Domingo de Ramos - dia 01/04/2012
Missas: 07h00, 09h00, 12h00, 17h00 e 19h00.

Segunda e Terça-Feira - dias 02 e 03/04/2012
Missas: 6h30, 12h00 e 17h00.

Quarta-Feira - dia 04/04/2012
Missas: 6h30, 12h00 e 17h00.
Procissão do Encontro e Celebração da Reconciliação: 19h00

Quinta-Feira - dia 05/04/2012
06h30 - Celebração do Ofício Divino
16h00 - Missa da Ceia do Senhor (Lava-Pés)
Adoração ao Santíssimo (Auditório do CSTA)
17h00 às 18h00 - Comissão Pastoral Paroquial para o Laicato e Comissão Pastoral Paroquial para Ministérios Ordenados e Vida Consagrada.
18h00 às 19h00 - Comissão Pastoral Paroquial para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz e Comissão Pastoral Paroquial para a Cultura e Educação.
19h00 às 20h00 - Comissão Pastoral Paroquial para Animação Bíblico-Catequética, Comissão Pastoral Paroquial para a Vida e Família e Comissão Pastoral Paroquial para Juventude.
20h00 às 21h00 - Comissão Pastoral Paroquial para Ação Missionária e Cooperação Interclesial, Comissão Pastoral Paroquial para a Liturgia e Comissão Pastoral Paroquial para Comunicação.

Sexta-Feira - dia 06/04/2012
07h00 - Via Sacra (saindo da igreja para Praça Pio IX)
15h00 - Celebração da Paixão do Senhor
16h45 - Procissão do Senhor Morto

Sábado - dia 07/04/2012
09h00 - Celebrando as dores de Maria
19h00 - Vigília Pascal (trazer velas)

Domingo - dia 08/04/2012
05h00 - Procissão do Cristo Ressuscitado
Missas: 07h, 09h, 12h, 17h e 19h.

Participem da Programação da Semana Santa.

Paz e Bem!!!

Confie em Deus e naquilo que Ele tem para você

Normalmente caminhamos muito bem até surgir a doença. Nessa hora as nossas emoções falam mais alto, surgem todos os tipos de preocupações, a insegurança toma conta de nós, a ansiedade nos envolve. Enfim, tudo se transforma. Essa é a hora da fé e da confiança em Deus, que sempre nos acompanha e nunca nos abandona. É hora de passar pelo “vale escuro”, mas sabendo que há um Pastor que nos ama e cuida de nós.

Confie em Deus e naquilo que Ele tem para você. Mesmo que você não entenda o porquê das dificuldades pelas quais está passando, aceite-as, pois o Senhor está com você em todos esses momentos.

“Sempre aceitamos a felicidade como um dom de Deus. E a desgraça? Por que não a aceitaríamos?” (Jó 2,10).

Precisamos ser firmes em Deus. Ser homens e mulheres de fibra, combatentes que enfrentam todas as dificuldades que possam surgir. O sofrimento nos dá têmpera de guerreiros.

Deus é Pai e cuida de nós em todos os momentos, por isso não devemos nos desesperar. Ele sabe de nossas necessidades, medos e de tudo que aflige o nosso coração.

Quando se entrega à tristeza e ao desespero, você está deixando de acreditar no Senhor, isto é, você deixa de dar “crédito” a Ele para dar “crédito” à dificuldade que está enfrentando. Deixa de pôr a confiança em Deus, pondo-a na situação que está vivendo. É exatamente isso que o inimigo de Deus quer: que não acreditemos no Senhor e nos entreguemos à tristeza, até chegarmos ao desespero e à depressão. O objetivo do demônio é nos deixar envolvidos na tristeza para que deixemos de viver.

Dominados pela tristeza, nossa vida vai se tornando um problema. E nas mínimas coisas, não aguentamos mais e entregamos os pontos.

Um combatente não “perde a cabeça”. Ele mantém o sorriso, mesmo na tribulação, pois sabe que tem Deus a seu favor!

Que o Senhor possa passar pela nossa vida hoje e colher nosso sorriso. Ele nos fez para a felicidade. Traçou um plano de amor para nós. É direito d'Ele colher em nós esses frutos.

Jesus em breve virá buscar os frutos e é preciso que Ele os encontre! E você é responsável por isso.

“Felizes os que choram: eles serão consolados” (Mateus 5,5).
São Francisco dizia sempre: “Onde a pobreza se une à alegria, não há cobiça nem avareza”. Ele considerava o dinheiro como o “esterco do diabo”. Antes de sua conversão ele foi um “jovem rico”, tinha toda riqueza à sua disposição, mas não tinha alegria verdadeira. Ele só a encontrou em Deus.

Rezemos com o Salmo 22:

“O Senhor é meu pastor, nada me falta.
Ele me faz deitar em verdes pastagens;
às águas do repouso me conduz, ele me reanima.
Pelos bons caminhos me conduz,
para a honra do seu nome.
Mesmo se eu andar por um vale de sombra de morte,
não receio mal algum, pois estás comigo:
teu bastão e teu cajado me dão segurança.
Diante de mim fazes servir uma mesa,
em face dos meus adversários.
Perfumas a minha cabeça com óleo,
minha taça é inebriante.
Sim, felicidade e fidelidade me acompanham
todos os dias da minha vida,
e retornarei à casa do Senhor,
para longos dias”.

Monsenhor Jonas Abib
Retirado do livro “Combatentes na alegria”

Abra as portas para o Senhor entrar

“Levantai, ó portas, os vossos frontões, erguei-vos, portas antigas, para que entre o rei da glória. Quem é este rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso no combate. Levantai, ó portas, os vossos frontões, erguei-vos, portas antigas, para que entre o rei da glória. Quem é este rei da glória? O Senhor dos exércitos – é ele o rei da glória” (Sl 23, 7-10).

