08/06 – Dia do Sagrado Coração de Jesus
Hoje, a Igreja Católica celebra a Solenidade do
Sagrado Coração de Jesus. Além da celebração litúrgica, muitas outras
expressões de piedade têm por objeto o Coração de Cristo. Não há dúvida de que
a devoção ao Coração do Salvador tem sido, e continua a ser, uma das expressões
mais difundidas e amadas da piedade eclesiástica. Entendida à luz da Sagrada
Escritura, a expressão “Coração de Cristo” designa o mesmo mistério de Cristo,
a totalidade do Seu ser, a Sua Pessoa considerada no Seu núcleo mais íntimo e
essencial.
Como o têm lembrado frequentemente os Romanos
Pontífices, a devoção ao Coração de Cristo tem um sólido fundamento na
Escritura. Jesus apresenta-se a si mesmo como Mestre “manso e humilde de
Coração” (Mt. 11,29). Pode-se dizer que a devoção ao Coração de Jesus é a
tradução em termos cultuais do reparo que, segundo as palavras proféticas e
evangélicas, todas as gerações cristãs voltaram para Aquele que foi atravessado
(cf. Jo 19,27; Zc 12,10), isto é, o costado de Cristo atravessado pela lança,
do qual brotou sangue e água, símbolo do “sacramento admirável de toda a
Igreja”.
A Idade Média foi uma época especialmente fecunda
para o desenvolvimento da devoção ao Coração do Salvador. Homens insignes pela
sua doutrina e santidade, como São Bernardo (+1153), São Boaventura (+1274),
Santa Lutgarda (+1246), Santa Matilde de Magdeburgo (+1282), as Santas Irmãs
Matilde (+1299) e Gertrudes (+1302), Ludolfo de Saxónia (+1378) e Santa Catarina
de Sena (+1380) aprofundaram o mistério do Coração de Cristo no qual percebiam
o “refúgio” onde acolher-se.
As formas de devoção ao Coração do Salvador são
numerosas; algumas têm sido explicitamente aprovadas e recomendadas pela Santa
Sé. Entre elas devem ser lembradas: a Consagração pessoal; a Consagração da
família; as Ladainhas do Sagrado Coração de Jesus; o Ato de Reparação e a
prática das Nove Primeiras Sextas-feiras.
A devoção ao Coração de Cristo foi um antídoto para
suscitar nos fiéis o amor ao Senhor e a confiança na Sua infinita misericórdia,
da qual o Coração é prenda e símbolo.
Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós!
Novenário de Nossa Senhora de Fátima - Out/2017
Vem Aí a Festa da Nossa Padroeira - 04 a 13 de Outubro 2017.
Santuário e Paróquia Nossa Senhora de Fátima
(ANO MARIANO)
300 Anos de Nossa Senhora Aparecida
TEMA: "Eis aqui a Serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua Palavra." (Lc 1,38)
PROGRAMAÇÃO DO NOVENÁRIO
{ Dia 04 - 4°feira }
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
{ Dia 05 - 5°feira }
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
{ Dia 06 - 6°feira }
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
{ Dia 07 - Sábado }
15h: Oração do Terço
16h: Celebração Eucaristia
17h30: Celebração Eucaristia
18h30: Novena
19: Celebração Eucaristia - Benção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
15h: Oração do Terço
16h: Celebração Eucaristia
17h30: Celebração Eucaristia
18h30: Novena
19: Celebração Eucaristia - Benção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
{ Dia 08 - Domingo }
15h30: Oração do Terço
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena
19: Celebração Eucaristia - Benção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
15h30: Oração do Terço
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena
19: Celebração Eucaristia - Benção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
{ Dia 09 - 2°feira }
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
{ Dia 10 - 3°feira }
17h: Celebração Eucaristia
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
{ Dia 11 - 4°feira }
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja e nosso tradicional BINGÃO.
{ Dia 12 - 5°feira }
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja e nosso tradicional BINGÃO.
