Nossa Senhora das Dores

"Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!"

Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucifixão de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo.

Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Retirado do Blog da Canção Nova

Exaltemos a Santa Cruz

A Festa da Exaltação da Santa Cruz, celebrada pela Igreja no dia 14 de setembro, nos faz recordar que por meio dela Cristo foi exaltado e vencedor. Para os cristãos a cruz é o maior símbolo da fé, por intermédio do sinal da cruz somos marcamos no nosso batismo como filhos de Deus, pertencentes a Jesus Cristo.

Conta-se, segundo a tradição cristã, que durante uma peregrinação a Jerusalém, Santa Helena mandou fazer pesquisas para encontrar a verdadeira cruz de Cristo. E ordenou que fosse construída a Igreja do Santo Sepulcro no local em que o objeto-símbolo de nossa salvação foi encontrado. No dia 14 de setembro daquele ano a cruz foi posta em exposição para que os fiéis pudessem orar diante dela e venerá-la.

Reverenciar a cruz é ter a certeza de que reverenciamos não apenas um objeto, mas Nosso Salvador Jesus Cristo, que, por amor a nós, deixou-se crucificar para que vencêssemos a morte causada pelo pecado. A cruz serviu de altar para o sacrifício de Jesus. “Se fizermos o sinal da cruz com fé, ele será para nós um escudo”, escreveu Santo Hipólito.

Devemos vê-la não como um amuleto, mas como um símbolo santo e sagrado, no qual encontramos a salvação. Quando fazemos o sinal da cruz com fé, respeito e amor nós estamos louvando e bendizendo a Santíssima Trindade e nos protegendo contra o inimigo de Deus.

Quando exaltamos a santa cruz, exaltamos o próprio Cristo e proclamamos a vitória sobre o pecado. Pela cruz, que significa morte das próprias vontades, humilhação e obediência à vontade de Deus, nos santificamos, pois deixamos o nosso querer de lado para obedecer aos desígnios de Deus.

Exaltemos a santa cruz de Cristo, Nosso Salvador!

Retirado do Blog da Cancao Nova

13 de Setembro: 5ª Aparição de Nossa Senhora

Rodeados por mais de 25 mil pessoas, e assediados por todos os lados com diversos pedidos, os Pastorinhos compareceram novamente na Cova da Iria, diante da típica azinheira, Nossa Senhora pousa os pés em meio a uma nuvem de luz, e diz:

“Continuem a rezar o terço para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus para abençoarem o Mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia.

- Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, dum surdo-mudo…

Sim, alguns curarei; outros, não. Em Outubro farei o milagre, para que todos acreditem.”

E como de costume, começou a se elevar e desapareceu.

Retirado do Livro Memórias da Irmã Lúcia

Aridez espiritual

Muitas vezes, podemos passar por algum período de aridez espiritual, isto é, não temos vontade de rezar, torna-se difícil participar da Santa Missa, a reza do terço fica pesada, entre outros. Até mesmo a Sagrada Comunhão se torna um sacrifício diante das dúvidas que podem atingir a nossa alma. Parece que o céu sumiu.

Como vencer esse estado de espírito no qual parece que Deus está longe e que nos falta a fé? Primeiro, é preciso verificar se esta situação não é tibieza, ou seja, causada por nossa culpa em não perseverar no cuidado da vida espiritual, e, sobretudo, verificar se não há pecados graves em nossa alma, que possam estar afugentando dela a graça de Deus.

Se não houver pecados na alma, então, é preciso antes de tudo, calma, paciência e perseverança nos exercícios espirituais: oração, vida sacramental, caridade, penitência, entre outros. Mesmo sem vontade ou sem gosto, continuar, sem jamais parar, os exercícios espirituais.

O Senhor, às vezes, permite essas provações para que aprendamos a “buscar mais o Deus das consolações do que as consolações de Deus”, como ensinou um santo. São João da Cruz, místico que tanto experimentou o que chamou de “noite escura da fé”, afirmou que “o progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber.”

Muitas vezes, nos deleitamos nas orações gostosas, cheias de fervor sensível, como crianças quando comem doces. Mas quando vem a luta deixamos a oração. Veja o que nos diz a Palavra de Deus: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?… Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos… Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida? Os primeiros nos educaram para pouco tempo, segundo a sua própria conveniência, ao passo que este o faz para nosso bem, para nos comunicar sua santidade” (Hb 12,5-10).

Deus nos quer santos, e é também algumas vezes pela provação e pela aridez espiritual que Ele arranca as ervas daninhas do jardim de nossas almas. Coragem, alma querida de Deus! Jesus disse que Ele é a videira verdadeira, e Seu Pai o bom agricultor, que podará todo ramo bom que der fruto, para que produza mais fruto (cf. Jo 15,1-2).