Nós Te oferecemos, Senhor Jesus Cristo, Redentor do mundo, as chaves de nossa cidade e de nossos corações. Não fazemos mais do que Te retribuir, pois as chaves da inteligência e da vontade nos foram outorgadas pela benevolência com que fomos criados. Feitos para Deus e para olhar para o alto e para frente, queremos recuperar hoje nossa dignidade e dizer-Te que és bem-vindo. Bendito o que vem em nome do Senhor!

Vem falar em nossas praças, Senhor Jesus Cristo, proclamando presente o Reino de Deus. Faze-nos entender Teus mistérios, pois ele chega como luz, sal, fermento, semente que morre para se multiplicar! Ajuda-nos a vê-Lo, cidade construída num lugar alto! Ensina-nos de novo que o Reino está no meio de nós. Grita de novo, Senhor Jesus, o apelo à conversão. Muda nossa mentalidade, Senhor, para Te acolhermos de coração sincero.

Vem entre nós, Jesus Salvador, novo Moisés, proclamar a carta do Reino, o Sermão da Montanha. Vence nossas resistências para acolher a novidade que trazes. Vem fazer-nos pobres em espírito,para acolhermos o Reino. Vem fazer-nos chorar com os que choram. Vence nossas agitações com Tua mansidão, que faz vir a terra em herança para Teus amados. Dá-nos fome e sede de justiça. Dá-nos pureza de coração para ver a Deus! Faze-nos promover a paz, pois nos chamaste a sermos filhos de Deus.

Recebe, Senhor Jesus, as cândidas aclamações de nossas crianças. Dá-nos preservar nelas a simplicidade e a pureza. Faze com que se transformem em multidão de hosanas. Venha qual rio em tempo de cheia a torrente esperançosa de nossos jovens inquietos. Que eles Te busquem e Te recebam, Senhor! Vem ao encontro do desejo do bem que existe em seus corações. Faze-os superar a avalanche da maldade e do egoísmo que pretende engolir suas boas intenções!

Entra em nossas casas, Senhor, como entraste na casa de Simão Pedro para levar a cura! Vem tomar refeição em nossa casa, para pôr às claras nossos julgamentos, como fizeste na casa de outro Simão. Deixa-nos abrir os telhados para que Te encontrem os paralíticos de todas as doenças do corpo e da alma. Vem para a mesa da amizade, na Betânia de nossas famílias, e faze-nos Marta e Maria para achegar-nos a Ti. Vem transformar, em nossas famílias, a água no vinho novo da festa do Reino de Deus, como em Caná!

Vem encontrar, Senhor Jesus Cristo, as pessoas inquietas que a portas entreabertas Te querem conhecer e suplicam que alguém as conduza a saudar-Te e ouvir-Te dizer: “Ninguém te condenou? Nem eu te condeno! Vai e não peques mais!” Seja-lhes concedido superar a vergonha pelos pecados cometidos, para a festa do abraço da misericórdia.

Vem, Senhor, percorrer nossas ruas, para encontrar os andarilhos e aqueles que dormem às portas de nossas casas comerciais. Ensina-nos a dizer-Te com eles que somos cegos à beira do caminho e queremos ver-Te. Convence-nos, Jesus de bondade, a deixar-nos lavar da sujidade de nossas misérias na piscina de Tua bondade infinita, que nos leva a tomar nas mãos, um dia depois do outro, os leitos em que jazemos. Lava todas as maldades de nossa terra, Senhor Jesus!

Vem, ó Filho de Davi, realizar as esperanças dos séculos que Te aguardaram e preparam Teus caminhos. Glória, louvor e honra a Ti, Cristo Rei, Redentor. Sobe a Ti nosso piedoso Hosana e o clamor dos pequenos. Veio a Ti o povo hebreu, com seus ramos e suas palmas. Avance pelas nossas ruas o cortejo daqueles que Te celebram, trazendo os hinos e aclamações (Cf. Liturgia do Domingo de Ramos).

Vem tomar posse de nossa terra para que Te pertençam o povo e as casas, os palácios e os casebres! Sejam iluminados os meandros mais escuros de nossas almas para que tudo seja dia, como naquela Jerusalém celeste, onde Tu serás a luz verdadeira. Nela não entrará nada de impuro, nem alguém que pratique a mentira, mas somente os que estão inscritos no livro do Cordeiro (Cf. Ap 21,22-27).

Vem, Senhor Jesus! Vem, Jerusalém do alto, esposa do Cordeiro! Venha o que é novo, Venha o Senhor, Salvador e Redentor! Bendito o que vem em nome do Senhor!

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

O Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus agitando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: "Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas".

Os ramos apresentados pelo povo nos remetem ao sacramento do batismo, por intermédio do qual nos tornamos filhos de Deus e responsáveis pela missão da nossa Igreja. E o ato de levarmos os ramos para casa nos lembra que estamos unidos a Cristo na luta pela salvação do mundo.

A Procissão de Ramos tem como objetivo apresentar a peregrinação que cada cristão realiza sobre a Terra buscando a vida eterna ao lado do Senhor. Esse ato nos faz relembrar que somos peregrinos neste mundo e que o céu é o lugar de onde viemos e para onde devemos voltar.

Por fim, a Santa Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Jesus: Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos nas mãos dos soldados na casa de Anãs, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do homem cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, o diálogo d'Ele com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.

O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o Seu Reino, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruí-la; perder a vida para ganhá-la.

Professor Felipe Aquino

Anunciação do Senhor

Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço.

Hoje é o dia em que a eternidade entra no tempo ou, como afirmou o Papa São Leão Magno: "A humildade foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; a mortalidade, pela eternidade."

