Quem quiser ser o maior... sirva!

O capítulo 10 do evangelho de Marcos é uma síntese dos temas mais variados que nos ajudam a compreender como a mensagem de Jesus não se refere somente a um assunto, mas sim abrange toda a vida humana. Devemos também compreender que o evangelista não está preocupado em referir o antes ou depois do que Jesus possa ter dito; a sua preocupação catequética depende dos seus destinatários. É maravilhoso notar como nos evangelhos não existe uma cronologia dos fatos, mas uma necessidade de “relembrar” o que Jesus disse para que toda a realidade seja iluminada a partir de dentro, como fermento de vida nova.

Três são as mensagens deste trecho do evangelho que devemos meditar e compreender bem para sermos autênticos discípulos de Jesus. O evangelista nos apresenta os irmãos “boanerges”, filhos do trovão. O mesmo apelido nos diz que não eram lá muito mansos. E eles, com uma certa ousadia, pedem para Jesus: “mestre, queremos que o Senhor faça o que nós lhe pedimos!” Jesus aceita este desafio e pede que digam o que eles desejam. No entanto se vê claramente que o desejo deles não é espiritual, mas sim de poder, de mando. Querem ocupar os primeiros lugares entre os outros discípulos.

1. Jesus nos convida a esvaziar-nos de todo poder. Toda sede de domínio é anti-evangélica. O mistério do amor de Deus não admite sermos “mais que os outros”, a não ser no amor, no serviço. Não há como viver o evangelho pensando em si mesmo e procurando o próprio comodismo e bem estar. Mas a pedagogia que Jesus usa para que eles possam compreender isto é muito significativa. Jesus não impõe somente, apresenta, convida e deixa para cada pessoa a liberdade de “agir, de ser”, de construir o próprio futuro.

2. Jesus recorda aos dois discípulos que eles não “sabem” o que estão pedindo e que não entenderam nada da convivência com ele durante o tempo de discipulado. Ele lhes apresenta uma outra proposta: é necessário beber o cálice. De qual cálice está falando? O cálice que Tiago e João entendem não é o que Jesus oferece. Eles compreendem o cálice de vinho, de plenitude de abundância. Mas Jesus oferece o cálice do sofrimento, e já prevendo a morte deles, os educa para estarem preparados para aceitar tudo com amor. Não cabe, porém a Jesus determinar que eles se sentem à direita e esquerda. Este é o segredo do Pai, somente sentarão ali aqueles para quais foi reservado este lugar. Uma linguagem que ainda para os discípulos não é de fácil compreensão porque não estão vivendo a plenitude do amor e da doação ao Cristo e ao seu mistério. É compreensível a reação dos demais apóstolos que se sentem defraudados pela “invasão” dos filhos de Zebedeu. Uma reação infantil, imatura como são as nossas reações quando nos sentimos passados para trás ou alguém nos puxa “o tapete”.

3. A terceira mensagem fundamental e importante é o ensinamento que Jesus dá a todos nós, presentes nos discípulos diante deste conflito criado entre os discípulos por causa da sede de poder e de querer ser maiores que os outros. Um ensinamento que tem toda a sacramentalidade do amor e da diaconia. O Cristo se apresenta como o verdadeiro servo de todos. A grandeza de quem ama não é ser servido, mas sim “servir” com todo o próprio ser. Esta é a grande novidade do anúncio do reino: ser servos de todos. Teresa de Ávila, com muito acerto, fala que nós somos “servos do amor”. Aquele amor que habita em nós e nos impulsiona ao total esquecimento de nós mesmos para sermos só de Deus e dos outros.

No cristianismo não há projeção nem prêmio terrenos e nem tampouco título pelo bem que fazemos. Somente Deus nos recompensará. O amor é a grande força que vai transformando a sociedade numa civilização do amor. Ao nosso redor vemos por todos os lados, mesmo dentro da Igreja, a corrida para o poder, para “mordomias”, mas pouco para o serviço generoso e desinteressado. Não há nada de mais belo que servir, de mais gratificante que servir, fazendo do amor o mais belo serviço.

Retirado do Site da Comunidade Shalom

13 de Junho - 2° Aparição de Nossa Senhora

Neste dia, a branca Senhora disse:

- Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.

Quando a Lúcia pede para os levar a todos para o Céu, a Senhora responde:

- Sim, a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a abraçar prometo a Salvação, e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono.

- Fico cá sozinha? Perguntei com pena.

- Não filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus.

- Foi no momento que disse estas últimas palavras que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo desta luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco pareciam estar na parte desta luz que se elevava para o Céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.

