A importância do bom humor nos relacionamentos

Sorrir é uma das melhores coisas da vida e não há dúvidas em relação a isso. Mas a verdade é que nem sempre lembramos de sorrir! Envolvidos pelos problemas e pelas exigências que nos cercam, muitas vezes, passamos o dia tensos, com rugas na testa, sem dar um sorriso sequer, perdendo assim, a oportunidade de proporcionar benefícios à nossa saúde e melhorar a qualidade de nossos relacionamentos. Aliás, quando o assunto é relacionamento, o bom humor é um dos ingredientes que não podem faltar.

Pode ser que o casal não tenha dinheiro, casa própria, carro nem tantas outras coisas que muitos defendem como condição para a felicidade, mas se esse casal tem amor e bom humor, ele aprende a aproveitar bem o tempo e é feliz aqui e agora.

Até porque, segundo o cardiologista Dr. Antônio Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo, “um indivíduo bem-humorado sofre menos e é mais feliz, porque produz mais endorfina, um hormônio que relaxa”. E não para por aí. O médico explica também que a endorfina aumenta a tendência de ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado você está, maior é sua disposição e, consequentemente, mais bem-humorado você fica. Bom para você, melhor ainda para quem está ao seu lado, porque o bom humor é contagiante.

Já percebeu que, quando alguém tem a coragem de romper os paradigmas e dar uma boa gargalhada, queremos logo saber qual o motivo e ficamos ansiosos para sorrir juntos? É que sorrir torna a vida mais leve e as relações também. Aliás, a leveza é um dos primeiros impactos positivos que o bom humor proporciona numa relação. Por isso, apresento aqui algumas das inúmeras atitudes práticas que podem colaborar para que o bom humor triunfe entre você e seu amor:

1- Aproveite as oportunidades: Ninguém tem uma vida “cor-de-rosa” o tempo inteiro, é claro! E isso não seria nem mesmo normal. Risos e lágrimas sempre se entrelaçam enquanto vivemos. Então, quando perceber que o bom humor está lhe estendendo a mão, segure-o com todas as forças e aproveite para curtir a oportunidade com quem você ama.

Deem rizadas juntos, brinquem, contem casos, cantem, dancem e sorriam sem economizar. Tenho certeza que esses momentos serão sempre guardados como os mais importantes da vida a dois. E mais, cada vez que lembrar do que viveram juntos, sentirá vontade de rir novamente, mesmo que esteja sozinho andado pela rua. Às vezes, acontece isso comigo, e é muito bom! Quem nos vê sorrindo, às vezes, ri também e lucramos com isso. Então, fique atento e não perca as oportunidades de sorrir!

2- Quebre o gelo: Quando o clima está pesado e alguém faz um comentário engraçado, geralmente consegue tirar o foco do problema e alcançar o grande prêmio, que é melhorar o ambiente e a disposição das pessoas. No relacionamento, isso é muito importante, principalmente quando os dois estão cansados e resolvem ficar tensos e calados. Um imagina o que o outro está vivendo, mas, por uma razão qualquer, acabam silenciando também; então, o silêncio reina, e, neste caso, isso não é bom. Seja você o primeiro a descontrair, pois assim, os dois sairão ganhando e o amor agradecerá. Fazer “tempestade em um copo de água” não é sábio nem resolve o problema. Então, quebre o gelo e torne seu relacionamento muito melhor.

3- Não brinque com coisas sérias: Ter bom humor não significa ser inconveniente e buscar graça onde não existe. Uma piada ou um comentário “mesmo que seja engraçado”, fora de hora, pode ferir profundamente a outra pessoa. Para evitar isso, procure compreender como o outro se sente e o que realmente precisa no momento. Às vezes, mais do que sorrir, a pessoa está precisando é de um ombro amigo para chorar, e você ganhará muito se descobrir isso antes de usar, em primeira mão, o bom humor.

