Homilia da Solenidade da Sagrada Família

No domingo após o Natal celebra-se a festa da Sagrada Família Jesus, Maria e José. Deus quis manifestar-se aos homens integrado numa família humana. Ele quis nascer numa família, quis transformar a família num presépio vivo. Pode-se dizer que hoje celebramos o verdadeiro Dia da Família!

A Palavra de Deus na 1ª Leitura, lembra aos filhos o dever de honrarem pai e mãe, de socorrê-los e compadecer-se deles na velhice, ter piedade, isto é, respeito e dedicação para com eles; isto é cumprimento da vontade de Deus.

São Paulo, na 2ª Leitura, enumera as virtudes que devem reinar na família: sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportar-se uns aos outros com amor, perdoar-se mutuamente. Revestir-se de caridade e ser agradecidos. Se a família não estiver alicerçada no amor cristão, será muito difícil a sua perseverança em harmonia e unidade de corações. Quando esse amor existe, tudo se supera, tudo se aceita; mas, se falta esse amor mútuo, tudo se faz sumamente pesado. E o único amor que perdura, não obstante os possíveis contrastes no seio da família, é aquele que tem o seu fundamento no amor de Deus.

A Sagrada Família é proposta pela Igreja como modelo de todas as famílias cristãs: na casinha de Nazaré, Deus ocupa sempre o primeiro lugar e tudo Lhe está subordinado.

Os lares cristãos, se imitarem o da Sagrada Família de Nazaré, serão lares luminosos e alegres, porque cada membro da família se esforçará em primeiro lugar por aprimorar o seu relacionamento pessoal com o Senhor e, com espírito de sacrifício, procurará ao mesmo tempo chegar a uma convivência cada dia mais amável com todos os da casa.

A família é escola de virtudes e o lugar habitual onde devemos encontrar a Deus.

Cada lar cristão tem na Sagrada Família o seu exemplo mais cabal; nela, a família cristã pode descobrir o que deve fazer e como deve comportar-se, para a santificação e a plenitude humana de cada um dos seus membros. Diz o papa Paulo VI: “Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho. Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa muito simples, muito humilde e muito bela manifestação do Filho de Deus entre os homens. Aqui se aprende até, talvez insensivelmente, a imitar essa vida”.

A família é a forma básica e mais simples da sociedade. É a principal escola de todas as virtudes sociais. É a sementeira da vida social, pois é na família que se pratica a obediência, a preocupação pelos outros, o sentido de responsabilidade, a compreensão e a ajuda mútua, a coordenação amorosa entre os diversos modos de ser. Está comprovado que a saúde de uma sociedade se mede pela saúde das famílias. Esta é a razão pela qual os ataques diretos à família (como divórcio, aborto, união de pessoas do mesmo sexo) são ataques diretos à própria sociedade, cujos resultados não tardam a manifestar-se.

O Messias quis começar a sua tarefa redentora no seio de uma família simples, normal. O lar onde nasceu foi a primeira realidade humana que Jesus santificou com a sua presença.

Hoje, de modo muito especial, pedimos à Sagrada Família por cada um dos membros da nossa família e pelo mais necessitado dentre eles. Maria, Rainha da Família, rogai por nós!

Mons. José Maria Pereira

Retirado do Blog Homilia Dominical

10 conselhos do Papa Francisco aos jovens

1) Ter um coração jovem sempre: “Vós tendes uma parte importante na festa da fé! Vós nos trazeis a alegria da fé e nos dizeis que devemos vivê-la com um coração jovem sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo o coração não envelhece nunca!” (Homilia de Domingo de Ramos 24/03/2013 – Dia da Juventude)

2) Ir contra a corrente: “Sim, jovens, ouvistes bem: ir contra a corrente. Isso fortalece o coração, já que “ir contra a corrente” requer coragem, e o Senhor nos dá essa coragem. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam nos meter medo se permanecermos unidos a Deus como os ramos estão unidos à videira, se não perdermos a amizade d’Ele, se lhe dermos cada vez mais espaço na nossa vida” (Santa Missa dos crismandos em Roma – 28 de abril de 2013)

3) Apostar em grandes ideais: “Não enterrem os talentos! Apostem em grandes ideais, aqueles que alargam o coração, aqueles ideais de serviço que tornam fecundos os vossos talentos. A vida não é dada para que a conservemos para nós mesmos, mas para que a doemos. Queridos jovens, tenham uma grande alma! Não tenham medo de sonhar com coisas grandes!” (Catequese do dia 24/04/2013)

