Metas para o Ano Novo

Você já traçou suas metas para o Ano Novo? Não??? Então aqui vão algumas dicas....

Paz e Bem!!!


Feliz 2011!!!

Irmãos,

2010 está de partida. Você já fez sua reflexão? Pensou em tudo o que aconteceu, onde você acertou e onde você errou? Onde você poderia ter sido melhor? Pensou nas pessoas que você magoou de alguma forma? Você pediu o perdão? E as pessoas que magoaram você? Foram perdoadas?

Este é o momento de rever todas as nossas atitudes e melhorar com elas. Como diz a musica: “A menor intenção de ser melhor, já é amor”. Façamos uma faxina em nossa alma, vamos entrar no ano que se inicia com o coração vazio dos sentimentos ruins e cheio de amor e da graça do Pai. Peça para que o Espírito Santo desça sobre você e inunde sua alma com a água viva.

Trace as suas metas e objetivos para 2011, eles o ajudarão a conquistar suas vitórias ou pelo menos o manterão focado em vencer. E o mais importante, buscai as coisas do alto.

Então é isso, um feliz 2011 e que Deus abençoe este ano que teremos pela frente, que seja um ano de muito amor e muita paz!

Paz e Bem!!!

Folha em Branco

Certo dia um professor estava aplicando uma prova e os alunos, em silêncio, tentavam responder as perguntas com uma certa ansiedade.

Faltavam uns quinze minutos para o encerramento e um jovem levantou o braço e disse: professor, pode me dar uma folha em branco? O professor levou a folha até sua carteira e perguntou-lhe porque queria mais uma folha em branco, e o aluno falou: eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez.

Apesar do pouco tempo que faltava, o professor confiou no rapaz, deu-lhe a folha em branco e ficou torcendo por ele. A atitude do aluno causou simpatia ao professor que, tempos depois, ainda se lembrava daquele episódio simples, mas significativo.

Assim como aquele aluno, nós também recebemos de Deus, a cada dia, uma nova folha em branco. E muitos de nós só temos feito rabiscos, confusões, tentativas frustradas e uma confusão danada... Outros apenas amassam essa nova página e a arremessam na lixeira, preferindo a ociosidade, gastando o tempo na inutilidade.

Talvez hoje fosse um bom momento para começar a escrever, nessa nova página em branco, uma história diferente, visando um resultado mais feliz.

Assim como tirar uma boa nota depende da atenção e do esforço do aluno, uma vida boa também depende da atenção e da dedicação de cada um.

Não importa qual seja a sua idade, a sua condição financeira, a sua religião... Tome essa página em branco e passe sua vida a limpo. Escreva, hoje, um novo capítulo, com letras bem definidas e sem rasuras. E o principal: que todos possam ler e encontrar lições nobres. Não se preocupe em tirar nota dez, ser o primeiro em tudo, preocupe-se apenas em fazer o melhor que puder.

Pense que mesmo não tendo pedido, Deus lhe ofereceu uma outra folha em branco, que é o dia de hoje. Por isso, não se permita rabiscar ou escrever bobagens nesta nova página, nem desperdiçá-la.

Aproveite essa nova chance e escreva um capítulo feliz na sua história. Use as tintas com lucidez e coragem, com discernimento e boa vontade. Não poupe as palavras: dignidade, amizade, fraternidade, esperança e fé. Assim, ao terminar de escrever esse novo capítulo da sua vida, você não verá rasuras nem terá que reescrevê-lo em tempo algum, porque foi escrito com nobreza e sabedoria.

Pense nisso! Aproveite este dia e ame com todas as forças do seu coração, sem restrições, sem ver defeitos ou tristezas. Conjugar o verbo amar é escrever uma história feliz.

Não espere que a melhoria, a prosperidade e o bem-estar caiam do céu milagrosamente, sem fazer força. Tudo tem o preço da conquista, da busca, da participação, do esforço.

São muito potentes os talentos que você dispõe, ainda não explorados pelo seu pensar e sentir, e muitas são as suas possibilidades de crescer e conquistar o que mais quer ou precisa, chegando à felicidade. Basta que não amasse nem rabisque de forma inconseqüente essa página em branco, chamada hoje.

Autor desconhecido

Dinâmicas de grupo – Viagem pelo tempo: passado, presente e futuro

Esta dinâmica é recomendada para os grupos onde os participantes se conheçam minimamente entre si. O objetivo da dinâmica é fazer, por um lado, despertar a memória e, por outro, despertar a curiosidade dos participantes. É mais recomendável que a dinâmica seja realizada antes de liberar o grupo para a pausa e de preferência para as mais longas. Para o inicio do exercício, os participantes são convidados a ficarem numa posição que todos possam se ver mutuamente. Os participantes podem estar sentados ou de pé. O coordenador convida todos para uma viagem no tempo: no passado, no presente e no futuro. Cada um vai ter que dizer o que vê no seu passado, o que está vendo no seu presente e o que prevê para o futuro. Não devem ser, porém, contadas histórias, mas apenas ser apontados fatos, locais ou objetos. Estes devem ser ditos de tal modo que outras pessoas que conheçam estes fatos, locais ou objetos possam viajar também no tempo. A dinâmica fica mais interessante se as pessoas escolherem para dizer coisas que estejam relacionadas com outros participantes presentes e que sejam engraçadas. Um após outro, os participantes são convidados a fazer, em voz alta, a sua viagem no tempo. Para caracterizar passado, presente ou futuro podem ser ditas mais de uma coisa, mas deve-se evitar que as pessoas sejam prolixas. Quando todos já tiverem falado, os participantes são liberados para a pausa e a viagem será certamente motivo de conversa na mesma.

Retirado do Livro Dinâmicas para Encontros de Grupo – Ed. Vozes

Maravilhas do Mistério do Natal

Um dos maiores prazeres que sinto é o de sair para o sertão e, lá, de noite, contemplar o céu estrelado. É algo realmente encantador... São milhões e milhões de estrelas e astros... Quem será capaz de contá-los? E fico imaginando também a imensidão do espaço. Até aonde vai? Aonde termina? Se é que em algum lugar termina... As distâncias nem podem ser mais contadas em quilômetros, mas em anos-luz. O que é um ano luz? É a distância que um raio de luz percorre durante um ano numa velocidade de 300.000Km por segundo. E temos estrelas a 100.000 anos-luz de distancia daqui, e até muitíssimo mais!... Galáxias a milhões de anos-luz... Dizer que esse universo é imenso é muito pouco!... E o nosso “planeta terra” neste contexto? Proporcionalmente falando, não passa de um minúsculo grãozinho de pó. Menor ainda!... E sobre ele rastejam esses “micro-organismos” chamados seres humanos, que somos nós.

De repente, descobrindo-me tão pequeno no meio desta imensidão cósmica, lembro-me do Natal e levo como que um susto. Mas, no embalo deste susto, também mergulho numa contemplação que “me faz cócegas na alma”. Lembro-me que o Verbo eterno, criador de tudo isso, se faz pequenino, muito pequenino, micro-pequenino sobre este nosso chão pequeno. Aqui, por obra do espírito Santo, torna-se um embriãozinho humano no seio da Virgem Maria. Depois, após longos meses de carinhosa gestação, a criança vem à luz, frágil como toda criança, dependente dos cuidados da mãe. Alias, não teve nem mesmo um lugar para nascer. Foi nascer num estábulo, deitado sobre as palhas de uma manjedoura, entre o boi e o burro. Ei-lo: o Verbo criador deste universo infindo, feito mínimo do mínimo, micro-pequenino sobre este minúsculo planeta terra... É muita humildade! É amor demais por nó que, em nosso orgulho, nos rebelamos contra Ele.

