27º Domingo do Tempo Comum

Já vimos nos domingos anteriores como Jesus vem enfrentando resistências, principalmente por parte das autoridades religiosas de então. Não viam a hora de poder pegar Jesus em alguma armadilha por eles bem arquitetada.

Tão escravos e dependentes, viviam padrões legalistas meramente humanos. Não conseguiam ver, e muito menos admitir, na pessoa daquele humilde Jesus de Nazaré o próprio Deus se “casando” com a humanidade.

Daí a pergunta capciosa de alguns fariseus, baseando-se numa lei do tempo de Moisés: é permitido ao homem divorciar-se de sua mulher? Pode ou não ao pode? A lei diz que pode! (Mc 10,2-4).

Jesus, sabiamente, não se deixa envolver pela questão meramente legal. Ele vai à raiz das questões: Se a lei permitiu tal tipo de procedimento, foi para atender à “dureza do coração de vocês”, resultante do afastamento do coração de Deus. Foi porque vocês de desconectaram do projeto original de Deus em relação ao ser humano (cf. primeira leitura)!

Como lembra Jesus: Desde o começo da criação Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe” (v.6-9).

Aos discípulos, depois, Jesus explica em particular que o divórcio significa “adulteração” de uma relação e, por isso mesmo, fora do plano de Deus. O projeto de Deus é que todas as relações humanas – começando pelo casamento, é claro – sejam de amor, compaixão, perdão: verdadeiras. Pois Deus é assim em relação a nós! Por isso se entende que, logo em seguida, Jesus se “aborrece” com os discípulos por repreenderem as crianças trazidas para que as tocasse.

Como que a dizer: deixem elas vir, e, quanto a vocês, voltem a ser como elas, e então experimentarão o sentido do Reino de Deus como relação humana pura, sem falsidade, sem adulteração. Isso que é bênção! Por isso cantamos o Salmo 128, cujo refrão soa assim: O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida (cf. v.5)

Trata-se de uma bênção, porque, como diz a carta aos Hebreus, na segunda leitura (Hb 2, 9-11), tanto Santificador (Jesus), quanto os santificados (seus discípulos) descendem do mesmo ancestral (Deus Pai) (cf. v.11).

Diocese de Limeira

A espiritualidade familiar

A espiritualidade da família é o modo como cremos, seguimos, permanecemos, amamos Jesus no nosso dia a dia. Precisamos ter uma fé viva e uma vida de fé, as duas coisas precisam andar juntas.

Espiritualidade da família é você tratar a sua família com misericórdia, perdão, amor. Vida de oração é questão de vida ou morte para o cristão. Minha pregação podia ser só isso, eu poderia parar por aqui:

Oração da família confiante: ‘Senhor, trata-me amanhã do mesmo modo como eu tratei a minha família hoje!’

Desejo que Deus te trate exatamente como você tem tratado a sua família, que Deus tenha paciência com você como você tem tido paciência com seus filhos. E se, por acaso, você não quer ser tratado assim, mude hoje. É hora de mudar o comportamento e ser cão vira-lata que sempre faz festa quando o dono chega. Independente de como ele esteja, o cachorro gosta do dono.

A mídia está transformando sua filha, seu filho, em gatos, com uma preocupação exagerada com a aparência e a falta de docilidade do cachorro vira-lata que lambe os de casa e morde os da rua. As pessoas, hoje, têm mordido os de casa e lambido os da rua. Tratamos as pessoas como uma benção, mas dentro de casa qualquer palavrinha tira a harmonia conjugal, porque falta oração. Oração é tudo, ou você reza ou não terá, não fará, não será nada! Precisamos ser pessoas de oração! A oração pessoal é eu e Deus; a oração conjugal, eu, meu esposo e Deus, a oração familiar, eu, meu esposo e os filhos.

Espiritualidade é saber que tem alguém em nosso favor que nos defende, mas é preciso estar na presença do Senhor, não como aquele que pede, mas como aquele que oferece. O segredo para sua família ser o que tem que ser é você parar de pedir e começar a oferecer. O que você está oferecendo para Deus na sua oração?

Oração não é pedir, oração é oferecer, é apresentar. Maria nos ensina como a família deve rezar. Nas bodas de Caná, o vinho acabou e Maria não pediu a Jesus, ela apenas constatou que tinha acabado o vinho. A minha missão na oração é apresentar e não pedir. Quando se pede, você está fechando a ação de Deus e aquilo que Ele pode fazer. Quando você apresenta para Deus, Ele tem liberdade para agir em você.

