será com o reino. Se agir com severidade excessiva, ou com grande benevolência, não será um bom rei. Vossa majestade precisa saber dosar os dois, para exercer sempre uma autoridade saudável.

Domingo da Assunção da Virgem Maria

Cantamos as maravilhas que o Senhor fez por nós, porque, fazendo Maria passar da morte à vida, deu-nos o sinal da vitória de toda a humanidade pela ressurreição de Jesus Cristo, nosso Salvador. Celebramos a páscoa de Jesus Cristo que se manifesta em todas as pessoas e grupos que são sinais de uma humanidade nova.

“Grande sinal apareceu no céu: uma mulher que tem o sol por manto, a lua sob os pés, e coroa de doze estrelas na cabeça” (Ap 12,1).

Oração inicial:

Ó Deus, pela ressurreição do teu Filho, Jesus Cristo, alegraste intensamente a Virgem Maria. Deste a ela a graça de participar plenamente da tua glória no céu. Ensina-nos os teus caminhos para chegarmos à plena realização de nossa vocação humana. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

1ª leitura: Apocalipse 11,19; 12,1-6a.10b

O texto que vamos ouvir faz parte do livro do Apocalipse, escrito animar as comunidades cristãs perseguidas em tempos de grande opressão contra os pobres. Vamos acolher o que o Senhor nos revela por meio desta palavra. Faça a leitura na sua Bíblia

Salmo responsorial 45(44):

Na leitura ouvimos que, apesar da perseguição e do sofrimento, Deus mostra seu poder ficando do lado dos mais fracos. Cantamos este salmo, lembrando de Maria que foi coroada de glória e peçamos ao Senhor que nos anime na caminhada para a plena comunhão.

Reze o Salmo:

Cheia de graça a rainha está
À vossa direita, ó Senhor!

À vossa direita se encontra a rainha,
Com veste esplendente de ouro de Ofir.
As filhas de reis vêm ao vosso encontro,
Com veste esplendente de ouro Ofir.

Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
“Esquecei vosso povo e a casa paterna!
Que o rei se encante com vossa beleza!
Prestai-lhe homenagem é vosso Senhor!”

Entre cantos de festa e com grande alegria,
Ingressam, então, no palácio do rei.

2ª Leitura: 1 Coríntios 15,20-26

No capitulo 15 da 1ª carta aos coríntios temos a mais antiga profissão de fé das comunidades cristãs: Cristo Jesus, morreu e ressuscitou. Vamos acolher, neste testemunho das comunidades, a palavra de Deus para nós.

Aclamação ao evangelho:

Aleluia! Alguém do povo exclama, como é grande ó Senhor quem te gerou e alimentou.
Jesus responde: ó mulher pra mim é feliz quem soube ouvir a voz de Deus e tudo guardou.

Lucas 1, 39-56

Escutando o canto de Maria ao visitar Isabel deixemos que a alegria desta palavra tome conta de nós, e nos ajude a viver no meio das dificuldades da vida.

Para concluir a meditação:

A festa da assunção de Maria nos faz crer que a vocação da humanidade é chegar à plena realização e a vitoria definitiva sobre todas as mortes. É isso o que Maria proclama em seu cântico, continuando os cantares de outras mulheres como Miriam, Judite, Ana... Ela exulta de alegria, porque a salvação se tornou mais próxima que nunca e porque ela será para as gerações futuras o sinal de que Deus cumpre o que promete.

Celebrando a assunção da virgem Maria aos céus, o Senhor renova em nós a sua aliança e nos propõe viver relações novas e profundas que vão passo a passo apontando o sentido de nossa vida e as razões pelas quais batalhamos.

Como Maria, glorificada e adornada de sol, catemos o hino dos redimidos, na esperança de sermos libertados, enfim, do jugo da morte, junto com toda a criação. Que a força do dragão seja vencida pela força do Cristo que venceu a morte.

Retirado da Revista de Liturgia

Exercício aeróbico: a chave para conseguir o equilíbrio físico e mental

Para mim, a busca do bem-estar total começou com a descoberta das espantosas maravilhas do exercício aeróbico – isto é, exercício de resistência que se efetua durante um período relativamente longo de tempo e depende de estabelecer um equilíbrio entre a inalação e consumo de oxigênio. E quanto mais profundamente me envolvo em pesquisar os beneficio da atividade aeróbica, mais espantado fico.

Quando alguém se entrega tão completamente a um conceito ou crença como eu me entreguei aos aeróbicos, é fácil tornar-se tão entusiasmado que os outros pensam que a pessoa se perde em sua própria hipérbole. Sob o risco de parecer arrebatado, permita-me compartilhar com você algumas das mais recentes maravilhas – todas documentadas através de pesquisas cientificas – do fenômeno aeróbico.

Por exemplo: o quanto você gostaria de saber como conseguir:

-Níveis mais elevados de energia por períodos mais prolongados no decorrer do dia?

