Advento: Aplanai os caminhos do Senhor

O tempo do Advento, sábio e indispensável período de preparação, enriquece a celebração do Natal, livrando-a das superficialidades. Importante oportunidade para o aprimoramento humano e espiritual, faz ecoar este convite irrecusável: “Aplainai os caminhos!”. A competência educativa e o conhecimento refinado de política fazem do profeta Isaías porta-voz de uma indicação preciosa para orientar os passos na superação dos mais difíceis desafios. Uma preciosidade que reluz quando se consideram os cenários da sociedade contemporânea. O convite para aplainar os caminhos é o remédio e a indispensável reação às inúmeras crateras que se abrem na vida do povo, como consequência do absurdo comprometimento do bem comum e das lamentáveis negociações da justiça.

Há rombos nas instituições, nas empresas, nas igrejas, nas famílias, nas organizações, na política e também no fundo do coração das pessoas. Esse mapa complexo revela tantas marcas nesses corações, que impedem o traçado de um equilibrado percurso. A construção cotidiana da vida fica sempre aquém das metas mínimas necessárias para a construção da paz, do grande bem que só se alcança quando a cidadania e a vivência da fé são assumidas como compromissos prioritários. E na contramão do grande sonho de se concretizar um projeto humanitário de paz, as estatísticas revelam aumento da violência, situando a sociedade brasileira entre as que vivem em pé de guerra, com incidências de mortes até mais elevadas.

O convite feito por Isaías – “Aplainai os caminhos!”– chega mais próximo de todos na voz clamante do deserto, pela figura inigualável de João Batista, na inauguração do tempo do Novo Testamento, quando o profeta anuncia a chegada de Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, Senhor e Salvador.

Assim, este tempo precisa ser entendido como campanha para capacitar todos na missão de “construtores” desta paz desafiada não só pelos quadros de violências fatais e absurdas, como também pela busca desarvorada e mesquinha pelo dinheiro. Conduta que envenena as relações pessoais e cidadãs com a corrupção, que envergonha a nação como, lamentavelmente, desenha-se e emoldura-se o horizonte da sociedade brasileira.

Contudo, não é suficiente reconhecer a urgência de aplainar os caminhos. É preciso disposição ao assumir propósitos que norteiem e reeduquem para o sentido de justiça e paz. Proposta de vida que se constrói a partir de princípios amplamente conhecidos, mas cada vez menos vividos e que, de modo pedagógico, como fez nosso Deus, não nos custa recordar. Não é demais pautar um decálogo, não como ordem, mas um convite ao trabalho na urgente tarefa de restabelecer a paz entre nós:

1. Respeitar, pelo princípio da igualdade, incondicionalmente, cada pessoa;
2. Preservar o ambiente para superação de danos à convivência humana;
3. Lutar pelo respeito dos Direitos Humanos;
4. Investir para que cada família seja comunidade de paz;
5. Trabalhar e solidariamente repartir, para que a ninguém falte o necessário;
6. Desmantelar os esquemas geradores de conflitos, desde os desarmamentos até os litígios pessoais que comprometem o coração da paz que cada pessoa deve ter;
7. Perdoar sempre, porque não há justiça sem perdão nem paz sem amor;
8. Professar e testemunhar a fé como compromisso de fomentar a solidariedade fraterna;
9. Gostar da verdade e por ela reger diálogos e relacionamentos para ser obreiro da paz;
10. Preservar a criação pelo tratamento civilizado dos seus bens, direito de todos.

E faço aqui outro convite, desta vez, à reflexão: Você escreveria um decálogo diferente? E qual seria a sua proposta? Indispensável é assumir propósitos que possam nos levar ao amor e à paz, a uma experiência verdadeira de Natal, atendendo ao pertinente convite deste tempo: “Aplanai os caminhos!”.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

O Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

O Ano da Paz

Desde o primeiro domingo do Advento, os católicos brasileiros vivem o Ano da Paz. Aprovado por unanimidade durante a última Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o período de reflexões, orações e ações sociais se estenderá até o Natal de 2015.

O Arcebispo de São Luís (MA) e Vice-Presidente da CNBB, Dom José Belisário da Silva, afirma que o Ano da Paz é um convite para reflexão sobre os motivos de tantos acontecimentos violentos. “Está na hora de a sociedade brasileira dar passos no sentido de buscar uma harmonia maior no relacionamento humano. Os nossos relacionamentos estão muito degastados”, ressalta.

