Amar se aprende amando

Se colhêssemos o verbo amar analisando-o somente gramaticalmente, veríamos que se trata, obviamente, de um verbo transitivo direto. Quem ama, ama alguém ou alguma coisa. É, portanto, verbo que exige um objeto, um motivo, uma causa que lhe dê razão e lhe dê sentido de existência. Não existe sem este complemento, pois, do contrário, estaria fadado à inutilida-de. Não somente na frase ou no discurso o verbo amar carece desse algo mais que o justifica Também nas nossas vidas e no nosso coração esta verdade é plena de significado, haja vista que, ao conjugá-lo sem essa razão que lhe dá alicerce, o nosso aprendizado afetivo não existi-ria. Cristãos zelosos que muitas vezes achamos que somos, somos levados a exercer o nosso amor tendo em vista o objeto essencial da nossa vida: o próprio Cristo ressuscitado, que já na sua cruz havia atestado, sob a sua dor e sofrimento, que era a humanidade pecadora e alge-mada pela maldade o objeto primordial de Sua paixão. Levando-se em conta essa conclusão, ao colocarmos Cristo como meta de nosso amor, estaríamos selando essa obra que, afinal de contas, é a razão de ser de toda a criação operada por Deus. Seria perfeito e lucraríamos o Céu se atingíssemos esse objetivo. No entanto...

Falar de amor, hoje, é uma facilidade sem tamanho. Virou rima pobre de música, discur-so barato na azaração dos jovens e desculpa para crimes e barbaridades; enfim, perdeu quase que completamente a excelência dada por Jesus em Sua vida. Depois de milênios quebrando a cabeça ao tentar se abrir em direção aos outros e a Deus, o homem parece ainda infantil ao definir o significado pleno do ato de amar na sua existência. E, como o significado exato lhe escapa pela sua teimosia em não escutar a Deus que mora em si, ele vai chamando de amor qualquer coisa que se assemelhe a este sentimento, segundo seu juízo ferido e perdido.

É interessante como, na boca de Cristo, a palavra amor ganha um significado intenso e simples. Ele ordena: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei! Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sereis meus ami-gos se fizerdes o que vos mando. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros!” (Jo 14, 12-17). Nota-se que é uma exortação, uma necessidade, um pressuposto lógico para se obter a tão desejada salvação. Não há caminhos miraculosos ou misteriosos para se chegar à Graça – o amor consegue ser, ao mesmo tempo, causa e conseqüência, ação e reação, contração e distensão. Para o homem, porém, o amor é o pior dos caminhos, a mais falha, decadente e sem-graça das suas aspirações, porque ele não busca atar esse elo com Deus (e, é claro, con-sigo mesmo). Ele busca ater-se ao seu egoísmo, à sua humanidade, tentando assim vivenciar uma mudança de vida a partir de suas próprias forças, falhas e poucas. Amar torna-se um far-do, um peso, porque é verbo que pede como objeto, além de próprio amante, o amado, que é sua razão de ser...

Segundo Dom Amaury Castanho, “(...) é fácil perceber, no conjunto da mensagem do Nazareno, que o Reino de Deus se caracteriza pelo amor e a justiça, a pobreza e a paz, a gra-ça divina, a verdade e a simplicidade”. O amor é a substância do Céu. Aliás, o amor é a essên-cia de Deus, e ele torna-se “preso” à ela quando nos elege como objeto de seu amor, posto que ele só sabe amar, na infinitude de si. Essa “prisão” é, para nós, o verdadeiro significado da li-berdade, mas não a buscamos porque nos prendemos ao pecado que há em nós, trazido como herança pela desobediência primeira da humanidade, que quebrou, no início da criação, esse elo com Deus, que é aliança de amor e a própria história da salvação de todos nós.

O ato de amor deve concluir-se com total perfeição, a fim de conseguirmos a eternidade. Exige-se, pois, um sujeito, um verbo e um seu objeto para que, unidos entre si, perfaçam o sen-tido da caridade que Cristo legou em Sua Palavra. Um sujeito que, livre e espontaneamente, almeja agir para obter o amor; um verbo que, em si, já expressa esse desejo de buscar o outro para atingir o seu pleno significado; e, por fim, um objeto que deseja receber esse amor para, respeitada a aliança, devolvê-lo em maior magnitude. O verbo a escolher é o amor. Nós, então, devemos ser este sujeito de amor e Deus deve ser objeto da nossa ação, haja vista que Ele, na nossa vida, já conjugou, antes e infinitamente, o verbo amar em nós e na nossa existência...

