Mensagem de Natal


Desejo que neste Natal seja para você e os seus familiares de muita paz. Que possamos aprender com o Presépio.

Como diz o Papa Bento XVI:
"O Presépio é uma escola de vida, do qual podemos aprender o segredo da verdadeira felicidade".

Que o Ano Novo seja cheio de realizações na construção do Reino de Deus. Que o seu Coração esteja cheio de Bênçãos e realize todas as boas ações neste 2013.

Cordialmente,

Pe Francisco Ivan de Souza
Pároco do Santuário de Fátima

Alegrai-vos! Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo, o Senhor!


Nesta que é a mais “feliz de todas as noites”, somos chamados a testemunhar, com imensa alegria, a bondade de Deus que, por amor à humanidade, enviou Seu Filho Unigênito. É Natal! Mais do que ricas iguarias sobre a mesa, mais do que inúmeros presentes compartilhados, mais do que enfeites luminosos e tantas outras coisas, a maior dádiva do Natal está na alegria que experimentamos quando – a exemplo dos pastores – contemplamos o Menino Deus naquela simples manjedoura.

Contemple esta criança! Nesta data tão especial, Deus vem ao seu encontro para amá-lo e ensiná-lo sobre o verdadeiro sentido da vida humana. Nada de medo, nada de tristeza! Que cessem as discussões, as rivalidades e a falta de perdão em nosso meio. Que neste Natal você possa fazer a linda experiência de se deixar contagiar por esta verdadeira alegria, que é fruto do Alto.

São Lucas nos conta, no capítulo 2 do seu Evangelho, a experiência única que aqueles humildes pastores fizeram na noite de Natal. O evangelista narra que “um anjo do Senhor lhes apareceu, e a glória do Senhor os envolveu de luz. Os pastores ficaram com muito medo” (Lc 2,9).

Aqueles homens sentiram medo. Mesmo na presença de um anjo de Deus e envoltos numa intensa luz, as trevas do medo tomaram conta dos seus corações. O anjo do Senhor, percebendo aqueles semblantes assustados, apressa-se logo em tranquilizar os pastores: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lc 2,10-11).

O restante da história você já conhece. Após a multidão dos anjos cantar “Glória a Deus no mais alto dos céus”, os pastores se põem a caminho de Belém e, ali, encontram o recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura ao lado de Maria e José. Tudo conforme o anjo lhes havia anunciado.

A partir disso, de simples ouvintes, aqueles pastores se transformam em alegres testemunhas: “Quando o viram, contaram as palavras que lhes tinham sido ditas a respeito do menino” (Lc 2,17). Os que ouviam os pastores “ficavam admirados com aquilo que contavam” (Lc 2,18).

São Lucas concluirá sua narrativa da seguinte forma: “Os pastores retiraram-se, louvando e glorificando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, de acordo com o que lhes tinha sido dito” (Lc 2,20).

Qual lição, afinal, podemos aprender com o testemunho desses humildes pastores?

A lição de que a alegria sempre supera o medo, e que esta alegria é o “combustível” que a nossa alma tanto necessita para darmos um belo testemunho de Jesus Cristo ao mundo.

Como aqueles pastores, podemos também glorificar a Deus por tudo o que vimos e ouvimos. Quanta coisa boa Deus já não realizou em nossas vidas! Não é verdade? E tudo isso precisa ser celebrado com os nossos familiares e amigos, principalmente junto à comunidade cristã. Fica aqui a dica: participe da Santa Missa de Natal, pois é ali, ao redor do altar, que celebramos, alegremente, o aniversário de Jesus com fé e nos alimentamos do Seu amor para testemunhá-Lo ao mundo.

Já não é preciso mais ter medo. Afinal, Jesus nasceu! Esta é a nossa alegre certeza e o grande presente de Natal que o Pai Celeste, em Sua paz, ofereceu aos homens “objetos da benevolência divina” (Lc 2,14).

Desejamos a você um Feliz e Santo Natal!

Retirado do Portal Canção Nova

4º domingo do Advento - Domingo da mulher grávida


A 1ª leitura mostra que a promessa de salvação vem da pequena Belém, através de um novo rei messiânico. Ele apascentará com a força de Deus e estabelecerá o seu reinado até os confins da terra. Ele mesmo será a paz. Essa profecia de Miquéias se realiza plenamente no nascimento de Jesus.

A 2ª leitura destaca que Jesus realiza o sentido do salmo 40, entregando toda a existência, segundo a vontade do Pai, pela salvação e santificação da humanidade.

