Sacramento do Batismo de crianças

A celebração do Batismo

O Sacramento do Batismo, por imprimir caráter indelével, uma vez recebido validamente, não pode ser reiterado. Daí porque sempre se deve ter em conta a validade ou não do Batismo administrado pelas Comunidades cristãs não católicas.

Não havendo perigo de morte, o Sacramento do Batismo deve ser administrado observando-se fielmente o rito prescrito nos livros litúrgicos aprovados e as orientações contidas neste Diretório. Ninguém tem o direito de lhes acrescentar, suprimir ou modificar seja o que for por sua própria iniciativa.
A celebração do Batismo, momento marcante de toda caminhada da vida cristã, deve ser preparada e celebrada com o devido cuidado. Compete à Equipe da Pastoral do Batismo, constituída na Comunidade paroquial, assumir, sob a supervisão do Pároco ou de quem lhe faz às vezes, esta preparação e celebração.

O Sacramento do Batismo pode ser conferido por imersão, que demonstra mais claramente a participação na morte e ressurreição do Senhor Jesus, ou por infusão.
Fora do caso de necessidade, a água com a qual se administra o Batismo deve ser benta de acordo com as normas litúrgicas pelo oficiante da celebração. Os santos óleos utilizados na celebração do Batismo devem ser recentes e conservados em lugar digno.

Em toda a Arquidiocese de Fortaleza, o Batismo deve ser celebrado na Igreja Matriz Paroquial e suas Capelas filiais. Nas Comunidades vinculadas à Paróquia e que não tenham ainda o seu templo, o Batismo pode ser administrado num lugar a critério do Pároco. Fora do caso de necessidade, fica expressamente proibida a celebração do Batismo em casas particulares e quaisquer outros locais.
Na Igreja Matriz Paroquial e suas Capelas filiais a Pia batismal, em forma de fonte ou não, deve se encontrar em local próprio, visível a todos os fieis, pois é de lá que brota a vida nova, que procede da água e do Espírito Santo.

Encerrado o tempo litúrgico da páscoa do Senhor, o Círio pascal deve se conservado junto à Pia batismal, de modo a se poder acender nele as velas dos batizados no momento da celebração.
O Sacramento do Batismo pode ser administrado em qualquer dia da semana. Porém, dentro do possível, seja administrado aos domingos, manifestando-se assim sua intima relação com o mistério de Cristo ressuscitado.

Onde o dizimo paroquial não esteja implantado, o ministro nada peça pela administração do Batismo, além do que tenha sido estabelecido pela Arquidiocese de Fortaleza, tendo-se presente que as pessoas pobres têm direito a um serviço sacramental gratuito. Afaste-se desse momento qualquer impressão mercantilista.
Respeitado o direito dos pais de registrar em fotografia ou vídeo esse momento de rara importância na vida de seus filhos e filhas, compete aos membros da Pastoral do batismo, constituída na Comunidade paroquial, orientar fotógrafos e filmadores de modo que, no exercício de sua profissão, não venham a perturbar o bom andamento da celebração litúrgica.

Conforme o Ritual do Batismo, no final da administração do Batismo, pode realizar-se um ato de devoção a Maria, confiando a vida e a fé dos que se batizam à proteção de Nossa Senhora, mãe de Deus e nossa, presença materna na caminhada de todo cristão por sua fidelidade ao projeto de Deus Pai.
Retirado do Livro Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental – Arquidiocese de Fortaleza

Domingo das bem-aventuranças

O evangelho apresenta as bem-aventuranças, que marcam o início do chamado “Sermão da Montanha”. Jesus sobe à montanha, lembrando Moisés no Sinai, quando deu ao povo a Lei ou Instrução de Deus. Ele senta-se, como mestre, rodeado pelos discípulos, para proclamar a nova justiça do Reino. Em meio a uma realidade que considerava a prosperidade e o sucesso como sinais da bênção de Deus, Jesus proclama felizes os pobres, os aflitos, os mansos, os famintos. Ele enaltece as pessoas marginalizadas, não as situações de injustiça, que precisam ser transformadas. Consola os pequenos, os que abrem o coração para acolher a sua benevolência. Propõe um compromisso radical em favor do Reino mediante ações misericordiosas, através da pureza ou retidão de intenções e promoção da paz. Os discípulos, como verdadeiros profetas, são perseguidos por causa da justiça do Reino. Mas desde já experimentam a alegria como recompensa de sua fidelidade ao evangelho.

Na 1ª leitura, o profeta Sofonias vê nos humildes e pobres a esperança de continuar a obra da salvação. As deportações e o exílio na Babilônia causaram sofrimento e mortes ao povo. Os poucos sobreviventes de Israel e Judá seguem com fidelidade o projeto de Deus, garantindo a realização das promessas de libertação. O salmo é um hino de louvor, que celebra a fidelidade eterna de Deus.

A 2ª leitura ressalta que Deus manifestou sua sabedoria e poder de salvação no Cristo crucificado. Deus escolhe o que é fraco, o que no mundo não tem nome nem prestígio, para que o glorifique.

Retirado da Revista de Liturgia

Deus, o médico dos médicos

Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história da humanidade.

Deus é esse médico, o médico dos médicos, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitetados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos. Que médico mais excelente poderia existir ?

Deus é o primeiro cirurgião da história. A primeira operação ? Uma toracoplastia, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher. Ele também é o primeiro anestesista, porque antes de retirar aquela costela fez um profundo sono cair sobre o homem.

Deus é o melhor obstetra especialista em fertilização que já existiu ! Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que além de estéril, já estava na menopausa havia muito tempo. Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só, é o primeiro pediatra da história, pois disse: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o reino de Deus. Ele também é o maior reumatologista, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma osteoartrite das articulações interfalangeanas.

Jesus é o primeiro oftalmologista, relatou em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença. Ele também é o primeiro emergencista a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardio-pulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilador as suas palavras ao dizer: “Lázaro, vem para fora !”, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia 4 dias. Ele é o melhor otorrinolaringologista, pois devolveu a audição a um surdo. Seu tratamento ? O poder de seu amor. Jesus também é o maior psiquiatra da história, há mais de 2 mil anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento. Deus também é o melhor ortopedista que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens. Sem contar quando ele disse a um homem coxo: “Levanta, toma a tua maca e anda !”, e o homem andou. O tratamento ortopédico de quadril mais efetivo já relatado na história.

A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Bíblia. E Jesus é o dermatologista mais sábio da história, pois curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença. Ele também é o primeiro hematologista, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12 anos e que tinha gastado todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso.

Jesus é ainda, o maior doador de sangue do mundo. Seu tipo sanguíneo ? O negativo, ou, doador universal, pois nesta transfusão Ele ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros e, assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que o recebem o poder de se tornarem filhos de Deus. E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário FAZER nada, apenas crer e receber.

O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes. Ele fez isso por nós. Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente GRATUITO de Deus é a vida eterna. No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele, Ele entrará e fará uma grande festa. Não é necessário ter plano de saúde ou convênio, basta você querer e pedir. O tratamento que ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu.

O médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exatamente o que você precisa para viver. Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele. Seu nome é Jesus. A este médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão.

Autor Desconhecido

Mensagem lida na formatura do Curso de Medicina da PUC-PR /2010

A Celebração da Eucaristia é ação ritual

A Liturgia é ação simbólica, expressão do mistério da fé cristã, em gestos, palavras e atos significativos, realizados na inteireza do nosso ser, ligando-nos a Cristo e fazendo-nos passar com Ele da morte para a vida. O que é mesmo um rito?

