5º DOMINGO DA QUARESMA - Domingo do grão caído na terra

Na 1ª leitura, a aliança tantas vezes rompida pela infidelidade do povo é renovada pelo Senhor, pois seu amor eterno leva a perdoar e restaurar. A palavra gravada no coração possibilita conhecer e seguir com alegria e docilidade a vontade de Deus.

A 2ª leitura acentua que Jesus, o Filho de Deus, manifestou sua fidelidade e solidariedade, experimentando a dor humana. Com sua vida, morte e ressurreição, Jesus se torna causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

No Evangelho, após ter realizado muitos Sinais ao longo de seu ministério, Jesus anuncia a chegada da hora de sua glorificação, esperada desde as bodas de Caná. Entre os peregrinos, que tinham subido a Jerusalém por ocasião da festa da Páscoa, havia também gregos, que procuravam ver Jesus. Assim, o evangelista ressalta o sentido universal da hora de Jesus, isto é, de sua paixão, morte e ressurreição. Como o grão de trigo, que cai na terra para produzir frutos, a morte de Jesus se torna fecunda pela ressurreição, gerando a comunhão entre os povos. A exaltação na cruz é o sinal por excelência, como plenitude da missão salvadora de Cristo suscitando a fé dos seus seguidores. A humanidade será atraída pela força do amor de Cristo, fonte de vida e salvação.

Revista de Liturgia

Não deixe faltar a alegria dentro da sua casa

Para viver a alegria é preciso tomar como palavra de ordem aquilo que o Senhor disse, pela boca de Neemias, naquela situação desoladora: “A alegria do Senhor será a vossa força!” (Neemias 8,10).

É necessário abrir-se ao Espírito Santo, que renova o nosso interior e transforma os nossos sentimentos. Acima de tudo é preciso querer possuir essa alegria. É uma decisão. Quanto nos decidimos, Deus entra com a Sua graça.

Referindo-me especialmente às mulheres: Sejam anunciadoras da ressurreição do Senhor. Desse modo vocês sairão da morte para a vida; da tristeza para a alegria.

Jesus, após a Sua ressurreição, apareceu em primeiro lugar às mulheres. Àquelas mulheres corajosas que, de madrugada, enfrentaram tudo e foram até o sepulcro, mesmo sabendo que lá encontrariam soldados vigiando à porta. Foi ali que o Ressuscitado falou à Madalena e às outras mulheres e lhes deu a ordem de anunciar aos próprios apóstolos a Sua ressurreição. Elas foram as anunciadoras da ressurreição!

Mulher, você precisa ser anunciadora e instrumento da ressurreição na sua casa, esteja ela em que situação estiver. O Senhor quer fazer você e os seus saírem da morte para vida, da tristeza para a alegria, dos problemas para a solução.

Você pode até dizer que não é capaz. Mas eu lhe digo: Não é você quem faz. É o Senhor! Você quer, você decide. E Deus vem com a Sua graça e, aquilo que para você era impossível, acontece.

A mulher é fonte de vida biológica: ela gera vida em seu seio. Mas, por graça de Deus, ela é também fonte de vida espiritual. Por isso, o inimigo de Deus quer rebaixá-la e levá-la à impureza, à prostituição, ao adultério, a uma vida leviana e fútil.

Cheia do Espírito Santo, você, mulher, se torna instrumento de vida e ressurreição para toda a sua família e para tantas outras pessoas para as quais você nem imagina.

Para os homens eu digo: Você também é instrumento da bênção de Deus para o mundo e para a sua casa. Talvez a sua casa esteja no estado em que está porque está faltando nela a bênção de Deus. Da mesma forma que a mulher, o homem é canal de ressurreição para sua família. Todo homem é chamado a ser uma bênção.

O pai de família deve ser o primeiro a manifestar em si a graça da ressurreição, a força do Espírito Santo e o dom da alegria.

Problemas sempre existirão dentro de casa. Pode ser que falte tudo: dinheiro, saúde, comida... Mas o que não pode faltar é a alegria. Ela é a força que mantém a família unida.

É isso que Deus quer em cada família: marido e mulher, pai e mãe, cheios do Espírito Santo para serem canais de ressurreição e alegria. Deus quer, sua família precisa e merece.

Mãos à obra! A alegria do Senhor será a nossa força!