No Evangelho, Maria dirige-se apressadamente à região montanhosa da Judeia para visitar e servir Isabel. O encontro das duas mães agraciadas por Deus coincide com o encontro do precursor e Jesus. João, chamado por Deus desde o ventre materno, como os antigos profetas, exulta de alegria diante do Salvador. A alegria do precursor sinaliza o cumprimento da promessa de Deus em Jesus, o Messias. A força do Espírito capacita Isabel a bendizer o Senhor, com palavras que recordam a libertação do povo: Bendita és tu entre as mulheres e Bendito é o fruto do teu ventre. Maria é bendita entre todas as mulheres, porque carrega dentro de si o Filho de Deus. Ela se torna como a arca da aliança, portadora da presença do Senhor para o povo. Maria é bem-aventurada, porque crê e acolhe a vontade de Deus: Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido. Ela é feliz porque acredita na força eficaz da Palavra e coloca-se nas mãos do Senhor como serva fiel.

Revista de Liturgia

Eu quero ser santo!


Buscar uma vida de santidade, fazendo escolhas por aquilo que realmente dá sentido a nossa existência, não cedendo as tentações e impulsos das soluções mais fáceis, pede de nós, sangue, suor e lágrimas. É uma constante vigília pela construção daquilo que queremos no mais intimo. Ser feliz dá trabalho, porém compensa todo esforço! Ser santo é ser feliz!

Contudo, deram um sentido pejorativo a expressão “Ser santo”. Fizeram parecer uma vivência de tristeza que elimina da pessoa a possibilidade de viver com intensidade. Quando alguém afirma “não sou santo”, geralmente está querendo significar: “não sou escrupuloso e me dou o direito de investir em minha alegria”.

Só que nessa dinâmica o indivíduo já incutiu, mesmo que inconscientemente, que ele deve ser politicamente correto – o que muitas vezes o leva a compartilhar das ideias da multidão, independente se é correto, ético, moral, ou o melhor para o ser humano; e que para ser feliz, ele terá que, caso for preciso, prejudicar quem estiver no meio do seu caminho, e que os prazeres devem ser desfrutados a todo custo, mesmo que após venha a ser prejudicial ao indivíduo.

Então, na sociedade de hoje, as pessoas, dizem comumente “não sou nenhum santo” excluindo de sua vida o desejo de investirem verdadeiramente na felicidade que Deus nos destinou. O resultado são pessoas condicionadas mais pelos impulsos que pela inteligência, ideologias que espalham um falso moralismo e o esvaziamento das dimensões mais intimas e profundas da pessoa. Basta prestarmos bem a atenção se, onde e no que a grande massa diz encontrar prazeres, existem pessoas realmente felizes?

Se dinheiro trouxesse felicidade não haveria entre os abastados materialmente, pessoas destituídas de sentido. Se o sexo, enquanto ato e enquanto pseudo ‘escolha de gênero’ fosse “tudo”, não haveria gente infeliz entre os chamados ‘profissionais do sexo’.
Se o uso de drogas, tanto as lícitas, quanto as que estão defendendo que sejam liberadas, quanto as não lícitas, resolvessem os problemas de alguém, essa pessoa não precisaria buscar novamente o alívio e recorrer outra vez ao entorpecente, assim correndo o risco, de no mínimo, investir contra sua integridade física.

Porém, quando estudamos a biografia de um Santo, o que podemos perceber? Felicidade! Alegria e sentido existencial.

Isso quer dizer que os santos não sofreram? Claro, que não! Os santos sofreram, lutaram, se decepcionaram, tiveram grandes desafios em suas vidas, como todo ser humano, igual a mim e a você, mas encontraram um motivo maior e mais nobre que justificava todo o esforço e significado em cada uma de suas labutas. Sabiam para onde caminhar, "porque" e "para que" continuar caminhando e isso preenchia seus corações e suas almas. Não há uma história de vida de santo(a) que mostre ele(a) infeliz ou sem rumo.

O amor é a maior força dentro do ser humano, até mais que a vida e a liberdade. Quando não usamos nossa vida e nossa liberdade para amar a vida perde seu significado. A vida e a liberdade voltada para si mesmo, nos deixará enfadados, porque a felicidade só acontece quando amamos e o amor se faz pelo serviço. Só ama plenamente quem faz algo pelo bem do próximo. Quem não serve o outro com o que tem de melhor, com seus dons, não cresce como pessoa, daí sente-se infeliz.

