Como posso ter esperança de que o futuro será melhor?

Dizer que “enquanto vivermos haverá desafios, mas com coragem para enfrentá-los vamos vencer” seria desnecessário, pois o próprio Jesus já falou a esse respeito há mais de dois mil anos: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).

No entanto, há momentos em que as perguntas ganham força e influenciam diretamente nossa vida. O que fazer, por exemplo, diante das perspectivas frustadas, quando os sonhos parecem cada vez mais distantes, quando as perdas parecem maiores que os ganhos e os erros superiores aos acertos?

O que fazer quando você olha para trás e tem a sensação de que fez tudo errado e ninguém mais acredita em você? Ou pior, quando até você deixou de acreditar em si mesmo? As perguntas são inevitáveis, mas as respostas demoram a chegar. O fato é que quando passamos por momentos difíceis, geralmente não conseguimos enxergar a ação de Deus nos acontecimentos. Falta-nos forças para orar e ver além dos nossos sentimentos feridos; por isso é difícil acreditar que milagres podem acontecer. As inúmeras perguntas têm a mesma raiz, falta de esperança, falta de fé.

Nessa hora, talvez até você já tenha pensado se vale mesmo a pena continuar ou, então, questionado-se qual é o sentido da vida e se ainda existe uma esperança. A resposta, no entanto, não está ao alce de uma pesquisa na internet, por exemplo, ela está dentro de você e tem um nome: Deus! Ele ainda acredita em você! Sim, Deus não desistiu de você e continua ao seu lado esperando uma chance para mudar sua vida. Ele acredita no seu potencial, na sua capacidade de amar, de superar, dar mais um passo na direção dos sonhos que Ele mesmo plantou em seu coração deste o primeiro momento de sua existência. Deus sonha com você e deseja sua felicidade. “Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós, oráculo do Senhor! É um projeto de felicidade, não de sofrimento: dar-vos um futuro, uma esperança!” (Jer 29,11)

Portanto, mesmo que hoje você esteja sem esperança, levante a cabeça, olhe para o céu e pense em Deus como um Pai bom e amoroso que está agora ao seu lado.

E já que Deus acredita em você, acredite você também e deixe-se conduzir pela força do bem que habita sua alma. Nesse processo de vida nova, procure não culpar ninguém! Lembre-se de que nós somos pessoas livres e o que nos acontece é resultado de nossas escolhas. Não caia na tentação de culpar as pessoas e se eleger como vítima, isso só atrapalha a obra nova que Deus quer lhe proporcionar. Procure reconstruir sua história sempre a partir da verdade, pois quando você a acolhe, faz uma grande descoberta: percebe que é capaz de amar e começa a amar concretamente mesmo na dor.

Eu sei que não é fácil mudar a forma de pensar e agir, mas é importante lembrar que é possível com a graça de Deus. Não desista! Você pode ter esperança de que seu futuro será melhor, porque Deus acredita em você!

Dijanira Silva
Missionária da Comunidade Canção Nova

Contemplemos o Cristo vivo entre nós

Hoje, contemplamos um túmulo que está vazio, porque, ali, depositaram o corpo de Jesus, mas, na manhã de domingo, quando foram buscar o corpo do Senhor para cuidá-Lo, ungi-Lo e contemplá-Lo, não estava mais lá.

Alguns disseram que os discípulos roubaram o corpo, mas como pode um corpo roubado fazer tanto bem, ressuscitar tantas vidas, levantar a vida de tantas pessoas? O fato é que esse corpo não foi roubado, mas ressurgiu, ressuscitou de forma gloriosa e única!

Cristo Jesus não permaneceu no túmulo, porque lá estava perdida toda a esperança da humanidade, tudo estava enterrado. Ele levantou-se dos mortos, ressuscitou do túmulo e trouxe vida nova a cada um de nós.

É verdade que muitos de nós ainda temos a mente e o coração fechados para compreender as Escrituras, para podermos compreender que Ele haveria de ressuscitar dos mortos e trazer a vida nova a cada um de nós.

Abramos nossa mente e coração, contemplemos o Cristo que está vivo no meio de nós! Isso não é só uma verdade histórica, mas, de fé; não é um simples dogma, é o sentido fundamental da nossa fé. Se Cristo Jesus não tivesse ressuscitado, vã seria a nossa fé, perda de tempo seria celebrar a Eucaristia e tantas outras coisas. Tudo aquilo que celebramos é para proclamar que Cristo Jesus está vivo e no meio de nós!