-Melhor digestão e controle da prisão de ventre?

-Um método realista de perder e controlar o peso?

-Ossos que permanecem fortes e sadios apesar da idade?

-Melhor capacidade intelectual e maior produtividade?

-Sono melhor e mais eficaz?

-Uma maneira deveras eficiente de controlar a depressão e outros distúrbios emocionais?

-Alivio do stress ao final de um dia cheio de tensão, sem apelar para o uso de álcool ou drogas?

-Uma proteção significativamente maior contra doenças cardíacas?

-Benefícios máximos de exercícios em troca de um dispêndio mínimo de tempo – digamos cerca de 1 hora e 20 minutos por semana?

A lista poderia prosseguir indefinidamente, mas estes são apenas alguns dos muitos benefícios concretos que foram descobertos no Centro Aeróbico e em outras instituições de pesquisa, e mais vêm sendo descobertos regularmente.

Agora, paremos um instante para pensar não no que você gostaria de ser, mas no que você é – pelo menos em termos físicos.

Tem notado crescente susceptibilidade a dores lombares? Um pouco mais de dificuldade para galgar dois lances de escada, subindo os degraus de dois em dois? Uma flacidez nos músculos do peito; alguma flacidez extra na parte posterior dos braços; ais gordura do que lhe agradaria nas coxas?

Se você percebe esses, ou outros indícios semelhante, pode ter certeza de que existe uma explicação inequívoca. Entenda: o corpo humano é constituído de tal maneira que a inatividade prolongada – como permanecer sentado durante horas ou movimentar-se ocasionalmente apenas alguns passos num espaço limitado – acarreta-lhe uma deterioração mais rápida.

Talvez você seja um desses felizardos que consegue chegar aos 40 ou 50 anos de idade antes de começar a perceber sintomas definidos de que seu físico está desmoronando. Mas, creia-me, se você for uma pessoa sedentária – no sentido em que seu trabalho e/ou responsabilidade doméstica exigem que permaneça num local durante a maior parte do dia – processa-se dia a dia um gradativo declínio de sua capacidade física, mental e emocional.

Naturalmente, todos nós estamos nos deteriorando no sentido de que estamos envelhecendo, e nossas forças físicas e mentais diminuem até que, finalmente, morremos. Mas pessoas diferentes se deterioram em ritmos diferentes. E a mensagem que lhe desejo transmitir é que você pode retardar e até mesmo inverter temporariamente esse processo de envelhecimento – e recobrar parte do ânimo e energia da juventude – desde que esteja apenas disposto a experimentar um programa aeróbico agradável, estimulante e relativamente pouco exigente.

Dr. Kenneth H. Cooper

Comentário do Catecismo da Igreja Católica

45. O mistério da Trindade Santa poderia ser conhecido pela pura razão humana?

Deus deixou alguns vestígios do seu ser trinitário na criação e no Antigo Testamento, mas a intimidade do seu Ser constitui um mistério inacessível à pura razão humana e até mesmo à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da vinda do Espírito Santo. Esse mistério foi revelado por Jesus Cristo e é a fonte de todos os outros mistérios.


É bom ser sincero e verdadeiro, não se deve explicar o inexplicável, seria propaganda enganosa. O mistério da Santíssima trindade não é possível conhecer através da nossa inteligência humana. Ela não consegue alcançar e nem sequer imaginá-lo, foge à sua penetração. Como é possível entender que há um só Deus, mas são três pessoas iguais e distintas? Não é contra a razão, mas é incompreensível. Nós sabemos que existe a Santíssima Trindade porque Jesus Cristo, enviado pelo Pai, e o Espírito Santo nos revelaram este grande mistério de amor. É verdade que, como dizem os santos, entre eles o grande teólogo e místico Agostinho, em todas as coisas, olhando bem, encontraremos os “vestígios, sinais da Santíssima Trindade”, mas são sinais que fogem ao homem não acostumado às coisas divinas.

Mas a intimidade da Santíssima Trindade, o que ela é, não há como compreender, nem no Antigo nem no Novo Testamento, sem a revelação do Cristo Jesus. Diante deste grande mistério o que nos resta fazer é adorar com todo o nosso ser a grandeza de Deus. Em nenhuma religião encontramos o mistério trinitário. Podemos encontrar até uma “tríade de deuses”, que são mais importantes, mas não são um único Deus em três Pessoas iguais e distintas. É bom ter bem presente tudo isso, porque não vai ser o estudo da teologia que vai resolver. Aliás, seremos mais teólogos de verdade quanto mais formos homens e mulheres de fé. O teólogo não é anatomista de Deus, estudioso de Deus, mas um amante de Deus, um apaixonado que não pode ficar nem um minuto sem pensar em Deus e se esforçar para ser humilde e ser assim, mergulhado no mistério do infinito amor, que é fonte de tudo.