4- Viva cada coisa ao seu tempo: Partilhar os acontecimentos do dia com quem amamos é bom e edifica o relacionamento. Porém, é preciso atenção para não ficar falando o tempo inteiro a respeito de trabalho quando se encontram. A Palavra de Deus ensina que “há um tempo para cada coisa” (Ecle 3); então, é preciso deixar no trabalho os problemas que ele causa e levar para casa a disposição para viver algo bom com o outro que está a sua espera. Essa disposição interior já é o primeiro passo para viverem ótimos momentos juntos.

E são muitas as alternativas que você pode desenvolver para preservar o bom humor no seu relacionamento e assim encontrar o equilíbrio necessário para viver bem os seus dias. Até porque, segundo pesquisadores, o bom humor reforça também o sentimento de liberdade e sentir-se livre é o maior desejo do ser humano. Agora, consegui-lo em meio à alegria é um presente que está ao seu alcance. Então, não perca tempo, sorria sempre que possível. Sua saúde e seu amor agradecem!

Dijanira Silva
Missionária da Comunidade Canção Nova

Domingo de Pentecostes

Na leitura dos Atos, Pentecostes, é o momento da graça do Espírito Santo, que reúne os povos no anúncio das maravilhas de Deus.

O salmo é um hino ao Criador, que renova todas as coisas através do Espírito.

A leitura de 1Coríntios sublinha que a manifestação do Espírito, dada a cada um para o bem comum, forma A Igreja Corpo de Cristo.

No primeiro dia da semana, discípulos estavam com as portas trancadas e com medo. Jesus, colocou-se no meio deles como o doador da paz (20,19.21.26). A marca da crucifixão nas mãos e no lado mostra que a ressurreição de Jesus é a confirmação de sua fidelidade à vontade do Pai. O encontro com Jesus ressuscitado anima os discípulos, enviados para realizar a missão conforme o seu projeto: Como o Pai me enviou, também eu vos envio (20,21; cf. 17,18). Jesus envia os discípulos com o sopro do Espírito Santo, dom de sua Páscoa, de sua glorificação na cruz (19,30; 7,39). O sopro do Ressuscitado evoca o sopro de Deus, que tornou o homem modelado do barro, um “ser vivente” (Gn 2,7). Os discípulos, tendo recebido o Espírito, tornam-se portadores da salvação que Jesus, como Cordeiro (1,29), realizou na sua paixão. O perdão dos pecados (20,23; Lc 24,47)e a dádiva do Espírito  (At 2,17-18; Rm 5,5) revelam o caminho novo de reconciliação e fé em Deus aberto por Cristo. Assim, o perdão pela ação do Espírito conduz a acreditar em Jesus e na sua mensagem libertadora (cf. 8,24; 9,41).

 “A Páscoa é já o dom do Espírito Santo. Pentecostes é a manifestação da Páscoa a todos os povos. Ficaram cheios do Espírito Santo e proclamavam as   maravilhas de Deus. A Eucaristia é Pentecostes” (Diretório Homilético, n. 55 e 56).

Em cada celebração eucarística, o Espírito faz acontecer um novo Pentecostes na comunidade reunida, o mesmo espírito transforma o pão e o vinho e une os cristãos num único corpo.

Revista de Liturgia

Domingo da Ascenção do Senhor

Na leitura dos Atos, Jesus exaltado enquanto os discípulos olhavam para o céu, indica o Reino de Deus já presente, em seus gestos de misericórdia, em sua atividade messiânica (9,2; 11,20; 17,21; At 1,3).

O salmo celebra, com aclamações e ao som da trombeta, a vitória de Deus em todo o universo.

Na leitura aos Efésios, o Pai ressuscitou Jesus dentre os mortos e o fez sentar-se à sua direita na glória. O espírito de sabedoria e revelação conduz ao conhecimento de Deus, ao seu agir que leva à adesão de sua vontade.