Os santos souberam escolher o objeto de seu amor e, por isso, gozam do Céu. Entre e-les, destaca-se sua Rainha, Maria, Mãe Santíssima de Jesus, que fez do seu “sim” sinal claro de sua opção pelo amor maduro e desmedido, impulsionado pela grandeza de Deus que abra-ça sua pequenez (cf. Lc 1, 38). Ninguém amou como ela o Verbo Amor de Deus, guardando-o em seu seio e conduzindo-o com sua maternal afeição.

Ela soube descobrir o segredo e o mis-tério de amar, fazendo a simples escolha pelo amor, sem grandes ambições e sem se apegar a si mesma e à sua humanidade. De Maria, aprendemos o amar que é ação de Cristo, substância e essência de Deus. Amar na coragem e na ousadia que quem já se sabe objeto especial des-se Amor...

Retirado do Site da Comunidade Shalom

Leigos: discípulos missionários

"Os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo, homens e mulheres do mundo no coração da Igreja” (DA 210.).

João Paulo II dizia-nos “a Evangelização do Continente não pode realizar-se hoje sem a colaboração dos fiéis leigos” (EAM 44).

Celebraremos em todas as comunidades agosto como mês das vocações. A primeira semana é dedicada à vocação sacerdotal, a segunda à família, a terceira aos religiosos(as), a quarta semana aos cristãos leigos e leigas. Será um momento especial de ação de graças por muito trabalho realizado e proposta a todos para que sejam discípulos missionários.

O Documento de Aparecida retoma e reafirma as posições do Concílio Vaticano II de que os leigos são membros efetivos do povo de Deus e são Igreja. Duas são as dimensões da vocação laical. Primeiramente, os leigos são chamados a exercer diversas ações na comunidade eclesial e em diferentes formas de apostolado. Devem dar seu testemunho de vida e assumir diversos ministérios e serviços na evangelização, na catequese, na animação de comunidades, na liturgia, dentre outros (Cf. DA 211). A outra dimensão é a de atuar no mundo, “a vinha do Senhor”, com a tarefa de ser fermento, sal e luz seja pelo testemunho seja pela ação transformadora na construção da sociedade justa e solidária, conforme os critérios evangélicos. Essa missão específica deve ser vivenciada pelos leigos na política, na realidade social, na economia, nos meios de comunicação, nos sindicatos, no mundo do trabalho urbano e rural, na cultura, na família e em tantas outras realidades (Cf EN 70 e DA 210).

Para realizar sua missão, com competência e responsabilidade, os leigos “necessitam de sólida formação doutrinal, pastoral, espiritual e adequado acompanhamento para darem testemunho de Jesus Cristo e dos valores do Reino na vida social, econômica, política e cultural” (DA 212).

O protagonismo dos leigos está presente na caminhada da Igreja por itermédio de todos os seus fiéis e de suas lideranças que promovem e levam à frente a tarefa da evangelização sempre em união com seus pastores.

Para contribuir nesse processo a CNBB possui uma Comissão Episcopal para o Laicato que tem como função, na Igreja do Brasil, promover a vocação e missão, formação e espiritualidade dos leigos, bem como sua organização e atuação na Igreja e na sociedade. Fazem parte da Comissão Episcopal do Laicato os Setores Leigos, Juventude, CEBs, CNLB (Conselho Nacional dos leigos do Brasil) e todos os movimentos eclesiais. A Comissão tem relação de comunhão com o CNLB - Conselho Nacional do Laicato do Brasil e com os Movimentos e Associações Laicais. O CNLB congrega os Conselhos Regionais, movimentos, associações laicais, pastorais e outros organismos de leigos. Os CNLBs regionais e diocesanos são importantes, pois articulam os leigos em toda a tarefa da evangelização. São expressões vivas e dinâmicas da presença e da força dos leigos nas comunidades.

Ao celebrar as vocações dos cristãos leigos e leigas queremos expressar nossa mais profunda gratidão por tantos homens e mulheres que, vivendo sua fé, testemunham seu amor a Jesus Cristo e à Igreja, na dedicação de seu tempo a serviço dos demais irmãos. Deus abençoe tantas iniciativas de transformação social e presença evangelizadora nas comunidades, paróquias, dioceses e na sociedade. O Documento de Aparecida, ao apresentar a vocação dos leigos (n. 210), afirma “os fiéis leigos e leigas, discípulos e missionários, são luz do mundo”. Sim, discípulos missionários. Sempre aprendendo como discípulos e missionários porque comunicando o amor de Deus aos irmãos para construir juntos um mundo mais justo e fraterno.

Vamos agradecer a Deus a tantos leigos e leigas, catequistas, dizimistas, lideranças que estão em nossas pastorais, nos organismos, nos movimentos, nas CEBs, nas pastorais da juventude e nos movimentos juvenis construindo o Reino de Deus e buscando uma nova sociedade. Sempre precisamos de “muitos leigos e leigas no coração do mundo e muitas leigas e leigos no coração da Igreja”.