O rito é uma ação simbólica repetida regularmente para aprofundar o sentido da vida dentro de determinada cultura, ou diferentes circunstâncias da realidade de um grupo.

Ao ser repetida, essa ação simbólica segue regras estabelecidas para garantir seu significado, sua continuidade e cultivar e identidade daquele grupo.

O rito não é usado só na Liturgia. Desde crianças somos levados a adquirir hábitos, repetindo gestos significativos como: dar as mãos, cumprimentar, beijar, bater palmas, comportar-se à mesa, saborear certos alimentos, vestir determinado tipo de roupas, fazer festa... Onde existe um grupo de pessoas aí encontramos ritos.

Todas as religiões têm seus ritos, conjunto de ações repetidas para expressar sua fé, sua maneira de ver a vida, o mundo, sua relação com a divindade. Assim conseguem guardar e transmitir para outras gerações seus valores, suas raízes. “Mudar constantemente os ritos significa mudar os fundamentos, esquecer as raízes”.

A celebração eucarística e qualquer celebração cristã é ação ritual, é repetição de uma ação simbólica deixada por Jesus ou trazida até nós pelas primeiras comunidades, lembrando os gestos libertadores de Jesus, em sua vida e missão. Ao repeti-los conscientes e amorosamente vamos entrando em comunhão, nos identificando cada vez mais com Ele e com seu Reino, participando do mistério de sua páscoa.

A missa como temos hoje, é constituída de quatro ações rituais fundamentais: Ritos iniciais, Rito da Palavra, Rito Eucarístico e Ritos Finais. Cada uma delas é um conjunto de pequenos ritos, com seu significado teológico e que exige por sua vez, uma atitude espiritual correspondente.

Os ritos iniciais e os ritos finais emolduram os ritos centrais da Palavra e da Eucaristia, intimamente ligados entre si e realizando, numa seqüência lógica e teológica, um só ato de culto.

Não se modifica arbitrariamente, não se muda só pelo gosto de novidade o que é essencial num rito. É sua expressão cultural que pode e deve ser mudada, ajustando-o ao estilo de cada povo que tem seu jeito de ser e agir, de comer, de beber, agradecer, expressar o perdão, o afeto, o amor. Uma refeição comum feita no corre-corre da semana é diferente de um jantar em dia de festa ou do almoço aos domingos. Os acontecimentos também trazem sempre elementos novos e diferentes a uma celebração.

Assim, permanece na missa o rito essencial da ceia, que é teológica, histórica e até antropologicamente considerado, deve ser precedido, como em qualquer refeição, pela conversa amiga entre os comensais, pelo dialogo, pelo rito da Palavra.

Cada celebração inserida na realidade concreta de cada comunidade é um acontecimento novo que não se repete nunca...

Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB

Não é problema meu

Numa fazenda, havia um ratinho muito curioso. Ele vivia espiando pelos buracos da parede para saber o que acontecia centro da casa. Certo dia, viu o fazendeiro chegar com um pacote. Parou para ver se era alguma comida especial, assim poderia pegar a sobra mais tarde.

Quando a mulher do fazendeiro abriu o pacote, o ratinho viu que era uma ratoeira. Ficou aterrorizado, quase não conseguia se mexer. Juntou suas forças e fugiu dali. No caminho para o celeiro, viu uma galinha ciscando. Aos prantos, o rato anunciou:

- Dona galinha, tem uma ratoeira na casa.

A galinha, mal levantando a cabeça, disse:

- Uma ratoeira? Eu entendo que é um grande problema para você, mas não me interessa, não me prejudica em nada. Posso apenas rezar por você.

O rato continuou seu caminho e encontrou-se com o porco:

- Seu porco, tem uma ratoeira na casa.

- E eu com isso, não é problema meu. Uma ratoeira não me incomoda em nada – disse o porco sem nem ao menos se levantar.

No celeiro, o ratinho encontrou a vaca.

- Dona vaca, dona vaca, tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira.

- Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Olha só o meu tamanho. Não é problema meu – Declarou a vaca.

Abatido e bastante decepcionado com os companheiros, o rato voltou para sua toca. De lá ainda pôde avistar a ratoeira, o que aumentou seu desespero.

Naquela mesma noite, ouvi-se o barulho da ratoeira. Ela pegou algo. A mulher do fazendeiro, já cansada de ver o ratinho roer os seus queijos, saiu correndo alegre para ver o que era. No escuro, sem ver direito, colocou a mão e sentiu uma pecada. Quando seu marido acendeu a lâmpada, percebeu que era uma cobra venenosa que estava presa na ratoeira. Ao ver que sua mulher tinha sido picada, ficou desesperado e levou-a imediatamente ao hospital.

Depois de medicada, a mulher voltou para casa. Deveria repousar, pois ainda estava com muita febre. Para ajudar na recuperação, o fazendeiro decidiu fazer uma canja. Matou a galinha e preparou um prato delicioso. Passaram alguns dias e a mulher não reagiu. Os parentes ficaram preocupados e vários foram para a fazenda a fim de ajudar no que fosse preciso. Como eram muitos, o fazendeiro precisou matar o porco para alimentá-los.

Mais um tempo se passou e enfim a mulher ficou boa. Para celebrar, o fazendeiro convidou todos os vizinhos e parentes para uma festa. Matou a vaca e fez um saboroso churrasco.

Para refletir

Nunca diga “isso não é problema meu”. Por mais distante que o problema esteja, ele pode interferir em nossa vida. Quando a ameaça está próxima, ou é contra alguém muito próximo a nós, o caso fica ainda mais perigoso. Devemos tomar consciência de que o problema de um membro da equipe é problema de todos, pois se ele não for resolvido, todos sofrem as conseqüências. Cumpra com suas funções e colabore com seus colegas no que for possível para a realização das funções deles. Você conhece aquele ditado: “uma mão lava a outra”? No trabalho em equipe, ele vale mais do que nunca. O líder deve estar atento a todos esses sinais para agir na hora certa.

Para discutir

-Como os problemas ao seu redor costumam lhe afetar?

-Como reage quando alguém lhe apresenta um problema ou situação delicada?

-Você poderia ser mais solidário com os outros na solução de problemas?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

A morte de Moisés – Deuteronômio 6

Moisés era já ancião. Pressentia o momento de sua morte. Pensa no seu povo amado e dá as últimas recomendações:

- Chegou o momento de entrarem na terra prometida. Deus guiará vocês e ajudará a derrotar os inimigos. Sejam valentes e nunca duvidem de que Deus está ao lado de vocês”.

Para poder pôr os pés naquela terra, necessitam de um líder que os guie até o final. Moisés voltou-se para seu amigo e ajudante Josué e disse:

- “É o desejo de Deus que você seja o novo chefe de nosso povo. Confie nele e não tenha medo. Não se esqueça de ler ao povo os mandamentos, pois esta é a vontade de Deus”.

Logo entoou uma bela canção de louvor e agradecimento a Deus.

Os pés de Moisés já não podiam pisar a terra prometida. Mas Deus foi bondoso com ele. Levou-o ao topo do monte Nebo e de lá seus olhos quase cegos puderam contemplar a bela vista da planície de Canaã. Moisés se encheu de alegria e morreu feliz.

Seu povo chorou sua morte por muito tempo e sempre o considerou o maior profeta de Israel.

Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Sacramento do Batismo de crianças

Os encontros de preparação
Os encontros de preparação para a celebração do Batismo, encargo dos Agentes da Pastoral do Batismo, devem ser feitos em lugar condigno e num ambiente agradável. Procure-se o emprego de meios que lhes dêem dinamicidade, evitando-se a monotonia de mera exposição de temas teóricos.
Recomenda-se que haja agentes disponíveis durantes os encontros de preparação que cuidem das crianças, cujos pais não podem deixe-las em casa. Para esse fim, enquanto possível, haja um espaço físico agradável onde as mesmas possam ser acolhidas.
Os encontros de preparação para o Batismo devem ser necessariamente acompanhados de visitas às famílias dos batizandos, objetivando, ao mesmo tempo uma melhor integração das mesmas na Comunidade paroquial e a formação de laços de amizades verdadeiramente cristãs.
É sumamente recomendável que, no decurso dos encontros de preparação, as famílias dos batizandos sejam apresentadas à Comunidade paroquial por ocasião da celebração da Santa Missa, de preferência, a que preceda à administração do Sacramento do Batismo.
Nessa ocasião, não deixe o Pároco ou o celebrante da Santa Missa de fazer especial referencia, por ocasião da homilia, à presença das famílias dos batizandos e de convidar a assembléia ali presente para participar da celebração do Batismo.
Os temas catequéticos a serem expostos nas reuniões de preparação devem abordar os seguintes aspectos:
a) a pessoa de Jesus Cristo (sua vida, sua prática e sua missão), anunciada como uma boa noticia;
b) o valor dos Sacramentos, sinais eficazes da graça de Deus e principais meios de santificação por vontade divina, com um enfoque maior para o Sacramento do Batismo, necessário para a salvação e para a inserção, como pessoa, na Comunidade eclesial católica;
c) cuidadosa explicação dos ritos batismais, e do profundo significado para a vida cristã;
d) mostrar a necessidade e importância da participação dos pais na Comunidade eclesial, que se vivencia na Comunidade paroquial.
No caso dos pais que não têm o habito de se reunir e de falar em grupo ou pedem o Batismo de seus filhos totalmente desmotivados para uma formação mais adequada para o que pedem ou ainda se dispõem a participar da preparação quase compulsoriamente, propõe-se uma preparação maior com o acolhimento antes que com o conteúdo dos temas, que podem verasr sobre:
a) o verdadeiro sentido do Batismo na vida do cristão;
b) uma detalhada descrição dos símbolos batismais e seus significados;
c) a Comunidade paroquial, como local primordial da vivencia do Batismo recebido;
d) e a missão própria do cristão, que é ser pela palavra e o exemplo, a presença de Deus no mundo.
Os temas acima enumerados, tanto no primeiro caso quanto no segundo, devem ser refletidos no período de um mês e nunca menos de um mês. Com isso, se pretende proporcionar uma maior inserção das famílias na Comunidade paroquial.
Na impossibilidade física dos pais de cumprirem o horário normal previsto para os encontros de preparação, desde que haja causa justa, os agentes da Pastoral do Batismo procurem enquadrá-los num horário especial, a fim de que não lhes falte a devida preparação para o Batismo de seus filhos. Se isto não for possível, que sejam eles encaminhados para outra Paróquia, cujo horário atenda suas disponibilidades de tempo.
Quando os pais preferem batizar seus filhos fora de sua Paróquia de origem, basta que os mesmos apresentem comprovante, sempre assinado por seu Pároco, que ateste devidamente habilitados para batizarem seus filhos.
Os pais que freqüentam habitualmente uma determinada Paróquia ou uma Comunidade a ela assemelhada, onde não têm domicilio, e dela sempre participam ativamente, devem ser tidos como nela residentes para tudo quanto determina este Diretório.
Os pais, que comprovem adequada formação doutrinal por seu engajamento pastoral em determinada Comunidade eclesial, não se eximam dos encontros de preparação, antes procurem colaborar com os agentes da Pastoral do Batismo com seus testemunhos e assim possam motivar os pais a seguirem caminho de vivência cristã e de participação efetiva na própria Comunidade paroquial.
Concluído o ciclo dos encontros de preparação, aos pais seja conferido um atestado de efetiva participação, assinado pelo Pároco. Dessa forma, os pais, que preferirem o Batismo de seus filhos noutra Comunidade paroquial, terão como comprovar a habilitação exigida por este Diretório.

Retirado do Livro Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental – Arquidiocese de Fortaleza

Avisos do Santuário

Irmãos,

          Fiquem por dentro de toda a programação de cursos, palestras, aprofundamentos e muitos outros eventos do nosso Santuário. É só clicar na opção Avisos, do menu acima, ou se quiser clique no link abaixo. Confira e participe!!!



Paz e Bem!!!

Domingo da missão dos primeiros discípulos

O evangelho e o texto de Isaías falam de lugares desprezados naquela época. O povo que lá vivia era vítima dos grandes e poderosos, que faziam a guerra para manter o domínio e controlavam o comércio para reter as riquezas. O povo era desprezado até na sua fé. A situação era de grande escravidão.

É para esses lugares que Jesus vai, porque ele mora e começa sua missão justamente no meio do povo desprezado e pisado, na Galiléia dos que não são judeus. Sua presença é luz para o povo.

Hoje ouvimos esta palavra com o coração e a vida bem ligados às mais diferentes realidades de sofrimento e marginalização que atingem tantos irmãos.

De dentro da escuridão da vida, da dureza de nossa situação, o Espírito nos move como moveu os discípulos de Jesus.

Hoje ele nos convida a perceber a luz que ilumina nossas trevas.

Ele é o novo sentido de todas as coisas. Mas pede de nós um empenho permanente de conversão, para que também nós possamos ser luz onde há trevas.

Nesta celebração, peçamos que o Pai nos ilumine, como Jesus, fazendo-o passar da morte para a vida e tornando-o a luz das nações.

Atenciosamente,
Pe. Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima

Dinâmicas de grupo – Em Sintonia

Esta dinâmica deve ser feita preferencialmente no final do intervalo quando os participantes estão voltando para a sala ou o local de atividades. Preparem-lhes bilhetes de papel com letras de musicas bastante conhecidas. Estes bilhetes devem ser duplos, isto é, sempre deve haver dois bilhetes com a mesma musica. Ao entrar na sala, cada participantes recebe um bilhete e deve ficar andando pela sala, cantarolando sua musica até achar seu parceiro, isto é, a outra pessoa que estiver cantarolando a mesma musica. Quando achar o parceiro, os dois podem para de cantar e ir sentar-se. A dinâmica termina quando todos já tiverem entrado em sintonia com seu parceiro. Para que a dinâmica funcione é necessário que se explique o procedimento antes do grupo se dispersar para a pausa. A dinâmica pode também ser iniciada quando todos já estiverem na sala. Neste caso, convida-se os participantes a ficarem de pé, explica-se a dinâmica e se distribuem os bilhetes com as musicas.

Retirado do Livro Dinâmicas para encontros de Grupo – Ed. Vozes

Quem é o dono?

Como é bom encontrar velhos amigos! Essa é a história de dois colegas de faculdade que não se viam há cerca de três anos. Vinicius foi morar em São Paulo logo que se formou, enquanto João Paulo resolveu ficar na pequena cidade do interior. Achou que o trabalho que teria ali como engenheiro era o suficiente para viver.

Certa manha, João Paulo ouve a campainha e que bela surpresa ao ver que é seu amigo de faculdade que há tempo não via. Estranhou apenas o fato de, ao seu lado, estar um grande cachorro, um pastor alemão, aparentemente muito bravo. De qualquer maneira, não disse nada, apenas cumprimentou calorosamente o velho amigo.