Dom Belisário manifestou a preocupação da entidade com o nível de violência da sociedade brasileira. Para ele, é uma questão complexa que envolve herança histórica, injustiça estrutura, tráfico de drogas e exclusão “de uma camada grande da sociedade”. “Isso tudo tem colaborado para termos essa sociedade tão violenta que a gente está”, disse.

De acordo com os últimos dados do Mapa da Violência, mais de 56 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Os jovens são os principais afetados neste contexto, somando mais de 27 mil vítimas naquele ano.

O Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário-Geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, afirmou que as relações mais próximas, na atualidade, encontram dificuldade de manterem-se vivas e que há uma violência generalizada. “Violência que se manifesta na forma da morte de pessoas, na falta de ética na gestão da coisa pública, na impunidade. A violência, a falta de paz, provêm do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples”, explicou.

Para celebração do Ano da Paz, serão aproveitados os meses temáticos do Ano Litúrgico, como os meses vocacional, da Bíblia e da missão. “Vamos refletir durante o ano sobre o porquê da violência e sobre a necessidade de uma convivência fecunda e frutuosa. O Ano Litúrgico nos oferece oportunidades para pensar sobre a paz e a realidade da violência”, lembrou Dom Leonardo.

O Vice-Presidente da CNBB considera que as comunidades devem ser criativas e propor as iniciativas conforme a realidade de cada uma. “A gente quer no Ano da Paz que rezemos, reflitamos, peçamos a paz… Um momento forte de evangelização, de reflexão, de pergunta ‘por que está acontecendo tanta violência?’”, sugeriu.


Fonte: CNBB

3º Domingo do Advento

O profeta Isaías nos recorda que a missão consiste em levar boas notícias às vítimas da injustiça: os pobres, os desanimados, os cativos e os prisioneiros. Ele é semelhante ao arauto que anuncia o início do Ano Jubilar, apresentado aqui como “ano da graça do Senhor”, onde todos recuperavam suas propriedades e seus bens. No Ano Jubilar dever-se-ia proclamar a libertação para todos os habitantes do país. Cada um recuperava a sua propriedade e voltava para a sua família.

Com isso, o profeta anuncia a chegada de uma nova era em que as relações humanas são transformadas radicalmente. O motor dessa transformação é o espírito de Deus que, ao tomar conta do profeta e fazendo-o anunciar seu programa e vida, mostra também quais serão os resultados: liberdade e vida para todos.

Para que haja liberdade e vida para todos faz-se necessário acabar com as injustiças. Chegou a hora de dizer “não” à sociedade em que os opressores vivem às custas dos oprimidos, em que os ricos se enriquecem sempre mais, porque condenam os pobres à miséria, e as terras e os bens vão sendo acumulados nas mãos de poucos.

Ouvimos a Carta aos Tessalonicenses. Tessalônica era, no século I, a cidade mais importante da Macedônia. Porto marítimo e cidade de intenso comércio. Uma encruzilhada religiosa, na qual os cultos locais coexistiam com todo o tipo de propostas religiosas vindas de todo o Mediterrâneo.

A cidade foi evangelizada por Paulo durante a sua segunda viagem missionária, muito provavelmente no Inverno dos anos 49-50. Paulo chegou a Tessalônica acompanhado de Silvano e Timóteo, depois de ter sido forçado a deixar a cidade de Filipos. O tempo de evangelização foi curto; mas foi o suficiente para fazer nascer uma comunidade cristã numerosa e entusiasta, constituída majoritariamente por pagãos convertidos.

No entanto, a obra de Paulo foi brutalmente interrompida pela reação da colônia judaica. Os judeus acusaram Paulo de agir contra os decretos do imperador e levaram alguns cristãos diante dos magistrados da cidade. Paulo teve de deixar a cidade às pressas, de noite, indo para Bereia e, depois, para Atenas.

Entretanto, Paulo tinha a consciência de que a formação da comunidade cristã de Tessalônica ainda deixava muito a desejar. A jovem comunidade, fundada há pouco tempo e ainda insuficientemente catequizada, estava quase desarmada nesse contexto adverso de perseguição e de provação. Preocupado, enviou Timóteo a fim de saber noticias de encorajar os tessalonicenses na fé. Quando Timóteo voltou e apresentou o seu relatório, Paulo estava em Corinto. Confortado pelas informações de Timóteo, o apóstolo decidiu escrever aos cristãos, felicitando-os pela sua fidelidade ao Evangelho.

