Novena de Nossa Senhora de Lourdes


Oração inicial para todos os dias

Senhor meu Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por ser Vós quem sois, e porque Vos amo sobre todas as coisas, a mim me pesa, de todo coração, ter-Vos ofendido, e proponho firmemente nunca mais pecar, confessar-me, cumprir a penitência que me for imposta e apartar-me de todas as ocasiões de ofender-Vos.

Ofereço-Vos minha vida, minhas obras e meu trabalhos em satisfação de todos meus pecados;

E confio em Vossa bondade e misericórdia infinita para que me perdoeis pelos méritos de Vosso preciosíssimo Sangue, Paixão e Morte, e me dareis graça para emendar-me e para perseverar em vosso Santo serviço até o fim de minha vida. Amém.

Oração final para todos os dias

Debaixo de vosso amparo, acolhemos-nos, Santa Mãe de Deus;
Não desprezeis nossas súplicas nas necessidades, mas sim livrai-nos de todos os perigos,
Oh! sempre Virgem gloriosa e bendita!
V. Rogai por nós, Oh! Virgem de Lourdes!
R. Para que sejamos dignos das promessas de Jesus Cristo.

Primeiro Dia

Rezar a oração inicial para todos os dias

Rainha Imaculada que, aparecendo pessoalmente tal qual nascestes, a Senhora na gruta de Lourdes, honrastes com vosso benigno olhar e com a comunicação de vossos segredos a pobre e enferma Bernadete, tanto menos estimada dos homens pela falta de toda cultura, quanto mais aceita por Vós pela pureza de sua inocência e o fervor de sua devoção;

Obtende para nós a graça de que, pondo sempre nossa glória em fazer-nos gratos ao Senhor com uma vida inteiramente conforme a nossos deveres, nós sejamos, ao mesmo tempo, merecedores sempre de vossas especiais bênçãos. Amém.

Três Ave-Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Oração

Oh! Deus eterno e compassivo!
Concedei-nos a graça de viver santa e cristãmente, venerando a Virgem Santíssima de Lourdes, para que sejamos dignos de sua intercessão na vida e na hora da morte.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Rezar a oração final para todos os dias

Segundo Dia

Rezar a oração inicial para todos os dias

Oh! Virgem de Lourdes, escolhida por Deus para ser Mãe de Jesus, tesoureira das divinas graças, refúgio e advogada dos pecadores!

Prostrado humildemente a vossos pés, suplico-vos que sejais minha guia e saúde neste vale de lágrimas, porque nada posso nem devo fazer sem vós. Alcançai-me de vosso divino Filho o perdão de meus pecados, a perseverança no bem e a salvação de minha alma, para ser eternamente feliz e com sorte em vossa doce companhia nas mansões da glória. Amém.

Três Ave-Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Oração

Oh! Deus eterno e compassivo!
Concedei-nos a graça de viver santa e cristãmente, venerando a Virgem Santíssima de Lourdes, para que sejamos dignos de sua intercessão na vida e na hora da morte.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Rezar a oração final para todos os dias

Terceiro Dia

Rezar a oração inicial para todos os dias

Oh! Virgem de Lourdes e Mãe minha, vida e esperança dos pobres, ancora dos náufragos, saúde dos enfermos e esperança dos que agonizam e morrem!

Oh, Mãe minha! Depois de Deus, vós sois e serás minha única esperança nas tentações e perigos, na vida e na hora de minha morte.

Não me deixes, oh, Maria! Amém.

Três Ave-Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Oração

Oh! Deus eterno e compassivo!
Concedei-nos a graça de viver santa e cristãmente, venerando a Virgem Santíssima de Lourdes, para que sejamos dignos de sua intercessão na vida e na hora da morte.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Rezar a oração final para todos os dias

Quarto Dia

Rezar a oração inicial para todos os dias

Oh! Virgem puríssima de Lourdes, vida de minha alma, alívio de minhas penas, suavidade e doçura de minhas aflições!

As portas de vosso coração, oh, Mãe minha, chama este pecador enfermo, cuja dor, neste momento, é tão grande como seus pecados;

Compadecei-Vos de mim, não me deixes, olhai com olhos de compaixão.

Sanai-me, como Jesus aos leprosos, curai-me para que adore a Deus eternamente. Amém.