Dom José Luiz Bertanha
Retirado do Blog da Canção

A felicidade maior

Em tempos em que todos buscam as mais variadas maneiras para alcançar a felicidade, desde receitas, dicas, conselhos, recomendações, ideologias, filosofias e promessas de todo tipo, neste emaranhado de coisas muitas escolhas se transformam em tragédias.

Muitos caminhos percorridos não levam a nada. As perguntas e as buscas continuam e em muitas vezes falta acreditar que a solução mora ao lado, dentro de ti, no teu coração. Os relacionamentos vividos na confiança e na liberdade de quem acredita que sozinhos não chegamos a lado nenhum, constituem a base de uma pessoa feliz.

Lendo a Sagrada Escritura me deparei com a seguinte frase: "Três coisas me satisfazem e agradam ao Senhor e aos homens: concórdia entre irmão, amizade entre vizinhos e mulher em harmonia com seu marido. Há também três tipos de pessoa que eu detesto e cujo comportamento me irrita profundamente: o pobre orgulhoso, o rico mentiroso e o ancião adúltero e sem bom senso".

Há nove coisas que, no meu íntimo considero feliz, e a décima eu proclamo com minha boca: o homem que se alegra com seus filhos; (Ecle 25,1-3;7). Acredito que toda a riqueza que se possa acumular, não será tão importante como a concórdia dentro de casa, a amizade com quem mora do meu lado, a harmonia conjugal. Que felicidade! Parece impossível, mas não é.

Tenho acompanhado algumas famílias e visto com meus olhos irmãos saírem juntos, organizarem passeios, acampamentos com outros jovens para orar, refletir e refazer os relacionamentos. Tenho visto casais que deixam tudo para passar um fim de semana retirados nos centros de formação, a fim de recuperar o primeiro amor, recomeçar o compromisso assumido diante do Altar.

Já acompanhei festas e convivências de vizinhos cujos muros e cercas elétricas não impedem a boa convivência e mútua ajuda. Isso vale mais do que qualquer amontoado de riquezas. Ninguém pode dar tamanha felicidade, a não ser o amor de Deus derramado nos corações, fazendo-nos amar por primeiro, amar a todos, amar sempre.

O outro, o próximo, é um presente mesmo não querendo conviver com ele. Hoje parece haver muitos caminhos a percorrer na busca da realização pessoal, mas um só caminho pode garantir o êxito e a satisfação de uma vida feliz aqui neste mundo: ter feito ao outro aquilo que você gostaria que fizesse a você. Assim levaremos no coração a harmonia dos relacionamentos, a transparência das atitudes, a consciência de ter amado o outro como a si mesmo.

Por isso não existe hora marcada para ser feliz, a vida é um jogo contínuo, em que a vitória final será daquele que sempre fez o "bem sem olhar a quem".

"Se um homem guarda rancor contra o outro, como poderá pedir a Deus que o cure? Se não usa de misericórdia para com seu semelhante, como se atreve pedir perdão de seus próprios pecados?" (Ecle 28,3). Aqui está a maior felicidade!

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

O tic tac do relógio: tudo tem o seu tempo.

“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus”. Ecle 3,1

Diante deste versículo qual é a nossa reação? Se para tudo há um tempo, se para cada coisa há um momento, como fazer para viver de bem com o relógio, de bem com o tempo?

A nossa vida se dá ao ritmo de um relógio, estamos dentro do tempo: segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos.

Estamos sempre correndo atrás de tudo: cronogramas, compromissos no trabalho, na escola, na universidade. Hora para acordar, hora para almoçar e diante dessa pressão, o tic tac do relógio nos dá a impressão de estarmos sempre em atraso. Por fim nos acostumamos e tiramos de letra. Mesmo assim, nos deparamos diante de situações que fogem do nosso controle. Isso acontece quando não temos respostas ou soluções para todos os nossos problemas. Pedimos ajuda de Deus e a impressão que temos é que Ele sumiu, olhamos para o relógio e tudo continua na mesma.

Neste momento o tempo parece se tornar nosso inimigo. Chegamos ao “desespero”.

Conclusão: Além de atrasados começamos a viver também desesperados! Lendo um livro de Dom Bosco encontrei algo que me marcou e peço a Deus que marque você também: “Do alto de uma parede branca, um relógio de sol lhe deu a primeira saudação; debaixo do quadrante das horas estava escrito: Para os tristes lentas, velozes para os alegres passam as horas.” (Trecho do livro ”Um sonho Uma vida” – Terésio Bosco)

Era um bom conselho para um moço que se preparava para passar seis anos a fio entre as paredes de um seminário e precisava vencer a guerra do tempo. A mesma que acontece dentro de nós: Hora estou atrasado x hora Deus está. Isso , se podemos dizer que Deus está mesmo em atraso.