4) Estar com Deus em silêncio: “Aprendam a permanecer em silêncio diante d’Ele, a ler e meditar a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a dialogar com Ele, todos os dias, para sentir a Sua presença de amizade e de amor”. (Mensagem aos jovens reunidos para a “Sexta Jornada dos Jovens” da Lituânia 28-30 de junho)

5) Rezar o Rosário: “Gostaria de destacar a beleza de uma oração contemplativa simples, acessível a todos, grandes e pequenos, cultos e pouco instruídos: a oração do Santo Rosário. O Rosário é um instrumento eficaz para nos ajudar a nos abrirmos a Deus, porque nos ajuda a vencer o egoísmo e a levar a paz aos corações, às famílias, à sociedade e ao mundo.” (Mensagem aos jovens reunidos para a “Sexta Jornada dos Jovens” da Lituânia 28-30 de junho)

6) Fazer barulho: “Aqui, no Rio, farão barulho, farão certamente. Mas eu quero que se façam ouvir também, nas dioceses, quero que saiam, quero que a Igreja saia pelas estradas, quero que nos defendamos de tudo o que é mundanismo, imobilismo, nos defendamos do que é comodidade, do que é clericalismo, de tudo aquilo que é viver fechados em nós mesmos” (Discurso aos Jovens argentinos durante a JMJ Rio 2013)

7) Aproximar-se da cruz de Cristo: “Queridos amigos, a Cruz de Cristo nos ensina a sermos como o Cireneu, aquele que ajuda Jesus a levar o madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o fim, com amor, com ternura. E você, como é? Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria?” (Discurso aos Jovens durante a Via-sacra, em Copacabana, durante a JMJ Rio 2013)

8) Ser protagonista das mudança: “Através de vocês,entra o futuro no mundo. Também a vocês, eu peço para serem protagonistas desta mudança. Peço-lhes para serem construtores do mundo, trabalharem por um mundo melhor. Queridos jovens, por favor, não ‘olhem da sacada’ a vida, entrem nela. Jesus não ficou na sacada, Ele mergulhou… ‘Não olhem da sacada’ a vida, mergulhem nela como fez Jesus”. (Discurso na Vigília de Oração, na praia de Copacabana, durante a JMJ Rio 2013)

9) Servir sem medo: “Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da Sua misericórdia e do Seu amor”. (Homilia da Missa de encerramento da JMJ Rio 2013)

10) Ser revolucionário: “Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é ‘curtir’ o momento, que não vale a pena se comprometer por toda a vida, fazer escolhas definitivas “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Nisso peço que se rebelem: que se rebelem contra a cultura do provisório, a qual, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de ‘ir contra a corrente’. E também tenham a coragem de ser felizes!” (Discurso aos voluntários da JMJ Rio 2013)


Retirado do Blog Destrave – Canção Nova

As virtudes dos pais são os pais das virtudes dos filhos

O fator mais importante na educação é que os pais saibam conquistar os filhos; não com dinheiro, roupa da moda, tênis de marca, etc., mas com aquilo que eles são; isto é, a sua conduta, a sua moral íntegra, a sua vida honrada e responsável e seu bom exemplo. O filho precisa ter “orgulho” do seu pai, ter “admiração” pela sua mãe, ter prazer de estar com eles, ser seus amigos. Assim ele ouvirá os seus conselhos e as suas correções com facilidade. Mas para conquistar o teu filho você não precisa gastar muito dinheiro com ele, mas terá de gastar muito tempo e dedicação.

Vi certa vez uma frase, em um adesivo de automóvel, que dizia: Adote o seu filho, antes que o traficante o faça. De fato, se não conquistarmos os nossos filhos, com amor, carinho e correção sadia, eles poderão ir buscar isto nos braços de alguém que não convém. É preciso que cada lar seja acolhedor para o jovem, para que ele não seja levado a buscar consolo na rua, na droga, na violência… fora de casa. Sobretudo é primordial o respeito para com o filho; levá-lo a sério, respeitar os seus amigos, as suas iniciativas boas, etc. Se você quer ser amigo do seu filho, então deve tornar-se amigo dos seus amigos, e nunca rejeitá-los. Acolha-os em sua casa.
Muitos pais erram ao mandarem os seus filhos para a casa dos outros para ficarem livres deles, ou para que não façam bagunça em casa; é um grande engano. Deixe que o seu filho traga os seus amigos para a sua casa; então, você os poderá conhecer e evitar as más companhias para eles.

Diante dos filhos os pais não devem ser super-heróis, que nunca erram. Ao contrário, os filhos devem saber que os seus pais também erram e que também têm o direito de serem perdoados; e, para isso, os pais precisam aprender a pedir perdão para os filhos quando erram em relação a eles. Não há fraqueza nisto, e muito menos isto enfraquecerá a sua autoridade de pai. Ao contrário, diante da humildade do pai e da sua sinceridade, a admiração do filho por ele crescerá. Tudo  isto faz o pai “conquistar” o filho.