Três Ave-Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Oração

Oh! Deus eterno e compassivo!
Concedei-nos a graça de viver santa e cristãmente, venerando a Virgem Santíssima de Lourdes, para que sejamos dignos de sua intercessão na vida e na hora da morte.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Rezar a oração final para todos os dias

Quinto Dia

Rezar a oração inicial para todos os dias

Oh! Virgem de Lourdes e rainha dos anjos, em cujos olhos brilha a fé que abrasa vosso Espírito!

Ensinai-me a crer, mas a crer trabalhando, porque a fé sem obras é morta; porque os que estão cheios de pecados, que não fazem conforme a crença católica, estão nos calabouços do inferno.

Ajudai-me a crer na palavra divina e a trabalhar como Deus e a Igreja me mandam crer e trabalhar, pois a fé é luz e tem que iluminar minha alma e a conduzir pela senda da eterna bem-aventurança. Amém.

Três Ave-Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Oração

Oh! Deus eterno e compassivo!
Concedei-nos a graça de viver santa e cristãmente, venerando a Virgem Santíssima de Lourdes, para que sejamos dignos de sua intercessão na vida e na hora da morte.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Rezar a oração final para todos os dias

Sexto Dia

Rezar a oração inicial para todos os dias

Oh! Virgem de Lourdes e Virgem das virgens, açucena candíssima, Virgem Imaculada, pomba sem mancha!

Vós, que fostes concebida sem pecado, que tanto amais a castidade e tanto quereis a vossos filhos, tende compaixão de mim e livrai-me desta penosa concupiscência que me afunda em um mar de pecados.

Alcançai-me de vosso Filho a graça da castidade para viver na terra como os anjos do céu. Amém.

Três Ave-Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Oração final para todos os dias

Oração

Oh! Deus eterno e compassivo!
Concedei-nos a graça de viver santa e cristãmente, venerando a Virgem Santíssima de Lourdes, para que sejamos dignos de sua intercessão na vida e na hora da morte.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Rezar a oração final para todos os dias

Sétimo Dia

Rezar a oração inicial para todos os dias

Oh! Virgem de Lourdes e soberana imperatriz dos céus, que, por amor a pobreza, vos sujeitastes a todas as privações e escassez dos pobres,

Ensinai-me a depreciar os luxos e presentes, e inspirai-me amor e compaixão aos pobres para conseguir com a isso o reino dos céus. Amém.

Três Ave-Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Oração

Oh! Deus eterno e compassivo!
Concedei-nos a graça de viver santa e cristãmente, venerando a Virgem Santíssima de Lourdes, para que sejamos dignos de sua intercessão na vida e na hora da morte.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Rezar a oração final para todos os dias

Oitavo Dia

Rezar a oração inicial para todos os dias

Oh! Virgem de Lourdes, exemplar sublime de obediência, que se fazendo escrava do Senhor e humilhando-vos até viver sem própria vontade, merecestes que vos chamassem de bendita todas as gerações!

Ensinai-me e ajudai-me, como a menina Bernadete, a ser obediente até a morte, porque a obediência é melhor que os sacrifícios, e quem segue obedecendo a Deus conseguirá chegar até o céu. Amém.

Três Ave-Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Oração

Oh! Deus eterno e compassivo!
Concedei-nos a graça de viver santa e cristãmente, venerando a Virgem Santíssima de Lourdes, para que sejamos dignos de sua intercessão na vida e na hora da morte.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.

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Nono Dia

Rezar a oração inicial para todos os dias

Oh! Virgem de Lourdes, rainha dos mártires e esperança dos aflitos!

Pela heroica paciência que resplandeceu em todos os atos de vossa vida mortal, desde Belém ao Calvário, desde a profecia de Simão até que Vos arrancaram dos braços o cadáver ensanguentado de vosso divino Filho,

Tende misericórdia de mim e ajudai-me a levar com cristã resignação o peso das cruzes que o Senhor tenha a enviar-me, para ganhar minha eterna felicidade na glória e viver em vossa doce companhia por todos os séculos. Amém.

Três Ave-Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Oração

Oh! Deus eterno e compassivo!
Concedei-nos a graça de viver santa e cristãmente, venerando a Virgem Santíssima de Lourdes, para que sejamos dignos de sua intercessão na vida e na hora da morte.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.