Retirado do Livro Memórias da Ir. Lúcia

Domingo de pentecostes

Os discípulos estavam lá, "com medo dos judeus". Depois de tudo o que viram acontecer com Jesus, não era para menos. Mas, de repente, Jesus apareceu no meio deles. A saudação da paz vence o medo. Jesus não esconde o risco, mostra os sinais da cruz nas mãos e no lado, mas faz isso como ressuscitado, dando-lhes a certeza de que ninguém poderá tirar deles a vida. Por isso, os discípulos exultaram de alegria.

Soprando sobre os discípulos o Espírito, Jesus refaz a obra da criação de Deus na vida deles e confere a missão para serem portadores da salvação que ele, como cordeiro, realizou em sua paixão e que se concretizou no perdão dos pecados.

Onde se manifesta a força do Ressuscitado, manifesta-se também o poder do Espírito Santo, o fogo de pentecostes, essa novidade dinâmica do Espírito Santo no coração da Igreja e do mundo. Lucas, no texto de Atos, diz que o Espírito se manifesta em "diferentes línguas". Ele está se referindo ao acontecimento do dia de pentecostes, mas podemos entender sua palavra também como descrição da prática da Igreja que fala a palavra da fé nas diversas línguas e culturas.

Peçamos que o Senhor realize entre nós um novo pentecostes. Que ele revista nossas Igrejas com a força do alto para que a nova evangelização se concretize nos gestos de solidariedade com os pobres, no respeito a diferentes culturas e modos de crer e reverenciar a Deus...

A assembléia reunida já é sinal de que o Espírito está agindo no coração da vida, reunindo os irmãos e irmãs na escuta da palavra, na alegria da partilha e da comunhão. Recebemos o Espírito como força amorosa que reanima os nossos corações e nos confirma na missão, em comunhão com outras Igrejas.

Retirado da Revista de Liturgia

Ser amigo do Espírito Santo

"Crer no Espírito é, portanto, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, “adorado e glorificado com o Pai e o Filho”. É por isso que tratamos do mistério divino do Espírito Santo na “teologia” trinitária. Portanto, aqui só trataremos do Espírito Santo no âmbito da “economia” divina" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685).

Essa é a experiência de nossa fé, sendo uma Pessoa, nós podemos nos relacionar com Ele (Espírito Santo), ser amigos, próximos e íntimos d'Ele, porque não dizer. E é exatamente isso que essa Pessoa da Trindade deseja ardentemente de nós para poder nos revelar o amor do Pai e do Filho e o conhecimento dos dois. Esse é o primeiro grande benefício de sermos amigos dessa Pessoa Divina e nos aproximarmos d'Ele.

"O Espírito Santo, pela sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou, Jesus Cristo" (CIC n. 684).

O Espírito Santo de Deus é o nosso mestre de vida de oração, Ele nos ensina a rezar como convém, isto é, a alcançar na oração a vontade de Deus, que alimenta e plenifica a nossa alma. “Da mesma forma, o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis” (Rom 8, 26).

"Ninguém conhece o que há em Deus, senão o Espírito de Deus” (I Cor 2, 11). Ora, o Espírito, que O revela, faz-nos conhecer Cristo, seu Verbo, sua Palavra viva; mas não Se diz a Si próprio. “Aquele que falou pelos profetas” faz-nos ouvir a Palavra do Pai. Mas a Ele, nós não O ouvimos. Não O conhecemos senão no movimento em que Ele nos revela o Verbo e nos dispõe a acolhê-Lo na fé" (Catecismo da Igreja Católica, n. 687).

Aproximar-nos desta Pessoa Divina e ser amigos d'Ele nos faz conhecer Sua Palavra e o Seu poder, só pelo Espírito Santo podemos dizer: Jesus Cristo é o Senhor. E pelo mesmo Espírito conhecer e experimentar o amor de Deus Pai.

O primeiro grande fruto da amizade com o Espírito Santo é a experiência do amor de Deus e a salvação em Jesus Cristo, proclamando Seu senhorio. Ninguém será capaz de dizer: “Jesus é Senhor”, a não ser sob influência do Espírito Santo" (cf. I Cor 12,3b).

Ele nos purifica dos nossos pecados. Manda teu espírito, são criados, e assim renovas a face da terra (Sl 104, 30). Ilumina e abre a nossa inteligência: o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo (cf. Jo 14,26). O Espírito Santo nos ensina a ser dóceis e a obedecer aos mandamentos do Senhor: Porei em vós o meu espírito e farei com que andeis segundo minhas leis e cuideis de observar os meus preceitos (cf. Ez 36,27).