O educador francês André Bergè, diz que “os defeitos dos pais são os pais dos defeitos dos filhos”. Parafraseando-o podemos dizer também que “as virtudes dos pais são os pais das virtudes dos filhos”. Não é sem razão que o povo afirma que “filho de peixe é peixinho”. Isto faz crescer a nossa responsabilidade.

É importante que os pais saibam corrigir os filhos adequadamente, com firmeza é certo, mas sem humilhá-los. Não se pode bater no filho, não se pode repreendê-lo com nervosismo, ofendê-lo na frente dos seus amigos e irmãos. Isso tudo humilha o filho e o faz odiar os pais. Há pais que gritam com seus filhos e os ofendem e magoam na frente de outras pessoas; ora, esta criança ficará com ódio deste pai. E como este pai, ou esta mãe, poderá dar um bom conselho a este filho; ele se negará a segui-lo.

Conquiste o seu filho, não com dinheiro, mas com amor, vida honrada e presença na sua vida. E, sobretudo, leve-o para Deus, com você! São Paulo diz aos pais cristãos :”Pais, não deis a vossos filhos motivo de revolta contra vós, mas criai-os na disciplina e correção do Senhor” (Ef 6,4).

Quanto mais as santas Leis de Deus em relação à família, forem desrespeitadas tanto mais famílias destruídas teremos, e tanto mais lágrimas rolarão dos olhos  dos pais e dos filhos.

No capítulo 30 do Eclesiástico, a Palavra de Deus fala aos pais sobre a sua enorme responsabilidade na educação dos filhos. Ele diz: “Aquele que ama o seu filho corrige-o com frequência, para que se alegre com isso mais tarde” ( 30,1). Infelizmente são muitos os pais que não corrigem os seus filhos, ou porque são relapsos como pais, ou porque também precisam de correção, já que também não foram educados. Mais à frente ele diz: “Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes curar as feridas” (30,7).

A palavra é pesada, “estraga”, com “mimos”. A criança mimada  torna-se problema; pensa que o mundo é dela, e que todos devem servi-la. Não há coisa pior para um filho. Isto ocorre muito com o filho-único, objeto de “todas” as atenções e cuidados dos pais, avós e tios. Aí é preciso uma atenção especial!

“Um cavalo indômito torna-se intratável, a criança entregue a si mesma torna-se temerária” (30,8).

Não pode haver mal maior do que deixar uma criança abandonada, materialmente, mas principalmente na sua educação. “Adula o teu filho e ele te causará medo”, diz o Eclesiástico (30,9).

“Não lhes dê toda a liberdade na juventude, não feches os olhos  sobre as suas extravagâncias” (30,11).

Muitos pais, vendo os filhos errarem, não os corrige. Temos que ensinar o filho usar a liberdade com responsabilidade. Não dar-lhe “toda” liberdade. Sem responsabilidade e verdade, a liberdade se torna libertinagem e mau hábito perigoso. Se o trem sair dos dois trilhos, ele descarrila e tomba; se a liberdade não tiver normas se torna vandalismo.


Prof. Felipe Aquino

É preciso ir ao encontro dos outros

Um dos maiores milagres, deste tempo de Natal, é o de criarmos em nós a capacidade de repensar e redescobrir valores que, ao longo do ano, foram deixados de lado ou roubados pela cultura do bem-estar individual. Nesta época do ano, somos mais família, solidários, falamos mais de amor e paz, de respeito ao próximo, porque, “no coração de cada homem e de cada mulher, habita o anseio de uma vida plena, que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros”.

Entendemos que este sentimento de solidariedade e fraternidade, que nos invade no Natal, está dentro de nós, é uma vocação do homem. Mas por que este ‘espírito natalino’ não se torna algo efetivo, no nosso dia a dia, durante os outros 11 meses do ano?

O fato é que estamos mergulhados numa sociedade que já não constrói pontes entre seus semelhantes, pelo contrário, evidenciam-se, a cada dia, os abismos entre o “eu” e o “tu”. Construímos muros cada vez mais altos ao redor de nossas casas, nos agrupamos, inseguramente, em condomínios que são verdadeiras fortalezas (ou prisões) de luxo, consumimos compulsivamente – agora sem sair de casa – para entorpecer nossas angústias interiores. Até ter filhos se tornou um peso associado ao ‘custo x benefício’, que pode prejudicar uma viagem para Cancun ou Paris, ou até mesmo a aquisição do carro do ano.