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Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015


Amados irmãos e irmãs,

Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar.

Quando o povo de Deus se converte ao seu amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta Mensagem, é o da globalização da indiferença.

Dado que a indiferença para com o próximo e para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar.

A Deus não Lhe é indiferente o mundo, mas ama-o até ao ponto de entregar o seu Filho pela salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus, abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos, do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor (cf. Gl 5, 6). O mundo, porém, tende a fechar-se em si mesmo e a fechar a referida porta através da qual Deus entra no mundo e o mundo n’Ele. Sendo assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida.

Por isso, o povo de Deus tem necessidade de renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação, gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.

1. «Se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros» (1 Cor 12, 26): A Igreja.

Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus, que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo que antes experimentámos. O cristão é aquele que permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele, servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas exemplificar como devemos lavar os pés uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem, primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa pessoa «tem a haver com Ele» (cf. Jo 13, 8), podendo assim servir o homem.

A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos como Ele. Verifica-se isto quando ouvimos a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos, nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que, com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence a um único corpo e, n’Ele, um não olha com indiferença o outro. «Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria» (1 Cor 12, 26).

A Igreja é communio sanctorum, não só porque, nela, tomam parte os Santos mas também porque é comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons; e, entre estes, há que incluir também a resposta de quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas santas, aquilo que cada um possui, não o reserva só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não poderíamos jamais, com as nossas simples forças, alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para que todos nos abramos à sua obra de salvação.

2. «Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9): As paróquias e as comunidades

Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal é necessário agora traduzi-lo na vida das paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que fazemos parte de um único corpo? Um corpo que, simultaneamente, recebe e partilha aquilo que Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada (cf. Lc 16, 19-31)?

Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direcções.

Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura-se reciprocamente uma comunhão de serviços e bens que chega até à presença de Deus. Juntamente com os Santos, que encontraram a sua plenitude em Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não é triunfante, porque deixou para trás as tribulações do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o facto de terem vencido definitivamente a indiferença, a dureza de coração e o ódio, graças à morte e ressurreição de Jesus. E, enquanto esta vitória do amor não impregnar todo o mundo, os Santos caminham connosco, que ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena enquanto houver, na terra, um só homem que sofra e gema, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da Igreja: «Muito espero não ficar inactiva no Céu; o meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas almas» (Carta 254, de 14 de Julho de 1897).

Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração.

Em segundo lugar, cada comunidade cristã é chamada a atravessar o limiar que a põe em relação com a sociedade circundante, com os pobres e com os incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária, não fechada em si mesma, mas enviada a todos os homens.

Esta missão é o paciente testemunho d’Aquele que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a cada homem, até aos confins da terra (cf. Act 1, 8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom para a Igreja e para a humanidade inteira.

Amados irmãos e irmãs, como desejo que os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!

3. «Fortalecei os vossos corações» (Tg 5, 8): Cada um dos fiéis

Também como indivíduos temos a tentação da indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa incapacidade de intervir. Que fazer para não nos deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência?

Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e 14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração.

Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de nós como a quem está longe, graças aos inúmeros organismos caritativos da Igreja. A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum.

E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos. Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então confiaremos nas possibilidades infinitas que tem de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à tentação diabólica que nos leva a crer que podemos salvar-nos e salvar o mundo sozinhos.

Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos para viverem este tempo de Quaresma como um percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31). Ter um coração misericordioso não significa ter um coração débil. Quem quer ser misericordioso precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo, um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro.

Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: «Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração semelhante ao vosso» (Súplica das Ladainhas ao Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso, que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na vertigem da globalização da indiferença.

Com estes votos, asseguro a minha oração por cada crente e cada comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal, enquanto, por minha vez, vos peço que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de Outubro de 2014.

Francisco

Rezemos pela nossa consagração a Deus

Seguindo a lei mosaica (lei que Moisés recebeu das mãos de Deus), que diz que todo primogênito do sexo masculino deve ser entregue e consagrado ao Senhor, os pais de Jesus, completados os quarenta dias do Seu nascimento, levaram-No ao Templo para que Ele fosse entregue nas mãos de Deus, para que Ele fosse consagrado ao Senhor.

