Revisão de vida para 2012: Um meio de Cura e Libertação!

“Discerni o que agrada ao Senhor e não tomeis parte nas obras estéreis das trevas, mas, pelo contrário, denunciai-as.” (Ef 5, 10-11)

Foi esta a Palavra que o Senhor me deu enquanto eu estava rezando, para que ela seja a “Palavra Rema” do meu ano de 2012 naquilo que diz da minha missão!

E foi por isso que decidi escrever mais este artigo. Pois estamos quase finalizando mais um ano, faltam apenas poucos dias, e, os poucos dias que faltam, como sabemos, serão dias agitados por causas de todas as festas que virão…

Mas nós não podemos deixar que estes dias passem sem que façamos uma verdadeira revisão de vida! Uma revisão onde possamos rever todo o ano que se passou, aquilo que foram os nossos propósitos, aquilo que foram as nossas metas deste ano de 2011, o que conquistamos, o que foram as nossas vitorias, onde demos passos concretos, onde crescemos…Mas também tudo aquilo que foi contrário a tudo o que imaginamos: Nossos pecados, onde falhamos, onde erramos, onde fomos fracos e inconstantes; onde não demos passos e onde paralisamos no nosso caminho com Deus…

Com certeza foram tantas coisas que vivemos que precisamos de um tempo nosso com Deus, para conseguirmos pontualizar tudo isso…

É importante este tipo de revisão de vida! Pois somente sabe-se aonde quer chegar, quem sabe onde esta! Se você não sabe onde esta, muito menos saberá aonde quer chegar!

Revisão de vida é um passo de quem quer levar uma vida a sério com Deus; e por isso sabe que precisa parar um pouco para estar com Ele!

Talvez nesta revisão você precise buscar um sacerdote para se confessar; faça isso! Talvez verá que precisa ir ao encontro de pessoas que você magoou, ou feriu; pessoas na qual você precisar buscar reconciliação; então as busque! O importante em tempos de revisão de vida é ouvir ao Senhor que quer nos falar ao coração e nos conduzir…Não faça esta revisão de qualquer jeito, faça num clima de oração, buscando junto da Palavra do Senhor as direções que Ele tem para você! Talvez o Senhor faça com você aquilo que Ele fez comigo, me deu uma Palavra que irá reger a minha missão para o ano de 2012!

Mas não fiquemos somente no negativo que aconteceu, sei que tivemos muitas vitorias para celebrar, pois vivemos muitas lutas neste ano de 2011!

E desde já eu louvo ao Senhor, pois neste ano de 2011 Ele me concedeu duas maravilhosas graças: A graça do meu Matrimônio com a Jennifer, minha esposa; e a partir desta graça uma ainda maior, o nosso filho ou filha, que ainda não sabemos, pois minha esposa irá entrar no terceiro mês de gestação! Nada pode superar tão grande amor de Deus por mim neste ano; Louvado seja!

E quero também louvar ao Senhor pela sua vida, por você que nos acompanhou este ano pelo nosso Blog! Voce que comentou nossos artigos, que me escreveu, que contou um pouco da sua historia, das suas lutas; que partilhou um pouco das suas dores, dos seus sofrimentos e duvidas; das pessoas que eu pude pela graça de Deus ajudar, seja com uma palavra, seja com as minhas orações…Deus te abençoe, abençoe os seus propósitos, abençoes os passos que você dará, abençoe a sua família; e lhe conceda nesta ano que irá se iniciar a grande graça do derramamento do Espírito Santo; para que assim cheios do Espírito de Deus, constantes na oração, eu e você sejamos cada vez mais LIVRES DE TODO MAL!

Deus o abençoe e um Feliz 2012!
Retirado do Blog da Canção Nova

Domingo do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

Na 1ª Leitura, o povo estava passando por uma situação difícil. Todos os pequenos reinos do Oriente Médio, inclusive Israel, estavam sujeitos a expansão do Império Assírio. Todos sabiam que, em breve, estes reinos perderiam sua independência.

Na 2ª Leitura, escrevendo a Tito, Paulo dá uma série de conselho para ele coordenar bem a comunidade de Creta, que lhe foi confiada. Paulo apresenta o fato fundamental da vida e missão de Tito, e de todos nós cristãos. Ele nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.

O Evangelho nos mostra que podemos conhecer na fragilidade do filho de Maria “um Salvador, que é o Messias, o Senhor”. A memória da chegada de Jesus indica para nós o estilo do seu reinado.

É rei de paz e de justiça para os pobres. E os pobres o reconhece: os pastores vêm de longe e reconhece o seu pastor, os anjos dos céus entoam o glória e anunciam a paz sobre a terra.

O seu poder não se apóia nas forças aramadas, mas nasce do Espírito, pelo qual é ungido para evangelizar os pobres.

Nesta noite santa, invoquemos a paz para o mundo. Que haja paz entre as nações que estão em conflitos.

Que todas as pessoas que crêem em Deus sejam sinal da paz e da concórdia que Jesus anunciou com a sua vinda.

Unamos, então, nossa voz a todos os seres do universo para cantar glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra a todos que ele ama.

Continuemos anunciando a boa nova que é uma grande alegria para todos: nasceu para nós o salvador, que é o Cristo Senhor.

Atenciosamente,
Pe. Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima

É Natal

Nasceu para nós o Salvador!

O Natal é a celebração do amor de Deus. Ele nos encoraja para o compromisso concreto com a defesa e a promoção da vida, superando toda violência, aprofundando a justiça e a solidariedade e construindo a verdadeira Paz.

Confio à intercessão da excelsa mãe de Deus, a Virgem Maria, todas as lutas, sonhos e esperanças de nosso Povo por um mundo melhor.