A parábola do filho pródigo que está no Evangelho de Lucas, capítulo 15, diz que o filho chegou ao pai e pediu a parte da herança que lhe cabia. O problema está aí, quando ele disse: “Dai-me!”. Depois dessa palavra, foi só sofrimento, ele perdeu tudo. Quem abandona a Eucaristia para ficar comendo a lavagem do mundo terá fome sempre. No final, quando retornou para casa, o filho disse “Não sou digno, faça-me um empregado teu!”. Antes ele disse “dai-me”, depois “faça-me”, aí está a espiritualidade, precisamos para de dizer “dai-me”, pois a graça de Deus acontece quando nos colocamos na presença de Deus e dizemos: “Eu não sou digno, faça-me! Faça na minha família, no meu casamento, eu não sou digno.”

Há um detalhe que não pode passar despercebido. Como aquele filho mudou do “dai-me” para o “faça-me”? O pai daquele jovem sabia que ele estava no chiqueiro, mas não foi atrás dele. O pai não foi até o chiqueiro, mas todos os dias pensava: “Ele vai voltar!”. O seu filho vai passar do “dai-me” para o “faça-me”, se você permitir. Tem momentos, que é preciso deixar que os membros da nossa família fiquem no chiqueiro um pouquinho para aprenderem.

Em João 15, 1-2 vai dizer o seguinte: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto.”

Quando você está no “dai-me” está apenas acumulando coisas, quando está no “faça-me” está abandonando coisas para aprender a ser. O podão é a cruz para sermos mais, para que possamos produzir mais frutos. Cada podada que Deus me dá é Ele dizendo: “Você pode produzir mais!” Deus vai nos podar, porque somos boa videira e podemos dar mais.

Comece a rezar assim: “Senhor, não quero ter um relacionamento com ninguém que o Senhor não queira, não quero afastar ninguém que o Senhor não queira.”

E mesmo na dor diga para Deus: “Eu não entendo, Senhor, mas faça-me! Seja feita a Sua vontade!” Quando Deus começar a podar você, saiba que é para multiplicar os dons, é para que algo melhor aconteça. Não tenha medo de falar para Jesus: “poda-me, Senhor, porque eu quero produzir mais!”. Olhe para seu filho e profetize na vida dele, só falta você, pai e mãe, rezar por ele e pedir: “Poda meu filho, Senhor, e faça o que deve ser feito!”

Se você não deixar Deus fazer, não terá espiritualidade familiar. Deus sempre tira o pior para dar o melhor. Ele vai honrar sua família, vai honrar sua fé!

Os três tipos de peixe

A carpa é um peixe lerdo, não tem defesa nenhuma. Sabe que tem que perder para o outro ganhar, então não tem vontade alguma. É a pessoa que não tem sonho, não vive. Eu perco para o outro ganhar.

O segundo peixe é o tubarão, malvado. O peixe que ele gosta de comer é a carpa e tem a frase: ‘Eu ganho para você perder.’ Por isso, muitos casais não dão certo, porque é a carpa com o tubarão, um querendo mandar mais que o outro.

E o terceiro peixe é o golfinho que diz: ‘Eu ganho para você ganhar.’ O segredo do golfinho é o nariz que é uma cartilagem resistente. Quando ele vê o tubarão comendo a carpa, a família de golfinhos ataca o tubarão e ele não consegue comer a carpa, nem pegar golfinho algum, porque eles trabalham em equipe.

Que tipo de relacionamento existe em sua família? É a ‘família carpa’ que está perdendo para a droga, para a bebida, para a mídia? É a ‘família tubarão’ onde se xingam, brigam? É a ‘família golfinho’ que trabalham juntos?

Deus quer que você seja uma ‘família golfinho’, que nunca deixa o filhote doente, não deixa o outro para trás e não se consideram um melhor que o outro.

Padre Chrystian Shankar
Pároco do Santuário Nossa Senhora Aparecida em Divinópolis – MG

Como deve ser o amor entre o marido e a mulher

As famílias precisam aprender muito com a espiritualidade do martírio. Primeiro, precisamos dar conta da grande graça que recebemos do batismo e quando estamos na amizade com Deus. São Tomás de Aquino diz ‘que a graça de Deus em uma pessoa que acabou de ser batizada, vale mais do que tudo e todo resto da criação’. Se você colocar o universo material inteiro, junto com todas as almas, valem menos. Por que a graça que nos é dada no batismo, é sobrenatural.

São Gregório Magno, diz ‘que o ser humano é um resumo de toda a criação’. Nós temos o ser como os minerais. Uma pedra somente existe. O ser humano tem o ser, e a vida do mesmo jeito que os vegetais. Em comum com os animais, temos a sensibilidade. Como os anjos nós temos a inteligência. Tudo isto é natural em nós: um ser, vegetal, animal e angélico. Mas quando você recebe a graça do batismo, você recebeu algo que está acima da sua natureza. Você está participando de uma vida que nem mesmo os anjos possuem. Quando você é batizado você recebe uma graça que é divina. É Deus que habita no seu coração, e você está junto com Ele. Se você é batizado e está em estado de graça, isto vale mais que tudo.

