21 de Setembro – Dia de São Mateus


A Igreja celebra hoje, de forma especial, a vida de São Mateus apóstolo e evangelista, cujo nome antes da conversão era Levi. Morava e trabalhava como coletor de impostos em Cafarnaum, na Palestina. Quando ouviu a Palavra de Jesus: "Segue-me" deixou tudo imediatamente, pondo de lado a vida ligada ao dinheiro e ao poder para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã! 

Mateus era um rico coletor de impostos e respondeu ao chamado do Mestre com entusiasmo. Encontramos no Evangelho de São Lucas a pessoa de Mateus que prepara e convida o Mestre para a grande festa de despedida em sua casa. Assim, uma numerosa multidão de publicanos e outros tantos condenados aos olhos do povo, sentaram-se à mesa com ele e com Àquele que veio, não para os sãos, mas sim para os doentes; não para os justos, mas para os pecadores. Chamando-os à conversão e à vida nova.

Por isso tocado pela misericórdia Daquele a quem olhou e amou, no silêncio e com discrição, livrou-se do dinheiro fazendo o bem. 

É no Evangelho de Mateus que contemplamos mais amplamente trechos referentes ao uso do dinheiro, tais como: 
"Não ajunteis para vós, tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destroem." e ainda:"Não podeis servir a Deus e ao dinheiro." 

Com Judas, porém, ficou o encargo de "caixa" da pequena comunidade apostólica que Jesus formava com os seus. Mateus deixa todo seu dinheiro para seguir a Jesus, e Judas, ao contrário, trai Jesus por trinta moedas! 

Este apóstolo a quem festejamos hoje com toda a Igreja, cujo significado do nome é Dom de Deus, ficou conhecido no Cristianismo nem tanto pela sua obra missionária no Oriente, mas sim pelo Evangelho que guiado pelo carisma extraordinário da inspiração pôde escrever, entre 80-90 na Síria e Palestina, grande parte da vida e ensinamentos de Jesus. Celebramos também seu martírio que acabou fechando com a palma da vitória o testemunho deste apóstolo, santo e evangelista. 

São Mateus, rogai por nós!

24º Domingo do Tempo comum – Domingo do messias sofredor


No 3º cântico do Servo, 1ª leitura, o Servo acolhe a missão em meio às adversidades.

A 2ª Leitura nos mostra que a fé leva a aceitar a vontade Deus em cada aspecto da vida. Mostra-me a tua fé sem as obras, que eu te mostrarei a minha fé pelas obras.

No Evangelho, Jesus, enquanto ensina nos povoados de Cesaréia de Filipe, manifesta sua identidade. O povo identifica Jesus com grandes personagens da tradição bíblica: João Batista, Elias, um dos profetas. Pedro, porta-voz dos discípulos, reconhece em Jesus o Messias (= ungido), o enviado de Deus, que realiza as esperanças de libertação, passando pelo sofrimento da cruz para chegar à glória da ressurreição. Os discípulos são orientados a manter silêncio, para evitar falsas interpretações sobre o messianismo de Jesus. Somente à luz da fé pascal, eles compreenderão a plenitude do mistério da revelação de Cristo, que culmina com sua morte e ressurreição. Assim, a identidade de Jesus, como Messias-Cristo, revela-se plenamente a partir do anúncio da Paixão: o Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado, morto e ressuscitar. Os que rejeitam Jesus, como o Messias sofredor, sua paixão, morte e ressurreição, opõem-se ao projeto de Deus. Professar que Jesus é o Cristo significa assumir adesão radical ao Mestre, que se entregou totalmente pela salvação da humanidade.

Revista de Liturgia

15 de Setembro - Nossa Senhora das Dores


"Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!"

Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucifixão de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo.

Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

14 de Setembro - Exaltação da Santa Cruz


Nos reunimos com todos os santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso : 

"Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos " (I Cor 1,23) 

Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus.

A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos: "Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada". 

"Viva Jesus! Viva a Santa Cruz!"

Santa Cruz, sede a nossa salvação!

13 de Setembro: 5ª Aparição de Nossa Senhora


Rodeados por mais de 25 mil pessoas, e assediados por todos os lados com diversos pedidos, os Pastorinhos compareceram novamente na Cova da Iria, diante da típica azinheira, Nossa Senhora pousa os pés em meio a uma nuvem de luz, e diz:

“Continuem a rezar o terço para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus para abençoarem o Mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia.

- Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, dum surdo-mudo…

Sim, alguns curarei; outros, não. Em Outubro farei o milagre, para que todos acreditem.”

E como de costume, começou a se elevar e desapareceu.

Retirado do Livro Memórias da Irmã Lúcia

Domingo da cura do surdo-mudo


A atividade de Jesus na 1ª leitura indica que a profecia messiânica de vida melhor para o povo se torna realidade no ministério de Jesus. O Messias prometido se revela abrindo os olhos dos cegos, os ouvidos dos surdos, soltando a língua dos mudos para que anunciem as maravilhas da salvação.

Na 2ª leitura, a adesão a Jesus Cristo impulsiona a superar todas as formas de privilégios, que conduzem à acepção de pessoas. Os pobres, por causa de sua fé, são ricos, herdeiros do Reino, objeto do cuidado especial de Deus e das bênçãos messiânicas.

As atividades misericordiosas de Jesus, realizadas em diversas cidades, revelam a presença do Reino de Deus. Um homem incapaz de ouvir, e que falava com dificuldade, é levado até Jesus para que lhe impusesse a mão. Como Mestre por excelência, ele coloca os dedos nos seus ouvidos e, com a saliva, toca-lhe a língua, para que se torne verdadeiro discípulo. As palavras do Mestre de Nazaré transformam a situação do surdo-mudo: imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. Recordando o plano da criação, ouvir e falar são essenciais para acolher a palavra e responder através da proclamação de fé. A proibição para não divulgar o milagre está associada à identidade de Jesus, que será manifestada plenamente na cruz e na ressurreição.

