O companheirismo no casamento

É bem comum nas rodas de amigos, as pessoas dizerem que a esposa de fulano é quem manda na casa e quem dá a última palavra. Em outro extremo, ouvimos histórias de maridos que subjugam as esposas, fazendo-as suportar suas manias, pois é ele quem dá as ordens... Por um grande engano, a pessoa pode imaginar que tenha maiores poderes dentro de casa simplesmente pelo fato de manter financeiramente o lar, educar os filhos ou pagar as contas.

Em ambos os casos, temos o exemplo de casais cujos direitos foram usurpados pelo outro. Mas o que poderíamos fazer para tornar mais agradável e equilibrada a nossa convivência como casal?

Ser um bom companheiro(a) no casamento (a) não significa que precisamos ser um espelho do outro, isso é fazer o que ele (a) faz ou ser alguém sem personalidade. No convívio conjugal precisamos demonstrar que estamos imbuídos do mesmo propósito de cultivar a felicidade. Apesar das diferenças de temperamento e de personalidade, comuns dentro do matrimônio, desejamos realizar o projeto de vida que também é aspirado pela outra pessoa.

Uma vez casados, fazemos parte de um time chamado “casamento” e uma maneira de demonstrar que assumimos, verdadeiramente, os compromissos conjugais com o outro é estarmos atentos às coisas que acontecem dentro de casa.

Se em um time de futebol cada jogador pensasse em si haveria uma grande disputa entre os atletas para fazer o gol. Mas para facilitar a realização daquilo que a equipe se propõe a cumprir é preciso pensar no coletivo, de modo que cada integrante contribua, com suas habilidades, com aquilo que foi almejado.

O mesmo deve ocorrer na vida conjugal, isto é, o casal já não pode pensar somente no interesse individual. Assim como um bom garçom precisa desenvolver a visão periférica, habituando-se a observar e responder prontamente ao simples aceno de seus clientes; marido e mulher precisam desenvolver uma capacidade semelhante com relação ao que o outro tem a relatar. Pois nem sempre os “acenos” do cônjuge serão tão explícitos como se espera.

Em certas situações queremos falar sobre algo que estamos vivendo para pedir ajuda a fim de lidar com o impacto emocional gerado por um problema. Isso não significa, necessariamente, que desejamos ter a dificuldade resolvida pelo (a) esposo (a). Sem perceber a intenção desse desabafo, o cônjuge pode responder coisas do tipo: “O que você quer que eu faça?”, “Isso não é problema meu…”, ” Eu o (a) avisei…”. Dependendo da maneira como falamos, isso pode causar uma discussão, e, certamente, não será o apoio que o outro gostaria de receber.

Em outros momentos podemos buscar somente a atenção do (a) esposo (a) para aquilo que está acontecendo na nossa vida… Muitas vezes, será necessário que ele (a) apenas ouça o que temos a dizer. Deste modo, passamos a ser para o (a) outro (a) apenas os ouvidos de um psicólogo.

De nossa parte, o cônjuge espera receber o respeito e a atenção ao problema que o (a) aflige sem sarcasmo ou ironia. Qualquer desatenção poderá abrir um precedente para que nosso (a) companheiro (a) comece a contar suas dificuldades a terceiros por lhe parecerem mais compreensivos; fazendo destes indivíduos confidentes.

Quando colocamos a saúde do nosso casamento em primeiro lugar, estruturamos as bases da nossa família no amor e na fidelidade do companheirismo incondicional, exigido pelo casamento.

Lembremos que a nossa maior riqueza está na pessoa que assumimos como esposo (a). Por essa razão, trabalhemos no desenvolvimento das qualidades de nosso temperamento, porque elas tornam os relacionamentos mais fáceis. Sem deixar de considerar que até o mais perfeito dos cônjuges também poderá ter seus momentos intempestivos.

