O vento e o sol

O vento e o sol iniciaram uma disputa para ver qual dos dois era o mais poderoso.

- Eu posso provar que sou muito mais forte – disse o vento. Está vendo aquele homem lá embaixo, com uma jaqueta? Aposto que consigo arrancar-lhe a jaqueta em menos tempo do que você.

Começou, então, a soprar com muita força. O homem quase não conseguia ficar em pé, mas quanto mais o vento soprava, mais forte ele segurava sua jaqueta. Seus braços faziam uma enorme força para não perder a sua maior proteção contra o frio e o vento. Não demorou para o vento desistir e parar de soprar.

Nesse instante, o sol saiu de trás das nuvens e sorriu para o homem. Imediatamente, ele relaxou os braços, levantou a cabeça e tirou a jaqueta por causa do calor.

O sol, então, disse ao vento:

- A gentileza e a amizade são sempre mais poderosos do que a fúria e a força.

Para refletir

Certamente temos muitas histórias para recordar nas quais tivemos mais sucesso agindo com delicadeza do que com força. Ninguém se sente bem ao ser maltratado, ao ser xingado, ao ser humilhado. Em geral, quem prefere usar a força esconde alguma insegurança e dificuldade. As coisas podem até se resolver, mas ao custo de muita dor e sofrimento. Ao contrario, quando falamos com calma, agimos com gentileza, quando demonstramos nosso carinho e amizade, tudo se resolve de maneira mais tranqüila. A autoridade não está na força, mas na sabedoria ao resolver situações delicadas e tratar as pessoas com respeito a fim de ganhar a admiração de todos. Tente agir com sutileza, você sentirá os resultados e ficará feliz com eles.

Para discutir

-Como você costuma agir com a sua família e seus amigos?

-Você é duro, usa a força com freqüência ou prefere o diálogo?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

3°Domingo do Advento

Em algumas comunidades primitivas foi preocupante a questão sobre o lugar de João Batista com referência a Jesus e certamente, na comunidade de Mateus, havia tensão entre os grupos seguidores de João e os cristãos da época em que foi escrito o evangelho. Algo disso se reflete no texto de hoje.

O primeiro a se posicionar a respeito de Jesus foi João Batista. Ele estava preso por ordem de Herodes. Da prisão ouve falar do que Jesus está fazendo e se decepciona. Conforme os profetas, ele tinha anunciado um Messias como juiz escatológico, armado de pá e fogo que viria trazendo ao mundo o julgamento de Deus. Agora, na prisão, os discípulos contam a João notícias de um Jesus benéfico, acolhedor, disposto a perdoar. E João entra em crise de fé e de respeitabilidade por ter anunciado coisas que não se cumprem, como um falso profeta. Por isso João manda seus discípulos perguntarem a Jesus: “és tu o que devia vir, ou devemos esperar outro?”

Jesus não responde diretamente à pergunta de João. Mostra suas ações e manda que João as interprete. Jesus se baseia em outras passagens da escritura, que prometem um Messias manifestação do amor misericordioso de Deus. O cumprimento de profecias messiânicas confirma a missão.

O importante é que João não rompe a sua relação de adesão a Jesus. Mateus mostra a continuidade entre João e Jesus sublinhando que os dois têm a mesma mensagem. O próprio Jesus confirma que João é profeta. Por sua conduta ascética é como o primeiro dos profetas, Elias, que se retirava ao deserto e enfrentava o rei e sua corte.

Neste domingo alegramo-nos com esta boa notícia de que Deus se manifesta em Jesus, não como Juiz, mas como a manifestação amorosa de Deus, acolhendo os fracos, curando os doentes, anunciando a boa notícia aos pobres e pequenos.

Nesta celebração, sentindo a proximidade da festa, reacendemos a lâmpada da nossa espera e deixamos que ecoe em toda a nossa existência o grito insistente e fervoroso: Vem Senhor Jesus! Que ele venha para ativar as mãos enfraquecidas e firmar os joelhos vacilantes e dar esperança a toda pessoa que busca um sentido e luta por tempo novo de justiça e paz.