Deus Trindade habita no seu coração como seu amigo. Se você está em pecado, precisa confessar para retornar a graça. Se esta graça vale mais que tudo, está explicado porque vale a pena perder tudo, por causa desta graça, como os mártires que é capaz de derramar o seu sangue. A sua amizade com Deus, vale mais que a sua vida, família e bens. Os mártires nos mostram que estão disposto a perder tudo por amor a Jesus.

Peça a Deus um amor por Ele. Um amor tão forte e arraigado e sincero, que você esteja disposto a dar a vida por Jesus. Ninguém de nós é capaz de ser mártir e proclamar o Senhorio de Jesus, se não for pela graça do Espírito Santo, por isso, você precisa pedir o dom maior: o dom da fé. A virtude da fé nos é dada no batismo. Para aumentar o dom da fé é preciso pedir. A Carta Romanos diz que crescemos de fé em fé. Muitas pessoas não crescem na fé porque não pedem. Enquanto você estiver nesta vida, você pode pedir que aja mais fé. O amor que nasce da fé, é o que faz que os mártires derramem o seu sangue.

Eu sei que tem muita gente que quando prega o Evangelho nos diz: “Deus te ama”. Mas você precisa meditar mais, compreender este amor. Deus nos ama, e isto, já é maravilhoso. Mas se você não ama Deus de volta, a sua vida não muda. Imagine que você é uma pessoa da favela, e um príncipe bem poderoso, nobre e rico, se disfarça de mendigo e entra na favela e ele se apaixona pela favelada. A vida da favelada não vai mudar enquanto ela não se apaixonar pelo príncipe. O amor é assim. Ele nos torna ao nível dele. Mas se você só ama ao dinheiro, o seu coração fica ao nível do “metal”, se você ama somente o sexo, você fica um “animal”, mas se você ama a Deus, o seu amor torna-se divino.

Você precisa da fé, para reconhecer o príncipe por de trás do mendigo. Jesus veio disfarçado de dores, no fracasso da cruz e na pobreza. Ou você cresce nesta grandeza que é este amor, esta fogueira, que vai aquecendo o seu coração; ou você não vai crescer espiritualmente. Se nós amamos o que é do Céu, nós voamos com as águas, mas se ficamos apegados somente nas coisas da terra, o nosso ventre vai ficar apegado a esta terra, e vamos ficar como as serpentes grudadas ao pó da terra. Não existe amizade onde somente uma pessoa ama, e a outra não. É por isso que os mártires amaram para não perder a amizade com Deus.

Quando você casa, você casa por causa de um amor humano. A atração entre um homem e uma mulher, é um amor superior. Por que o ser humano é capaz de fazer algo que os animais não são capazes de fazer, como o de se doar, mas ainda não é um amor sobrenatural. Um exemplo: Se o seu esposo está em casa, entra um assaltante e ele se joga na frente do  assaltante, este amor é sublime, mas ainda não é sobrenatural, porque o amor sobrenatural é uma amizade com Deus.

Chega uma hora que o amor do casamento enfraquece, muxa, como em Bodas de Canaã onde o vinho acabou. O vinho no seu casamento aqui significa a oração. Você mulher tem que aproximar do seu marido, como você aproximaria de Cristo. Dai você está amando não as qualidades sobrenaturais, mas estará amando a Deus. Você pode pensar: “Jesus este homem não merece o meu amor, mas você merece Jesus”. Assim você vai amar o seu marido não somente na natureza, mas com o amor sobrenatural, por causa de Cristo. São Paulo disse: “Maridos, amem a vossas esposas como Cristo amou a Igreja”. Cristo amou a Igreja derramado o seu sangue. Marido, ame a sua esposa. Esposa, ame seu filhos! Derramem o vosso sangue sobre eles, se for preciso.

O Espírito Santo produzido em nossos corações é capaz de amar Cristo de volta. Peça este amor ao Espirito Santo por Cristo, encarnado na sua família. Se você ainda não recebeu o santo Sacramento do Matrimônio, e está vivendo em uma união que não foi selado com esta graça, não espante que o seu matrimônio não está dando certo. Maridos amem as vossas esposas, esposas amem os vossos maridos. Pais amem os vossos filhos e filhos, amem os vossos pais, mas em Cristo e por Cristo. Quando você faz o bem para cada membro da sua família, você está fazendo o bem para Jesus. Com a graça de Cristo e do Espírito Santo, que a sua família possa alçar voo.

Padre Paulo Ricardo
Sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá

Matrimônio, caminho de santidade

O matrimônio é um sacramento que foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo e é o caminho de santificação da humanidade. Se o demônio quiser, com suas artimanhas, levar a humanidade para o inferno, para a perdição, o caminho é investir contra o matrimônio. O matrimônio é a rodovia, é o acesso que 99% da humanidade tem para o céu.