Parece que temos mais, vivemos mais, temos melhores condições e conforto, mas, existencialmente, nos sentimos fracassados, inseguros e infelizes. Como diz o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “a certeza e a segurança das condições existenciais dificilmente podem ser compradas com os recursos da conta bancária”.

Em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco fez duras críticas ao que vem chamando de “cultura do descartável”, reflexo desta sociedade individualista e materialista. Segundo Francisco, não há vida digna se cada homem e mulher não redescobrir a sua vocação à fraternidade e à comunhão, ou seja, não podemos falar de paz se não sairmos do nosso comodismo para cuidar de nossos irmãos mais necessitados. Toda guerra, toda injustiça e desigualdade social, segundo o Papa, têm a sua gênese na “rejeição radical da vocação de ser irmãos”.

A fome, a desigualdade, a corrupção, o racismo, a violência, as drogas, tudo aquilo que desejamos extirpar da nossa sociedade, tem a sua fonte no meu e no seu individualismo. Sobre todos esses problemas sociais, questionou-nos o Papa Francisco quando veio ao Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude: “Você é o que lava as mãos e vira para o outro lado?"

Esses discursos de Francisco contra a cultura do conforto e do individualismo nos ajudam a entender que não basta lutar contra a pobreza, contra a corrupção ou até fazer uma boa ação de Natal se não combatermos uma doença muito mais profunda no coração do homem moderno: o egoísmo. Para isso é preciso que coloquemos em prática o que o Pontífice tem chamado de “cultura do encontro”.

Como cristãos, não podemos mais nos isolar em nossas ilhas de conforto e bem-estar, saindo de nosso comodismo apenas em épocas natalinas. O remédio para a doença do individualismo é o serviço ao próximo, “uma Igreja que se organiza para servir a todos os batizados e homens de boa-vontade”, desde os que estão em nosso lar até os mais necessitados e marginalizados da sociedade. Para sermos felizes todos os dias do ano é preciso seguir o conselho do Mestre: “Há mais alegria em dar do que em receber” (At 20, 3).


Daniel Machado

Tudo tem seu tempo

Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu (cf. Eclesiastes 3, 1). Nesta máxima da sabedoria em Israel, fundamento da cultura grega presente no mundo judaico, bem localizado no horizonte cristão, vê-se o quão oportuna é a figura de um ancião que tem o intuito de instruir os jovens.

Há uma sabedoria que não pode ser esquecida sob pena de perder o verdadeiro sabor das coisas e dos sentidos adequados para a existência, provocando os desvarios absurdos que têm configurado a sociedade contemporânea. Concretizados em violência, corrupção, imoralidade, indiferença com a dor dos outros, perversidade; e ainda no entendimento da vida como disputa, na surdez para o grito dos pobres. Estes desvarios acontecem pela falta de sabedoria que pode estar ausente ou ser cultivada nas estratégias da governança moderna, nas especializações das ciências deste tempo, ou mesmo na aprendizagem dos processos formativos.

Essa sabedoria capacita corações e inteligências para o discernimento adequado, de modo que as escolhas configurem condutas à altura da dignidade humana em todos os níveis e na direção de cada pessoa, respeitada a sua singularidade.

A busca dessa sabedoria é tarefa de todos. Não se pode delegá-la, seja na família, nas instituições, nos variados contextos - ou eximir-se dessa missão. Os fluxos que configuram a cultura ocidental estão comprometidos. Impedem, lamentavelmente, por atos e escolhas, o cultivo permanente dessa sabedoria para equilibrar a vida e vivê-la dignamente desde a fecundação até a morte com o declínio natural. A vida de todos está o tempo todo por um fio. É resultado da falta de sabedoria de que tudo tem seu tempo - discernimento que modula a inteligência livrando-a dos desatinos da irracionalidade e preservando o sentido de limite, sem comprometer a liberdade e a autonomia.

No livro do Eclesiastes, capítulo terceiro, o ancião se empenha na tarefa de instruir os jovens. Insiste na compreensão que não pode ser substituída nem pela ciência e nem por estratégias.

Vale retomar sempre as indicações do sábio ancião: "Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de destruir e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar, tempo de abraçar e tempo de afastar-se dos abraços, tempo de procurar e tempo de perder, tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amor e tempo de ódio, tempo de guerra e tempo de paz". Está indicado que a vida não pode ser vivida e conduzida sem essa sabedoria. Trata-se de um caminho longo na vivência do amor, na prática da justiça, na assimilação de valores, no exercitar-se no gosto de ser bom e de encantar-se com o outro.