No desejo de paz entre as populações, igrejas e religiões, nós estendemos nosso olhar sobre a humanidade, recordando que o Mistério da Encarnação, ora celebrado, nos impulsiona a levar o anúncio de paz aos corações, em todos os dias do Novo Ano.

Um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de alegria, de paz e de bênçãos de Deus.

A Virgem Maria e o esposo José, pai adotivo do Menino Deus, mais que ninguém, experimentaram em primeira pessoa a emoção e a trepidação pela Criança que nasceu. Não é difícil imaginar como passaram os últimos dias de espera, alimentando a emoção de abraçar o recém-nascido entre seus braços. Que sua atitude seja também a nossa.

Que o Menino Deus, ao nascer entre nós, não nos encontre distraídos ou dedicados simplesmente a decorar com luzes nossas casas, nossa ceia da noite de Natal. Preparemos em nosso coração uma digna morada para o Salvador que não encontrou lugar em nenhuma hospedaria de Belém, senão numa gruta, abrigo de pastores e dos animais que o acolheram com o seu calor na noite fria em que Deus se fez homem.

O pobre mundo de hoje cheio de violência e de morte, bem pode parar para se perguntar: a humanidade de nosso tempo ainda espera ou está interessada em acolher o verdadeiro Salvador, ou está interessada em promessas de políticos que não vivem para servir a quem representam? Muitos consideram Deus estranho a seus próprios interesses. Aparentemente não têm necessidade d´Ele, vivem como se Ele não existisse e, pior ainda, como se fosse um obstáculo que deve ser tirado de lado para poder realizar-se, porque preferem os atalhos da corrupção ativa e passiva e não a verdade e a justiça. Pobre homem contemporâneo que procura ser individualista, subjetivista, egoísta, para quem tudo é relativo, não se incomodando com o que alguém possa pensar sobre si.

A celebração do Natal do Senhor é a contemplação de Deus que se fez nômade pelas estradas do homem. O rei Davi quis construir uma casa estável para o seu Deus. E Deus lhe responde que sua permanente morada será um povo fiel à sua vontade. Ao longo dos séculos, para os cristãos foi sempre mais fácil construir templos de pedra do que construir comunidades viventes, testemunhas do evangelho. Antes, às vezes, a magnificência e a riqueza das igrejas foram o sinal da mundanidade, mais que a expressão artística da vitalidade e da fecundidade espiritual dos fiéis.

Não há dúvida que a comunidade cristã, nos modernos aglomerados urbanos, têm necessidade de novos espaços para encontrar-se reunida. Mas não é tudo. A verdadeira morada de Deus vivente é onde “dois ou três se reúnem em nome de Cristo” (Mateus 18,20).

A vocação essencial da igreja é missionária: caminhar com um Deus que em Cristo se fez para sempre nômade no meio de cada povo, raça, cultura. A tenda da “adoração em espírito e verdade” (João 4, 23) é continuamente construída na encruzilhada com os problemas e as tragédias, os sofrimentos e as esperanças da humanidade.

Também nossas igrejas de pedra devem sentir-se encruzilhadas para todos os transeuntes e pesquisadores de um futuro diverso. Assim todo homem e toda mulher e todo povo possa “habitar em sua casa e não seja perturbado e os iníquos não o oprimam” (2Samuel 7,10).

Com Cristo, coloquemo-nos todos no caminho da paz! Feliz Natal!

Cardeal Geraldo M. Agnelo
Retirado do Site da Comunidade Shalom

Alegrai-vos o Natal se aproxima

Para nós é um tempo de expectativa. Na verdade, o Natal, ao celebrar a Encarnação do Filho de Deus, assinala o início da salvação e a humanidade vê satisfeita a antiga promessa e conta já com o salvador.

Advento é tempo de fazer as contas, traçar metas à luz da Palavra. O que não foi possível neste ano, quero e preciso me esforçar para realizar no próximo. E que bom saber que o Senhor sempre nos dá uma nova chance, se nossas intenções são sempre retas, o Bom Deus nos ajudará nesta caminhada rumo ao céu. Em Deus tudo se refaz.

Um coração ansioso de profunda conversão, que se sente incapaz de se libertar do pecado, da mediocridade e das vaidades terrenas, anime-se a confiar no Salvador! Pois Ele virá para lhes infundir coragem, para apagar os fracos, para curar as feridas do pecado e dar a todos a salvação.

“Vinde Senhor, salvar-nos”. (Is. 35,4).

Então o que podemos fazer para encontrar a Deus?

É preciso ir ao Seu encontro com espírito de pobreza. Deus oferece ao homem a salvação e chama-o à santidade e à comunhão com Ele.

Todos os bens sublimes devem ser acolhidos com o coração humilde, até nos convencer-mos de que nada podemos sem a ajuda divina, mesmo que sejamos bem dotados de dons, de qualidades: tudo é D”Ele e para Ele.

Para ter-mos um coração pobre e humilde precisamos compreender que Jesus veio ao mundo e quis rodear-se de pobres e humildes. José e Maria descendentes da casa de David mas, tão pobres e ignorados que não houve lugar para eles na estrebaria…

Em vista desse acontecimento, o seu coração precisa estar bem preparado para acolhida do Deus-Menino que está pra nascer.

A ordem de Deus para esse tempo é esta:

“Abandonemos as obras das trevas, e vistamos as armas de luz” (Rom. 13,12)

Já é hora de desperta-mos do sono! A salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé.

Jesus Salvador vem para todos; mas, num coração cheio de amor próprio, não há lugar para O receber ou pelo menos, existe um lugar reduzido e mesquinho.