Acenda essa chama em seu coração, contagie sua mente, sua casa e sua família com essa verdade maravilhosa: Cristo está vivo e no meio de nós! Ele acende nossos corações para que nenhuma desesperança, desespero, desânimo, doença, tristeza e morte falem mais alto em nossos corações.

Contemplar o Cristo vivo e ressuscitado, no meio de nós, é ter a certeza de que a palavra final não é a da morte, da dor nem do sofrimento. A palavra final é a de Deus, é a da vida!

Queremos celebrar a vida no ardor da ressurreição, que acontece, todos os dias, quando deixamos morrer o homem velho para brotar em nós o Cristo vivo e ressuscitado!

Uma feliz Páscoa para você e toda a sua família!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

Domingo da Páscoa

Chegamos à celebração da Páscoa. A Páscoa, palavra que significa “passagem” e “pulo” (salto) em hebraico, não é simplesmente a comemoração de uma festa religiosa, muito mais que isso é um processo de contínuo esforço para sempre “passarmos para condições mais humanas” e pularmos (saltarmos) sobre os males da vida; portanto, mais que uma solene celebração litúrgica, a Páscoa é uma espiritualidade que devemos sempre cultivar inspirando-nos na Ressurreição de Jesus da qual deriva a visão otimista da vida e de sempre fazermos uma releitura dos fatos da nossa história pessoal e social. Vivenciar a espiritualidade pascal significa nos esforçarmos para viver de cabeça erguida, “aspirando às coisas do alto” (II leitura), é testemunhar com nossas opções que Jesus Cristo é o Senhor da Vida (I leitura) e testemunhá-lo com uma vida dinâmica, numa contínua corrida pela promoção do Bem (Evangelho)!

Na primeira semana após a festa da Páscoa, chamada oitava da páscoa – oito dias de solenidade litúrgica, Pedro, líder dos discípulos, é quem toma a palavra testemunhando sua fé no Ressuscitado. Com firmeza e clareza, estimula os judeus à conversão por causa da morte de Jesus: “o mataram pregando numa cruz” (Atos 10,39). Os fatos históricos da paixão, morte e ressurreição de Jesus estão ao centro do conteúdo dos seus discursos. Pedro também afirma sua experiência concreta, pois “comeu e bebeu” (símbolos de comunhão, de relação de amizade, de intimidade) com Jesus. O “comer e beber” com Jesus é a experiência fundamental que marcou profundamente a mente e o coração de Pedro (e dos demais) que o fazia testemunhá-lo com alegria e coragem. A comunhão com Jesus, a experiência do encontro do Ele, deve preceder o anúncio por parte do bom discípulo. Assim aconteceu com os apóstolos. Não se pode anunciar quem não conhecemos e quem não amamos. Do texto que nos é apresentado hoje Pedro testemunha que:

Jesus de Nazaré foi ungido por Deus (= agia movido pelo Espírito Santo);
Andou por toda parte fazendo o bem e curando (= promoção do Reino de Deus);
Os judeus o mataram pregando-o numa cruz (= o Reino de Deus incomoda);
Deus o ressuscitou ao terceiro dia (= Deus é o Senhor da história, Deus responde à violência sofrida);
Pedro e os demais discípulos comeram e beberam com Ele (= é a experiência de comunhão e amizade);
Jesus mandou pregar e testemunhar (= compromisso atual de ser discípulos, a história deve continuar);
Quem crê Nele, recebe o perdão dos pecados! (= obtém a salvação: crer é viver com Ele...).

Na verdade esse é o programa de vida de toda a missão da Igreja que se alicerça da experiência de vida e testemunho dos apóstolos e chega até nós que devemos continuar esse anúncio e com o mesmo dinamismo.

Este é um salmo de gratidão a Deus pela sua bondade e seu amor que se estende para sempre (cf. Sl 117,1-4.21.28-29). Esse sentimento de gratidão é a resposta do salmista a Deus por causa dos benefícios recebidos: pelo socorro na angústia (cf. Sl 117,5), pela presença que lhe trouxe segurança livrando-o dos inimigos que são vistos como espinhos e vespas (cf. Sl 117,6-7.11-13). Tudo isso se transforma em convicções profundas: “É melhor refugiar-se em Javé do que depositar confiança no homem. É melhor refugiar-se em Javé do que depositar confiança nos chefes” (Sl 117,8-9). Liberto dos males e ameaças o salmista assume um sério compromisso: “Viverei para contar as obras de Javé” (cf. Sl 117,17).