Com alegria contemplamos o mistério do Deus Todo-Poderoso, que na origem do mundo cria todas as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor:

"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.’ Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Maria perguntou ao anjo: ‘Como se fará isso, pois não conheço homem?’ Respondeu-lhe o anjo:’ O Espírito Santo descerá sobre ti. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tu palavra’" (cf. Lc 1,26-38).

Sendo assim, hoje é o dia de proclamarmos: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14a). E fazermos memória do início oficial da Redenção de TODOS, devido à plenitude dos tempos. É o momento histórico, em que o SIM do Filho ao Pai precedeu o da Mãe: "Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade" (Hb 10,7). Mas não suprimiu o necessário SIM humano da Virgem Santíssima.

Cumprindo desta maneira a profecia de Isaías: "Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco" (Is 7,14). Por isso rezemos com toda a Igreja:

"Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo".

Retirado do Blog da Canção Nova

5º DOMINGO DA QUARESMA - Domingo do grão caído na terra

Na 1ª leitura, a aliança tantas vezes rompida pela infidelidade do povo é renovada pelo Senhor, pois seu amor eterno leva a perdoar e restaurar. A palavra gravada no coração possibilita conhecer e seguir com alegria e docilidade a vontade de Deus.

A 2ª leitura acentua que Jesus, o Filho de Deus, manifestou sua fidelidade e solidariedade, experimentando a dor humana. Com sua vida, morte e ressurreição, Jesus se torna causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

No Evangelho, após ter realizado muitos Sinais ao longo de seu ministério, Jesus anuncia a chegada da hora de sua glorificação, esperada desde as bodas de Caná. Entre os peregrinos, que tinham subido a Jerusalém por ocasião da festa da Páscoa, havia também gregos, que procuravam ver Jesus. Assim, o evangelista ressalta o sentido universal da hora de Jesus, isto é, de sua paixão, morte e ressurreição. Como o grão de trigo, que cai na terra para produzir frutos, a morte de Jesus se torna fecunda pela ressurreição, gerando a comunhão entre os povos. A exaltação na cruz é o sinal por excelência, como plenitude da missão salvadora de Cristo suscitando a fé dos seus seguidores. A humanidade será atraída pela força do amor de Cristo, fonte de vida e salvação.

Revista de Liturgia

Não deixe faltar a alegria dentro da sua casa

Para viver a alegria é preciso tomar como palavra de ordem aquilo que o Senhor disse, pela boca de Neemias, naquela situação desoladora: “A alegria do Senhor será a vossa força!” (Neemias 8,10).

É necessário abrir-se ao Espírito Santo, que renova o nosso interior e transforma os nossos sentimentos. Acima de tudo é preciso querer possuir essa alegria. É uma decisão. Quanto nos decidimos, Deus entra com a Sua graça.

Referindo-me especialmente às mulheres: Sejam anunciadoras da ressurreição do Senhor. Desse modo vocês sairão da morte para a vida; da tristeza para a alegria.

Jesus, após a Sua ressurreição, apareceu em primeiro lugar às mulheres. Àquelas mulheres corajosas que, de madrugada, enfrentaram tudo e foram até o sepulcro, mesmo sabendo que lá encontrariam soldados vigiando à porta. Foi ali que o Ressuscitado falou à Madalena e às outras mulheres e lhes deu a ordem de anunciar aos próprios apóstolos a Sua ressurreição. Elas foram as anunciadoras da ressurreição!

Mulher, você precisa ser anunciadora e instrumento da ressurreição na sua casa, esteja ela em que situação estiver. O Senhor quer fazer você e os seus saírem da morte para vida, da tristeza para a alegria, dos problemas para a solução.

Você pode até dizer que não é capaz. Mas eu lhe digo: Não é você quem faz. É o Senhor! Você quer, você decide. E Deus vem com a Sua graça e, aquilo que para você era impossível, acontece.

A mulher é fonte de vida biológica: ela gera vida em seu seio. Mas, por graça de Deus, ela é também fonte de vida espiritual. Por isso, o inimigo de Deus quer rebaixá-la e levá-la à impureza, à prostituição, ao adultério, a uma vida leviana e fútil.

Cheia do Espírito Santo, você, mulher, se torna instrumento de vida e ressurreição para toda a sua família e para tantas outras pessoas para as quais você nem imagina.

Para os homens eu digo: Você também é instrumento da bênção de Deus para o mundo e para a sua casa. Talvez a sua casa esteja no estado em que está porque está faltando nela a bênção de Deus. Da mesma forma que a mulher, o homem é canal de ressurreição para sua família. Todo homem é chamado a ser uma bênção.

O pai de família deve ser o primeiro a manifestar em si a graça da ressurreição, a força do Espírito Santo e o dom da alegria.

Problemas sempre existirão dentro de casa. Pode ser que falte tudo: dinheiro, saúde, comida... Mas o que não pode faltar é a alegria. Ela é a força que mantém a família unida.

É isso que Deus quer em cada família: marido e mulher, pai e mãe, cheios do Espírito Santo para serem canais de ressurreição e alegria. Deus quer, sua família precisa e merece.

Mãos à obra! A alegria do Senhor será a nossa força!

Monsenhor Jonas Abib
Retirado do livro "Combatentes na alegria"

Dom José Luiz Gomes, Nomeado Bispo auxiliar de Fortaleza-CE

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou uma mensagem de acolhimento aos novos bispos auxiliares nomeados nesta quarta-feira, 21, pelo Papa Bento XVI: monsenhores José Luiz Gomes Vasconcelos e Giovanni Crippa, que atuarão, respectivamente, nas Arquidioceses de Fortaleza (CE) e de Salvador (BA).

“Os dois irmãos são qualificados com títulos acadêmicos obtidos em grandes instituições de ensino e são extraordinários no exercício do ministério”, destaca o Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner

O secretário da CNBB ressalta ainda que o episcopado chega na vida dos dois como uma missão nova e bonita confiada pelo Santo Padre e pela Igreja.