Este Amigo Divino confirmará a esperança da vida eterna, pois Ele é o penhor da herança dada por Cristo Jesus: Nele acreditastes e recebestes a marca do Espírito Santo prometido, que é a garantia da nossa herança, até o resgate completo e definitivo, para louvor da sua glória (Ef 1, 13-14). Ele revela aos nossos corações que de Deus nós somos filhos, devolve a dignidade e a convivência perdida pelo pecado original: E a prova de que sois filhos é que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: “Abbá, Pai!” (Gl 4,6).

Ele é o nosso conselheiro nas dúvidas e nos mostra qual a vontade de Deus: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas. 'Ao vencedor darei como prêmio comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus’ (Ap 2,7). Anima-nos e levanta-nos do abatimento: Deu-me o Senhor DEUS uma língua habilidosa para que aos desanimados eu saiba ajudar com uma palavra. Toda manhã ele desperta meus ouvidos para que, como bom discípulo, eu preste atenção (Is 50,4).

Ele é o nosso advogado contra o mundo, defensor contra o pecado e principalmente nos defende de nós mesmos quando não conhecemos os desígnios de Deus: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós (cf. Jo 14,16-17).

Sendo amigos do Espírito Santo, recorrendo a Ele, pedindo o socorro do Seu auxílio, chegaremos à vontade do Pai, cuja missão é imprimir em nossa alma, em nossa vida a SANTIDADE: eleitos conforme a presciência de Deus Pai e pela a santificação do Espírito, para obedecerem a Jesus Cristo e serem aspergidos com o seu sangue (I São Pedro 1,2). Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (I Ts 4,3).

Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei (cf. Gl 5, 16. 22-23).

Imagine ter um amigo tão virtuoso e cheio de santidade disposto a dividi-la com você. Comecemos agora a falar com Ele:

Vem, Espírito Criador!
Vinde, Espírito Criador, a nossa alma visitai
e enchei os corações com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor de Deus excelso dom sem par,
a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.
Sois o doador dos sete dons e sois poder na mão do Pai,
por Ele prometido a nós, por nós seus feitos proclamai.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli, e concedei-nos a vossa paz,
se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador, por vós possamos conhecer
que procedeis do Seu amor, fazei-nos sempre firmes crer. Amém!

Padre Luizinho
Retirado do Blog da Canção Nova

Pentecostes: Efusão do Espírito

Na última ceia Jesus dissera aos Apóstolos: “Contudo, digo-vos a verdade: convém-vos que Eu vá; porque, se Eu não for, enviar-vo-Lo-ei” (Jo 16,7). Na tarde do dia da Páscoa Jesus mantém a promessa: aparece aos Onze reunidos no cenáculo, sopra sobre eles e diz: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Cinqüenta dias depois, no Pentecostes, tem-se “a definitiva manifestação daquilo que se realizara no mesmo cenáculo já no Domingo de Páscoa” (Dom. et. viv. 25). O livro dos Atos dos Apóstolos conservou-nos a descrição do evento (cf. 2,1´4). Ao refletirmos sobre este texto, podemos perceber algum traço da misteriosa identidade do Espírito Santo.
 
É importante, antes de tudo, captar o nexo entre a festa judaica do Pentecostes e o primeiro Pentecostes cristão. No início o Pentecostes era a festa das sete semanas (cf. Tb. 2,1), a festa da colheita (cf. Êx. 23,16), quando se oferecia a Deus as primícias do trigo (cf. Nm 28,26; Dt 16,9). Sucessivamente recebeu um novo significado: tornou-se a festa da aliança que Deus estabelecera com o Seu povo no Sinai, quando tinha dado a Israel a Sua lei. São Lucas narra o evento do Pentecostes como uma teofania, uma manifestação de Deus análoga à do monte Sinai (cf. Êx. 19, 16´25): rumor fragoroso, vento forte, línguas de fogo. A mensagem é clara: o Pentecostes é o novo Sinai, e o Espírito Santo é a nova aliança, e o Dom da nova lei. De modo penetrante Santo Agostinho capta este ligame: “Há um grande e maravilhoso mistério, irmãos: se prestardes atenção, no dia de Pentecostes (os judeus) receberam a lei escrita com o dedo de Deus e no mesmo dia de Pentecostes vem o Espírito Santo” (Serv. Mai 158,4). E um Padre do Oriente, Severiano de Gábala, anota: “Era conveniente que no dia em que foi dada a lei antiga, naquele mesmo dia fosse dada a graça do Espírito Santo” (Cat. in Act. Apost. 2,1).
 