Não podemos querer apenas o açúcar do pão e renegar o pão do sacrifício. Às vezes, a meditação é difícil, a oração é penosa, distraída, surgem as noites e as trevas… Nessas horas é preciso silêncio, abandono, paciência. O Esposo há de voltar logo… Em breve vai raiar a aurora e os fantasmas vão sumir.

Quanto mais a noite fica escura, tanto mais perto nos aproximamos da aurora. Deus sabe pelo que estamos passando, louvado seja o Seu santo Nome! É hora de abandono em Suas mãos paternas.

Em meio às trevas alguns sentem o coração como se fosse de gelo, não sentem mais amor a Jesus, perdem a piedade, se sentem condenados. Que desoladora confusão espiritual! Nessas horas a única saída é fechar os olhos e dar as mãos a Jesus para ser guiado por Ele na fé; confiança e abandono, irmão! Só o Senhor sabe o caminho para sairmos deste matagal fechado e escuro.

Deus nos prepara para a contemplação pelas provas passivas, ensinam os santos. Ele as produz e a alma apenas tem que aceitar. É o duro caminho dos que querem a perfeição. Ele está purificando a alma; o Cirurgião Celeste está nos operando a alma.

São João da Cruz fala da famosa “noite dos sentidos” cheia de aridez e de provação, um verdadeiro martírio para a alma. Segundo o santo doutor, é Jesus que chama a alma a caminhar com Ele no deserto, mesmo queimando os pés e sendo queimado pelo sol, para se santificar.

Calma, alma querida de Deus, Ele faz isso porque o ama muito! O fogo bom não é aquele “fogo de palha”, alto e bonito, mas rápido, que logo se apaga; mas é o fogo baixo que pega na lenha grossa e permanece por muito tempo. O fogo de palha é só para começar…

É isso que está acontecendo; não se assuste; não se preocupe porque o gosto de rezar sumiu e se tornou agora um sacrifício penoso… Fé não é sentimento e muito menos sentimentalismo; fé é adesão, com a mente, a Deus, às Suas verdades e às Suas determinações. Não se preocupe em estar ou não “sentindo” fé ou devoção; apenas viva-a; vá à Missa, ao grupo de oração, ao terço, com ou sem vontade, com ou sem gosto, com ou sem sentimento. Assim, temos mais méritos ainda diante de Deus.

Nessa situação talvez você precise de um diretor espiritual, especialmente na Confissão, para uma boa orientação.

Felipe Aquino
Retirado do Blog da Cancao Nova

Quem ama confia!

Ela o segurava nos braços debaixo de um sol forte e em meio à agitação própria da cidade grande, ele dormia sereno e calmo, pois estava seguro de que nada poderia atingi-lo. Esta cena não faz parte de um filme, é real e apesar de a ter contemplado há algum tempo, ainda hoje me recordo claramente dela. No ponto de ônibus, uma mãe, com ar de preocupada, segurava seu filho nos braços enquanto mantinha os olhos fixos nos ônibus que chegavam e saíam sem parar. Um deles poderia ser o seu e ela não poderia nem sequer pensar em perdê-lo. Observei que, apesar da agitação própria do local e da preocupação aparente da mãe, a criança dormia tranquila e sossegada. Sem palavras parecia dizer: "Nada temo, pois os braços que me seguram são de alguém que me ama".
Naquele dia, a cena, foi um pretexto para Deus falar comigo. Já observou que quando não paramos para ouvir a voz de Deus por meio da oração Ele nos fala pelos fatos? No meu caso, eu estava vivendo um tempo de muita correria no trabalho, já não conseguia rezar como antes e queria resolver todas as coisas com minhas forças. Quando ocupamos o lugar de Deus é isso que acontece. Com aquela situação, o Senhor foi me mostrando que eu precisava confiar mais no amor d'Ele. Precisava viver a atitude daquela criança, ou seja, abandonar-me. Na verdade, precisava amá-Lo mais e deixar-me amar por Ele, pois só confia quem verdadeiramente ama, e quem ama consequentemente confia.
E mais: Deus Pai abriu meus olhos para eu perceber que a raiz da minha agitação era também falta de amor-próprio e má interpretação do Seu amor por mim. Eu estava me comportando como serva de Deus e não como Sua filha. E isso faz uma grande diferença em nossa vida como cristãos. O próprio Senhor disse em Sua Palavra: “Já não vos chamo servos, mas amigos [...]” (João 15, 15). Ou seja, o Senhor nos elegeu, nos amou, não quer apenas o nosso serviço, mas nosso amor. Isso é próprio de uma relação de amizade. Amamos e somos amados, e o amor vai além do fazer.
Hoje, por providência, contemplei uma cena semelhante e lembrei-me das lições de outrora. Já não estou tão agitada como antes, vivo uma fase diferente. Mas uma coisa é certa: preciso continuar na escola da confiança. Devo aprender mais de Deus na matéria do amor. "O amor lança fora todo temor, é paciente, tudo suporta, tudo crer, tudo espera [...]" (I Coríntios 13,4-7). É por isso que quem ama confia!
Quanto mais amamos a Deus e nos deixamos envolver por Sua misericordia, tanto mais vamos encontrando a harmonia que tanto desejamos. E que muitas vezes buscamos nas pessoas, nos cargos, no poder, no ter ou de tantas outras formas aparentes de segurança neste mundo.
O abandono é, antes de tudo, uma atitude de confiança, fruto da maturidade, e a maturidade não se alcança de uma hora para outra, é preciso ter paciência com o tempo, dar passos e superar os obstáculos. É por isso que quem já teve sua fé provada, tem mais facilidade em confiar em Deus, tem forças para ir mais longe mesmo quando tudo parece perdido.
Aquela criança provavelmente se sentia amada, por essa razão as circunstâncias não a impediam de confiar e repousar tranquilamente no regaço acolhedor de sua mãe.