Dado Moura

Domingo da Ascensão do Senhor

Na 1ª leitura os discípulos, confiantes na presença do Senhor, que guia e confirma sua palavra pelos sinais, abrem fronteiras novas para evangelizar por toda a parte. Com a força do Espírito Santo, prometido por Jesus , anunciam sua mensagem até os confins da terra. Como continuadores da missão de Jesus, que proclamou a Boa Nova do Reino de Deus, os discípulos não devem ficar parados, olhando para o céu. Quarenta dias, evocando as figuras de Moisés e Elias no Horeb, simbolizam o tempo necessário de experiência para compreender a obra da salvação.

A 2ª leitura destaca as maravilhas de Deus em Cristo, pois foi ressuscitado, exaltado na glória e constituído cabeça da Igreja e do universo. A comunidade eclesial, como corpo de Cristo, colabora na construção do Reino da fraternidade.

Jesus preparou os discípulos ao longo de seu ministério, instruindo-os com ensinamentos e ações libertadoras. Após a ressurreição, ele manifesta sua presença viva, sobretudo no caminho, na palavra, na eucaristia. Sua exaltação na glória do Pai enaltece a vitória plena sobre a opressão e a morte pelo amor total. Os discípulos são impelidos a continuar seu projeto libertador: Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda a criatura. O testemunho da obra realizada por Jesus, desde o batismo de João até a ascensão, leva a uma resposta na fé: Quem crer e for batizado será salvo. Trata-se de entrar na vida nova, numa nova relação de comunhão com o Pai através do Filho e o Espírito Santo.

Revista de Liturgia

São Francisco e o amor à missão

“O que é a vida de São Francisco, convertido, senão um grande ato de amor?”(Bento XVI).

 Estamos diante de um santo como São Francisco, que mundialmente e por várias gerações, sempre despertou em vários jovens uma atração e fascinação a pessoa de Cristo. Mas como é possível, vencer o transcurso dos anos e a diversidade cultural, tornando-se assim viva e atrativa a sua memória entre os homens? Sim, é o belíssimo testemunho de São Francisco que atraiu, atrai e atrairá muitos homens e mulheres, de todas as idades e culturas, a uma profissão de amor a Jesus Cristo, que se resume a um convite: O amor não é amado, por isso vamos amar o amor!

Assim, São Francisco de Assis, com a sua conversão, representa não só um marco para a sua vida pessoal, mas também um marco para a Igreja Católica. E o que fez da conversão de São Francisco um marco para a história da humanidade? Simplesmente a sua missão, pois a sua conversão lançou este a um lançar-se ao serviço de Deus: “Vai Francisco, reconstrói a minha casa!”

“Busca da paz, a salva-guarda da natureza, a promoção do diálogo entre todos os homens. Francisco é um verdadeiro mestre em tudo isto. Mas o é a partir de Cristo - declarou - Cristo é, de fato, “nossa paz”. Cristo é o próprio princípio do cosmos, pois nEle tudo foi feito” (Bento XVI).

São os grandes temas atuais que ainda hoje recebem grande influência da missão de São Francisco. Mas afinal, por que o alcance da missão de São Francisco foi tão amplamente abrangente? Foi pelo fato da sua grandiosa experiência do amor de Deus que o fez assim responder sob ação da graça de Deus aos grandes questionamentos dos homens: Por que sofremos? Por que vivemos? De onde vem o mau? Como vencer o pecado? Como amar a Deus e aos irmãos? Como alcançar a paz? Qual é a verdadeira riqueza? Como ser obediente? Como ser puro de coração?

São tantas perguntas que brotam no coração do homem, mas que em São Francisco, foram transformadas em gestos de amor, por meio de uma vida convertida a Jesus Cristo. Enfim, é o seguimento a Jesus Cristo que faz do homem um ser pleno, e em São Francisco observamos um grande testemunho de radicalidade evangélica.