As instituições todas, sobretudo a família, têm tarefas fundamentais nesse processo para tecer uma cultura ancorada na sabedoria. Se esse caminho não for percorrido, com urgência e perseverança, os desvarios da violência, das disputas, das agressões e da perda de sentido continuarão desfigurando instituições, culturas, modos de viver. Assim as vítimas, e também agentes, desse processo, serão especialmente os mais jovens.

Diante da atual realidade torna-se premente modular os corações e as culturas no horizonte dos valores que se revelam na pessoa de Jesus Cristo. A propósito de que tudo tem seu tempo, vivenciamos o momento propício para refletir sobre o verdadeiro sentido do Natal. É preciso sabedoria para não se curvar diante de enfeites, de Papai Noel e de outros símbolos comerciais que parecem ofuscar Jesus Cristo, o Dom maior de Deus Pai para a salvação da humanidade.

É tempo de cultivar símbolos como o presépio, antiga tradição educativa que modelou corações no bem, cuja intuição sábia de São Francisco de Assis nos deixou como herança. É tempo de reavivar o coração na fé e nos valores que só o encontro com Cristo pode garantir.

Resgatando a inspiração de Francisco de Assis, a Arquidiocese de Belo Horizonte convida todos a reacenderem a chama do amor de Deus, fonte inesgotável da sabedoria que sustenta a vida.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Então é Natal!

Mas um ano termina, outro começa a chegar e com ele chegam também novos sonhos, planos, aspirações e desejos de fazer o mundo melhor. As ruas iluminadas, as casas decoradas, a troca de cartões e presentes nos contagiam. Há um clima diferente no ar que nos envolve e faz nosso lado melhor vir à tona. Gestos de ternura e perdão são espontâneos e votos de felicidades voam distâncias e cruzam mares para chegar aos corações.

Então é Natal! A esperança volta a brilhar nos horizontes, nos lares e na alma de cada um que se deixa contagiar pelo encanto desta época de paz, amor e luz. E é precisamente no contexto deste tempo que somos convidados a vivenciar o Mistério do nascimento de Cristo.

Acredito que quando celebramos o Natal algo diferente acontece dentro de nós e nos contagia, inclinando-nos à mudança, à simplicidade e à busca do essencial.

Lembro-me de que, quando eu era criança, gostava muito de ouvir as histórias a respeito do nascimento de Cristo. Depois das narrativas que sempre apresentavam diferentes versões, eu ficava tentando entender, com minha ingênua razão, por que Deus, sendo assim tão grande e podereso, foi nascer justamente em um lugar tão simples. Fui crescendo no conhecimento e encontrando respostas para a questão, mas a verdade é que elas não calam o meu coração. Não consigo ver o presépio apenas como decoração de Natal. Principalmente porque suas figuras nos falam e nos desafiam à construção de um mundo melhor.

No centro do presépio dois bracinhos de criança, que se abrem em nossa direção, cheios de ternura e de paz, nos ensinam que é abrindo os braços na direção do outro que construímos um feliz ano novo e uma feliz vida nova. Discreto e sereno lá está também José, figura tão importante no nascimento de Cristo. Homem simples, trabalhador, como tantos entre nós. Dedicação, pureza, humildade e obediência a Deus movem seu coração e conduzem suas atitudes. É com razão que padre Zezinho afirma, em uma das suas inúmeras canções, que "O mundo seria bem melhor se todo pai fosse José [...]". Ainda no presépio encontramos Maria refletindo a serenidade, a luz e a paz de que a humanidade tanto precisa. Sua ternura materna irradia e consola o coração de filhos aflitos que a contemplam, buscando aprender com ela o jeito de corresponder a Deus.

E quando vamos a caminho do presépio também nos deparamos com os Reis Magos. Eles também nos ensinam, pois envolvidos pelo encanto do Natal, trazem em suas mãos: ouro, incenso e mirra, ou seja, o que tinham de melhor para oferecer. Certamente é próprio do tempo natalino oferecermos ao outro aquilo que temos de melhor. Não falo de bens materiais, aliás, os presentes de Natal só têm sentido se simbolizam o amor que nos move a doá-los e nunca podem ocupar o centro das celebrações. Natal é tempo de oferecer o que temos de melhor sim, e o que temos de melhor habita dentro de nós, não se vende nem se compra, só pode ser oferecido. Procuremos, portanto, oferecer hoje nosso melhor sorriso, o abraço mais caloroso, a palavra mais afável e amemo-nos uns aos outros sem esperar nada em troca.

É tempo de nos deixarmos envolver pela eterna simplicidade, alegria e pureza do presépio, expressas nos bracinhos abertos do Menino Jesus. Assim, verdadeiramente o Natal estará acontecendo em nossa vida e haverá paz na terra e em nossos corações!


