1º Domingo da Quaresma


Na 1ª leitura, a memória das maravilhas realizadas pelo Senhor em favor do povo, sobretudo a libertação da escravidão no Egito, é uma profissão de fé que motiva as oferendas e a adoração.

A 2ª Leitura nos mostra que, Jesus ressuscitado é a Palavra viva, que está perto, na boca e no coração.

No Evangelho, Jesus, proclamado Filho amado pelo Pai no batismo, prepara-se para a missão. Quarenta dias é tempo simbólico que lembra os anos de Israel no deserto, a permanência de Moisés no Sinai e a caminhada de Elias até o Horeb. Pleno do Espírito Santo, ele enfrenta o embate com as propostas do tentador, contrárias ao plano divino da salvação. Em meio à realidade da fome, Jesus confia no Deus Pai que sustenta a vida com generosidade. Vence a provação com a força da Palavra, recordando a experiência do povo da aliança: Não só de pão vive o homem; Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele prestarás culto. Em Jerusalém, onde completará seu êxodo, o tentador lança mão da Escritura para desviar Jesus do caminho. Ele supera a provação, afirmando que Deus não deve ser colocado à prova. Ao longo do ministério, Jesus continuará a se defrontar com os poderes de satanás, derrotando-o com a oração e a confiança no Pai. Na hora da paixão, o poder das trevas atuará, levando Jesus à morte. Mas nesse momento se revelará a vitória definitiva do Messias, o Filho e Servo, como o paradigma da nova humanidade.

Revista de Liturgia

Quaresma, um novo recomeço


A grande beleza do caminho da Quaresma é chegar à Pascoa renovados. Para isso é preciso uma decisão interior.

Nesse tempo, Jesus nos convida a amadurecermos nosso coração e olharmos para trás, a fim de ver que caminhamos em busca da perfeição e conseguimos alguma conversão.

Este tempo sempre tem algo novo. Assim, vamos continuar com as mesmas características, porém podemos viver uma conversão a partir da decisão interior.

Para recomeçar a caminhada em Deus, primeiramente precisamos nos levantar diante da queda, pois o demônio age de duas formas: na fraqueza e na fragilidade; depois disso, ele continua pisando  em nós para que continuemos caídos. Por isso temos de continuar firmes em Deus.

Fale para Deus: "Senhor, que mesmo diante das dificuldades, com Sua graça, eu possa me levantar”.

“E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: 'Filho, perdoados estão os teus pecados” (Marcos 2,5).

O Senhor vê o esforço que fazemos para nos encontrarmos com Ele, porque nossa alma anseia por Seu amor.

Muitas vezes, não temos fé nem trilhamos o caminho de santidade. Nesse tempo, somos jogados de um lado para o outro, mas não podemos viver assim, porque temos de amadurecer e buscar nosso Deus para que possamos permanecer firmes n'Ele.

Contudo, às vezes, perdemos a oportunidade de alicerçar nossa vida em Jesus Cristo. Ele é a medida para tudo.

Se temos uma fé adulta e madura, é porque estamos firmes na amizade com Cristo, pois o Cristianismo não é outra coisa senão um encontro com Deus, por isso precisamos colocá-Lo na nossa vida, no nosso trabalho e na nossa família. Ele é o centro de todas as coisas.

É preciso crer em Jesus, e para isso temos de ter um encontro com o Senhor, para que Ele possa resgatar nossas famílias.

Na nossa vida, muitas vezes, temos "paralisia interior", ou seja, a alma já não sente nada, estamos sem emoção, sem fé. Temos de ter a coragem, nesta Quaresma, de nos decidirmos, interiormente, para que possamos crescer e progredir no Senhor. Portanto, se buscamos Deus e estamos inundados de Seu amor, temos de ter forças para levar a Luz para nossa casa e para o mundo. Afinal, o demônio nos aprisiona nos pequenos pecados como a inveja, o palavrão. É preciso buscarmos a reconciliação e a confissão. Neste tempo de Quaresma, Jesus quer nos podar para que possamos crescer e amadurecer em Cristo e, assim, dar mais frutos.

Se, neste tempo, Jesus caminhou 40 dias no deserto, vamos trilhar o caminho junto com Ele, pois precisamos ter a coragem de sermos melhores. Neste ano, façamos o propósito de melhorar no casamento e na família. Temos que pedir forças ao Senhor para cumprir nossas metas, porque, assim, teremos coragem de levantar e sair do comodismo para que Jesus Cristo possa renovar nossa vida.

Senhor, dê-nos a graça de levantar e sair do nosso comodismo!