Só quem se aproxima de Cristo em pobreza de coração, Lhe oferece lugar capaz para invasão da Sua graça e do Seu amor e torna-se apto, em benefício próprio e de toda a Igreja, para receber a redenção, “a consolação de Israel”.(Lc. 2, 25).
Deus é bom e só no dar o que é bom. Só de Deus se recebe o poder e o querer.
Com carinho e orações,
Maria Rosângela
Retirado do Blog da Canção Nova

Natal: semear o Amor e colher a Paz!

O bem semeado gera frutos de alegria e paz. A manifestação espontânea de amizade dos rapazes desencadeou nele sentimentos de gratidão, ao ponto de imediatamente brotar do seu coração a inspiração de compor esta música. Da mesma forma, acontece conosco nesta via de mão dupla: semear o amor para colher a paz.

No tempo em que estamos, tudo nos leva à solidariedade; gestos concretos de amor e amizade. O Emanuel, “o Deus conosco”, não é apenas presente no meio de nós, mas nos foi dado de “presente”, para estar conosco, fazendo parte da nossa vida, do nosso cotidiano, nas nossas alegrias e tristezas, nos nossos trabalhos e descansos, em nossa vida inteira; pois: “O Poder de governar está nos seus ombros. Seu nome será maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz!” (Is 9,5)

É Ele, Jesus, que nos ama, nos salva, nos converte o coração, nos dá vida nova. É Ele que nos conduz, nos governa, nos aconselha, nos dá a Sua paz. É Ele que se encontra em cada pessoa que acolhemos, amamos e servimos. É o Emanuel, o Deus conosco, que nos ensina a semearmos a paz desde já

Jesus nos inspira a realizar gestos concretos de esperança e caridade! O Senhor nos dá criatividade. Prepare alguma coisa para você ter em mãos na hora que se deparar com uma criança carente, que não tenha a alegria de um gesto gratuito como o seu.

Há tanta coisa a fazer neste mundo tão necessitado da manifestação do amor dos filhos de Deus, que somos nós! Há tantas formas de semear a paz e a alegria nos corações cansados da dureza desta vida! Como “Deus ama quem dá com alegria”, e como o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, deixemo-nos usar por Ele neste tempo de Natal, semeando a Paz!

Retirado do Blog da Canção Nova

Espiritualidade: O mundo inteiro espera a resposta de Maria

Ouviste ó Virgem, que vais conceber e dar à luz um filho, não por obra de homem – tu ouviste – mas do Espírito Santo. O Anjo espera tua resposta: já é tempo de voltar para Deus que o enviou. Também nós, Senhora, miseravelmente esmagados por uma sentença de condenação, esperamos tua palavra de misericórdia.

Eis que te é oferecido o preço de nossa salvação; se consentes, seremos livres. Todos fomos criados pelo Verbo eterno, mas caímos na morte; com uma breve resposta tua seremos recriados e novamente chamados à vida.

Ó Virgem cheia de bondade, o pobre Adão, expulso do paraíso com a sua mísera descendência, implora a tua resposta; Abraão a implora, Davi a implora. Os outros patriarcas, teus antepassados, que também habitam a região da sombra da morte, suplicam esta resposta. O mundo inteiro a espera, prostrado aos teus pés.

E não é sem razão, pois de tua palavra depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, enfim, a salvação de todos os filhos de Adão, de toda a tua raça.

Apressa-te, ó Virgem, em dar a tua resposta; responde sem demora ao Anjo, ou melhor, responde ao Senhor por meio do Anjo. Pronuncia uma palavra e recebe a Palavra; profere a tua palavra e concebe a Palavra de Deus; dize uma palavra passageira e abraça a Palavra eterna.

Por que demoras? Por que hesitas? Crê, consente, recebe. Que tua humildade se encha de coragem, tua modéstia de confiança. De modo algum convém que tua simplicidade virginal esqueça a prudência. Neste encontro único, porém, Virgem prudente, não temas a presunção. Pois, se tua modéstia no silêncio foi agradável a Deus, mais necessário é agora mostrar tua piedade pela palavra.

Abre ó Virgem santa, teu coração à fé, teus lábios ao consentimento, teu seio ao Criador. Eis que o Desejado de todas as nações bate à tua porta. Ah! Se tardas e ele passa, começarás novamente a procurar com lágrimas aquele que teu coração ama! Levanta-te, corre, abre. Levanta-te pela fé, corre pela entrega a Deus, abre pelo consentimento. Eis aqui, diz a Virgem, a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra (cf. Lc 1,38).

São Bernardo, abade e doutor da Igreja, séc. XII.
(Das Homilias em louvor da Virgem Mãe, Hom. 4,8-9: Opera omnia, Edit. Cisterc. 4 [1966], 53-54).

4º Domingo do Advento - Domingo da mulher grávida

A 1ª Leitura nos mostrar que Davi queria construir um templo, mais Deus não aceita, pois quer morar no meio do povo que luta pela vida e por sua libertação. Deus reconhece a fidelidade de Davi e em troca promete construir Ele mesmo uma casa, que será para sempre.

Na 2ª Leitura, Paulo escreve aos romanos, dando graças a Deus que os confirma no seguimento de Jesus Cristo.

O Evangelho de Lucas apresenta o caminho de Jesus como o caminho que se realiza na história. Para percorrê-lo, o Filho do Altíssimo se fez humano, nascendo de uma mulher, trazendo para dentro da história o projeto de salvação que Deus havia prometido.

A narrativa do evangelho de hoje se chama anunciação, e este fato pode ser considerado o acontecimento central da vida de Maria. A resposta de Maria, o seu Sim, não representa apenas um ato de submissão à vontade de Deus, mas um consentimento ativo e responsável.

O diálogo do Anjo Gabriel com a Virgem Maria se articula em três momentos: a saudação e a mensagem; o anúncio da maternidade messiânica; e a revelação da divina, maternidade no anúncio.