Enquanto os amigos trocavam um forte abraço, o cachorro entrou na casa. João Paulo ficou apreensivo, mas não quis se indispor com o amigo. Começaram a contar as novidades...

- Hein, você sabia que Luzia se casou...

- Sim, e aquele nosso amigo, o do cavanhaque...

Logo se ouviu um barulho vindo da cozinha, alguma coisa foi derrubada e se quebrou. A única reação foi um sorriso amarelo do dono da casa. João Paulo permaneceu indiferente. Continuou:

- Você lembra do professor Chico? Soube que...

Rapidamente, o cão salta por cima do sofá, deixando a marca de suas patas em todo o lugar. Bate numa mesinha, derrubando um belo vaso de porcelana. Os amigos se entreolharam, tensos, mas fingiram não ser nada importante.

Conversa vai, conversa vem, e o cachorro se um lado para o outro fazendo arte na casa de João Paulo. O tempo passou e já começava a escurecer. Vinicius então se despediu e foi em direção à porta. Nesse instante, o dono da casa perguntou:

-Não vai levar o seu cão?

-Cão? Ah, o cão! Não é meu. Quando eu cheguei ele se aproximou, me cheirou e ficou do meu lado até você abrir a porta. Como você não falou nada e o deixou entrar, achei que fosse seu.

Para refletir

Que história interessante para se refletir sobre os pressupostos. Pode-se até pensar que isso é exagero, mas constantemente cometemos erros por pressupor coisas que na verdade não são a realidade. Pressupomos que o nosso colega entendeu tudo o que dissemos, que todos pensam da mesma maneira que nós mesmos, que o chefe sabe o que se passou em nossa família, que um companheiro sabe o que esperamos de determinado trabalho etc. cada pessoa tem uma forma de ver o mundo, de entender as coisas. Nunca conclua que algo é uma verdade por apenas ver de tal modo. Confiando em pressupostos, poderemos pôr em risco diversos trabalhos ou nos meter em grandes encrencas. No trabalho em grupo, isso é ainda mais importante. Deixe sempre clara a sua posição, qual é a competência e a tarefa de cada membro, como todos devem agir etc. Quanto mais nos comunicarmos, mais eficiente seremos.

Para discutir

- Algo semelhante à parábola já aconteceu em sua vida?

-No seu grupo de trabalho, que medidas são tomadas para melhorar a comunicação?

- O que pode ser melhorado?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

A Celebração da Eucaristia é ação simbólica

A celebração eucarística, como toda celebração litúrgica é uma ação festiva, realizada na gratuidade da fé e que se faz com palavras, gestos, ações simbólicas, ritos... “sinais sensíveis”. É isso que a torna diferente de outras tantas atividades pastorais como a catequese, a oração pessoal, o testemunho no dia-a-dia, o engajamento na missão e outras, necessárias à vida cristã. A celebração da Eucaristia é o mistério de nossa fé expresso numa linguagem simbólica e ritual. Comecemos conversando sobre a Liturgia como ação simbólica.

É um serviço que envolve todo o nosso ser, um trabalho comunitário feito com nosso corpo, usando todos os nossos sentidos, nossa mente, nosso coração, sentimentos e espiritualidade e, entrando em comunhão com a natureza, com os outros, com a historia, com a gente mesmo(a) e com Deus, numa relação consciente, gratuita, amorosa e portanto, de cumplicidade, como parceiros de uma aliança.

O que é um símbolo? O símbolo, do grego: sym-ballein = juntar, unir, ligar, é um objeto, um gesto, uma pessoa, uma palavra, um lugar, uma musica, uma ação... uma realidade visível que tem a força de nos ligar, nos unir com outra realidade ausente ou invisível, porem muito real.

O símbolo é algo que toca nossos sentidos, nossa corporeidade, nos lembra, traz presente uma realidade escondida e cheia de significado para nós. Ele nos permite vivenciar e nos comprometer com esta realidade invisível, espiritual, que transcende nossa razão, como o amor, a amizade, o acolhimento, o carinho, a solidariedade, a fé, a comunhão.

Pela encarnação do Verbo de Deus que tomou um corpo e habitou entre nós, as pessoas, lugares, gestos, objetos, e o próprio tempo... tornam-se símbolos, meios de comunicação, de convivência com o Senhor, de comunhão entre nós e Deus Pai. “Quem me viu, viu o Pai” diz Jesus.

Então, podemos dizer que a Liturgia é toda simbólica. Tudo que fazemos nela se refere e nos liga a Jesus Cristo e seu Reino.

Ele mesmo nos deixou a refeição, uma ação simbólica, um rito para que a realizemos sempre de novo, fazendo memória Dele. Reunir-se como irmãos, agradecer, comer e beber juntos e em seu Nome para participar da doação, da entrega de sua vida, morte e ressurreição até que seu Reino se estabeleça definitivamente entre nós. Esta é a celebração central de nossa vida cristã: a Eucaristia, a Missa como costumamos dizer.

Agradecendo, comendo e bebendo juntos, ficamos ligados a Jesus Cristo e vamos nos identificando com Ele, passando da morte para a vida e nos comprometendo com o seu projeto que é de vida abundante para todos.

Mas, para ser ação simbólica é preciso que o corpo, a mente e o coração estejam unidos, integrados e concentrados na ação, no gesto, na palavra, na pessoa...

Isto exige que abandonemos nossa mentalidade funcional, materialista, rubricista, e deixemo-nos tocar pelo mistério, pela realidade escondida que o símbolo vela e revela ao mesmo tempo, fazendo de cada rito um ato de amor, um encontro com o Senhor. Isto dispensa ficar explicando os símbolos ou falar sobre eles durante a celebração. Eles é que nos revelam, nos falam, nos possibilitam entrar e participar do mistério de nossa fé, que pela catequese, devemos conhecer, ser iniciados e aprofundar sempre mais.

É preciso também cuidar que os gestos ganhem autenticidade, não sejam apenas funcionais, mecânicos, rotineiros, mas, uma profissão autentica de nossa fé.

Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB

A exploração de Canaã – Números 13 e 14

Depois de ter atravessado o deserto, os israelitas chegaram aos limites de Canaã, a terra prometida. Moisés enviou doze homens para que averiguassem tudo o que pudessem. Os exploradores ficaram fora quarenta dias e voltaram com enormes cachos de uva, que tinham de ser carregados por dois homens.

Dez homens diziam: “É uma terra extraordinária de onde brota leite e mel! Mas os seus habitantes são muito fortes e não podemos atacá-los”. Mas dois dos exploradores, Josué e Caleb, disseram a Moisés: “A terra é muito boa e Deus está conosco. Vamos nos preparar para entrar sem medo na terra prometida!”

Naquela noite, no acampamento, as pessoas se sentiram muito infelizes. Tinham perdido a confiança em Deus e lamentavam ter deixado o Egito. Deus ficou muito irritado ao ouvi-los. Então disse a Moisés: “Vocês seguirão pelo deserto durante quarenta anos. Nunca colocarão os pés em Canaã, a não ser Josué e Caleb. Serão seus filhos que tomarão posse e desfrutarão esta terra”.

Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Sacramento do Batismo de crianças

A inscrição para o Batismo

A acolhida aos pais, que pedem o Batismo para seus filhos, deve ser vista pelo Pároco e sua Comunidade como um momento de rara importância pastoral. Devem ser recebidos, portanto, com a alegria própria de todo cristão. Haja para isso um local adequado e condigno, com dia e hora determinados, para esse momento.