Monsenhor Jonas Abib
Retirado do livro "Combatentes na alegria"

Dom José Luiz Gomes, Nomeado Bispo auxiliar de Fortaleza-CE

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou uma mensagem de acolhimento aos novos bispos auxiliares nomeados nesta quarta-feira, 21, pelo Papa Bento XVI: monsenhores José Luiz Gomes Vasconcelos e Giovanni Crippa, que atuarão, respectivamente, nas Arquidioceses de Fortaleza (CE) e de Salvador (BA).

“Os dois irmãos são qualificados com títulos acadêmicos obtidos em grandes instituições de ensino e são extraordinários no exercício do ministério”, destaca o Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner

O secretário da CNBB ressalta ainda que o episcopado chega na vida dos dois como uma missão nova e bonita confiada pelo Santo Padre e pela Igreja.

“Nós nos unimos para acolher cada um com fraterna alegria. Rezamos pelo trabalho dos dois na companhia do povo das arquidioceses de Fortaleza e Salvador”, conclui.

Paz e Bem!!!

Novo recomeço

O tempo da Quaresma, na prática do cristão, é como a chegada de uma nova vida. É um processo que chamamos de conversão, de transformação, transfiguração e de novo começo. Tudo isso acontece levando-se em conta a forma de vida de Jesus Cristo. É um caminho de vitória, mas que passa pelos compromissos da cruz.

Não é fácil entender o amor de Cristo na cruz, porque nossa cabeça é feita pelo mundo em que vivemos. A palavra “mundo” relativiza aquilo que é relacionado com a palavra “céu”. Deus amou o mundo dando-nos o próprio Filho para nos trazer as condições de vida digna. Isso aconteceu no Seu gesto de doação que culminou na cruz. Dizemos que o mundo é bom. Ele é a natureza onde Deus mora. Até dizemos que ele é bom e nós é que somos ruins. Nós é que o destruímos pelas estruturas perversas, por más administrações, pela corrupção de toda ordem, pela corrida ofegante pelo poder e a busca desenfreada de satisfações momentâneas.

Ter um novo nascimento é fazer acontecer a partilha e a fraternidade verdadeiras, participar da mesa comum fazendo a vontade de Deus “assim na terra como no céu”. Nesta dimensão, os sofrimentos nunca podem ser entendidos como castigo de Deus, mas sim condições de uma doação constante em busca de saúde e vida. Muitas de nossas práticas de hoje nos tornam impuros e indignos de participar do “Banquete do Senhor”. Deixamos que a injustiça nos domine e de ser fiéis aos princípios da vida, “fazendo como todo o mundo faz”. Neste contexto, as ações do cristão devem fazer a diferença no cumprimento da vontade de Deus.

Jesus fala em “nascer de novo”, que acontece na força da cruz. É uma questão de fé, porque quem não crer n'Ele, vai acreditar na força do dinheiro, do poder, do prestígio, da fama e da competição. Crer em Jesus é crer na cruz. O mundo da arrogância odeia a luz e a cruz, e perde o sentido verdadeiro da vida e da verdade.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba - MG

Porque Deus é bom...

Parabéns Padre Ivan.

Dia 19 de Março celebramos o aniversário natalício do Padre Ivan, Pároco do Santuário de Fátima.

Todos nos alegramos pela vida preciosa do Padre Ivan. É exemplo de uma pessoa que luta para agradar Jesus em tudo.

“O Sacerdote é aquele que distribui a Palavra e a Eucaristia, que é o Corpo e o Sangue de Cristo que fortifica o homem no amor e na paz: alimenta-o espiritualmente e pelo seu exemplo nos leva a tornar-nos mais fraternos e mais irmãos”...

Peçamos ao Coração Fiel de Jesus que seja sempre o abrigo do Padre Ivan, que Nossa Senhora, nossa Mãe fiel, sempre passe a frente de sua vida e missão, que o Espírito de Deus continue a lhe iluminar e que São José, padroeiro da Igreja, seja seu guia e mestre a proteger seu caminho.

Como é bom tê-lo como nosso Pastor!!!
Paz e Bem!!!

O nosso pai São José

Não é sem razão que a Igreja, no meio da Quaresma, tira o roxo no dia 19 de março e coloca o branco na liturgia, para celebrar a festa de São José, esposo da Virgem Maria. Entre todos os homens do seu tempo, Deus escolheu o glorioso São José para ser pai adotivo de seu Filho divino e humanado. E Jesus lhe era submisso, como mostra São Lucas.