O Verbo eterno de Deus criador, subsistindo na condição de Deus, se abaixa à condição de um simples ser humano, feito servo de todos e, desta maneira, vem nos resgatar a “cidadania” divina que havíamos perdido... O Verbo eterno se faz nosso irmão e, desta maneira, podemos agora sentir Deus como nosso “parente” mais próximo, ou seja, nosso Pai. Conseqüentemente, na qualidade de filhos e filhas de Deus, sentimo-nos também “parentes”, os mais próximos, uns dos outros, irmãos e irmãs, irmanando-nos todos na busca da paz. E então cantamos: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados” (Lc 2,14).

Por isso a Igreja, na voz do ministro que preside a celebração litúrgica da festa de Natal, reza com alegria e confiança: “Ó Deus, que admiravelmente criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, daí-nos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade...”, e o povo todo responde com entusiasmo: “Amém”.

Depois, na Liturgia eucarística do mesmo dia, diante de Deus, nosso Pai santo, a Igreja também proclama: “Por ele, realiza-se hoje o maravilhoso encontro que nos dá vida nova em plenitude. No momento em que vosso Filho assume nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade: ao tornar-se ele um de nós, nós nos tornamos eternos”.

Enfim, depois de participarmos neste dia da entrega maior de Jesus pela nossa salvação, isto é, depois de participarmos do seu mistério pascal na divina Eucaristia, depois que recebemos o seu corpo entregue e o seu sangue derramado, sob as espécies de pão e vinho, então a Igreja faz esta belíssima oração: “Ó Deus de misericórdia, que o Salvador do mundo hoje nascido, como nos fez nascer para a vida eterna, nos conceda também sua imortalidade. Por Cristo, nosso Senhor”. E todos respondem de novo com confiança renovada: “Amém!”.

Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB

A flauta mágica

Muitas pessoas vão à África para caçar, apesar de ser uma pratica desprezível. As savanas são um excelente local para se encontrar animais selvagens. É um tanto perigoso, por isso um caçador procurou a ajuda de um feiticeiro para facilitar-lhe o trabalho.

Depois de algum tempo e diversas tentativas, o feiticeiro encontrou a solução para ajudar o caçador. Criou uma flauta mágica. Ao ser tocada, a flauta emitia um som mágico e fazia com que os animais, por mais ferozes que fossem, dançassem. Isso facilitava muito para o caçador acertar o alvo.

Entusiasmado com a flauta, o homem convidou alguns amigos e organizou uma viagem para as savanas. Logo no primeiro dia, o grupo encontrou um tigre faminto. O tigre se aproximava quando o caçador começou a tocar a flauta. Imediatamente o tigre começou a dançar e levou um tiro. Pouco tempo depois, alguns quilômetros à frente, o grupo foi surpreendido pelo salto de dois leopardos. Estavam a poucos metros deles. Mas, logo que o caçador começou a tocar a flauta mágica, os leopardos começaram a dançar e foram facilmente mortos. Assim aconteceu nos dias seguintes. Sempre que encontravam um animal feroz, tocavam a flauta e o bicho ficava mansinho, virando alvo fácil.

Quase no fim da jornada, quando já pensavam em arrumar as coisas para deixar o país, os caçadores avistaram um leão. Como não haviam caçado leão ainda, quiseram ir atrás dele. Quando se aproximaram, um dos caçadores começou a tocar a flauta, mas nada aconteceu. O leão não começou a dançar, e pior, vinha na direção deles. Já em desespero, o caçador tocava todas as notas que sabia, soprando o mais forte que podia, mas o leão não se deteve. Avançou e devorou os caçadores.

De cima de uma arvore, um pássaro que há dias acompanhava o grupo pensou:

- Eu sabia que eles iam se dar mal quando encontrassem um surdo.

Para refletir

Soluções mágicas não existem na vida real. Assim como não existe uma resposta única para todos os problemas. Mesmo quando pensamos ter achado a solução perfeita, ela pode nos iludir e nos por em alguma fria. Cada situação exige uma resposta diferente. Cada questão tem elementos próprios que devem ser meditados e levados em consideração para se encontrar a solução mais adequada. Um bom líder deve ter muito claro que não pode conduzir sua equipe apenas baseado em respostas prontas, em solução “mágica” que deram certo no passado. Quando algo imprevisto surgir, ele deve saber como reagir. Caso contrário, o líder e toda a sua equipe serão devorados pelo “leão”, pelos concorrentes, pelo problema em questão.

Para discutir

-Em que se baseiam as suas decisões e julgamentos?

-Você tem consciência da realidade que lhe cerca e de todos os imprevistos que podem surgir?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

Oração pela família

Senhor Jesus Cristo, abençoai nossas família, e ficai sempre conosco nesta hora tão difícil de nossa historia.

Senhor Jesus Cristo, ensinai-nos a rezar! Abri nossos corações ao perdão e à compreensão, afastai de nossos lares o perigo da separação e do divorcio e fazei-nos viver na unidade e no amor.

Vossa Mãe era “serva do Senhor” e sempre guardava vossa palavra: que assim sejam todas as mães cristãs.

Vosso pai era “homem justo”, porque vivia de fé e de esperança: que assim sejam todos os pais cristãos.

Vós crescíeis em sabedoria, idade e graça: que assim cresçam todas as crianças cristãs!

Senhor Jesus Cristo, que todos os habitantes da terra se encontrem reunidos na vossa Igreja, formando uma só Família, no amor do único pai. E assim seja!”

Domingo da Sagrada Família

Na Festa da “Sagrada Família de Nazaré” celebramos também a nossa família, que hoje passa por importantes transformações e crises. Tais situações de conflito acabaram por abalar a estrutura e até mesmo o significado do pequeno berço social em que toda pessoa nasce e cresce.

O evangelho ressalta que a presença constante de Deus Pai protege a vida e a missão de seu Filho, rejeitado pelos poderosos desde seu nascimento. Herodes sente-se ameaçado pela Boa Nova da salvação, trazida pelo Messias Salvador. Ele determina que todos os recém-nascidos sejam mortos. Deus age através de José, iluminando-o para que se deixe conduzir pelos sinais de vida. Realiza-se em Jesus, desde a infância, a experiência do povo de Israel: Ele vai para o Egito, como o patriarca José e seu exílio no Egito evoca o Êxodo. Do Egito chamei o meu filho. Deus chama Jesus do Egito para formar um novo povo através do seu ministério na Galiléia. A 1ª leitura é um texto sapiencial que trata das relações familiares cotidianas. Acentua o dever de honrar e respeitar os pais, socorrê-los e compadecer-se deles na velhice. A fidelidade ao quarto mandamento do Decálogo, “honrar pai e mãe”, assegura felicidade e alegria. Na 2ª leitura, o apelo é para nos revestirmos dos sentimentos de Jesus Cristo, deixando que a sua palavra habite em nós com abundância. É necessário revestir-se, sobretudo do amor, pois é o vínculo da perfeição que nos une fraternalmente.

Retirado da Revista de Liturgia

Natal do Senhor

Lucas situa o nascimento de Jesus na história, no tempo do imperador romano César Augusto. O fato histórico tem sentido teológico: ao nascer o Menino, Maria o envolve em faixas e o coloca numa manjedoura, da mesma forma, em sua morte, é envolvido em faixas e colocado num sepulcro. Já no presépio é reconhecido como Senhor, título dado ao Ressuscitado. Um menino, nascido na pobreza e humildade, é oferecido como sinal de esperança e salvação aos pastores e é anunciado pelo anjos como na ressurreição. Assim, o nascimento de Jesus Cristo é narrado à luz de sua morte e ressurreição. Jesus, portador da paz, como plenitude de bens para o povo, realiza plenamente a profecia da 1ª leitura. O povo de Israel, no norte, encontrava-se na escuridão, nas sombras da morte por causa, sobretudo, da dominação e opressão do império assírio. Isaías anuncia a esperança de libertação com o nascimento de um menino de estirpe real. Ele será mais sábio que Salomão, mais forte que Davi, porque consolidará o direito e a justiça. A 2ª leitura destaca que a graça de Deus se manifestou na encarnação de Jesus Cristo, nosso Salvador. Ele nos ensina a viver, neste mundo, com equilíbrio, justiça e piedade.