Por isso precisamos construir corações que fiquem no aguardo da vontade de Deus!

É tempo de construir, de darmos risadas e sermos felizes em meio a um mundo que nos assusta, mesmo diante das dificuldades que estamos enfrentando.

O dia a dia das pessoas tem se transformado em ansiedade e tensão portanto proponho a você um desafio: Viver de bem com o tempo! Só assim teremos o tempo ao nosso favor!

“Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.” Mateus 6,34 “Mas há uma coisa, caríssimos, de que não vos deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia”. 2 Pedro 3,8

É hora de nos lançarmos nos braços de Deus que é o Senhor do tempo.

Desesperar Jamais!
Tem Jeito
Retirado do Blog da Canção Nova

Domingo da multiplicação dos pães

A 1ª Leitura nos mostra que durante o exílio na Babilônia, tempo de fome e miséria, o profeta faz uma promessa, hoje assumida por nós nesta terra de cativeiro e sofrimento.

Na 2ª Leitura, depois de ter colocado que a salvação se dá pela graça e pela fé em Jesus Cristo, Paulo conclui a primeira parte da carta aos romanos com esta confiança.

O Evangelho nos mostra que ao tomar conhecimento da morte de João Batista, Jesus foge para o deserto.

O ponto de partida para o milagre da multiplicação é a fome da multidão errante. Vendo o povo sofrendo, Jesus encheu-se de compaixão por aquela multidão, curando os doentes e enfrentando o problema da fome.

Na abundância do pão, manifesta-se, para nós, a compaixão do nosso Deus. E esta a Boa Notícia deste Evangelho. Ao mesmo tempo, o Senhor pede que tenhamos os mesmos sentimentos de misericórdia: “dêem vocês mesmos de comer!” Os discípulos têm a missão de enfrentar a questão da fome.

Mas há sempre o risco de acharmos que tudo fica resolvido com o pão. Então é preciso compreender o significado maior desta partilha, vermos neste jantar a realização do banquete messiânico de que fala Isaias. Esse Evangelho repete para nós um apelo universal à compaixão com todos os seres do universo e nos chama a uma atenção permanente com as pessoas que nos circundam.

Nesta celebração, o Senhor nos convida a sentarmos à sua mesa, a entrarmos na intimidade da sua comunhão, a vivermos a alegria do comer junto como sinal da sua entrega e da nossa consagração ao seu Reino. Nossa celebração é sinal de que tudo isso está acontecendo no hoje de nossas vidas.

Jesus nos convida, hoje, a participarmos deste banquete e comermos com ele, para que possamos penetrar mais profundamente no Mistério de sua vida e de sua entrega.

Lembramos que este evangelho mostra a organização do povo de Deus na partilha e na solidariedade. Portanto, é um povo que se planeja, executa, avalia e celebra.

Atenciosamente,

Francisco Ivan de Sousa
Pároco do Santuário de Fátima

Deus está pronto para derramar o céu em bênção sobre você

Hoje, o Evangelho nos traz mais um série de parábolas. Eis que o Senhor compara o Reino dos Céus a uma rede, que apanha peixes, e depois ela é puxada.

Estamos no tempo em que a rede é lançada sobre nós. O importante é permitir que a rede do Senhor nos apanhe por inteiro. Muitas pessoas têm a chance de ouvir a Palavra de Deus, pois o Brasil é um país privilegiado. Há muitas pessoas que tentam enchê-las "de peixe". Vai chegar a hora em que haverá uma separação dos "peixes bons" daqueles que estão "estragados".

Da mesma forma que existe uma tentativa de Deus para nos levar para perto d'Ele, há uma tentativa do maligno de nos afastar do Senhor. Mas quando nos afastamos de Deus, sentimos frio e começamos a apodrecer. E há muitas pessoas que têm tanto para dar certo, mas estão perdendo a esperança.

Talvez o que esteja faltando para você seja bem pouco, mas Deus precisa desse pouco, de uma brecha para a Palavra d'Ele chegar até você e tocar o seu coração. Às vezes, uma pequena decisão, um pequeno gesto, pode mudar a sua vida. Isso precisa acontecer agora.

Há pessoas que passam a metade da vida fazendo de tudo para estragar a segunda metade.

Meu irmãos, Deus está pronto para derramar o céu em bênção sobre você, basta que você Lhe dê uma brecha. Renuncie a todo instinto de revolta que existe em você.