“Servir aos leprosos até beijá-lo não foi só um gesto de filantropia, uma conversão, por assim dizer, “social”, mas uma autêntica experiência religiosa, ordenada por iniciativa da graça e do amor de Deus” (BENTO XVI). Em nossas vidas, podemos também ser um testemunho vivo de superação na nossa missão no qual Deus no confiou. Por isso, é importante, a exemplo de São Francisco, saber disso: Deus nos fez para amar, em vista de uma missão e para nos ofertarmos a Deus, de forma livre e responsável. Só assim poderemos unir e tornar pleno o sentido dessas duas palavras: AMOR E MISSÃO. Parte da Graça de Deus, pois a conversão de São Francisco não é meramente um voluntarismo, mas sim, primeiramente e completamente, um olhar de amor de Deus ao homem, para assim, sob ação da graça, o homem possa reconhecer Deus como centro da sua vida, e se tornar obediente ao apelo de Deus: Amor e Missão.

“Era uma missão que começava com a plena conversão de seu coração para converter-se depois em fermento evangélico espalhado nas mãos cheias na Igreja e na sociedade” (BENTO XVI). Enfim, São Francisco ensina-nos o marco inicial da sua missão: O encontro pessoal com o Cristo Ressuscitado que passou pela cruz! Que nesse encontro gera uma conversão em vista de uma missão. Por isso, devemos unirmos ao louvor seráfico de São Francisco, como cumprimento pleno da vontade de Deus para nossas vidas: sede santos! Para amar a Deus e aos homens dentre de uma missão no qual Deus nos confiou. Possamos nesse dia, unidos a graça da ressurreição de Cristo, louvar a Deus por tudo que Ele realiza em nossas vidas, e pela nossa missão, pedindo a Deus um renovar e um aprofundar na dimensão de sermos missionários, pela graça do nosso batismo e do amor de Deus que nos foi derramado pelo Espírito Santo em nossos corações!

Comunidade Shalom

Precisamos aprender a contemplar a vida

“Quero recordar agora as obras do Senhor, o que vi contarei. Ele sondou as profundezas do abismo e do coração humano, penetrou os seus segredos. Porque o Altíssimo possui toda a ciência e vê o sinal dos tempos. Nenhum pensamento lhe escapa e nenhuma palavra lhe é escondida. Todas as coisas formam dupla, uma diante da outra e ele não fez nada incompleto [...]” (Eclo 42, 15.18.20.24)

Um dos males muito profundos do nosso tempo é a incapacidade de contemplar, de parar gratuitamente diante da vida, da criação, dos acontecimentos, só para dar uma espiadinha despretensiosa e procurar saborear um pouco o sentido da existência.

Nosso mundo tudo quanto toca deseja manipular, usar em favor do tempo, do lucro, da vantagem... Mas, assim, não se vê o essencial, perde-se o mais importante, torna-se míope para o fundamental.

Na sua simplicidade, o Autor sagrado olha a criação; olha-a contemplando-a, como uma criança deslumbrada, deixando-se envolver e maravilhar pelo que contempla. Assim, em tudo reconhece a presença sábia, providente e amorosa do Senhor.

Percebe que a realidade lhe escapa – e ainda hoje é assim: Tu, ó homem, não podes compreender de modo exaustivo o mistério da realidade, da vida, dos porquês da natureza, nem mesmo do teu coração...

E quando nos colocamos, de modo soberbo e pretensioso, diante desses mistérios, eles se tornam opacos, nada nos revelam e provocam uma angústia sem fim, a qual nos faz nos sentir pequenos, vazios, jogados à toa, num mundo sem sentido. Por outro lado, quando tomamos consciência de que, no princípio de tudo e por trás de tudo, há um Amor infinito, uma Sabedoria providente e amorosa, então tudo ganha novo sentido.

