Blog Famílias de Pé

Irmãos,

Buscando preservar e lutar pelo matrimônio e pela família, igreja doméstica e célula base da sociedade, criamos o Blog Famílias de Pé. O Blog foi inspirado no projeto da Canção Nova, chamado "Joelhos no chão, Famílias de Pé". Aqui, você encontrará formações, palestras, artigos e muito mais, sempre direcionados para o matrimônio e para a família.

Sabemos como é dificil e árdua a caminha à dois. Dificuldades e tribulações sempre estarão no meio do caminho, por isso, nossa casa deve ser construída sobre a rocha, que é Deus.

"Assim, todo o que ouve estas minhas palavras e as põe em prática pode ser comparado a um homem sensato, que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos; precipitaram-se contra esta casa, e ela não desabou, pois seus fundamentos assentavam-se na rocha. E todo o que ouve as palavras que acabo de dizer e não as põe em prática pode ser comparado a um homem insensato, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva. Vieram as torrentes, sopraram os ventos; vieram dar contra esta casa, e ela desabou, e sua ruína foi total" (Mt 7,24-27).

Paz e Bem!!!

São João do ECC do Santuário de Fátima

Irmãos, 

Comemorando os 30 anos do ECC do Santuário de Fátima, será realizada a tradicional Festa Juninha no dia 11/06 às 21:00 no Clube dos Oficiais da Polícia Militar.

Informações e ingressoss: Eduardo e Geisa - Fones: 8890 7090 / 9989.7090 / 8696.7090.

Paz e Bem!!!

A felicidade mora no lar

“Os momentos mais felizes da minha vida foram aqueles, poucos, que pude passar em minha casa, no seio de minha família” (Tomas Jefferson, ex-presidente dos Estados Unidos da América).

A maior alegria é colhida na família, a cada dia. A realidade que mais nos aproxima da ideia do paraíso é o nosso lar. Um homem não pode deixar ao mundo uma herança melhor do que uma família bem criada.

Alguém disse que o mundo oferece aos homens e aos pássaros mil lugares para pousar, mas apenas um ninho. Um homem que não for feliz no lar, dificilmente o será em outro lugar.

Até quando nos deixaremos enganar, querendo ir buscar a felicidade tão longe, se ela está bem junto de nós? A família é o complemento de nós mesmos. Ela é a base da sociedade. Nela somos indivíduos reconhecidos e amados e não apenas um número, um RG, um CPF.

É no seio da família que cada pessoa faz a experiência própria do que seja amar e ser amado; sem o que jamais será feliz. Quando a família se destrói, a sociedade toda corre sério risco; é por isso que temos hoje tantos jovens delinquentes envolvidos nas drogas, na bebida e na violência. Muitos estão no mundo do crime porque não tiveram um lar.

Sem dúvida, a maior tragédia do mundo moderno é a destruição da família. As separações arrasam os casamentos e, conseqüentemente as famílias. Os filhos pagam o preço da separação dos pais; e eles mesmos sofrem com isso. Quando as famílias eram bem constituídas não eram tantos os jovens envolvidos com drogas, com a violência e com a depressão.

Mais do que nunca o mundo precisa de homens e mulheres dispostos a constituir famílias sólidas, edificadas pelo matrimônio, nas quais os esposos vivam a fidelidade conjugal e se dediquem de corpo e alma ao bem dos filhos. E é isso que dá felicidade ao homem e à mulher.

Infelizmente, uma mentalidade consumista, egoísta e comodista toma conta do mundo e das pessoas cada vez mais, impedindo-as de terem filhos e famílias sólidas.

A felicidade do lar está também no relacionamento saudável, fiel e amoroso dos esposos. Sem fidelidade conjugal a família não se sustenta. Essa fidelidade tem um alto preço de renúncia às tentações do mundo, mas produz a verdadeira felicidade. Marido e mulher precisam se amar de verdade e viver um para o outro, totalmente, sem se darem ao direito da menor aventura fora do lar. Isso seria traição ao outro, aos filhos e a Deus.

A felicidade tem um preço; e na família temos de pagar o preço da renúncia ao que é proibido. Não se permita a menor intimidade com outra pessoa que não seja o seu esposo ou sua esposa. Não brinque com fogo!