Santidade é agir pelo amor. Os santos foram os homens e as mulheres do amor. Por isso, a santidade nos dá as ferramentas para viver a vida intensamente.

Mesmo após tomar a decisão por querer ser santo, é claro que algumas tendências ainda continuarão presentes em nós. Um santo não se faz de perfeição, mas de luta para amar sempre e da misericórdia do Senhor. O importante é a cada dia descobrir como podemos transferir esforços dos nossos anseios, desejos e potencialidades, ao invés de usá-los para o pecado, investi-los no amor. Sempre será uma luta dos nossos instintos contra nossa razão. Contudo, somos seres racionais que com a ajuda do Espirito Santo e auxílio da Virgem Maria, podemos fazer escolhas.

Em toda situação podemos dizer: “Eu quero ser santo!”


Sandro Ap. Arquejada

3º domingo do Advento – Domingo da alegria


Sofonias, na 1ª leitura, convida à alegria e ao júbilo, pois o Senhor manifestou a salvação. A sentença foi revogada e foram afastados os que causaram destruição e exílio.

A 2ª leitura exorta a testemunhar o evangelho com alegria e bondade, pois o Senhor está próximo. É necessário confiar no Senhor em oração, súplica e ação de graças.

No Evangelho, as pessoas que estão à margem acolhem a palavra de Deus anunciada por João. Que devemos fazer? - perguntam as multidões, os publicanos e os soldados. João, seguindo a tradição dos profetas antigos, mostra que a conversão consiste em praticar a justiça e a fraternidade. A atuação de João faz renascer a expectativa da vinda do Messias. Mas João é o precursor e se considera inferior ao escravo mais humilde, encarregado de desatar as correias das sandálias. O batismo de João simboliza a conversão e prepara para receber o definitivo em Jesus. Como Messias, Jesus batizará no Espírito Santo e no fogo, realizando as promessas de salvação. A imagem da pá, separando os grãos de trigo da palha, acentua o sentido radical do anúncio profético. Jesus traz a Boa Nova da salvação, transformando as situações que impedem o crescimento do Reino. Sua presença libertadora proporciona alegria e paz, sobretudo às pessoas marginalizadas.

Revista de Liturgia

13 de Dezembro - Dia de Santa Luzia


O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a "janela da alma", canal de luz.

Ela nasceu em Siracusa (Itália) no fim do śeculo III. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, a ponto de ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe, chamada Eutícia, a queria casada com um jovem de distinta família, porém, pagão.

Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia inspiradamente propôs à mãe que fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, em Catânia, e que a cura da grave doença seria a confirmação do "não" para o casamento. Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras e, assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimentos pelos quais passaria, assim como Santa Águeda.

Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses nem quebrar o seu santo voto, ela teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Quis o prefeito da cidade, Pascásio, levar à desonra a virgem cristã, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. Firme como um monte de granito, várias juntas de bois não foram capazes de a levar (Santa Luzia é muitas vezes representada com os sobreditos bois). As chamas do fogo também se mostravam impotentes diante dela, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no ano de 303.

Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus - Luz do Mundo - até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores: "Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade".

 Santa Luzia, rogai por nós!

2º domingo do Advento - Domingo de João Batista


Na 1ª leitura, Jerusalém, iluminada pela luz do Senhor, veste o manto da justiça e recebe um nome novo: Paz da justiça e glória da piedade. Com a esperança do segundo Isaías, Baruc descreve a nova estrada no deserto, transformada pelo Senhor, que guia para um novo êxodo com sua justiça e misericórdia.

Paulo, na 2ª leitura, eleva a ação de graças a Deus pela participação dos filipenses no anúncio do evangelho. Com a ternura de Cristo Jesus, ele suplica que o amor cresça sempre mais, em todo conhecimento e experiência, para discernir o que é melhor.

No evangelho, João Batista é chamado a preparar o caminho do Senhor, num tempo histórico bem determinado. O seu chamado recorda o do profeta Jeremias. Como profeta de Deus e precursor do Messias, João começa seu ministério no deserto e inaugura o novo êxodo anunciando o cumprimento das promessas em Jesus. Ele percorre a região do Jordão e sua palavra profética convida à conversão. O seu batismo expressa a disposição interior de trilhar o caminho novo da salvação. Sua missão prepara o povo para acolher o Reino de Deus, revelado plenamente em Jesus. Lembrando a mensagem profética do segundo Isaías, que havia sustentado a esperança dos exilados, João é a voz que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Trata-se de uma mudança radical para acolher o dom gratuito da salvação, oferecido a todas as pessoas em Cristo.