Ainda que não compreendamos tantas coisas e não tenhamos a resposta exata para tantas perguntas, podemos, feito crianças, olhar para o Alto, para Aquele que habita nos céus, e exclamar com sabedoria de menino:

“Eu não sei; mas, Tu sabes! Eu não compreendo; mas, Tu compreendes! Estou em tuas mãos benditas; tudo está em tuas santas e providentes mãos! Tu me amas; eu te amo! O teu Nome é Eternidade; o teu Nome é Amor!”

Dom Henique Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju

Procissão ressaltou as seis aparições de Maria

Maria como redentora da paz. Assim Nossa Senhora de Fátima foi louvada pelos milhares de fieis que acompanharam a procissão, seguida de missa campal, realizada, ontem, 13 de maio, em homenagem à Santa. Neste ano, o cortejo ressaltou o significado das seis aparições de Maria, em Portugal, trazendo em seus ensinamentos aos homens recomendações para que eles se dedicassem mais a fomentar a paz, pela fé e oração.

Num mundo conturbado e em crise de valores, a figura de Maria como mãe de todos, protetora dos lares e como aquela que veio para trazer bênçãos e a união entre as pessoas também esteve no centro das pregações durante a celebração eucarística, que aconteceu na patamar da Igreja de Fátima e foi presidida pelo arcebispo de Fortaleza, dom José Antonio Tosi.

Em sua homilia, dom José enfatizou a importância do amor ao próximo, a união e a família. Também não esqueceu de reconhecer a importância das competições esportivas, até mesmo como uma forma de confraternização. A realização da final do campeonato cearense entre os times Ceará e Fortaleza no Estádio Presidente Vargas, no mesmo dia dos festejos de Maria, comprova que grandes eventos podem ocorrer pacificamente na mesma data, desde que as pessoas estejam imbuídas do desejo de manter a ordem.

Famílias

"Todos, inclusive as famílias, podem participar dos grandes jogos, desde que não sejam para se digladiarem", disse, agradecendo, ainda, a participação da imprensa, que, segundo ele, se empenhou na propagação da tranquilidade durante os eventos.

Depois da Santa, o arcebispo foi o segundo maior homenageado da noite, pela passagem de seu aniversário, tendo inclusive recebido aplausos dos fiéis e um fervoroso "Parabéns pra você".

Coroação

A concentração de fiéis começou por volta das 16 horas, na Praça do Carmo, no Centro da Cidade. Pouco depois das 18 horas, eles saíram do local e seguiram pelas ruas Meton de Alencar, Senador Pompeu, Barão de Aratanha e Avenida 13 de Maio. Cânticos, orações e velas foram vistos ao longo do cortejo, que registrou reverências às seis aparições da Santa em Portugal, com faixas que traziam dizerem sobre a pregação de Nossa Senhora em cada uma das ocasiões.

Ao chegarem na Igreja de Fátima, os devotos assistirem à missa campal concelebrada pelo arcebispo de Fortaleza, pelo pároco Francisco Ivan e pelo padre Almeida. Os festejos terminaram com a coroação de Maria, momento de grande alegria e emoção para todos os presentes.

Apesar dos temores demonstrados por inúmeros fiéis de que o encontro dos católicos e torcedores, que retornavam do estádio, pudesse registrar incidentes, tanto a Polícia como os organizadores garantiram que o 13 de Maio ocorreu em clima de tranquilidade.

Cerca de 100 mil pessoas participaram da procissão, estimou um dos organizadores, Francisco Fontenele, que também integra o Terço dos Homens, da Igreja de Fátima. Porém, o major Jean Falcão, que comandou os 50 homens da Polícia Militar que atuaram na segurança, preferiu não arriscar. "É difícil fazer um cálculo numa multidão dessa".

Mozarly Almeida
Diário do Nordeste

6º Domingo da Páscoa - Domingo do mandamento novo

A 1ª leitura acentua que Deus não faz distinção e quer congregar todas as pessoas no amor. Quem o teme e pratica a justiça lhe é agradável, independente de raça. O dom do Espírito Santo forma uma nova comunidade, que proclama a grandeza de Deus em línguas diversas.