Retirado da Revista de Liturgia

Práticas quaresmais em busca de uma vida nova

São vários os símbolos, as atividades e iniciativas humanas e religiosas que acompanham e enriquecem o tempo da Quaresma, no qual, como em toda preparação, já saboreamos de certa maneira a festa da Páscoa que virá. Por exemplo:

- A cor roxa, as cinzas e a cruz lembram o caráter de penitencia e conversão próprio deste tempo. A gravidade e o “luto” da Quaresma se manifestam também no visual do espaço celebrativo, sóbrio, despojado. Por isso, neste tempo se evita enfeitar o local das celebrações com flores.

- O jejum nos orienta a dar mais atenção á Palavra de Deus. Quando a gente faz jejum, a gente fica com fome. E a fome que sentimos pode simbolizar e evocar a fome que temos da Palavra de Deus.

- Ajudados pela Campanha da Fraternidade, intensificamos a prática da caridade, procuramos corrigir e aperfeiçoar, à luz da Palavra de Deus, nosso jeito como tratamos as pessoas e com elas nos relacionamos, sobretudo os mais pobres e sofredores, e como procuramos ajudá-los a viver com dignidade.

- Nesse tempo forte da vida da Igreja intensificamos nossa vida de oração, na forma de súplicas, pedidos de perdão, intercessão, agradecimentos, compromissos de fé, melhor participação na comunidade etc. É um tempo próprio para, nas comunidades, a gente participar de alguma celebração penitencial.

- Podemos expressar nossa vontade de participar da caminhada sofrida de Jesus, participando de procissões, Via-Sacra, círculos bíblicos etc.

- Expressamos o “clima próprio deste tempo forte da vida da Igreja também através da musica e do canto. Há uma musica própria e cantos que caracterizam este tempo, além do hino da CF. Para ajudar nesta vivencia, é aconselhável também que se evite na Quaresma o toque de instrumentos musicais. A não ser que seja para sustentar o canto. Fora disto, nada de musica instrumental, nem canto de “Glória” nem de “Aleluia”.

É importante que a comunidade tenha um ou mais jovens ou adultos que, tendo feito o pré-catecumenato e o catecumenato, realize a segunda etapa do Rito de Iniciação Cristã de Adultos. No primeiro domingo da Quaresma são realizados os ritos de eleição e inscrição do nome. O terceiro, quarto e quinto domingos são destinados aos escrutínios: oração sobre os eleitos, preces e exorcismos. Aí, se os eleitos estiverem preparados, podem ser feitas as Entregas: do Símbolo e da oração do Senhor.

Já que a Quaresma é um tempo especial, é evidente que as celebrações e festivas das comunidades, neste tempo, costumam ser muito bem preparadas. Quanto melhor for vivida a Quaresma, melhor será a festa da Páscoa.

Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB

Dinâmicas de Grupo – Mexendo o corpo

Esta dinâmica é recomendada para o final de alguma atividade que exigiu grande concentração, especialmente quando isto levou o grupo a um cansaço mental. A dinâmica pode ser feita antes da pausa ou antes do inicio de um novo bloco de atividades. Em casos especiais, onde as atividades de concentração mental demandarem um tempo longo, esta dinâmica também pode ser feita no meio da atividade, como forma de despertar o grupo. A dinâmica consiste simplesmente em fazer com que os participantes movimentem o corpo, mas sempre imitando alguma atividade. É interessante que os participantes sejam convidados a ficar de pé. Cada participante é convidado a dizer uma frase, com algo que algum parente trove de viagem. Deverá, porém, imitar o gesto do objeto trazido pelo parente. O coordenador deve indicar a ordem de fala das pessoas. Assim, por exemplo, quem inicia pode dizer: “Meu avô, quando veio da Europa, trouxe um machado”. O seguinte continua, inventando alguma outra coisa como “Minha tia, quando veio da África, trouxe um chocalho”. A dinâmica também pode ser iniciada com todos os participantes sentados e, à medida em que forem falando devem se levantar. Todos os participantes devem dizer alguma coisa, sem repetir nenhum objeto. Cada qual, deverá, porém, continuar fazendo o gesto até que todos estejam se mexendo. Quando todos já tiverem dito alguma coisa, a dinâmica terá alcançado o objetivo de fazer com que todos despertem e movimentem o corpo.