A grande ameaça à família hoje é a infidelidade conjugal; muitos maridos, e também esposas, traem os seus cônjuges e trazem para dentro do lar a infelicidade própria e a dos filhos. Saiba que isso não compensa jamais; não destrua em pouco tempo aquilo que foi construído em anos de luta. Se você destruir a sua família estará destruindo a sua felicidade.

Marido e mulher precisam viver um para o outro e ambos para os filhos. A felicidade do casal pode ser muito grande, mas isso depende de que ambos vivam a promessa do amor conjugal. Amar é construir o outro; é ajudá-lo a crescer; é ajudá-lo a vencer os seus problemas. Amar é construir alguém querido com o preço da própria renúncia. Quem não está disposto a esse sacrifício nunca saberá o que é a felicidade de um lar.

Prof. Felipe Aquino
Retirado do Blog da Canção Nova

Nossa Senhora e a Eucaristia

O Papa João Paulo II escreveu o documento Ecclesia de Eucharistia falando da extrema ligação de Nossa Senhora com a Eucaristia. Há um nexo profundo entre Maria Santíssima e a Eucaristia; o próprio beato afirma que ela foi o primeiro sacrário do mundo, por essa razão, ela em tudo tem a ver com Jesus Eucarístico. A primeira coisa que o saudoso Pontífice nos recorda é que a Virgem Maria não estava presente no momento da instituição da Eucaristia, na Santa Ceia, pois não era o papel dela estar lá, mas, por intermédio de sua intercessão, realizou-se o milagre da transubstanciação pelo poder do Espírito Santo.

O que faz um homem ser homem? É a beleza física? A cor dos seus cabelos? O formato de sua orelha? Nada disso. O que o faz ser homem é algo que não se vê, é a alma! É a essência de alguém que o faz ser quem é. Assim, quando vemos a hóstia branca, redonda, de diversos tamanhos, não fazemos conta da essência, da substância, e é isso que acontece no momento da transubstanciação, ou seja, a transformação da substância vinho e pão para Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Jesus se torna acessível às pessoas na comunhão. Todos podem receber a Eucaristia, independentemente de sua condição física ou psicológica. Deus quis que você recebesse o Corpo, a Alma e a Divindade de Cristo. É Jesus, que se esconde e se aniquila por meio da Eucaristia.

Só há um caso em que o Senhor não está na hóstia: é quando o trigo ou o vinho se estragam, deixando de ser pão e vinho,não tem como ser Jesus. O Senhor não "está" no pão, Jesus é o Pão Consagrado. Quantas vezes, Ele entra na boca de um bêbado e até de alguém que não está preparado para recebê-Lo na comunhão.

Quando compreendermos o amor de Jesus Cristo por nós, nosso desejo pela Eucaristia será maior. Hóstia significa “vítima oferecida em sacrifício”. Cristo deu o poder aos sacerdotes para consagrarem a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue d’Ele por inteiro, é a palavra de Cristo pelo sacerdote. O sacramental é aquilo que depende de nossa fé; mas o sacramento é diferente, pois, por exemplo, no sacramento do batismo a criança não precisa ter fé para acontecer a graça, pois é Deus quem opera.

Todos nós conhecemos a passagem bíblica que narra as Bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12). Naquele momento, o Senhor mudou tanto a aparência como a substância do líquido, diferentemente do que acontece durante a consagração, na celebração da Santa Missa. A essência do trigo é o próprio Corpo de Cristo; a essência do vinho é Seu próprio Sangue.

Assim como Jesus se fez presente no seio da Santíssima Virgem Maria durante a gestação, quando O recebemos na Hóstia Consagrada Ele está presente dentro em nós. Então, como Maria, podemos cantar o "Magnificat". Nosso Senhor Jesus Cristo se encarna no corpo de cada um de nós, nessa hora, também com o desígnio de nos salvar. Ele tem uma paixão enorme pela nossa essência, a nossa alma, por isso, tenta de todas as maneiras salvá-la. Diante disso, cabe a nós olharmos para Cristo, na Eucaristia, com a mesma adoração que Isabel recebeu Maria, quando grávida, ao visitá-la (cf. Lucas 1,39-56).