O relato da ascensão de Jesus é anúncio para a efusão do Espírito Santo e a missão da Igreja, realçados nos Atos dos Apóstolos que completam a obra de Lucas. Os discípulos, iluminados pelas Escrituras, compreenderão o plano de Deus, realizado em Jesus: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos no terceiro dia e, em seu nome, será anunciada a conversão para o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém (9,22; 18,33; 24,7.46-48). O lugar onde termina o ministério de Jesus marca o início da missão da Igreja, iluminada pelo Ressuscitado. O Espírito, anunciado pelos profetas (Is 44,3; Ez 36,26; Jl 3,1-2), faz dos discípulos testemunhas da vida nova de Cristo Senhor. Em Betânia, aproximadamente a três quilômetros de Jerusalém, local da entrada messiânica de Jesus (19,28-44), ocorre sua exaltação final. A grande alegria pelo nascimento do Salvador (2,10) alcança plenitude na exaltação. No Templo, onde começa e termina o evangelho (1,5-23; 24,53), os discípulos louvam a Deus pelas maravilhas realizadas em Jesus para a nossa salvação.

Como seguidores/as de Jesus, nossa missão é animada pela bênção com a qual Jesus curava os doentes, perdoava os pecadores, acolhia os pequenos. A ação do Espírito Santo nos faz experimentar sua presença na palavra, na oração, na eucaristia, nos gestos de bondade e acolhimento.

Na eucaristia deste domingo damos graças ao Pai, por Jesus que se fez um de nós e é cabeça de sua Igreja, e porque somos chamados a continuar sua obra de salvação no mundo. Adoramos o Senhor e, na alegria pascal, esperamos o Espírito de Pentecostes.

Revista de Liturgia

6º Domingo da Páscoa

Na leitura dos Atos, os apóstolos realizam a Assembleia de Jerusalém (At 15,1-35; cf. Gl 2,1-10). Na pauta a questão: para merecer a salvação oferecida por Jesus é necessário a observância da Lei e da circuncisão? A carta apostólica, guiada pelo Espírito Santo, propõe a comunhão entre os cristãos provenientes do judaísmo ou não.

O salmo acentua que todos os povos celebram a salvação do Senhor.

A leitura do Apocalipse descreve a nova cidade sem Templo, iluminada pela presença de Deus revelada plenamente em Jesus, o Cordeiro, que resplandece vitorioso sobre a mentira e a injustiça (21,27).

Jesus, no diálogo de despedida com seus discípulos, ensina a viver uma nova maneira de comunhão: Quem me ama guardará minha palavra, meu Pai o amará, iremos a ele e nele faremos morada. O amor por Jesus se doa sem medida e manifesta a prática de suas palavras e mandamentos. O outro Defensor (14,16), estará para sempre com os discípulos, sendo chamado também de Espírito da verdade (14,17). Jesus ressuscitado continuará como Defensor junto do Pai (1Jo 2,1), consolando seus seguidores. O Defensor, o Paráclito (14,16.26; 15,26; 16,7), é o Espírito Santo (14,26), que ensinará todas as coisas e recordará tudo o que Jesus disse aos discípulos. O Espírito Santo, como dádiva do Ressuscitado (20,22), faz compreender as palavras e ações de Jesus, despertando sua memória e guindo no caminho da paz que ele viveu e ensinou. Os discípulos, diante de situações adversas (14,29; 16,2), são impelidos a acreditar, a permanecer firmes na prática da não violência, da justiça, do amor fraterno.

O Espírito de Jesus Ressuscitado, o Defensor, está sempre conosco, para nos guiar no caminho da verdade plena. A partir do V Domingo da Páscoa a dinâmica se move para a preparação da vinda do Espírito Santo em Pentecostes.

Na celebração eucarística fazemos memória da páscoa de Cristo, oferecendo pão e vinho na ceia do Senhor, na qual nos alimentamos do Cristo-Cordeiro, aquele que tira o pecado do mundo e realiza em nós a reconciliação.

Revista de Liturgia

Oração à Sagrada Família

Jesus, Maria e José, em Vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor e, confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado, seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do carácter sagrado e inviolável da família e da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica. Amém.

Papa Francisco

Permaneçamos nos caminhos do Senhor

O segredo da fé cristã é permanecermos em Jesus, permanecermos ligados, firmes e unidos a Ele, sem jamais desviarmos d’Ele nosso olhar. Podemos nos seduzir por muitas coisas que esse mundo nos apresenta; podemos nos deixar guiar por nossas aflições, dificuldades, problemas e situações da vida. Muitas vezes, olhamos mais para os nossos problemas do que para o Senhor de nossa fé. A partir daí, perdemo-nos, desviamo-nos, andamos na rota, na direção errada da vida.