“Nós nos unimos para acolher cada um com fraterna alegria. Rezamos pelo trabalho dos dois na companhia do povo das arquidioceses de Fortaleza e Salvador”, conclui.

Paz e Bem!!!

Novo recomeço

O tempo da Quaresma, na prática do cristão, é como a chegada de uma nova vida. É um processo que chamamos de conversão, de transformação, transfiguração e de novo começo. Tudo isso acontece levando-se em conta a forma de vida de Jesus Cristo. É um caminho de vitória, mas que passa pelos compromissos da cruz.

Não é fácil entender o amor de Cristo na cruz, porque nossa cabeça é feita pelo mundo em que vivemos. A palavra “mundo” relativiza aquilo que é relacionado com a palavra “céu”. Deus amou o mundo dando-nos o próprio Filho para nos trazer as condições de vida digna. Isso aconteceu no Seu gesto de doação que culminou na cruz. Dizemos que o mundo é bom. Ele é a natureza onde Deus mora. Até dizemos que ele é bom e nós é que somos ruins. Nós é que o destruímos pelas estruturas perversas, por más administrações, pela corrupção de toda ordem, pela corrida ofegante pelo poder e a busca desenfreada de satisfações momentâneas.

Ter um novo nascimento é fazer acontecer a partilha e a fraternidade verdadeiras, participar da mesa comum fazendo a vontade de Deus “assim na terra como no céu”. Nesta dimensão, os sofrimentos nunca podem ser entendidos como castigo de Deus, mas sim condições de uma doação constante em busca de saúde e vida. Muitas de nossas práticas de hoje nos tornam impuros e indignos de participar do “Banquete do Senhor”. Deixamos que a injustiça nos domine e de ser fiéis aos princípios da vida, “fazendo como todo o mundo faz”. Neste contexto, as ações do cristão devem fazer a diferença no cumprimento da vontade de Deus.

Jesus fala em “nascer de novo”, que acontece na força da cruz. É uma questão de fé, porque quem não crer n'Ele, vai acreditar na força do dinheiro, do poder, do prestígio, da fama e da competição. Crer em Jesus é crer na cruz. O mundo da arrogância odeia a luz e a cruz, e perde o sentido verdadeiro da vida e da verdade.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba - MG

Porque Deus é bom...

Parabéns Padre Ivan.

Dia 19 de Março celebramos o aniversário natalício do Padre Ivan, Pároco do Santuário de Fátima.

Todos nos alegramos pela vida preciosa do Padre Ivan. É exemplo de uma pessoa que luta para agradar Jesus em tudo.

“O Sacerdote é aquele que distribui a Palavra e a Eucaristia, que é o Corpo e o Sangue de Cristo que fortifica o homem no amor e na paz: alimenta-o espiritualmente e pelo seu exemplo nos leva a tornar-nos mais fraternos e mais irmãos”...

Peçamos ao Coração Fiel de Jesus que seja sempre o abrigo do Padre Ivan, que Nossa Senhora, nossa Mãe fiel, sempre passe a frente de sua vida e missão, que o Espírito de Deus continue a lhe iluminar e que São José, padroeiro da Igreja, seja seu guia e mestre a proteger seu caminho.

Como é bom tê-lo como nosso Pastor!!!
Paz e Bem!!!

O nosso pai São José

Não é sem razão que a Igreja, no meio da Quaresma, tira o roxo no dia 19 de março e coloca o branco na liturgia, para celebrar a festa de São José, esposo da Virgem Maria. Entre todos os homens do seu tempo, Deus escolheu o glorioso São José para ser pai adotivo de seu Filho divino e humanado. E Jesus lhe era submisso, como mostra São Lucas.

Santo Gertrudes, um grande místico da Saxônia, afirmou que “viu os Anjos inclinarem a cabeça quando no céu pronunciavam o nome de São José”.

Santa Teresa de Ávila, a primeira doutora da Igreja, a reformadora do Carmelo, disse: “Quem não achar mestre que lhe ensine a orar, tome São José por mestre e não errará o caminho”. E declarava que em todas as suas festas lhe fazia um pedido e que nunca deixou de ser atendida. Ensinava ainda que cada santo nos socorre em uma determinada necessidade, mas que São José nos socorre em todas.

O Evangelho fala pouco de sua vida, mas o exalta por ter vivido segundo “a obediência da fé”. Deus nos dá a graça para viver pela fé em todas as circunstâncias. São José, um homem humilde e justo, “viveu pela fé”, sem a qual “é impossível agradar a Deus”.

O grande doutor da Igreja Santo Agostinho compara os outros santos às estrelas, e São José ele o compara ao Sol. A esse grande santo Deus confiou Suas riquezas: Jesus e a Virgem Maria. Por isso, o Papa Pio IX, em 1870, declarou São José Padroeiro da Igreja Universal com o decreto “Quemadmodum Deus”. Leão XIII, na Encíclica “Quanquam Pluries”, propôs que ele fosse tido como “advogado dos lares cristãos”. Pio XII o declarou como “exemplo para todos os trabalhadores” e fixou o dia 1º de maio como festa ao José Trabalhador.

São José foi pai verdadeiro de Jesus, não pela carne, mas pelo coração; protegeu o Menino das mãos assassinas de Herodes o Grande, e ensinou-lhe o caminho do trabalho. O Senhor não se envergonhou de ser chamado “filho do carpinteiro”. Naquela rude carpintaria de Nazaré Ele trabalhou até iniciar Sua vida pública, mostrando-nos que o trabalho é redentor.