Quero contar para vocês a história de um casal santo que será canonizado no próximo dia 18 de outubro, Luís Martin e Zélia Guérin, pais de Santa Teresinha. Eles são santos, não por causa de Santa Teresinha, ela que é santa por causa dos pais. Este casal deu o fruto de uma filha santa.

Zélia ficou angustiada, porque a filha dela chamada Helena faleceu aos cinco anos e sem se confessar. A mãe ficava pensando se esta filhinha tinha ido para o céu, por não ter se confessado. É bonito vermos este casal santo, sofrendo com a morte da pequena filha. Zélia disse, em uma de suas cartas, que sentiam a tristeza pela morte, mas havia a consolação de saberem que ela, a filhinha, estava no céu. A fé cristã não deixa de sofrer, mas está enraizada em Deus.

Luís era um jovem muito devoto, muito católico e ele, que não frequentou escola, estudou sozinho, gostava muito de ler e queria se dedicar à vida monástica como agostiniano. Apresentou-se ao seminário e foi rejeitado, porque não tinha estudado latin. Então, ele começou a estudar latin e com sérias dificuldades, doenças que o impediram de estudar, ele abandonou o latin e se tornou relojoeiro, decidindo-se por esta profissão e pelo celibato, serviria a Deus desta forma. Foi para Paris para aprender o ofício de relojoeiro, e mesmo diante de todas as ofertas daquele lugar, de ter passado por tentações, ele se manteve virgem.

O pai de Santa Teresinha, que queria ser celibatário, morou numa casa que era uma espécie de torre em Alençon, vivia como relojoeiro e monge ao mesmo tempo. Tinha 35 anos e nenhum plano de se casar.

Zélia, tinha dois irmãos, uma irmã mais velha que foi ser religiosa e também pensava em ser religiosa. Apresentou-se como candidata nas Filhas da Caridade de São Vicente de Paula, mas foi rejeitada pela madre, porque tinha o pulmão fraco e dores de cabeça.

Vejam os caminhos de Deus, um casal que será santo, foi rejeitado para a vida religiosa. Mas, depois viram a mão providencial de Deus, que não queria que fossem religiosos, mas que dessem nove filhos para Deus e povoassem o céu. É importante que você saiba disso, porque estamos numa sociedade com a mentalidade contrária à vida. Hoje, um casal tem um filho e quando vai ter o segundo já começam a ouvir: ‘Parou, né? Filho dá trabalho! Como você vai conseguir pagar escola particular, manter um padrão elevado, se tiver muitos filhos?’

Mas, você precisa entender que um casal cristão tem filhos numerosos, porque está gerando filhos para o céu. Para quem é materialista e acredita que só tem a felicidade aqui, neste mundo, a lógica de poucos filhos funciona. Mas, nós que acreditamos no céu, o que você vai dizer para Deus quando chegar no céu e Ele te apresentar as cadeiras vazias que eram dos seus filhos? Você que impediu seu filho de ver a glória de Deus no céu, porque queria um carro, um padrão de vida elevado! O que é melhor, nascer e viver uma vida modesta, uma vida simples, de quem tem a pobreza espiritual como diz o Evangelho e celebrar a glória de Deus ou nunca existir e nunca ver a glória de Deus?

Vocês, provavelmente, nunca ouviram um padre dizer: ‘Tenham muitos filhos!’, mas nós somos felizes por ter filhos numerosos, porque um casal católico quer povoar o céu. Estamos neste mundo preparando o nosso céu. Se você nunca ouviu isso, bem vindo à Igreja Católica, pois nós acreditamos no céu! Acreditamos que no céu há uma felicidade que ninguém pode imaginar. Quando chegarmos no céu ficaremos surpresos com a felicidade, com a alegria que lá existe. O céu é muito mais do que podemos imaginar.

O problema é que estamos numa sociedade materialista que não acredita no céu e, desesperada, procura a felicidade aqui na terra e não encontra. Luís e Zélia são exemplo de casal que acredita no céu.

Continuando a história do casal, ele queria ser celibatário, ela tinha 27 anos e tinha tentado a vida religiosa, mas não consegui. Zélia compreendeu que sua vocação era o matrimônio e começou, então, a pedir a Nossa Senhora que preparasse o homem com o qual ela teria numerosos filhos e levá-los para o céu.

A Igreja marcou como festa dos bem aventurados, Luís e Zélia, no dia 12 de julho, que é o dia do casamento deles. Uma parte muito bonita da história: Zélia, que tinha 27 anos, não tinha ideia de como nasciam os bebês. Para nós, pode parecer espantoso, porque nossa sociedade é devassa. Mas, as famílias cristãs cujos filhos eram protegidos na castidade, na pureza, não sabiam o que era o sexo. Quando Luís foi conversar com sua esposa, ela ficou chocada, e resolveram viver o celibato. Durante dez meses viviam casados, mas ambos virgens, sem consumar o matrimônio, oferecendo a Deus. Era o sonho deles, então queriam se manter na virgindade. Dez meses depois, o confessor do casal conseguiu convencê-los e disse para que cumprissem com o dever de povoar o céu, de entregar filhos que sejam a glória de Deus e assim decidiram ter filhos numerosos.