Se queremos produzir frutos e desejamos que nossa fé seja frutuosa, precisamos permanecer na videira, unidos a Cristo!

Não se afaste do caminho da fé, dos caminhos do Senhor. Não se afaste, sobretudo, por causa das decepções e dificuldades que todos nós enfrentamos ao longo dessa caminhada.

É a desculpa mais “esfarrapada” quando as pessoas dizem que se afastaram da igreja, porque estavam decepcionadas com as pessoas (os sacerdotes, os líderes da comunidade…), porque ninguém as compreendeu, amou-as. É verdade que a comunidade é o lugar do acolhimento, porém o que nos faz permanecer neste ou naquele lugar não são as pessoas limitadas como nós, mas sim o Cristo que nos convidou, levou-nos e amou, de quem nos tornamos servidores.

Às vezes, precisamos refletir com mais seriedade: Eu estou mesmo unido a Cristo? É a Ele a quem sirvo e procuro? Quais são de fato as minhas motivações para servir a comunidade, o Evangelho, de me dizer cristão e proclamar a Palavra de Deus?

É claro que podem ter arranjos, faz bem ter uma comunidade que nos ajuda, mas ninguém vai perseverar até o fim no seguimento do Senhor se a motivação não for Cristo Jesus, acima de todas as coisas. Se a nossa união não for com Ele, se não nos tornarmos Seus discípulos, tenhamos a certeza de que mais cedo ou mais tarde nos perderemos pelo caminho, porque o ramo só é frutuoso se alimentado pela seiva, só irá realmente produzir frutos e tornar-se vigoroso na medida em que se alimentar daquele a quem permanece unido.

Irmãos e irmãs, alimentemo-nos de Cristo e de Suas Palavras, de Seus ensinamentos, pensamentos e de Sua vida. Está é a única maneira de produzirmos frutos! Senão, vamos ficar cuidando apenas de coisas triviais; vamos ficar na igreja, na casa do Senhor, cuidando de problemas, disso e daquilo. É importante, mas, sem nos perdermos do essencial.

Que nossa união com Cristo conduza todos os nossos passos!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

5º Domingo da Páscoa

A leitura dos Atos realça o exemplo de Paulo e Barnabé, que após a evangelização visitam as novas comunidades cristãs para confirmar os discípulos na fé. Eles estabelecem lideranças para animar as comunidades, que enfrentavam tribulações por causa da Boa Nova do Reino de Deus.

O salmo é um hino de louvor ao Senhor, bom e compassivo com todas as suas criaturas.

A leitura do Apocalipse descreve o novo céu e a nova terra, o mundo renovado que surge da ressurreição de Jesus, de sua vitória sobre a morte, a dominação e a violência. A presença de Deus no meio da humanidade faz novas todas as coisas.

O texto do evangelho de hoje se insere no capítulo 13 em que Jesus, depois de realizar o gesto profético de lavar os pés dos discípulos na Última Ceia  (13,1-20), anunciou sua entrega (13,21-30). Ao repetir o verbo “glorificar” cinco vezes (13,31-32), apresenta a morte de Jesus como sua glorificação (12,23.27-28; 17,1-5), na qual oferece a vida em plenitude e o dom do Espírito Santo. Ao ser exaltado na cruz pela luta contra tudo o que desumaniza o ser humano, revela a dimensão do amor de Deus, sem medida, pela humanidade (3,16; Rm 5,8). Em sua despedida, Jesus se dirige à pequena e frágil comunidade dos discípulos com ternura especial, deixando o mandamento do amor como herança. Trata-se do amor “ágape”, fundamentado na sua   entrega total. O mandamento do amor fraterno, já presente em Lv 19,18, é levado à perfeição em Cristo que dá a vida (15,13). O apelo a amar como o Mestre, no contexto do lava-pés, supõe uma atitude cotidiana de serviço solidário: Dou-vos um novo mandamento; que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei. O amor até a doação da vida (1Jo 3,16-18) é o sinal distintivo dos que continuam o caminho da vida nova indicado por Jesus: Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros.