Retirado do Livro Dinâmicas para encontros de Grupo – Ed. Vozes

Oração diante do presépio – Introdução

O mistério do nascimento de Jesus relembra sempre a vida que nasce, a família, a paz, a atenção aos pequeninos e pobres. O nascimento de Jesus é, porém, sobretudo um viver de maneira concreta o mistério que é celebrado para que ele entre na vida de todos os dias para transformá-la e torná-la nova.

Esta oração, rezada diante do presépio, pode servir para não fazer do Natal uma oração isolada, mas um caminho no sentido do acolhimento e do amor pelos outros, que se percorre no dia-a-dia.

Retirado do Livro A Palavra para os Jovens – Ed. Ave Maria

As dez pragas – Êxodo 5 e 12

Moisés e seu irmão Aarão se apresentaram ao faraó e lhe disseram: “Deixe que nosso povo saia do Egito e seja livre”. Mas o faraó se negou: “Não sairão daqui!”. E mandou os seus soldados reprimir os israelitas. Deus se irritou e preparou um castigo terrível. Dez pragas caíram sobre os egípcios.

1ª Praga

A primeira praga chegou: Deus converteu em sangue a água dos rios, dos lagos, das fontes e dos poços.

2ª Praga

Dos rios saíram milhares de rãs que invadiram todas as partes: na cama do faraó, na cozinha e por toda a parte saltavam rãs. O faraó disse a Moisés: “Peça ao seu Deus que leve todas estas rãs e deixarei livre o seu povo”. As rãs desapareceram, mas o faraó não cumpriu a promessa.

3ª Praga

A vara de Moisés tocou o solo e o pó se transformou em mosquitos. Nuvens de mosquitos cobriram o corpo das pessoas. As picadas eram insuportáveis.

4ª Praga

Deus enviou enormes enxames de moscas. O faraó estava desesperado e, de novo, prometeu a Moisés que deixaria o seu povo sair se a praga acabasse. A praga cessou, mas o faraó não cumpriu a promessa.

5ª Praga

AS ovelhas, os burros, as cabras e o gado dos egípcios morreram. Nem sequer um animal dos israelitas ficou doente.

6ª Praga

Moisés lançou no ar um punhado de cinzas e contaminou o ambiente. A pele dos egípcios se encheu de chagas e não suportavam mais a dor das feridas. Mas o faraó não fez nada.

7ª Praga

Uma tormenta de raios e granizo destruiu todas as colheitas.

8ª Praga

Uma praga de gafanhotos invadiu os campos. Nada do que era verde sobrou e os egípcios tiveram muita fome.

9ª Praga

Durante três dias, o povo do Egito ficou no escuro. O faraó chamou Moisés e lhe deu permissão para sair do Egito junto com o seu povo, mas impôs uma condição: deixar os rebanhos. Moisés não aceitou: “Os animais devem ir conosco”.

10ª Praga

Com a décima praga, o faraó se rendeu. À meia-noite todos os filhos primogênitos dos egípcios morreram.

Retirado do Livro Minha Bíblia – Ed. Paulus

Falta de Comunicação

Como é belo ver um casal de idoso que, depois de tantos anos de convivência, conhecem-se tão bem. Esta história, porém, mostra algumas falhas que podem acontecer.

