Maria, a Mãe, tem
muitos títulos, mas um dos títulos mais festejados da Igreja é o título Mãe da
Misericórdia.
Há quem diga que são
800 nomes e outros, que passam de mil nomes dados à Maria.
Falar de Maria é uma
coisa, mas de quem fala com conhecimento em teologia, espera-se muito mais.
Pois a figura da Mãe de Cristo é muito rica para ficarmos somente na parte
devocional.
Espera-se dos cristãos
que conheçam a história de Maria antes, durante e depois de Jesus. Os cristãos,
principalmente os católicos e ortodoxos, tomaram- se de tão grande amor por
Maria que a veneram. Veneram a Mãe e não adoram.
Deve-se censurar o
católico que exagera na sua veneração a Maria, pois. Maria é menos que Jesus.
Não se pode adorar a Mãe. Nem ela e nem Jesus concordam com isso. Nós apenas a
veneramos. Prestamos tributo de gratidão àquela que nos deu Jesus. Sabemos que
ela nunca foi deusa e nunca será. Só existe um Deus.
Erra gravemente o
cristão que no afã de exultar o Filho, despreza Sua Mãe. Não fazemos isso nem
com a mãe da terra.
Se Jesus garantiu que,
no mesmo dia de Sua morte, levaria para o céu o ladrão, fica estranho que Ele
não consiga levar sua Mãe para o céu. É claro que Maria foi para o céu.
Jesus leva para o céu
porque Ele é misericórdia, e a Mãe Dele é Mãe de misericórdia.
Para Jesus, a sua vida,
morte e ressurreição levam para o céu.
Chamamos Maria de Nossa
Senhora e chamamos de Mãe. E damos um título para saber onde, quando e como
começou a aparição. Na minha adolescência aprendi que se tratava sempre da
mesma Mãe. Eu tinha 9 anos e aprendi com minha mãe, que era analfabeta. São
muitos títulos: Fátima, Guadalupe, Penha, Assunção, etc e eu sabia a diferença.
Explicaram-me o sentido
da devoção. Aos 13 anos eu sabia muito bem o significado dos títulos de Maria,
a mesma pessoa com muitos títulos.
Eu era coroinha em
Taubaté, eu gostava de livros que explicavam tudo sobre Jesus e a Mãe Dele. Eu
queria ser padre e isso fazia parte da minha formação.
Aos 14 anos, o Pe.
Tarcísio explicava que não deveríamos ficar mais tempo no altar a ela dedicado.
Dizia: “fiquem um pouco e depois vão para o Sacrário.”
No Sacrário é que devia
ir. Eu seria padre de Jesus e não de Maria.
Ele alertava que um
seminarista dedicava mais tempo a Jesus, mas não se esquecia de passar por
Maria. Eu deveria passar mais tempo no sacrário, Maria não era o Sacrário, ela
não era deusa, mas estava ao lado de Jesus o tempo todo.
Maria foi a primeira a
não aceitar louvores excessivos ao proclamar-se serva.
Foi ela também que
cantou o canto de Ana, mãe de Samuel.
Foi também ela que
sabia que seria louvada, não por ela, mas por causa do Filho. Como se ela
dissesse: “ sou quem sou por causado meu Filho e serei o que serei por causa do
meu Filho.” Sigam os passos Dele, pois eu também estou seguindo a Ele.
Fique claro para todos
nós que cantamos o nome de Maria, que ela mesma sabia o seu lugar.
Não podemos aparecer
mais do que o altar. Não podemos e nem devemos aparecer mais que o Sacrário,
mais que a Cruz.
Alguns dizem que são
mais de 800 nomes e outros falam de mais de 1000 nomes dedicados a Maria pelo
mundo inteiro. Não por causa dela, mas por causa de seu Filho. Ela mesma pediu
isso.
Quem não ama Maria não
ama Jesus, mas quem ama Maria mais que Jesus não ama Jesus direito. Um amor não
exclui o outro, mas há quem não entenda isso.
Perto de Maria, perto
de Jesus. Perto de Jesus, perto de Maria.
Minha fé me diz que
Jesus é Deus. Minha fé me diz que Maria é santa, mas não é deusa.
Maria de todos os
nomes, de todo os títulos, de todas as invocações, merece louvores por causa do
nome de seu filho Jesus.
Alguém que teve uma Mãe
tão “pequena” quanto Jesus teve, foi capaz de ser tão grande. Maria mesma se
intitulou serva.
Não entendemos a
Santíssima Trindade e não entenderemos nunca se não entendermos o papel de
Maria. Ela não esta entre a Santíssima Trindade, mas aponta para ela.
Diz o evangelista Lucas
que ela guardava tudo no coração. Tentava entender o que aconteceu e acontecia
com ela e seu Filho
O Divino que se
encarnou na natureza humana me ajuda a entender o papel das mulheres.. A
mística do ventre e da vida.
Louvemos Maria! Para os
desinformados, devemos deixar claro que não a adoramos.
Maria não tem ciúmes se
estou adorando o Filho dela, é isso que ela quer. Ela quer que adoremos o seu
Filho.
Maria não é o centro da
nossa fé, mas esta ao lado. Ela é a Mãe do Verbo encarnado.
Se Jesus veio para
servir Sua Mãe não poderia fazer diferente.
Maria veio para mostra
o Filho. O Filho veio para nos mostrar o Pai e para nos levar ao céu.
Maria está no céu ao
lado de Jesus. Ela não esta no Sacrário, mas está no céu. Por isso que
proclamamos Salve Rainha, Mãe de Misericórdia.
Padre Zezinho SCJ
Nenhum comentário:
Postar um comentário