Retirado da Revista de Liturgia


Mensagem de Natal - Santuário de Fátima

Natal – É o dia em que Cristo veio ao nosso encontro. É Deus através do Menino Jesus que visita a Criação, a humanidade, a nossa casa, nossa Família e cada um de nós. É um encontro pessoal, comunitário e social que nos conduz a construção de um mundo novo. Nós precisamos colaborar para que a criança tenha o nosso apoio e a nossa contribuição por uma sociedade mais cristã.

Celebrar o Natal, portanto, é celebrar a nossa vida através da Partilha, da Solidariedade, do Perdão e da Construção da Paz em todas as dimensões que esta Festa exige. É a Festa da Vida.

O menino Jesus vem ao encontro de todos, para salvação de todos. Papai Noel pula muitas casas. Não aparece em muitas Famílias. O menino Jesus, o Emanuel (Deus Conosco), não discrimina ninguém.


Feliz Natal e Feliz Ano Novo!

Pe. Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima




Olhe para mim!

Porque nasci para alegrar, conviver e salvar a humanidade. Sou o Menino Deus. Quero entrar em sua vida, no seu coração, na sua alegria, na sua dor, tristeza, no seu grupo, na sua família.

Olhe para mim!

Que não faço discriminação de pessoas. Vocês são todos irmãos e irmãs. Convivam, para que possam amar, aceitar, perdoar, compartilhar, ajudar, visitar, zelar, formar e informar uns aos outros. Sempre há tempo de olhar para mim, que sou manso e humilde de coração! Eu sempre olho para o rico, o pobre, o branco, o negro, o doente, o intelectual, o inculto, o santo, o pecador. Os sem casa, sem saúde, os que governam o país, tanto na lei civil como religiosa. Este é o mundo, o país, a região da cidade, o bairro, a rua, a travessa, o apartamento, o prédio, a casa, onde quero morar. Mas, olhe, pra mim, pois, “sem mim nada poderei fazer”. É o coração de cada Cristão que desejo ficar, morar, criar laços de alegria e de amor fraterno entre nós. Eu sou o filho predileto do Pai. Deixe eu abrir seus olhos, seu coração, sua mente, para que você possa perceber que Deus Pai me enviou, oculto no ventre materno de Maria, nossa querida Mãe. Entre todas as mulheres, a escolhida do Pai, que deu seu sim no primeiro Natal da humanidade, preparando o coração dos seres humanos, para a vivencia de um Natal, que se preocupe com todas as necessidades do mundo.

Olhe para mim!

Você que é medico, professor, advogado, padre, freira, missionário, leigo, estudante, mendigo, gari, o homem e a mulher da rua e consciente trabalhadores entre vós. Continuem sempre a olhar o meu exemplo. Eu sou Jesus Cristo, o Pequeno Grande!

Um santo e feliz Natal! O Menino Deus nos abençoe.

Pe. Dácio
Vigário do Santuário de Fátima

Feliz Natal!!!

Irmãos,

Já é natal, tempo em que a esperança volta a brilhar nos horizontes, nos lares e na alma de cada um que se deixa contagiar pelo encanto desta época de paz, amor e luz.

É tempo de oferecer o que temos de melhor, e o que temos de melhor habita dentro de nós, não se vende nem se compra, só pode ser oferecido. Procuremos, portanto, oferecer hoje nosso melhor sorriso, o abraço mais caloroso, a palavra mais afável e amemo-nos uns aos outros sem esperar nada em troca.

Nós que fazemos o Blog do Santuário de Fátima, desejamos a você e a sua família um Natal repleto de amor, paz e que o Menino Jesus possa nascer verdadeiramente dentro de cada um de nós.

Paz e Bem!!!

Jesus nasce em Belém – Lucas 2

Maria casou-se com José e estava esperando um filho quando o rei de Roma mandou fazer um recenseamento. As pessoas deviam voltar ao país natal para registrar-se.

José e Maria seguiram para Belém, um pequeno povoado onde nasceu o rei Davi, antepassado de José. Quando chegaram a Belém, não encontraram lugar para ficar. Refugiaram-se em um estábulo para poder passar a noite.

Nesta mesma noite chegou a hora do parto de Maria. Ela olhou o bebê com amor materno, o envolveu em panos e o pôs numa manjedoura. No céu brilhou uma estrela grande e bonita, anunciando o nascimento do Filho de Deus.

Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

José, o esposo de Maria – Mateus 1,18-25

José era carpinteiro. Todos em Nazaré o conheciam e o apreciavam, pois era um homem muito bondoso. Amava muito Maria e esperava o momento de casar-se com ela.

Quando soube que Maria esperava um filho que não era seu, ficou muito triste. Maria era uma mulher fiel e José não entendia o que aconteceu. Uma noite, apareceu em sonho um anjo enviado por Deus para explicar o que estava acontecendo.

-“O filho de Maria é um presente de Deus. Maria é a maior dentre as mulheres. Você deve se casar com ela e cuidar bem dela e do seu filho”.

José acreditou em Deus e aceitou proteger Maria e seu filho.

Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Maria e o anjo – Lucas 1

Deus enviou um anjo chamado Gabriel a Nazaré, uma pequena vila da região da Galiléia. O anjo foi levar uma mensagem de amor para uma jovem chamada Maria. Ela estava prometida em casamento a José e pensava em casar-se em pouco tempo. Ao ver o anjo, Maria ficou assustada. Mas o anjo falou com voz doce e ela o escutou:

-“Não tenha medo. Deus abençoou você de maneira especial. Você vai ter um filho e o chamará de Jesus. Ele será santo e todos saberão que ele é Filho de Deus”.

-“Como isso acontecerá se não tenho marido?” - perguntou Maria.

O anjo respondeu: “O Espírito Santo de Deus fará com que isso aconteça. Para Deus nada é impossível”.

Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim a sua vontade”.

E o anjo foi embora.

Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Oração diante do Presépio – 3º Momento

Eu ofereço o que tenho

A Palavra

“Eis que Magos vieram do Oriente a Jerusalém.
Entrando na casa, acharam o menino com
Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, eles o Adoraram.
Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe
Como presentes: ouro, incenso e mirra” (Mt 2,1-11)

Meditemos

Todo presente está ligado à pessoa à qual se dirige, com gratuidade. Todo dom nasce do amor, cria comunhão, traduz empenho e é sinal de uma presença. Doar-se é manifestar e participar da generosidade de Deus, a capacidade de doar-se é a grande riqueza de cada pessoa, o único dom que todos podem dar.

Oração

Senhor, em todo lugar, em cada situação,
O teu nascimento é luz que guia cada caminho.
Em cada coração tu colocaste dons diferentes,
Não para que sejam guardados
E retidos ciosamente para si,
Mas para que sejam oferecidos
Para a felicidade de todos.
Ajuda-me, Senhor, a oferecer os dons
Que tu me concedeste,
Para o bem de todos os irmãos.
Amém

Gesto

Diante do presépio pode-se oferecer incenso como sinal de vontade de dar tudo o que somos.

Retirado do Livro A Palavra para os Jovens – Ed. Ave Maria

Oração diante do Presépio – 2º Momento

Acolher Deus encontrando-o no irmão

A Palavra

“Mas a todos aqueles que o receberam, aos que
crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem
filhos de Deus.” (Jo 1,12)

Meditemos

Existem muitos modos de acolher, mas o acolhimento que Jesus ensinou, quando veio ao mundo, é atenção vigilante e amorosa em relação ao outro, é escuta simples e vigilante, é disponibilidade total e imediata.