No caso dos pais que, por razões justas, não podem inscrever seus filhos para o batismo no dia e hora determinados pela Paróquia, os mesmos devem ser acolhidos excepcionalmente, noutro momento, pelos agentes da Pastoral do Batismo, desde que previamente seja disso informada a Secretaria paroquial.

Recomenda-se a preparação de um folheto a ser entregue aos pais com todas as orientações sobre os passos que se devem dar neste processo de preparação batismal.

É de todo recomendável que o Pároco instrua e oriente a Secretaria paroquial a respeito da importância do Batismo para a vida cristã. Desta forma, ela se tornará apta para oferecer aos pais e padrinhos não apenas um alegre acolhimento, mas também todas as informações que se fizerem necessárias.

Estando a Paróquia dividida em pequenas Comunidades, a inscrição para o Batismo poderá ser feita na própria Comunidade. Isso servirá para valorizar ainda mais as famílias nas suas Comunidades de origem.

No caso de pais em situação matrimonial irregular perante a Igreja católica, compete ao Pároco recebê-los com aquela caridade pastoral que os anime a regularizar, o quanto possível, esta situação. Nesse trabalho a ajuda dos agentes da Pastoral do Batismo é de suma importância.

No caso em que não for possível a regularização da vida matrimonial, o batismo não deve ser negado e não falte a esses pais especial apoio da Comunidade Pastoral para que se disponham a levar uma vida condizente com a doutrina católica e assim possam oferecer garantias de que os filhos serão educados na fé cristã.

O mesmo comportamento deve ser assumido no caso de mães solteiras que pedem o Batismo para seus filhos.

Quando se tratar de pais, em situação matrimonial irregular, que pode ser sanada pela iniciativa dos mesmos, mas se recusam a fazê-lo, sejam eles motivados a adiar o batismo dos filhos, até que seja encontrada uma adequada solução.

Por serem de fundamental importância a cordialidade e a atenção neste acolhimento dos pais, as pessoas, que o atendem, devem ser devidamente preparadas para esse momento.

No ato da inscrição para o Batismo, os pais devem apresentar a certidão de nascimento da criança, a fim de que não haja discordância quanto a data e local do seu nome e do nome dos pais. Recomenda-se anotar o endereço dos pais da criança e os nomes e endereços dos padrinhos, para possibilitar o futuro acompanhamento.

Os pais devem ser, nessa ocasião, informados do dia, local e hora dos encontros de preparação e da importância de suas presenças.

Retirado do Livro Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental – Arquidiocese de Fortaleza

Domingo do testemunho de João Batista

A expressão “Cordeiro de Deus” lembra duas figuras bíblicas distintas, mas relacionadas: a do servo de Deus, anunciado pelo profeta Isaías, e a do cordeiro pascal, rito que está na origem do povo de Israel. Este nome que João Batista deu a Jesus encontrou grande aceitação nas comunidade dos discípulos e discípulas como anúncio do destino final do Cristo, o servo de Deus que vai tirar o pecado do mundo com o seu amor até o fim, até dar a própria vida, cordeiro vitorioso na ressurreição.

Nossa missão, como a de Jesus, abrange: tirar o pecado do mundo e batizar no Espírito Santo. Temos que vigiar sobre este “pecado do mundo”, que promove guerra, que aceita ver velhos e crianças sob o fogo cruzado de armas pesadas e que investe em armamentos muito mais do que necessitamos para resolver as questões sociais; este pecado que está na grande estrutura que rege as nações e está perto e até dentro de nossas vidas. Por isso, recebemos o batismo no Espírito não apenas na água. O Espírito de Jesus em nós e a força da sua ressurreição são as garantias que recebemos na luta contra o pecado do mundo.

É para lembrar disso que tantas vezes rezamos em nossas celebrações: “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, tem piedade de nós!” Hoje vamos centrar o nosso coração nas palavras desta oração, sabendo que só do alto pode vir a força para nos redimir do pecado e para exercer a nossa vocação de continuar a missão de Jesus.

A 1ª leitura, tirada do segundo cântico do Servo, reflete a expectativa do povo exilado na Babilônia de voltar à pátria. O Servo é chamado para exercer uma missão profética, universal, sendo luz das nações. O salmo ensina a cumprir a vontade de Deus, proclamando a sua justiça com fidelidade. Paulo, na 2ª leitura, saúda os cristãos de Corinto como apóstolo de Cristo. Mostra que a comunidade foi santificada e escolhida por Deus em Cristo mediante sua vida, morte e ressurreição.

Retirado da Revista de Liturgia

Dinâmicas de grupo – Boneco maluco: prova de confiança

Esta dinâmica pode ser feita durante o intervalo, como forma de descontração. Para início da dinâmica, forma-se uma pequena roda, com 7 a 8 pessoas. Uma pessoa é convidada a ficar no centro. Este vai fazer o papel de “boneco maluco”. De olhos fechados, esta pessoa deve ficar com o corpo bem rígido, os braços retos junto ao corpo e cair para algum lado, sem mover os pés do lugar. As pessoas que estão daquele lado deverão “aparar” o boneco e impulsioná-lo para alguma direção. Assim, o boneco maluco será balançado de um lado para o outro. É uma prova de confiança e coragem deixar-se cair e arremessar de um lado para o outro sem medo! Quando o “boneco maluco” já tiver provado sua coragem, troca-se de pessoa. Se o grupo for grande o suficiente, podem ser organizadas diversas rodas de “boneco maluco”.

Retirado do Livro Dinâmicas para encontros de Grupo – Ed. Vozes

Habilidades

Houve um encontro na floresta. Um pássaro, um peixe, um coelho e um pato estavam presentes. Depois de contarem as novidades, falarem sobre como andam as coisas, começaram a conversar sobre suas habilidades e o modo como cada um lida com as adversidades da vida. Como é previsível, cada um queria mostrar que era melhor e mais astuto que o outro.

O pássaro foi o primeiro:

-Quando um caçador se aproxima de mim, eu saio voando como um foguete muito veloz e potente. Rapidinho sumo da vista dele.

O peixe comentou em seguida:

- Toda vez que vejo um pescador se aproximando, eu começo a nadar com destreza e velocidade. Em segundos já estou em um lugar seguro.

O coelho, por sua vez, disse:

- Com minha astucia, assim que um caçador se aproxima, começo a correr. Corro como uma bala e vou para longe dele.

O pato, com ar de superioridade por achar que seus companheiros eram limitados, foi para o meio da roda e começou a dizer:

- Eu sou privilegiado. Se um caçador me perseguir, eu não terei o menor problema em despistá-lo. Eu posso voar como pássaro, posso nadar sobre as águas, e sei correr muito velozmente. Posso escolher qualquer saída, pois sou muito habilidoso em todos os aspectos.

A discussão continuava quando um barulho despertou a curiosidade de todos. Olharam para o lado e viram um caçador surgir em meio às árvores. Imediatamente o pássaro voou, o peixe nadou para o fundo do rio e o coelho saiu em disparada para longe. O pato com tantas habilidades, não decidiu a tempo e foi apanhado.