Na história da salvação coube a São José dar a Jesus um nome, fazendo-O descendente da linhagem de Davi, como era necessário para cumprir as promessas divinas. A José coube a honra e a glória de dar o nome a Jesus na Sua circuncisão. O Anjo disse-lhe: “Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados”.

A vida exemplar desse grande santo da Igreja é exemplo para todos nós. Num tempo de crise de autoridade paterna, na qual os pais já não conseguem “conquistar seus filhos” e fazerem-se obedecer, o exemplo do Menino Jesus submisso a seu pai torna-se urgente. Isso mostra-nos a enorme importância do pai na vida dos filhos. Se o Filho de Deus quis ter um pai, ao menos adotivo, neste mundo, o que dizer de muitos filhos que crescem sem o genitor? O que dizer de tantos “filhos órfãos de pais vivos” que existem no Brasil, como nos disse aqui mesmo em 1997 o Papa João Paulo II? São José é o modelo de pai presente e atencioso, de esposo amoroso e fiel.

Celebrar a festa de São José é lembrar que a família é fundamental para a sociedade e que não pode ser destruída pelas falsas noções de família, “caricaturas de família”, que nada têm a ver com o que Deus quer. É lutar para resgatar a família segundo a vontade e o coração de Deus. Em todos os tempos difíceis os Papas pediram aos fiéis que recorressem a São José; hoje, mais do que nunca é preciso clamar: "São José, valei-nos!" Ao falar desse santo, o Papa João Paulo II, na exortação apostólica “Redemptoris Custos” (o protetor do Redentor), de 15 de agosto de 1989, declarou: “Assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo Místico, a Igreja”. “Hoje ainda temos motivos que perduram, para recomendar todos e cada um dos homens a São José.

Celebrar a festa de São José é celebrar a vitória da fé e da obediência sobre a rebeldia e a descrença que hoje invadem os lares, a sociedade e até a Igreja. O homem moderno quer liberdade; “é proibido proibir!”; e, nesta loucura lança a humanidade no caos.

São José, tal como a Virgem Maria, com o seu “sim” a Deus, no meio da noite, preparou a chegada do Salvador. Deus Pai contou com ele e não foi decepcionado. Que o Altíssimo possa contar também conosco! Cada um de nós também tem uma missão a cumprir no plano divino. E o mais importante é dizer “sim” a Deus como São José. “Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado”.

Celebrar a festa de São José é celebrar a santidade, a espiritualidade, o silêncio profundo e fértil. O pai adotivo de Jesus entrou mudo e saiu calado, mas nos deixou o Salvador pronto para começar a Sua missão. É como alguém destacou: “O servo que faz muito sem dizer nada; o especial agente secreto de Deus”. Ele é o mestre da oração e da contemplação, da obediência e da fé. Com ele aprendemos a amar a Deus e ao próximo.

São José viveu o que ensinou João Batista: “É preciso que Ele [Jesus] cresça e eu diminua”.

Felipe Aquino
Retirado do Blog da Canção Nova

4º DOMINGO DA QUARESMA - Domingo da alegria e do encontro de Jesus com Nicodemos

Deus não abandona o povo, mas o conduz a uma autêntica conversão e reconhecimento de seu amor , é o que nos diz a 1ª leitura. Ele manifesta sua contínua salvação libertando e suscitando ações em conformidade com seu projeto.

Na 2ª Leitura, Deus revelou sua infinita misericórdia salvando-nos gratuitamente em Cristo mediante a fé.

No evangelho de hoje, depois do diálogo com Nicodemos, Jesus crucificado e exaltado é apresentado como o fundamento da fé e da vida cristã. Levantado, ele retorna à glória do Pai, depois de realizar com fidelidade sua vontade. No deserto, os hebreus olhavam para a serpente levantada por Moisés como sinal de cura e libertação. Mas somente Jesus crucificado, enaltecido na cruz, oferece a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna . A adesão da fé leva a participar da obra redentora de Cristo, doando a vida a Deus na construção de seu Reino. A fé em Jesus, o Messias e Filho de Deus, possibilita ter a vida em seu nome. Enviado para ser a luz do mundo, Cristo transforma as trevas do ser humano e ilumina o agir conforme a verdade, segundo a vontade do Pai.

Revista de Liturgia

Perseverança até quando?

O ser humano é realmente frágil diante das agruras da vida. Somos capazes de grandes heroísmos. Mas diante da presença do mal, das oposições contínuas de gente mal-intencionada, sentimos a falta de coragem. A tentação da fuga, pura e simples, é uma alternativa aliciadora. “Todos os discípulos, deixando-o, fugiram” (Mt 26, 56). Nisso somos parecidos com os animais que, diante do perigo, por instinto de conservação, fogem rapidamente.

Os homens, por educação ou por graça divina (martírio), têm a capacidade de resiliência. Essa capacidade nos faz esperar que os tempos mudem, e tudo pode tomar um rumo novo. As pessoas, – homens ou mulheres, e até jovens – que têm perseverança e firmeza de conduta tornam-se arrimo para outros mais frágeis. Os que têm personalidade, e não se deixam desviar dos seus intentos, são líderes e vencedores. Essas pessoas se tornam heroínas pelo fato de abrirem caminho aos pusilânimes. Mas a perseverança é virtude proposta a todos, não só aos heróis. Este desafio nos é aberto em dois sentidos.

Antes de tudo, somos chamados ao heroísmo da fé. A tentação do desânimo, de abandonarmos a fé diante de outras propostas mais tentadoras, de alcançarmos a solução dos problemas pela via rápida dos milagres fáceis, pode nos fazer balançar. “Maldito seja aquele que vos anunciar um evangelho diferente daquele que eu anunciei” (Gal 1, 8).