Emanuel Stênio
Missionário da Canção Nova

Quarta-Feira de Cinzas


A festa mais importante do ano, a celebração do acontecimento central e máximo de toda a história da humanidade é a Páscoa. E porque ela é tão grande, merece uma preparação à altura. Começa na “Quarta-Feira de Cinzas” a nossa preparação para a Páscoa.

E como inauguramos esta preparação? Colocando cinza sobre a nossa cabeça, como sinal de penitência, isto é, como sinal de que estamos dispostos a nos alinharmos no caminho de Deus com seu projeto de justiça e paz para todos. Além disso, passamos esse dia fazendo jejum, também como sinal de penitência.

Serão então quarenta dias de preparação: Quaresma. A Campanha da Fraternidade, enfocando um problema social que mais aflige a sociedade, à luz da Palavra de Deus vai nos ajudando na preparação para a Páscoa.

Quarta-Feira de Cinza! Celebramos neste dia o mistério do Deus misericordioso que acolhe nossa penitência, nossa conversão, isto é, o reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais, pecadoras. Conversão que consiste em crer no Evangelho, isto é, aderir a ele, viver segundo o ensinamento do Senhor Jesus. Numa Palavra, trata-se de entrar no caminho pascal de Jesus. “Convertei-vos, e crede no Evangelho”: é o convite que Jesus faz.

Esta Palavra, a gente ouve, recebendo cinzas sobre a nossa cabeça. Por que cinzas? É para lembrar que, de fato somos pó! A fé em Jesus ressuscitado faz com que a ida renasça das cinzas. Quando o ser humano reconhece sua condição de criatura realmente necessitada da ação de Deus, em Cristo e no Espírito, então Jesus Cristo faz brotar vida de nossa condição mortal. Reconhecer-se assim, é entrar na atitude pascal, isto é, de passagem com Cristo da morte para a vida. Esta páscoa, a gente vive na conversão, através dos exercícios da oração, do jejum e da esmola ou partilha de bens e gestos solidários, no espírito do Sermão da Montanha.

Páscoa que celebramos na Eucaristia, pela qual aclamamos Deus como aquele que, acolhendo nossa penitência, corrige nossos vícios, eleva nossos sentimentos, fortifica nosso espírito fraterno e, assim, nos dá a graça de nos aproximarmos do seu jeito misericordioso de ser, e nos garante uma eterna recompensa.

Por isso que o sacerdote, em nome de toda a assembléia, canta na Oração Eucarística: “Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso..., vós acolheis nossa penitência como oferenda à vossa glória. O jejum e abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, nos convidam a imitar vossa misericórdia, repartindo o pão com os necessitados... Pela penitencia da Quaresma, vós corrigis nossos vicio, elevais nossos sentimentos, fortificais nosso espírito fraterno e nos garantis uma eterna recompensa”.

Junto com a oferta total de Cristo ao Pai, pelo Espírito Santo, na Liturgia eucarística, une-se também a oferta de nossa penitência quaresmal. E Deus, por sua vez, nos recompensa com o Corpo entregue e o Sangue derramado de seu Filho Jesus, na santa comunhão.

Que o Cristo pascal nos ajude, para que o nosso jejum seja realmente agradável a Deus e nos sirva de remédio para a cura dos nossos vícios. E assim possamos celebrar dignamente a santa páscoa de Cristo e nossa Páscoa.

Retirado do Livro Liturgia em Mutirão – Ed. CNBB

Bento XVI anuncia sua renúncia como Papa


O Papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira, 11, que vai renunciar à sua função como Papa no dia 28 de fevereiro. Veja abaixo o texto integral do anúncio:

Caríssimos Irmãos,

"Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus".

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.


Acenda a Vela da Saúde


11 de Fevereiro - Dia de Nossa Senhora de Lourdes


Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que entrou para o ofício das leituras do dia de hoje.

“Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.

Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado, e, em virtude dos méritos de Cristo Jesus, Nossa Senhora, nessa aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores. Ela pediu que rezássemos pela conversão deles com oração, conversão, penitência.

Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. Deus quis e Sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a infalibilidade da Igreja. Que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em Lourdes. E os sinais, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local.

Lá, onde as multidões afluem, o clero e vários Papas lá estiveram. Agora, temos a graça de ter o Papa Bento XVI para nos alertar sobre este chamado.

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

5º Domingo do Tempo Comum


O relato da vocação de Isaías, na 1ª leitura, salienta a iniciativa do Senhor, três vezes santo, cuja glória resplandece na terra. Com a purificação dos lábios Isaías torna-se apto a assumir a missão profética: Aqui estou! Envia-me.