Assim como a Igreja e a Eucaristia não se separam; a Virgem Maria e a Eucaristia também não se separam. Quem entra na comunhão com Cristo, entra na escola de Maria, pois ela tem muito a nos ensinar!

Felipe Aquino
Retirado do Blog da Canção Nova

Maria, graça plena, medianeira junto a Cristo

Maria é chamada pelo anjo Gabriel de “cheia da graça” (cf. Lc 1, 28). Esse termo designa Nossa Senhora como a graça em plenitude. É um vocativo grego de difícil tradução, um termo atemporal que exprime aquela que era, que é e que sempre será agraciada. Seria equivalente a dizer tecida na graça, coroada pela graça. Desse pequeno trecho tiramos em partes o dogma da Imaculada Conceição.

Nossa Senhora certamente, se era, é e sempre será graça em plenitude, nasceu coroada pela graça, sem a mancha do pecado original. Mas Nossa Senhora teve de ser salva por seu filho pelo sacrifício na cruz, que é atemporal. O Sacrifício não existiu apenas para os que viviam naquela época, mas sim para os que viveram antes, depois e durante a primeira vinda de Jesus. A Salvação é para todos, mas percebida por poucos a morte de Cristo foi um sacrifício infinito, pois foi o sacrifício do filho de Deus que é Deus com o Pai e com o Espírito este sacrifício foi eterno, pois o Deus trino que professamos é eterno.

Maria foi concebida sem o pecado original, isso é ensinado de forma implícita por São Lucas nesse pequeno trecho do Evangelho, São Lucas que é um mariólogo destacado e rico em detalhes quando em seu Evangelho registrou os eventos relacionados à Virgem. Maria é superior aos anjos, é a criatura mais perfeita que pode existir, pois nunca se observa um anjo maravilhado com um ser humano em toda a Sagrada Escritura a ponto de saudá-la com termo tão majestoso “Cheia de graça”. Entretanto o anjo ao ver Maria a saúda “graça em plenitude” [termo que corresponde de forma mais perfeita as palavras originais do evangelho] e ela, por sua humildade se perturba com semelhante saudação.

Os anjos como mensageiros de Deus levaram essa saudação à Maria, saudação essa que partiu do Altíssimo. Nunca em toda a Sagrada Escritura aconteceu episódio similar, apesar de vários anjos mensageiros terem sido enviados por Deus a homens sábios no Antigo Testamento, em nenhuma destas narrações um anjo reconhece a graça em um ser humano. Nossa Senhora não podia ter o pecado original, pois sendo esse pecado passado de pai para filho, se Nossa Senhora o tivesse, ela o teria passado a Jesus, e é pelos méritos de Cristo que ela foi preservada por Deus, pois ali naquele Tabernáculo, o santo ventre de Maria, gerou-se a Salvação na pessoa de Jesus. Deus quis que a Rainha nascesse sem o pecado para que Jesus não o tivesse.

Retirado do Site Veritatis.com.br

Mensagem do Dia das Mães

Mãe,

Você é a principal razão das minhas vitórias e conquista. Basta falar de ternura, amor, doação e sabedoria, que o pensamento se volta imediatamente para você. Ninguém se assemelha a Deus como você, por sua capacidade de gerar a vida e assim participar da própria essência de Deus.

Você me ensinou a amar Jesus e Maria e agradeço a Ele por você existir e fazer parte da minha vida.


Feliz Dia das Mães!
Pe. Francisco Ivan de Sousa
Pároco do Santuário de Fátima

3º Domingo da Páscoa

No evangelho de hoje, os dois discípulos que partem de Jerusalém para Emaús, estão tristes porque suas expectativas de libertação fracassaram. Eles haviam depositado sua esperança num messianismo político. Mas, o encontro com Jesus ressuscitado faz crer num Messias que realizou o verdadeiro projeto de salvação de Deus, passando pelo sofrimento da cruz. Jesus manifesta-se ao longo do caminho, guiando os discípulos na releitura da Palavra de Deus, a antiga promessa de salvação. Assim, eles descobrem que as promessas e esperanças proféticas realizam-se plenamente em Jesus, através de sua fidelidade à vontade do Pai. A busca insistente de permanecer na presença de Jesus ressuscitado possibilita aos discípulos o reconhecimento ao partir o pão, gesto por excelência da comunhão cristã. A escuta atenta da palavra e o repartir do pão abre os olhos e impulsiona para a missão. Os dois discípulos retornam a Jerusalém e testemunham a fé no Senhor ressuscitado: O Senhor ressuscitou verdadeiramente!