Santo Gertrudes, um grande místico da Saxônia, afirmou que “viu os Anjos inclinarem a cabeça quando no céu pronunciavam o nome de São José”.

Santa Teresa de Ávila, a primeira doutora da Igreja, a reformadora do Carmelo, disse: “Quem não achar mestre que lhe ensine a orar, tome São José por mestre e não errará o caminho”. E declarava que em todas as suas festas lhe fazia um pedido e que nunca deixou de ser atendida. Ensinava ainda que cada santo nos socorre em uma determinada necessidade, mas que São José nos socorre em todas.

O Evangelho fala pouco de sua vida, mas o exalta por ter vivido segundo “a obediência da fé”. Deus nos dá a graça para viver pela fé em todas as circunstâncias. São José, um homem humilde e justo, “viveu pela fé”, sem a qual “é impossível agradar a Deus”.

O grande doutor da Igreja Santo Agostinho compara os outros santos às estrelas, e São José ele o compara ao Sol. A esse grande santo Deus confiou Suas riquezas: Jesus e a Virgem Maria. Por isso, o Papa Pio IX, em 1870, declarou São José Padroeiro da Igreja Universal com o decreto “Quemadmodum Deus”. Leão XIII, na Encíclica “Quanquam Pluries”, propôs que ele fosse tido como “advogado dos lares cristãos”. Pio XII o declarou como “exemplo para todos os trabalhadores” e fixou o dia 1º de maio como festa ao José Trabalhador.

São José foi pai verdadeiro de Jesus, não pela carne, mas pelo coração; protegeu o Menino das mãos assassinas de Herodes o Grande, e ensinou-lhe o caminho do trabalho. O Senhor não se envergonhou de ser chamado “filho do carpinteiro”. Naquela rude carpintaria de Nazaré Ele trabalhou até iniciar Sua vida pública, mostrando-nos que o trabalho é redentor.

Na história da salvação coube a São José dar a Jesus um nome, fazendo-O descendente da linhagem de Davi, como era necessário para cumprir as promessas divinas. A José coube a honra e a glória de dar o nome a Jesus na Sua circuncisão. O Anjo disse-lhe: “Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados”.

A vida exemplar desse grande santo da Igreja é exemplo para todos nós. Num tempo de crise de autoridade paterna, na qual os pais já não conseguem “conquistar seus filhos” e fazerem-se obedecer, o exemplo do Menino Jesus submisso a seu pai torna-se urgente. Isso mostra-nos a enorme importância do pai na vida dos filhos. Se o Filho de Deus quis ter um pai, ao menos adotivo, neste mundo, o que dizer de muitos filhos que crescem sem o genitor? O que dizer de tantos “filhos órfãos de pais vivos” que existem no Brasil, como nos disse aqui mesmo em 1997 o Papa João Paulo II? São José é o modelo de pai presente e atencioso, de esposo amoroso e fiel.

Celebrar a festa de São José é lembrar que a família é fundamental para a sociedade e que não pode ser destruída pelas falsas noções de família, “caricaturas de família”, que nada têm a ver com o que Deus quer. É lutar para resgatar a família segundo a vontade e o coração de Deus. Em todos os tempos difíceis os Papas pediram aos fiéis que recorressem a São José; hoje, mais do que nunca é preciso clamar: "São José, valei-nos!" Ao falar desse santo, o Papa João Paulo II, na exortação apostólica “Redemptoris Custos” (o protetor do Redentor), de 15 de agosto de 1989, declarou: “Assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo Místico, a Igreja”. “Hoje ainda temos motivos que perduram, para recomendar todos e cada um dos homens a São José.

Celebrar a festa de São José é celebrar a vitória da fé e da obediência sobre a rebeldia e a descrença que hoje invadem os lares, a sociedade e até a Igreja. O homem moderno quer liberdade; “é proibido proibir!”; e, nesta loucura lança a humanidade no caos.

São José, tal como a Virgem Maria, com o seu “sim” a Deus, no meio da noite, preparou a chegada do Salvador. Deus Pai contou com ele e não foi decepcionado. Que o Altíssimo possa contar também conosco! Cada um de nós também tem uma missão a cumprir no plano divino. E o mais importante é dizer “sim” a Deus como São José. “Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado”.