 A 2ª leitura é a síntese da profissão de fé cristã: Cristo morreu por nossos pecados, foi sepultado e ao terceiro dia ressuscitou.

Jesus chama os primeiros discípulos em meio a uma pesca milagrosa. Os pescadores lavam as redes, desanimados, pois haviam trabalhado a noite inteira sem êxito. O Mestre sobe no barco de Simão, senta-se e ensina às multidões, sedentas da Palavra de Deus. Ele ordena a avançar para as águas mais profundas e lançar as redes para a pesca. Simão, como bom pescador, sabia que o tempo adequado para a pesca era à noite. Mas, ele confia na palavra do Mestre e lança as redes, junto com todos os que estão no barco. A quantidade enorme de peixes sublinha que a eficácia da missão é obra do Senhor agindo através dos discípulos. A pesca maravilhosa leva a reconhecer e a professar a fé em Jesus como Senhor, título atribuído ao Ressuscitado. O discípulo reconhece a própria fragilidade e abre-se à ação da graça divina. Não tenhas medo! De hoje em diante serás pescador de homens. A resposta é radical: Deixaram tudo e seguiram Jesus.

Revista de Liturgia

Restaura a nossa casa, Senhor


Para que nossa casa seja restaurada é preciso deixar Deus habitar nela. Mas o Senhor não pode simplesmente estar na nossa casa, é preciso que O deixemos edificá-la e participar da nossa família.

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Salmo, 127).

Se Deus não for nosso alicerce, um dia nossa casa cairá. Para que isso não aconteça, é preciso chamar o Senhor para participar e estar à frente de todas as coisas.

A nossa casa e nossos filhos, em primeiro lugar, precisam de Deus.

Devemos ter coragem de desligar a TV, o computador, o vídeo-game e conviver com nossa família em um jantar para conversar, rir e dar atenção para aqueles que moram conosco. Precisamos, de fato, fazer a nossa parte e convidar Jesus para nos guiar.

Para que possamos viver em harmonia, na nossa casa, é preciso que, primeiramente, pai e mãe busquem o Senhor, sejam exemplos para os filhos. Deixemos Jesus Cristo ser o centro do nosso coração!

Sem Deus não conseguimos unir e restaurar a nossa família. Somente a terapia não adianta; é necessário ter o desejo de buscar o Senhor. Temos de dar a Ele o Seu lugar, a fim de que seja o primeiro em tudo.

“Bem-aventurado aquele que teme o Senhor e anda nos seus caminhos” (Salmo 128).

Uma família que vive nos mandamentos de Deus é feliz e satisfeita.

Muitas pessoas começam uma família preocupadas com festas, mas não pensam em confissão. Antes de qualquer coisa, precisamos nos reconciliar com nossa história para que possamos romper todo o negativismo do passado e possamos começar bem. Então, é preciso que Deus participe da nossa vida desde do início do namoro, do noivado e do matrimônio, pois o que nos mantêm firmes é Seu profundo amor.

Se o casamento não está bem, é possível a restauração. Para isso é preciso vivermos os mandamentos de Deus e seguirmos os Seus caminhos, pois enfrentamos muitas tribulações.

Deixemos Deus habitar nossa casa, pois, quando passamos pela dor, Ele está sempre ao nosso lado, ajudando-nos a superá-la. Contudo, em meio à tribulação, é preciso acreditar sempre que o Senhor está ao nosso lado, porque sem Ele não temos força. A superação vem d'Ele. Deixemos o Senhor participar da nossa casa!

Não podemos perder a esperança diante dos problemas; consultemos a Bíblia e convidemos Deus para estar ao nosso lado. Não podemos deixar que nossos filhos cresçam sem perceber que Deus participa do nosso lar.  Temos de levar para nossa casa os valores do Céu.

A primeira herança que devemos deixar para os nossos é o Senhor, mostrando a importância d'Ele na nossa vida.

Você já parou para refletir quais são os valores que tem deixado entrar na sua casa e na vida dos seus? Os valores e as coisas que temos deixado entrar na nossa vida precisam remeter para Aquele que está na nossa casa: Deus!

Se o Senhor não nos ajudar a construir nosso lar, é inútil o cansaço dos pedreiros. Afinal, temos de deixar Deus participar da nossa vida.

Se não paramos para rezar e ler a Palavra do Senhor, corremos o risco de nos perdemos e sufocarmos. Ao lado d'Ele nosso olhar muda e começamos a ter a visão dos problemas com os olhos de Jesus.