Você que está lendo agora essa pregação, esta é a ocasião em que Jesus está lhe dizendo: volte para mim! Renuncie a todo instinto de revolta. A felicidade verdadeira não é uma situação da vida, mas um estado interior, por isso ela também é uma decisão interior. Como explicar aquele Homem crucificado, humilhado, abandonado pelos amigos, todo ensanguentado, mas, na cruz, parecia irradiar uma paz profunda. O importante é permitir que a rede do Senhor nos apanhe por inteiro

Deus dá a paz para todo aquele que se deixa conduzir por Sua graça. Renuncie a toda espécie de mau humor. Vou dar duas dicas de docilidade para que você faça parte dos justos:

1 – A gratidão. Muitos de nós desconhece o poder do louvor. Quando você louva, todo abatimento começa a perder força. Agradeça a Deus mesmo diante das dificuldades e doenças. Louve sempre, porque poderia estar pior. Há pessoas em situações piores do que a sua. Mesmo que pareça impossível de resolver um problema, não deixe a dor arrancar a fé existente em seu interior. Traga sempre um sorriso no rosto. Não permita que o reino do mal esvazie tudo de bom que o Senhor colocou em você.

2 – Reze. Transforme as situações da sua vida em oração. Nada melhor do que uma “situaçãozinha” de conflito para colocar tempero na sua vida. Transforme as preocupações em motivação para a oração.

Você que se sente solitário, saiba que a solidão é condição para a oração. Quem quer rezar precisa se retirar, e nosso Pai, que vê o que está escondido, o recompensará.

Não sei qual o seu problema, mas sei qual é a solução: é o Senhor, que está no meio de nós.

“Toque, Senhor, este filho com Suas mãos chagadas. Visite, Senhor, aqueles que se sentem revoltados com as doenças, as desgraças da vida. Toque este filho, envie Seu Espírito para que aconteça o grande momento de encontro. Pai, o Senhor é bom e Sua bondade se revela a nós. Eu O louvo, Senhor, porque Seu Espírito suscita neste momento. Basta que me toque, Senhor, e minha alma se fortalecerá”.

Que o Espírito Santo faça germinar a semente. Mesmo que a noite esteja escura, dê uma chance a si mesmo, porque basta que o Senhor o toque e sua alma será fortalecida.

Padre Delton Filho
Retirado do Blog da Canção Nova

Batismo no Espírito Santo

"É Ele que vos batizará no Espírito Santo e no fogo" (Mt 3,11)... Esta promessa vai ter seu cumprimento, externo e visível ao mesmo tempo, no dia de Pentecostes: "Então apareceram línguas como de fogo. (...) Todos ficaram repletos do Espírito Santo" (At 2,3-4).

Igualmente a palavra de Jesus: "Eu vim para atear fogo sobre a terra" (Lc 12,49), refere-se ao dom do Espírito, ou ao menos o inclui. Quanto a Paulo, também ele, implicitamente compara o Espírito ao fogo, recomendando que não se deve "apagar" o Espírito (cf. 1Ts 5,19).

Para descobrir o que é que a Revelação quis nos dizer com isto, devemos ver o que o fogo simboliza na Bíblia. Vamos então descobrir que o fogo tem múltiplos significados, alguns positivos, outros negativos. O fogo ilumina (como no caso da coluna de fogo, no Êxodo), aquece, inflama, devora os inimigos, punirá por toda a eternidade os ímpios.

Mas, entre todos esses significados, há um que se destaca e predomina sobre os outros: o fogo purifica. Também a água simboliza muitas vezes a purificação, mas com uma diferença importante que a própria Bíblia enfatiza: "...o ouro, a prata, o ferro, o estanho e o chumbo, tudo o que pode resistir ao fogo, deveis passar pelo fogo para que seja purificado. (...) O que não resistir ao fogo, fareis passar na água lustral" (Nm 31,22-23).

O fogo é o símbolo de uma purificação mais profunda, radical. A água purifica por fora, o fogo também por dentro. Canta o salmista: "Examina-me, Senhor, e submete-me à prova, purifica no fogo meus rins e coração" (Sl 26,2). As coisas preciosas - o ouro, no âmbito material, a fé no espiritual - são provadas no fogo (cf. 1Pd 1,7)...

A esta luz se deve compreender também a definição de Deus como um "fogo devorador". A sua santidade e simplicidade não toleram mistura alguma, e põem a nu todo o mal e o devoram. Somente quem afasta de si o mal "poderá agüentar um fogo devorador" (cf. Is 33,14s). em certo sentido, o título de "fogo" limita-se a explicitar o adjetivo de "Santo" que acompanha o nome "Espírito". O Espírito é fogo porque é Santo...

Em Pentecostes - escreve Cirilo de Jerusalém - os apóstolos receberam "o fogo que queima os espinhos dos pecados e dá esplendor à alma"...

Um antigo responsório que se recitava no Ofício de Pentecostes diz: "Sobreveio um fogo divino, que não queima, mas ilumina, não consome, mas brilha; encontrou os corações dos discípulos como receptáculos puros e distribuiu entre eles os seus dons e carismas"...