Páscoa é esforço permanente de prática da virtude! Paulo, à semelhança de Pedro, comunica aos cristãos de Éfeso o que significa proclamar a Ressurreição de Jesus. Para ele, neste texto, a Páscoa significa:

a) Esforçar-se para “alcançar as coisas do alto”;
b) Aspirar às coisas celestes e não às coisas terrestres. (cf. Ef. 3,2). Proclamar a Ressurreição é fazer morrer em nós tudo aquilo que não se harmoniza com os valores do Reino de Jesus Cristo. Buscar as coisas do “alto” é deixar-se envolver e dinamizar-se pelas conseqüências das virtudes da Fé, da Esperança e do Amor. Isso significa, por outro lado, combater a nossa tendência a fechar-nos nas “coisas terrenas”, ou seja, deixando-nos orientar pela lógica da razão humana e dos instintos egoístas (cf. Rm 8,1-13). Quando seguimos esse caminho, não sobra espaço para o perdão, para o sacrifício, para a experiência da cruz da qual provém a glória.

Este trecho, no qual João descreve a primeira constatação do sepulcro aberto e vazio por parte de Madalena e logo comunicada a Pedro e João, serve como paradigma (modelo) para toda comunidade cristã: a acolhida da ressurreição (fé!) deve gerar na comunidade um dinamismo de comunicação, comunhão, reconhecimento e respeito pelas competências e responsabilidades de cada um. Vejamos as atitudes dos personagens: a) Maria Madalena: representa a pessoa sem fé! Madalena vai cedo ao túmulo de Jesus, “bem de madrugada”, no primeiro dia da semana (domingo). Constata que a pedra tinha sido retirada do túmulo, então ela saiu correndo e foi encontrar Pedro e João (cf. Jo 20,1-2). Madalena, contudo, não se encontrou com o Ressuscitado! Ela representa a comunidade ou a pessoa sem fé, que ainda não assimilou ou não compreendeu o significado da Ressurreição. Madalena está presa ao passado materialista: não vai ao encontro do Ressuscitado, mas deseja é encontrar o corpo do senhor morto no túmulo. Quem já fez a experiência da fé na Ressurreição vai ao encontro da Vida e dos Vivos e projeta-se para o futuro! A corrida de Madalena representa o dinamismo ativista (= sem espiritualidade) que pára de repente num encontro e só comunica susto, frustração, decepção, perplexidade, confusão, angústia... Madalena só descreve os fatos que vê (é humanamente honesta), mas não interpreta seu significado: falta-lhe a experiência da fé. Está presa aos seus sentimentos. b) Pedro e João: estão juntos e ao receberem a comunicação de Madalena saem correndo rumo ao túmulo. João chega primeiro que Pedro, mas não entra, Pedro chegando, entra no túmulo. Logo percebe algo que Madalena não viu: os sinais da ressurreição, ou seja, “as faixas de linho e o pano enrolado num lugar à parte” (cf. Jo 20,6). “Ele viu e acreditou”! (Jo 20,8). Madalena só viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo! Pedro e João representam a comunidade que já assimilou a Ressurreição de Jesus e, portanto, sabe dar significado para aquilo que faz memória de Jesus Cristo. Para quem tem fé, tudo tem um significado, não só descreve, mas lê, interpreta, decodifica, tira lições de vida, acolhe perspectivas, deduz consequências! Pedro e João representam a comunidade cristã composta de multíplices sujeitos e responsabilidades. É o discípulo que ama a Jesus (João) que respeita as competências dos demais; o discípulo amado e que ama, corre, tem dinamismo proativo (corrida), não conflita e nem debocha do “velho Pedro”... o respeita! A fé gera amor e o amor, sempre sendo uma realidade dinâmica, produz harmonia e respeito entre as pessoas.

Homilia Dominical

Programação - Semana Santa


A espiritualidade da Sexta-feira Santa

Neste dia que os antigos chamavam de “Sexta-feira Maior”, quando celebramos a Paixão e Morte de Jesus, o silêncio, o jejum e a oração devem marcar este momento. Ao contrário do que muitos pensam, a Paixão não deve ser vivida em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.

É preciso manter um “silêncio interior” aliado ao jejum e à abstinência de carne. Deve ser um dia de meditação, de contemplação do amor de Deus que nos “deu o Seu Filho único para que quem n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). É um dia em que as diversões devem ser suspensas, os prazeres, mesmo que legítimos, devem ser evitados.

Uma prática de piedade valiosa é meditar a dolorosa Paixão do Senhor, se possível diante do sacrário, na igreja, usando a narração que os quatro evangelistas fizeram.