Tiveram nove filhos e não foi por acaso, eles queriam filhos numerosos, assim desejavam. Quando Zélia estava no quarto filho, dizia: ‘ Que Deus me conceda ter mais cinco ou seis filhos.’ Eles eram abertos à vida, acreditavam na vida. E como sustentavam os filhos? Cada um tinha sua própria pequena empresa. Ele tinha sua relojoaria, onde também vendia jóias, ela fabricava e vendia as famosas rendas de Alençon. Era um comércio razoavelmente lucrativo.

E como ter nove filhos e ser ter uma vida de santidade? A Eucaristia, o pão dos fortes, era a força para esta família.

Quando Zélia adoeceu, Luís assumiu as vendas da esposa e a família foi sendo sustentada. Os dois se amavam, quando Luís precisava se ausentar, quando viajava, ela escrevia: ‘Longe de você eu não consigo viver.’ Há provas, cartas, de que um amava o outro de todo coração. Um amor tão maravilhoso, porque se amavam em Cristo, porque viam um no outro o Cristo que eles deveriam amar, desejavam a companhia um do outro. E que golpe foi para a família, quando receberam o diagnóstico de que Zélia estava com câncer.

O médico sugeriu a cirurgia, mas ela, como mulher bem formada, disse que a cirurgia só adiantaria sua morte. A medicina naquela época não tinha realmente muito o que fazer para tratar o câncer. Foi um grande sofrimento para todos, especialmente para as filhas mais velhas. Imagine a dor do pai, Luis, ao saber daquilo, mas Zélia começou a entregar seus sofrimentos a Deus. Fizeram ainda uma peregrinação a Lourdes para pedirem a graça da cura, mas Deus tinha outro caminho para ela e morreu aos 45 anos de idade.

Teresinha tinha apenas 4 anos e já se via a santidade na menina. Zélia tinha o hábito de cantar para todos os seus bebês quando estavam ainda na barriga. Quando estava grávida de Teresinha e já com câncer de mama, cantava as cantigas de ninar, músicas religiosas, de Nossa Senhora e dizia: ‘Eu sinto que esta é diferente, quando eu canto ela também canta na minha barriga.’ Ela sentia que a criança reagia aos cantos.

Quando Teresinha nasceu foi entregue à ama de leite e Zélia foi rezar, pedindo a São José pela vida da menina. Um belo dia, a mãe que havia catequizado sua filhinha, conversava com Teresinha: ‘Um dia papai vai para o céu, mamãe e Teresinha também vão para o céu.’ E Teresinha perguntou: ‘O que é preciso para ir para o céu?’ A mãe disse: ‘Morrer’ E Teresinha, rezando, pedia então a Deus: ‘Que mamãe morra logo!’ Não que ela não amasse a mãe, mas se o céu era tão bom como falavam, ela queria que sua mãe lá estivesse.

No enterro de Zélia, que morreu no dia 28 de agosto de 1877, Teresinha escolheu Paulina, sua irmã, a segunda mais velha, como sua mãe. E começou o martírio do pai, Luís. Ele já tinha entregado quatro filhos para Deus, que tinham morrido. Entregou sua esposa, que também morreu, e aos poucos foi entregando sua filhas a Deus como religiosas. Primeiro foi Paulina, depois Maria e finalmente chegou a vez de Teresinha que tinha vivido uma experiência espiritual no natal em que completou 13 anos de idade. Ela decidiu, no natal, ser carmelita também. No dia 13 de maio, quando tinha de 14 para 15 anos, e dia de Pentecostes, Teresinha contou para o pai que sentia a vocação para ser carmelita como as outras irmãs que já tinham entrado.

Luís tinha a alegria de entregar tudo para Deus. Ele teve derrame cerebral, e um dia quando estava se recuperando, contou às filhas que foi à Igreja de Alençon e disse à Nossa Senhora que não podia morrer sem dar a Deus muito mais e pediu que o recebesse como holocausto de amor e sua doença agravou ainda mais causando um grande sofrimento. Ele teve derrames cerebrais e outro problema no cérebro, sendo internado em um sanatório como doente mental. As pessoas começaram a dizer que Luís Martin estava doente, tinha enlouquecido por causa de Teresinha. Leônia e Celina ainda estavam em casa, mas a sua rainha, a filha preferida do seu coração, a caçula da família era Teresinha e porque decidiu entrar no carmelo, a culpa era dela, então deveria sair do carmelo e o pai iria melhorar.