A Igreja possui a doutrina de Jesus (imagem do Pai). Nesta doutrina seremos perseverantes e seguiremos o que ensinavam os apóstolos: “Sede firmes na fé”. Entre nós católicos há muitos que se deixam seduzir com facilidade, e abandonam a fé do seu batismo, para aderirem a soluções menos complicadas. Outro chamado, feito a todos, é de sermos perseverantes na prática do bem. Trabalhar gratuitamente em benefício dos outros pode cansar. As ingratidões e a falta de compromisso podem nos levar ao desânimo e a “jogar tudo para cima”. É mais fácil ter vida mansa e assistir tudo de camarote. Mas a Escritura nos alerta: “Quem for perseverante até o fim, este será salvo” (Mt 10, 22).

Dom Aloísio Roque Oppermann
Retirado do Blog da Canção Nova

Quaresma, um apelo à liberdade

Entramos num tempo lindo, uma época para deixar a pressa do cotidiano de lado, dar espaço ao silêncio e à reflexão. Podemos afirmar que a Quaresma é um apelo à liberdade. Os jovens que gostam tanto de falar em liberdade deveriam viver intensamente este tempo que a Igreja nos oferece, pois viver bem o tempo quaresmal significa viver a liberdade. Sabemos que ser livre não é algo que vem de fora para dentro, mas, ao contrário, vem de dentro para fora, ou seja, é a liberdade interior que rege nosso modo de viver e pensar, de agir e falar.

Liberdade não significa fazer tudo que queremos. A primeira carta aos Coríntios 6,12 nos indica que “tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma”. Nesse trecho, aparece um verbo muito interessante: “dominar”; esta palavra, derivada do latim “dominare“, significa “ser o senhor, mandar”. Ora, se faço tudo que quero, sem critério algum, sou escravo. Nisso não há liberdade, embora tudo me seja permitido.

Como posso ser senhor dos meus atos se cedo à tentação à toda hora? Ou eu sou senhor do meu temperamento ou ele se faz senhor sobre mim, do mesmo modo na minha sexualidade, na língua, na afetividade, nas emoções, etc. Escravo não tem vontade, porque é mandado por seu senhor. O CIC [Catecismo da Igreja Católica], no inciso 1731, nos ensina que “a liberdade é o poder, baseado na razão e na vontade, de agir ou não agir, de fazer isto ou aquilo; portanto, de praticar atos deliberados”. Neste tempo quaresmal, somos chamados a ter lucidez sobre a nossa vontade e nosso querer.

Começamos a dominar o corpo, até as áreas mais íntimas e difíceis de controlar, por meio da boca, ou seja, do jejum e da abstinência. Isso sim é poder baseado na razão. Porém, nada podemos empreender em nossa vida espiritual sem a graça de Deus, porque tudo provém dela. São Paulo mesmo nos diz: “Isso não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus” (cf. Efésios 2,8). Em seus propósitos, não diga “nem vou começar, pois sou fraco e não vou conseguir”, pois agora você sabe que a graça é puro dom do Senhor. Por nós mesmos não conseguiremos, no entanto, tenhamos confiança em Deus, pois para Ele nada é impossível” (cf. Lucas 1,37).

Rodrigo Stankevicz
Retirado do Blog da Canção Nova

Aparições de Nossa Senhora de Fátima - 3ª aparição do Anjo

Em Outubro de 1916, na Loca do Cabeço, no mesmo lugar da primeira aparição, o Anjo de Portugal repete o gesto da face no chão, recitando a mesma oração ensinada na primeira aparição. De repente, viram brilhar sobre eles um grande clarão.

“Erguemo-nos para ver o que se passava e vimos o Anjo, tendo na mão esquerda um cálix, sobre o qual está suspensa uma Hóstia, da qual caem algumas gotas de Sangue dentro do cálix. O Anjo deixa suspenso no ar o cálix, ajoelha junto de nós, e faz-nos repetir três vezes:

- Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

Depois levanta-se, toma em suas mãos o Cálix e a Hóstia. Dá-me a Sagrada Hóstia a mim e o Sangue do Cálix divide-O pela Jacinta e o Francisco, dizendo ao mesmo tempo:

- Tomai e bebei o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.

E prostrando-se de novo em terra, repetiu conosco outras três vezes a mesma oração: Santíssima Trindade…, e desapareceu”.

Retirado do Livro Memórias da Irmã Lúcia

Aprenda a ser bom

Não poucas vezes, dizemos que é boa uma pessoa que é somente “bonachona”, isto é, que tem bons sentimentos, nunca briga, cede a tudo, é condescendente conosco até em coisas que nos fazem mal…, mas não nos faz nenhum bem profundo e construtivo.

Bom, de verdade, é somente aquele que nos faz bem. E o bem é, acima de tudo, o valor moral e espiritual de uma pessoa. Portanto, bom mesmo é somente aquele que nos ajuda a ser melhores.

Quando já vivemos um bom pedaço da vida e olhamos para trás, contemplamos um vasto panorama de vicissitudes diversas, de erros e acertos, de perigos que nos ameaçaram, de dúvidas que nos paralisaram, de alegrias e tristezas. Mas, no meio dessas lembranças, todos nós podemos ver brilhar uns pontos de luz que jamais esqueceremos: pessoas que, no momento em que mais precisávamos, nos fizeram bem: “Fulano - dizemos - ajudou-me muito”, “significou muito para mim”; “graças à Sicrana, consegui superar um problema grave (ou uma crise ou um estado de ânimo) que me poderia ter arrasado”…

Mesmo sem darmos por isso e sem dizê-lo explicitamente, estamos falando de pessoas “verdadeiramente boas”. Inconscientemente, possuímos a convicção de que foram bons, para nós, aqueles que nos despertaram para ideais mais nobres, que nos deram a mão para nos levar a encontrar um sentido mais alto da vida, que iluminaram as nossas escuridões interiores fazendo-nos compreender aquilo por que vale a pena viver.