Os maiores teólogos da história foram, ao mesmo tempo, grandes pessoas de oração. A melhor escola para entrar no vivo deste mistério trinitário é a oração. Deus não é ciumento de sua grandeza e de seu segredo, ele gosta de se dar a conhecer e partilhar conosco todo seu amor e por isso nos enviou seu Filho unigênito, Jesus Cristo, para que nos revelasse a grandeza de um único Deus amor que se manifesta nas três diviníssimas pessoas da Santíssima Trindade. A palavra “trindade” não está presente nem no Antigo nem no Novo Testamento. Pela primeira vez a encontramos nos escritos de Tertuliano, no III século. Jesus nos fala do Pai (“Pai, te louvo”); nos fala do Espírito Santo (“enviar-vos-ei o Paráclito”). E nos fala de si mesmo: “eu, o Pai e o Espírito somos um”!
Frei Patrício Sciadini, ocd

O que é Pastoral da Acolhida

A Pastoral da Acolhida pode ser definida de diversas formas, porém, para que ela corresponda ao que se propõe, ou seja, pastoral, ação de pessoas, tais definições devem ter, necessariamente, fundamentações bíblicas. De antemão, lembramos que, sem o espírito evangélico, a acolhida na comunidade torna-se algo formal e mecânico, isento da dimensão fraterna, como ocorre na maioria das empresas, onde o objetivo é pautado por interesses econômicos.

Pastoral é a ação do pastor, do guia, do dirigente ou do agente que desenvolve. Gratuitamente, um trabalho na Igreja. De origem agrária, o termo pastoral tem seus princípios relacionados ao pastoreio de ovelhas, algo comum na Palestina do tempo de Jesus e que, por isso, foi muito usado na Bíblia como figura de linguagem para comparar-se às ações das lideranças da época e à própria ação de Jesus e seus discípulos.

A Pastoral da Acolhida se faz, na Igreja, algo muito importante e necessário. Diria, até, fundamental, essencial e primordial. Seu campo de ação não pode ser ocupado por outras Pastorais, porque ela é a porta de acesso a todas as outras e, inclusive, à própria comunidade. Se não houver uma boa acolhida, todos os trabalhos, todas as ações e a comunidade em si estão fadados ao fracasso. Ninguém quer permanecer onde não é bem acolhido. Para que um trabalho dê frutos é preciso, primeiro, que seus agentes sintam-se acolhidos.

São inúmeras as passagens bíblicas que mostram a importância da acolhida. São Paulo, na Carta aos Romanos (15,7), recomenda: “acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu para a glória do Pai”. Jesus escolheu e acolheu os apóstolos e discípulos para que seus propósitos se concretizassem (cf. Mt 10,1-8). Acolheu, sem discriminação ou preconceito, pessoas tidas como pecadoras, como por exemplo, cobradores de impostos (Mt 9,9-13), prostitutas (Lc 7,36-50), leprosos (Lc 17, 11-19; Mc 1,40-42) e outros tipos de doentes ou de pessoas consideradas impuras (Mc 6, 55-56). O Documento de Aparecida (DA, nn. 353-357) explica a ação de Jesus, destacando a acolhida como um serviço fundamental na Igreja. Mostra que a acolhida feita por Jesus é um gesto de amor e que só quem ama acolhe aqueles que são vítimas do desamor. A acolhida provoca transformações mútuas. Ao acolhermos, somos simultaneamente, acolhidos e essa reciprocidade é transformadora, provocadora de situações que geram outros gestos de amor.

Mas, afinal, o que é a Pastoral da Acolhida? É a Pastoral que acolhe as pessoas na comunidade paroquial. Acolher significa oferecer refúgio, proteção ou conforto. É mostrar com gestos e palavras, que a comunidade paroquial é o espaço onde se pode encontrar essa segurança. Demonstrar, na prática, como sugere Zygmunt Bauman, que “a comunidade é um lugar ‘cálido’, um lugar confortável e aconchegante”. Quando se é bem acolhido na comunidade, ela passa a representar, segundo Bauman, esse “teto sob o qual nos abrigamos da chuva pesada, como uma lareira diante da qual esquentamos as mãos num dia gelado”. Toda essa imagem figurada de segurança torna-se real na comunidade quando se é bem acolhido, porque acolher é também dar abrigo, amparar, dar ou receber hospitalidade, ter ou receber alguém junto de si. Assim sendo, a Pastoral da Acolhida vai muito além de recepcionar na porta da Igreja. Ela envolve uma rede de relacionamentos que dá sustentação e perseverança nas ações desenvolvidas na comunidade. Por isso ela deve ser permanente, continua e estar em todos os níveis e dimensões pastorais da paróquia.