Este acolhimento se faz sacrifício, é agir em primeira pessoa, é tomar a si o encargo dos problemas do irmão até identificar-se com ele.

Oração

Ensina-me, Senhor, a ser hospitaleiro
Não só nos meus dias de festa,
Quando estou alegre e em paz,
Mas em todos os dias do ano,
Especialmente quando existe monotonia
Ou sofrimento ou fadiga.
Ensina-me a ser hospitaleiro
Para que o irmão possa aproximar-se
De mim a todo o momento
E confiar-me o seu pesado fardo. Amém

Gesto

Podem ser colocados junto do presépio alguns tijolos, para representar a habitação na qual acolhemos Deus que se faz presente nos outros.

Retirado do Livro A Palavra para os Jovens – Ed. Ave Maria

Quando o menos se torna mais

A vida é constituída por perdas e conquistas, derrotas e vitórias, por mais e por menos. Muitos são os que querem ganhar, porém, poucos os que sabem perder.

A medida certa para se constatar a maturidade de uma pessoa é a observação de suas reações diante do sofrimento, pois, uma pessoa madura sabe sofrer com dignidade, paciência, sabe dar tempo ao tempo, esperando o tempo de cada coisa.

Querendo ou não, em determinados momentos da vida a gente perde. Perdemos pessoas, amizades, ocupações, cargos, e principalmente, perdemos os sonhos que tínhamos idealizado como sendo o melhor para nós.

Mas nem sempre tais perdas acontecem para nos diminuir, ao contrário, depende do jeito como as encaramos, e é preciso ter a consciência de que as dores também têm muito a nos acrescentar.

Certa vez um grande Homem, que muito fez em sua vida a experiência de perder disse: “Aquele que quiser salvar a sua vida a perderá, mas o que perder a sua vida por amor… a salvará” (cf. Mc 8,35).

O sofrimento nos acrescenta muito quando aprendemos a dar um sentido a ele, quando o alicerçamos em um nobre sentimento, em uma nobre intenção. O diferencial está na frase: “mas, o que perder a sua vida por amor…”. O sentido está em não deixar de amar mesmo perdendo. Mesmo quando todas as certezas caírem por terra, e mais, o sentido também está em aprender com a dor e a desprezar o que é supérfluo e abraçar o que é essencial.

A perda nos leva à reflexão e, conseqüentemente, a descobrir novos ideais e valores. A dor nos faz valorizar pessoas e não somente coisas.

Todos os grandes homens aprenderam com as perdas e cresceram com a dor. Um excelente exemplo disso é o saudoso João Paulo II, homem que perdeu a mãe quando criança, o pai ainda jovem e também, perdeu muitos amigos sob a pena da ocupação nazista da Polônia na II Guerra Mundial.

Homem que soube fazer de todos esses sofrimentos uma ponte, para encontrar no amor e na luta pela paz um sentido nobre e novo para sua existência, sentido este que o levou a empregar toda sua vida na concretização de tão nobre ideal.

Não olhe para sua vida e para suas dores de maneira negativa, ao contrário supere os rancores e ressentimentos e recomece, permitindo que o tempo e as próprias desventuras lhe ensinem que o menos pode ser mais.

Adriano Zandoná
Retirado do Blog da Canção Nova

4º Domingo do Advento

O relato da genealogia de Jesus desemboca no fato individual e único do nascimento de Jesus. Mateus se apóia na promessa de Deus a Acaz que anuncia o nascimento de Ezequias, rei justo e bom, sinal da presença de Deus junto ao seu povo e por isso, figura de Cristo. O relato mostra que a maternidade de Maria não é obra de José, mas do Espírito Santo, fato que é afirmado duas vezes no breve relato. José, interpelado como “filho de Davi”, garante a linhagem dinástica de Jesus, também chamado Filho de Davi. Se José impõe o nome é porque age como pai legal

Aqui se diz que José era “honrado” significando que era justo e que, percebendo na mulher a obra de Deus, quer se retirar para não atrapalhar um plano de Deus que ele não pode compreender. Enquanto Lucas conta que o anjo anunciou a Maria, Mateus conta que o anjo apareceu em sonhos a José. O sonho é como meio de revelação fidedigna. Através dos sonhos a pessoa entra em conexão com uma dimensão mais profunda de si mesma e pode ouvir de modo mais puro a mensagem de Deus. De fato, ao despertar do sonho José fez como o Senhor lhe havia ordenado, acolhe Maria como esposa, mas não teve relações com ela. A sua missão é fazer aparecer o Senhor como o único esposo de Maria, símbolo da comunidade nova. É pela força do Espírito que ela dá a luz o seu Filho Jesus.

Mateus gosta de mostrar que em Jesus cumprem-se as profecias. Assim ele recebe o nome que resume sua missão. É o mesmo nome de Josué, o patriarca que introduz o povo hebreu na terra prometida. O filho que nascerá de Maria será a realização das mais profundas promessas de Deus ao seu povo. Será a visibilidade da presença do Senhor que virá morar com o seu povo, o Emanuel.

Caminhemos para a festa do natal renovados pela alegria de saber que o Senhor, pela sua ressurreição, está no meio de nós, se faz presente em nossa reunião, na sua palavra e na partilha do pão. Reacendemos a lâmpada da nossa espera, oramos com renovado ardor: Vem, Senhor Jesus!

Retirado da Revista de Liturgia

Dinâmicas de grupo – Para a viagem

Esta Dinâmica tem como objetivo fazer despertar a atenção das pessoas, bem como a concentração e a memória. Não é recomendada para um grupo muito grande de pessoas. Recomenda-se que seja aplicada na volta do intervalo, antes de se iniciarem as atividades. Os participantes são convidados a ficar de pé, formando dois grupos frente a frente ou, então, um circulo. A pessoa que está na coordenação inicia a dinâmica dizendo: “Para a viagem eu vou levar uma mala”. A pessoa que estiver ao seu lado deverá continuar a dinâmica, acrescentando mais algum objeto para a viagem, mas sempre repetindo pó que foi dito anteriormente. Assim a segunda pessoa poderá dizer: “Para a viagem, além da mala, eu vou levar um par de sapatos”. A terceira pessoa continua, acrescentando mais alguma coisa: “Além da mala e do par de sapatos, eu vou levar um guarda-chuva para a viagem”. Cada pessoa deverá sempre repetir os objetos anteriores e colocar no final mais um objeto. Quem esquecer algum objeto em sua fala é convidado a ir sentar. No caso de alguém ter esquecido alguma coisa, a seguinte pessoa deve retomar a dinâmica do mesmo ponto e ir adiante. A dinâmica se encerra quando todos já tiverem falado. Todos são convidados a ir sentar e são iniciadas as atividades do encontro.

Retirado do Livro Dinâmicas para Encontros de Grupo – Ed. Vozes

Oração diante do presépio – 1º Momento

Deixar-se iluminar por Cristo

A Palavra

“Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz!
A glória do Senhor se levanta sobre ti!” (Is 60,1)

Meditemos

Para viver autenticamente o Natal é preciso abrir-se à luz que provém do presépio.
Jesus revela-se como “a luz que ilumina todo homem”, vence as trevas humanas, faz-nos ver quem realmente somos e o que há dentro de nós.

Oração

Senhor, tu me falas na intimidade
Da minha consciência
E a tua luz penetra em mim
E me acompanha sempre.
Faz que eu não tenha medo da tua luz,
Que não continue a concentrar-me em mim mesmo.
Dá-me a coragem
De me deixar iluminar por ti,
Para que haja luz dentro de mim.

Amém

Gesto

Enquanto se reza, pode-se iluminar, um pouco por vez, o presépio.