Em suma, foram “bons” os que nos elevaram a um maior nível de dignidade moral e nos ajudaram a ser melhores, mesmo que para isso tivessem precisado, em algum momento, de nos fazer sofrer. Contribuíram para que descobríssemos e abraçássemos o bem, e não se contentaram com o deixar que nos “sentíssemos bem”…

Se, para tanto, foi necessário que nos aplicassem uma enérgica e paciente “cirurgia”, não duvidaram em fazê-la, mesmo sabendo que, de início, não os compreenderíamos. Souberam ter a coragem – pensemos, por exemplo, nos pais e educadores – de dizer-nos serenamente “não” e de manter essa posição em defesa do nosso bem, ainda que nós a interpretássemos como teimosia prepotente e irracional. Passado o tempo, compreendemos e agradecemos o que essa energia amorosa significou para nós.

O pessoa boa recusa-se a tomar como princípio de comportamento o infeliz ditado segundo o qual “aquele que diz as verdades perde as amizades”. Pratica a lealdade sincera quando o nosso bem está em jogo. Certamente, não confunde a sinceridade com a franqueza rude, que se limita a nos lançar no rosto os nossos erros e defeitos em tom áspero e acusatório. Mas arrisca-se de bom grado a ser incompreendida, a ser tachada de pessoa moralista e intrometida, quando percebe que precisa nos falar clara e caridosamente, mas sem ambiguidades, e não hesita em praticar aquela excelente obra de misericórdia que consiste em “corrigir o que erra”, a fim de levar-nos a encontrar a retidão do caminho moral.

Calar-se, deixando o barco correr e afundar-se é, sem dúvida, mais cômodo. Alhear-se, ou até mostrar-se conivente com os erros alheios, atrai benevolências e simpatias. Mas é uma forma covarde de omissão e uma triste colaboração com o mal.

Padre Francisco Faus

3º DOMINGO DA QUARESMA - Domingo da expulsão dos vendilhões

Os mandamentos, mostrados na 1ª leitura, são dom de Deus, caminho para entrar e permanecer na aliança. O povo se compromete a seguir as palavras de Deus reveladas a Moisés. A fidelidade assegura a relação amorosa com o Deus libertador da escravidão do Egito.

Na 2ª leitura, a paixão e a cruz de Cristo confundem os fortes e sábios deste mundo e manifestam a força de salvação de Deus para os que acreditam.

João apresenta o episódio da purificação do templo com sentido simbólico, relacionado à vida, morte e ressurreição de Jesus. Como todo judeu fiel, Jesus costumava ir a Jerusalém para participar da grande festa anual da Páscoa no templo. Tal ocasião servia também para reunir vendedores de animais para os sacrifícios e cambistas de dinheiro, destinado, sobretudo, ao pagamento do imposto do templo. Mas a palavra de Jesus adverte para não transformar a casa do encontro com o Pai em mercado. Jesus purifica o templo e expulsa até os animais para os sacrifícios instaurando um novo culto. Ressuscitado, ele se manifesta como o lugar do verdadeiro culto, encontro e adoração com o Pai em espírito e verdade. A ressurreição e o dom do Espírito levam os discípulos a recordar tudo, a compreender os fatos, as ações e palavras de Jesus. Ele não veio abolir a Lei, mas aperfeiçoá-la, ensinando a viver o amor de forma incondicional.

Revista de Liturgia

Quem tem Deus nada teme

Veio ao meu coração a importância da nossa confiança absoluta em Deus, que rege todas as coisas para o nosso bem e que está sempre a nosso favor, como aprendemos com os exemplos dos santos. Monsenhor Brandão diz: “Nosso Senhor nos manda olhar os passarinhos. Olhai os pássaros do céu: não semeiam, não colhem, nem guardam em celeiros, no entanto, o vosso Pai celeste as alimenta” (Mt 6, 26).

Ei-los tão mimosos, a voar descuidados pela amplidão, a cantar, sempre felizes, glorificando o nome do Senhor. Vem a tempestade e derruba-lhes os ninhos. Eles constroem novas moradas em outros galhos e cantam sempre quando a madrugada desperta. A mão de um perverso lhes rouba os filhotes. No dia seguinte, ao romper da aurora, cantam de novo, esquecidos da mágoa que os fez piar na véspera, saudosos, de galho em galho à procura dos filhotes. O frio chega e eles migram para distantes regiões da terra. E cantam no exílio também.

Nossos irmãos, os passarinhos, são mestres de abandono e confiança na Divina Providência. Por isso, Jesus dizia: “Olhai os passarinhos”. A serva de Deus, Madre Tereza dos Anjos, carmelita que, várias vezes, foi exilada por perseguições religiosas e conheceu duras provações com sua comunidade; errante e perseguida pela Bélgica, Suíça e França, disse uma vez: “Recebi do céu uma lição que me fez bem. Expulsei de minha cela uma andorinha, que lá fizera o seu ninho, e a este também destruí. Pois ela voltou, cantou alegremente e desapareceu, voando pelo céu azul. Jesus destruiu todos os ninhos que procurei construir. Tirou-me todos os apoios humanos. E o que farei? Cantarei seus louvores. É minha missão cantar. A Providência nutre os passarinhos! Que eu nunca me queixe de Vossa Providência e saiba cantar nas provações”.

Como nos diz Santo Agostinho: “O Senhor que arrancou vosso pecado e perdoou vossas faltas está disposto a vos proteger e a vos guardar contra os ardis do diabo que vos combate, a fim de que o inimigo, que costuma engendrar a falta, não vos surpreenda. Quem se entrega a Deus, não teme o demônio. ‘Se Deus é por nós, quem será contra nós?’”(Rm 8, 31).

Aprendamos com os passarinhos a depender em tudo dos cuidados de Deus.

