Sejamos simples, como Jesus é simples


Nós precisamos ser simples e humildes para compreendermos a vontade do Pai a nosso respeito e conhecer as riquezas do coração de Jesus.

O próprio Jesus, cheio do Espírito Santo, exulta: ”Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado” ( Lc 10,21).

Nós precisamos estar despojados de nós mesmos e disponíveis para o Reino do céu. Jesus quer contar conosco. Não tenhamos medo de viver numa total dependência do Senhor; de esperarmos tudo d’Ele, porque jamais seremos decepcionados.

Jesus, eu confio em Vós!

Retirado do Blog da Canção Nova

Nossa Senhora do Carmo


Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: "O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual". 

Carmelo (em hebraico, "carmo" significa vinha; e "elo" significa senhor; portanto, "Vinha do Senhor"): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45). Estes profetas foram "participantes" da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: "Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno". 

Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: "Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo - e ainda - escapulário não é 'carta-branca' para pecar; é uma 'lembrança' para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte". Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe. 

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

15º domingo do Tempo comum - Domingo do envio dos doze apóstolos


Amós, na 1ª leitura, é chamado por Deus a exercer uma missão profética em favor de Israel. Ele, que era pastor e agricultor em Judá, assume a defesa do povo injustiçado, atuando com liberdade diante do poder político e religioso.

A 2ª leitura é um hino, que exalta a gratuidade do amor do Pai, revelada na história da salvação. Em Cristo, fomos escolhidos e libertados para sermos filhos, marcados com o selo do Espírito Santo.

No Evangelho, Jesus chama discípulos para serem seus colaboradores. Doze foram constituídos apóstolos e ficaram com ele. No trecho que lemos este domingo, depois de acompanharem a atuação de Jesus nos povoados, os Doze são enviados dois a dois com autoridade sobre os espíritos maus. As sandálias e o cajado facilitam a viagem, a caminhada para os povoados. A orientação para não levar pão, sacola, dinheiro, duas túnicas, sinaliza a necessidade de colocar a segurança e a confiança em Deus. O testemunho dos discípulos desperta o apoio solidário, a hospitalidade generosa, que favorece o bom êxito da atividade missionária. Como continuadores da obra evangelizadora, anunciam a conversão e atualizam os gestos libertadores de Jesus: unção com óleo, acompanhada pela fé, imposição das mãos. Tiago em sua carta lembra que os enfermos eram curados através da oração e unção com óleo em nome do Senhor.

Revista de Liturgia

11 de Julho - Dia de São Bento


Italiano do ano de 480, São Bento nasceu em berço nobre e estudou fora de sua cidade. Viveu como ermitão em uma gruta durante três anos em Úmbria. Atraiu devotos e acabou criando o Mosteiro de Monte Cassino, seguindo as regras beneditinas. Pregou o lema “ora e trabalha”. Morreu aos 67 anos.

Esta é a oração inscrita na Cruz-Medalha de São Bento: "Cruz de Santo Pai Bento. Que a Santa Cruz seja minha luz. Que o demônio não seja o meu guia. Afasta-te, Satanás. Não me persuadas a fazer coisas más. Aquilo que sugeres é mau. Bebe tu mesmo o teu veneno.” Em latim: "Crux Sacra sit mihi lux; non draco sit mihi dux; vade retro satana!; non suad mihi vana; sunt mala quae libas; ipse venena bibas."

Biografia

São Bento de Núrsia, nascido Benedetto da Norcia (Nórcia, c. 480 — monastério de Montecassino, c. 547) foi um monge italiano, fundador da Ordem dos Beneditinos, até hoje uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador também da "Regra de São Bento", um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica existentes e inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Foi designado santo padroeiro da Europa e um grande intercessor pelo Papa Paulo VI em 1964, sendo venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos. Foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália (destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada).

A Regra de São Bento

A Regula Monasteriorum, que conta com 73 capítulos e um prólogo, foi retomada por Bento de Aniane no século IX, antes das invasões normandas; ele a estudou e codificou, dando origem a sua expansão por toda Europa carolíngia, ainda que tenha sido adaptada diversas vezes, conforme diversos costumes. Posteriormente, através da Ordem de Cluny e da centralização de todos os mosteiros que utilizavam a Regra, ela foi adquirindo grande importância na vida religiosa européia durante a Idade Média. No século XI surgiu a reforma de Cister, que buscava recuperar um regime beneditino mais de acordo com a regra primitiva. Outras reformas (como a camaldulense, a olivetana ou a silvestriana), buscaram também dar ênfase a diferentes aspectos da Regra de São Bento.