{ Dia 12 - 5°feira }
17h: Celebração Eucaristia
18h30: Novena, Liturgia da Palavra e Bênção do Santíssimo
20h: Confraternização no Pátio da Igreja
{ Dia 13 - 6°feira }
Celebrações Eucarísticas: 05h, 06h, 07h30, 09h, 10h30, 12h, 14h, 15h30, 17h, 18h30 e 20h
Procissão: 18h saindo da Igreja do Carmo no Centro.
Coordenação Geral da Festa
Pe Ivan Souza - Pároco
Pe Ivan Souza - Pároco
Site: www.igrejadefatima.com.br
Email: santuarionossasra.defatima@gmail.com
Blog: blogsantuariodefatima.blogspot.com
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Contamos Com a Sua Participação!
A Primeira Missa no Brasil
Estamos
no tempo pascal, período maravilhoso para nós cristãos e, de maneira especial,
para os cristãos brasileiros, pois foi neste belo tempo litúrgico que, no
Brasil, foi celebrada a primeira Missa.
No
dia 26 de abril de 1500, Frei Henrique, com mais alguns padres, presidiu a
primeira Missa celebrada no Ilhéu da Cora Vermelha, na Bahia. Ali, pela
primeira vez, foi anunciado o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e, pela
primeira vez, Jesus se tornou presente pela Eucaristia neste país.
Na
carta a El-Rei Dom Manuel, documento de singular importância sobre o
“descobrimento” do Brasil, o escrivão Pero Vaz de Caminha narra como iniciou a
evangelização no Brasil:
“Ao
Domingo de Pascoela, 26 de abril pela manhã, determinou o capitão ir ouvir a
Missa e sermão naquele ilhéu. Mandou a todos os capitães que se arranjassem nos
batéis e fossem com ele. Assim foi feito. Mandou também armar um pavilhão
naquele ilhéu, e dentro levantar um altar muito bem-arranjado. Ali, com todos
nós outros, fez dizer a Missa […]. Acabada a Celebração Eucarística,
desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados por essa
areia. Pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica. No fim,
tratou da nossa vida e do achamento desta terra, referindo-se à cruz, sob cuja
obediência viemos, que veio muito a propósito e fez muita devoção. […] ”
Como
narrou Pero Vaz de Caminha, o Brasil carrega em sua história esse grande marco
de uma profunda religiosidade que esteve desde seus primeiros dias de
descobrimento e fez com que tantas Igrejas construídas no início da colonização
manifestassem a profunda devoção eucarística.
Olhando
para a história do nosso país, leva-nos a reavivar a virtude da esperança,
porquanto mesmo que presenciemos uma profunda crise religiosa e moral no
Brasil, a Providência Divina quis que nossa história fosse marcada pela cruz e
pela Eucaristia. A Sacrosanctum Concilium diz que dos méritos infinitos do
sacrifício incruento, que se renova sobre o altar, ou seja, da Eucaristia,
procedem e se ordenam, como a seu fim, todas as grandes obras da História da
Igreja (cf. Sacrosanctum Concilium, n.10).
Agradecemos
a Deus por ter abençoado a história do nosso país e fazer com que, até hoje, o
Brasil seja considerado o país com o maior número de cristãos e ter um grande
número de sacerdotes que, dia a dia, oferecem o sacrifício eucarístico e clamam
as bênçãos de Deus para essa nação.
Como
expressa um canto antigo: “Glória a Jesus na hóstia santa, que se consagra
sobre o altar e aos nossos olhos se levanta para o Brasil abençoar!”.
Uélisson
Santos
Seminarista
da Comunidade Canção NovaO Evangelho é alimento para nossa vida
Hoje,
celebramos, com muita alegria, a festa do Evangelista São Marcos. O menor dos
Evangelhos foi escrito por ele. É menor, porém mais denso e substancioso,
porque foi a partir dele que nasceram os Evangelhos Sinóticos de Mateus e
Lucas.