Como as comunidades cristãs primitivas, enquanto nos amarmos mutuamente com o amor com que Jesus nos amou experimentamos sua presença viva em nosso meio. O amor que recebemos como mandamento novo continuará se multiplicando em gestos de solidariedade.

Só o amor pode transformar a sociedade em que vivemos e a fonte desse amor é o próprio Jesus palavra e pão que alimenta. Que esta celebração reacenda em nós o desejo do amor fraterno e nos renove na alegria de estarmos a serviço do reino de Deus.

Revista de Liturgia

19 de Abril – Dia de Santo Expedito

Expedito, era chefe da Legião Romana numa das províncias romanas da Armênia. Ocupava esse alto posto porque, o imperador Diocleciano, tinha-se mostrado, no começo de seu reinado, favorável aos cristãos, confiando-lhes postos importantes na administração e no exército.

Santo Expedito estava à frente de uma das mais gloriosas legiões, encarregada de guardar as fronteiras orientais contra os ataques dos bárbaros asiáticos.

"Expedito" ficou sendo o nome do chefe, apelido dado por exprimir perfeitamente o traço dominante de seu caráter: a presteza e a prontidão com que agia e se portava então, no cumprimento de seu dever de estado e, também, na defesa da religião que professava. Era assim que os romanos davam freqüentemente a certas pessoas um apelido, que designava um traço de seu caráter.

Desse modo, Expedito designa, para nós, o chefe Legião Romana, martirizado com seus companheiros no dia 19 de abril de 303, sob as ordens do imperador Diocleciano. Seu nome, qualquer que seja a origem de sua significação, é suficiente para ser reconhecido no mundo cristão, pois condiz, com a generosidade e com o ardor de seu caráter, que fizeram desse militar um mártir.

Desde seu martírio, Expedito tem se revelado um santo que continua atraindo devotos em todo o mundo. Além de padroeiro das causas urgentes, Santo Expedito também é conhecido como padroeiro dos militares, dos estudantes e dos viajantes.

Conta-se que, assim que resolveu se converter, uma tentação se manifestou em forma de corvo. O animal gritava "Crás! Crás!", que significa em latim "Amanhã! Amanhã!". O que se esperava era que ele adiasse o batismo, mas Expedito teria pisoteado o corvo e gritado, de volta: "Hodie! Hodie!", ou seja "Hoje! Hoje!". E assim agiu.

Reflexão: No Brasil Santo Expedito é invocado nos negócios, doenças, forças negativas e difículdades da vida. Conhecido como "o santo das causas urgentes". As imagens de Santo Expedito apresentam-no com traje de legionário, vestido de túnica curta e de manto. Em uma mão sustenta uma palma e na outra uma cruz. Seguramente Santo Expedito é um Santo que podemos invocar com toda confiança nos "casos urgentes", sendo numerosas as graças obtidas por intercessão nessas circunstâncias. Mas não devemos esquecer que o melhor culto que podemos tributar-lhe não é somente invocá-lo nos "casos urgentes", e sim imitá-lo na prática generosa da virtude e do cumprimento fiel de todas os deveres do nosso estado.

Oração: Nós Vós pedimos, Senhor, que orienteis, com Vossa graça, todos os nossos pensamentos, palavras e ações, para que eles encontrem em Vós, seu princípio e sejam por intercessão de Santo Expedito levados com coragem, fidelidade e prontidão em tempo próprio e favorável, a bom e feliz fim. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim seja.

Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Deus concede firmeza ao nosso coração

A graça de olharmos a Igreja Primitiva é vermos como o Espírito Santo usava cada pessoa com seus dons e talentos, transformava o que cada um tinha em dons, talentos e graças para o Reino de Deus.