Revista de Liturgia

8 de Dezembro – Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição


Mais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, neste dia estamos solenemente comemorando a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos.

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant'Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: "Maria isenta do pecado original".

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição".

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

Advento, tempo de faxina interior


As estações da natureza nos ensinam a reconciliar em nosso coração o tempo dos mistérios que abraçam nossa fé. Advento é o tempo da espera. Ainda não é Natal, mas antecipa a alegria desta festa. Viver cada tempo litúrgico com o coração é um jeito nobre de não adiantar um tempo que ainda não chegou. Na sobriedade que este tempo litúrgico exige, vamos tecendo a colcha das alegrias do Cristo que vem ao nosso encontro.

Esperar é uma alegria antecipada de algo que ainda não chegou. A mulher grávida vive na alma a felicidade antecipada pela vida que, em seu ventre, vai sendo gerada no tempo que lhe cabe. A natureza cumpre o ritual das estações para que cada tempo seja único. Os casais apaixonados esperam o momento do encontro. As famílias organizam a casa no cuidado da espera dos parentes que vão chegar. Esperar é uma metáfora do cotidiano da vida. No contexto do Advento, a espera ganha tonalidades alegres e sóbrias.

Casa mal arrumada não é adequada para acolher os amigos e familiares que irão chegar. Jardim sujo não pode se tornar um canteiro para novas sementes. Esperar é também tempo de cuidado, tempo de organização.

No tempo da espera, o tempo do cuidado na vida espiritual. Chegando ao final de mais um ano, muitos corações se encontram totalmente bagunçados. Raivas armazenadas nos potes da prepotência, mágoas guardadas nas gavetas do rancor, amizades sendo consumidas pelo micro-ondas da inveja, tristezas crescendo no jardim da infelicidade, violência sendo gerada no silêncio do coração.

Enquanto as lojas fazem o balanço, somos convidados a fazer o balanço de nossa situação emocional. No balancete da vida, o amor deve sempre ser o saldo positivo que nos impulsiona a sermos mais humanos a cada dia.

Casa mal arrumada não é local adequado para receber quem nos visita. Coração bagunçado dificilmente tem espaço para acolher quem chega. Neste tempo do advento, a faxina da espera deve remover as teias de aranha dos sentimentos que estacionaram em nossa alma. O pó que asfixia o amor deve ser varrido. Tempo novo exige um coração novo.

Jesus, com Seu amor sem limites, adentrava o coração de cada pessoa e fazia uma faxina de amor, abria as janelas da vida que impediam cada pessoa de ver a luz de um novo tempo chegar, devolvia às flores já secas pelas dores e tristezas as alegrias da ressurreição, semeava nos sertões sem vida as sementes do amor e da paz.

No Advento da Vida, as estações do coração se tornam tempo propício para limpar os quartos da alma à espera do Cristo que vem. Se o jardim do coração estiver sendo cuidado, as sementes da esperança irão germinar no tempo que lhes cabe e o Amor irá nascer nas alegrias da chegada.

Padre Flávio Sobreiro

1º domingo do Advento - Domingo da vigilância


Jeremias, na 1ª leitura, anuncia a esperança de salvação para o povo sofrido, após a destruição de Jerusalém e a deportação para a Babilônia. A fidelidade de Deus se manifestará no novo rei que fará justiça e estabelecerá o direito na terra.

A 2ª leitura é um apelo a progredir na vida cristã através de um amor transbordante, comprometido com todas as pessoas. O amor mútuo e universal é o caminho da perfeição, é o jeito de se manter vigilante na espera do Senhor.

O evangelho está situado no final do ministério de Jesus em Jerusalém, antes de sua paixão. Narra a expectativa da vinda gloriosa do Filho do Homem com linguagem profética e apocalíptica, para mostrar a ação de Deus na história. Os sinais que a acompanham têm sentido cristológico, apesar da referência à destruição de Jerusalém, durante a guerra judaica. A vinda do Senhor é descrita à luz do mistério pascal e faz renascer a esperança da salvação plena, da qual já participamos por sua entrega amorosa na cruz: Levantai e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próximo. É necessário permanecer vigilantes e preparados, como o povo do êxodo, para acolher a salvação de Deus. A exortação é para ficar atentos e orar em todo momento, permanecendo acordados com boas obras. A vigilância e a oração constantes possibilitam discernir os sinais da presença do Senhor nos acontecimentos de cada dia.

Revista de Liturgia