Site Canção Nova

Mensagem de Natal - Santuário de Fátima

À todas as pessoas que visitam o nosso Blog, desejamos um feliz Natal. Que o Deus Menino possa renascer em nossos corações.

Hoje nós somos a Manjedoura Sagrada de Belém. Que cada coração internauta, seja tocado pela Boa Notícia do Nascimento do Salvador. Que em 2014, estejamos mais abertos no acolhimento da sua Palavra, na construção de um mundo melhor. 

Que a Santa Palavra neste Novo Ano, seja como que um espelho no qual a Igreja contempla a Deus até chegar a vê-lo face a face tal qual ele é.

Um Santo Natal e Ano Novo cheio de Bênçãos!

Pe. Francisco Ivan de Souza

Pároco do Santuário de Fátima

Feliz Natal!!!

Irmãos,

Já é natal, tempo em que a esperança volta a brilhar nos horizontes, nos lares e na alma de cada um que se deixa contagiar pelo encanto desta época de paz, amor e luz.

É tempo de oferecer o que temos de melhor, e o que temos de melhor habita dentro de nós, não se vende nem se compra, só pode ser oferecido. Procuremos, portanto, oferecer hoje nosso melhor sorriso, o abraço mais caloroso, a palavra mais afável e amemo-nos uns aos outros sem esperar nada em troca.

Nós que fazemos o Blog do Santuário de Fátima, desejamos a você e a sua família um Natal repleto de amor, paz e que o Menino Jesus possa nascer verdadeiramente dentro de cada um de nós.


Paz e Bem!!!

Jesus nasce em Belém – Lucas 2

Maria casou-se com José e estava esperando um filho quando o rei de Roma mandou fazer um recenseamento. As pessoas deviam voltar ao país natal para registrar-se.

José e Maria seguiram para Belém, um pequeno povoado onde nasceu o rei Davi, antepassado de José. Quando chegaram a Belém, não encontraram lugar para ficar. Refugiaram-se em um estábulo para poder passar a noite.

Nesta mesma noite chegou a hora do parto de Maria. Ela olhou o bebê com amor materno, o envolveu em panos e o pôs numa manjedoura. No céu brilhou uma estrela grande e bonita, anunciando o nascimento do Filho de Deus.


Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Oração diante do Presépio – 3º Momento

Eu ofereço o que tenho

A Palavra

“Eis que Magos vieram do Oriente a Jerusalém.
Entrando na casa, acharam o menino com
Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, eles o Adoraram.
Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe
Como presentes: ouro, incenso e mirra” (Mt 2,1-11)

Meditemos

Todo presente está ligado à pessoa à qual se dirige, com gratuidade. Todo dom nasce do amor, cria comunhão, traduz empenho e é sinal de uma presença. Doar-se é manifestar e participar da generosidade de Deus, a capacidade de doar-se é a grande riqueza de cada pessoa, o único dom que todos podem dar.

Oração

Senhor, em todo lugar, em cada situação,
O teu nascimento é luz que guia cada caminho.
Em cada coração tu colocaste dons diferentes,
Não para que sejam guardados
E retidos ciosamente para si,
Mas para que sejam oferecidos
Para a felicidade de todos.
Ajuda-me, Senhor, a oferecer os dons
Que tu me concedeste,
Para o bem de todos os irmãos.
Amém

Gesto

Diante do presépio pode-se oferecer incenso como sinal de vontade de dar tudo o que somos.


Retirado do Livro A Palavra para os Jovens – Ed. Ave Maria

4º Domingo do Advento

A 1ª Leitura, nos mostra que, para o cristianismo fica claro que a maternidade de Maria não teve a contribuição de José, mas é obra do Espírito de Deus. A contribuição de José foi oferecer a Jesus a linhagem davídica. Em Jesus, unificam-se tradições antigas do seu povo: Abraão, o patriarca; Davi, o rei; Isaías, o profeta. Em Jesus cumprem-se as profecias. José, filho de Davi, pai adotivo de Jesus, filho de Davi. O descendente de Davi salvará seu povo.

A carta aos romanos, na 2ª Leitura, liga-se à primeira leitura. É provável que esta carta tenha sido escrita na cidade de Corinto, pelo ano 56 aos 58 d.C. É um longo prólogo anunciando a boa notícia do Messias nascido da descendência de Davi como sinal da fidelidade de Deus. É um hino que expressa o testemunho desse menino que iria nascer num humilde lar de Nazaré, Jesus, o Emanuel. Vem de Deus, entra e assume a história da humanidade. Paulo diz que quem envia o Emanuel é o próprio Espírito de Deus.