Apesar dos diferentes momentos históricos, nos quais a disciplina, as perseguições ou as agitações políticas causaram uma certa decadência da prática da Regra de São Bento, e mesmo da população monástica, os mosteiros beneditinos conseguiram manter, durante todos os tempos, um grande número de religiosos e religiosas. Atualmente, perto de 700 mosteiros masculinos e 900 mosteiros e casas religiosas femininas, espalhados pelos cinco continentes, seguem a Regra de São Bento. Inclusive algumas comunidades de confissões Luterana e Anglicana.

A Cruz-Medalha de São Bento

Diz-se que a Cruz-Medalha de São Bento foi descoberta por ocasião da condenação de algumas bruxas, que afirmaram não conseguir praticar qualquer tipo de feitiçaria ou encanto contra os moradores do mosteiro local. Intrigados com o fato, foram averiguar o que existia no mosteiro.

Ao entrarem em uma das dependências, observaram entalhadas na coluna as imagens contidas nas Medalhas utilizadas ainda hoje.

Observa-se ainda, que ao contrário da crendice popular, na frente da medalha não está a Cruz e sim a imagem do Homem de Deus, empunhando uma cruz e sua Regra.

Após a morte de São Bento, um fiel seguidor do santo cria uma medalha na qual estão escritas iniciais de frases em latim, como se vê abaixo:

Na frente da medalha

"Ejus in obitu nostro praesentia muniamur" = Sejamos protegidos pela sua presença na hora de nossa morte.

No verso:

CSPB = Crux Sancti Patris Benedicti (Cruz do Santo Pai Bento) 
CSSML = Crux Sacra Sit Mihi Lux (A Cruz Sagrada Seja a Minha Luz) 
NDSMD = Non Draco Sit Mihi Dux (Não seja o dragão o meu guia) 
VRS = Vade retro, satana! (Para trás, satanás!)
NSMV = Nunquam Suade Mihi Vana (Nunca seduzas minha alma)
SMQL = Sunt Mala Quae Libas (São coisas más que brindas)
IVB = Ipse Venena Bibas (Bebas do mesmo veneno) 

São Bento, rogai por nós!

Padre Ivan – 29 anos de Sacerdócio


Sabemos que toda vocação é sobrenatural, que não se trata de mérito pessoal. O chamado é sempre de Deus Pai, a iniciativa é Dele: “Não fostes vós que me escolhestes, fui Eu que vos escolhi”(Jo 15,16). Quanto à resposta, cabe ao homem responder livremente, pois somente a pessoa livre é capaz de seguir a Jesus Cristo.

O Sacertode é aquele que, com tanta alegria, desponibilidade e doação, atende a este apelo Divino, tendo Deus como guia, responsável, mesmo como tutor, é capaz de façanhas incríveis como orientar, acompanhar, colocar no verdadeiro caminho o rebanho recebido, num rebanho tão diverso como somente um pai pode fazer, entendendo, compreendendo as facetas de cada uma de suas ovelhas, tornando-se um com aquele intelectual, com aquele que chora, com o que tem dificuldade em se expressar, com aquele que necessita mais do sustento espiritual do que do material. Enfim, é estar sempre no meio dos seus paroquianos, atendendo as mais diversas necessidades.

Quando o Padre é pastor, quando ele faz questão de ser pastor, muito simplesmente, convive com suas ovelhas, chama-as pelo nome, conduzindo-as com bondade. Brinca com seu rebanho, canta, toca violão e dinamiza seus sermões, interagindo com todos.

Sabemos que ser padre não é uma tarefa fácil - é deixar tudo, é entrega-se nas mãos do Senhor!

Sua devoção filial e ilimitada à Nossa Senhora, o torna um dos seus filhos prediletos, assegurando ao senhor a proteção de uma Mãe amorosa, misericordiosa, e que responde com um amor enorme a esta sua dedicação a Ela.

Por tudo o que o senhor é, Padre Ivan, pelos seus 29 anos de Ordenação Sacerdotal, pelo que o senhor fez e pelo que faz, somos todos agradecidos ao serviço de sua vida religiosa, dedicada a Deus, à Igreja e à todos nós. O senhor é nosso irmão, guia espiritual e amigo!