Salette Ferreira

Deus não o fez triste


Você é um homem de Deus, você é uma mulher de Deus. Quando estamos com o Senhor, queremos descobrir o que Ele tem de bom para nós. Se você buscar por Ele, nunca ficará perdido. Você pode dizer que houve momentos na sua vida em que ficou perdido, mas Deus o encontrou.

“Desde o princípio Deus criou o ser humano e o entregou às mãos do seu arbítrio, acrescentou-lhe seus mandamentos e preceitos e a inteligência, para fazer o que lhe é agradável. Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás. Diante de ti, ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão. Diante do ser humano estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir. A Sabedoria do Senhor é imensa, Ele é forte e poderoso e tudo vê. Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem; Ele conhece todas as obras do ser humano. Não mandou ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença para pecar” (cf. Eclesiástico 15, 14-21).

Toda transformação em nossa vida tem que partir da verdade, que é o ponto para a transformação, para a vida nova. Quando você busca o Senhor, Ele ilumina seu caminho, e a sabedoria passa a visitá-lo de maneira nova. Quem busca o Senhor nunca fica perdido, porque Ele mostra por onde se deve caminhar.

Existe um caminho infalível para a felicidade. A pessoa que coloca em prática a Palavra de Deus é resguardada; este é o caminho infalível para a felicidade. Não adianta saber, é preciso querer fazer a coisa certa. A pergunta que deve acompanhar você é: “Estou fazendo a coisa certa? Nesta minha vida tão curta, estou sendo agradável Àquele que me criou?”.

Peça a Deus o que você quiser, mas saiba que quem manda na sua vida é Ele, pois, do contrário, você será o deus e não Ele. É o Senhor quem governa a nossa vida, basta nos lembrarmos disso para que nossos fardos se tornem mais leves.

Já parou para pensar que, talvez, você seja o grande meio para salvar as pessoas que convivem contigo? É a sua missão. Imagine se você estivesse nesse mundo só para se realizar e ser feliz. Sua vida seria um fracasso! Quanta coisa difícil você já experimentou e teve de superar! Quem quer só se realizar, diminui muito o que é a vida. Os grandes homens descobriram que o sentido da vida é servir a Deus e por causa d'Ele servir aos outros.

Quantas pessoas você conhece que se tornaram infelizes, porque a vida delas era se preocupar com elas mesmas? Quanta gente você conhece que se tornou infeliz, porque se fechou em seu passado, vive dos restos que não voltam mais, está presa nas lembranças e não consegue avançar?

São João da Cruz diz: “Não importa se o passarinho está amarrado com uma corrente de aço ou um barbante, ele nunca vai voar”. Essas coisas que, no seu passado, foram românticas e bonitas, mas que o prendem a ele, não irão voltar. Às vezes, as pessoas fazem de tudo para avançar, mas a vida delas não deslancha. Por que não? Porque o coração está amarrado a um fato do qual elas não se libertaram, não avançaram. Você precisa se desamarrar do passado que o prende na tristeza.

Deus não o fez triste, a sua tristeza não é agradável a Ele. Você não é, nunca foi e nunca será uma pessoa triste, porque o Senhor não o fez assim. Você pode estar entristecido, mas se lavar o seu passado com o perdão, ficará livre desse mal.

Você não pode deixar que a paixão vivida no passado o impeça de viver um novo amor. Não deixe que uma paixão do passado continue destruindo seu relacionamento.

Márcio Mendes

4º Domingo do Tempo Comum


Jeremias, na 1ª leitura, confia no Senhor por ser dele conhecido antes mesmo do seu nascimento e por ter sido consagrado, desde então, como profeta a serviço das nações. Essa certeza fortalece o profeta diante dos reis, dos sacerdotes e do povo.

A 2ª leitura fala do amor “ágape” que é o dom por excelência, pois foi derramado pelo Espírito em nossos corações.

O Evangelho começa como terminou o texto do domingo passado: Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir. As pessoas admiram as palavras de Jesus, cheias de sabedoria, mas ainda não compreendem sua missão. Não podem reconhecer no filho de José o enviado de Deus. Diante dessa reação do povo, Jesus se apresenta como profeta, consciente de seu destino: Nenhum profeta é bem recebido em sua terra. Acontece com ele o mesmo que sucedeu com Elias e Eliseu que não puderam ajudar os seus conterrâneos e tiveram que se dirigir aos estranhos. A rejeição ao Cristo por ser o filho de José, resulta da expectativa de um Messias poderoso. Jesus, porém, não se deixa intimidar e passando pelo meio deles, continua o seu caminho.

Revista de Litrugia