Aprender o quanto é grande o pecado

Outra possibilidade será usar um livro para meditação como “A Paixão de Cristo segundo o cirurgião”, no qual o Dr. Pierre Barbet, francês, depois de estudar por mais de vinte anos a Paixão, narra com detalhes o sofrimento de Cristo. Tudo isso deve nos levar a amar profundamente Jesus Crucificado, que se esvaziou totalmente para nos salvar de modo tão terrível. Essa meditação também precisa nos levar à associação com a Paixão do Senhor, no sentido de tomar a decisão de “gastar a vida” pela salvação dos outros. Dar a vida pelos outros, como o Senhor deu a Sua vida por nós. “Amor só se paga com amor”, diz São João da Cruz.

A meditação da Paixão do Senhor deve mostrar-nos o quanto é hediondo o pecado. É contemplando o Senhor na cruz, destruído, flagelado, coroado de espinhos, abandonado, caluniado, agonizante até a morte, que entendemos quão terrível é o pecado. Não é sem razão que o Catecismo diz que pecado é “a pior realidade para o mundo, para o pecador e para a Igreja”. É por isso que Cristo veio a este mundo para ser imolado como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Só Ele poderia oferecer à Justiça Divina uma oblação de valor infinito que reparasse todos os pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares.

Celebração das 15 horas

O ponto alto da Sexta-feira Santa é a celebração das 15 horas, horário em que Jesus foi morto. É a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Nas leituras, meditamos a Paixão do Senhor, narrada pelo evangelista São João (cap. 18), mas também prevista pelos profetas que anunciaram os sofrimentos do Servo de Javé. Isaías (52,13-53) coloca, diante de nossos olhos, “o Homem das dores”, “desprezado como o último dos mortais”, “ferido por causa dos nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes”. Deus morreu por nós em forma humana.

Neste dia, podemos também meditar, com profundidade, as “sete palavras de Cristo na cruz” antes de sua morte. É como um testamento d’Ele:

“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”
“Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”
“Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”
“Tenho Sede!”
“Eli, Eli, lema sabachtani? – Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”
“Tudo está consumado!”
“Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”.

À noite, as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o sermão da descida da cruz; em seguida, há a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto. O povo católico gosta dessas celebrações, porque põe o seu coração em união com a Paixão e os sofrimentos do Senhor. Tudo isso nos ajuda na espiritualidade deste dia. Não há como “pagar” ao Senhor o que Ele fez e sofreu por nós; no entanto, celebrar com devoção o Seu sofrimento e morte Lhe agrada e nos faz felizes. Associando-nos, assim, à Paixão do Senhor, colheremos os Seus frutos de salvação.

 
Felipe Aquino

Reze As Sete Dores de Nossa Senhora

A quaresma é um tempo forte de oração, para alcançarmos a conversão e a Vida Nova em Cristo. De maneira especial de mergulharmos no Mistério da Paixão do Senhor. Vamos rezar com Nossa Senmhora as dores da Paixão, pois ela é co-redentora no meistério da Salvação. Costuma a piedade cristã venerar as 7 (sete) dores de Maria Santíssima, que são:

1. A profecia de Simeão sobre Jesus. (Lc 2, 34-35)

2. A perseguição de Herodes e a fuga da Sagrada Família para o Egito. (Mt 2, 13-21)   

3.  A perda do Menino Jesus no Templo de Jerusalém durante três dias. (Lc 2, 41-51)   

4.  O encontro admirável de Maria com Seu Filho Jesus carregando a Cruz, no caminho para o Calvário. (Lc 2, 41-51)   

5.  Maria observando o sofrimento e a morte de Jesus na cruz. (Jo 19, 25-27)   

6.  Maria recebe em seus braços o corpo do seu filho morto tirado da cruz. (Mt 27, 55-61) 
 
7.  Maria observa quando depositaram o corpo de Jesus no sepulcro, ficando Ela em triste solidão. (Lc 23, 55-56)

Maria é tudo que o cristão precisa ser na escola do discipulado de seu filho Jesus Cristo. Esteve com Jesus do seu nascimento até a Sua gloriosa Ressurreição e ascensão ao céu. Esteve com a Igreja no Pentecostes e nos seus inícios. Maria está entre as poucas pessoas que não abandonam o Calvário é a nossa companheira no sofrimento, pois esteve firme, de pé quando via o seu único filho ser crucificado injustamente, e com Ele oferecia também as suas dores. Na verdade não estamos exaltando a dor de Jesus e Maria, mas a Vitória, a certeza que toda dor passa e nos encaminha para a ressurreição.