Retirado do Livro A Palavra para os Jovens – Ed. Ave Maria

A passagem do mar Vermelho – Êxodo 12 e 14

Os israelitas abandonaram o Egito, e Deus guiava-os pelo deserto. Uma nuvem em forma de coluna os cobria de sombra durante o dia. Durante a noite, uma coluna de fogo os iluminava.

Mas o faraó se arrependeu de tê-los deixado partir. Quem iria realizar o trabalho duro se não havia escravos? Então, os egípcios, com todos os cavalos, carro e armas que tinham, saíram para buscá-los. Encontraram-nos acampados na margem do mar vermelho. Ao perceber que os egípcios se aproximavam, os israelitas chamaram a Deus, cheios de medo.

Então Deus disse a Moisés: “Toma a vara e estende a mão. O grande mar se dividirá diante de você, para que o povo de Israel passe ao outro lado”.

Um vento muito forte dividiu as águas em duas e Moisés conduziu o povo até e outra margem.

Os soldados egípcios os seguiram, para prendê-los e matá-los. Mas Moisés estendeu a sua mão, e o mar voltou ao seu lugar. O exercito do faraó acabou afundando nas águas do mar Vermelho

Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Qual o melhor presente a ser dado?

Todos nós temos vontade de presentear as pessoas, principalmente quando as amamos. É interessante observar a reação delas ao serem presenteadas: ficam felizes, mesmo quando ficam envergonhadas ou desconcertadas.

O que podemos oferecer de melhor para as pessoas é Deus; é a única coisa de que elas necessitam verdadeiramente. Façamos hoje a experiência de falar do amor de Deus Pai a todos que encontrarmos, ofertando-lhes uma palavra de ânimo e de esperança. Talvez muitos digam: “Mas eu não sei o que dizer”; é simples: Olhemos nos olhos de cada um que encontrarmos e digamos: “Deus o abençoe! Vai dar tudo certo com a graça de Deus. Deus é fiel!”. Confie no Senhor e no que o Espírito Santo inspirar em seu interior no momento.

Seguramente, dessa forma, você ajudará hoje muitas pessoas a terem a vida transformada pela força do amor de Deus, porque “Ele dirige os humildes na justiça, aos pobres Ele ensina o Seu caminho” (Sl 24, 9).

Vamos fazer essa experiência ao longo de todo este dia?

Senhor, ensina-nos a ser sinal de esperança e de bênção para os nossos irmãos.

Luiza Santiago
Retirado do Site da Luiza Santiago

O vento e o sol

O vento e o sol iniciaram uma disputa para ver qual dos dois era o mais poderoso.

- Eu posso provar que sou muito mais forte – disse o vento. Está vendo aquele homem lá embaixo, com uma jaqueta? Aposto que consigo arrancar-lhe a jaqueta em menos tempo do que você.

Começou, então, a soprar com muita força. O homem quase não conseguia ficar em pé, mas quanto mais o vento soprava, mais forte ele segurava sua jaqueta. Seus braços faziam uma enorme força para não perder a sua maior proteção contra o frio e o vento. Não demorou para o vento desistir e parar de soprar.

Nesse instante, o sol saiu de trás das nuvens e sorriu para o homem. Imediatamente, ele relaxou os braços, levantou a cabeça e tirou a jaqueta por causa do calor.

O sol, então, disse ao vento:

- A gentileza e a amizade são sempre mais poderosos do que a fúria e a força.

Para refletir

Certamente temos muitas histórias para recordar nas quais tivemos mais sucesso agindo com delicadeza do que com força. Ninguém se sente bem ao ser maltratado, ao ser xingado, ao ser humilhado. Em geral, quem prefere usar a força esconde alguma insegurança e dificuldade. As coisas podem até se resolver, mas ao custo de muita dor e sofrimento. Ao contrario, quando falamos com calma, agimos com gentileza, quando demonstramos nosso carinho e amizade, tudo se resolve de maneira mais tranqüila. A autoridade não está na força, mas na sabedoria ao resolver situações delicadas e tratar as pessoas com respeito a fim de ganhar a admiração de todos. Tente agir com sutileza, você sentirá os resultados e ficará feliz com eles.

Para discutir

-Como você costuma agir com a sua família e seus amigos?

-Você é duro, usa a força com freqüência ou prefere o diálogo?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

3°Domingo do Advento

Em algumas comunidades primitivas foi preocupante a questão sobre o lugar de João Batista com referência a Jesus e certamente, na comunidade de Mateus, havia tensão entre os grupos seguidores de João e os cristãos da época em que foi escrito o evangelho. Algo disso se reflete no texto de hoje.

O primeiro a se posicionar a respeito de Jesus foi João Batista. Ele estava preso por ordem de Herodes. Da prisão ouve falar do que Jesus está fazendo e se decepciona. Conforme os profetas, ele tinha anunciado um Messias como juiz escatológico, armado de pá e fogo que viria trazendo ao mundo o julgamento de Deus. Agora, na prisão, os discípulos contam a João notícias de um Jesus benéfico, acolhedor, disposto a perdoar. E João entra em crise de fé e de respeitabilidade por ter anunciado coisas que não se cumprem, como um falso profeta. Por isso João manda seus discípulos perguntarem a Jesus: “és tu o que devia vir, ou devemos esperar outro?”

Jesus não responde diretamente à pergunta de João. Mostra suas ações e manda que João as interprete. Jesus se baseia em outras passagens da escritura, que prometem um Messias manifestação do amor misericordioso de Deus. O cumprimento de profecias messiânicas confirma a missão.

O importante é que João não rompe a sua relação de adesão a Jesus. Mateus mostra a continuidade entre João e Jesus sublinhando que os dois têm a mesma mensagem. O próprio Jesus confirma que João é profeta. Por sua conduta ascética é como o primeiro dos profetas, Elias, que se retirava ao deserto e enfrentava o rei e sua corte.

Neste domingo alegramo-nos com esta boa notícia de que Deus se manifesta em Jesus, não como Juiz, mas como a manifestação amorosa de Deus, acolhendo os fracos, curando os doentes, anunciando a boa notícia aos pobres e pequenos.

Nesta celebração, sentindo a proximidade da festa, reacendemos a lâmpada da nossa espera e deixamos que ecoe em toda a nossa existência o grito insistente e fervoroso: Vem Senhor Jesus! Que ele venha para ativar as mãos enfraquecidas e firmar os joelhos vacilantes e dar esperança a toda pessoa que busca um sentido e luta por tempo novo de justiça e paz.

Retirado da Revista de Liturgia

Práticas quaresmais em busca de uma vida nova

São vários os símbolos, as atividades e iniciativas humanas e religiosas que acompanham e enriquecem o tempo da Quaresma, no qual, como em toda preparação, já saboreamos de certa maneira a festa da Páscoa que virá. Por exemplo:

- A cor roxa, as cinzas e a cruz lembram o caráter de penitencia e conversão próprio deste tempo. A gravidade e o “luto” da Quaresma se manifestam também no visual do espaço celebrativo, sóbrio, despojado. Por isso, neste tempo se evita enfeitar o local das celebrações com flores.

- O jejum nos orienta a dar mais atenção á Palavra de Deus. Quando a gente faz jejum, a gente fica com fome. E a fome que sentimos pode simbolizar e evocar a fome que temos da Palavra de Deus.

- Ajudados pela Campanha da Fraternidade, intensificamos a prática da caridade, procuramos corrigir e aperfeiçoar, à luz da Palavra de Deus, nosso jeito como tratamos as pessoas e com elas nos relacionamos, sobretudo os mais pobres e sofredores, e como procuramos ajudá-los a viver com dignidade.