Aproveitou também para esclarecer algumas dúvidas que inquietavam os tessalonicenses e para corrigir alguns aspectos menos exemplares da vida da comunidade. Pede aos tessalonicenses que vivam alegres e que pautem a sua vida por uma intensa oração, sobretudo a oração de ação de graças. Pede ainda que abram o coração ao Espírito Santo e que não desprezem os seus dons.

O Evangelho é, provavelmente, um primitivo hino cristão conhecido da comunidade joanina, que o autor do Quarto Evangelho adaptou e onde se expressa a fé da comunidade em Cristo, Palavra viva de Deus, enviado ao mundo para concretizar o plano de salvação que Deus tinha para oferecer aos homens. Os primeiros três versículos do texto que hoje nos é proposto (Jo 1,6-8) pertencem a esse “prólogo”.

Depois do “prólogo”, o autor desenvolve, em várias etapas, a sua catequese sobre Jesus. Na “seção introdutória” ele procura dizer quem é Jesus e definir a sua missão, fazendo entrar sucessivamente em cena várias personagens cuja função é apresentar a figura de Jesus.

Entre as personagens, sobressai a figura de João Batista, o “apresentador” oficial de Jesus. Ele aparece no início (Cf. Jo 1, 19-37) e no fim (Cf. Jo 3, 22-36) dessa seção introdutória a dar testemunho sobre Jesus. O texto evangélico apresenta, precisamente, um primeiro testemunho que João dá sobre Jesus, diante dos enviados das autoridades judaicas.

Para percebermos o alcance do diálogo entre João e os líderes judaicos, é preciso ter em conta o ambiente político, social e religioso da Palestina do século I. Dominado pelos romanos, humilhado e impossibilitado de definir o seu destino, afogado em impostos, explorados por uma classe dirigente comodamente instalada nos seus privilégios, escravizado por um sistema religioso ritual e legalista, o Povo de Deus vivia na expectativa da chegada do Messias libertador, enviado por Deus para inaugurar uma nova era de liberdade, de alegria e de felicidade.

Muitos israelitas estavam dispostos a aproveitar qualquer oportunidade de libertação e eram presas fáceis dos falsos messias e dos vendedores de sonhos.

João Batista se apresenta como profeta do desterro, enquanto Jesus é o Cristo e o profeta. João batiza com água, mas Jesus, desconhecido, é aquele que batiza no Espírito Santo. Essa expressão define a obra primordial do Messias: regenerar a humanidade no Espírito Santo.


Diocese de Limeira

12 de Dezembro – Dia de Nossa Senhora de Guadalupe - Padroeira de toda a América

Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).

Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.

O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: “Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…”

O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”. Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”.

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.


Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

Despertar para a graça de Deus

Quando dizemos: “O Senhor esteja conosco”, respondemos: “Ele está no meio de nós”, isso precisa ser uma verdade em nossas vidas. Não podemos participar da Santa Missa como se ela fosse apenas mais uma. Precisamos participar da Eucaristia atentos ao que o Senhor quer nos dizer.

São Bernardo fala de três vindas do Senhor, a primeira quando Ele encarnou-se no seio da Virgem Maria, a segunda quando Ele virá em Sua glória, mas entre estas, afirma o santo que há uma intermediária. Na primeira todos conviveram com o Senhor, na última todos O verão em Sua glória, mas esta intermediária é oculta e nela somente os eleitos O veem e participam de Sua salvação.

A vinda intermediária do Senhor é um caminho que conduz à última, esta também é o nosso repouso e a nossa salvação. Celebramos esta vinda intermediária na Eucaristia, quando o Senhor vem e nos prepara para Sua segunda vinda. Nós também a experimentamos na meditação da Palavra de Deus e no encontro com o irmão. Por isso é importante abrir o coração para a graça de Deus todos os dias.

O Evangelho de hoje diz que o Reino do céu sofre violência todos os dias, mas que violência é esta? É lutar contra aquilo que não nos faz bem, é lutar contra nossa preguiça por exemplo. Precisamos ser treinados na vida com Deus. Rezar também é um combate, mesmo sem vontade precisamos rezar, porque somente em Deus nós nos realizamos.