Celebrar a festa de São José é celebrar a santidade, a espiritualidade, o silêncio profundo e fértil. O pai adotivo de Jesus entrou mudo e saiu calado, mas nos deixou o Salvador pronto para começar a Sua missão. É como alguém destacou: “O servo que faz muito sem dizer nada; o especial agente secreto de Deus”. Ele é o mestre da oração e da contemplação, da obediência e da fé. Com ele aprendemos a amar a Deus e ao próximo.

São José viveu o que ensinou João Batista: “É preciso que Ele [Jesus] cresça e eu diminua”.

Felipe Aquino
Retirado do Blog da Canção Nova

4º DOMINGO DA QUARESMA - Domingo da alegria e do encontro de Jesus com Nicodemos

Deus não abandona o povo, mas o conduz a uma autêntica conversão e reconhecimento de seu amor , é o que nos diz a 1ª leitura. Ele manifesta sua contínua salvação libertando e suscitando ações em conformidade com seu projeto.

Na 2ª Leitura, Deus revelou sua infinita misericórdia salvando-nos gratuitamente em Cristo mediante a fé.

No evangelho de hoje, depois do diálogo com Nicodemos, Jesus crucificado e exaltado é apresentado como o fundamento da fé e da vida cristã. Levantado, ele retorna à glória do Pai, depois de realizar com fidelidade sua vontade. No deserto, os hebreus olhavam para a serpente levantada por Moisés como sinal de cura e libertação. Mas somente Jesus crucificado, enaltecido na cruz, oferece a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna . A adesão da fé leva a participar da obra redentora de Cristo, doando a vida a Deus na construção de seu Reino. A fé em Jesus, o Messias e Filho de Deus, possibilita ter a vida em seu nome. Enviado para ser a luz do mundo, Cristo transforma as trevas do ser humano e ilumina o agir conforme a verdade, segundo a vontade do Pai.

Revista de Liturgia

Perseverança até quando?

O ser humano é realmente frágil diante das agruras da vida. Somos capazes de grandes heroísmos. Mas diante da presença do mal, das oposições contínuas de gente mal-intencionada, sentimos a falta de coragem. A tentação da fuga, pura e simples, é uma alternativa aliciadora. “Todos os discípulos, deixando-o, fugiram” (Mt 26, 56). Nisso somos parecidos com os animais que, diante do perigo, por instinto de conservação, fogem rapidamente.

Os homens, por educação ou por graça divina (martírio), têm a capacidade de resiliência. Essa capacidade nos faz esperar que os tempos mudem, e tudo pode tomar um rumo novo. As pessoas, – homens ou mulheres, e até jovens – que têm perseverança e firmeza de conduta tornam-se arrimo para outros mais frágeis. Os que têm personalidade, e não se deixam desviar dos seus intentos, são líderes e vencedores. Essas pessoas se tornam heroínas pelo fato de abrirem caminho aos pusilânimes. Mas a perseverança é virtude proposta a todos, não só aos heróis. Este desafio nos é aberto em dois sentidos.

Antes de tudo, somos chamados ao heroísmo da fé. A tentação do desânimo, de abandonarmos a fé diante de outras propostas mais tentadoras, de alcançarmos a solução dos problemas pela via rápida dos milagres fáceis, pode nos fazer balançar. “Maldito seja aquele que vos anunciar um evangelho diferente daquele que eu anunciei” (Gal 1, 8).

A Igreja possui a doutrina de Jesus (imagem do Pai). Nesta doutrina seremos perseverantes e seguiremos o que ensinavam os apóstolos: “Sede firmes na fé”. Entre nós católicos há muitos que se deixam seduzir com facilidade, e abandonam a fé do seu batismo, para aderirem a soluções menos complicadas. Outro chamado, feito a todos, é de sermos perseverantes na prática do bem. Trabalhar gratuitamente em benefício dos outros pode cansar. As ingratidões e a falta de compromisso podem nos levar ao desânimo e a “jogar tudo para cima”. É mais fácil ter vida mansa e assistir tudo de camarote. Mas a Escritura nos alerta: “Quem for perseverante até o fim, este será salvo” (Mt 10, 22).

Dom Aloísio Roque Oppermann
Retirado do Blog da Canção Nova