Na 1ª leitura, a vida de Jesus de Nazaré, sua entrega e morte na cruz, são interpretadas conforme o desígnio salvífico de Deus. A citação do Salmo 16,10 aplicada a Cristo, mostra o sentido de sua ressurreição como plenitude de vida. A 2ª leitura destaca que fomos resgatados pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem defeito e sem mancha.

Retirado da Revista de Liturgia

Maria, Mãe de Deus

A contemplação do mistério do nascimento do Salvador tem levado o povo cristão não só a dirigir-se à Virgem Santa como à Mãe de Jesus, mas também a reconhecê-la como Mãe de Deus. Essa verdade foi aprofundada e compreendida como pertencente ao patrimônio da fé da Igreja, já desde os primeiros séculos da era cristã, até ser solenemente proclamada pelo Concílio de Éfeso no ano 431.

Na primeira comunidade cristã, enquanto cresce entre os discípulos a consciência de que Jesus é o filho de Deus, resulta bem mais claro que Maria é a Theotokos, a Mãe de Deus. Trata-se de um título que não aparece explicitamente nos textos evangélicos, embora eles recordem “a Mãe de Jesus” e afirmem que ele é Deus (Jo 20,28; cf. 5,18; 10,30.33). Em todo o caso, Maria é apresentada como Mãe do Emanuel, que significa Deus conosco (cf. Mt 1,22-23).

Já no século III, como se deduz de um antigo testemunho escrito, os cristãos do Egito dirigiam-se a Maria com esta oração: “Sob a vossa proteção procuramos refúgio, santa Mãe de Deus: não desprezeis as súplicas de nós, que estamos na prova, e livrai-nos de todo perigo, ó Virgem gloriosa e bendita” (Da Liturgia das Horas). Neste antigo testemunho a expressão Theotokos, “Mãe de Deus”, aparece pela primeira vez de forma explícita.

Na mitologia pagã, acontecia com frequência que alguma deusa fosse apresentada como Mãe de um deus. Zeus, por exemplo, deus supremo, tinha por Mãe a deusa Reia. Esse contexto facilitou talvez, entre os cristãos, o uso do título “Theotokos”, “Mãe de Deus”, para a Mãe de Jesus. Contudo, é preciso notar que este título não existia, mas foi criado pelos cristãos, para exprimir uma fé que não tinha nada a ver com a mitologia pagã, a fé na concepção virginal, no seio de Maria, d’Aquele que desde sempre era o Verbo eterno de Deus.

No século IV, o termo Theotokos é já de uso frequente no Oriente e no Ocidente. A piedade e a teologia fazem referência, de modo cada vez mais frequente, a esse termo, já entrado no patrimônio de fé da Igreja.

Compreende-se, por isso, o grande movimento de protesto, que se manifestou no século V, quando Nestório pôs em dúvida a legitimidade do título “Mãe de Deus”. Ele de fato, propenso a considerar Maria somente como Mãe do homem Jesus, afirmava que só era doutrinalmente correta a expressão “Mãe de Cristo”. Nestório era induzido a este erro pela sua dificuldade de admitir a unidade da pessoa de Cristo, e pela interpretação errônea da distinção entre as duas naturezas – divina e humana – presentes n’Ele.

O Concílio de Éfeso, no ano 431, condenou as suas teses e, afirmando a subsistência da natureza divina e da natureza humana na única pessoa do Filho, proclamou Maria Mãe de Deus.