São Francisco de Sales faz uma interessante comparação, quando fala da alma recolhida em Deus. De fato, diz ele; "[...] os amantes humanos contentam-se, às vezes, em estar junto da pessoa a quem amam, sem lhe falarem nada e sem nem sequer pensar em outra coisa que não seja estar ali... Sentem-se amados e isso basta. É assim que acontece com a alma que se entrega aos cuidados do Criador. Repousa sossegada, mesmo em meio aos constantes desassossegos que vive no dia a dia".
Compreendo, cada vez mais, que a experiência do abandono em Deus passa pela descoberta do Seu amor incondicional por nós.
Peço ao Senhor que hoje lhe permita viver esta experiência e o cure profundamente de toda falta de amor, devolvend-lhe a serenidade e a paz, fruto da confiança n'Ele.

Assim como a mãe segura em seus braços o filho amado, Deus hoje o segura, não tema. Nos braços do Pai nada poderá atingi-lo, e quem ama confia.
Dijanira Silva
Retirado do Blog da Canção Nova

Setembro, mês da Bíblia

Estamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o “Mês da Bíblia”. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.
São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa "popular" e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.
Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus”.
A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação à nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Sagrada Escritura. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.
Ao lê-la, não devemos nos esquecer de que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas as palavras da Sagrada Escritura têm seu sentido definitivo n'Ele, porque é no mistério de Sua Morte e Ressurreição que o plano de Deus Pai para a nossa salvação se cumpre plenamente.
Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida

Viver o dia com sabedoria

Um velho carpinteiro estava pronto para aposentar-se. Informou o patrão sua intenção de deixar a indústria de construção civil, onde trabalhava, pois desejava passar mais tempo com sua família. A empresa não seria afetada pela saída do carpinteiro, mas seu patrão ficou triste em ver um bom funcionário deixá-los.

Apesar da determinação do carpinteiro, o patrão pediu-lhe para que trabalhasse em mais um projeto, o último. O carpinteiro concordou, mas não ficou entusiasmado com a idéia.

Deu início ao projeto, prosseguiu, terminou a obra. Fez um trabalho de segunda qualidade, usou materiais duvidosos. Que maneira melancólica de encerrar uma bela carreira. Obra finalizada, o patrão veio fazer a inspeção da casa. Assim que terminou, devolveu a chave da casa ao carpinteiro e disse-lhe; “Esta casa é sua, é o meu presente, em consideração aos anos de dedicação”. O carpinteiro ficou muito surpreso. “Que pena”, pensou ele, “se eu soubesse que estava construindo a minha casa própria, teria feito tudo diferente”.

Isto acontece muitas vezes conosco. Nós construímos nossa vida dia a dia, e muitas vezes não usamos o melhor de nós, e mais tarde verificamos surpreso que dependemos daquilo que construímos. Aí, já é tarde demais, não podemos voltar a trás. Coloque amor e carinho em tudo aquilo que venha a fazer, pois a sua vida é um projeto de Deus.

Confie Nele, dê graças sempre. Dê o melhor de si!

(Autor desconhecido)

08 de Setembro - Natividade de Nossa Senhora

Hoje, é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta “casa”, que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo. Clique aqui em Santo do Dia e conheça mais sobre a Natividade de Nossa Senhora.


Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Um livro de São Tiago, venerado desde o começo do cristianismo, nos traz alguns detalhes sobre a infância de Maria, ele afirma que os seus pais, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.