Veja que bênção era Barnabé! Um homem muito bom, com o coração generoso, cheio do Espírito Santo e de muita fé. Era um instrumento usado para que a graça de Deus chegasse a muitos corações. O que fazia Barnabé além de pregar, anunciar e proclamar a manifestação do Reino de Deus no meio de nós? Ele não deixava de confirmar os irmãos na fé; sobretudo, para que permanecem fiéis ao Senhor com firmeza de coração.

Como precisamos dessa firmeza de coração, porque este se torna volátil, presa fácil de seduções, e deixa arrefecer pela tristeza, pelo desânimo, cansaço e decepção. Precisamos da firmeza para seguirmos perseverantes, para não desanimarmos nem cairmos na prostração. Mas deixamos de ter essa firmeza, porque, muitas vezes, nosso coração é contaminado e fica minado por forças negativas que nos envolvem, atormentam-nos e batem à nossa porta.

Era na alegria que Barnabé exortava seus irmãos. A alegria é o grande exorcismo de que precisamos para combater a tristeza em nossa vida. Existem situações que, de fato, nos deixam tristes, arrasados, mas não podemos nos entregar às tristezas, ao desânimo e ao desespero por passarmos por situações de conflito e aflições nessa vida.

A Palavra de Deus vem ao nosso encontro para nos levantar, colocar-nos de pé, conceder firmeza ao nosso coração, tantas vezes, vacilante, que duvida, desanima, cansa-se com tanta facilidade. Esse coração precisa de uma dose de  ânimo, uma dose redobrada, efervescente, carismática e mais que redobrada desse dom de Deus, para permanecermos firmes na fé e não entregarmos os pontos, não olharmos para os fracassos, para aquilo que nos derruba.

Deus nos quer de pé e nos dá a graça do Seu Espírito para não desanimarmos!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

O bom pastor e as famílias

O Papa Francisco ofereceu à Igreja a Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Amoris Lætitia” (A alegria do amor), sobre o amor na família, como fruto de duas Assembleias do Sínodo dos Bispos. Diz o Papa: “Apesar dos numerosos sinais de crise no matrimônio, o desejo de família permanece vivo nas jovens gerações.

Como resposta a este anseio, o anúncio cristão que diz respeito à família é deveras uma boa notícia”. Interpretações mundanas viram no documento papal uma possível decepção, enquanto todos nós, filhos da Igreja, descobrimos a projeção de um renovado sopro a favor da família. Quando muitos especulavam, quem sabe sonhando colocar na boca da Igreja soluções radicais para os problemas da família, independente dos extremismos correntes, o Santo Padre oferece um verdadeiro hino ao amor na família, a ser entoado pelo coro dos cristãos espalhados pelo mundo inteiro.

Como ler Exortação Apostólica?

Papa Francisco aconselha uma leitura calma da Exortação Apostólica, superando a tendência de uma compreensão apressada e superficial. Ele mesmo acena aos casais a beleza do capítulo a respeito do amor no matrimônio ou o texto sobre a fecundidade do amor. Os capítulos sobre as perspectivas pastorais e o reforço da Educação dos filhos certamente atrairão os agentes de Pastoral Familiar. Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade será a provocação positiva para todos os que buscam um caminho para evangelizar a boa nova da família diante das situações difíceis e desafiadoras de nosso tempo. E toda a Igreja celebrará as conclusões sobre a espiritualidade conjugal e familiar, com a qual se conclui a Exortação Apostólica.

Não há dúvidas de que o Espírito Santo conduza a Igreja, o que se confirma mais uma vez, mostrando, diante de um mundo em crise e repleto de confusões em todos os níveis, que começa agora uma nova e esperançosa etapa de valorização da família, como foi pensada por Deus.

Celebração do Matrimônio

Nas celebrações matrimoniais judaicas e cristãs, canta-se o salmo da família (Sl 127), com o qual o Papa iniciou a Exortação Apostólica e queremos ecoar com alegria: “Feliz quem teme o Senhor e segue seus caminhos. Viverás do trabalho de tuas mãos, viverás feliz e satisfeito. Tua esposa será como uma vinha fecunda no interior de tua casa; teus filhos, como brotos de oliveira ao redor de tua mesa. Assim será abençoado o homem que teme o Senhor. De Sião o Senhor te abençoe! Possas ver Jerusalém feliz todos os dias de tua vida. E vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel!”