ORAÇÃO INICIAL       

Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores. Vosso Divino Filho tem vinculado à devoção de vossas Dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas necessidades e perigos. Alcance-nos, Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos méritos de vossas Dores e Lágrimas a graça. (Apresente aqui a graça desejada).

1.  Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada de dor transpassaria o vosso coração, Mãe de Deus, ouvi a nossa prece.
Ave-Maria… Glória… 
2.  Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egito apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para salvá-lo das fúrias do ímpio Herodes, Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece.

Ave-Maria… Glória…

3. Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece.     Ave-Maria… Glória…

4.  Pela dor que sofrestes Quando vistes o teu filho Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do Calvário, Virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece.                                  

Ave-Maria… Glória… 

5.  Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões, Mãe da Divina Graça, ouvi a nossa prece.

Ave-Maria… Glória…

6. Pela dor que sofrestes quando recebestes em vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da cruz, Mãe dos pecadores, ouvi a nossa prece.

Ave-Maria… Glória…
                                                

7. Pela dor que sofrestes quando o corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando Vós na mais triste solidão, Senhora de todos os Povos, ouvi a nossa prece.

Ave-Maria… Glória…

ORAÇÃO FINAL       

Dai-nos, Senhora, a graça de compreender o oceano de angústias que fizeram de Vós a “Mãe das Dores”, para que possamos participar de vossos sofrimentos e Vos consolemos pelo nosso amor e nossa fidelidade. Choramos convosco, ó Rainha dos Mártires, na esperança de ter a felicidade de um dia nos alegrarmos convosco no céu.

Com Maria caminhemos rumo a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

Conte sempre com as minhas orações.
Pe. Luizinho, CN.

Celebremos na Eucaristia os mais pobres e sofridos

Hoje, começamos a celebrar o Tríduo Pascal de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Páscoa do Senhor começa na mesa, com a refeição, que é o símbolo da refeição eterna, o banquete celeste que todos nós somos convidados a participar eternamente no Céu.

Quando celebramos a Santa Ceia do Senhor, detemo-nos e centralizamo-nos no mistério da Eucaristia, porque, na verdade, é o próprio Senhor quem nos dá Seu corpo e Sangue, que se dá como alimento a todos nós.

A Eucaristia não começa na mesa, mas sim no chão, onde Jesus lava os pés de Seus discípulos. É o sacramento da humilhação e da humildade, é um Deus que se humilha, de tal forma, que já não basta ser humano, Ele se humilha em forma de trigo e reveste-se para tornar-se o Pão que nos alimenta.

Celebrar a Eucaristia é morrer para si mesmo, humilhar-se a si mesmo para cuidar uns dos outros, para lavar os pés dos irmãos, para ser “escravos” uns dos outros, não da escravidão humana nem da submissão à paixão ou a qualquer forma violenta dos sentimentos humanos, mas sim a escravidão do serviço, do cuidado, do perder a razão para submeter-se ao amor divino.

A Eucaristia começa com o perdão, quando perdoamos uns aos outros, quando deixamos de ter razão para que o amor fale mais alto em nosso coração. A Eucaristia começa nos pés dos mais sofridos e necessitados! Eucaristia é lavar os pés da humanidade suja pela poeira das estradas da vida, pelos maus tratos que sofrem em tantas circunstâncias.

Não basta comungarmos o Corpo e o Sangue de Cristo e reinflamar o nosso ego: “Ah, Cristo está em mim!”. É preciso receber o Cristo na Eucaristia e cuidar do Cristo sofrido, machucado, maltratado, despido e humilhado.

Nós nos acostumamos a contemplar simplesmente o Cristo glorioso, mas Ele passa pela Paixão e pela humilhação. Por isso, meus irmãos, é preciso abaixar, descer até o chão e ir ao encontro dos que mais sofrem, para neles contemplarmos o Cristo crucificado.

Precisamos, todos os dias, lavar os pés uns dos outros e celebrar na Eucaristia a pessoa dos pobres e sofridos!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

Quinta-Feira Santa: Jesus nos convida a estar com Ele

Iniciamos hoje, Quinta-Feira Santa, o “Tríduo Pascal”. São dias nos quais fazemos memória ao mistério de amor: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, centro de toda ação litúrgica. Neste dia, celebra-se, pela manhã, a Missa Crismal, ou seja, todos os sacerdotes se reúnem ao redor do bispo, no altar de cada diocese, em sinal de comunhão eclesial, para renovar as promessas sacerdotais.