Talvez você deva se perguntar: “Mas como um consagrado vai ser novamente consagrado?” Jesus já é eternamente consagrado, mas Ele assumiu a natureza humana, assumiu ser um de nós e estar no meio de nós e, uma vez que o Senhor está no meio de nós, Ele vive essa condição e assume a nossa humanidade, por isso Ele se entrega e se consagra, em Sua inteira humanidade, ao coração do Pai.

A Igreja, devido à consagração de Nosso Senhor neste dia, nos chama a viver o Dia dos Consagrados, que são aqueles que se consagraram a Deus para realizar uma especial missão, um especial chamado. Todos os consagrados e as consagradas do Senhor, presentes nas comunidades religiosas, presentes nos vários institutos de vida consagrada e todos nós padres, que entregamos a nossa vida a Deus, celebramos hoje o Dia da Vida Consagrada!

Quando alguém se consagra a alguma coisa, essa pessoa se entrega àquilo a que se consagrou; ela coloca a sua vida e tudo aquilo que é nas mãos do Senhor Nosso Deus. Consagrar-se quer dizer: “oferecer-se”. Alguns vivem isso de forma mais radical. Como eu já me lembrei, anteriormente, de tantos membros da vida religiosa, da vida presbiteral, das nossas diversas comunidades de vida e de aliança [ou segundo elo]. Essas são algumas formas de nos consagrarmos a Deus, mas a verdade é que todo batizado é um consagrado, pois a unção paira sobre nós no dia do nosso batismo; e o óleo santo do crisma unge a nossa fronte, somos imbuídos no nosso peito pelo óleo catecumenal, que nos consagra, nos unge e nos entrega para sermos de Deus!

Queremos, no dia de hoje, assumir a nossa consagração, a nossa entrega a Deus! Existem pessoas que se consagram, se entregam e se propõem a viver diversas coisas do mundo. Deus tem o direito de ter os Seus consagrados; homens e mulheres que O servem de coração reto e sincero e se entregam inteiramente a Ele.

Rezemos hoje para que eu e você possamos viver bem a nossa consagração batismal e pela vida religiosa, pela vida consagrada. Fomos chamados pelo Papa Francisco a viver neste ano o “Ano da Vida Consagrada”. Que Deus dê perseverança, santidade e renovação espiritual a todos nós, que, de qualquer lugar deste mundo, resolvemos viver a entrega e a total consagração ao Senhor Nosso Deus!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

4º Domingo do Tempo Comum

O Deuteronômio nos apresenta o projeto de uma nova sociedade. Inclui leis referentes à pessoa do rei e também leis que regulamentam a vida dos levitas. E é dentro desse contexto que Deus promete um profeta com as seguintes características: não ter nenhum compromisso com o poder político e religioso e ser para o povo porta-voz e intérprete do projeto de Deus, que visa a construção de história e sociedade novas.

As religiões vizinhas a Israel tinham seus profetas. Mas a função deles era sustentar o sistema que concentrava a vida na mão de poucos em detrimento da maioria sofrida. Por isso, Deus proíbe a existência de adivinhos, astrólogos e magos que eram consultados pelas autoridades pelas autoridades, quando se tratava de questões que diziam respeito ao bem do povo. É claro que sempre se colocavam ao lado das autoridades ou da classe dominante.

O profeta do povo de Deus é diferente. É suscitado pelo Deus libertador e se assemelha a Moisés, líder que organizou e conduziu o povo rumo à libertação e posse da terra por Deus prometida. O povo, então, deve ouvir o que o profeta diz, pois o próprio Deus vai pedir contas a quem não escutar as palavras que o profeta pronuncia. E o profeta que tiver a ousadia de dizer em nome de Deus alguma coisa que o Senhor não lhe ordenou, ele deverá morrer.

Paulo, mais uma vez, procura responder as muitas indagações das comunidades. Ele não tem respostas, mas analisa tudo na perspectiva da evangelização. As primeiras comunidades viviam na expectativa do fim do mundo. A urgência da evangelização e a possibilidade do fim eminente do mundo levaram alguns líderes à decisão de não casar. Mas para Paulo, virgindade/celibato só adquire sentido enquanto doação plena e total ao Reino.