É festa para a Igreja quando pode oferecer as boas notícias. E elas estão dentro de nossas casas! Vivemos neste final de semana a Festa do Bom Pastor, na qual resplandecem as atitudes daquele que quer para todos a vida em abundância.

Cabe bem ver as parábolas, chamadas no seu conjunto de Parábola do Bom Pastor (Cf. Jo 10, 1-30) dirigidas às famílias, acolhendo justamente o Evangelho da Família, dirigido a toda a sociedade, que clama, tantas vezes sem consciência clara, por tal novidade.

Bom pastor

Com Jesus, que é a porta das ovelhas, queremos adentrar na casa e no coração de todas as famílias. “Cruzemos o limiar desta casa serena, com sua família sentada ao redor da mesa em dia de festa. No centro, encontramos o casal formado pelo pai e pela mãe com toda a sua história de amor” (Amoris lætitia 9).

Nasça em nós um respeito profundo pela intimidade do lar, com seus segredos, conselhos, liberdade, afeto!

Quem ninguém entre na família como o mercenário ou o salteador, mas seja ela reconhecida como espaço sagrado! É hora de ser radicais, impedindo que entrem em nossas casas os mercenários e ladrões, que roubam nada menos do que a nossa dignidade, para espalhar, na praça pública do mundo, a história e os valores, ainda em desenvolvimento, mas presentes em nossas famílias.

A vida em abundância entra pela porta da casa quando a família acolhe Jesus. Ele é a porta e é aquele que vai à frente das ovelhas, sejam elas o pai, a mãe ou os filhos. O alimento verdadeiro, que sustenta as pessoas da família, tem um nome, que é o próprio Jesus, que é porta, sustento, pastor, aquele que conduz à boa pastagem (Cf. Jo 10, 9). Muito antes de nossas famílias existirem, o Senhor se entregou por elas e confirmou a bênção primordial da família. A força de suas palavras o revela: “Nunca lestes que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher? Por isso deixará o homem o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne” (Gn 2, 24; Mt 19, 4; Cf. Amoris lætitia 9).

O bom pastor conhece as ovelhas! Aqui ele se torna referência, mais uma vez, para a família. O lar é o lugar do conhecimento profundo.

Quantos pais e mães até se assustam (bendito susto!) quando seus filhos se soltam quando estão em casa, parecendo até agressivos, como gente que trata bem só quem é de fora.

É que em casa os defeitos e as qualidades são tocados com um amor que tudo cobre, tudo suporta e tudo perdoa! Em casa damos uns para os outros a vida, e não firulas ou enfeites, feitos muitas vezes de superficialidade. Benditas sejam as discussões, as lágrimas, e também os abraços, beijos, sorrisos e afetos de quem se sente em casa! E o pastor que é Jesus nos conhece, também porque garantiu estar presente entre aqueles que se reúnem em seu nome (Cf. Mt 18, 20), não só quando rezam, mas em todas as ocasiões.

Família missionária

A família tem também sua dimensão missionária. Certamente muitos de nós temos a experiência de viver em famílias que agregam parentes e conhecidos, atraindo gente que apenas se sente bem naquela casa, reunindo amigos e conhecidos. As casas se tornam grandes, a ajuda a outras pessoas se multiplica, há um gosto especial em estar juntos! Desejamos que nossas famílias olhem para as outras, atraiam, para contribuírem de seu modo a fim de que venha a existir um só rebanho e um só pastor.

O Papa Francisco põe em nossa boca uma belíssima oração, dirigida à Sagrada Família, que oferecemos agora a todas as famílias:

Oração

“Jesus, Maria e José, em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor. Confiantes, a vós nos consagramos, Sagrada Família de Nazaré. Tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração. Autênticas escolhas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas. Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado seja rapidamente consolado e curado. Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do caráter sagrado e inviolável da família, da sua beleza no projeto de Deus. Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica. Amém!