É de suma importância voltar o coração àquele momento do propósito do eleito, da promessa de obediência, da imposição das mãos e da oração consecratória, ao dia da ordenação de cada sacerdote.

Celebração do sacerdócio ministerial

A Igreja celebra, hoje, a instituição do sacerdócio ministerial. Este se fundamenta na livre oferta de Nosso Senhor Jesus, que, na Última Ceia, apresentou um novo mandamento: o mandamento do amor, que foi expresso pelos gestos, pelo silêncio carregado de sentido, pelas palavras profundas e comoventes, que instituíram o Grande Sacramento do Amor, maior que a morte: “Tomai e comei, tomai e bebei” (cf. Mt 26,26-27).

O sacerdote é um homem que atua a partir de Deus

Com um profundo gesto do lava-pés, sinal de humildade do servo que veio “para servir e dar a vida pelas ovelhas” (cf. Jo 10,11), Ele se faz exemplo para o sacerdote. Tudo se concretiza na cruz. Advém disso a certeza de que o sacerdote é um homem que atua a partir de Deus, por estar em comunhão íntima com Jesus Cristo.

Fomos motivados pela CNBB, por meio do “Texto-base” para a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, a refletir sobre a “Casa comum, nossa responsabilidade”. Todavia, cada ser humano é responsável, antes e acima de tudo, pelo próprio coração, templo de Deus. É a primeira casa a ser cuidada, para então zelarmos por toda criação, como partilha de quem faz uma constante experiência de redenção que transborda as demais criaturas.

Todos são convidados a estar com Cristo

Nesta Semana Santa, dias de subida interior ao Monte das Oliveiras, somos convidados a estar em profunda intimidade com Cristo, com Aquele que venceu a morte. Ele nos convida: “Ficai aqui e vigiai Comigo” (cf. Mt 26,38). Esse é o sentido desta noite santa, que celebramos no dia de hoje: permanecer com Jesus. Ao permanecer com Ele, tomamos consciência de que não estamos sozinhos, pois o Senhor sempre está conosco, ao nosso lado. É Ele quem dá sentido a tudo o que vivemos, até para os nossos sofrimentos, para as realidades que nem sempre encontramos explicação. Nem Jesus quis ficar sozinho, por isso convidou Seus amigos para passarem essa noite sofrida com Ele. E você, tem preferido ficar sozinho?

Padre Valdnei Rosa Teodoro
Comunidade Canção Nova

Coloquemos no Senhor a esperança em nossa glória definitiva

Começamos, com a celebração de hoje, a Semana Santa da Paixão e Ressurreição gloriosa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Não focamos a Semana Santa apenas na Paixão de Cristo, como se fosse o mistério mais alto daquilo que estamos celebrando, não passamos pela celebração da Páscoa sem passar pela Sua Paixão. Por isso, o Domingo de Ramos é rico em significados do mistério salvífico.

Jerusalém é a cidade santa, cidade da glória, cidade do Grande Rei; é lá que Ele vai celebrar Sua última Páscoa, que começa da mesma forma como termina: gloriosa, com exultação e exaltação.

Aquilo que os judeus fizeram ao Senhor, proclamando “Hosana no mais alto dos céus, bendito que vem em nome do Senhor” são as pessoas que vêm das várias partes de Israel, já O conheciam, já viram o que Ele realizou na Galileia, na Samaria, em tantos lugares que esteve presente, e reconhecem que Jesus está entrando glorioso naquela cidade. Eles O aclamam, proclamam Hosana ao Filho de Davi.

É dessa forma que o Senhor entrou em Jerusalém celeste, e dessa mesma forma voltará glorioso para o meio de nós! Jesus sabe que Sua Páscoa não para na glória, mas termina nela. Para chegar na glória definitiva, é preciso passar pela Paixão, ser fiel, cumprir na vida os desígnios amorosos de Deus e não se deixar corromper pelas tentações das facilidades, de um poder vicioso e maldoso que quer negar a obra de Deus.

Em Jerusalém, Jesus testemunha, mais do que nunca, a obra de Deus em Sua vida.

O Domingo de Ramos é também o domingo da Paixão de Cristo, onde contemplamos o Cristo que entra glorioso, mas sofre a Paixão na cruz por nossos pecados, para nos redimir e nos salvar de todos os eles.