As dificuldades e as objeções apresentadas por Nestório oferecem-nos agora a ocasião para algumas reflexões úteis, a fim de compreendermos e interpretarmos de modo correto esse título. A expressão Theotokos, que literalmente significa “aquela que gerou Deus”, à primeira vista pode resultar surpreendente; suscita, com efeito, a questão sobre como é possível que uma criatura humana gere Deus. A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só a geração humana do Filho de Deus e não, ao contrário, à sua geração divina. O Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é-Lhe consubstancial. Nesta geração eterna Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi então concebido e dado à luz por Maria.

Proclamando Maria “Mãe de Deus”, a Igreja quer, portanto, afirmar que Ela é a “Mãe do Verbo encarnado, que é Deus”. Por isso, a sua maternidade não se refere a toda a Trindade, mas unicamente à segunda Pessoa, ao Filho que, ao encarnar-se, assumiu dela a natureza humana.

A maternidade é relação entre pessoa e pessoa: uma mãe não é Mãe apenas do corpo ou da criatura física saída do seu seio, mas da pessoa que ela gera. Maria, portanto, tendo gerado segundo a natureza humana a pessoa de Jesus, que é a pessoa divina, é Mãe de Deus.

Ao proclamar Maria “Mãe de Deus”, a Igreja professa com uma única expressão a sua fé acerca do Filho e da Mãe. Esta união emerge já no Concílio de Éfeso; com a definição da maternidade divina de Maria, os Padres queriam evidenciar a sua fé a divindade de Cristo. Não obstante as objeções, antigas e recentes, acerca da oportunidade de atribuir este título a Maria, os cristãos de todos os tempos, interpretando corretamente o significado dessa maternidade, tornaram-no uma expressão privilegiada da sua fé na divindade de Cristo e do seu amor para com a Virgem.

Na Theotokos a Igreja, por um lado reconhece a garantia da realidade da Encarnação, porque – como afirma Santo Agostinho – “se a Mãe fosse fictícia seria fictícia também a carne... fictícia seriam as cicatrizes da ressurreição” (Tract. in Ev. loannis, 8,6-7). E, por outro, ela contempla com admiração e celebra com veneração a imensa grandeza conferida a Maria por Aquele que quis ser seu filho. A expressão “Mãe de Deus” remete ao Verbo de Deus que, na Encarnação, assumiu a humildade da condição humana, para elevar o homem à filiação divina. Mas esse título, à luz da dignidade sublime conferida à Virgem de Nazaré, proclama, também, a nobreza da mulher e sua altíssima vocação. Com efeito, Deus trata Maria como pessoa livre e responsável, e não realiza a Encarnação de seu Filho senão depois de ter obtido o seu consentimento.

Seguindo o exemplo dos antigos cristãos do Egito, os fiéis entregam-se Àquela que, sendo Mãe de Deus, pode obter do divino Filho as graças da libertação dos perigos e da salvação eterna.

Beato João Paulo II
Retirado do livro A Virgem Maria

Novenário de Nossa Senhora de Fátima - Maio/2011

Novenário de Fátima
Maio/2011

“Com a Virgem de Fátima cuidamos da vida”

Convite

É com imensa alegria que convidamos você e sua família a se unir a nós para juntos celebrarmos a Festa de Nossa Senhora de Fátima, de 04 a 13 de maio de 2011. Assim como Maria disse Sim ao Plano de Salvação, façamos a nossa entrega e dedicação ao Mistério Divino abraçando este convite com as mesmas palavras que ela expressou:
"Eis a serva do Senhor. Que sua palavra se cumpra em mim" (Lc 1,38)

Programação do Novenário

Segunda a Sexta-feira
06:30 Celebração Eucarística
07:30 Oração do Terço
11:00 Oração do Ofício
12:00 Celebração Eucarística
15:00 Oração do Terço
17:00 Celebração Eucarística
18:30 Novena
19:00 Celebração Eucarística e Benção do Santíssimo Sacramento
20:00 Confraternização

Sábado
06:30 Celebração Eucarística
07:30 Oração do Terço
11:00 Oração do Ofício
12:00 Celebração Eucarística
15:00 Oração do Terço
16:00 Celebração Eucarística
17:30 Celebração Eucarística
18:30 Novena
19:00 Celebração Eucarística e Benção do Santíssimo Sacramento
20:00 Confraternização