Ao criarmos comunhão com Deus as coisas vão se ajeitando, ao passo que, ao nos afastarmos d’Ele, traçamos um caminho de infelicidade, porque nos afastamos do único que pode trazer alegria ao nosso coração. Quando a pessoa está bem interiormente ela se dá bem com o cônjuge, com os filhos e com as pessoas do trabalho. Ao julgar uma pessoa, corremos o risco de estar na mesma situação dela. Não temos o direito de julgá-la por não sabermos pelo que ela está passando. Quantas vezes, apontamos o dedo para acusar e falar mal de uma pessoa e nunca nos damos ao trabalho de escutá-la e de saber de sua história.

Se estamos realmente buscando a Deus, devemos lutar para ser melhores a cada dia. Não seremos perfeitos, mas seremos melhores se nos esforçarmos e pedirmos ajuda do Senhor. A minha vida de oração precisa conduzir as pessoas para Deus, não as afastar! Existem pessoas que começam ir à igreja e ficam chatas, não convertem ninguém. Se você tentar obrigar seu filho, principalmente se ele for adolescente, a ir à igreja, ele certamente não irá; porém, se você o convidar com carinho certamente o fará pensar na proposta.

O Reino dos céus sofre violência; mas será que realmente temos sido violentos [com nós mesmos, com nossos desejos]? Muitos têm se cansado. Precisamos assumir que somos católicos para valer. Deus mora em nosso coração e nos chama a sermos guerreiros e a dar a vida verdadeiramente pelo Reino d’Ele.

A vida com Deus não pode ser um peso. Muita gente que diz que quanto mais reza, tanto mais assombração aparece. Isso não é verdade, pois se estamos em Deus as coisas não podem ficar mais difíceis! O inimigo de Deus pode tentar nos derrotar, sim; mas quem está em Deus sempre se levanta. Temos que eliminar do nosso meio estes falsos conceitos. Precisamos assumir a primeira leitura de hoje, que é belíssima. O tempo do Advento é o tempo de nos despertar para o amor do Pai que visita o nosso coração.

“Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tomo pela mão e te digo: “Não temas; eu te ajudarei. Não tenhas medo, Jacó, pobre verme, não temais, homens de Israel. Eu vos ajudarei”, diz o Senhor e Salvador, o Santo de Israel.” (Isaías 41,13-20)

 É a experiência com o Pai. Se não soubermos ser filhos, não saberemos ser pais, mães, irmãos. Precisamos ter a certeza de que somos filhos de Deus. O Altíssimo nos coloca de pé para sermos felizes. Precisamos tomar posse da verdade de que o Senhor nos ama e nos quer felizes, porque há uma marca d’Ele em nossos corações. Quantas vezes, não vivemos como imagem e semelhança de Deus e ficamos nos arrastando pelo mundo?!

Quem precisa da ajuda de Deus? “Não temas; eu te ajudarei!” diz a Palavra em Isaías 41,13-20. Algumas vezes, buscamos ajuda em pessoas, mas é Deus quem nos ajuda. Você que é pai, mãe, tem a bênção do alto sobre você e deve distribuí-la a seus filhos. Talvez você já tenha confiado numa benzedeira, mas não confiou em si mesmo para orar por seu filho. Se você não sabe fazer orações com belas palavras, reze a oração do santo anjo, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria. Confie na graça que Deus confiou a você, como pai, como mãe.

Quais são os medos que o estão atormentando? Confie no Senhor! Ele vai ajudá-lo, ainda que você não esteja sentindo, Deus não é sentimento. Precisamos tomar posse de que o Senhor é presença viva em nossas vidas.

Este é o tempo de fazermos a experiência da graça de Deus, mas, antes, é necessário despertarmos para a graça de Deus. Tomando posse da verdade de que o Senhor é misericórdia, amor e compaixão, é possível nos levantarmos e fazermos uma nova experiência com Deus.

“Isso é tanto mais importante porque sabeis em que tempo vivemos. Já é hora de despertardes do sono. A salvação está mais perto do que quando abraçamos a fé. A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Comportemo-nos honestamente, como em pleno dia: nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções; nada de contendas, nada de ciúmes. Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não façais caso da carne nem lhe satisfaçais aos apetites” (Romanos 13,11 – 14).