Neste domingo, colocamos na cruz do Senhor o sofrimento de toda a humanidade e os crucificados da história. Colocamos aos Seus pés a esperança em nossa páscoa definitiva. Sabendo lidar com as paixões que sofremos diariamente na vida, os dramas que enfrentamos, as negações e traições que passamos, viveremos, no mistério da Paixão de Cristo, a redenção de nossa humanidade!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova

Domingo de Ramos e da Paixão

A leitura de  Isaías mostra que o Servo do Senhor “como discípulo” terá êxito.

No salmo, o justo sofredor suplica confiante: Vem depressa em meu socorro.

O hino cristológico, na carta aos Filipenses, celebra o esvaziamento (em grego, kénōsis) de Cristo que assume a condição de Servo até a morte na cruz. Por isso, foi exaltado e toda língua proclama que ele é o Senhor.

A entrada de Jesus em Jerusalém aponta para o sentido simbólico, e lembra Zc 9,9 que anuncia a chegada de um rei montado em um jumentinho. Os milagres vistos resumem seu ministério como Messias servidor (4,18-19; 7,22). Bendito aquele que vem remete ao Sl 118,26, parte do pequeno Hallel formado pelos Sl 113-118, cantados nas grandes festas como Pesah, Shavuot e Sukkot. O projeto da paz, manifestado com o nascimento de Jesus (2,14),realiza-se plenamente com sua glorificação (13,34-35). O pedido para impedir a aclamação real revela falta de compreensão da missão de Jesus. As ações proféticas de Jesus ao oferecer o pão e o vinho, na Última Ceia com seus discípulos, reinterpretam o significado da Páscoa. No monte das Oliveiras, ensina a discernir a vontade do Pai através da oração. Rejeitado pelas lideranças ligadas ao Templo de Jerusalém, é entregue ao poder político que ocondena à morte, apesar de sua inocência (23,4.14.15.22). Como Servo Sofredor (Is 53,3-12), trilha o caminho para a cruz até à morte, realizando assim a    obra da redenção. O véu que separava o Santo dos Santos do restante do Templo rasga-se, indicando o caminho novo de encontro com Deus (Hb 10,19-22). A boa ação de José de Arimateia no sepultamento do corpo de Jesus, evita que seja abandonados na cruz destino dos crucificados.

Cabe bem neste domingo de Ramos, a memória de Martin Buber, jornalista e teólogo judeu, defensor da coexistência entre árabes e judeus. Ao falar dos profetas ele diz: “as realidades significativas se realizam mais na profundidade do fracasso que na superficialidade do êxito”. De fato, quem se recorda dos que mataram os profetas e o Cristo?

Hoje, ao adentrar as portas da igreja com os ramos de oliveira confessamos a nossa fé no Ungido de Deus e com as palmas, proclamamos a sua vitória sobre a morte. Assim entramos na semana santa da nossa redenção com profunda referência, imitando o Senhor, com o olhar atento aos seus gestos e  atitudes, silenciando nosso eu, deixando que repercutam em nós somente as ações e o silêncio de Deus.


Revista de Liturgia

Parabéns, Pe. Ivan!!!

Obrigado Senhor, pelo dom da vida de nosso querido Padre Ivan.

Todo cristão é chamado para servir. No entanto, para que o povo de Deus possa cumprir sua missão, Ele suscita em seu meio algumas vocações específicas, a do sacerdócio é uma delas. Deus chama alguém do meio do povo, para o povo. Um padre deve ser ao mesmo tempo, pequeno e grande, de espírito nobre e ao mesmo tempo simples.

Um padre deve ser discípulo de seu Senhor, chefe do seu rebanho; um mendigo de mãos largamente abertas, um portador de inumeráveis dons, um homem no campo de batalha, uma mãe para confortar os doentes, com a sabedoria da idade e a confiança de um menino; voltado para o alto, com os pés na terra.

Um padre deve ser experimentado no sofrimento, imune a toda inveja, que fala com franqueza e é inimigo da preguiça. Um padre é feito para alegria, é alguém que se mantém sempre fiel. Nossa Comunidade se alegra junto a sua família por este dia tão especial o seu aniversário.

Padre Ivan, conte com nossas orações e que Deus e Nossa Senhora de Fátima te abençoe todos os dias de sua vida.

Parabéns!!!


Paz e Bem!!!

Por que Jesus precisou ter um pai?

Fico pensando: por qual motivo Jesus Cristo, o Filho do Deus Altíssimo, o Homem perfeito, sem mancha de pecado, veio a este mundo por meio de uma família? Por que ter um pai e uma mãe?