De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.
Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois n’Ela apareceu no mundo a Aurora que precedeu o sol da justiça e Redentor da humanidade.
“Deus Onipotente, antes que o homem caísse, previu a sua queda e decidiu, antes dos séculos, a redenção humana. Decidiu, portanto, encarnar-Se em Maria”. 

Como poderemos celebrar este dia dignamente? Deus, em Seu infinito amor, quis nos dar uma Mãe, e aceitando a condição humana, criou Maria para que a Encarnação acontecesse, e o impossível aos nossos olhos, Deus o faz por amor: o Criador nasce da criatura! 

Nossa Senhora, como todo filho de Deus, teve um dia para nascer. Não se sabe ao certo o dia do nascimento de Maria, a quem com muito carinho chamamos de Nossa Senhora Menina. Acesse e saiba mais: A Devoção e o culto a Nossa Senhora Menina.

Uma oração pelo nascimento de Maria:
Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas os tesouros da vossa graça; e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa de seu nascimento aumente em nós a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.”

Retirado do Blog da Canção Nova

Domingo da correção fraterna

O evangelho salienta que a comunidade cristã, formada por homens e mulheres sujeitos a fraquezas, permanece unida na missão pela força do Senhor. A correção fraterna é um meio de conversão para seguir com fidelidade a vontade do Pai, cujo desejo é que todos vivam como seus filhos. O pecado destrói as relações e precisa de uma ação libertadora. Deus procura com solicitude a ovelha que se extravia, pois deseja que não se perca nenhum dos pequenos. A identificação com Jesus leva a comunidade eclesial a fazer a experiência da fraternidade e do perdão mútuo. É necessário ganhar o irmão pelas atitudes e, não somente, pelas palavras, oferecendo-lhe os meios para que volte ao seio da comunidade. A ação salvadora do Senhor revela-se na comunidade misericordiosa, inclusiva, comprometida com a reconciliação e o perdão dos irmãos e irmãs.
Na 1ª leitura, Ezequiel aparece como sentinela dos acontecimentos da história e vigilante atento da palavra de Deus. Assim, ele torna-se profeta da esperança, que desperta o povo para a conversão, para a mudança de vida como meio de transformação da sociedade.

O salmista convida a louvar a Deus, o Rochedo que salva e dá segurança; exortando também a uma contínua fidelidade à sua palavra.

A 2ª leitura ensina a construir a vida sobre o ágape, isto é, um amor sem exclusões, que resume todos os demais mandamentos e preceitos.

Revista de Liturgia

Lançar fora o medo

O que Jesus quer de nós no nosso ministério e para onde Ele nos envia? Que tipo de trabalho precisamos desempenhar na Igreja, na comunidade? Isso é matéria-prima para nossa oração, tanto pessoal como comunitária. O texto sagrado também narra que: "O barco já longe da terra era atormentado por ondas, pois o vento era contrário".


É muito interessante, pois quando descobrimos a resposta dos questionamentos acima, sabemos e até temos certeza do que Jesus quer de nós; no entanto, muitas coisas acontecem para nos desestruturar e nos fazer temer. É aí que muitos desistem, pois começam as tribulações, parece que as dificuldades aumentam e tudo começa a dar errado. Não é hora de desistir. Ficar assustado com tudo isso é até normal, mas é hora de intensificar a oração. Você sabe o que o Senhor quer para você e para seu ministério; então vá em frente.
Jesus, ao ver a aflição dos amigos, vai ao encontro deles e não vai de qualquer maneira, mas vai milagrosamente andando por cima das águas; e Pedro, de forma impetuosa, pede ao Mestre para andar sobre as águas também e Ele lhe diz: "Vem". E o apóstolo caminha sobre as águas corajosamente, mas tem medo e afunda.
O Senhor nunca nos deixará sozinhos em nosso ministério. Ele sempre vem ao nosso encontro dizendo-nos: "Coragem, não tenhais medo!" O Senhor nos permite andar com Ele sobre os problemas que enfrentamos, sobre nossos relacionamentos conturbados, sobre nosso orgulho, sobre as dificuldades pelas quais passamos. Nessas horas começamos até com coragem, mas, quando nos vemos vivenciando o milagre, ficamos com medo e voltamos atrás. Temos medo do futuro, medo da entrega, medo de não conseguir conciliar tudo, medo de abrir o profundo do coração para Jesus transformar. Dessa forma, infelizmente, tudo se perde e afundamos.

O Senhor Jesus não nos deixa, mas nós precisaremos voltar à "barca" e renovar a fé. Reflita sobre isso com todos de seu ministério. Qual a ordem de Jesus para você? Aonde Ele quer que você vá? Aonde você tem medo de ir?
André W. Florencio
Canção Nova