É preciso reconhecer o momento da graça em que vivemos, é tempo de encontro com Nosso Senhor Jesus Cristo! É tempo de parar e refletir sobre como estamos vivendo. É preciso de tempo em tempo parar e organizar a vida. Quando começamos organizar as coisas externas, começamos a organizar o nosso interior.

Como está a sua vida? Pergunte-se: Será que minha vida com Deus está bem? Como vai minha vida com as pessoas da minha casa? Nas pastorais e grupos da Igreja, estou em paz com os irmãos? Talvez hoje seja o dia de fazer uma reflexão e saber em que ponto você está em sua vida.

Padre João Marcos Polak
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

A oração é a elevação da alma para Deus

O tempo do Advento é tempo de revisão de vida. Hoje nós vamos refletir sobre como temos rezado e quais têm sido os frutos da nossa oração. Jesus nos ensinou a rezar o Pai-Nosso. Na Canção Nova o monsenhor Jonas Abib nos ensina a rezar do jeito de Jesus.

“E despedido que foi o povo, retirou-se ao monte para orar” (Mc 6, 46). A nossa oração deve ser como a de Jesus. Para isso, devemos parar e estar a sós com Deus. Precisamos aprender a nos retirar e a silenciar o coração, num cantinho só nosso, para poder ouvir a Deus. Devido às agitações, muitas vezes, nós nos esquecemos de estar com Deus Pai. Como a nossa vida e o nosso corpo vão rezar se não nos retirarmos para fazer isso?

Jesus despediu as multidões e mandou os discípulos irem à frente d’Ele para poder rezar em silêncio. A oração é o espelho da alma. Se a sua alma está agitada é porque você não está rezando. Gastamos tempo com muitas coisas fúteis e não o gastamos orando ao Pai. Perdemos o nosso tempo com coisas muito insignificantes, com novelas, fofocas e conteúdos inadequados na internet, e por agirmos assim, que tempo temos dedicado para derramar nossa alma ao pés do Senhor?

Quer ser íntimo de Deus? Então você precisa estar com Ele. A nossa vida, em relação às coisas de Deus, só vai ser fecunda se rezarmos, meditarmos e vivermos Sua Palavra. Todos os frutos da nossa vida só vão ser baseados nas Sagradas Escrituras se tivermos uma vida de oração. Sem oração não há mudança de vida. Jesus nos ensina a rezar a sós com Ele.

Eu não sei como você gosta de rezar. Talvez seja meditando um ofício, orando em línguas ou no silêncio do seu coração, não importa como você reza, o importante é fazê-lo.

“Não é assim, meu Senhor, respondeu ela, eu sou uma mulher aflita: não bebi nem vinho, nem álcool, mas derramo a minha alma na presença do Senhor” (1Sm 1, 15).

O que é oração? Derramar a alma na presença do Senhor. O que está dentro de você? Ana estava com amarguras, com lágrimas e triste, porque uma mulher idosa não ter filhos era uma condenação naquele tempo. E por isso ela se derrama diante do Senhor. Oração é isto: arrancar o seu coração e colocá-lo nas mãos de Deus. Muitas vezes, rezamos de todos os jeitos e não rezamos da maneira certa. É preciso derramar a sua alma diante de Deus. Existem pessoas que perguntam: “Será que estou rezando certo ou errado?”. Precisamos rever nosso modo de ser sempre. Oração é colocar o seu coração do jeito que ele está diante de Deus e rezar como Jesus rezou. A oração precisa ser o nosso encontro pessoal com o Senhor. A nossa oração precisa nos transformar.

Sabe qual o efeito maior da nossa oração sobre nossa vida? A nossa conversão. Se você tem orado, mas não houve nenhuma transformação em sua vida e ainda não se converteu verdadeiramente, alguma coisa está errada. Significa que você está rezando mal e errado. Se ouvimos a Deus e fazemos o que Ele nos ensina em Sua Palavra nós nos transformamos. Por isso, se a oração não está mudando os seus hábitos e o seu comportamento, há alguma coisa errada. A oração precisa tirar-nos da vida de pecado.