Sabemos que Deus tudo pode, portanto, não precisaria de uma família para ser introduzido no mundo, poderia ser de outra forma. Mas, se assim o fez, foi porque quis manifestar algum propósito para nós. Existe aí algum significado maior do que a primeira concepção de família que nós humanos tínhamos. Jesus não veio mudar as coisas, mas dar pleno cumprimento delas, segundo Ele mesmo (cf. Mt 5,17).

É razoável pensar que o motivo principal de Jesus, ao escolher Maria e José como seus pais, era santificar a instituição da família, demonstrando-a como imagem da comunhão da Santíssima Trindade (cf. Catecismo I. C. 2205). E família entende-se aqui por: pai, mãe e filho. Veja, Maria poderia ter também ficado grávida pelo Espírito Santo, morando no templo, dedicando-se unicamente a Deus. Poderia ainda ter gerado Jesus ainda na casa de Seus pais e Deus ter Lhe providenciado a companhia de outras mulheres, amigas, parentes, para conviver e ajudá-la a criar o Menino.

Valorizar o papel e a função do pai e da mãe

Nada disso aconteceu, porque o primeiro sinal que Cristo nos dá, ao nascer numa família, é que ela é sagrada. A família é o ambiente propício ao amor entre homem e mulher, a geração de filhos, e a valorização do papel e da função individual do pai e da mãe.

Nesse contexto, o fato de São José não ter participado da geração do Menino Deus me faz indagar ainda mais: por que Cristo teve um pai terreno, já que Ele tinha um Pai no Céu?

Missão especialíssima de São José

Deus não precisaria de São José, mas escolheu precisar dele. Num primeiro momento, imaginamos que, quando o Senhor quer algo de nós, Ele se apresenta com Sua grandeza e nos pede o que quer que façamos; mas, às vezes, coloca-se como o necessitado à nossa frente. Quando nos movemos para beneficiar quem necessita de nós, Deus imprime seu ensinamento, um dom ou mesmo muda nosso coração. Assim foi a instituição da família, Maria e o pequeno Jesus na vida de São José, pessoas maiores que ele, mas que necessitavam dele.

A missão de José é imprescindível para:

– Valorizar a família e elevá-la ao sagrado: José vem ser a imagem visível do Pai do Céu que, obstante os cuidados essenciais da Mãe, era quem “orbitava” a Mãe e o Filho, cercando-os de ordem, segurança e sustento. Assim, o Pai do Céu também age para conosco e este também é o papel paterno na família. Toda criança precisa ter uma boa referência feminina e masculina (ainda que não seja o pai biológico).

– Salvar Maria e o menino: Em qualquer outra condição fora da família, a gravidez de Maria seria mal interpretada, e ela correria o risco de ser apedrejada. Ao assumi-la, José salva Nossa Senhora e Jesus ainda no ventre.

– Ensinar Jesus: Como assim? Jesus é Deus, sabedoria encarnada, não precisava de professores. Porém, ao assumir a condição humana, quis ser introduzido nas dinâmicas da vida por meio das características humanas de seus pais. Toda criança é reflexo de seus pais, e com Jesus não foi diferente. Não que Ele não possuísse todas as virtudes humanas, pois todo bem e amor já estavam n’Ele, mas o convívio e o testemunho de vida de Maria e José contribuíram para propiciar situações que faziam vir à tona tudo o que Ele era.

Assim como a semente tem todo potencial da planta e pode se desenvolver sozinha se cair na natureza até tornar-se árvore, pode também estar aos cuidados do agricultor que cuida dessa semente, depois da muda, do pequeno arbusto e finalmente da árvore frondosa. Maria e José foram os escolhidos para serem os jardineiros na humanidade do Mestre de Nazaré. E de José podemos citar três características por excelência: justo, casto e trabalhador.

Justo1: A Bíblia o cita como justo. Não pelo nosso senso de justiça humana, mas de misericórdia. Uma bondade capaz de dar tudo de si em favor do outro. Jesus é misericordioso.

Casto2: É a temperança que formata todas as outras virtudes em nós. Jesus é casto.

Trabalhador3: Tem o dinamismo próprio de quem não se detém só na intenção, mas serve o outro ao sair de sua zona de conforto. Jesus era incansável (cf. Jo 5,17).

Portanto, se José foi um exemplo seguido até mesmo por Nosso Senhor, como não poderia ser para nós?

Neste dia de São José, peçamos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo que infunda em nós as virtudes e o coração do pai adotivo de Jesus.


São José, rogai por nós!