Maria e Luís estavam prestes a completar bodas de ouro. Viviam felizes e gentis um com o outro. Sempre carinhosa e atenciosa, a mulher preparava todas as manhas um pão com manteiga, cortava e comia as bordas, e deixava apenas o miolo para o marido, já que é a melhor parte. Nessa manhã, resolveu provar ela o miolo e deixar as bordas para o marido. Depois de tantos anos e casados, certamente o marido não iria se importar.

Quão surpresa ela ficou quando o marido beijou-lhe a mão e disse com um sorriso no rosto:

- Obrigado Maria, por você hoje me dar a parte de que mais gosto do pão: a borda. Durante anos comi o miolo porque achei que você gostasse da borda.

Para refletir

A situação é exagerada, mas reflete um problema muito comum em nossa sociedade: a falta de diálogo. Quanta perda de tempo pode ser evitada com uma simples comunicação. Podemos passar anos fazendo algo de que não gostamos, ou fazendo trabalho dobrado apenas pelo fato de não perguntarmos ou não nos expressarmos. Se o casal da parábola tivesse desde o inicio do casamento sido claro e dito qual parte preferia, os dois não esperariam tanto tempo para se entender. Isso acontece com muita freqüência nas empresas e em qualquer equipe de trabalho. O que às vezes pode parecer generosidade, renuncia, prestatividade pode ser na verdade empecilho para uma solução prática e eficiente. P líder verdadeiro deve promover sempre o diálogo e favorecer a comunicação.

Para discutir

-Como é a comunicação na sua empresa e na sua equipe?

-Quando falta comunicação na equipe, quais os problemas que certamente surgirão?

Retirado do Livro Parábolas de Liderança – Ed. Paulus

2º Domingo do Advento

As palavras de João retomavam as advertências dos profetas, usando imagens como a da fogueira que queima e limpa tudo e a do machado que corta as árvores. Escolhe uma citação do profeta do retorno, ou seja, do segundo êxodo. João tem um aspecto de asceta como o grande profeta Elias, cuja volta a comunidade judaica espera até o dia de hoje como sinal do Messias.

João goza de credibilidade de um profeta. Por seu estilo de vida e por sua atividade devidamente reconhecida, atraiu o povo. A ele vinham as autoridades religiosas e sociais de Israel. João se dirige a todos: judeus e não judeus, pobres e ricos... Pede conversão e justiça. Exige arrependimento, confissão pública e a conversão como fruto. Mas João não se considera a realização das promessas e as aponta no que “virá depois”. O êxodo, o deserto e o mar Vermelho apontam para a páscoa que vai se realizar em Jesus. Jesus foi discípulo de João, recebeu dele a formação de profeta e é ele o cumprimento de todas as promessas.

João acolhe e batiza o povo como sinal de abertura à vinda do Senhor. Ao mesmo tempo, desmascara os ouvintes impenitentes que não estão dispostos a uma mudança de vida. O papel do Batista é apontar o caminho da conversão. Ele tem consciência de ser apenas a voz que clama no deserto. Por isso, o apelo deste segundo domingo do advento é: "Preparai os caminhos do Senhor".

A nossa conversão não é uma condição para que Deus venha. O Senhor vem independentemente da nossa conversão e a sua chegada é tão certa como a aurora. Nossa conversão é sinal de que estamos abrindo os braços para a sua vinda. Por isso, na celebração deste domingo, ao acender a vela da coroa, deixemo-nos iluminar pela alegria da sua chegada, e que o Senhor mesmo nos purifique com o batismo do Espírito e do fogo.