- Nesse tempo forte da vida da Igreja intensificamos nossa vida de oração, na forma de súplicas, pedidos de perdão, intercessão, agradecimentos, compromissos de fé, melhor participação na comunidade etc. É um tempo próprio para, nas comunidades, a gente participar de alguma celebração penitencial.

- Podemos expressar nossa vontade de participar da caminhada sofrida de Jesus, participando de procissões, Via-Sacra, círculos bíblicos etc.

- Expressamos o “clima próprio deste tempo forte da vida da Igreja também através da musica e do canto. Há uma musica própria e cantos que caracterizam este tempo, além do hino da CF. Para ajudar nesta vivencia, é aconselhável também que se evite na Quaresma o toque de instrumentos musicais. A não ser que seja para sustentar o canto. Fora disto, nada de musica instrumental, nem canto de “Glória” nem de “Aleluia”.

É importante que a comunidade tenha um ou mais jovens ou adultos que, tendo feito o pré-catecumenato e o catecumenato, realize a segunda etapa do Rito de Iniciação Cristã de Adultos. No primeiro domingo da Quaresma são realizados os ritos de eleição e inscrição do nome. O terceiro, quarto e quinto domingos são destinados aos escrutínios: oração sobre os eleitos, preces e exorcismos. Aí, se os eleitos estiverem preparados, podem ser feitas as Entregas: do Símbolo e da oração do Senhor.

Já que a Quaresma é um tempo especial, é evidente que as celebrações e festivas das comunidades, neste tempo, costumam ser muito bem preparadas. Quanto melhor for vivida a Quaresma, melhor será a festa da Páscoa.

Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB

Dinâmicas de Grupo – Mexendo o corpo

Esta dinâmica é recomendada para o final de alguma atividade que exigiu grande concentração, especialmente quando isto levou o grupo a um cansaço mental. A dinâmica pode ser feita antes da pausa ou antes do inicio de um novo bloco de atividades. Em casos especiais, onde as atividades de concentração mental demandarem um tempo longo, esta dinâmica também pode ser feita no meio da atividade, como forma de despertar o grupo. A dinâmica consiste simplesmente em fazer com que os participantes movimentem o corpo, mas sempre imitando alguma atividade. É interessante que os participantes sejam convidados a ficar de pé. Cada participante é convidado a dizer uma frase, com algo que algum parente trove de viagem. Deverá, porém, imitar o gesto do objeto trazido pelo parente. O coordenador deve indicar a ordem de fala das pessoas. Assim, por exemplo, quem inicia pode dizer: “Meu avô, quando veio da Europa, trouxe um machado”. O seguinte continua, inventando alguma outra coisa como “Minha tia, quando veio da África, trouxe um chocalho”. A dinâmica também pode ser iniciada com todos os participantes sentados e, à medida em que forem falando devem se levantar. Todos os participantes devem dizer alguma coisa, sem repetir nenhum objeto. Cada qual, deverá, porém, continuar fazendo o gesto até que todos estejam se mexendo. Quando todos já tiverem dito alguma coisa, a dinâmica terá alcançado o objetivo de fazer com que todos despertem e movimentem o corpo.

Retirado do Livro Dinâmicas para encontros de Grupo – Ed. Vozes

Oração diante do presépio – Introdução

O mistério do nascimento de Jesus relembra sempre a vida que nasce, a família, a paz, a atenção aos pequeninos e pobres. O nascimento de Jesus é, porém, sobretudo um viver de maneira concreta o mistério que é celebrado para que ele entre na vida de todos os dias para transformá-la e torná-la nova.

Esta oração, rezada diante do presépio, pode servir para não fazer do Natal uma oração isolada, mas um caminho no sentido do acolhimento e do amor pelos outros, que se percorre no dia-a-dia.

Retirado do Livro A Palavra para os Jovens – Ed. Ave Maria

As dez pragas – Êxodo 5 e 12

Moisés e seu irmão Aarão se apresentaram ao faraó e lhe disseram: “Deixe que nosso povo saia do Egito e seja livre”. Mas o faraó se negou: “Não sairão daqui!”. E mandou os seus soldados reprimir os israelitas. Deus se irritou e preparou um castigo terrível. Dez pragas caíram sobre os egípcios.

1ª Praga

A primeira praga chegou: Deus converteu em sangue a água dos rios, dos lagos, das fontes e dos poços.

2ª Praga

Dos rios saíram milhares de rãs que invadiram todas as partes: na cama do faraó, na cozinha e por toda a parte saltavam rãs. O faraó disse a Moisés: “Peça ao seu Deus que leve todas estas rãs e deixarei livre o seu povo”. As rãs desapareceram, mas o faraó não cumpriu a promessa.

3ª Praga

A vara de Moisés tocou o solo e o pó se transformou em mosquitos. Nuvens de mosquitos cobriram o corpo das pessoas. As picadas eram insuportáveis.

4ª Praga

Deus enviou enormes enxames de moscas. O faraó estava desesperado e, de novo, prometeu a Moisés que deixaria o seu povo sair se a praga acabasse. A praga cessou, mas o faraó não cumpriu a promessa.

5ª Praga

AS ovelhas, os burros, as cabras e o gado dos egípcios morreram. Nem sequer um animal dos israelitas ficou doente.

6ª Praga

Moisés lançou no ar um punhado de cinzas e contaminou o ambiente. A pele dos egípcios se encheu de chagas e não suportavam mais a dor das feridas. Mas o faraó não fez nada.

7ª Praga

Uma tormenta de raios e granizo destruiu todas as colheitas.

8ª Praga

Uma praga de gafanhotos invadiu os campos. Nada do que era verde sobrou e os egípcios tiveram muita fome.

9ª Praga

Durante três dias, o povo do Egito ficou no escuro. O faraó chamou Moisés e lhe deu permissão para sair do Egito junto com o seu povo, mas impôs uma condição: deixar os rebanhos. Moisés não aceitou: “Os animais devem ir conosco”.

10ª Praga

Com a décima praga, o faraó se rendeu. À meia-noite todos os filhos primogênitos dos egípcios morreram.

Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Falta de Comunicação

Como é belo ver um casal de idoso que, depois de tantos anos de convivência, conhecem-se tão bem. Esta história, porém, mostra algumas falhas que podem acontecer.

Maria e Luís estavam prestes a completar bodas de ouro. Viviam felizes e gentis um com o outro. Sempre carinhosa e atenciosa, a mulher preparava todas as manhas um pão com manteiga, cortava e comia as bordas, e deixava apenas o miolo para o marido, já que é a melhor parte. Nessa manhã, resolveu provar ela o miolo e deixar as bordas para o marido. Depois de tantos anos e casados, certamente o marido não iria se importar.

Quão surpresa ela ficou quando o marido beijou-lhe a mão e disse com um sorriso no rosto:

- Obrigado Maria, por você hoje me dar a parte de que mais gosto do pão: a borda. Durante anos comi o miolo porque achei que você gostasse da borda.

Para refletir

A situação é exagerada, mas reflete um problema muito comum em nossa sociedade: a falta de diálogo. Quanta perda de tempo pode ser evitada com uma simples comunicação. Podemos passar anos fazendo algo de que não gostamos, ou fazendo trabalho dobrado apenas pelo fato de não perguntarmos ou não nos expressarmos. Se o casal da parábola tivesse desde o inicio do casamento sido claro e dito qual parte preferia, os dois não esperariam tanto tempo para se entender. Isso acontece com muita freqüência nas empresas e em qualquer equipe de trabalho. O que às vezes pode parecer generosidade, renuncia, prestatividade pode ser na verdade empecilho para uma solução prática e eficiente. P líder verdadeiro deve promover sempre o diálogo e favorecer a comunicação.

Para discutir

-Como é a comunicação na sua empresa e na sua equipe?