Domingo
07:00 Celebração Eucarística
08:30 Oração do Terço
09:00 Celebração Eucarística
11:00 Oração do Ofício
12:00 Celebração Eucarística
15:30 Oração do Terço
17:00 Celebração Eucarística
18:30 Novena
19:00 Celebração Eucarística e Benção do Santíssimo Sacramento
20:00 Confraternização

04.05.2011 – Com a Virgem de Fátima, anunciamos o amor de Deus ao mundo.
Leituras: At 5,17-26
Evangelho: Jo 3,16-21
Responsáveis: Todas as Comissões
Presidente da Celebração: Pe. Ivan

05.05.2011 – Com a Virgem de Fátima, queremos afirmar a fé em Jesus Cristo.
Leituras: At 5,27-33
Evangelho: Jo 3,31-36
Responsáveis: Comissão Pastoral Paroquial para Liturgia: Pastoral Litúrgica, Música Litúrgica, Ministérios de Música e Espaço Celebrativo.
Presidente da Celebração: Pe. Dácio

06.05.2011 – Com a Virgem de Fátima, acreditamos que Jesus é o Pão da Vida.
Leituras: AT 5,34-42
Evangelho: Jo 6,1-15
Responsáveis: Comissão Pastoral Paroquial para o Laicato: Apostolado da Oração, Arautos do Evangelho, Legião de Maria, Grupo das mil Ave Marias, Shalom, recado, Rainha da Paz, Corpo místico, mãe Rainha e Nova Evangelização.
Presidente da Celebração: Pe. José Filho

07.05.2011 – Com a Virgem de Fátima, também queremos seguir com Jesus sobre as águas.
Leituras: At 6,1-7
Evangelho: Jo 6,16-21
Responsáveis: Comissão Pastoral Paroquial para a Vida e a Família: ECC, Curso de Noivos, Pastoral Familiar e Crisma (Jovens e Adultos)
Presidente da Celebração: Pe. Ivan

08.05.2011 – Com a Virgem de Fátima, caminhamos com Jesus.
Leituras: At 2,14.22-23; 1Pd 1,17-21
Evangelho: Lc 24,13-35 (Emaús)
Responsáveis: Comissão Pastoral Paroquial para a Animação Bíblico-Catequética: Eucaristia (Jovens e Adulto), Batismo, Pastoral da Juventude e Formação Bíblica.
Presidente da Celebração: Pe. Ivan

09.05.2011 – Com a Virgem de Fátima, iremos ao encontro de Jesus.
Leituras: At 6,8-15
Evangelho: Jo 6,22-29
Responsáveis: Comissão Pastoral Paroquial para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial: Equipe de Campanhas, Focolarinos, Terço dos Homens e Grupo Divino Espírito Santo.
Presidente da Celebração: Pe. Castelo

10.05.2011 – Com a Virgem de Fátima, cremos que Jesus é o Pão do Céu.
Leituras: At 7,51-8,1ª
Evangelho: Jo 6,30-35
Responsáveis: Comissão Pastoral Paroquial para o serviço da Caridade, da Justiça e da Paz: Grupo de Santo Antonio, Pastoral do Idoso, Pastoral do Dizimo, Pastoral da Saúde e Bom Samaritano.
Presidente da Celebração: Pe. Almeida

11.05.2011 – Com a Virgem de Fátima, somos discípulos missionários anunciando que Jesus é Fonte de Vida.
Leituras: At 8,1b-8
Evangelho: Jo 6,35-40
Responsáveis: Comissão Pastoral Paroquial para Cultura, Educação e Comunicação Social Educadores, Creche, Serviços Administrativos da Paróquia, Conselhos (Pastoral e Econômico), Biblioteca e Comunicação (Jornal Boa Noticia).
Presidente da Celebração: Pe. Ivan

12.05.2011 – Com a Virgem de Fátima, afirmamos com Jesus: “Quem crê tem a vida eterna”.
Leituras: At 8,26-40
Evangelho: Jo 6,44-51
Responsáveis: Comissão Pastoral Paroquial para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada: Serviço de Animação Vocacional, religiosos (as), Padre, Comunidades (Maravilha, Aldacir Barbosa, Alto da Paz e Nossa Senhora das Graças) e Novas Comunidades.
Presidente da Celebração: Pe. Sá