Retirado da Revista de Liturgia

Dinâmicas de Grupo – Resultado de Futebol

Esta dinâmica é recomendada, sobretudo para o reinicio de uma atividade, quando o grupo estiver disperso. Os participantes são convidados a ficar de pé, formando um circulo. Cada participante recebe um numero, em ordem crescente. O animador começa a brincaderia dizendo algum resultado de futebol, tipo “Palmeiras ganhou do Santos de 3 a 2”. A pessoa que tem o segundo numero dito (no caso “2”) deverá retrucar afirmando algum outro placa, como, por exemplo, “mas o Santos ganho do Fluminense por 10 a 9”. Quem tiver o numero “9” deve continuar a brincadeira. Quem cochilar, ou seja, não retrucar quando o seu numero for dito, ou, então, disser um numero não existente, deverá sentar. Quando alguém é eliminado por cochilar ou dizer um numero que não existe, todos os participantes que têm um numero maior correm um numero para a frente. Assim, por exemplo, se o participante que tinha o numero “5” for eliminado, quem tinha o “7” vira “6” e assim até o ultimo numero. Quem tem o numero mais alto deve dar continuidade na brincadeira quando alguém é eliminado. A brincadeira termina quando restarem apenas 3 ou 4 pessoas e todos já estiverem despertos para reiniciar aas atividades.

Retirado do Livro Dinâmicas para encontros de Grupos – Ed. Vozes.


Sempre prontos, sempre prudentes

“Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. Cinco delas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram.

No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: ‘Eis o esposo, ide-lhe ao encontro!’ E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: ‘Daí-nos do vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando’. As prudentes responderam: ‘Não temos o suficiente para nós e para vós, é preferível irdes aos vendedores, a fim de comprar para vós’. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde chegaram também as outras e diziam: ‘Senhor, senhor, abre-nos’. Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: não vos conheço’.

Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora”

Relendo o texto

Os personagens dessa parábola são muitos, mas definem somente duas atitudes. Trata-se de dez virgens, cinco são caracterizadas pela atitude de negligentes e cinco pela atitude da prudência.

Existe também o personagem do esposo, isto é, Cristo, para o qual se faz tudo, para ele realmente as virgens estão entretidas a preparar as suas lâmpadas, por ele se angustiam aquelas que não têm óleo e se esforçam por encontrá-lo. Toda esta atividade suscita modos de ser, dos quais brota um estilo de vida. A expectativa, o preparar-se para o esposo, os preparativos para estarem prontas e serem acolhidas, o não se deixar perturbar com aquilo que acontece ao redor delas e que poderia arredá-las do caminho de perfeição. E existe também essa atitude que pode parecer “pouco caridosa” das virgens prudentes em relação às imprevidentes, por não quererem dar do seu óleo às que não têm. Mas o esposo é o juiz, para o qual também as virgens negligentes são assim estimuladas a vigiar, a esforça-se para não serem excluídas da alegria do Reino.

Meditando o texto

Esta parábola que Jesus contou poder-se-ia dizer que é uma parábola exigente. O tema da vigilância não é típico só do tempo do Advento, coloca em estado de alerta contra o perigo de deixar-se sobrecarregar e encher com as preocupações do mundo, a ponto de não ter mais tempo para pensar no Senhor. O que acontece se não se tem mais o coração livre para dá-lo a Deus? Acontece como aconteceu às virgens imprudentes que não têm mais nada para dar aos outros, mas pensam somente em si mesmas.

Vigiar sobre o próprio coração significa torná-lo livre para dá-lo ao Senhor que vem morar em vocês, para dá-lo aos outros no acolhimento, na ajuda a quem está necessitado. Mas para tornar livre o coração é preciso ter também uma percepção mais aguda, para vigiar é preciso abrir mais os olhos que, provavelmente, estão fechados pelo sono do egoísmo e da busca de um sucesso pessoal. É preciso abrir os olhos para ver também as necessidades, as situações menores que arriscam não ser percebidas e, por isso, poderão permanecer desleixadas se não existe atenção vigilante e inteligente.

É preciso vigiar para saber acolher também o chamado de Deus, para saber ler, por meio de tudo o que acontece no cotidiano, o caminho que ele indica para chegar a encontrá-lo como as virgens prudentes, e a dedicar-lhe toda a vida.

Retirado do Livro A Palavra para os Jovens – Ed. Ave Maria