Luzia Santiago
Retirado do Blog da Canção Nova

O dom de ser mulher

A alegria de ser mulher está entremeada de desafios que nosso tempo impõe ou que nós mesmas colocamos como alterações em nossa forma de ser. Faz parte da realidade feminina, nos dias atuais, várias jornadas de trabalho: empresa, casa, do marido, de si, cuidar dos filhos, levá-los à escola, muitas vezes criá-los sozinhas, e tantas outras situações vivenciadas pela mulher. Porém, muitas mulheres se sentem perdidas, não encontrando sentido na vida, e acabam endurecidas e até mesmo entristecidas.

Mesmo assim, acredito que o grande desafio das mulheres é ser mulher. Como assim? Já percebeu o quanto a mulher perdeu sua origem? Mas qual é o natural do ser mulher? Na competição por direitos iguais, as vemos colocando-se, muitas vezes, como rivais dos homens, como aquelas que disputam, da mesma forma, os espaços antes ocupados por eles. É claro que precisamos trabalhar e ter nossas conquistas, mas já viram quantas se queixam da solidão, da falta de um companheiro, do abandono?

Por que insistimos na diferença entre os sexos? Por que a mulher insiste em ser aquilo que sua própria constituição física não permite? A nossa constituição humana não nos faz ser assim. Homem e mulher não são iguais, a começar pelos cromossomos, não é mesmo?

Na tal "guerra dos sexos" tanto homem quanto mulher são perdedores por deixarem de viver a beleza do dom de cada um. A mulher por ser feminina, doce, sensível, acolhedora, mãe, enfim, batalhadora, persistente. Tudo isso é muito natural na realidade feminina, mas o grande desafio é não deixar de lado as habilidades que foram confiadas a cada uma de nós em nossa constituição.

O Papa João Paulo II tece, em uma de suas cartas, um belíssimo comentário sobre nós, dizendo que "rende graças por todas e cada uma das mulheres: pelas mães, pelas irmãs, pelas esposas; pelas mulheres consagradas a Deus na virgindade; pelas mulheres que se dedicam a tantos e tantos seres humanos, que esperam o amor gratuito de outra pessoa; pelas mulheres que cuidam do ser humano na família, que é o sinal fundamental da sociedade humana; pelas mulheres que trabalham profissionalmente, mulheres que, às vezes, carregam uma grande responsabilidade social; pelas mulheres perfeitas e pelas mulheres fracas".

Com toda a beleza que foi dada especialmente a nós, vale uma grande reflexão ligada à importância da valorização da essência feminina. Ao deixar essa essência de lado, muitas vezes nos fechamos ao amor, àquilo que é natural a cada uma de nós.

Deixamos de nos valorizar e, muitas vezes, queremos ser valorizadas pelos homens. É tempo de rever nossa postura no mundo, de voltar ao essencial; não vamos voltar ao século passado, mas é importante que possamos atualizar o ser mulher em nosso tempo, não nos esquecendo da riqueza deste dom, único e especial: SER MULHER!. É tempo de retomada: viver valores esquecidos, dons adormecidos e sinais do feminino, a natureza tão bela da mulher, do equilíbrio, da doçura e da força, de todo este universo de características que a fazem MULHER e que, muitas vezes, foram deixadas de lado.

Elaine Ribeiro
Retirado do Blog da Canção Nova

Vivendo o exercício do Jejum crescemos na virtude da ESPERANÇA

Neste caminho quaresmal rumo a Páscoa não é a toa que a Santa Mãe Igreja nos propõe os exercícios quaresmais de conversão Oração, Jejum e Esmola, pois ao vivermos estes três exercícios crescemos nas virtudes teologais da fé, esperança e caridade. Essa é a trilha básica para o caminho de santidade de todo o cristão, não somente por quarenta dias, mas para toda a sua vida.

Se a oração atinge o relacionamento do homem com Deus, o jejum o celebra no seu relacionamento com os bens criados na virtude da esperança.

No seu relacionamento com a natureza criada, o homem é chamado a ser livre, a ser senhor da criação. Acontece porem, que muitas vezes se escraviza a ela. Por isso, a Igreja convida o homem a realizar um gesto de liberdade e de respeito em relação aos bens criados, através do rito do jejum.

O rito do jejum não vale pelo que é, mas pelo que significa. Na ação de comer e de beber é que o homem mais se apropria das coisas. Ele mesmo consome a comida; ele a faz tornar-se parte de si mesmo. Não só dela se apodera, mas muitas vezes, apoderando-se dela, a ela se escraviza. Por isso, o alimento e a bebida tornam-se símbolo de tudo quanto envolve o homem.

Jejuar é abastecer-se de um pouco de comida ou bebida. É estabelecer o correto relacionamento do homem com a natureza criada. A atitude de liberdade e de respeito diante do alimento torna-se símbolo de sua liberdade e respeito para com tudo quanto o envolve e o pode escravizar: bens materiais, qualidades, opiniões, idéias, pessoas apegos e assim por diante.

Temos mais. Jejuar significa fazer espaço em si. Fazer espaço para Deus, fazer espaço para o próximo, fazer espaço para os valores que permanecem. Jejuando, a Igreja evoca o Cristo jejuando quarenta dias no deserto, o Cristo em sua atitude de liberdade e de domínio sobre a natureza e sobre o mal. Evocando-o, torna-o presente hoje.

A Igreja constituí o prolongamento do Cristo livre, do Cristo rei da criação. A Igreja exercita e celebra a atitude de liberdade e respeito diante da natureza durante a Quaresma, para que os cristãos vivam sempre esta atitude de harmonia com a natureza, usando dos bens para o seu crescimento em Deus. Temos, portanto, um exercício de conversão.

Padre Luizinho
Retirado do Blog da Canção Nova