13.05.2011 – Com a Virgem de Fátima, devemos ouvir e pôr em prática a Palavra de Deus.
Leituras: Es 61,9-11;Sl 44(45)
Evangelho: Lc 11,27-28
Missas: 5h, 6h, 7h30, 9h, 10h30, 12h, 14h, 15h30, 17h, 18h30 e 20h

Observações

- 06 de Maio – BINGÃO.
- 07 de Maio – JANTAR DANÇANTE.
- 13 de Outubro – Procissão de encerramento saindo da Igreja do Carmo às 18h00.

Água da graça

A celebração da páscoa coloca-nos diante da possibilidade de participarmos do mesmo processo pelo qual Jesus de Nazaré passou: enfrentar a morte e, pelo poder de Deus, vencê-la! Na vida cristã esta experiência é iniciada a partir da recepção do sacramento do batismo. É o apóstolo Paulo quem afirma esta verdade: “Pelo batismo somos sepultados na morte com o Cristo, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também vivamos de modo novo” (Rm 6, 4).
 
E ele continua dizendo: “Com ele, vocês foram sepultados no batismo, e nele vocês foram também ressuscitados mediante a fé no poder de Deus, que ressuscitou Cristo dos mortos” (Col 2, 12). A participação na vida do morto-ressuscitado é querida por Deus desde sempre, desde a criação do mundo.
 
É por isso que “a própria criação espera com impaciência a manifestação dos filhos de Deus... e geme e sofre dores de parto... à espera da adoção” (Cf. Rom 8, 18-27). Portanto, toda obra criada - a natureza humana e as demais naturezas - tem o mesmo princípio e encaminha-se para a plena comunhão com aquele que a fez e que a contemplou como muito boa (Cf. Gn 1, 31).
 
Toda a natureza, em si mesma, é boa. Feita pelo Criador. Por isso, permeada pelo divino, pelo sobrenatural. Nela está contida “as sementes do Verbo de Deus”... Contemplando-a, São Francisco de Assis adotou-a fraternalmente. Para ele, as belezas criadas por Deus tornaram-se irmãs e irmãos: “irmão sol”; “irmã luz”; “irmão lobo”; “irmã água”... Dessa visão nasce um novo modo de considerar a criação e as criaturas. Penso que esta bela forma de tratar a natureza ajuda-nos a descobrir o significado de cada ser criado.
 
Dentre as coisas criadas, uma é substancial para a sobrevivência da vida: a água! Tanto o é que, por meio dela, no Batismo, recebemos a graça da filiação divina e o lugar preferencial no povo de Deus.
 
No tempo pascal que se aproxima, voltemos o nosso olhar para aquela água derramada em nosso corpo e que nos fez mergulhar no mistério central da nossa fé, a morte e ressurreição de Jesus. Nela fomos sepultados e ressuscitados com Cristo. Por meio do sacramento do Batismo, mergulhamos na vida daquele que “mata a sede para sempre” e é a “a fonte de água que jorra para a vida eterna” (Cf. Jo 4, 13-15) e faz-nos sal, fermento e luz do mundo.
 
A água do sacramento do batismo coloca-nos em plena sintonia com toda a criação. Sentimo-nos membros, mas também responsáveis por toda a natureza. Afinal de contas, o batismo colocou em nossa vida a semente de uma “sobre-vida”, a vida sobrenatural. Isso traz conseqüências profundas para o nosso existir. Dentre elas, está o nosso dever de “cristificar” a vida e construir “comunhão cósmica”, de fraternidade, entre todas as maravilhas criadas por Deus. Como?
 
Valorizando-se e valorizando as pessoas como as mais sagradas das criaturas; vivendo uma verdadeira mística ecológica de respeito ao próximo, ao cosmos e à natureza como um todo; tomando consciência que nada na natureza está abaixo do mercado; reagindo diante de privatizações de elementos da natureza que são propriedades de Deus e da comunidade humana; indo contra todo tipo de depredação.
 
Padre Júlio Antônio da Silva
Retirado do Site da Arquidiocese de Maringá