Antes
de Marcos escrever e proclamar este Evangelho a outros, o Evangelho de Jesus
Cristo entrou em sua vida e o transformou no homem de Deus que conhecemos.
Marcos
fez da sua casa a casa do Senhor e de Seus discípulos. Na casa dele, os
cristãos se encontravam muitas vezes. Diz a tradição, inclusive, que lá se
realizou a Última Ceia, porque Marcos fez da sua casa a casa do Senhor.
Primeiro, a sua casa coração, porque foi no coração do discípulo que a Palavra
chegou, encontrou morada e todo o seu ser foi transformado pelo Evangelho.
Sabe,
irmãos, o Evangelho que precisamos anunciar aos outros, primeiro, precisa ser
anunciado a nós. Precisamos vivenciá-lo na nossa vida, no nosso ser. Precisamos
permitir que ele transforme nossa vida, precisamos nutrir e moldar a nossa vida
pela Palavra de Cristo.
Quando o Evangelho se torna realidade para nós, colocamos em prática a ordem do Mestre: “Ide pelo mundo inteiro”. O “mundo” é o que vivemos, que buscamos, que está ao nosso redor. Nele anunciamos o Evangelho.
Marcos
usou da sua criatividade e escreveu o Evangelho de forma sintética e objetiva,
clara e direta, anunciando Jesus. Use da sua criatividade, use da sua
sabedoria, e você viverá de forma mais extensa, mais sintética. Não importa a
maneira, o que importa é que Jesus seja anunciado, proclamado e levado aos
corações.
Use
da sua criatividade para reunir pessoas, para enviar mensagens, fazer com que o
Evangelho seja realmente alimento na vida de tantas pessoas. Muitos, no meio de
nós, ainda precisam conhecer Jesus e Seu Evangelho!
Demonstre,
primeiro, pela sua própria vida, que você foi transformado, renovado por esse
Jesus. Depois, anuncie, proclame, fale de Jesus, diga a diferença que Ele faz
em sua vida.
Há,
no mundo, discípulos que seguem tantos ídolos! Nós não seguimos ídolos, mas sim
Jesus Cristo, e precisamos levá-Lo para que outros também se tornem discípulos
e seguidores de Nosso Senhor e Salvador.
Deus
abençoe você!
Padre
Roger Araújo
Sacerdote
da Comunidade Canção Nova
Assumir o novo nascimento
Esta
luz ilumina você, e precisa iluminar seu pai, sua mãe, seu avô, sua avó, enfim,
todos precisam ser iluminados por essa luz, que é Jesus. Eles precisam conhecer
e acolher Cristo. Estamos falando de vida eterna, é preciso que acertem a vida
com Deus. Não é pela nossa bondade que nos salvamos, mas é somente em Cristo
Jesus, por isso, leve a salvação para os da sua casa, assim eles poderão
encontrar a vida eterna.
Seus
filhos precisam da luz de Jesus, não se angustie, talvez eles nem querem te
ouvir, mas reze, viva a vida do Evangelho, não seja um cristão que leva a vida
na “barriga”, mas ponha essa graça dentro da sua casa, reze e seja um bom
cristão. Marido e mulher precisam fazer a mesma coisa, a mulher rezar pelo
marido, você recebeu do Senhor o encargo de levar esse homem para o céu
enquanto for viva, e você homem, a salvação da sua esposa; você é marido dela
para levá-la para o céu, por isso, precisa mudar de vida.
Filho,
mesmo que você tenha mágoa de seu pai, revolta com sua mãe por coisas
acontecidas, Deus confiou a salvação dos seus pais a você. Se for preciso de
“guindaste” para resgatar seus pais, ponha o “guindaste” dos joelhos no chão e
traga seus pais de volta a Deus. Deixe-se transformar para você ser na sua casa
“fermento”. Deus lhe deu a responsabilidade de arrastar seus pais para a
salvação. Assuma essa responsabilidade!