Não basta rezar muito; é preciso rezar com qualidade. Precisamos libertar-nos dos pecados diários, como o calo que fica ali apertando e incomodando o tempo todo. A oração precisa nos libertar. A oração nos liberta da prisão do pecado. Muitas vezes, rezamos para que os outros mudem, mas recebemos a acusação dos outros ao nos dizerem: “Você não deveria agir assim porque você é da Igreja”. O diferencial daquele que é cristão é ter uma vida de oração e a mudança de atitudes.

Muitas vezes, rezamos por cura e libertação, porque queremos que o Senhor tire algo da nossa vida ou algo seja mudado. Se apertamos um furúnculo e só sai um pouco do pus, depois ele volta. Da mesma forma, se a cirurgia retirar apenas uma parte do câncer depois essa doença voltará. Assim como não adianta pedir a cura apenas de uma área, é preciso pedir e buscar toda a cura em todas as áreas de nossa vida. Muitos querem cura e libertação, mas não querem mudar de vida. Dizem: “Eu rezei a Deus e Ele não me curou”, e colocam a culpa n’Ele. O maior mal não é ter uma doença física, mas sim o pecado, porque ele nos tira de Deus. Por isso, devemos pedir, na nossa oração, que Deus tire o maior mal de nossa vida, que é o pecado. Precisamos pedir a cura da doença e dos males, mas começar pelo pecado. Se ficarmos correndo atrás apenas das curas e não buscarmos a libertação do pecado, nada vai mudar.

Como você tem rezado? “Eu rezo, mas não leio a Bíblia”, só assim não basta. É preciso ouvir Deus por meio da Palavra, derramar a alma diante do Senhor e rezar como Jesus. A oração precisa ser o motivo da nossa conversão, precisa quebrar as cadeias do pecado.

Não é apenas a nossa alma que reza, devemos rezamos por inteiro. Rezamos com o corpo, com o físico e com o emocional. Quando nos conhecemos bem, rezamos melhor. Se você não conhece suas qualidades e seus defeitos, então não se conhece bem. E como vai rezar se não se conhece!? Só reza bem quem se conhece. Uns dizem: “Ah! Eu não sei rezar!”. É porque essas pessoas não se conhecem. Você precisa se conhecer para poder se colocar diante do Senhor de maneira correta.

O que é que se reza? Rezamos a nossa vida. Por isso há a necessidade de nos conhecermos bem e apresentarmos aquilo que está dentro de nós para o Senhor. Um corpo escravo do pecado não se coloca em oração, porque o que nos leva a rezar é o nosso corpo. Se você o deixar dominá-lo, você não vai  conseguir orar. Se o nosso corpo não submete ao Senhor, nós não vamos rezar. Quanto mais disposição física, tanto mais disposição para rezar haverá. Muitos dizem: “Salve a alma porque o corpo está perdido”. Se o corpo está perdido a nossa alma também o está, porque Deus quer salvar o corpo e a alma. Por isso que Jesus diz: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1 Coríntios 6,19).

Não permita que seu corpo não o deixe rezar. É preciso que seu corpo se submeta à sua vontade. Nós nos submetemos a muitas coisas, no entanto, precisamos submeter o nosso corpo à oração. Você não diz: “Vai, alma, adorar!”. Ela não sai do seu corpo e vai rezar, até porque não seria nada cristão pensar assim, mas é o seu corpo quem vai rezar. Por isso é importante fazer jejum e penitência para nos colocarmos na presença de Deus.

Nós queremos tantas coisas materiais, mas não fazemos esforço para estar aos pés do Senhor. Se alguém nos chama para fazer uma vigília, achamos que isso é difícil e arrumamos desculpas para não ir, mas se é para ir a festas nós vamos e ficamos à noite inteira. Precisamos colocar o nosso corpo para rezar para que consigamos tirar os nossos olhos dos defeitos dos outros.

Padre Reinaldo Cazumbá
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

Deus hoje nos dá a graça de celebrarmos o Dia de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira de toda a América Latina. Maria é aquela arca que a traz a bênção de Deus para toda a humanidade, é a arca que nos traz o bendito e o único Cordeiro de Deus que nos salva dos nossos pecados.