Maria coloca uma dificuldade. Como isso acontecerá? Ela conceberá por obra do Espírito Santo, fonte de vida, que vai descer sobre Maria, e o poder de Deus Altíssimo vai cobri-la com a sua sombra. Aqui está o ato mais sublime, profundo, o grande mistério da história da salvação.

José e Maria são os grandes colaboradores do plano de Deus. Como Maria, na anunciação, aceitou a mensagem de Deus, também José aceita com fé o sinal.

Diante da descoberta da gravidez de Maria, José, qualificado como homem justo, têm diante de si duas alternativas que lhe passam pela cabeça. Uma seria afastar-se de Maria, fugir, não querer assumir a criança da qual ignora quem seja o pai, e a outra, expor Maria às formalidades da lei – o que não faria por está convencido da virtude de Maria.

Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é divino. Ele vai nos ensinar o projeto de Deus para que sejamos todos livres e vivos a fim de nos tornarmos o que Deus deseja. O nome Jesus significa: Deus salva.

Atenciosamente,
Pe. Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima

Nestes vale de lágrimas

“Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria.” (Sl 125, 5).

Esta é promessa de Deus para todos que caminhamos neste vale de lágrimas. Tenho irmãos e irmãs que são verdadeiros guerreiros, são como pára-raios. Parece que vem sobre eles todos os problemas, dificuldades, enfermidades, problemas familiares e etc… Estes homens e mulheres de Deus são verdadeiros guerreiros nesta caminhada peregrina neste mundo.

O bonito é ver que muitos destes sofrem, e mesmo triturados pelas provações continuam sorrindo, mesmo que entrem lágrimas. Isto é testemunho de vida para mim, porque vejo nestes corações a certeza de onde está sua esperança.

A certeza que estão semeando entres lágrimas, mas colherão com alegria. A recompensa celeste para estes será muito grande.

Se você está caminhando, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas. Irmão (a) aguenta firme! Porque “os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria.” Amém!

Retirado do Blog da Canção Nova

Construir a restauração na família

A coisa mais importante para se proteger um amor e restaurar um relacionamento é saber ouvir.

Sendo uma realidade dinâmica, o matrimônio está aberto à construção e também às feridas que machucam e atrapalham o crescimento da vida familiar. Algumas situações acabam sendo grandes possibilidades de ruptura, mas também podem se transformar em momentos de graça e de vida plena. É preciso aprender a construir a restauração da família.

É preciso assumir uma missão muito especial: a reconstrução, restauração e a recuperação de casamentos feridos e debilitados, que geram famílias estragadas, desunidas e machucadas.

Um dos elementos que precisam ser trabalhados, de modo correto e sereno, refere-se a tudo aquilo que provoca a raiva. A raiva é a emoção mais difícil de se trabalhar. Ela tende a tomar conta de nossas vidas, empurrar-nos e levar-nos a dizer e a fazer coisas que, em condições normais, provavelmente julgaríamos repugnantes e até inconcebíveis.

Na vida conjugal e familiar, a raiva tem um poder amplamente destruidor. Quando não resolvida, torna-se a ameaça número um dos relacionamentos. Quanto mais o tempo passa, mais grave torna-se o problema. A raiva não sara quando se casa. Se acontecer de se transformar em fúria – caminho natural da raiva não resolvida – ela não poderá mais ser controlada. Um dia, explode.

A raiva é como uma infecção que afeta a família inteira. Além de ser doença, é geradora de muitas enfermidades: violência física, psíquica e espiritual; depressão; alcoolismo e outras dependências químicas; comportamento agressivo; indiferença e distanciamento. Se não for resolvida adequadamente, a raiva não vai embora nem simplesmente desaparece. Ela se mantém escondida e vai se tornando cada vez mais venenosa com o tempo.

Quando domina uma família, a raiva provoca o distanciamento de todos os seus membros. Um passa a evitar o outro, e não se compartilham mais as emoções bonitas e renovadoras de esperança e de compromisso familiar. Desse silêncio pode nascer a indiferença, maior alimentadora da raiva ignorada e sufocada.

A raiva é até certo ponto natural na vida conjugal e familiar. Dificilmente uma família conseguirá conviver de modo tão harmonioso que nunca vá fazer a experiência de momentos geradores de raiva. E não adianta esconder o que se sente. O grande desafio é aprender a trabalhar com a raiva, aprender a expressá-la de forma construtiva.

Para trabalhar com a raiva, é necessário se perguntar: De onde vem minha raiva? Será que estou distorcendo ou aumentando as coisas, fazendo-as parecer muito maiores do que realmente são? É preciso aprender a se controlar e a se comunicar. Não alimentar a raiva com pensamentos negativos, hostis e melancólicos. Ninguém está sempre certo ou completamente errado. É preciso aprender a ceder de vez em quando.

Contudo, ninguém saberá ceder de vez em quando se não aprender a ouvir mais e a falar menos. A coisa mais importante para se proteger um amor e restaurar um relacionamento é saber ouvir. Quem não sabe ouvir jamais saberá se comunicar e nunca conseguirá experienciar uma intimidade profunda. Aprender a ouvir o outro é um mecanismo absolutamente necessário para vencer e superar a raiva. Saber ouvir fortalece o relacionamento, porque se aprende a valorizar o outro. Só quem sabe o valor que o outro tem aprenderá a ouvi-lo com amor e respeito.

Padre Léo
Retirado do Blog da Canção Nova

O verdadeiro sentido do Advento

Precisamos compreender o significado do Advento, que vem do grego parusia, que significa presença, chegada, presença iniciada.

Nesse significado "presença iniciada de Deus", o Todo-poderoso dá início ao mistério da redenção com Sua presença. Presença de Deus no mundo que já começou e presença que apenas começou, não consumada, a qual vem para dissipar as trevas do mundo e dos nossos corações. A presença do Cristo no mundo como Salvador.