Não
fique pensando que você é filho de Deus porque é criatura; os passarinhos, as
borboletas, os cachorrinhos também são criaturas, mas não filhos de Deus. Mas
há muitos que estão entre os passarinhos e cachorrinhos porque são simplesmente
criaturas e não se tornaram filhos de Deus, não vivem como filhos de Deus, não
assumiram seu batismo. Por isso, a importância do “novo nascimento”. Pois o
Senhor nos ensina: “Em verdade eu te digo: ‘quem não nascer do alto, não poderá
ver o Reino de Deus'” (João 3, 3).
Aqueles
que são simplesmente criaturas, que levam a vida do jeito do mundo, talvez até
acreditem em Deus e vão à Igreja algumas vezes, confessaram-se ao se casar, mas
estão longe de Jesus. É preciso ficar cada vez mais no caminho do Senhor. Quem
teve esse encontro pessoal com Jesus lá no passado, mas não tem crescido nesse
ser discípulo, hoje é dia de retomar. Ser discípulo é aprender a cada dia viver
como Jesus vive.
Hoje
é dia de você renovar e retomar, e se ainda não teve esse encontro pessoal com
Jesus, Ele não o está te acusando, mas está lhe dando esta chance, abra-se e
acolha esta grande graça de nascer do alto.
Seu
irmão,
Monsenhor
Jonas Abib
Fundador
da Comunidade Canção NovaCristo é a razão maior da nossa vida!
Maria
Madalena estava do lado de fora do túmulo, aliás, ela não largava aquele túmulo
por nada. Desde o dia em que Jesus encontrou-se com Maria e transformou sua
vida, ela nunca mais largou d’Ele.
Quando
o Senhor foi crucificado, ela O acompanhou. Quando Ele foi colocado no túmulo
ali estava Maria. Por isso, ela foi agraciada para ser a primeira testemunha,
primeira discípula, aquela que, de fato, contemplou o Ressuscitado. Ela ainda
estava chorando, desconsolada, procurando o Senhor.
Às
vezes, encontramo-nos como Maria: do lado de fora do túmulo, procurando pelo
Senhor.
Maria
Madalena estava, na verdade, procurando a alegria e a razão da sua vida;
buscava Aquele que havia a ressuscitado, em primeiro lugar; Aquele que havia
dado razão a sua existência.
Maria
estava chorando porque procurava a razão da sua vida e os homens haviam-No
levado. Mas ela O queria, mesmo que fosse apenas o Seu corpo.
Sabe,
também choramos muito na vida. Cada um têm a sua razão para chorar, cada um têm
os motivos para sua tristeza. Mas choramos e ficamos desconsolados e, às vezes,
deixamo-nos consolar por consolos humanos, momentâneos, que nos levam depois a
viver outras tristezas na vida.
Precisamos
do consolo pleno, precisamos encontrar Aquele que é a razão maior da alegria,
da bênção, da nossa própria existência. Maria encontrou e sua vida nunca mais
foi a mesma! Desde que encontrou Jesus, ela fez d’Ele a razão maior da sua
vida.
Não
basta apenas nos encontrarmos com Jesus Ressuscitado. Precisamos nos encontrar
com Cristo e permitir que Ele seja a razão maior da nossa vida. É preciso
permitir que Ele alegre definitivamente e plenamente o nosso coração, a nossa
vida e nossa existência. É preciso fazer de Jesus o senhor da nossa vida!
O
nosso coração não será mais o mesmo, a nossa vida não será mais a mesma. As
nossas lágrimas poderão ser derramadas, mas serão consoladas e enxugadas pelo
próprio Cristo. Não podemos perdê-Lo. E se ainda não O encontramos, precisamos
encontrá-Lo e fazer como Maria Madalena fez: testemunhar para todos que Jesus
está vivo e é o Senhor.
Levemos
a todos a Boa Nova da ressurreição de Jesus.
Deus
abençoe você!