Para refletir

Primeiramente, para ser bem-sucedido não basta o conhecimento teórico. Não é suficiente estudar em uma ótima universidade, fazer cursos etc. É preciso ter senso pratico e adaptar-se a cada realidade. É preciso esforço e superação. Declarar-se o melhor não serve para nada se na hora do parto não se sabe como agir. Uma postura arrogante, de auto-suficiência, traz mais prejuízos do que benefícios. Talvez você não precise de ajuda na maioria dos trabalhos que realiza, mas uma hora ou outra vai precisar. Se tiver humildade para pedir ajuda, certamente terá êxito. Caso contrário, vai ficar só e não realizará o trabalho. Outro elemento da parábola é que, apesar de a sociedade atual exigir uma formação ampla, devemos ser muito bons em alguma coisa, em uma habilidade especifica, especialmente num mercado competitivo como o atual. É preciso se destacar em algo. Uma equipe é beneficiada exatamente quando junta o que cada um tem de melhor, e não quando todos fazem a mesma coisa. O líder deve saber extrair o melhor de cada um e utilizar as habilidades para o bem da equipe.

Para discutir

- Qual é a sua melhor habilidade?

- Que habilidades possui, mas não são muito bem desenvolvidas?

- Como você poderia aprimorar seu conhecimento para obter melhores resultados no que faz?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

Aparições de Nossa Senhora de Fátima - 1ª aparição do Anjo

Como que preparando as aparições de Nossa Senhora, em 1916, em plena Primavera, estando os três pastorinhos a brincar numa colina chamada Loca do Cabeço, apareceu-lhes um Anjo. Um jovem que aparentava ter entre 14 a 15 anos, tão branco como a neve, e de uma beleza divina. O relato da mais velha dos videntes, Lúcia, descreve assim os acontecimentos: "Andava eu com os meus primos Francisco e Jacinta a cuidar do rebanho e subimos a encosta em procura dum abrigo a que chamávamos a "Loca do Cabeço". Depois de aí merendar e rezar, alguns momentos havia que jogávamos e eis que um vento sacode as árvores e faz-nos levantar a vista para ver o que se passava, pois o dia estava sereno. Então começámos a ver, a alguma distância, sobre as árvores que se estendiam em direcção ao nascente, uma luz mais branca que a neve, com a forma dum jovem, transparente, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do Sol. À medida que se aproximava, íamos-lhe distinguindo as feições. Estávamos surpreendidos e meios absortos. Não dizíamos palavra. Ao chegar junto de nós, disse: – Não temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo. E ajoelhando em terra, curvou a fronte até ao chão. Levados por um movimento sobrenatural, imitámo-lo e repetimos as palavras que lhe ouvimos pronunciar: – Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Depois de repetir isto três vezes, ergueu-se e disse: – Orai assim. Os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas. E desapareceu. A atmosfera do sobrenatural que nos envolveu era tão intensa, que quase não nos dávamos conta da própria existência, por um grande espaço de tempo, permanecendo na posição em que nos tinha deixado, repetindo sempre a mesma oração. A presença de Deus sentia-se tão intensa e íntima que nem mesmo entre nós nos atrevíamos a falar. No dia seguinte, sentíamos o espírito ainda envolvido por essa atmosfera que só muito lentamente foi desaparecendo. Nesta aparição, nenhum pensou em falar nem em recomendar o segredo. Ela de si o impôs. Era tão íntima que não era fácil pronunciar sobre ela a menor palavra. Fez-nos, talvez, também maior impressão, por ser a primeira assim manifesta."
Retirado do Livro Memórias da Irmã Lúcia

Aparições de Nossa Senhora de Fátima

No dia 13 de Maio de 1917, três crianças (Lúcia de Jesus dos Santos (10 anos), Francisco Marto (9 anos) e Jacinta Marto (7 anos)) afirmaram ter visto "...uma senhora mais branca que o Sol" sobre uma azinheira de um metro ou pouco mais de altura, quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao concelho de Vila Nova de Ourém, Portugal. Lúcia via, ouvia e falava com a aparição, Jacinta via e ouvia e Francisco apenas via, mas não a ouvia. As aparições repetiram-se nos cinco meses seguintes e seriam portadoras de uma mensagem ao mundo. A 13 de Outubro de 1917 a aparição disse-lhes ser a Nossa Senhora do Rosário.

Os relatos destes acontecimentos foram redigidos pela Irmã Lúcia a partir de 1935, em quatro manuscritos, habitualmente designados por Memórias I, II, III e IV e transcritos com outras fontes para este artigo.

Aparições do Anjo

Antes das aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria em 1917, Lúcia, Francisco e Jacinta tiveram no ano anterior três visões do Anjo, Anjo da Paz ou Anjo de Portugal. Estas visões permaneceram inéditas até 1937, até Lúcia as divulgar, pela primeira vez, no designado texto Memória II. A narração é mais completa e o texto definitivo das orações do anjo é publicado na Memória IV, escrito em 1941. As aparições do Anjo em 1916, foram precedidas por três outras visões, de Abril a Outubro de 1915, nas quais Lúcia e outras três pastorinhas, Maria Rosa Matias, Teresa Matias e Maria Justino viram, também no outeiro do Cabeço, e noutros locais, suspensa no ar sobre o arvoredo do vale "uma como que nuvem mais branca que a neve, algo transparente, com forma humana. Era uma figura, como se fosse uma estátua de neve, que os raios do sol tornavam algo transparente". A descrição é da própria irmã Lúcia.

Retirado do Livro Memórias da Irmã Lúcia

Batismo do Senhor – Restaure meu povo

O tempo do Natal, tempo de manifestação de Jesus como Salvador para os pobres e para todas as nações, encerra com a festa do batismo e Jesus no rio Jordão. Jesus entra na fila dos pecadores que se deixam batizar por João Batista em sinal de conversão, preparando-se para a chegada do Reino iminente. Ele solidariza-se com a humanidade pecadora, perdida, afastada do caminho do Pai, longe do projeto inicial da criação. A voz do Pai o apresenta como o filho amado, como o Messias esperado, o Ungido, o encarregado de sua confiança para restaurar todas as coisas de acordo com o projeto de Deus. O Espírito vindo do céu pousa sobre ele, para que possa alegrar os pobres com boas notícias. O profeta Isaías aponta para um programa bastante audacioso: deverá levar o direito às nações; com firmeza, implantará a justiça, sem ceder às corrupções.

E nós, que fomos feitos uma só coisa com Jesus, pelo batismo na água e no Espírito, fazemos memória desta sua investidura como Messias. Participando, comungando o Cristo dinamicamente presente na comunidade reunida, na Palavra proclamada e no Pão e no Vinho servidos entre irmãos e irmãs, somos mergulhados misticamente no Jordão para sermos confirmados/as em nossa missão messiânica. Teremos hoje a coragem de entrar junto com Jesus na fila dos pecadores, reconhecendo nossa parte de responsabilidade na situação em que se encontra o mundo? Teremos hoje a coragem de perceber o céu se abrindo sobre nós e o Espírito descendo e pousando, como no dia de nosso batismo e confirmação, pronto para realizar em nós seu trabalho de transformação interior? Abriremos hoje o ouvido do coração para acolher a voz do Pai que ressoa sobre as águas e declara nossa mais profunda e intima identidade e missão: Tu és minha filha, tu és meu filho muito amado...? Fortalecidos/as e amparados/as pelo terno amor do Pai, assumiremos hoje com mais garra e alegria, com firmeza e convicção a tarefa ingente, difícil, complicada... de ‘restaurar’ o povo, de ser luz em meio a tantas dificuldades em todas as áreas da convivência humana? De abrir os olhos de tanta gente cega diante da destruição do planeta, diante do sistema econômico concentrador de renda, aumentando assustadoramente a desigualdade social, diante do descaso frente a milhões de pessoas perecendo na miséria, nas guerras, diante de tanta gente presa nas garras do sistema econômico, social, cultural?