O evangelho de Mateus se inicia com a genealogia de Jesus. Genealogia é um gênero literário para apresentar uma personalidade importante. A partir do versículo 18, procura explicar como Jesus, nascido de maneira misteriosa de Maria, toma parte da linhagem de Davi e Abraão, através de José, que o adota como filho. O fato do nascimento legal de Jesus, afirmado de Davi, recebe Jesus em sua linhagem.

Antes mesmo de levarem uma vida em comum, os jovens que se comprometem ao casamento são considerados esposos; somente um repúdio legal poderia desligá-los do compromisso. Devido à gravidez misteriosa de Maria, José se decide pelo repúdio, mas quer fazê-lo secretamente. A lei não prevê tal atitude, pois a carta de divórcio devolve a mulher o direito de se casar novamente. Então, por que José é considerado justo? Será que José é considerado justo por cumprir a lei que autoriza o divórcio em casa de adultério? Ou por mostrar-se indulgente? Como usar a justiça com uma inocente? Ou por não querer ser pai de um filho que não é seu, em uma cultura que valoriza muito a paternidade?

Nenhum texto do Primeiro Testamento prevê um repúdio secreto. Para ser legal, tinha que ser autenticado por um certificado oficial (cf. Dt 24,1). Em sonho, Deus se revela a José, o ajuda a compreender os acontecimentos e lhe dá uma missão: dar o nome de Jesus (Deus salva) ao menino. Embora Maria esteja grávida do Espírito, cabe a José cooperar, conferindo ao menino a filiação davídica, para que se cumpram as Escrituras.

Mateus apoia-se na profecia de Isaías que ouvimos na primeira leitura. Através de Isaías, o Senhor oferece ao rei um sinal: “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe dará o nome de Emanuel”. Certamente o profeta se referia à esposa de Acaz, mãe de Ezequias. Mateus segue essa tradição, mas iluminado pelo nascimento virginal de Jesus.

Site da Diocese de Limeira

Oração diante do Presépio – 2º Momento

Acolher Deus encontrando-o no irmão

A Palavra

“Mas a todos aqueles que o receberam, aos que
crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem
filhos de Deus.” (Jo 1,12)

Meditemos

Existem muitos modos de acolher, mas o acolhimento que Jesus ensinou, quando veio ao mundo, é atenção vigilante e amorosa em relação ao outro, é escuta simples e vigilante, é disponibilidade total e imediata.

Este acolhimento se faz sacrifício, é agir em primeira pessoa, é tomar a si o encargo dos problemas do irmão até identificar-se com ele.

Oração

Ensina-me, Senhor, a ser hospitaleiro
Não só nos meus dias de festa,
Quando estou alegre e em paz,
Mas em todos os dias do ano,
Especialmente quando existe monotonia
Ou sofrimento ou fadiga.
Ensina-me a ser hospitaleiro
Para que o irmão possa aproximar-se
De mim a todo o momento
E confiar-me o seu pesado fardo. Amém

Gesto

Podem ser colocados junto do presépio alguns tijolos, para representar a habitação na qual acolhemos Deus que se faz presente nos outros.


Retirado do Livro A Palavra para os Jovens – Ed. Ave Maria

Maria e o anjo – Lucas 1

Deus enviou um anjo chamado Gabriel a Nazaré, uma pequena vila da região da Galiléia. O anjo foi levar uma mensagem de amor para uma jovem chamada Maria. Ela estava prometida em casamento a José e pensava em casar-se em pouco tempo. Ao ver o anjo, Maria ficou assustada. Mas o anjo falou com voz doce e ela o escutou:

-“Não tenha medo. Deus abençoou você de maneira especial. Você vai ter um filho e o chamará de Jesus. Ele será santo e todos saberão que ele é Filho de Deus”.

-“Como isso acontecerá se não tenho marido?” - perguntou Maria.

O anjo respondeu: “O Espírito Santo de Deus fará com que isso aconteça. Para Deus nada é impossível”.

Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim a sua vontade”.

E o anjo foi embora.


Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Oração diante do presépio – 1º Momento

Deixar-se iluminar por Cristo

A Palavra

“Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz!
A glória do Senhor se levanta sobre ti!” (Is 60,1)

Meditemos

Para viver autenticamente o Natal é preciso abrir-se à luz que provém do presépio.
Jesus revela-se como “a luz que ilumina todo homem”, vence as trevas humanas, faz-nos ver quem realmente somos e o que há dentro de nós.

Oração

Senhor, tu me falas na intimidade
Da minha consciência
E a tua luz penetra em mim
E me acompanha sempre.
Faz que eu não tenha medo da tua luz,
Que não continue a concentrar-me em mim mesmo.
Dá-me a coragem
De me deixar iluminar por ti,
Para que haja luz dentro de mim.