Cumpre-se assim a promessa feita aos antepassados. Lemos no profeta Jeremias: “Esta será a Aliança que farei com a casa de Israel – oráculo do Senhor: imprimirei a Minha Lei, gravá-la-ei no seu coração” (31,33). E no profeta Ezequiel: “Dar-vos-ei um coração novo e introduzirei em vós um espírito novo: arrancarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne. Dentro de vós porei o Meu espírito, fazendo com que sigais as Minhas leis e obedeçais os Meus preceitos” (36, 26´27). De que modo o Espírito Santo constitui a nova e eterna aliança ? Arrancando o pecado e derramando no coração do homem o amor de Deus: “A lei do Espírito de vida em Cristo Jesus libertou-me da lei do pecado e da morte” (Rm 8,2). A lei mosaica indicava obrigações, mas não podia mudar o coração do homem. Era necessário um coração novo, e é precisamente aquilo que Deus nos oferece em virtude da redenção operada por Jesus. O Pai arranca o nosso coração de pedra e dá´nos um coração de carne, como o de Jesus, animado pelo Espírito Santo que nos faz agir por amor (cf. Rm 5,5). Com base neste Dom se instaura a nova aliança entre Deus e a humanidade. S. Tomás afirma de modo incisivo que o próprio Espírito Santo é a Nova Aliança, operando em nós o amor, plenitude da lei (cf. Comment. in 2 Cor 3,6).
 
No Pentecostes desce o Espírito e nasce a Igreja. A Igreja é a comunidade daqueles que “renasceram do alto”, “da água e do Espírito”, como se lê no Evangelho de João (cf. 3,35). Antes de tudo a comunidade cristão não é o resultado da livre decisão dos crentes; na sua origem há primariamente a gratuita iniciativa do Amor de Deus, que oferece o Dom do Espírito Santo. O assentimento da fé a este Dom de amor é “resposta” à graça e, ele mesmo, é suscitado pela graça. Entre o Espírito Santo e a Igreja existe, portanto, um ligame profundo e indissolúvel. A respeito disso, diz Santo Ireneu: “Onde está a Igreja, ali está também o Espírito de Deus; e onde está o Espírito do Senhor, ali está a Igreja e toda a graça”. (Adv. Haer. 3, 24.1). Compreende-se, então, a arrojada expressão de Santo Agostinho: Tem-se tanto Espírito Santo quanto se ama a Igreja”. (IN Io. 32,8). A narração do evento do Pentecostes ressalta que a Igreja nasce universal: é este o sentido do elenco dos povos – Partos, Medos, Elamitas ... (cf. Act 2,9´11) – que escutam o primeiro anúncio feito por Pedro. O Espírito Santo é dado a todos os homens de qualquer raça e nação, e realiza neles a nova unidade do Corpo místico de Cristo. São João Crisóstomo põe em evidência a comunhão operada pelo Espírito Santo, com esta concreta observação: “Quem vive em Roma sabe que os habitantes das Índias são seus membros” (In Io. 65, 1; PG 59,361).
 
Do fato que o Espírito Santo é “a nova aliança”, deriva que a obra da terceira Pessoa da Santíssima Trindade consiste em tornar presente o Senhor Ressuscitado e, com Ele, Deus Pai. Com efeito, o Espírito exerce a sua ação salvífica tornando imediata a presença de Deus. Nisto consiste a nova e eterna aliança: Deus já Se tornou alcançável para cada um de nós. Cada um, “desde o mais pequeno até o maior” (cf. Jr 31, 34), está dotado, em certo sentido, do conhecimento direto do Senhor, como lemos na primeira carta de São João: “Quanto a vós, a unção que d’Ele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a Sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira e não é mentirosa, permanece n’Ele como ela vos ensinou” (2,27). Cumpre-se assim a promessa feita por Jesus aos Seus discípulos durante a última ceia: “O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, Este ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14,26). Graças ao Espírito Santo, o nosso encontro com o Senhor acontece no tecido ordinário da existência filial, no “face a face” da amizade, fazendo experiência de Deus como Pai, Irmão, Amigo e Esposo. Este é o Pentecostes. Esta é a Nova Aliança.

Retirado do Site da Comunidade Shalom

Felicidade segundo o Cristo

"Jesus levantou o olhar para os seus discípulos e disse-lhes: “Felizes vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!
Felizes vós que agora passais fome, porque sereis saciados! Felizes vós que agora estais chorando, porque haveis de rir!
Felizes sereis quando os homens vos odiarem, expulsarem, insultarem e amaldiçoarem o vosso nome por causa do Filho do Homem.
Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, porque será grande a vossa recompensa no céu, pois era assim que os seus antepassados tratavam os profetas.
Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação!
Ai de vós que agora estais fartos, porque passareis fome! Ai de vós que agora estais rindo, porque ficareis de luto e chorareis!
Ai de vós quando todos falarem bem de vós, pois era assim que seus antepassados tratavam os falsos profetas. "

O conceito de felicidade de Jesus é completamente diferente do que o mundo prega: Felizes os pobres, os que passam fome, os que choram... porque no céu está o seu prêmio, a sua recompensa.