Advento, a vinda do Senhor, já começada. Para levar o cristão a não ficar preso àquilo que passou, mas Àquele que virá. Nosso olhar deve estar voltado para o Senhor que vem.

Neste mistério do Advento precisamos ter uma posição ativa diante do Senhor e em preparação para Cristo fazer parte da nossa vida e vir ao nosso encontro. São Bernardo nos ajuda a compreender este mistério quando diz: “Este mistério é a revelação do próprio Deus em suas perfeições. É o plano concreto de Deus para a salvação do homem e a restauração do mundo todo em Cristo. Este plano é visto, não como um projeto hipotético, mas sim como um fato atual. É o Reino de Deus entre nós este mistério só pode ser conhecido por aqueles que penetram n'Ele, que acham seu lugar no Cristo Místico e por isso encontram o mistério realizado e preenchido em si mesmo”.

Por isso, este tempo é de penitência, mas com alegria predominante e não tristeza. Com a espiritualidade da esperança. Tempo de vigilância com lâmpadas acesas e preparados para a grande parusia.

Tempo de procurar os valores eternos, caminho de humildade, sobriedade, lealdade a liturgia e firmes na fé.

É de recolhimento interior de compunção, princípio da conversão, uma transformação, a metanoia.

Padre Reinaldo Cazumbá
Retirado do Blog da Canção Nova

13 de Dezembro: Aparições de Nossa Senhora

Ciclo Cordimariano.

Na terceira Aparição de Fátima, no dia 13 de Julho, anunciou Nossa Senhora :

- "Virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados".

A Devoção Reparadora dos Primeiros Sábados veio pedi-la em três Aparições nos anos de 1925,1926 e 1927.

No dia 10 de Dezembro de 1925 estando a vidente Lúcia, então Postulante das Religiosas de Santa Doroteia, na sua cela, em Pontevedra, Espanha, "apareceu-lhe a Santíssima Virgem e, ao lado, suspenso em uma nuvem luminosa, um Menino.

A Santíssima Virgem, pondo-lhe no ombro a mão, mostrou-lhe ao mesmo tempo um coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos.

Ao mesmo tempo disse o Menino :

- Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de Espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar".

Em seguida, disse a Santíssima Virgem :

- "Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfémias e ingratidões.

Tu, ao menos, procura consolar-me e diz que prometo assistir na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação, a todos os que, no Primeiro Sábado de cinco meses seguidos, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezem um Terço e me fizerem companhia durante quinze minutos, meditando nos 15 mistérios do Rosário com o fim de me desagravar.

O confessor a quem a vidente comunica esta Aparição, mostra-se reservado e reticente, e declara que a Superiora, não obstante a sua boa vontade de propagar esta devoção, nada pode sozinha.

No dia 15 de Fevereiro de 1926 aparece o Menino Jesus que lhe diz:

- "É verdade que a Madre Superiora, só, nada pode; mas, com a minha graça, tudo pode. E basta que o teu confessor te dê licença, e a tua Superiora o diga, para que seja acreditado, até sem se saber a quem foi revelado.

- Meu Jesus - insiste a vidente - muitas almas têm dificuldade em se confessar ao Sábado ; se Vós permitísseis que a confissão de 8 dias fosse válida ?

- Sim. Pode ser de muitos mais ainda, contanto que estejam em graça no Primeiro Sábado, quando me receberem; e que nessa confissão anterior tenham feito a intenção de com ela desagravar o Sagrado Coração de Maria.

- Meu Jesus, e as que se esquecerem de formar essa intenção ?

- Podem-na formar logo na outra confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tiverem de se confessar.

Uma dúvida preocupava Lúcia : Comunicar esta Aparição, não seria revelar o segredo que lhe tinham mandado guardar ?

- No dia 17 de Dezembro de 1927 - escreve a vidente ocultando-se na terceira pessoa - foi junto do sacrário perguntar a Jesus como satisfaria o pedido que lhe era feito: se a origem da devoção ao Imaculado Coração de Maria estava encerrada no Segredo que a Santíssima Virgem lhe tinha confiado.

Jesus com voz clara fez-lhe ouvir estas palavras :

- "Minha filha, escreve o que te pedem; e tudo o que te revelou a Santíssima Virgem, na Aparição em que falou desta devoção, escreve-o também; quanto ao resto do Segredo, continua o Silêncio".

A consagração da Rússia pediu-a Nossa Senhora numa esplendorosa visão na Capela das Religiosas Doroteias em Tuy, numa Hora-Santa das onze para a meia noite do dia 13 de Junho de 1929.

-"A única luz era a lâmpada. De repente, iluminou-se toda a capela com uma luz sobrenatural e sobre o altar apareceu uma cruz que chegava até ao tecto. Em uma luz mais clara, via-se na parte superior da cruz uma face de homem com o corpo até à cinta (Pai), sobre o peito uma pomba também de luz (Espírito Santo), e pregado na cruz o corpo de outro homem (Filho).

Um pouco abaixo da cinta, suspenso no ar, viam-se um cálix e uma hóstia grande, sobre a qual caíam algumas gotas de sangue que corriam pelas faces do crucificado e duma ferida no peito.

Escorrendo pela hóstia, essas gotas caíam dentro do cálix. Sob o braço direito da cruz estava Nossa Senhora com o seu Imaculado Coração na mão.

Sob o braço esquerdo da cruz, umas letras grandes como se fossem de água cristalina que corresse para cima do altar, formavam estas palavras :

GRAÇA E MISERICÓRDIA !

Compreendi que me era mostrado o mistério da Santíssima Trindade e recebi luzes sobre este mistério que me não é permitido revelar.

Depois Nossa Senhora disse-me :

- "É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os bispos do mundo, a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio".