Deus é amor e se revela de modo especial enviando seu Filho ao mundo para que tenhamos vida por meio dele, afirma a 2ª leitura. Na medida em que nos amarmos uns aos outros fazemos a experiência do amor divino oblativo (ágape).

Continuando o texto da semana passada, o evangelho sublinha que a comunhão com Jesus é iniciativa de sua bondade gratuita: a fidelidade ao mandamento novo leva a experimentar a alegria da salvação revelada em Cristo. Trata-se do mandamento dado por Jesus, sinal que identifica seus discípulos. Jesus, com a entrega da sua vida, oferece a maior prova de amor: Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelos amigos. Com sua doação total faz conhecer tudo o que ouve do Pai, instaurando uma relação nova de amizade e confiança. Como amigos, comprometidos com o projeto de Jesus, os discípulos são chamados a produzir frutos, multiplicando os gestos de amor. O imperativo do Mestre e Senhor: Amai-vos uns aos outros, é apelo para seguir seu exemplo, procurando transformar as relações pelo amor fraterno.

Revista de Liturgia

13 de Maio - 1ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima

Era Domingo, e os Pastorinhos estavam brincando na Cova da Iria. Por volta do meio-dia viram uns relâmpagos. Temendo que viesse trovoada, desceram pela encosta e contemplaram, sobre uma azinheira, “uma pequena árvore muito típica de Portugal”, uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol. Nossa Senhora, disse-lhes:

“Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.

- De onde é Vossemecê? Lhe perguntei (Lúcia)

Sou do Céu.

- E que é que Vossemecê me quer?

Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero.

- E eu também vou para o Céu?

Sim, vais.

- E a Jacinta?

Também.

- E o Francisco?

Também, mas tem que rezar muitos terços… Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?

- Sim, queremos.

Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto…

Por um impulso íntimo também comunicado, caímos de joelhos e repetíamos intimamente:

- Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.

Nossa Senhora acrescentou:

Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra. Em seguida, começou-se a elevar serenamente, subindo em direção ao nascente…”.

Retirado do Livro Memórias da Ir. Lúcia

Maternidade, um dom que vem do céu

As mães vivem um certo desconforto desde a gestação (enjoos, azia, inchaço). No parto com suas dores próprias, depois nos primeiros dias a adaptação e interpretação do choro do bebê, o sono, o cansaço. São situações reais que parecem eternas pela intensidade, mas, de repente, passam… E alguns meses depois, o padecimento é outro: voltar ao trabalho e deixar o filho, afinal ninguém vai saber cuidar do filho como a mãe. Doce ilusão!

Mais adiante, a entrada na escola. “Quem será o professor?”, “Será que vai acompanhar a aula?”, “O que vai comer no lanche?”, “Quem serão os colegas?” “E se alguém bater no meu filho?” Nós insistimos em viver a vida dos filhos e, com isso, “padecemos”, pois não temos o mesmo entendimento das crianças. E quando chega a adolescência? Nossa! Aí entra outra fase. Só mudam as preocupações, filho criado, trabalho dobrado…

Mas e aquilo que plantamos na educação deles? Não valeu a pena? As mães de hoje são, na sua maioria, frutos da geração de transição do feminismo e do sexo, drogas e rock'n roll. Achar o equilíbrio não é fácil. Anterior a nós houve a geração de pais que acreditavam que a liberdade era a melhor opção de educação para os filhos vivendo o “é proibido proibir”.

Hoje já percebemos que os limites são necessários na formação de qualquer ser humano. E por isso, às vezes, dar um “não” ao filho chega a ser um padecimento, pois sabemos que ele(a) queria muito tal coisa ou tal situação, mas percebemos que não é o melhor naquele momento, e isso gera um certo desconforto no relacionamento entre mãe e filho(a).