Recepcionar bem na porta da igreja na hora da missa é muito importante e, talvez, seja o primeiro passo, mas a Pastoral da Acolhida não pode se limitar a essa ação. Já imaginou o que aconteceria se você desse uma bonita festa, acolhendo bem os convidados quando chegassem, mas, uma vez dentro dela, começasse a maltratá-los ou ignorá-los? Eles logo abandonariam a festa e nunca mais aceitariam seu convite. A mesma coisa ocorre na comunidade. Receber bem os que chegam para a celebração é de suma importância, mas, depois disso, vem a parte mais desafiadora da Pastoral da Acolhida: fazer com que as pessoas, que simpaticamente recebemos, continuem sendo alvo da nossa atenção e simpatia. Isso nem sempre é fácil, porque a comunidade é também lugar de conflitos e contendas. Só com o amor e o respeito humano as nossas diferenças e limitações são capazes de superar as fases mais desgastantes dos relacionamentos que ocorrem no dia-a-dia da comunidade paroquial.

Acolher é também receber o outro como ele é, admiti-lo no espaço que já estamos e permitir que se sinta à vontade. Se hoje estamos na comunidade desenvolvendo algum tipo de atividade, é porque um dia alguém também nos acolheu. Acolher é, portanto, aceitar, deixar que o outro venha fazer parte da nossa comunidade e não ver nele um concorrente, mas, sim, um colaborador, alguém que vem para somar. É também dar credito àquele que chega, levar em consideração que, se procurou a comunidade ou essa ou aquela Pastoral, é porque quer colaborar, oferecer algo de si; então, nossa missão como cristão é acolher da melhor forma possível.

A Pastoral da Acolhida é parte integrante do processo de evangelização da paróquia, porque ajuda a revelar, nos seus membros e nas ações por ela desenvolvidas, o rosto acolhedor de Jesus, cheio de misericórdia e compaixão. A acolhida como graça não espera nada em troca, simplesmente porque ama e quer que todos estejam unidos. Por isso, a Pastoral da Acolhida, antes de ser um trabalho, uma tarefa ou mais uma pastoral, é uma atitude evangélica que brota de um coração convertido pelo amor misericordioso do Pai; é uma ação que ajuda as pessoas a se sentirem mais importantes, a se verem como filhos e filhas de Deus, que são amados e queridos por outros irmãos. A pessoa, quando chega à comunidade e é bem acolhida, tem vontade de permanecer de fato. A boa acolhida é uma das qualidades mais importantes de nossas Paróquias. Paróquia que atende bem terá sempre bons agentes de pastoral e, com isso, cresce sempre mais.

Em suma, a Pastoral da Acolhida consiste, em primeiro lugar, em uma equipe que se dedica a receber bem as pessoas que chegam a nossa igreja para as celebrações. Em segundo lugar, em uma equipe que está atenta ao acolhimento dado no expediente paroquial àqueles quem em busca de alguma informação ou dos serviços da paróquia. Em terceiro lugar, em uma equipe sintonizada com as demais Pastorais, movimentos e associações, e que se preocupa com a recepção que é dada entre os seus membros e aos atendidos por eles. Finalmente, a Pastoral da Acolhida é aquela do tipo que deve estar permeada de todas as ações da paróquia, inclusiva as ações do pároco. Embora o trabalho mais evidente da Pastoral da Acolhida seja recepcionar, afetuosamente, os que chegam para as celebrações, o seu desafio maior está em fazer com que a paróquia, como um todo, adote uma postura acolhedora.

Caminhada com Maria - 2010

Liturgia, o que é mesmo? Parte II

Toda AÇÃO a favor da vida é LITURGIA, no sentido amplo da palavra. É participação no serviço libertador de Jesus. Sendo isto Liturgia, será preciso ainda CELEBRAR? Não basta apenas AGIR, lutar a favor da vida para sermos seguidores de Jesus e coerentes com o evangelho, cuja lei é o AMOR?

O que é mesmo a Liturgia – celebração? Qual sua importância para a Liturgia – vida?

Celebrar é uma ação comunitária, festiva que tem a ver com tornar célebre, importante, inesquecível, é destacar do cotidiano, é ressaltar o significado, o sentido profundo que um acontecimento ou pessoa tem para um determinado grupo

Todos temos necessidade vital de celebrar, assim como temos necessidade de pensar, de agir, de nos relacionar, de comer e beber... Como seres humanos, somos essencialmente celebrantes. Em todos os tempos e variadas culturas, os povos encontram momentos e formas diversas de celebrar para expressar e aprofundar o sentido da vida.

Gostamos de comemorar o nascimento de uma criança, o aniversario, casamento, uma vitoria conquistada, os gols de nosso time de futebol, uma data cívica... Celebramos não só momentos felizes ou extraordinários, mas também os tristes e até os corriqueiros que tecem nosso cotidiano e que consideramos importantes, como a doença, a morte, um acidente, a visita de amigos, uma colheita, uma reconciliação... Ao celebrar estamos ressaltando o significado deles para a nossa vida.