Resumindo esta tradição sobre o fogo de Pentecostes, dotado do poder de criar e destruir, um grande poeta moderno escreve: "A pomba desce, fendendo os ares, com chama incandescente de terror, e as línguas declaram que a única esperança (ou desespero) está na escolha entre queimar ou queimar, ser remidos do fogo pelo Fogo".

Nós "escolhemos" passar pelo fogo que redime para não sofrer um dia o fogo do juízo que destrói...

A partir deste momento, o Espírito começa a agir como um fogo, não mais porém como fogo que purifica e refunde, mas como fogo que aquece e inflama... A Liturgia resgata esse ensinamento quando nos faz dizer, na Missa de Pentecostes: "Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor", e ainda, na Seqüência: "Aquece o que está frio"...

Santo Efrém Sírio cantou profunda e poeticamente esta prerrogativa do Espírito de aquecer, fecundar e derreter o gelo do pecado, que faz a alma ficar rígida de frio: "Com o calor, tudo amadurece; / graças ao Espírito, tudo é santificado: / símbolo evidente! / O calor derrete o gelo dos corpos: / o mesmo faz o Espírito com a impureza dos corações. / Ao primeiro calor, saltam os bezerrinhos na primavera; / assim também os discípulos, quando o Espírito desceu sobre eles. / O calor rompe os troncos do inverno que mantêm flores e frutos prisioneiros: graças ao Espírito Santo, / quebra-se o jugo do maligno, / que impede à graça desabrochar. / O calor desperta o seio da terra adormecida: / o mesmo faz o Espírito Santo com a Igreja".

Também para João da Cruz, são dois os efeitos da Chama viva de amor: ela purifica a alma e lhe infunde força, vivacidade e ardor por Deus. Não se contenta em purificar-nos do pecado, mas prolonga a sua ação em nós até nos fazer "fervorosos no Espírito" (Rm 12,11). Comporta-se como o fogo quando se apega à lenha úmida: primeiro o expurga, arrancando-lhe com barulho todas as impurezas, depois o inflama progressivamente, até que se torne toda incandescente e ela mesma se transforme em fogo.

Concretamente, isto quer dizer que o Espírito Santo nos preserva de cair na tibieza e, se por acaso já tivermos caído na tibieza ou estivermos caindo, livra-nos dela. Da tibieza não se pode sair sem uma intervenção do Espírito Santo, intervenção nova, decisiva. Podemos vê-lo na vida dos apóstolos. Antes de Pentecostes, eram pessoas tíbias. Não eram capazes de vigiar uma hora, discutiam sempre quem seria o maior, ficavam espantados diante de qualquer ameaça. Mas, que diferença depois que sobre eles vieram pairar as línguas de fogo. A partir daquele momento, tornaram-se a viva imagem do zelo, do fervor e da coragem. Fervorosos no pregar, no louvar a Deus, no fundar e organizar as Igrejas e, enfim, no sacrificar a vida por Cristo...

Pouco adianta dizer: é preciso aplicar à doença da tibieza o remédio do fervor! É como dizer a um doente que o remédio para o seu mal é a saúde, ignorando que justamente este é o seu problema: a falta de saúde. Não, o remédio para a tibieza não é o fervor, mas é o Espírito Santo. O fervor é o contrário da tibieza, não é o remédio para ela.

Com isto há uma esperança também para nós. Se nos parece diagnosticar em nós os sintomas deste "mal obscuro" da vida espiritual - a tibieza - se descobrimos que estamos apagados, frios, apáticos, insatisfeitos com Deus e com nós mesmos, existe remédio, e é infalível: precisamos de um belo e santo Pentecostes! Com o auxílio da graça, é possível sair da tibieza. Houve grandes santos que, como eles mesmos o admitiram, se tornaram santos depois de um longo período de tibieza. É o que desejamos pedir ao Espírito Santo.

Retirado do Site da Comunidade Shalom

A amizade amadurecida

Uma das características da infância é a incapacidade de dividir coisas. Uma criança não pode dividir porque não se possui, porque ainda não sabe o que ela é. Você começa a identificar a maturidade a partir do momento em que uma criança consegue perceber as regras de um joguinho.

A maturidade faz parte de um processo. Em um processo não podemos queimar etapas. Ele é lento, chato e demorado.

Uma criança passa por um momento de amadurecimento a partir do momento em que começa a brincar. A maturidade acontece quando tomamos posse do que nós somos, para aí então podermos nos dividir com os outros. Isso faz parte desse processo de amadurecimento.

Não nascemos amando, pelo contrário, queremos ter a posse dos outros. Essa é a forma de amar da criança, pois ela não consegue pensar de maneira diferente. Ela não consegue entender que o outro não é ela. Quantas pessoas, já adultas, ainda pensam assim, trata-se da incapacidade de amar devido à falta de maturidade.