Deus o conserve sempre assim, Parabéns!!!

Morre o cardeal Dom Eugênio Sales


O cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio, morreu às 22h30 desta segunda-feira (9), aos 91 anos, após sofrer um infarto em casa.

Segundo a Arquidiocese do Rio de Janeiro, velório e enterro serão na catedral da cidade: o velório nesta terça de manhã, e o enterro, na quarta, às 15h.

Nascido em Acari (RN), em 11 de novembro de 1920, Dom Eugênio Sales foi ordenado bispo aos 33 anos, em Natal (RN), com apenas 11 de sacerdócio. Em 1968, tornou-se arcebispo de Salvador e, em 1971, arcebispo do Rio.

Ficou à frente da arquidiocese carioca até 2001, onde se tornou referência na defesa de perseguidos políticos. Em 2008, soube-se que ele abrigou mais de 4.000 pessoas perseguidas pelos regimes militares do Cone Sul entre 1976 e 1982.
                                                             
Ele foi um dos prelados brasileiros que mais cargos ocuparam no Vaticano. Em nota, a arquidiocese lamentou a morte e registrou: "Dom Eugenio de Araujo Sales, o mais antigo Cardeal da Igreja Católica, era Cardeal Presbítero da Santa Igreja Romana, do Título de São Gregório VII. Seu lema, fundamentado na Carta de São Paulo aos Coríntios, foi: 'Impendam et Superimpendar' (2Cor 12,15: 'De muito boa vontade darei o que é meu, e me darei a mim mesmo pelas vossas almas, ainda que, amando-vos mais, seja menos amado por vós')".

O atual arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, afirmou ao Jornal da Globo que "Dom Eugênio Sales foi um homem que seguiu Jesus Cristo, que soube estar presente nos momentos do Brasil, na questão dos refugiados, dos perseguidos. Ao mesmo tempo, teve sua presença junto ao Vaticano. Ele deixa marcada sua vida pela sua presença significativa na Igreja e no Brasil. Lembramos de sua atuação na Favela do Vidigal, ajudando os mais necessitados. Foi alguém que nunca deixou a fidelidade ao seu amor à Igreja e ao Santo Padre”

Trajetória

Dom Eugênio Sales nasceu em 8 de novembro de 1920 e entrou para o seminário em 1936. Após o Curso de Humanidades, foi enviado ao Seminário Maior da Prainha em Fortaleza, onde permaneceu de 1937 a 1943.

Sua ordenação diaconal ocorreu no dia 16 de março de 1943. Na manhã do dia 21 de novembro do mesmo ano foi ordenado sacerdote por Dom Marcolino, na antiga Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, e celebrou a primeira missa por ocasião da festa da padroeira com a homilia proferida por Monsenhor Paulo Herôncio.

No início do seu ministério sacerdotal recebeu a nomeação para coadjutor da Paróquia de Nova Cruz e capelão do Colégio Nossa Senhora do Carmo. Em 1944, transferido para Natal, foi designado capelão do Colégio Marista, diretor espiritual e professor do Seminário São Pedro.

Em 1954, aos 33 anos, foi nomeado bispo auxiliar de Natal pelo Papa Pio XII. Em 6 de janeiro de 1962, foi nomeado administrador apostólico de Natal, função exercida até 1964.

Naquele ano, foi também nomeado administrador apostólico da Arquidiocese de Salvador. No dia 29 de outubro de 1968, foi nomeado pelo Papa Paulo VI arcebispo de Salvador.

Em 28 de março de 1969, o Papa Paulo VI comunicou oficialmente a escolha de Dom Eugenio Sales para o Colégio Cardinalício. Durante o Consistório realizado entre os dias 28 de abril e 01 de maio de 1969, é criado Cardeal.

No dia 13 de março de 1971, foi nomeado arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro pelo Papa Paulo VI. Ocupou o cargo de 27 de março de 1971 a 25 de julho de 2001.

Saudades na terra, festa no Céu!!!

Concilio Vaticano II: 50 anos


O Concílio Ecumênico Vaticano II dedicou atenção especial à santidade – à esperitualidade  - dos discípulos missionários de Jesus!