Com esta Aparição fechou-se o grande prodígio das Aparições de Fátima.

Memórias da Irmã Lúcia

Natal, Tempo de Festa!

É Natal! Tempo especial em que cada cristão vive o nascimento de Jesus menino em nossas vidas. Natal quer dizer: nascimento. Nasceu uma luz, veio até nós e as trevas desapareceram. É Deus presente no meio de nós. Jesus quer que toda a humanidade viva na sua luz. Ele é a luz que brilha para todos.

“A luz de Cristo, que brilha na história e dissipa todas as sombras do pecado e da morte, esteja presente no seu dia a dia e fortaleça a esperança de todos na vitória da justiça e do amor!”. Diante do menino Jesus desejamos e reafirmamos o compromisso de acompanhar, rezar e vivenciar a espiritualidade natalina.

Aos paroquianos e devotos de Nossa Senhora de Fátima, um Santo Natal e um Abençoado 2012!

Pe. Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima

3º Domingo do Advento – Domingo da Alegria

Deus vem para Alegria dos Pobres! Deus vem para Alegria de Todos!

Na 1ª Leitura, o Profeta dirige-se aos que estão desanimados. Anuncia-lhes uma notícia encorajadora, cheia de esperança, capaz de levantar os que estão caídos.

Na 2ª Leitura, Paulo, ao receber notícias de que a comunidade de Tessalônica continuava fervorosa e ativa, apesar da perseguição, escreve esta carta para comunicar sua alegria e animar a fé dos irmãos. Por isso ele diz: estai sempre alegres! E daí graças em todas as circunstâncias, porque essa é a vontade do Senhor ao vosso respeito.

O Evangelho nos mostra que João Batista anunciava a proximidade do Messias. As autoridades estavam preocupadas. É o começo do conflito entre Jesus e aqueles que não se decidem por Ele.

O povo de Israel estava esperando o Messias, aquele que viria para ser o profeta, o novo Moisés que renovaria os prodígios do Êxodo.

A ação de João Batista chamou a atenção das autoridades dos judeus. Mandaram sacerdotes e levitas para perguntarem: quem é você? João poderia ter se aproveitado de sua fama, mas não fez.

João venceu a tentação de ocupar o lugar da pessoa que ele estava testemunhando.

Nossa missão hoje é continuar a missão de Jesus, é ser no meio das situações de hoje, a presença dele. Mas é preciso ter bem claro, dentro de nós, essa consciência do Batista. Não somos o Cristo.

Estamos na comunidade cristã, a serviço do reino de Jesus, mas não somos o reino. Por mais que realizemos a justiça no mundo, ainda não é a plenitude da manifestação do reino.

Resta ainda um longo caminho e é preciso estarmos nesta atitude de atenção permanente, para perceber esse alguém que está no meio de nós. Cristo está presente, ressuscitado na história.

É apontar onde Ele se manifesta, mesmo sabendo que estamos em pleno deserto e que sua revelação é seu triunfalismo. Nesta celebração o Senhor vem mudar os desertos que tornam áridas as nossas cidades e nossos campos, desertos na igreja e na vida de cada um de nós.

Ele vem nos consagrar e nos vestir com as vestes da salvação e fazer brotar dentro da nossa vida a justiça e a glória.

Atenciosamente,
Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima

Advento, tempo da Igreja missionária e peregrina

A liturgia com seu realismo e seus conteúdos põe a Igreja em um tempo de características e expressões espirituais: a espera, a esperança, a oração pela salvação universal. Preparando-nos para a festa de Natal, nós pensamos nos justos do AT (Antigo Testamento) que esperaram a primeira vinda do Messias.

Lemos os oráculos de seus profetas, cantamos seus salmos e recitamos suas orações. Mas nós não fazemos isto pondo-nos em seu lugar como se o Messias ainda não tivesse vindo, mas para apreciar melhor o dom da salvação que nos trouxe. O Advento para nós é um tempo real. Podemos recitar com toda verdade a oração dos justos do AT e esperar o cumprimento das profecias porque estas ainda não se realizaram plenamente; se cumprirão com a segunda vinda do Senhor. Devemos esperar e preparar esta última vinda.

No realismo do Advento podemos recolher algumas atualizações que oferecem realismo à oração litúrgica e à participação da comunidade:

- a Igreja ora por um Advento pleno e definitivo, por uma vinda de Cristo para todos os povos da terra que ainda não conheceram o Messias ou não reconhecem ainda ao único Salvador.

- a Igreja recupera no Advento sua missão de anúncio do Messias a todas as gentes e a consciência de ser "reserva de esperança" para toda a humanidade, com a afirmação de que a salvação definitiva do mundo deve vir de Cristo com sua definitiva presença escatológica.

- Em um mundo marcado por guerras e contrastes, as experiências do povo de Israel e as esperas messiânicas, as imagens utópicas da paz e da concórdia, se tornam reais na história da Igreja de hoje que possui a atual "profecia" do Messias Libertador.

- na renovada consciência de que Deus não desdiz suas promessas – confirma-o o Natal!- a Igreja através do Advento renova sua missão escatológica para o mundo, exercita sua esperança, projeta a todos os homens um futuro messiânico do qual o Natal é primícia e confirmação preciosa.

À luz do mistério de Maria, a Virgem do Advento, a Igreja vive neste tempo litúrgico a experiência de ser agora "como uma Maria histórica" que possui e dá aos homens a presença e a graça do Salvador.

A espiritualidade do Advento resulta assim uma espiritualidade comprometida, um esforço feito pela comunidade para recuperar a consciência de ser Igreja para o mundo, reserva de esperança e de gozo. Mais ainda, de ser Igreja para Cristo, Esposa vigilante na oração e exultante no louvor do Senhor que vem.