-Quando falta comunicação na equipe, quais os problemas que certamente surgirão?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

2º Domingo do Advento

As palavras de João retomavam as advertências dos profetas, usando imagens como a da fogueira que queima e limpa tudo e a do machado que corta as árvores. Escolhe uma citação do profeta do retorno, ou seja, do segundo êxodo. João tem um aspecto de asceta como o grande profeta Elias, cuja volta a comunidade judaica espera até o dia de hoje como sinal do Messias.

João goza de credibilidade de um profeta. Por seu estilo de vida e por sua atividade devidamente reconhecida, atraiu o povo. A ele vinham as autoridades religiosas e sociais de Israel. João se dirige a todos: judeus e não judeus, pobres e ricos... Pede conversão e justiça. Exige arrependimento, confissão pública e a conversão como fruto. Mas João não se considera a realização das promessas e as aponta no que “virá depois”. O êxodo, o deserto e o mar Vermelho apontam para a páscoa que vai se realizar em Jesus. Jesus foi discípulo de João, recebeu dele a formação de profeta e é ele o cumprimento de todas as promessas.

João acolhe e batiza o povo como sinal de abertura à vinda do Senhor. Ao mesmo tempo, desmascara os ouvintes impenitentes que não estão dispostos a uma mudança de vida. O papel do Batista é apontar o caminho da conversão. Ele tem consciência de ser apenas a voz que clama no deserto. Por isso, o apelo deste segundo domingo do advento é: "Preparai os caminhos do Senhor".

A nossa conversão não é uma condição para que Deus venha. O Senhor vem independentemente da nossa conversão e a sua chegada é tão certa como a aurora. Nossa conversão é sinal de que estamos abrindo os braços para a sua vinda. Por isso, na celebração deste domingo, ao acender a vela da coroa, deixemo-nos iluminar pela alegria da sua chegada, e que o Senhor mesmo nos purifique com o batismo do Espírito e do fogo.

Retirado da Revista de Liturgia

Dinâmicas de Grupo – Resultado de Futebol

Esta dinâmica é recomendada, sobretudo para o reinicio de uma atividade, quando o grupo estiver disperso. Os participantes são convidados a ficar de pé, formando um circulo. Cada participante recebe um numero, em ordem crescente. O animador começa a brincaderia dizendo algum resultado de futebol, tipo “Palmeiras ganhou do Santos de 3 a 2”. A pessoa que tem o segundo numero dito (no caso “2”) deverá retrucar afirmando algum outro placa, como, por exemplo, “mas o Santos ganho do Fluminense por 10 a 9”. Quem tiver o numero “9” deve continuar a brincadeira. Quem cochilar, ou seja, não retrucar quando o seu numero for dito, ou, então, disser um numero não existente, deverá sentar. Quando alguém é eliminado por cochilar ou dizer um numero que não existe, todos os participantes que têm um numero maior correm um numero para a frente. Assim, por exemplo, se o participante que tinha o numero “5” for eliminado, quem tinha o “7” vira “6” e assim até o ultimo numero. Quem tem o numero mais alto deve dar continuidade na brincadeira quando alguém é eliminado. A brincadeira termina quando restarem apenas 3 ou 4 pessoas e todos já estiverem despertos para reiniciar aas atividades.

Retirado do Livro Dinâmicas para encontros de Grupos – Ed. Vozes.


Sempre prontos, sempre prudentes

“Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. Cinco delas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram.

No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: ‘Eis o esposo, ide-lhe ao encontro!’ E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: ‘Daí-nos do vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando’. As prudentes responderam: ‘Não temos o suficiente para nós e para vós, é preferível irdes aos vendedores, a fim de comprar para vós’. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde chegaram também as outras e diziam: ‘Senhor, senhor, abre-nos’. Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: não vos conheço’.

Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora”

Relendo o texto

Os personagens dessa parábola são muitos, mas definem somente duas atitudes. Trata-se de dez virgens, cinco são caracterizadas pela atitude de negligentes e cinco pela atitude da prudência.

Existe também o personagem do esposo, isto é, Cristo, para o qual se faz tudo, para ele realmente as virgens estão entretidas a preparar as suas lâmpadas, por ele se angustiam aquelas que não têm óleo e se esforçam por encontrá-lo. Toda esta atividade suscita modos de ser, dos quais brota um estilo de vida. A expectativa, o preparar-se para o esposo, os preparativos para estarem prontas e serem acolhidas, o não se deixar perturbar com aquilo que acontece ao redor delas e que poderia arredá-las do caminho de perfeição. E existe também essa atitude que pode parecer “pouco caridosa” das virgens prudentes em relação às imprevidentes, por não quererem dar do seu óleo às que não têm. Mas o esposo é o juiz, para o qual também as virgens negligentes são assim estimuladas a vigiar, a esforça-se para não serem excluídas da alegria do Reino.

Meditando o texto

Esta parábola que Jesus contou poder-se-ia dizer que é uma parábola exigente. O tema da vigilância não é típico só do tempo do Advento, coloca em estado de alerta contra o perigo de deixar-se sobrecarregar e encher com as preocupações do mundo, a ponto de não ter mais tempo para pensar no Senhor. O que acontece se não se tem mais o coração livre para dá-lo a Deus? Acontece como aconteceu às virgens imprudentes que não têm mais nada para dar aos outros, mas pensam somente em si mesmas.

Vigiar sobre o próprio coração significa torná-lo livre para dá-lo ao Senhor que vem morar em vocês, para dá-lo aos outros no acolhimento, na ajuda a quem está necessitado. Mas para tornar livre o coração é preciso ter também uma percepção mais aguda, para vigiar é preciso abrir mais os olhos que, provavelmente, estão fechados pelo sono do egoísmo e da busca de um sucesso pessoal. É preciso abrir os olhos para ver também as necessidades, as situações menores que arriscam não ser percebidas e, por isso, poderão permanecer desleixadas se não existe atenção vigilante e inteligente.

É preciso vigiar para saber acolher também o chamado de Deus, para saber ler, por meio de tudo o que acontece no cotidiano, o caminho que ele indica para chegar a encontrá-lo como as virgens prudentes, e a dedicar-lhe toda a vida.

Retirado do Livro A Palavra para os Jovens – Ed. Ave Maria

Deus chama a Moisés – Êxodo 3 e 4

Um dia, Moisés estava cuidando do gado no deserto. Ali viu algo muito especial: uma sarça ardente, porém o fogo não a consumia. Surpreso e deslumbrado, aproximou-se para ver o espetáculo.

Naquele instante, ouviu a voz de Deus, que vinha da sarça: “Moisés, Moisés!”. “Aqui estou”, respondeu ele. “Tira as sandálias, porque você está pisando em lugar santo”.

Deus disse: “Eu vi quando maltrataram o meu povo no Egito. Ouvi seu clamor. Estão sofrendo muito e sentem uma grande dor. Decidi libertá-los e tirá-los desta terra. Guiarei o povo pelo deserto até chegar a um país onde serão livres. Você é o eleito para tirar meu povo do Egito. Deve dizer ao faraó que os deixe sair. Eu estarei com você, guiando seu caminho”.

Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Saber dosar

No pequeno país da Europa, havia um rei que vivia bastante preocupado com a maneira como governar seu povo. Certo dia, pediu orientação a um conselheiro.

- Caro conselheiro, devo ser severo com os súditos para que mantenham sempre o respeito e nunca pensem em se rebelar contra mim, ou devo ser amoroso fazendo-lhes as vontades para que me tenham grande carinho? Ajude-me.

O conselheiro meditou por alguns instantes e logo se pronunciou:

- Qual o objeto que vossa majestade mais aprecia?

Mesmo sem entender direito aonde o conselheiro queria chegar, o rei respondeu:

- O que mais amo são os dois vasos chineses muito valiosos.
- Traga os aqui então.