Todos os encontros de Jesus Cristo levam à implantação do Reino de Deus. Mas só pode implantá-lo quem é adulto e já entende que só se começa a amar a partir do momento em que eu não quero mudar quem eu amo.

Geralmente quando tememos alguém ruim ao nosso lado é porque nos reconhecemos naquela pessoa. Jesus não tinha o que temer porque era puramente bom, por isso contagiava os que estavam ao lado d'Ele.

Na maturidade de Jesus você encontra a capacidade imensa de amar o outro como ele é. Amar significa amar o outro como ele é. Por isso quando falamos em amar os outros podemos perceber o quanto deixamos de ser crianças. Devemos nos questionar a todo o momento com relação à nossa maturidade.

A santidade começa na autenticidad, por essa razão Cristo nos pede que sejamos como as crianças, que são verdadeiras e simples. É nisso que devemos manter da nossa infância e não a forma de possuir as coisas para nós mesmos.

Você tem condições para perceber a sua maturidade. É só observar se você é obediente mesmo quando não há pessoas ao seu redor. Você não precisa que ninguém o observe, pois você já viu aquilo como um valor.

Pessoas imaturas sofrem dobrado. Pessoas imaturas querem modificar os fatos; ao passo que pessoas maduras deixam que os fatos as modifiquem. A maturidade nos faz perceber que não podemos mudar os fatos. Um imaturo ganha um limão e o chupa fazendo careta. O maduro faz uma limonada com o limão que ganhou.

Muitas vezes, os nossos relacionamentos de amizade são uns fracassos porque somos imaturos. Amigos não são o que imaginamos, mas o que eles são e com todos os defeitos. Amizade é processo de maturidade que nos leva ao verdadeiro encontro com as pessoas que estão ao nosso lado. Elas têm todos os defeitos, mas fazem parte da nossa vida e não as trocamos por nada deste mundo. Isso porque temos alma de cristão e aquele que tem alma de cristão não tem medo dos defeitos dos outros, porque sabemos que esses defeitos não serão espelhos para nós; mas seremos instrumentos de Deus para que os superem.

Padre só pode ser padre a partir do momento em que é apaixonado pelos calvários da humanidade. Se você não consegue lidar com os limites dos outros, é porque você não consegue lidar com os seus limites. A rejeição é um processo de ver-se.

Toda vez que eu quero buscar no outro o que me falta, eu o torno um objeto. Eu posso até admirar no outro o que eu não tenho em mim, mas eu não tenho o direito de fazer dele uma representação daquilo que me falta. Isso não é amor, isso é coisa de criança!

O anonimato é um perigo para nós. É sempre bom que estejamos com pessoas que saibam quem somos nós e que decisões nós tomamos na vida. É sempre bom estarmos em um lugar que nos proteja.

Amar alguém é viver o exercício constante de não querer fazer do outro o que nós gostaríamos que ele fosse. A experiência de amar e ser amado é, acima de tudo, a experiência do respeito.

Como está a nossa capacidade de amar? Uma coisa é amar por necessidade e outra é amar por valor. Amar por necessidade é querer sempre que o outro seja o que você quer. Amar por valor é amar o outro como ele é quando ele não tem mais nada a oferecer, quando ele é um inútil e, por isso, você o ama tanto. Na hora em que forem embora as suas utilidades você saberá o quanto é amado.

Tudo vai ser perdido, só espero que você não se perca. Enquanto você não se perder de si mesmo você será amado, pois o que você é significa muito mais do que você faz.

O convite da vida cristã é este: que você possa ser mais do que você faz!

Padre Fábio de Melo
Retirado do Blog da Canção Nova

A solução para nossa vida é buscar a Deus

Os Dez Mandamentos, que Moisés recebeu de Deus, no alto do monte, eram os mandamentos básicos para o povo se tornar gente, porque esse profeta não aguentava mais governá-lo. O profeta se colocou na presença do Senhor e expôs a situação: "Deus, eu não aguento mais! O Senhor me envolveu com esse povo, estou no meio dele, só que não aguento mais! Deus, o que é que eu vou fazer?".

Moisés foi buscar a sabedoria do Altíssimo, porque ele estava totalmente envolvido. O Senhor o envolvera com aquele povo. Ele se sentia responsável por todos, sofria por eles e padecia nas mãos daquela gente. Mas em todas as situações ele se dirigia a Deus. Sempre, em tudo, Moisés recorria ao Senhor. Era o intercessor: estava com o povo e estava com Deus.