Aí mais do que padecer é compadecer, é sofrer, pois apesar de estarmos conscientes da decisão tomada não gostamos de ver nosso(a) filho(a) triste. E mais uma vez, apesar de toda intensidade, veremos que isso também vai passar!

Assim como nós que, hoje, neste papel de mãe, reconhecemos e aceitamos a postura que as nossas mães tiveram conosco. E pensamos: “Elas estavam certas…” Olhando tudo isso parece que o ditado está certo… ser mãe é padecer no paraíso. Agora é preciso dizer que tudo isso vale a pena!

Veja bem: vale a pena e não valeu ou está valendo… ser mãe vale por toda a vida? A presença, a realização, as conquistas, as alegrias e as tristezas de um(a) filho(a) não têm preço. Este é o nosso paraíso: a maternidade! As mães são capazes de abrir mão e renunciar a várias coisas na vida, somente não conseguem renunciar a maternidade. Esta é inegociável!Parabéns a todas as mães, avós, tias, madrinhas, sogras… que, de uma forma ou outra, são mães em nossas vidas!

Maria, Mãe de Jesus e da Igreja, nos ensine e conduza na vivência da maternidade segundo o coração de Deus!

Carla Astuti – Canção Nova

O rosário: como rezá-lo bem

Você reza o terço? Já viu imagens de Nossa Senhora representando-a tal como apareceu em Lourdes e em Fátima? Maria está com o terço na mão. Ela acompanhou silenciosamente, passando as contas, o terço que a menina Bernardete rezava na gruta de Lourdes. E, em Fátima, também com o terço na mão, a Santíssima Virgem pediu aos Três Pastorinhos que o rezassem todos os dias.

Tomara que algum dia você possa dizer, como o Papa João Paulo II: “O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade!”. Mas, para isso, será preciso que comece a rezá-lo e, se já o reza com frequência, que aprenda a fazê-lo cada dia melhor. Vamos ver como podemos fazer isso.

Primeiro, vencer as dificuldades:

1) Uma primeira dificuldade: “Não sei rezar o terço”, “Não conheço os vinte 'mistérios' (ou seja, os cinco correspondentes a cada um dos quatro 'terços' que compõem o rosário), não os sei de cor”. Solução: comprar logo, ou pedir a alguma pessoa amiga, algum folheto ou livrinho de orações (há muitos!) que traga a explicação dessa oração: como rezá-lo, quais são os mistérios, que mistérios devem ser rezados nos diferentes dias da semana… É fácil. Pessoas simples aprenderam tudo isso em pouco tempo. Se você “quer”- se “quer” mesmo - não lhes ficará atrás.

Um esclarecimento: a pessoa que o reza sem conhecer ou lembrar os “mistérios” faz, mesmo assim, uma oração válida, ainda que, naturalmente, ele fique incompleto (mas é melhor rezá-lo incompleto do que não rezá-lo).

2) Segunda dificuldade: “Não tenho terço” (o instrumento, o terço material, com as contas, a cruzinha, etc.; ou então o terço em forma de anel, que se usa girando no dedo). Compre-o, que é baratíssimo, e, enquanto não o tiver, conte nos dedos. Mas tenha em conta que vale a pena usar o terço material: se o seu terço (de contas ou de anel) foi bento por um padre ou diácono, ao usá-lo para rezar você ganhará indulgências (Por sinal, você sabia que pode ganhar nada menos que a indulgência plenária - com as devidas condições -, quando o reza em família, ou comunitariamente, num grupo?).

3) Terceira dificuldade: “Não tenho tempo de rezar o terço”. Essa desculpa “não gruda”. O terço pode ser rezado, se for preciso, andando pela rua, fazendo exercício físico de corrida, indo de ônibus, metrô ou trem, guiando carro (melhor do que se irritar com o trânsito), na sala de espera do médico ou do laboratório, em casa, entre outros. E você pode rezá-lo sentado, andando, de joelhos e até deitado (se estiver doente ou em repouso forçado, etc.).