Maria Santíssima é, para nós e para toda as gerações, o sinal da manifestação amorosa do Reino de Deus no meio de nós. Nós hoje contemplamos uma das manifestações mais graciosas de Deus para a humanidade por intermédio de Sua Mãe. Assim como Maria foi aquela que nos trouxe Jesus para ser o Salvador de toda a humanidade, a começar pelo povo eleito, o povo escolhido, que é o povo de Israel, Deus usou e usa Sua Mãe para manifestar a todos os povos a grandeza do Seu amor e da Sua misericórdia.

Foi assim no início da América, onde nossos irmãos indígenas aqui já viviam. Por intermédio de Juan Diego, o Dieguito, Deus se manifesta por meio de Maria. Ali estava aquele índio tão aflito quando a Mãe de Deus lhe aparece e lhe diz apenas: “Eu sou tua Mãe!”.

O rosto de Maria ficou impresso no manto, ficou gravado para sempre, aquele rosto humilde e sereno. Quando foram levadas ao bispo as rosas como prova da aparição de Nossa Senhora no manto, que Juan levou consigo ficou, no qual ficou gravada a figura da Virgem. É a figura que está para sempre na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, onde a própria NASA diz: “Aqui está um fato extraordinário que não pode ser explicado!”.

O rosto de Maria se parece com o rosto de Juan Diego, o índio; o rosto dela se parece com o de todos os indígenas, se parece com o rosto de cada um de nós. Ela assume a feição de cada um de nós e a torna divina pela sua humildade e serenidade. Desde então, Juan Diego não precisou se preocupar mais, porque a sua Mãe cuidava dele e do seu povo.

Hoje a Virgem Maria nos diz: “Não se preocupe, eu sou sua Mãe!”. Que nós hoje abramos o nosso coração para sermos amados e cuidados por aquela que é a nossa Mãe!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

Como fazer da recaída uma oportunidade de fortalecimento

Com essa etapa da entrevista motivacional, chegamos ao fim de nossa série, trabalhada em diferentes temas a cada semana. No encontro anterior, falamos da fase de manutenção, na qual a pessoa procura se manter no novo comportamento, permanecendo abstinente. Hoje, abordaremos algo importante e, muitas vezes, assombroso para o dependente: a recaída.

A primeira coisa que deve estar clara para aquele que está em processo de mudança comportamental é que os deslizes e recaídas são comuns e, até mesmo, esperados nessa trajetória. Sobretudo para a família, é importante que não se encare esse momento como um fracasso ou ruína, mas uma oportunidade de fortalecimento de aspectos que poderiam ser melhor abordados e vividos durante o tratamento. Quando o indivíduo sofre uma recaída, ele retorna para alguma das etapas do caminho motivacional abordadas anteriormente: a pré-contemplação, a contemplação ou a ação.

Nesse momento, é importante o apoio e o encorajamento do dependente, reforçando, com ele, as estratégias que anteriormente foram traçadas e, se necessário, trilhar novos caminhos, começando de novo, às vezes, a partir de um outro ponto, com uma nova abordagem. É comum que o desânimo e o sentimento de culpa alcancem grandes proporções nesse cenário, o que requer do usuário e da família um olhar de esperança, fé e confiança mútua.

No consultório, ao acolher um paciente em recaída, procuro identificar, com ele, as situações relacionadas àquela queda. De forma concreta, auxilio-o a identificar onde, com quem e, sobretudo, a motivação que o levou a retornar o uso do álcool ou de outras drogas, apesar de sua firme decisão inicial pela abstinência. Aqui é imprescindível que ele encontre o motivo que o fez cair e, principalmente, o sentido para se reerguer.

É comum que a autocondenação ou a culpabilidade externa, sobretudo familiar, atrasem a saída dessa fase, pois pioram a autoestima do dependente, em vez de incentivar a autoconfiança. O remorso ou o apontamento dos erros são muito diferentes da responsabilização do paciente, que é algo importante e deve acontecer dentro de uma abordagem correta. O momento é de retomada de rumos e para isso a condução deve ser cuidadosa e qualificada, dentro de uma perspectiva motivacional.

Como qualquer dança, existem os tropeços e até mesmo as quedas. Mas isso não significa que a música se silencia ou que os passos não podem ser retomados. Pelo contrário! É preciso, o quanto antes, erguer-se para não perder tempo, não perder o ritmo.