Não é preciso gritar, levantar a voz feito marketing e propaganda, tantas vezes enganosa; palavras e gestos silenciosas, mas verdadeiros, costumam ser mais eficientes. Não podemos quebrar a cana rachada por causa de tanta desgraça e revés, o profundo respeito e a compaixão costumam ser remédio milagroso para muita dor, até mesmo para nossa própria. Devemos ter cuidado de não apagar a mecha que ainda fumega, é possível reavivar as centelhas de esperança e de vitalidade escondidas no coração de cada pessoa, inclusive dentro de nós mesmos/as. Quando o desânimo ameaça nos abater, por causa das injustiças sofridas, por causa do pouco resultado alcançado com nossos esforços, por causa das traições e exclusões de toda ordem... sentiremos hoje o Senhor nos tomando pela mão, confirmando sua presença, derramando por todo o nosso ser o óleo da alegria para continuarmos ‘fazendo o bem’, como fez Jesus?

Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB

Os dez Mandamentos – Êxodo 19 e 24

Depois de muito caminhar, os israelitas chegaram ao monte Sinai e acamparam em suas encostas. Uma nuvem densa cobriu a montanha e, pouco a pouco, se transformou em fumaça. Havia raios e trovões, o chão tremia e se escutava um som forte de trombeta. Todos no acampamento tremeram de medo. No alto da montanha, se ouvia a voz de Deus chamando Moisés para que subisse até o cume.

Deus entregou a Moisés duas tábuas de pedra com dez mandamentos para o povo. Deus mesmo os escreveu!

Os israelitas juraram cumprir tudo o que Deus mandou.

Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Sacramento do Batismo de crianças

A Pastoral do Batismo

A Pastoral do Batismo é um serviço de apoio, incentivo e colaboração que a Comunidade paroquial oferece aos pais, na sua missão de primeiros e principais educadores de seus filhos.

Importante ministério na vida de Igreja, a Pastoral do Batismo testemunha, anuncia e promove a vida humana em dignidade e liberdade. Procura abrir caminhos e espaços, integrando e promovendo a participação das famílias na vida e missão da Igreja para bem educarem seus filhos na fé cristã católica.

A Pastoral do Batismo tem assim por objetivo primordial promover a devida preparação para uma frutuosa recepção, celebração e vivencia do Sacramento do Batismo, de acordo com as Normas Pastorais contidas neste Diretório.

Os agentes da Pastoral do Batismo, em comunhão com o seu Pároco, preparem a inserção destes novos membros na vida eclesial. O acompanhamento deles é missão de toda a Comunidade Paroquial através das diversas pastorais existentes.

Responsáveis pela sagrada função de tornar o Sacramento do Batismo uma verdadeira fonte de novos cristãos, que se empenham com a vivência da fé recebida, os agentes da Pastoral do Batismo devem estar devidamente preparados por uma formação humano-religiosa, acolhendo e ajudando na formação cristã da família do batizando e na sua participação na celebração do Batismo.

Retirado do Livro Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental – Arquidiocese de Fortaleza

Domingo do Batismo do Senhor

O batismo de Jesus marca o início da sua vida pública. Solidário com o povo que busca, nas águas do Jordão, o batismo de penitência pregado por João Batista, Jesus se deixa batizar por aquele que preparou sua chegada. Ao sair das águas, o Espírito vem sobre Ele e uma voz, vinda do alto, declara: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”.

A 1ª Leitura nos fala do tempo em que o povo de Israel vivia em situação de exílio, o profeta Isaias procurou animar a fé falando de um servo de Deus que trazia consigo a missão de renovar a aliança e reconduzir os exilados. Estes poemas com a figura do servo ficaram conhecidos como cânticos do servo do Senhor. Hoje nós escutamos o primeiro cântico do profeta Isaias que procura encontrar uma palavra de Deus sobre a missão de Jesus e a nossa.

Segundo o costume do povo Judeu, era proibido ir à casa de alguém que não era Judeu. Inspirado por Deus, Pedro, que era judeu, vai até a casa de Cornélio, um não judeu. A salvação destina-se a todos os povos, pois Deus não faz distinção de pessoas, afirma a 2ª Leitura.

O Evangelho conta o primeiro acontecimento da vida pública de Jesus, São Mateus procura explicar porque Jesus se colocou no meio dos pecadores para ser batizado com eles no Jordão. Foi o início da Missão de Jesus.

O batismo no Jordão constitui, em primeiro lugar, uma revelação ou Epifania de Deus em Jesus Cristo. A voz do Pai se faz ouvir e Jesus foi declarado o Filho de Deus: “Este é meu Filho, em que ponho todo o meu agrado”.

Debaixo do céu aberto, Jesus recebe o Espírito e é consagrado para a missão. Ele é o servo da confiança de Deus, encarregado de estabelecer o reino.

Ele é a luz das nações, para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e do lugar de detenção os relegados às trevas.

Celebrando hoje a memória do dia em que Jesus foi batizado, nós também descemos com ele às águas e anunciamos as maravilhas daquele que nos chamou das trevas à sua luz.

Assim, participando deste cargo de confiança, a nós também é dada a possibilidade de ver o céu se abrindo e o Pai se manifestando a nós pelo seu Espírito Santo. É importante a gente se deixar batizar de novo, na dor, no sofrimento, na fidelidade.

Peçamos que o Espírito Santo crie em nós essa atitude de expectativa, esse desejo de ver, de ouvir a voz vinda do céu.

Atenciosamente,
Pe. Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima


 

Dinâmicas de grupo – Nó humano

Trata-se aqui de uma dinâmica apenas de descontração que pode ser feita antes ou depois do intervalo. Não é recomendada para grupos muito grandes. O ideal é para grupos de até 20 pessoas. Os participantes são convidados a caminhar junto no centro da sala. Todos devem tentar caminhar de tal maneira que formem um grupo cada vez mais junto. Quando todos já estiverem bastantes próximos uns dos outros, a coordenação pede que todos levantem os braços e tentem fazer um “bolo” de mãos no alto. Quando as mãos estiverem bastante juntas, cada mão deve segurar uma outra e não largar. Sem soltar as mãos, os participantes devem tentar ir se afastando para ver o que resultou: um círculo, dois círculos separados, um na... É surpreendente as figuras que as correntes de mãos formam. O exercício pode ser repetido diversas vezes ao agrado do grupo.

Retirado do Livro Dinâmicas para encontros de Grupos – Ed. Vozes

Sacramento do Batismo de crianças

Objetivo e conteúdo

O Diretório Pastoral do Batismo visa contribuir para a mudança de motivação das famílias católicas, quando pedem o Batismo para seus membros, bem como a Pastoral de Conjunto na Arquidiocese de Fortaleza.

Nele estão contidas Orientações Pastorais para toda a Arquidiocese de Fortaleza que permitam uma nova visão e uma melhor vivencia do Sacramento do Batismo e, com isso, um maior comprometimento de toda Comunidade eclesial na formação e acompanhamento dos novos cristãos católicos, a fim de que realizem o mandato do Senhor Jesus de serem “sal da terra e luz do mundo”!

Princípios Teológicos

A vida cristã tem no Sacramento do Batismo, o primeiro dos Sacramentos, a sua raiz e o seu inicio. Cristo o instituiu para que todos tenham a vida nova e o confiou à sua Igreja: “Ide, pois, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo quanto vos tenho mandado”.