Revista de Liturgia

08 de Setembro - O nascimento de Maria, a Virgem santa


Hoje, é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta “casa”, que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo.

Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Um livro de São Tiago, venerado desde o começo do cristianismo, nos traz alguns detalhes sobre a infância de Maria, ele afirma que os seus pais, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.

De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.
Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois n’Ela apareceu no mundo a Aurora que precedeu o sol da justiça e Redentor da humanidade.

Nossa Senhora, rogai por nós!

Domingo da pureza do coração


Na 1ª leitura, os mandamentos são dons que libertam e asseguram a vida em plenitude na terra prometida.

A 2ª leitura convida a acolher com fé e docilidade a Palavra, que foi implantada em nós pelo batismo, assumindo as exigências éticas por ela implicadas. Sejam praticantes da Palavra, não meros ouvintes. Sem a prática da caridade com os necessitados, representados pelos órfãos e pelas viúvas, a religião fica sem sentido.

No Evangelho, Deus oferece a salvação gratuitamente a todos os povos e seus ensinamentos estão centrados no amor. Jesus, com palavras e ações, revela o caminho de fidelidade à vontade do Pai. Como Mestre, ele dedica a vida ao anúncio da Boa Nova do Reino, que liberta integralmente e torna as pessoas discípulas. Lembrando a tradição profética, o Filho de Deus afirma: Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim, pois abandona o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens. Com sua atuação, Jesus elimina a diferença entre puro e impuro, enquanto barreira que divide os povos e marginaliza as pessoas. Mostra que o verdadeiro culto, em espírito e verdade, consiste no mandamento do amor a Deus e ao próximo. As más ações e os vícios são consequências das opções humanas; afastam do autêntico relacionamento com o Senhor e todas as criaturas. Deus salva com sua graça, para que o ser humano permaneça em sua palavra.

Revista de Liturgia

Santo Agostinho


Santa Mônica precisou de mais de 30 anos de oração para alcançar a conversão de seu filho Agostinho, mas valeu a pena. Como um bom vinho, aquele que é apurado com o tempo, ganhando sabor com seu envelhecimento, Santo Agostinho em sua busca pela verdade se transformou num dos mais importantes pilares do pensamento de nossa fé.

Seus escritos são riquíssimos, de uma profundidade ímpar. Além disso, possui valor literário. Seu livro “Confissões” é considerado um dos clássicos da história. De uma beleza extraordinária.

De Santo Agostinho tem-se muito que dizer. Gostaria, no entanto de frisar algumas de suas frases. Já reparou como grandes homens nos ofertam pérolas de pensamentos? Guardo duas bem de cor. A primeira nos ensina muito sobre a tolerância: “Na dúvida, liberdade; Na certeza, unidade; Em tudo, caridade”. A outra foi dita ao ser escolhido para dirigir sua comunidade: “Temo o que sou para vós: bispo; consola-me o que sou convosco: irmão”. Ah se o mundo ouvisse Agostinho! Quantos conflitos poderiam ser evitados… Ah se rendesse ao sabor de seu conhecimento!

Em certos momentos pode-se ler sua alma: “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. Estavas comigo e não eu contigo. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz. Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti”. Releia em voz alta. Perceba que há sonoridade, arte…

Há muitas outras frases maravilhosas de Santo Agostinho. Que merecem ser conhecidas. Fazem bem para o espírito e para o ouvido. Como:

- “O rico enche a bolsa de moedas e a alma de preocupação”;
- “Geralmente suspeitamos dos demais o que sentimos em nós”;
- “Ninguém consegue erguer outro alguém a seu próprio nível a não ser que ele próprio desça até o nível do outro”.

Retirado do Blog da Canção Nova

Martírio de São João Batista


Com satisfação lembramos a santidade de São João Batista que, pela sua vida e missão, foi consagrado por Jesus como o último e maior dos profetas: "Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista...De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar." (Mt 11,11-14)

Filho de Zacarias e Isabel, João era primo de Jesus Cristo, a quem "precedeu" como um mensageiro de vida austera, segundo as regras dos nazarenos.

São João Batista, de altas virtudes e rigorosas penitências, anunciou o advento do Cristo e ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzí-lo ao cumprimento da profecia do Anjo a seu respeito: "Pois ele será grande perante o Senhor; não beberá nem vinho, nem bebida fermentada, e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe. Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus: e ele mesmo caminhará à sua frente..." ( Lc 1, 15)

São João Batista desejava que todos estivessem prontos para acolher o Mais Forte por isso, impelido pela missão profética, denunciou o pecado do governador da Galileia: Herodes, que escandalosamente tinha raptado Herodíades - sua cunhada - e com ela vivia como esposo.

Preso por Herodes Antipas em Maqueronte, na margem oriental do Mar Morto, aconteceu que a filha de Herodíades (Salomé) encantou o rei e recebeu o direito de pedir o que desejasse, sendo assim, proporcionou o martírio do santo, pois realizou a vontade de sua vingativa mãe: "Quero que me dês imediatamente num prato, a cabeça de João, o Batista" (Mc 6,25)

Desta forma, através do martírio, o Santo Precursor deu sua vida e recebeu em recompensa a Vida Eterna reservada àqueles que vivem com amor e fidelidade os mandamentos de Deus.

São João Batista, rogai por nós!