A Palavra de Deus ensina que é preciso perdoar 70×7 vezes. Perdoar aos outros, perdoar a si mesmo também. Atirar pedras ou deixá-las sobre nós é como fechar-se em um sepulcro de desconfiança, medo e baixa autoestima. Levantar-se sempre que cai significa romper a porta do sepulcro da morte, deixar a pedra rolar e a vida, outra vez, vencer!

Érika Vilela

Fundadora da comunidade 'Filhos de Maria'

Presépio recorte e monte





A Lenda de São Nicolau (St. Nicolas, Santa Claus, Pai Natal, Papai Noel)

Nicolau, filho de cristãos abastados, nasceu na segunda metade do século III, em Patara, uma cidade portuária muito movimentada.

Conta-se que foi desde muito cedo que Nicolau se mostrou generoso. Uma das histórias mais conhecidas relata a de um comerciante falido que tinha três filhas e que, perante a sua precária situação, não tendo dote para casar bem as suas filhas, estava tentado a prostituí-las. Quando Nicolau soube disso, passou junto da casa do comerciante e atirou um saco de ouro e prata pela janela aberta, que caiu junto da lareira, perto de umas meias que estavam a secar. Assim, o comerciante pôde preparar o enxoval da filha mais velha e casá-la. Nicolau fez o mesmo para as outras duas filhas do comerciante, assim que estas atingiram a maturidade.

Quando os pais de Nicolau morreram, o tio aconselhou-o a viajar até à Terra Santa. Durante a viagem, deu-se uma violenta tempestade que acalmou rapidamente assim que Nicolau começou a rezar (foi por isso que tornou também o padroeiro dos marinheiros e dos mercadores). Ao voltar de viagem, decidiu ir morar para Myra (sudoeste da Ásia menor), doando todos os seus bens e vivendo na pobreza.

Quando o bispo de Myra da altura morreu, os anciões da cidade não sabiam quem nomear para bispo, colocando a decisão na vontade de Deus. Na noite seguinte, o ancião mais velho sonhou com Deus que lhe disse que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte, seria o novo bispo de Myra. Nicolau costumava levantar-se cedo para lá rezar e foi assim que, sendo o primeiro homem a entrar na igreja naquele dia, se tornou bispo de Myra.

S. Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342 (meados do século IV) e os seus restos mortais foram levados, em 1807, para a cidade de Bari, em Itália. É actualmente um dos santos mais populares entre os cristãos.

S. Nicolau tornou-se numa tradição em toda a Europa. É conhecido como figura lendária que distribui prendas na época do Natal. Originalmente, a festa de S. Nicolau era celebrada a 6 de Dezembro, com a entrega de presentes. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, apesar de ser retirada pela igreja católica do calendário oficial em 1969, ficou associado pelos cristãos ao dia de Natal (25 de Dezembro)

A imagem que temos, hoje em dia, do Pai Natal é a de um homem velhinho e simpático, de aspecto gorducho, barba branca e vestido de vermelho, que conduz um trenó puxado por renas, que esta carregado de prendas e voa, através dos céus, na véspera de Natal, para distribuir as prendas de natal. O Pai Natal passa por cada uma das casas de todas as crianças bem comportadas, entrando pela chaminé, e depositando os presentes nas árvores de Natal ou meias penduradas na lareira. Esta imagem, tal como hoje a vemos, teve origem num poema de Clement Clark More, um ministro episcopal, intitulado de “Um relato da visita de S. Nicolau”, que este escreveu para as suas filhas. Este poema foi publicado por uma senhora chamada Harriet Butler, que tomou conhecimento do poema através dos filhos de More e o levou ao editor do Jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, publicando-o no Natal de 1823, sem fazer referência ao seu autor. Só em 1844 é que Clement C. More reclamou a autoria desse poema.

Hoje em dia, na época do Natal, é costume as crianças, de vários pontos do mundo, escreverem uma carta ao S. Nicolau, agora conhecido como Pai natal, onde registam as suas prendas preferidas. Nesta época, também se decora a árvore de Natal e se enfeita a casa com outras decorações natalícias. Também são enviados postais desejando Boas Festas aos amigos e familiares.

Actualmente, Há quem atribuía à época de Natal um significado meramente consumista. Outros, vêem o Pai Natal como o espírito da bondade, da oferta. Os cristãos associam-no à lenda do antigo santo, representando a generosidade para com o outro.


Festas Felizes!