Não que Jesus queira a pobreza, a fome, a tristeza, Jesus quer a confiança nele, a esperança nele e não em coisas que perecem, que passam. Em outra passagem Ele dirá: “De que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua vida?” (cf. Mc 8, 36)

Sim, feliz é quem “põe a sua confiança no Senhor e segue os seus caminhos” (Sl 36, 34). Quantas vezes nos vemos impregnados pelos conceitos de um mundo que nos diz que temos que ter, comprar, gastar para sermos felizes. Precisamos descobrir a alegria simples do Evangelho: a alegria de ser filho de Deus e confiar no seu amor. O próprio Jesus se despojou de tantos privilégios para ser um conosco. Deixemos que o próprio Jesus que se fez pobre nos ensine a verdadeira alegria de ser pobre, que é estar nas mãos de Deus, de depender Dele.

Na verdade, o próprio mundo já mostra que ai daqueles que têm o seu consolo neste mundo. Buscam cada vez mais consolo e acabam caindo num poço sem fundo e nunca se saciam, querem sempre mais e acabam insatisfeitos, deprimidos ou com uma alegria só de fachada. Quem não conhece ou nunca ouviu falar de uma história assim?!

Não caiamos neste engano. Sigamos o caminho de Jesus que não é de facilidades, mas de verdadeira felicidade!

Retirado do Site da Comunidade Shalom

Clamemos os Sete Dons do Espírito Santo

Chegar a solenidade de Pentecostes é celebrar a plenitude da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, sua vitória sobre o pecado e a morte, ao vir sobre a Igreja reunida se cumpre à promessa de Jesus: “Ao tomar a refeição com eles, deu-lhes esta ordem: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual me ouvistes falar, quando eu disse: ‘João batizou com água; vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo” (cf. Atos 1,4-5). Quando o Espírito Santo vem sobre a Igreja reunida com Maria e os Apóstolos, ela vive no seu nascimento na solenidade de Pentecostes a plenitude da Páscoa, que os fez testemunhas da vida Nova, e isso pode acontecer hoje comigo e com você.

Ao receber o Espírito Santo não devemos monopolizá-lo, Ele não é um Dom somente para mim, nem somente para Igreja, o Espírito Santo é um DOM para todos. O Espírito Santo que eu recebo e juntamente com Ele os Dons e Carismas, que são manifestações do Espírito, são para que imediatamente eu me coloque a serviço, a serviço da Igreja e dos irmãos. Por isso, que a experiência com o Espírito Santo aconteceu em Comunidade, nunca uma pessoa sozinha, pois Ele é o animador e santificador da Comunidade dos cristãos, da Igreja. É impossível fazer uma experiência com o Espírito de Deus fora da comunidade, esse foi o ambiente escolhido pelo Pai e por Jesus, é o ambiente adequado para que o Espírito Santo Venha e nos faça irmãos, servos e testemunhas do Evangelho.

Nós não somos monopolizadores do Espírito, somos “difusores” do Espírito Santo. Por isso, ao receber o Espírito Santo só é autentico quem se coloca a serviço, esse sim recebeu o Espírito Santo e o dá de maneira abundante como o fez Jesus, como fez Maria e os apóstolos. Não seja monopolizador do Espírito, eu não sou “a pessoa inspirada”, “o inteligente”, “o cheio de dons”, não. Vai se reconhecer se eu sou cheio do Espírito Santo quando eu me colocar a serviço dos irmãos, ai eu vou dá prova de que eu sou um homem conduzido pelo Espírito de Deus.

É hora de intensificarmos nosso pedido: Vinde Espírito Santo! Vinde sobre nós pessoalmente. Vinde sobre toda Igreja. Vinde sobre toda a cristandade. Nesta semana de Oração pela unidade dos cristãos Vinde sobre nós católicos, sobre os Ortodoxos, sobre os Evangélicos. Vinde sobre a humanidade inteira. Rezemos clamando nestes dias de preparação para a Solenidade de Pentecostes os sete dons do Espírito de Deus: SABEDORIA, INTELIGÊNCIA, CONSELHO, FORTALEZA, CIÊNCIA, PIEDADE E TEMOR DE DEUS:

DOM DA SABEDORIA: “Mal podemos compreender o que está sobre a terra, dificilmente encontramos o que temos ao alcance da mão. Quem, portanto, pode descobrir o que se passa no céu? E quem conhece vossas intenções, se vós não lhe dais a Sabedoria, e se do mais alto dos céus vós não lhe enviais vosso Espírito Santo? Assim se tornaram direitas às veredas dos que estão na terra; os homens aprenderam as coisas que vos agradam e pela sabedoria foram salvos” (Cf. Sb 9,16-18).