Para celebrar usamos gestos, ações simbólicas, ritos e Palavras que expressam o que pensamos, o que acreditamos, o que desejamos, o que esperamos, o que amamos ou rejeitamos... enfim, a visão que temos da pessoa, do mundo, da sociedade, de Deus ... nossas crenças, nossas convicções, nossa identidade como grupo, como povo... É só pensar nos símbolos, gestos, ritos e Palavras que usamos num carnaval, numa festa de aniversario, de casamento, numa Folia de Reis, num batizado.

Na caminhada de Fé do povo da Bíblia, encontramos muitos momentos celebrativos. Ao celebrar, o povo de Israel fazia memória das ações que Deus realizara em seu favor no passado, as reconhecia no presente e alimentava a certeza de sua fidelidade no futuro.

O próprio Jesus quis tornar célebre, inesquecível todo o seu trabalho a favor da humanidade. Ele expressou com a ação simbólica de uma refeição, a CEIA PASCAL, o significado profundo de toda sua vida e missão: “sua liturgia-vida”.

Ele antecipou com um rito, a doação de sua vida na cruz, preparou-se e preparou seus discípulos para viverem a HORA de entrega e de amor sem limites.

Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB

A emoção de ser Pai

Ser pai é receber com alegria incontida a noticia de que aquela que amamos está a espera de um filho nosso. Após o ultra-som que vem confirmar a gravidez, o pai já imagina o rostinho do neném que vai nascer. Fica tentando adivinhar a cor do cabelo, dos olhos, as manias e virtudes que aquele novo ser terá. Ser pai é ter que esperar, pacientemente, os nove meses para conhecê-lo. No entanto, desde a confirmação da gravidez já sente um amor tão grande como se os dois fossem amigos de muitos anos. Ser pai é acompanhar, durante nove meses, o estado de graça da mulher. Ser pai é partilhar as idas ao medico e estar presente no momento do parto.

Todos dizem que é a mulher grávida quem espera o filho. Na verdade a espera é do pai. Por mais participativo que o homem seja, por mais que anseie pelo filho, durante a gestação só lhe resta o papel coadjuvante, já que não pode experimentar em si mesmo as sensações e transformações da gravidez. Embora menos atuante, não significa menos importante.

Alguém já disse certa vez que a verdadeira diferença entre as pessoas é que umas têm filhos, outras não. Só mesmo quem já teve ou vai ter um filho sabe expressar bem a emoção da paternidade, uma rotina de momentos de preocupação e alegrias. Se é assim, ninguém melhor que nós para tentar traduzir em palavras a felicidade de ser pai.

Quantas noites são passadas em claro, enquanto aquele bebê insiste em chorar com cólicas. Quantos momentos alternando sono e vigília no berço. Tudo sem falar nas vezes que, por falta de experiência, se corre para o hospital quando há uma tosse ou febre.

Ser pai é mudar fraldas e dar banho na criança. Ser pai é dar a mão nos primeiros passos para transmitir confiança e segurança. Ser pai é ver brotar um sorriso, o pronunciar das primeiras palavras, estar presente no primeiro aniversario, no primeiro dia de aula, ou quando a queda da bicicleta resultou num braço quebrado, levá-lo ao ortopedista. São esses momentos de contatos e de reconhecimento que, naturalmente, propiciam a ligação entre pai e filho. Ser pai é uma infinidade de coisas que não cabem em palavras e frases feitas.

Ser pai é estar presente nos momentos lúdicos das crianças. Ser pai é castigar o filho por haver brigado na rua. Ser pai é saber respeitar para ensinar a ser respeitado. Ser pai é ter certeza de que, mesmo não estando presente, alguém nunca se esquece de nós.

Em que pese sabermos tudo isso, a tendência natural é barganhar nossas ausências por bens materiais, enquanto nosso maior tesouro vai se esvaindo com a passagem dos anos. Para compensar a culpa, o pai dá presentes e prefere não dizer tantos “nãos” aos filhos. Sem saber, cometem o maior dos erros: ajudam a criar crianças e adolescentes sem quaisquer limites, fazendo com que eles vejam nos pais apenas um caixa eletrônico 24 horas.

Buscamos ser admirados pelos outros, mostrando a todos o quanto somos capazes de preencher as paredes com diplomas ou até mesmo possuir coisas. Esta postura, porém, nos priva de compartilhar da riqueza que não pode ser aferida, o tesouro que se perpetuará por gerações, o legado que nunca deixará o lugar onde as coisas não podem fazer diferença: o coração dos nossos filhos. No distanciamento dos pais em relação aos filhos é possível ver a causa da imaturidade dos jovens e adolescentes no que se refere a relacionamentos e valores perenes de vida. Falta-lhes a figura do pai que oriente e que compartilhe a vida. A omissão paterna é, sem dúvida, uma das portas para filhos desajustados.