O evangelista Marcos está preocupado em mostrar quem é Jesus. Mas ele não tem explicações abstratas e mostra Jesus agindo. No Evangelho de hoje, encontramos o primeiro ato público de Jesus. O evangelista situa no tempo e no espaço o relato do primeiro milagre: é um dia de sábado e Jesus entra na sinagoga, acompanhado pelos dois discípulos que acabara de convocar.

O sábado era umas das instituições sagradas no tempo. Dia para celebrar a vida e a comunhão com Deus. A sinagoga era lugar de estudo e aprendizagem. Mas o sábado e a sinagoga não estavam favorecendo a vida, E Jesus começa a ensinar. Marcos não diz o que ensinava. Ao que parece, ensino e prática são a mesma coisa. O povo se admira, porque ensina como quem tem autoridade e não como os doutores da lei. E depois, que um homem possuído pelo demônio foi libertado, o povo fica espantando e todos se perguntam: “Que é isto? Um ensinamento novo, e com autoridade” (1,27).

O ensinamento de Jesus é novo, porque liberta ao mesmo tempo que ensina. Aí se situa a diferença entre o seu ensinamento e o dos doutores da lei. Ao entrar na sinagoga, Jesus se volta para quem não recebia  atenção. Ele faz com que o possuído pelo demônio se torne o centro das atenções, e sua libertação é, ao mesmo tempo, prática e ensino.
Marcos quer mostrar quem é Jesus. O espírito mau reconhece que Jesus veio para destruir todas as raízes do mal e suas manifestações: “Vieste para nos destruir?” (1,24) Jesus é aquele que veio destruir o mal que aliena e despersonaliza a pessoa.

O espírito mau já sabe quem é Jesus e diz: “tu és o santo de Deus” (1,24). O Mestre é a pessoa escolhida pelo Pai para libertar a todos. Na Bíblia, conhece o nome significa ter o controle sobre a pessoa. Jesus é o forte. O espírito da alienação não tem poder sobre ele.

Diocese de Limeira

A alegria de esperar em Deus

O que você vem esperando de Deus há muito tempo? O Senhor reservou graças maravilhosas para todos nós. Feliz é você que espera em Deus, porque Ele está contigo!

A Palavra de Deus nos mostra o que alcança um coração confiante: “E, partindo Jesus dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom. E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me! Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. Então respondeu Jesus, e disse-lhe: O mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã” (Mateus 15,21-28).

Essa mulher tinha tudo para não ficar curada, pois a promessa era feita para Israel, e ela não era desse país, mas sim da Cananeia, conhecida por ser uma cidade de prostituição, de adoradores de vários deuses e matadores de crianças, pois as ofereciam para morrer em sacrifício aos deuses. Mas essa mulher reconhece que Jesus é o Senhor. Ela sabia que, quando se colocasse na presença d’Ele, as coisas mudariam. Você tem essa esperança?

Coloque-se diante de Jesus revestido de esperança. Quantas pessoas vão se revestir de roupas novas! No entanto, não adianta revestir o corpo se a alma não estiver revestida [pelo Senhor]. É preciso trazer, diante de Deus, aquilo que o angustia, assim como essa mulher fez.

Quando colocamos o nosso coração em Deus, mesmo sem merecermos a graça, nós a alcançamos. Mas enquanto a esperamos, precisamos louvar ao Senhor, pois precisamos ter corações gratos e esperançosos.

O semeador não pode parar de semear, porque está cansado ou decepcionado. Assim somos nós; precisamos semear com lágrimas a nossa verdade, plantá-la no coração de Deus. Enquanto rezamos, semeamos.

E Jesus falou para aquela mulher: “Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Mas ela insistiu e disse que o impossível para nós é migalha para Deus.

Quando nos colocamos em oração, precisamos ter uma fé firme, mesmo correndo o risco do ridículo. Veja o que essa mulher ouviu de Jesus: “Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos”. O Senhor estava com pessoas a Sua volta, mas a mulher, mesmo assim, expôs-se e colocou a confiança diante do único que poderia salvar sua filha. Tenha você também uma fé viva e firme! Tenha uma vontade decidida de saber o que você quer diante de Deus. Tenha fé. Decida-se e, mesmo ouvindo de Jesus o que essa mulher ouviu, tenha firmeza, porque será feito de acordo com a sua fé.