Na constituição Lumem Gentium sobre a Igreja há um capítulo inteiro a respeito da “vocação universal à santidade”. Todos somos chamados a ser santos, santas. O apóstolo Paulo nos recorda: Ësta é a vontade de Deus: A vossa santificação”(1Ts 4,3). Jesus faz a seus discípulos missionários o grande apelo: “Sejam perfeitos como o Pai celeste é perfeito”(Mt 5,48). Nossa resposta deve ser a abertura do coração à ação do Espirito Santo. Ele nos santifica. Em nossa fragilidade – pecados -, Jesus nos salva, restaura-nos, liberta-nos.

O concílio nos diz: “Cada qual deve avançar sem hesitação, segundo os próprios dons e cargos, pelo caminho da fé viva, que excita a esperança e opera pela caridade”. Ser santo é caminhar pelas estradas de Jesus. Não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas em realizar tudo com muito amor! “É tão bonito descascar batatas pelo amor de Deus quanto construir cadedrais.”Amar a Deus, nele confiar, ter vida eucarística: dedicar-se à leitura orante da Bíblia, rezar, amar o próximo, dnado especial atenção aos pobres e aos doentes.

Somos convidados a viver “como convém os santos”(Ef 5,3) e, “como escolhidos de Deus, santos e amados, revestidos de sentimentos de carinhosa compaixão, mansidão”(Cl 3,12). Em todas as situações, sejamos santos, santas. Olhos fixos em Jesus, coração aberto à ação do Espírito Santo, depositemo-nos confiantes nos braços do Pai, suplicando  sejamos transformados no amor e pelo amor.

D. Angélico Sândalo Bernardino

14º domingo do Tempo comum - Domingo do profeta recusado


Na primeira leitura Ezequiel é enviado a proclamar a força profética da palavra de Deus que, mesmo rejeitada, produz seu efeito.

Na segunda leitura, Paulo, diante dos desafios encontrados na missão, faz a experiência amorosa do Senhor que assegura: Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força se manifesta plenamente. A força da salvação se revela de modo especial em Cristo, que desce até a mais profunda humilhação da cruz, para resgatar o ser humano e torná-lo participante de sua glória.

O Evangelho nos mostra que Jesus, após ter percorrido Cafarnaum e outras cidades da Galiléia, se dirige a Nazaré com seus discípulos, na qualidade de Mestre pleno de sabedoria e de autoridade. Como Messias e Filho de Deus, ele é portador da Boa Nova que liberta e suscita admiração. A presença do Salvador, que se encarna na realidade simples do cotidiano, provoca uma resposta livre de adesão ao projeto de Deus. Embora as palavras e as obras revelem que Jesus é o Messias enviado pelo Pai, é necessário crescer na fé. A incredulidade dificulta o reconhecimento dos sinais de salvação realizados pelo filho de Maria, o trabalhador que cresceu em Nazaré ao lado de seus parentes e amigos. A falta de acolhimento prefigura a rejeição final, que levará o Filho de Deus a ser crucificado.

Revista de Liturgia

Motivos para não perder a esperança


Sempre desejamos que nossa vida seja um oásis de paz e harmonia. Porém, quando buscamos em nós mesmos estes sentimentos, ficamos confusos e, por vezes, acabamos nos desanimando. Descobrimos em nossa fragilidade que estamos longe do ideal que sonhamos. Contudo, é necessário nunca perdemos a esperança. O céu que buscamos começa a ser construído dentro de cada um de nós, no hoje da história. 

Em nossa caminhada rumo ao céu que sonhamos, alguns passos são fundamentais:

1 – Respeitar o diferente
Nem sempre é fácil conviver com quem pensa diferente de nós. O respeito para com o outro nasce a partir do momento em que o reconhecemos não como um inimigo, mas como um ser humano limitado, necessitado de nossa ajuda e compreensão. Assim como ele, ainda estamos em processo de construção. Deus ainda não nos terminou.

2 – Evitar o julgamento
Todo o julgamento sempre nos conduz a graves desentendimentos. Jesus nunca julgou o outro, pelo contrário, sempre olhava para cada pessoa a partir das possibilidades que o ser humano carregava no seu coração. Quando julgamos o próximo, experimentamos, em nós mesmos, a consciência de que também não somos perfeitos.