No Dia dos Pais, somos obrigados a reconhecer que buscamos educar o país e não sabemos educar aos nossos próprios filhos. Valorizamos em demasia o desempenho profissional e pouco o afetivo. É doloroso descobrir que nossos filhos são, às vezes, vitimas de nossa própria imaturidade. Ser pai não é ato natural, mas um aprendizado permanente.

Deixo aqui apenas uma sugestão: Pare tudo que estiver fazendo e não se deixe levar pelos trabalhos inconclusivos ou pelo tempo despendido. Convide seus filhos menores para um dia somente de brincadeiras ou, mesmo os casados, para um bate-papo sem compromisso. Pode até ser difícil para você, mas certamente ninguém haverá de se esquecer. Com a ajuda de Deus, você poderá reordenar sua vida para que o tempo perdido seja recuperado rapidamente.

Feliz Dia dos Pais!!!

Gilberto Jachstet

Oração pelo meu Pai

Senhor Deus, agradeço-vos pelo Pai que me destes. Este Herói que admiramos em nosso coração. Fazei que o ame sempre mais e que ele se sinta amado. Aumentai-lhe as alegrias e não permitais que eu seja um peso para ele.

Ajudai-me a adivinhar suas horas de cansaço e de preocupações, para que eu possa servir-lhe de “Cirineu”. Não deixeis Senhor, que os desenganos o abatam, ou o desanimo o domine.

Que ele seja firme e sereno, quando necessário, sem deixar de ser bom. Que ele não se perca na impaciência, mas saiba perdoar minhas fraquezas.

Que eu não repare Senhor, seus defeitos, mas suas qualidades, e que eu saiba não só admirar seus bons exemplos, mas também imitá-los.

Conservai-o, ó Deus, no vosso amor, e que nossa família, vivendo agora unida, sob os seus cuidados e as vossas bênçãos, possa também viver unida no céu, para cantar o Vosso nome, Ó Pai dos Pais.

Amém

Feliz Dia dos Pais!!!

Tem pai ...e tem pai ...

Tem pai que ama,

Tem pai que esquece do amor,

Tem pai que adota,

Tem pai que abandona,

Tem pai que não sabe o que é ser pai,

Tem filho que não sabe do pai,

Tem pai que dá amor,

Tem pai que dá presente,

Tem pai por acaso,

Tem pai que se preocupa com os problemas do filho,

Tem pai que passa a ser problema para o filho,

Tem pai que ensina,

Tem pai que não tem tempo de aprender com o filho,

Tem pai que sofre com o sofrimento do filho,

Tem pai que deixa o filho esquecido e sofrido,

Tem pai que encaminha o filho,

Tem pai que deixa o filho no caminho,

Tem pai que assume,

Tem pai que rejeita,

Tem pai que acaricia,

Tem pai que não sabe onde está o filho que precisa de carinho

Tem pai que afaga,

Tem pai que só pensa nos negócios.

E você?... Que tipo de pai é você?

Seu filho quer um Pai, apenas um Pai que esteja consciente do amor que tem para dividir!!!

Pense nisso!!!

Feliz Dia dos Pais!!!

Pe. Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima



Semana Nacional da Família – 08 a 14 de Agosto

Programação:

Dia 08/08 - Domingo – Abertura com o Acolhimento do Dia dos Pais - Café da manhã após a Celebração das 07:00hs.

Dia 09/08 - Segunda – Terço dos Homens - 20:00hs.

Dia 10/08 - Terça – Palestra Prof. Brandão: Pastoral Familiar - 20:00hs.

Dia 11/08 - Quarta – Adoração ao Santíssimo - 20:00hs.

Dia 12/08 - Quinta – Renovação do casamento - Todas as Missas.

Dia 13/08 - Sexta – Participação nas Missas

Dia 14/08 - Sábado – Encerramento - Celebração Eucarística - 19:00hs.

Somos Vocacionados

Temos o Batismo como fonte de todas as vocações. As pessoas batizadas são chamadas para a missão. Pelo Batismo somos mergulhados na fonte com Cristo, na sua morte, para sermos pessoas ressuscitadas, plenas de vida (Rm 6, 1-11). Pela água da fonte batismal, todas as pessoas são enxertadas em Cristo (Rm 6, 3), inseridas no seu Corpo (1Cor 12, 13) para, na diversidade de carismas (1Cor 12, 4-31), servirem à comunidade e à humanidade. O batismo é a fonte da comum dignidade e da legitima diversidade.

A graça recebida no batismo faz-nos pertencer a Cristo, rompendo com qualquer pretensão de desigualdade. O que importa, em primeiro lugar, não é ser bispo, padre, freira, diácono, leigo(a), mas discípulo ou discípula de Jesus.

A vocação é, antes de tudo, chamado para o seguimento de Cristo, mas, ao mesmo tempo, esta graça batismal permite e exige a diferença e a diversidade de carismas, ministérios e funções, evitando a confusão e o nivelamento no interior das comunidades.