Padre
Roger Araújo
Sacerdote
da Comunidade Canção NovaSejamos verdadeiros servos de Jesus
Nesta
Quinta-feira Santa da Páscoa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, somos
introduzidos no Tríduo Pascal com a celebração da Eucaristia ou da Ceia do
Senhor.
Cometemos,
às vezes, um tremendo engano ao acharmos que a Eucaristia começa quando Jesus
toma o Pão e diz: “Este é o meu Corpo!”, toma o Vinho e diz: “Este é o Cálice
do meu Sangue!”. Ali está o ápice do mistério da nossa fé, o ápice da entrega
de Deus, pois o mesmo Jesus que entrega-se na Paixão da Cruz, entrega
livremente o Seu Corpo e Sangue numa Ceia. Mas a Ceia não começa na mesa;
começa no chão quando Jesus dirige-se para lavar os pés de Seus discípulos.
É
um trabalho escravo, porque os senhores chegavam e preparavam-se para que os
escravos lavassem seus pés. Para servirmos Jesus, precisamos aprender com Ele a
não sermos senhores. Precisamos aprender a ser servos!
Não
transforme aquilo que, hoje, vemos na celebração num ritual, como se fosse um
teatro: “Veja que bonito, o padre, o Papa, o bispo lava os pés de algumas
pessoas. Isto simboliza uma comunidade!”. Não é uma representação teatral! É,
na verdade, o que deve consistir a nossa vida de servidores de Jesus.
Jesus
passou sua vida inteira servindo, colocando-se aos pés dos outros, salvando e
resgatando. Somos Seus discípulos e precisamos lavar os pés uns dos outros!
Lavar os pés significa colocar-se abaixo.
Há
dentro de nós uma pretensão, um orgulho exacerbado, uma soberba gritando por
reconhecimentos, lugares e muitas vezes queremos humilhar os outros. Hoje,
precisamos deixar essas coisas aos pés de Jesus. Não queiramos ser melhores do
que os outros. Precisamos aprender, no cotidiano da nossa vida, a fazer gestos
que pareçam humilhantes, mas que são salvadores. Porque quando servimos os
outros, tiramos de nós aquele sentimento de pretensão e grandeza que, muitas
vezes, tomam conta da nossa alma e do nosso coração e tornamo-nos servos e
humildes.
A
humildade salva o mundo, salva a humanidade, liberta-nos da escravidão do mal,
vence o poder do maligno em nós! Por isso, todas as vezes em que formos
participar da Eucaristia, não permitamos que nosso coração seja de soberba, não
nos sintamos melhores: “Eu comunguei! Jesus está em mim!”. Participar da
Eucaristia é descer até o chão para lavar os pés dos nossos irmãos.
Quem
tem comunhão com Jesus não é aquele que recebe a Eucaristia na boca, mas é quem
primeiro lava os pés de seus irmãos, sai da ceia disposto à cuidar do outro, a
colocar-se abaixo do outro para nunca sentir-se melhor ou mais importante do
que ninguém.
Deus
abençoe você!
Padre
Roger Araújo
Sacerdote
da Comunidade Canção Nova13 de Abril - O Anjo de Portugal
As aparições de Nossa
Senhora em Fátima foram precedidas por três visões que Lúcia, Francisco e Jacinta
tiveram do Anjo de Portugal, ou da Paz. Por meio dos colóquios com o Anjo, a
Providência predispunha as crianças para o momento em que Nossa Senhora lhes
falaria.
Primeira aparição
do Anjo
As aparições do Anjo
ocorreram entre abril e outubro de 1915, em uma colina próxima da Cova da Iria,
denominada Cabeço. Algumas manifestações sobrenaturais antecederam a aparição
do Anjo. Lúcia, e mais três outras meninas, viram pairar sobre o arvoredo do vale,
uma espécie de nuvem alvíssima com forma humana, “uma figura, como se fosse uma
estátua de neve, que os raios do sol tornavam ainda mais transparente”, segundo
as palavras de Lúcia. Em dias diferentes, esta aparição se repetiu duas vezes.