Vinde Espírito de sabedoria! Instruí o meu coração para que eu saiba estimar os bens celestes e antepô-los a todos os bens da terra.

Oração: Ó Deus Todo-poderoso concedei-nos o Dom da Sabedoria, a fim de que cada vez mais gostemos das coisas divinas e, abrasados no fogo do vosso amor, prefiramos com alegria as coisas do céu a tudo que é mundano e nos unamos para sempre a Jesus, sofrendo tudo neste mundo por amor. Por Jesus cristo, vosso Filho na unidade do Espírito santo.

DOM DA INTELIGÊNCIA: “Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; mas o que é gerado de Deus se acautela, e o Maligno não o toca. Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno. Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E estamos no Verdadeiro, nós que estamos em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5,18-20).

Vinde espírito de Inteligência! Iluminai a minha mente Para que entenda e abrace todos os mistérios da fé e mereça alcançar um pleno conhecimento Vosso, do Pai e do Filho.

Oração: Ó Deus concedei-nos o Dom do Entendimento, para que pela luz celeste de vossa graça, bem entendamos as sublimes verdades da salvação e a doutrina da santa religião. Por Jesus Cristo, vosso Filho na unidade do Espírito Santo.

DOM DO CONSELHO: “Ouve os conselhos, aceita a instrução: tu serás sábio para o futuro. Há muitos planos no coração do homem, mas é a vontade do Senhor que se realiza”. (Pr 19,20-21).

Vinde Espírito de Conselho! Assisti-me em todos os assuntos desta vida instável, torna-me dócil às inspirações e guiai-me sempre pelo caminho dos divinos mandamentos.

Oração: Ó Deus concedei-me o Dom do Conselho, tão necessário em tantos passos melindrosos da vida, para que sempre escolhamos o que mais vos agrada, e sigamos em tudo vossa divina graça. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

DOM DA FORTALEZA: “Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade. Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas ele me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte”. (2Cor 12,7-10).

Vinde Espírito de Fortaleza! Fortalecei o meu coração em todas as perturbações e adversidades e daí à minha alma o vigor necessário para resistir ao pecado e ao maligno.

Oração: Ó Deus concedei-nos o Dom da Fortaleza, para que desprezemos todo o respeito humano, fujamos do pecado, pratiquemos as virtudes da fortaleza com santo fervor e afrontemos com paciência e mesmo com alegria de espírito os desprezos, prejuízos e perseguições. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

DOM DA CIÊNCIA: “Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra! Vossa majestade se estende triunfante, por cima de todos os céus. Que é o homem, digo-me então, para pensardes nele? Que são os filhos de Adão, para que vos ocupeis com eles? Entretanto, vós o fizestes quase igual aos anjos, de glória e honra o coroastes. Destes-lhe poder sobre as obras de vossas mãos, vós lhe submetestes todo o universo. Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra”! (Sl 8,2. 5-7. 10).

Vinde Espírito de Ciência! Fazei-me ver a vaidade de todos os bens caducos deste mundo, para que não use senão para Vossa glória e salvação de minha alma.

Oração: Ó Deus concedei-nos o Dom da Ciência, para que conheçamos cada vez mais a nossa própria miséria e fraqueza, a beleza das virtudes e o valor inestimável da alma e para que sempre vejamos claramente as ciladas do demônio, da carne, do mundo, a fim de evitá-las. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

DOM DA PIEDADE: “Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina que até agora seguiste com exatidão. Exercita-te na piedade. Se o exercício corporal traz algum pequeno proveito, a piedade, esta sim, é útil para tudo, porque tem a promessa da vida presente e da futura”. (1Tm 4,6. 8).

Vinde Espírito de Piedade! Vinde morar no meu coração e inclinai-o para a verdadeira piedade e santo amor a Deus.

Oração: Ó Deus concedei-nos o Dom da Piedade, para que aprendamos a amar-vos como nosso Pai e a todos os homens como nossos irmãos. Pó Jesus cristo, vosso filho, na unidade do espírito Santo.

DOM DO TEMOR DE DEUS: “Meu filho, se acolheres minhas palavras e guardares com carinho meus preceitos, ouvindo com atenção a sabedoria e inclinando teu coração para o entendimento; se tu apelares à penetração, se invocares a inteligência, se tu apelares à penetração, se invocares a inteligência, então compreenderás o temor do Senhor, e descobrirás o conhecimento de Deus, porque o Senhor é quem dá a sabedoria, e de sua boca é que procedem à ciência e a prudência.” (Pr 2,1-6).