Todas as vocações devem avançar, ir além, respondendo com prontidão ao chamado da Trindade. É um convite a viver o momento presente com paixão, mas tendo a coragem de abrir-se para o futuro, para o novo, para o diferente, para as surpresas do Espírito.

Nós, batizados e batizadas, devemos ser perseverantes, dar testemunho de fé e viver a própria vocação, na fidelidade, até que atinjamos a plena maturidade em Cristo (Ef 4, 13).

Nós, que somos vocacionados ao matrimônio, estamos nesta missão de coração aberto, tentando experimentar nossas vidas em Cristo, no lar e na comunidade, arriscando, ousando, errando, às vezes, mas sentindo a presença de Deus em nós, nos fortalecendo dia a dia.

Mas, para que tenhamos um crescimento ainda maior, devemos estar cientes de que, qualquer que seja a vocação, esta deve conter a vocação amar. A pessoa humana é um ser no amor e para o amor. Quem ama não se sente auto-suficiente, mas livre para amar sem retorno, porque o impulso vem de dentro: Deus despejou em nós o seu amor e a sua força; não precisamos impor aos outros os nossos preços. O próprio Jesus nos ama, a ponto de dar a sua vida por nós, porque ele fez a extraordinária experiência de ser Filho amado do Pai.

Devemos também ter a vocação à vida, à existência. Deus nos chama antes de tudo a sermos pessoas humanas, realizadas e felizes. Isso diz respeito a todos nós, não deixando de lado nenhum irmão ou irmã.

Maria Luiza e Valdeires
Retirado da Revista Carta Mensal

04 de Agosto – Dia do Padre

O Padre entende o chamado para ser um servo de Deus, um sacerdote, um pai (padre) à semelhança de Cristo que amou e deu sua vida ao povo pobre, simples e marginalizado. Nunca hesita. Tudo aceita, confia e acredita em Deus e na sua Providência, e caminha seguro para missão que lhe é designada.

É o padre, que através do Evangelho, leva os homens a Deus, pela conversão da fé em Cristo. Por isso, são pessoas que nascem com esse dom e logo cedo ou no momento oportuno, ouvem o chamado de Deus para se consagrarem a servir à comunidade, nos assuntos que se referem a Ele.

Parabéns à todos os Sacerdotes!!!!!

Paz e Bem!!!
Blog do Santuário de Fátima

Liturgia, o que é mesmo? Parte I

A palavra LIT – URGIA vem da língua grega: laos = povo e ergon = ação, trabalho, serviço, oficio... Unindo os dois termos que formam a palavra, encontramos a raiz mais profunda do significado da LITURGIA, ou seja: AÇÃO, trabalho, serviço do povo e realizado em beneficio do povo, isto é: um serviço público, como dizemos hoje.

Antes mesmo de esta palavra ser usada pela Igreja, os gregos a usavam para indicar qualquer trabalho realizado a favor do povo e sempre realizado pelo povo, em forma de mutirão, como temos hoje. Então quando abriam uma estrada, ou construíam uma ponte ou realizavam qualquer trabalho que trouxesse beneficio à população, entre os gregos diziam: realizamos uma Liturgia.

Esse sentido primeiro da palavra nos ajuda a buscar o que deve ser hoje a LITURGIA CRISTÃ em nossas comunidades, sobretudo depois de séculos de história em que a Liturgia ficou reduzida a uma ação realizada por ministros ordenados (bispo, padre,...) para o povo. Era uma ação em que o povo não tomava parte, apenas “assistia” como expectador e, muitas vezes, sem compreender o que estava sendo feito.

Graças ao Concílio Vaticano II, realizado há mais de quatro décadas, voltamos ao sentido genuíno da Liturgia, como AÇÃO do povo batizado e, por isso todo ele SACERDOTAL, chamado ao louvor de Deus e à transformação e santificação da vida e da historia. Uma ação conjunta em parceria com o próprio Deus, numa dinâmica de aliança e participação cada vez mais “ativa, consciente, plena e frutuosa.”

Mas, de que Ação de trata? Que trabalho é este que podemos considerá-lo “fonte e cume” de nosso ser e de nosso agir cristão?

Contemplando com o olhar da fé nossa história, constatamos que Deus se manifesta sempre agindo amorosamente e, sua ação é permanente SERVIÇO À VIDA, um bem que atinge toda a humanidade e todo o cosmo. É sempre ação criadora, libertadora, transformadora e santificadora que, não só nos atinge, mas nos envolve e nos torna agentes, participantes desta sua ação, numa aliança de amor e compromisso.

A maneira mais concreta, perfeita e plena de Deus agir a nosso favor foi através de Jesus, o Verbo encarnado, o Filho amado que se fez irmão e servidor (liturgo) com sua encarnação, vida, paixão e principalmente pela sua morte e ressurreição. E mais, entregou-nos sua força, energia divina, seu Espírito, pelo qual nos faz capazes de AGIR também como filhos/as amados de Deus Pai, realizando e continuando com Ele esta ação libertadora, redentora a serviço da vida abundante para todos e seu Reino se estabeleça definitivamente.