Retirado do Site da Comunidade Shalom

Imaculada: Ó Virgem, pela tua bênção é abençoada a criação inteira!

O céu e as estrelas, a terra e os rios, o dia e a noite, e tudo quanto obedece ou serve aos homens, congratulam-se, ó Senhora, porque a beleza perdida foi por ti de certo modo ressuscitada e dotada de uma graça nova e inefável. Todas as coisas pareciam mortas, ao perderem sua dignidade original que é de estar em poder e a serviço dos que louvam a Deus. Para isto é que foram criadas. Estavam oprimidas e desfiguradas pelo mau uso que delas faziam os idólatras, para os quais não haviam sido criadas. Agora, porém, como que ressuscitadas, alegram-se, pois são governadas pelo poder e embelezadas pelo uso dos que louvam a Deus.

Perante esta nova e inestimável graça, todas as coisas exultam de alegria ao sentirem que Deus, seu Criador, não apenas as governa invisivelmente lá do alto, mas também está visivelmente nelas, santificando-as com o uso que delas faz. Tão grandes bens procedem do bendito fruto do sagrado seio da Virgem Maria.

Pela plenitude da tua graça, aqueles que estavam na mansão dos mortos alegram-se, agora libertos; e os que estavam acima do céu rejubilam-se renovados. Com efeito, pelo Filho glorioso de tua gloriosa virgindade todos os justos que morreram antes da sua morte vivificante, exultam pelo fim de seu cativeiro, e os anjos se congratulam pela restauração de sua cidade quase em ruínas.

Ó mulher cheia e mais que cheia de graça, o transbordamento de tua plenitude faz renascer toda criatura! Ó Virgem bendita e mais que bendita, pela tua bênção é abençoada toda a natureza, não só as coisas criadas pelo Criador, mas também o Criador pela criatura!

Deus deu a Maria o seu próprio Filho, único gerado de seu coração, igual a si, a quem amava como a si mesmo. No seio de Maria, formou seu Filho, não outro qualquer, mas o mesmo, para que, por natureza, fosse realmente um só e o mesmo Filho de Deus e de Maria! Toda a criação é obra de Deus, e Deus nasceu de Maria. Deus criou todas as coisas, e Maria deu à luz Deus! Deus que tudo fez, formou-se a si próprio no seio de Maria. E deste modo refez tudo o que tinha feito. Ele que pode fazer tudo do nada, não quis refazer sem Maria o que fora profanado.

Por conseguinte, Deus é o Pai das coisas criadas, e Maria a mãe das coisas recriadas. Deus é o Pai da criação universal, e Maria a mãe da redenção universal. Pois Deus gerou aquele por quem tudo foi feito, e Maria deu à luz aquele por quem tudo foi salvo. Deus gerou aquele sem o qual nada absolutamente existe, e Maria deu à luz aquele sem o qual nada absolutamente é bom.

Nossa Senhora da Imaculada Conceição rogai por nós!
Padre Luizinho
Retirado do Blog da Canção Nova.

Natal: tempo de presépios

Certos sinais são importantes para fecundar o sentido que sustenta a vida. Vivemos um tempo especial. O Natal é rico em sinais, com uma força que vem da beleza, dos gestos de fraternidade e dos convites para compromissos de solidariedade. De novo, neste tempo, as praças atrairão multidões pela singularidade de sua ornamentação, com iluminações criativas, muita gente, novidades, festa.

As casas também são enfeitadas. Lojas e shopping centers recebem especial tratamento de beleza. Papai Noel ganha um destaque fora do comum, um realce que merece preocupação. O que acontece quando crianças entendem o Natal apenas como tempo de Papai Noel? O perigo se manifesta quando o sentido dessa figura [Papai Noel] se reduz ao interesse de ganhar um presente.

O sonho de ser presenteado pelo velhinho encantado é também um sinal que possui força de evocações. Mas esse sinal terno do Papai Noel não remete, pelo menos de forma mais direta, às raízes do sentido do Natal. Mais importante que entender que é tempo de ganhar presente, até com riscos de alimentar alguma mesquinhez, o que vale é aprender a lição de que o bom velhinho nasceu da tradição narrada a respeito de São Nicolau, bispo de Mira, na Lícia, hoje parte da Turquia.

O destinatário mais importante dos presentes era o mais pobre, aquele que também tinha o direito de experimentar alegrias, nascidas de gestos de solidariedade. Pode-se imaginar a revolução de valores que viveríamos caso fosse resgatado esse entendimento de Papai Noel. O Natal não seria tempo de se receber presentes, mas de oferecer e repartir mais. Nesta direção está o horizonte largo e de inesgotável riqueza presente no sinal mais importante deste tempo: o presépio.

As lições do presépio, entendidas e praticadas, ajudam a livrar, homens e mulheres, dos caminhos que estão desfigurando a sociedade. São ensinamentos que precisam ser resgatados nas praças, nas igrejas, nas casas e em todo lugar. A tradição dos presépios nasce em 1223, quando, depois da aprovação da Regra dos Frades Menores, São Francisco de Assis foi para o eremitério de Greccio (Itália), com o propósito de ali celebrar o Natal do Senhor. O santo italiano disse a alguém que queria ver, com os olhos do corpo, como o Menino Jesus, escolhendo a humilhação, foi deitado numa manjedoura. Assim, entre o boi e o jumento, foi celebrada a Santa Missa de Natal, ainda sem estátuas e pinturas. Esse acontecimento foi a inspiração para, mais tarde, o Natal ser representado por meio do presépio, que simboliza a Encarnação de Jesus Cristo, o Verbo de Deus. A retratação do amor misericordioso de Deus na Encarnação do Filho Amado, o Redentor, no presépio, faz desta arte, nas mais diversas modalidades e com a inteligência de criatividades interpelantes, um ensinamento da mais alta importância. O presépio se torna assim um patrimônio da cultura e da fé popular. Esta retratação remete, pois, ao núcleo mais genuíno do sentido autêntico do Natal. O presépio, pela arte e pela beleza, mesmo pela simplicidade e pobreza, tem força para propagar o Evangelho com um entusiasmo singular, capaz de atrair toda atenção para Jesus, a Pessoa que é a razão insubstituível das festas natalinas.