Luís morreu quatro anos antes de Teresinha e hoje temos uma família de santos que se santificaram no sacramento do matrimônio. Contei essa história para que enxerguemos que eles eram santos, porque foi o casamento que os santificou. O matrimônio é o caminho natural da santificação. O demônio toma conta do casamento vivido sem Jesus, mas Jesus elevou o matrimônio ao nível de sacramento. Com tal graça a mulher pode se aproximar do esposo como se aproxima do Santíssimo Sacramento. Quando você se aproxima da sua esposa, deve se aproximar como se estivesse se aproximando de Jesus.

Casal, aproximem-se um do outro com doação total, na entrega, e vocês vão ver que Jesus vai dar um vinho novo no seu casamento como nas bodas de Caná! Veja na sua família o Cristo que você vai servir e amar, então toda miséria desaparecerá.

Padre Paulo Ricardo
Sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá

Consagração e oração aos Santos Anjos da Guarda

Conhecendo, por uma doce experiência, quanto é eficaz o culto dos Santos Anjos e poderosa sua proteção, eu (dizer seu nome) venho, religiosamente e solícito, para me consagrar aos seus santos serviços.

Na presença de Deus, prometo solenemente honrá-los com culto especial e imitar suas virtudes, principalmente sua pureza, caridade e obediência perfeita.

Apraza a todos os espíritos celestes, e ainda mais a Maria Santíssima, sua Augusta Rainha, abençoar essa minha resolução, que lhes ofereço do fundo do coração; e alcançar da bondade de Deus a graça de perseverar nela enquanto eu viver, para assim merecer o favor de me associar à sua glória, durante toda a eternidade. Amém.

Oração ao Santo Anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor, tu que me foste dado por Deus como companheiro de toda minha vida, salva-me para a eternidade e cumpre tua obrigação para comigo, a qual te foi imposta pelo Deus de amor.

Sacode-me na tibieza e livra-me de minha fraqueza! Preserva-me de qualquer caminho e pensamento errado. Abre-me os olhos para Deus e para a cruz. Fecha, no entanto, meus ouvidos às inspirações do inimigo maligno.

Vela sobre mim quando durmo e fortifica-me durante o dia, para o cumprimento do dever e para cada sacrifício.


Deixa-me ser um dia tua alegria e tua recompensa no céu. Amém.

02 de Outubro – Dia de Santa Teresinha do Menino Jesus, intercessora dos missionários

A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia “História de uma alma” e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de setembro de 1897 dizendo suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”

Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada “Patrona Universal das Missões Católicas” em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Aprendamos com Cristo a sermos bons cordeiros

Os apóstolos de Jesus vivem e estão no mundo. O nosso apostolado é no mundo onde estamos. Nós, muitas vezes, nos enganamos, nos iludimos e achamos que ser apóstolo, ser discípulo de Jesus é estar na igreja, no nosso grupo de oração. É verdade que são os lugares específicos para fortalecermos o nosso apostolado, para crescermos na fé, na intimidade com o Nosso Senhor. Mas, o lugar do apóstolo e do apostolado é no mundo!

E no mundo existem todas as mazelas, todos os males, existe toda a contaminação das coisas perversas. Mas, nós não somos enviados ao mundo para julgar ou condenar. Somos enviados para sermos o sal, o fermento, a luz, para sermos o bom trigo de Cristo no meio do joio. É por isso, que o Senhor nos enviou como “cordeiros para o meio de lobos”.

Nós não podemos permitir que os ‘lobos’ deste mundo nos devorem, que tirem, na verdade, a nossa santidade de vida. Não podemos nos contaminar com os elementos deste mundo, pela maldade deste mundo. Não podemos nos deixar levar pelo fermento da maldade que, muitas vezes, guia e conduz os passos das pessoas.

É bom lembrar que o cordeiro é a figura da mansidão, da humildade e da pureza. Por isso, estes elementos precisam estar sempre presente em nosso coração.

O apóstolo de Cristo é como o seu Senhor, é manso e humilde de coração, não se deixa levar pela altivez, pelo orgulho, pela insensatez, pela soberba. Ele não é melhor do que ninguém, não é mais importante do que ninguém, ele não impõe aquilo que pensa, que acha; ele apenas propaga, semeia, apenas leva a Palavra do seu Senhor aos corações.

O discípulo de Cristo é submisso ao seu Senhor, no meio de tantas agitações, no meio de um mundo, muitas vezes, conturbado, cheio de vozes para lá e para cá, num mundo cheio de confusões, de meias verdades. Ele não se deixa levar por filosofias, por discursos vãos, por tentações do maligno, por tentações e seduções do prazer, do poder e do mundo rebelde à Deus. Ele é submisso à voz do seu Senhor!