Foi na Loca do Cabeço,
onde, um dia de primavera de 1916, que o Anjo apareceu claramente pela primeira
vez.
Depois de rezar, as
crianças estavam brincando quando um forte vento sacudiu as árvores. Elas vêem,
então, caminhando sobre o olival em sua direção, um jovem resplandescente e de
grande beleza, aparentando ter 15 anos, de uma consistência e um brilho como o
do cristal atravessado pelos raios do sol. A Irmã Lúcia assim conta o que se
seguiu:
“Ao chegar junto de
nós, disse:
- Não temais! Sou o
Anjo da Paz, disse:
E, ajoelhando em
terra, curvou a fronte até o chão e fez-nos repetir três vezes estas palavras:
- Meu Deus! Eu creio,
adoro, espero e amo-Vos! Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não
esperam e Vos não amam.
Depois, erguendo-se,
disse:
- Orai assim. Os
Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas”.
E desapareceu.
A atmosfera de
sobrenatural que nos envolveu era tão intensa que quase não nos dávamos conta
da própria existência por um grande espaço de tempo, permanecendo na posição em
que nos tinha deixado, repetindo sempre a mesma oração. A presença de Deus
sentia-se tão intensa e íntima que nem mesmo entre nós nos atrevíamos a falar.
No dia seguinte, sentíamos o espírito ainda envolvido por essa atmosfera que só
muito lentamente foi desaparecendo.”
Segunda aparição do
Anjo
No verão de 1916,
quando os três pastorinhos brincavam no terreiro da casa dos pais de Lúcia,
aparece-lhes novamente o Anjo. Ele lhes diz, segundo a narração da Irmã Lúcia:
“- Que fazeis? Orai!
Orai muito! Os Corações Santíssimos de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de
misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.
- Como nos havemos de
sacrificar? – perguntei.
- De tudo o que
puderdes, oferecei a Deus sacrifício, em ato de reparação pelos pecados com que
Ele é ofendido, e súplica pela conversão dos pecadores. Atraí assim sobre a
vossa pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo,
aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar.”
Terceira aparição
do Anjo
No fim do verão ou
princípio do outono do mesmo ano, novamente na Loca do Cabeço, deu-se a última
aparição do Anjo, descrita pela Irmã Lúcia nos seguintes termos:
“Depois de termos
merendado, combinamos ir rezar na gruta, que ficava do outro lado do monte.
[...] Logo que aí chegamos, de joelhos, com os rostos em terra, começamos a
repetir a oração do Anjo: Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos! Etc. Não
sei quantas vezes tínhamos repetido esta oração, quando vemos que sobre nós
brilha uma luz desconhecida. Erguemo-nos para ver o que se passava, e vemos o
Anjo tendo na mão esquerda um cálice, sobre o qual está suspensa uma Hóstia, da
qual caem algumas gotas de Sangue dentro do cálice.”Deixando o cálice e a
Hóstia suspensos no ar, o Anjo prostrou-se em terra junto às crianças e fê-las
repetir três vezes a oração:
“Santíssima
Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo,
Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da
Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo
é ofendido. E pelos méritos infinitos de seu Santíssimo Coração [de Jesus] e do
Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”.
Depois, levantando-se,
deu a Hóstia a Lúcia, e o cálice, deu-o a beber a Francisco e Jacinta, dizendo:
“- Tomai e bebei o
Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens
ingratos! Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus. ”As palavras do Anjo
produziram profunda impressão nas três crianças, as quais, a partir de então,
começaram a expiar pelos pecadores por meio de sacrifícios e de uma assídua
vida de oração.
E prostrando-se de
novo em terra, repetiu conosco outras três vezes a mesma oração: ‘Santíssima
Trindade… etc’ e desapareceu.
Nós permanecemos na
mesma atitude, repetindo sempre as mesmas palavras; e quando nos erguemos,
vimos que era noite e, por isso, horas de virmos para casa.”
Arautos do Evangelho
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