Vinde Espírito de Temor de Deus! Repassai a minha carne com o Vosso santo temor, de modo que tenha sempre Deus presente e evite tudo o que possa desagradar aos olhos de Sua divina majestade.

Oração: Ó Deus concedei-me o Dom do Santo Temor, para que sempre nos lembremos com suma reverencia e profundo respeito da vossa divina presença, e evitemos praticar tudo quanto possa vos desagradar. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Padre Luizinho
Retirado do Blog da Canção Nova

Domingo da ascensão do Senhor

A 1ª Leitura nos conta os últimos dias da presença de Jesus entre os seus, o autor dos Atos quer chamar atenção para a última Palavra de Jesus. Escutando-a, sejamos enviados tal como os Apóstolos.

Na 2ª Leitura, Paulo implora para os cristãos de Efésio a graça do conhecimento do mistério de Deus. Participando deste Segredo, saibamos perceber a riqueza da nossa fé.

Escutando os últimos versos do Evangelho de Mateus, compreendemos o mistério da festa que celebramos.

A Ascensão de Cristo está intimamente ligada à sua Ressurreição. É parte integrante deste movimento de volta ao Pai. Depois de passar pela morte, ele volta ao Pai, abrindo para os seus a possibilidade de ingressar no Reino dos céus. Neste dia a frágil natureza humana penetra na glória de Deus. Cristo sobe aos céus para nos tornar participantes da sua divindade.

Enquanto contemplamos o mistério da volta de Cristo ao Pai, acolhemos a missão que ele nos confia, de testemunhá-lo no coração das realidades humanas. Sabemos que se trata de um caminho árduo, pois a nossa missão continua a de Jesus e o seu destino pode ser também o nosso.

Na liturgia deste domingo, somos fortalecidos pela promessa de que ele estará conosco todos os dias, até o fim do mundo. Santo Agostinho já o lembrava à sua comunidade: Cristo já foi elevado ao mais alto dos Céus; contudo, continua sofrendo na terra por meio das tribulações que nós experimentamos como seus membros.

Diante do Mistério da Ascensão, que hoje celebramos como os Apóstolos, somos chamados a adorar o Senhor, e, na alegria pascal, esperemos o Espírito de Pentecostes, a força do alto que vem para revigorar nossas mãos e nos encorajar na missão de testemunhas da Ressurreição.

Atenciosamente,
Pe. Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima

O olhar de Deus nos liberta

Sob o olhar de Deus, encontramos a liberdade de sermos pecadores, mas também de nos tornarmos santos unicamente por sermos amados, não por sermos pressionados. As nossas fraquezas não têm o poder de impedir a ação do amor de Deus em nós.

Jo Croissant destaca a necessidade de mudarmos o nosso olhar: “Vemos o quanto o olhar que trazemos sobre os outros e sobre o mundo talvez nos tenha influenciado sem que tivéssemos consciência, e é através de um acontecimento que vai nos ultrapassar que vamos tomar consciência de que não era correto o nosso olhar, que não era o olhar de Deus. Na realidade, a maneira como nos vemos nos afeta muito mais profundamente que imaginamos.

...O olhar que nós trazemos sobre os outros pode enquadrá-los num personagem do qual não permitimos que se liberte; basta que o olhemos de uma maneira diferente para que as situações se desbloqueiem”.

Jesus hoje faz o mesmo que fez com o jovem rico, Ele nos olha e ao mesmo tempo nos ama (cf. Mc 10,21).

Diante dessa liberdade interior que o olhar de Deus realiza em nossas vidas poderíamos citar diversos testemunhos, citarei aqui o exemplo de Etty Hillesum, uma jovem judia de Amsterdan que foi deportada para Auchwitz e lá desapareceu, em 30 de novembro de 1943. Essa mulher incrível, espontânea, viva, apaixonada e com sede de absoluto soube ter um olhar “diferente” diante da vida e das situações que lhe aconteciam, porque tinha certeza de que a sua liberdade não era definida pelo local, proibições ou pessoas, mas que se pode ser livre interiormente diante disso tudo. Ela dialoga com Deus de forma livre porque percebe a Presença dele no seu interior.

“Das tuas mãos, meu Deus, aceito tudo, como me ocorre. Aprendi que suportando todas as provas, podemos transformá-las em bem... Sempre que decidi enfrentá-las, as provas foram transformadas em bondade... Os piores sofrimentos dos homens são aqueles que eles rejeitam. Quando me encontro em um canto do campo de concentração, os pés firmados sobre a terra, os olhos elevados para o céu, às vezes tenho a face banhada de lágrimas... é esta a minha oração.” (Etty Hillesum).