Se estiver na angústia ou na alegria, apegue-se ao Senhor, espere e firme-se na fé. Não desista na demora, pois Deus vai lhe conceder a graça de que precisa no momento certo. Seja fiel a Deus, apegue-se a Jesus e saiba que Ele o ouve.

Espere no Senhor, peça e não desista! Não tenha medo de se decepcionar, só consegue o seu objetivo quem acredita e espera. Não se desespere, porque quando você está desesperado você fica amarrado. A fé é a vacina contra a desesperança, o remédio que você precisa para o seu coração.

Quando sabemos que algo vai acontecer de bom, três dias antes já nos alegramos. Se você sabe que Deus vai atendê-lo, você precisa se alegrar. Tenha fé e coragem! Enquanto você espera, louve a Deus.

“O Senhor é a minha luz e a minha salvação. A quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?” (Salmo 27)

Não tenha medo de lutar por aquilo em que você acredita! Quem luta vence, quem luta com Deus é invencível!

A alegria jorra de um coração que confia no Pai. Deus socorre quem confia n’Ele. Quando confiamos no Senhor, somos curados.

Márcio Mendes
Missionário da comunidade Canção Nova

Sejamos perseverantes nos caminhos do Senhor

Lendo a Carta aos Hebreus, nós hoje somos chamados a reavivar a nossa perseverança para cumprir a vontade de Deus e alcançar aquilo que Ele prometeu a nós. Sabem, meus irmãos e minhas irmãs, perseverança é uma graça a ser alcançada e buscada a cada dia. Não adianta você perseverar nas coisas de Deus por um ano, por dois anos, por três anos e depois dizer: “Já deu!”

Quem perseverar até o fim será salvo e fará parte do time definitivo do Senhor! Por isso a perseverança deve ser a graça buscada, por excelência, por cada um de nós, porque, ao longo do caminho, nós vamos encontrar muitos motivos para que desanimemos, para que percamos o fervor e, como diz a Palavra, para que esmoreçamos. E quando esmorecemos, desanimamos e nos desviamos do caminho do Senhor podemos ter a certeza de que Deus não vai encontrar satisfação em nosso coração.

Por intermédio da oração, da leitura diária da Palavra de Deus e da escuta contínua ao Senhor é que vamos criando consistência, vamos criando realmente a forma de Deus em nós!

Quem está de pé precisa lutar para não cair e quem já caiu precisa ir buscar a força em Deus para se levantar. O que não podemos é caminhar desviados do caminho do Senhor, precisamos encontrar aquela retidão de caminhar em Deus sem esmorecer. É óbvio que algum desânimo e algum esmorecimento vão bater à nossa porta, mas não há problema! O que não podemos é ficar esmorecidos, desanimados e entregues ao nosso cansaço e à nossa falta de gosto pelo Senhor.

É hora de retomar, de insistirmos com a nossa vontade, muitas vezes, machucada, mal inclinada e desorientada para que ela se firme nos caminhos do Senhor. Que fique bem claro em nosso coração que é preciso perseverar, ter persistência e insistência nas coisas de Deus até o fim, pois só assim seremos salvos!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

3º Domingo do Tempo Comum

O livro de Jonas foi escrito depois do regresso do exílio da Babilônia (538 a.C). O povo sofrido e desconfiado de tudo começou a cultivar certo nacionalismo radical e alimentar o desprezo e o ódio por outras nações. E nessa corrente, Deus acaba sendo envolvido.

O escrito de Jonas vai mudar essa visão fechada e doentia, mostrando claramente que Deus também se preocupa com o destino de outras nações.

Nínive representa, de verdade, o que há de mais detestável e odioso para um judeu, pois é a capital da Assíria, uma nação opressora. Neste contexto é que se entende porque Jonas quer fugir de Deus. Jonas não admite a possibilidade de Nínive, símbolo da opressão, receber atenção de Deus, ou seja,m se os judeus odeiam essa cidade, por que Deus deveria interessar-se por ela? O texto situa-se logo depois do episódio de Jonas ter sido vomitado na praia pelo peixe (ou seja, nem o peixe consegue “digerir” tamanha mesquinhez de Jonas).