A atitude do intercessor é a de estar envolvido com o povo, com os irmãos e com a situação destes. Ele está com o coração partido pelas coisas que os irmãos vivem, mas sabe que não vai poder solucionar nada por si mesmo. Moisés já tinha aprendido: quando quis solucionar a questão por conta própria e foi fazer justiça com as próprias mãos, matou um egípcio e estragou tudo (cf. Ex 2,11-15).

O intercessor se põe entre Deus e o povo. Ele permite que o Espírito Santo ore e peça nele e que Ele advogue por eles. Por isso, acaba se tornando íntimo do Todo-poderoso, mesmo sendo fraco e pecador. Deus o faz íntimo. O intercessor está cooperando com Ele e o Senhor lhe fala como servo. Ele anuncia, de antemão, o que vai acontecer. Antes que alguém perceba, o servo de Deus começa a ter a intuição de que alguma coisa está por acontecer e que é preciso pedir, interceder, tomar posição. Deus realmente segreda aos Seus íntimos aquilo que só Ele conhece e julga importante que os Seus servos saibam.

O que podemos constatar é que em todas as situações Moisés buscava a Deus. Justamente por isso o Senhor lhe trazia a solução. Sempre e em tudo recorria a Deus Pai. Buscava d'Ele a solução. Deus se sensibilizava e atendia, nunca faltava a solução. O Altíssimo está precisando de intercessores assim nos grupos, nas comunidades, nas paróquias.

Talvez você tenha se decepcionado, se magoado e se ferido muito com a pessoa com quem você se casou. Mas essa pessoa é carne da sua carne, osso dos seus ossos. Nem foram vocês que se uniram. Foi Deus quem os uniu, e vocês não podem negar: ele(a) é a sua carne. E, se errou, se foi infiel, ainda assim é sua carne. Sei da decepção e da tristeza do seu coração; e da depressão em que você entrou; mas a solução para sua decepção é assumir a posição verdadeira do intercessor.

Monsenhor Jonas Abib
Retirado do livro "Orando com Poder"

A beleza da amizade

No conturbado mundo de hoje a ausência da verdadeira amizade é uma das causas de inúmeros males. É este laço sagrado que une os corações. Quirógrafo das almas nobres é a afeição que fundamenta o lídimo amor, sendo este a própria amizade em maior intensidade. Desde a mais remota antiguidade o homem se interrogou sobre a essência da amizade. Filosofou sobre este aspecto da interação humana.

Podemos dizer que a amizade é uma certa comunidade ou participação solidária de várias pessoas em atitudes, valores ou bens determinados. É uma disposição ativa e empenhadora da pessoa. O valor da amizade foi revelado pela Bíblia: “O amigo fiel não tem preço” (Sl 6,15), pois “ele ama em todo o tempo” (Pv 17,17). “O amigo fiel é uma forte proteção; quem o encontrou, deparou um tesouro” (Ecl 6,14). “O amigo fiel é um bálsamo de vida e de imortalidade, e os que temem o Senhor acharão um tal amigo” (Ec 6,16).

A função psicossocial da amizade é, assim, de rara repercussão. Ela é fator de progresso, pois o amigo autêntico aperfeiçoa e educa pela palavra e pelo exemplo; é penhor de segurança, uma vez que o amigo leal é remédio para todas as angústias, dado que a amizade é força espiritual. Entretanto, há condições para que floresça a amizade.

Pode-se dizer que são seus ingredientes: a sinceridade, a confiança, a disponibilidade, a tolerância, a compreensão e a fidelidade.

Saint-Exupéry afirmou: “És eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Na plenitude dos tempos Jesus apresentou-se como legítimo amigo. Ele declarou: “Já não vos chamo servos, mas amigos” ( Jo 15,15) e havia dito: “Ninguém dá maior prova de amor do que aquele que entrega a vida pelos amigos” (Jo 15,13)..

Rodeou-se de pessoas, às quais se repletaram dos eflúvios de Sua bondade. Felizes os que O conheceram, como Lázaro, Marta, Maria, Seus amigos de Betânia; os Doze apóstolos; Nicodemos; Zaqueu; Dimas, o bom ladrão; e tantos outros. É, porém, preciso levar a amizade a sério.

A Bíblia assegura que “O amigo fiel é medicina da vida e da imortalidade” (Ecl 6,16). Disse, porém, Santo Agostinho: “A suspeita é o veneno da amizade”. Bem pensou, porque a amizade finda onde a desconfiança começa.

O amigo é luz que guia, é âncora em mar revolto, é arrimo a toda hora. Esparge raios de sol de alegria, derramando torrentes de clarões divinos. Dulcifica o pesar. Tudo isso merece ser pensado e repensado. É essencial, todavia, meditar também sobre o ensinamento bíblico: “Quem teme a Deus terá bons amigos, porque estes serão semelhantes a ele” (Ec 6,17).

Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho
Retirado do Blog da Canção Nova