Amém

Gesto

Enquanto se reza, pode-se iluminar, um pouco por vez, o presépio.


Retirado do Livro A Palavra para os Jovens – Ed. Ave Maria

3º Domingo do Advento

A primeira leitura é do primeiro Isaías, profeta que atua entre 740-700 a. C. Portanto hoje ouvimos o primeiro Isaias que mostra que a classe dominante assumiu o culto da religião assíria e é infiel à Aliança com Deus. A começar pelo rei, vivem sem fé, corrompidos e sem escrúpulos. O rei chegou a sacrificar o próprio filho ao ídolo Molok. O momento é de guerra e sofrimento para o povo.

Isaías traz dimensão messiânica da profecia que levava o povo a olhar para o futuro, esperar pela vinda do Messias e a aguardar a realização do Reino de Deus. A profecia, em sua palavra crítica, clareia o presente e esconde uma palavra de esperança que anuncia o futuro. Na denúncia do mal do presente, deve estar também o anúncio da Boa Nova.

Isaías anuncia o júbilo da natureza, a cura dos enfermos, a volta dos exilados. A vinda salvadora de Deus transforma o deserto em paraíso, vence todas as doenças e maldições; dá liberdade, alegria, felicidade. Todos deprimidos criarão animo e coragem. As mãos ficarão fortes e firmes os joelhos.

A transformação da natureza é o símbolo que expressa a restauração do povo oprimido e libertado pelo Senhor. Isaías é um canto de esperança e um convite a celebrar antecipadamente a alegria da libertação, do Reino que vem. O tema central da água no deserto suscita a memória de um novo êxodo.

Na 2ª Leitura, a exortação de Tiago, o irmão do Senhor, da comunidade mãe de Jerusalém, começa contra as pessoas ricas que oprimem os pobres e se enriquecem às suas custas, pois lhes retêm o salário. Tiago começa dizendo: “agora vós, os ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair sobre vós.” Repete assim, o grito dos profetas. O tesouro dos ricos, já reduzido a nada pelos vermes e a ferrugem  vai testemunhar contra eles no final dos tempos. Nas comunidades primitivas, esperava-se que o Senhor voltasse em breve para o julgamento final e definitivo.

Nos versículos 7 a 11, sua exortação abre-se para um horizonte escatológico e Tiago pede que se tenha paciência, porque o Senhor está próximo. Paciência, como a de quem coloca uma semente na terra e fica à espera da planta que virá e dos frutos que ela via produzir sem impacientar-se com a demora. Paciência, Constancia, firmeza no tempo de provação que antecede a vinda do Reino. Paciência laboriosa no tempo que prepara a Parusia, a segunda presença/vinda do Messias, segundo Advento do Senhor que proclamamos em nossa liturgia.

Tiago propõe Jó como modelo de paciência. É a única vez que Jó é citado no Segundo Testamento. Esse exemplo é conhecido no judaísmo e a comunidade de Tiago é composta de cristãos vindos do judaísmo. O Senhor é rico em misericórdia, benevolente e compassivo como foi com Jó. Esses são atribuídos litúrgicos de Deus.

No evangelho de hoje, Jesus fala sobre João Batista. No início do cristianismo, em algumas comunidades, houve a preocupação sobre o lugar de João Batista com referência a Jesus. A perícope deste domingo reflete essa preocupação. Podemos dividi-la em duas partes: Na primeira parte os discípulos de João, que já está na prisão de Herodes, vão perguntar a Jesus sobre sua identidade: “És tu o que devia vir, ou devemos esperar outro?”

Jesus responde, definindo sua identidade messiânica: “Informem a João sobre o que vocês ouvem e vêem: cegos recobram a visão, coxos caminham, leprosos são purificados, surdos ouvem, mortos ressuscitam, os pobres recebem a boa notícia e feliz quem não tropeça por minha causa”. Nesta identificação do Messias, ressoa a profecia de Isaías.

Na segunda parte do trecho de Mateus, Jesus esclarece à multidão sobre a missão de João: O que foram contemplar no deserto? Uma taquara fininha, delgada, agitada pelo vento? Um homem com roupas finas e ricas? Quem se veste assim mora em palácio. Mas o que foram ver? Um profeta? Sim, e alguém que é mais do que profeta.

Dele é que está escrito na sagrada Escritura: Eis que envio o meu mensageiro à tua frente para preparar o teu caminho diante de ti. Jesus encerra dizendo que, de todos os que nasceram, nenhum homem é maior do que João Batista. Porém, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. As palavras das profecias confirmam a missão de Jesus.


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