Que aprendamos com Cristo a sermos bons cordeiros, porque Ele há de nos guardar, nos proteger no meio dos lobos ferozes no mundo em que vivemos!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

Um conselho para o seu casamento ser vitorioso

Se você seguir os conselhos que o mundo e as novelas dão, seu casamento não será vitorioso

Nas lutas pessoais, que você enfrenta, problemas em sua vida e no seu casamento, consagre-se a Maria, mesmo que a pessoa com quem você se casou nem queira saber disso. Consagre-se a Nossa Senhora. Ela será a vitoriosa no seu matrimônio.

Devo dizer que a guerra no casamento tem sido cada vez mais terrível! Não é possível vencer se não se colocar ao lado dela, sob o seu manto de mãe. Consagre o seu casamento a Nossa Senhora. Talvez como você nunca tenha feito! Consagre o seu casamento para que ela seja a vitoriosa.

E se, o problema for com os filhos?

Talvez o problema seja com os seus filhos. Você os está perdendo e não sabe o que fazer. Humanamente, não há o que fazer. É a mesma receita. Consagre-se a Nossa Senhora! Depois, consagre cada um desses filhos a ela. Pegue o seu terço, comece a rezar e progrida até que consiga rezar o Rosário pelos seus filhos.

Mãe, a receita é esta: dobre os joelhos! Não tenha medo de criar calos neles. É muito mais belo ver os filhos salvos do que ter joelhos bonitos. Você pode ter joelhos bonitos, mas filhos se perdendo. Dobre os joelhos! Porque a única coisa que o demônio não faz é dobrá-los [joelhos].

Quando você dobra os joelhos, está reconhecendo, diante de Deus, a sua incapacidade, a sua impotência. Você demonstra que, sozinho, não é nada. Se nessa luta para salvar os seus filhos, sua família, seu casamento, seu você sente a sua incapacidade, sua total impotência, reze o terço. Sim, porque o demônio tem ódio do santo terço e é obrigado a bater em retirada.

Sou o esposo, e não sei o que fazer?

Aos homens também declaro que, nesta luta, para salvar os seus filhos, a sua família, é preciso dobrar os joelhos, porque o demônio nunca faz isso. Quando dobramos os joelhos, estamos confessando diante de Deus a nossa incapacidade. Ao mesmo tempo, estamos proclamando o poder, a onipotência que Ele tem, porque para Ele nada é impossível.

Estamos declarando, ao mesmo tempo, a onipotência suplicante da Virgem Maria, a quem somos consagrados. Digo-lhe mais: a grande vitória nas suas lutas pessoais, nas lutas pela sua família, pela salvação do seu casamento, pela salvação de seus filhos, a sua vitória se dará com aquela a quem aprendemos a saudar desde criança: A Virgem Maria, mãe de Deus e nossa.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

29 de Setembro – Dia dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

Com alegria, comemoramos a festa de três Arcanjos neste dia: Miguel, Gabriel e Rafael. A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro pois, como São Paulo, vivemos num constante bom combate. A palavra “Arcanjo” significa “Anjo principal”. E a palavra “Anjo”, por sua vez, significa “mensageiro”.

São Miguel
O nome do Arcanjo Miguel possui um revelador significado em hebraico: “Quem como Deus”. Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus. No Antigo Testamento o profeta Daniel chama São Miguel de príncipe protetor dos judeus, enquanto que, no Novo Testamento ele é o protetor dos filhos de Deus e de sua Igreja, já que até a segunda vinda do Senhor estaremos em luta espiritual contra os vencidos, que querem nos fazer perdedores também. “Houve então um combate no Céu: Miguel e seus anjos combateram contra o dragão. Também o dragão combateu, junto com seus anjos, mas não conseguiu vencer e não se encontrou mais lugar para eles no Céu”. (Apocalipse 12,7-8)

São Gabriel
O nome deste Arcanjo, citado duas vezes nas profecias de Daniel, significa “Força de Deus” ou “Deus é a minha proteção”. É muito conhecido devido a sua singular missão de mensageiro, uma vez que foi ele quem anunciou o nascimento de João Batista e, principalmente, anunciou o maior fato histórico: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré… O anjo veio à presença de Maria e disse-lhe: ‘Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus’…” a partir daí, São Lucas narra no primeiro capítulo do seu Evangelho como se deu a Encarnação.

São Rafael
Um dos sete espíritos que assistem ao Trono de Deus. Rafael aparece no Antigo Testamento no livro de Tobit. Este arcanjo de nome “Deus curou” ou “Medicina de Deus”, restituiu à vista do piedoso Tobit e nos demonstra que a sua presença, bem como a de Miguel e Gabriel, é discreta, porém, amiga e importante. “Tobias foi à procura de alguém que o pudesse acompanhar e conhecesse bem o caminho. Ao sair, encontrou o anjo Rafael, em pé diante dele, mas não suspeitou que fosse um anjo de Deus” (Tob 5,4).