A arte do presépio, de miniaturas a imagens em tamanho normal, com a riqueza dos personagens, da singeleza nobre das figuras de José e Maria venerando o Menino Deus, pode e deve tocar os corações. A celebração do Natal se torna consequentemente uma festa da interioridade sem eliminar, absolutamente, o que luzes, sons e enfeites significam na beleza amorosa deste tempo. Não se pode abrir mão do presépio, sinal que remete a Cristo.

Jesus deve ser e estar no centro do Natal, sem prescindir de tantas outras coisas que compõem e dão graça especial a este tempo. Vale recuperar e investir na armação de presépios, nas casas, nas igrejas e nos lugares públicos. Uma oportunidade para os pais exercerem a catequese dos filhos, reavivando no próprio coração as lições insubstituíveis aprendidas com Cristo. Assim, o tempo do Natal, respeitando seu genuíno sentido, torna-se época especial de aproximação. Passa-se a viver um encontro que transforma corações e superam-se descompassos como a corrupção e a mesquinhez de ter só para si. O presépio ajuda a dar estatura a quem só tem tamanho, fazendo brotar a sabedoria emoldurada por serenidade, um presente para quem contempla esse sinal e aprende o sentido de sua lição.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Retirado do Blog da Canção Nova

A força do perdão

Ao tratarmos o tema do perdão dentro do dinamismo da vida cristã, precisamos reconhecer que não é fácil perdoar, porém, não é impossível, mas, extremamente necessário. Quando tomamos consciência da força destrutiva do ressentimento, das mágoas, dos rancores, enfim, de todos os maus sentimentos que norteiam os relacionamentos feridos e mal resolvidos, passamos a entender que tal resolução [perdão], tendo por referência essencial o amor de Deus e não a ferida, não é opcional para os que anseiam o céu, mas uma condição primordial de salvação.

A Sagrada Escritura é composto de vários textos que tratam sobre a importância do perdão: “Pois, se perdoardes aos homens os seus delitos, também o vosso Pai celeste vos perdoará; más se não perdoardes aos homens, o vosso Pai também não perdoará os vossos delitos” (Mt. 6, 14). Segundo o expressar desse texto bíblico, não perdoar significa perder o perdão de Deus, ou seja, apartar-se da Misericórdia Divina.

Tendo em vista que perdoar significa não guardar mais o mal, quem não perdoa faz comunhão com as trevas, com o mal. E como somos chamados a viver em comunhão com a bondade, e o valor da nossa eleição está na contínua abertura ao amor, tocar nesses sentimentos mal resolvidos é uma necessidade da alma! Pois, a história da humanidade demostra claramente que a resposta da vida é fruto do que reina no coração. Diante de tal questionamento, respondamos: O que tem reinado no meu íntimo?

O ressentido é refém dos acontecimentos, da história ferida, dos seus “vitimalismos” e razões altamente justificadas. O segredo da liberdade e da vida na graça de Deus é ver e rever a ferida no amor, no Amado de nossas almas, pois somente nessa perspectiva a cura do coração será total.

Agir contrariamente a essa verdade significa pôr em jogo a própria salvação, porque o Reino dos céus é para os misericordiosos. É a ordem do amor que coloca a vida na dinâmica das bem-aventuranças: “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7). Ou seja, uma operação concreta de perdão nos relacionamentos rompe definitivamente com as trevas dos maus sentimentos.

No livro do Eclesiástico encontramos um forte exemplo de como devemos nos comprometer com a verdade salvífica do perdão: “Perdoa ao teu próximo o mal que te fez, e teus pecados serão perdoados quando o pedires. Um homem guarda rancor contra outro homem, e pede a Deus a sua cura! Não tem misericórdia para com o seu semelhante, e roga o perdão dos seus pecados! Ele, que é apenas carne, guarda rancor, e pede a Deus que lhe seja propício! Quem, então, lhe conseguirá o perdão de seus pecados? Lembra-te do teu fim, e põe termo às tuas inimizades...” (Eclo 28, 2-6).

É muito cruel pensarmos que as inimizades não resolvidas nesta vida terrena nos levarão à eterna inimizade com Deus, isto é, ao inferno. Sofrer com tais sentimentos nesta vida e ainda por cima sofrer eternamente pela falta de decisão no amor e no perdão é muito entristecedor!

A conversão pelas vias do perdão é o caminho da alegria, da vida de Deus, de um trilhar santificante, libertador e salvífico! Um interior saudável e revelador de eternidade é o resultado desse processo íntimo de conversão e reconciliação, na força do amor e do perdão. Contrariamente a esse processo, constatamos facilmente o fruto colhido na vida daqueles que não decidiram pela misericórdia, permitindo então o reinado dos maus sentimentos: desânimo, tristeza, amargura, frustração, angústia, negativismo, murmuração, revolta, raiva, ira, impulso autodestrutivo, vingança, egoísmo, autopiedade, entre outros. Por isso, olhemos para o nosso íntimo e tomemos a decisão que nos reconcilia com Deus e os irmãos, decidamo-nos pelo céu, pelo amor e pelo perdão! Sigamos o conselho do livro do Eclesiástico: “[...] Lembra-te do teu fim, e põe fim às tuas inimizades...” (Eclo 28, 6a).

Padre Eliano Luiz Gonçalves, sjs. (Fraternidade Jesus Salvador)
Retirado do Blog da Canção Nova