Portanto, o sentido mais amplo da Liturgia é toda esta ação realizada por Deus, em Jesus Cristo e, através do seu Espírito em nós e através de nós a toda a humanidade.

 
Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB

Os dez mandamentos dos pais de portadores de deficiência

1º Amar o filho. O amor dos pais pode fazer por ele mais do que muitos tratamentos.

2º Respeitar o filho. A atitude dos pais irá determinar o respeito que a família e a sociedade terão pelo deficiente.

3º Aceitar o filho. Como qualquer filho, ele tem o direito de ser recebido e tratado com carinho pelos pais.

4º Não se culpar nem procurar culpados pela deficiência do filho, seja ela qual for.

5º Buscar orientação segura para oferecer a melhor educação e assistência ao filho.

6º Cuidar do filho. Cumprir essa tarefa é assumir o verdadeiro papel de pai e mãe, que não deve ser transferido para outras pessoas, a não ser em caso de extrema necessidade.

7º Criar um ambiente de paz e harmonia no lar. Isso beneficia não só o portador de deficiência, mas toda a família.

8º Não se deixar enganar pelos falsos milagres. Procurar sempre tratamentos já comprovados.

9º Apresentar o filho portador de deficiência ao mundo. Ele não é criminoso, portando não deve ser excluído do convívio social.

10º Saber que só Deus conhece todas as possibilidades de qualquer ser humano. Cabe aos pais ampliar e não estreitar os limites do filho portador de deficiência.

São Paulo: modelo de agente pastoral

No sentido escrito da palavra, Paulo não foi pastor, já que nunca se dedicou ao pastoreio de ovelhas, nem esteve diretamente a cargo de uma comunidade, na qualidade de “ancião” ou “epíscopo”.

Entretanto, dada sua condição de apostolo e evangelizador, encontramos em sua vida e escritos muitos elementos doutrinais e vivenciais acerca do ministério pastoral e da espiritualidade que o sustenta.

É a partir desta visão ampla que nos aproximaremos de Paulo, como pastor e modelo de agente pastoral. Seu ensinamento e exemplo possuem uma grande atualidade para todo agente pastoral.

Paulo e sua experiência de Deus

A experiência de Deus vivida por Paulo foi de uma originalidade e riqueza extraordinárias. Experimenta um Deus que se revela em Jesus Cristo como um Pai “rico em misericórdia”.

“...Deus nos abençoou com toda benção espiritual nos céus, em Cristo. Nele, Deus nos escolheu, ... para sermos santos e integro diante dele, no amor. Conforme desígnio de sua vontade, ele nos predestinou à adoção como filhos, por obra de Jesus Cristo” (Ef 1, 3-6). Paulo experimentou vivamente o amor gratuito de Deus, manifestado em Cristo “imagem do Deus invisível” (Cl 1,15).

E sabe-se pessoalmente convidado pelo Senhor Jesus a anunciar o Evangelho. Esta convicção de fé constitui o motor que o impulsiona a se entregar totalmente a serviço de seus irmãos, sem lhe importarem as dificuldades e sofrimentos inerentes a sua missão (cf. 2Cor 11, 23-28).

Paulo é um apaixonado por Cristo e considera que nada tem valor comparado com o “Bem Supremo” de conhecer a Cristo Jesus e de encontrar-se unido a ele (cf. Fl 3,8). O que quer é conhecer a Cristo, sentir o poder se sua ressurreição, tomar parte em seus sofrimentos e chegar a ser como ele em sua morte, com a esperança de alcançar a ressurreição dos mortos (cf. Fl 3, 10-11). Apenas esta firme e constante busca de seu coração de fogo pode levá-lo a dizer mais tarde “Com Cristo”, eu fui pregado na Cruz. Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim (Gl 2 19b-20).

Seu conhecimento de Jesus não consiste em um saber intelectual sobre ele, mas em uma experiência intima, que por sua vez o levou a experimentar também o Pai de Jesus como seu próprio Pai. E o Espírito Santo, sem cujo auxilio é impossível chamar Jesus de Senhor e Deus de Pai (cf. Gl 4, 6-7; Rm 8, 15).

Paulo se sentiu invadido pela vida trinitária e viveu imerso nela, daí não deixar de convidar a “sempre e por todas as coisas, no nome de nosso Senhor Jesus Cristo, rendei graças a Deus que é Pai” (Ef 5, 20) e a não pagar “a ação do Espírito” (1Ts 5, 19).

Em resumo: a experiência que Paulo tem de Deus é a de alguém que nos invade por dentro e nos circunda por fora; um Deus no qual “vivemos, nos movemos e existimos” (At 17, 28). Tal experiência constitui o fundamento e o motor de todo o ministério pastoral que realiza sob a máxima: “ Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho!” (1Cor 9, 16).