Por sinal, não sei se você sabe que, nas livrarias católicas, são vendidos CDs com o rosário e que também há arquivos em áudio para player portátil. Basta ligar o áudio e ir respondendo ou acompanhando o que ouve.

4) Finalmente, a dificuldade mais comum é a aparente monotonia. “Dizemos sempre a mesma coisa”. “A repetição de tantas Ave-Marias acaba ficando mecânica, cansativa, sem sentido”. “De que adianta fazer uma oração tão repetitiva, que fica rotineira, parece oração de papagaio…”?

Deus faça que, após tê-las lido e, sobretudo, depois de tentar aplicá-las, você dê a razão às palavras de São Josemaria: “Há monotonia porque falta Amor”.

Padre Francisco Faus

Repense o seu modo de ver a vida

Em nossa vida fazemos planos, estabelemos metas e, com isso, visualizamos situações que “podem vir a ser”, que “podem ocorrer”, e nos colocamos numa posição de expectativa e investimento de energia, trabalho e emoção. As expectativas de vida podem, em algum momento, concretizar-se ou não.

O acúmulo de expectativas e situações não resolvidas, bem como problemas cotidianos, profissionais e pessoais podem nos levar ao famoso estresse, que não vem apenas por aquilo que está externo a nós e visível, como problemas, pessoas, falta de dinheiro, desemprego, etc., mas especialmente ao que chamamos de fatores internos, e um em especial: a maneira como interpretamos a vida e seus acontecimentos, as pessoas com as quais convivemos, as situações pelas quais passamos.

Geramos ou pioramos um estado de estresse pela forma como encaramos a vida. Quer um exemplo bem simples de como isso acontece? Por um descuido, você bate seu carro. Não é nada grave, não houve vítimas. Qual a solução mais prática? Buscar um funileiro, avaliar os danos, fazer o orçamento, as formas de pagamento, se você pode ou não pagar agora e decidir por fazer o conserto. Isso é prático, racional e direto (mesmo sabendo que haverá um gasto e que você não poderá pagá-lo agora).

Porém, um modo que gera grande desgaste é olhar para a mesma situação cobrando-se: “Eu fiz tudo errado! Como pude bater este carro! Eu não me perdoo, sou mesmo um idiota”. Todos esses pensamentos estressantes e autopunitivos trouxeram alguma solução? Certamente não. Percebe agora como nossos pensamentos e crenças pessoais podem influenciar nossa reação diante de um acontecimento?

A forma como interpretamos as situações e o modo como nossos pensamentos se desenrolam desencadeiam, portanto, a produção do famoso estresse. Crença é aquilo que dá significado à nossa vida.

Se eu creio em Deus, meus atos tendem a ser pautados por essa crença. Por outro lado, se creio que tudo será péssimo, que não sou capaz, que nada dá certo comigo ou que nunca minhas expectativas darão certo, temos aí um bom caminho para atitudes desfavoráveis e um amontoado de novos pensamentos negativos e um belo caminho para o adoecimento e para um círculo contínuo e vicioso de estresse.

Muitas vezes, quando estamos nesse estado, achamos mil desculpas para justificá-lo: "Estou estressado porque meu carro quebrou". Ou: "Porque meu time perdeu", assim como: "Porque meu namoro acabou", porque ... porque... porque... sempre baseados em fatos externos.

Você já parou para pensar qual é a sua parcela de responsabilidade diante do que não deu certo? Será que não é devido à sua forma de ver o mundo que o estresse acontece e com ele todas as consequências físicas e emocionais em sua vida?

Faço este convite a você: pare e observe como você encara o mundo ao seu redor. Este pode ser um primeiro passo para não ser refém da vida e dar um novo significado à sua história.

Elaine Ribeiro