3 – Reconciliar-se com o tempo
Queremos tudo para hoje e não damos ao tempo o período necessário para o amadurecimento interior de nossos sentimentos. Muitas pessoas têm se sufocado e sufocado outros com sua pressa e ansiedade. Quem colhe frutos verdes experimenta em si mesmo o amargo das antecipações.

4 – Reflexão interior
Cada gesto, atitude, palavra, olhar e decisão trazem em si as suas próprias consequências. Nossas escolhas sempre terão alguma consequência em nossa vida. Diante da vida e de seus desdobramentos, uma pergunta é sempre essencial: Qual lição eu aprendi com este acontecimento na minha vida? A cada lição aprendida, o tesouro da nossa sabedoria irá se enriquecendo com as pérolas do aprendizado. 

5 – Viver em comunidade
Em tempos de comunidades virtuais, a vida real clama pela nossa presença. Nada pode substituir um abraço, um sorriso, um olhar carinhoso e terno. A vida em comunidade nos torna irmãos e irmãs. Quem se isola foge de si mesmo e dos outros. 

6 – Ser solidário
A solidariedade é o amor ao próximo manifestado em gestos concretos. Nossos gestos solidários ganham inspiração cristã quando reconhecemos, em quem precisa de nossa ajuda, o próprio Cristo.


7 – Cultivar uma vida espiritual
A alma se alimenta daquilo que a ela oferecemos. Só iremos crescer interiormente quando alimentarmos nosso coração de uma espiritualidade madura e cristã, que reconheça a Cristo Ressuscitado como base de nossa fé.

8 – Alimentar-se da Palavra de Deus
Se o alimento é necessário à saúde biológica do nosso corpo, a Palavra de Deus é alimento seguro para a saúde de nossa vida interior. Quem busca, na Palavra de Deus, a luz para guiar seus passos terá seu caminho iluminado pelo amor do Pai.

9 – Ser amigo do silêncio
Tão importante quanto a fala é o silêncio. Se com ela ocorre a comunicação verbal, com o silêncio do nosso coração ocorre a comunicação espiritual. Coração silencioso é abrigo para as respostas de Deus à nossa vida. 

10 – Vida de Oração
Quando descobrimos a Deus como um amigo, jamais podemos ficar um dia sem falar com Ele. Na oração fazemos a descoberta de uma amizade em que o filho se abandona totalmente nas mãos do Pai que o ama infinitamente. Se a oração é dialogo, a conversa que nasce desta relação entre nós e Deus se chama amor. 

Padre Flávio Sobreiro

Domingo dos Apóstolos Pedro e Paulo


As dimensões do testemunho – não esqueçamos que a palavra “mártir” significa originalmente “testemunha” – e da aliança marcam fortemente a celebração e as leituras de hoje.

A primeira leitura mostra uma Igreja em pé de testemunho, contado pelo autor dos Atos dos Apóstolos com elementos presentes na paixão de Cristo, talvez para lembrar que, de fato, o discípulo não é maior que o seu senhor. Ao mesmo tempo, mostra – e desta vez é o livro do êxodo que serve de inspiração – como Deus envia seu mensageiro para libertar Pedro.

A segunda leitura traz o que poderíamos chamar de testamento de Paulo, prestes a dar o seu testemunho. Entende seu martírio como a suprema oferta de si mesmo e como culminância do seu ministério, ao mesmo tempo que proclama como o Senhor o libertou e socorreu.

O evangelho revela o segredo destes dois testemunhos, tanto o de Pedro como o de Paulo: a fé em Jesus, reconhecido como filho de Deus. Tal como o martírio, esta fé é um dom do próprio Deus - “não foi um ser humano que te revelou isto, mas o meu Pai que está no céu” – ao mesmo tempo que se torna a suprema forma de felicidade: “feliz és tu...”. Assim compreendida, a fé manifesta a dimensão de aliança que une indissoluvelmente o discípulo ao Senhor e o Senhor ao discípulo.

Mais do que obras, a contribuição destes dois apóstolos está na totalidade com que viveram o discipulado de Jesus e na aliança que estabeleceram com ele. É por isto que são chamados de colunas da Igreja.

Nesta celebração, como festa da aliança, estreitemos nossa intimidade e compromisso com o Senhor Jesus, a testemunha sempre fiel. Na memória da fidelidade dele, e renovados pelo testemunho dos santos apóstolos Pedro e Paulo, encontremos energia e força para continuar a obra que começaram!

Revista de Liturgia