A 1ª leitura mostra que o povo entra na terra prometida, cumprindo a
promessa que o Deus da aliança havia feito a Abraão. O dom da terra, doado pelo
Pai aos seus filhos, é celebrado com a festa da Páscoa, da mesma forma como
começou a caminhada de libertação no Egito.
A 2ª leitura ressalta que a reconciliação realizada por Deus, através da
vida, morte e ressurreição de Jesus nos transforma em criaturas novas. Deus
renova todas as coisas e nos torna embaixadores de Cristo, na missão de
construir um mundo de paz e fraternidade.
A parábola da misericórdia é um convite para participar da alegria do
Pai que, pelo Filho Jesus, acolhe e salva os marginalizados e “perdidos”. O
filho mais jovem pede a parte da herança, normalmente repartida após a morte do
pai; afasta-se e cai numa situação de escravidão. Chega ao ponto mais
humilhante, quando começa o caminho da volta e abertura à graça divina. Os
gestos do pai ao ver o filho chegando, expressam o amor incondicional de Deus,
que não se cansa de esperar a volta de seus filhos. A dignidade do filho é
restaurada, sendo revestido com a túnica, com o anel nos dedos e as sandálias
nos pés. O pai misericordioso acolhe com festa e vai ao encontro também do
filho mais velho, incapaz de acolher e perdoar porque julga e condena. Os dois
filhos são chamados a participar da mesma felicidade e vida plena em Deus e a
viver fraternalmente como irmãos.
Revista de Liturgia
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