Ainda sem compreender, o rei atendeu ao pedido e mandou trazer os dois vasos.

Vendo-os o conselheiro disse.

- Tragam um pouco de água fervendo e um pouco de água gelada. Coloquem a água gelada em um vaso e a fervendo em outro.

Prevendo o que ia acontecer o rei interveio rapidamente:

- Louco! Não percebe que os vasos vão se partir?

- Exatamente, respondeu o conselheiro. Assim será com o reino. Se agir com severidade excessiva, ou com grande benevolência, não será um bom rei. Vossa majestade precisa saber dosar os dois, para exercer sempre uma autoridade saudável.
Para refletir
Liderar com sabedoria e equilíbrio é uma ação muito difícil, mas quando encontramos o ponto exato, a medida certa entre os extremos, tornamo-nos grandes lideres. A água fervendo quebra o vaso, assim como a nossa ação enérgica, e por vezes violenta, destrói a auto-estima dos subordinados e, com ela, todas as tentativas de espontaneidade. A água gelada trinca o vaso, assim como nosso excesso de benevolência e proteção acomoda e impede as pessoas de serem criativas e originais.
Para discutir
-Qual a medida certa para liderar bem?
-Em seu ambiente de trabalho, como agir com os subordinados?
-Como você gostaria que seu chefe o tratasse?
Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

1º Domingo do Advento

O evangelho está situado no discurso escatológico e introduz o tema da vigilância, ressaltado em diversas parábolas. Exorta a preparar a vinda do Senhor, que vem para realizar a salvação na história. Propõe uma escolha radical: acolher ou recusar o Filho do Homem, o Senhor Jesus que se manifesta nas atividades cotidianas, como comer, beber, casar. O trabalho no campo caracteriza a missão dos discípulos/as. Com a forma imperativa “vigiai”, os discípulos são convidados a estar preparados: viver com disponibilidade, dedicando-se ao serviço do Reino, acolhendo a sua presença em cada momento. Na 1ª leitura, Isaías utiliza a imagem das peregrinações religiosas ao templo de Jerusalém, para ressaltar a esperança universal de salvação. O povo estava passando por um momento de crise político-religiosa. Mas, incentivado pelo profeta, encontra na palavra de Deus, a instrução e a norma para trilhar o caminho da vida, transformando as armas da guerra em instrumentos de paz. A 2ª leitura insere-se após a proclamação do mandamento fundamental do amor ao próximo. Quem assume com radicalidade esse princípio vive o kairós de Deus, isto é, o tempo de salvação. É hora de despertar, de acordar para o tempo novo de libertação. O Senhor nos reveste com a sua graça para que caminhemos como filhos da luz, libertos das obras das trevas.

Iniciando hoje o advento e o novo ano litúrgico, somos chamados a permanecer em atitude vigilante para acolher os sinais de Deus. A palavra do Senhor nos desperta, nos mantêm acordados para o compromisso de sermos construtores de paz. A luz da salvação refulge em nós sob a forma de amor fraterno e solidário.

A vinda do Senhor é antecipada na celebração eucarística. Mas nós não celebramos apenas sua presença, e sim o desejo que ele venha, que possamos estar com ele em todos os momentos da nossa vida e, sobretudo na outra vida. E enquanto caminhamos neste mundo sejamos vigilantes, nos despojando a cada dia das ações das trevas e nos revestindo das armas da luz.

Retirado da Revista de Liturgia

Palavra de Deus na Quaresma do ano A

“Nos domingos e festas, toda missa apresenta três leituras: a primeira do Antigo Testamento, a segunda, do Apóstolo (isto é, das Epistolas dos apóstolos ou do Apocalipse, segundo os diversos tempos do ano), a terceira, do Evangelho. Com esta distribuição sublinha-se a unidade do Antigo e do Novo Testamento, e da História da salvação, cujo centro é Cristo e seu mistério pascal que celebramos”.

As leituras dominicais da Quaresma do ano A estão organizadas de tal maneira que nos conduzem harmonicamente num caminho que nos leva até a plenitude da Páscoa de Cristo.

As primeiras leituras (as do Antigo Testamento) nos apresentam seis grandes momentos da história da salvação, desde o inicio até a chegada de Jesus. A proclamação de acontecimentos importantes dos primórdios nos fazem perceber a iniciativa salvadora de Deus numa sucessão de diferentes etapas:

1) A criação do mundo e a queda de Adão e Eva;

2) A vocação de Abraão, que dá origem ao povo eleito;

3) A caminhada do povo de Israel pelo deserto, na liberdade plena, com a história da água que sai da rocha;

4) A unção de Davi como rei do povo eleito;

5) A visão do profeta Ezequiel, dos ossos ressequidos que voltam a ter vida;

6) O Servo de javé que se entrega para salvar a todos.

As segundas leituras ( de Paulo) são uma espécie de “homilias” do apostolo, aplicando à nossa vida a mensagem das outras leituras. “A Páscoa de Israel do Antigo Testamento e, sobretudo, a Páscoa de Cristo Jesus são o modelo e pauta da Páscoa de cada cristão”. Assim:

1) À queda de Adão, Paulo opõe a vitoria e a graça do novo e definitivo Adão, Jesus;

2) Paralelo à vocação de Abraão, Paulo nos fala de nossa vocação cristã;

3) Falando do Espírito que será derramado sobre os crentes, Paulo nos prepara para ouvir o evangelho da samaritana;

4) Convidando-nos a viver como filhos da luz, Paulo nos prepara para ouvir o evangelho da cura do cego de nascença;

5) Convidando-nos como ressuscitados, Paulo nos prepara para a escuta do evangelho da ressurreição de Lázaro;

6) Falando-nos da entrega total que Jesus faz de si, Paulo nos prepara para a escuta do evangelho da Paixão.

Os evangelhos nos apresentam Jesus como o modelo vivente do caminho pascal:

1) As tentações de Jesus no deserto;

2) Suas transfiguração na montanha.

Os três seguintes se caracterizam por seus temas batismais:

3) A águas e a samaritana;

4) A luz e a cura do cego;

5) A vida restituída a Lázaro;

6) E no domingo de Ramos ou Paixão, proclama-se o evangelho da paixão segundo Mateus.

Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB

Dinâmicas de Grupos – Debaixo da saia da Joana

Esta atividade é dividida em duas partes. A primeira parte consiste no seguinte: no inicio de uma sessão, o coordenador deve pedir que cada participante diga em voz alta uma frase que lhe pareça bonita, importante ou que tenha uma boa mensagem. A frase pode ser de autoria própria, de autor conhecido ou desconhecido. Não se deve explicar o porquê de se ter escolhido a frase. Deve-se apenas dizer a frase. Os participantes devem ser orientados a guardar a frase proferida. Ao final da sessão de trabalho, os participantes são convidados a ficar de pé e retomar a frase dita no inicio. Cada qual deverá dizer novamente em voz alta a frase escolhida, acrescentando, porém, ao final a expressão “debaixo da saia da Joana”. Conforme a frase escolhida, este acréscimo irá produzir significados divertidos.

Observação: No caso de haver no grupo uma pessoa de nome Joana, é preferível que o coordenador substitua este nome por outro parecido, para evitar constrangimentos.

Retirado do Livro Dinâmicas para Encontros de Grupo – Ed. Vozes

Saudade é o amor que fica...

Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivência e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Dizem que a dor é quem ensina a gemer. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.

No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades. Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a frequentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.

Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim. Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém, por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia. Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa. Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

Meu anjo respondeu:

- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida! Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:

- E o que a morte representa para você, minha querida?

- Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?

(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)

- É isso mesmo, e então?

- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?

- É isso mesmo querida, você é muito esperta!

- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.

- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.

Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:

- E o que a saudade significa para você, minha querida?

- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!

Rogério Brandão
Médico oncologista clínico