Desta vez, o “profeta” obedece à ordem de Deus e vai a Nínive, a fim de proclamar ai a mensagem de Deus. O texto descreve a cidade como fantástica e enorme: são necessários três dias para atravessar a cidade. Exatamente, nesta cidade, Jonas anuncia. “Dentro de quarenta dias Nínive será destruída!” (3,4). Mas bastou um dia de pregação para que toda a população acreditasse em Deus, proclamasse um jejum e vestisse roupas de penitencia, obtendo assim o perdão de Deus.

É preciso colher alguns ensinamentos preciosos do texto: 1) Foi suficiente um terço da atividade de Jonas para que a cidade inteira se convertesse a Deus. Como é possível isso? 2) A cidade tem prazo de quarenta dias para se converter, a fim de não ser destruída, mas já no primeiro da do anúncio todos se convertem.

Na verdade, Israel sempre teve profetas e sacerdotes que lhe mostravam o projeto de Deus, mas infelizmente, a conversão não aconteceu. Os nivivitas, ao contrário, mudam rapidamente de atitude ao primeiro anúncio de um profeta estrangeiro, e crêem em Deus. Eles são mais obedientes a Deus que os israelitas.

No tempo em que a carta aos Coríntios foi escrita, acreditava-se que o fim do mundo estaria próximo. Então, o que fazer diante disso? Havia muitas opiniões. Alguns afirmavam que a única coisa era gozar a via antes que ela terminasse. Alguns pensavam que o melhor era não casar, outros queriam casar. Paulo constata que não há nenhum preceito do Senhor a respeito.

Nos Atos dos Apóstolos, a procriação no casamento era prioritária: era preciso gerar filhos para o crescimento do povo de Deus, pois este dependia de uma raça. A partir de Jesus, porém as coisas mudaram. O povo de Deus não é uma raça, mas a união de muitos povos em torno do projeto de Deus, anunciado em Jesus. A tarefa prioritária consiste no anúncio de Jesus, pois é assim que o povo de Deus cresce. Paulo quer que a comunidade se empenhe com todas as forças para dilatar o Reino antes que o mundo termine, pois assim ela imprime novo sentido à história.

Em resumo: Paulo pressionado pela crença de que o mundo está para acabar e pela opinião popular de que é preciso gozar a vida antes que ela desapareça, ajuda os Coríntios a descobrir nova escala de valores: O Reino de Deus se impõe como valor absoluto, e isso vale tanto para os que casam como para quem decidiu não casar.

O Evangelho de Marcos foi escrito para “mostrar quem é Jesus” aos que se preparavam para receber o Batismo. O Evangelho vai revelando aos poucos quem é Jesus e, ao mesmo tempo, o que significa ser cristão.

Depois que João Batista, o mensageiro de Jesus, foi preso. Ele foi para a Galileia. Esse mensageiro mexeu com os interesses e privilégios dos poderosos. Então o que espera Jesus? Aos poucos, o Evangelho vai mostrar que Jesus, “o forte”, não se deixa amedrontar pelos poderosos, vencendo os mecanismos que geram morte para o povo. A Galileia é o lugar onde Jesus inicia a sua atividade. É uma região muito pobre, lugar onde mora gente sem valor e impura. É no meio dessa gente e a partir dela que Jesus anuncia seu programa de vida: “Completou-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede na Boa-Nova”.

O programa de Jesus consta de três momentos:

1.    Anuncia que “o tempo já se cumprir”. A espera da libertação chegou a fim. Deus está presente em Jesus, atuando o seu projeto de liberdade e vida. O caminho de Deus e o caminho dos marginalizados ao uma coisa só. Jesus se faz pobre como eles.

2.    Jesus anunciar que “o Reino de Deus está próximo” Deus tomou a decisão de reinar. O Reino de Deus está próximo, porque a realeza de Deus vai tomando corpo através dos atos libertadores que Jesus realiza ao longo do Evangelho. Está também sempre próximo mediante a prática dos seus discípulos.

3.    Jesus diz: “convertam-se e creiam no Evangelho”. Conversão é sinônimo de adesão à prática de Jesus. A libertação esperada e o céu rasgado de nada adiantariam se as pessoas que anseiam pela libertação continuassem amarradas aos esquemas que mantêm a sociedade desigual e discriminadora. O Evangelho é apenas o início da boa notícia trazida por Jesus. Ela se tornará realidade mediante o compromisso das pessoas e comunidades que dizem sim apo Mestre.

Diocese de Limeira