Que Deus o abençoe e o conduza sempre mais e mais nesse caminho de amor, verdade e liberdade, sem desanimar, porque acreditamos que Deus tem pressa em nos amar e realizar em nós a obra desejada de maturidade para a nossa santidade e felicidade, pois ser santo é ser feliz. Coragem!

Márcia Fernanda Moreno dos Santos
Retirado do Site da Comunidade Shalom

O amor supera tudo!

Supera a morte, supera a doença, supera a dor, as indiferenças. Quer sempre o bem, cobranças sequer tem, pois somente doa-se a alguém. Não tem a quem temer, porque foi criado por divina excelência. É supremo e quer dar a todos seu devido valor

Havia na terra de Hus, um homem chamado Jó integro reto, que temia a Deus e fugia de mal. Tinha sete filhos e três filhas, possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentos jumentos. Era um homem muito bom que tinha tudo na vida e era o mais considerado entre todos de Oriente.

Deus alegrava-se com Jó por todo o seu temor e sua devoção, mas o inimigo (Satanás) disse a Deus: também, Jó tem tudo na vida, quero ver se ele perde o que tem, se ainda continuará te servindo? E Deus disse: pois bem! Tudo o que ele tem está em teu poder, mas não toque nele.

E assim foi inimigo tirou tudo de Jó, seus bens, seu rebanho e até seus filhos; mas Jó continuou bendizendo a Deus. “nu sai do ventre de minha mãe, nu voltarei.” O Senhor deu, o Senhor tirou. Bendito seja o nome do Senhor.

Deus mais uma vez se alegrou de seu servo Jó, mas o inimigo mais uma vez diz: também nem trisquei nele, então Deus disse: tudo bem, faça o que quiser só não tire a sua vida.

O inimigo retirou-se da presença do Senhor e feriu Jó com uma lepra maligna desde a planta dos pés até o alto da cabeça. Sua mulher ainda dizia: Esse é o teu Deus? Amaldiçoa ele! Ele te tirou tudo e agora estas assim prestes a morrer.

Mas Jó continuou bendizendo o Senhor, Jó suportou tudo por amor ao Senhor, e resistiu por que havia um amor incondicional de seu coração pelo Senhor.

Depois Jó viveu ainda muitos anos, e o Senhor o abençoou mais do que da primeira vez, duplicando-lhe todos os seus bens dando-lhe mais sete filhos e três filhas.

Jó superou tudo por amor a Deus, na saúde, na doença, na alegria e na tristeza. É preciso experimentarmos esse amor.

Prove desse amor porque Deus é amor e o amor de Deus supera tudo.

Nas lutas diárias da vida, lembre-se de que tudo tem um tempo próprio para se realizar. A árvore mais alta do mundo, um dia foi semente. O mar gigantesco é formado por pequenos rios que despejam suas águas em um encontro marcado. E a hora do relógio é formada por segundos que se juntam para formar o minuto. A casa mais bela e rica, um dia foi apenas projeto.

Assim, tudo segue um cronograma e na Lei Divina, nada segue aos pulos ou com privilégios, tudo é pura justiça. Sabendo que o mundo é construído por etapas, que tudo está em seu devido lugar e no devido momento certo, não abandone seus sonhos, não desista de lutar pelo seu crescimento.

Refaça seus planos se for preciso , ajuste-o ao momento atual e se agarre com Deus. Acredite na sua força e tenha certeza: você nunca está sozinho. Em nenhum momento os anjos te abandonaram, talvez você não tenha deixado eles se aproximarem, mas eles sempre estão perto de você.

Não se assuste com as atitudes das pessoas que te cercam, nem sempre elas estão no seu melhor dia, e todos nós temos o direito de estarmos chateados ou até tristes e sem vontade de falar com ninguém. Isso é passageiro, amanhã o sol volta a brilhar.

Portanto, precisamos respeitar cada indivíduo que existe, não crie expectativas com a vida dos outros, você acaba se machucando e fazendo com que as pessoas se sintam responsáveis por atitudes que só você esperava, que você sequer comunicou a pessoa interessada, apenas desejou em seu íntimo.

Tudo Tem Seu Tempo! E o seu tempo de plantar é todos os dias, é a cada minuto, pense bem! Semeie amor, distribua sementes de carinho e em breve você irá ter a maior colheita de felicidade que um ser humano pode ter.

Nada supera o Amor. NADA NA VIDA SUPERA O AMOR!
Paz e muito bem e que o amor seja presença constante em sua vida.

Paz e bem!
Retirado do Site da Comunidade Shalom