São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós!

As famílias precisam de um Salvador

Sabemos que, diante de qualquer probleminha, podemos recorrer ao Senhor. É natural fazermos isso, e, muitas vezes, o fazemos até sem pensar, mas salvação que Jesus traz requer de nós cooperação.

Cristo é o Senhor de nossa família e nós precisamos cooperar com Ele. Se você quer cooperar com a salvação de sua família, a primeira coisa a ser feita é inserir a Palavra de Deus entre os seus!

A Palavra de Deus está em Neemias 2,1-8: “No vigésimo ano do rei Artaxerxes, no mês de Nisã, estando o vinho diante de mim, tomei-o e o ofereci ao rei. Ora, jamais em outra ocasião, eu estivera triste em sua presença. Disse-me o rei: Por que tens a face sombria? Não estás doente! Tens no entanto algum dissabor!  Muito conturbado respondi ao rei: Viva o rei para sempre! Como não haveria eu de estar pesaroso, desde que a cidade onde se encontram os túmulos de meus pais está devastada e suas portas consumidas pelo fogo? Disse-me o rei: Que tens a me pedir? Então, fazendo uma prece ao Deus do céu, eu disse ao rei: Se aprouver ao rei, e se o teu servo te é agradável, permite-me ir para a terra de Judá, à cidade onde se encontram os túmulos de meus pais, para reconstruí-la. O rei, junto de quem estava sentada a rainha, perguntou-me: Quanto tempo durará tua viagem? Quando voltarás? Ele consentiu que eu partisse, logo que lhe fixei certo prazo. Prossegui: Se o rei achar bom, que me deem missivas para os governadores de além do rio, a fim de que me deixem passar para Judá; e uma outra carta para Asaf, o intendente da floresta real, para que ele me forneça a madeira para a viga das portas da fortaleza vizinha ao templo, para as muralhas da cidade e para a casa em que eu habitar. O rei concordou com o meu pedido, porque a mão favorável de meu Deus estava comigo”.

Assim como Neemias, nós também, muitas vezes, ficamos tristes pelas situações difíceis em nossa família, e essas não nos deixam em paz. Seja aquele que reza, que se esforça para que todos vivam a Palavra.

Quem nunca chorou pela família?

Nós choramos, porque as nossas famílias, de um modo geral, estão sendo destruídas, estão sendo pouco a pouco arruinadas.

Quando precisamos de um salva-vidas? Quando nós nos afogamos. Qual é o nosso grande erro? Nós só vamos a Jesus quando estamos nos afogando, quando estamos no desespero total.

Ouça o que Deus tem a falar por meio de sua família e não se deixe afogar. O Senhor nos diz que nossas famílias estão correndo riscos. Nós temos essa consciência, mas as deixamos ir mais a fundo.

Temos consciência de que as famílias precisam de um salvador, mas quando a Igreja nos alerta dos perigos, ignoramos esse alerta e nos conformamos, dizendo que hoje as coisas são modernas,  que tudo é diferente. Sabemos dos riscos que corremos, porém quando esses mexem com nossa estrutura e fazem com que saiamos do comodismo, escolhemos a área de risco, porque é mais fácil.

Jesus nunca nos desprezará, mesmo que O desprezemos a vida toda! Precisamos levantar as pessoas que querem ser cooperadoras, necessitamos de pessoas conscientes que saibam que as famílias precisam de um salvador.

Neemias cooperou, contou ao rei o que acontecia com ele. Hoje, o Senhor nos pergunta: ‘O que está acontecendo com a sua família?’. Esse rei se preocupou com a tristeza de Neemias, assim como o Senhor também se preocupa conosco.

As coisas que acontecem em nossa casa precisam ser a matéria-prima de nossa oração! O que realmente tem acontecido? Como vocês têm vivido? O que você tem levado para sua casa? Você precisa ser um conhecedor dos problemas da sua família!

Onde fica a salvação das famílias do mundo todo? Na sua família! A salvação começa na sua casa!

O primeiro passo é assumir, com gestos concretos, essa identidade de Jesus na família. Nós não conseguimos resolver tudo de uma vez, mas o primeiro passo é essencial!

Amar não é fácil, é preciso doação. Precisamos amar, perdoar, respeitar, ajudar aquele enfermo; precisamos assumir as características de Jesus em nossa família, que permanecerá firme e não desmoronará se nossos problemas estiverem diante de Jesus Cristo. Seja a porta aberta para a bênção na vida dos seus, da sua família.

Insira a Palavra de Deus em sua família, seja como Neemias, saia da zona de risco e seja a porta aberta para os seus. Esses são os passos que uma família de Deus precisa dar!

Magda e André Florêncio
Casal de missionários da Comunidade Canção Nova