O Sacramento do Batismo, necessário para a salvação, é a porta e o fundamento de todos os Sacramentos da Igreja. Quem não o tiver recebido, não poderá ser validamente admitido aos outros Sacramentos.

O Sacramento do Batismo liberta o batizando dos pecados, o regenera espiritualmente, o constitui filho de Deus por meio do Ministério da Graça e o configura a Cristo com caráter indelével, tornando-o participante do seu tríplice múnus: sacerdotal, profético e real.

O Sacramento do Batismo incorpora o batizando à Igreja e nela o constitui pessoa, sujeito dos direitos e deveres próprios de todo cristão.

Retirado do Livro Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental – Arquidiocese de Fortaleza

O maná e as codornizes – Êxodo 16

Os israelitas caminharam pelo deserto em busca da terra prometida. Depois de algum tempo, não tinham nada para comer e começaram a murmurar contra Moisés. Culpavam-no de tê-los tirado do Egito.

Deus ouviu as queixas e disse a Moisés: “Diga a eles que esta noite comerão carne a amanhã de manhã terão pão”. Naquela tarde, uma nuvem de codornizes caiu sobre o acampamento. De manhã, o campo apareceu coberto de finos grãos brancos.

Moisés disse ao povo: “Este é o pão que Deus nos envia”. Chamaram este alimento de maná e o comeram durante quarenta anos, até chegarem ao país de Canaã.
Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Epifania: Manifestação da ternura de Deus no mundo

Clima do Natal... A alegria invade nossos corações. Tudo respira festa. As casas, as ruas e as igrejas permanecem enfeitadas com símbolos natalinos. Partilhamos votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo. A paz parece ter encontrado a sua morada entre nós e construído a sua casa no mundo. Prolongamos visitas aos amigos e familiares. Preparamos confraternizações. Não nos casamos de ouvir musicas natalinas. Um desejo enraizado no coração nos faz cantar: “Glória a Deus e paz na terra aos homens de boa vontade”. Rezamos para que essa paz e essa harmonia perdurem por muito tempo ou que nunca se apague. O nascido em Belém é o Príncipe da Paz. Ele é a nossa salvação.

Natal e Epifania são duas festas que celebram o mesmo Mistério. No prefacio da Epifania rezamos: “Quando Cristo se manifestou em nossa carne mortal, vós nos recriastes na luz eterna de sua divindade”. Na oração sobre as oferendas da missa da noite de Natal rezamos: “Acolhei ó Deus, a oferenda da festa de hoje, na qual o céu e a terra trocam seus dons, e daí-nos participar da divindade daquele que uniu a vós a nossa humanidade”.

No Natal lembramos a manifestação do Senhor aos seus concidadãos, representados pelos pastores. Na Epifania voltamos nosso olhar para os outros povos e nações, representadas pelos magos.

A Epifania é a revelação da ternura do Deus que deseja salvar a todos. Contudo, ele só será salvação se a comunidade se colocar em sintonia com a salvação que é oferecida a todos.

Deus na sua bondade alimenta nossos sonhos de paz e oferece sinais. Os ninais de Deus não são os mesmo: os magos tiveram a estrela, Herodes teve a palavra dos magos, os judeus tiveram a Escritura. Deus continua falando de muitas maneiras. O importante é pôr-se em atitude de busca.

Os magos do Evangelho representam os povos que caminham ao encontro da Paz, que é o próprio Deus. Ele vem até nós em Jesus. Nós temos de nos colocar no caminho da procura. Essa procura não é fácil. Há momentos em que não vemos mais “a estrela”, não vemos os sinais de Deus e ficamos perdidos.

No Evangelho Jesus aparece como resposta ás expectativas do povo de Israel e de todos os povos. Os magos são os verdadeiros fiéis que adoram o Filho de Deus e antecipam a comunidade eclesial. Do nascimento de Jesus, segue o nascimento da Igreja, destinada a ser “uma multidão imensa, que ninguém podia contar, gente de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).

A Epifania retoma o Natal de Jesus celebrando a sua humanidade manifestada a todos os povos. Traz consigo a mística de que a salvação destina-se a todos: “Levanta-te e brilha, Jerusalém, olha o horizonte e vê. Sobre todas as nações brilha a glória do Senhor” (Is 60,1). Manifestamos hoje o Redentor de todos os povos e façamos deste dia a festa de todas as nações. Epifania é a festa da chegada da Paz para todos os habitantes da terra. É a festa do encontro da paz com as culturas, religiões e crenças.

Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB

Os cinco macacos

Um grupo de cientistas dos EUA desenvolveu diversas pesquisas, analisando a reação dos animais diante de diferentes estímulos. Uma das pesquisas consistia em ver como os macacos aprendiam a lidar com os problemas.

Inicialmente, colocaram cinco macacos em uma jaula. No centro da jaula, havia uma escada e, no topo da escada, deixaram uma banana. Toda vez que um macaco subia a escada para tentar pegar a banana, os cientistas jogavam um jato de água gelada nos macacos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ameaçava subir a escada, os outros agarravam e batiam nele.

Mais um tempo e nenhum dos macacos subia a escada, apesar de ficarem tentados com a banana que estava lá em cima.

A experiência deu um novo passo. Os cientistas tiraram um dois macacos da jaula e colocaram um novo. Desavisado, a primeira coisa que o novo macaco fez foi tentar subir a escada para pegar a banana. Imediatamente, os outros o puxaram e lhe deram uma surra. Tentou mais uma vez, e outra, mas sempre acabava apanhando. Desistiu da idéia, apesar de achar a banana muito apetitosa.

Algumas semanas depois outro macaco foi substituído. O mesmo acontecia. O macaco que nada sabia tentava subir a escada. Os outros o agarravam e batam nele. Depois de diversas tentativas, o novo macaco acabava aprendendo que não devia subir a escada.

O terceiro macaco foi substituído e o mesmo se repetiu. Os dois novos também ajudavam no espancamento, entusiasmados pelo grupo. P quarto e o quinto logo também deixaram lugar para dois novos macacos, e a situação se repetia. Era um tentar subir a escada e logo apanhava dos outros, até que parava de tentar.

Como todos os cinco macacos foram substituídos, nenhum deles sabia porque apanhava ou batia ao tentar subir para pegar a banana, tão apetitosa ali esperando ser comida. Se pudessem falar, certamente diriam:

- As coisas sempre foram assim aqui.

Para refletir

Assim como os animais, o ser humano realiza muitas ações impulsiva ou mecanicamente. Fazemos porque sempre foi assim, ou porque alguém nos mandou fazer assim, ou porque todos fazem assim. Muitas de nossas ações são baseadas em estímulos que recebemos de outros. Alguma vez paramos para pensar se as reações que temos em determinadas situações fazem sentido? Muitas empresas ou grupos não conseguem se desenvolver exatamente porque são incapazes de fazer as coisas de outra maneira, são incapazes de inovar, de quebrar paradigmas. Se as coisas eram feitas de determinada maneira no passado, não quer dizer que precisam continuar eternamente iguais. Os tempos mudam, as pessoas mudam, as situações mudam e por isso a maneira de agir também deve mudar. As equipes devem se conscientizar de que podem e devem fazer diferente. Devem adaptar-se constantemente. O comodismo só leva ao fracasso e é papel do líder evitá-lo.

Para discutir

-Na sua empresa/escola/grupo, existem coisas que você faz sem saber quando começaram a ser feitas de tal modo nem por que continuam a ser feitas assim?

-Como se pode superar o comodismo nas equipes?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus