Fica comigo Senhor

Fica comigo, Senhor, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar.

Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.

Fica comigo, Senhor, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.

Fica comigo, Senhor, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.

Fica comigo, Senhor, para me mostrar tua vontade.

Fica comigo, Senhor, para que ouça tua voz e te siga.

Fica comigo, Senhor, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.

Fica comigo, Senhor, se queres que te seja fiel.

Fica comigo, Senhor, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.

Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho.

Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.

Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti.

Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.

Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.

Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!

Fica comigo, Senhor, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais.

Como este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade.

Amém

São Pio de Pietrelcina

Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de maio de 1887 em Pietrelcina (Itália). Seu nome verdadeiro era Francesco Forgione.

Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, os quais via constantemente devido à grande familiaridade. Ainda pequenino havia se tornado amigo do seu Anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho.

Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu Anjo da Guarda estreitando assim a intimidade dos fiéis para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da Igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.

Com quinze anos de idade entrou no Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em Morcone, adotando o nome de "Frei Pio" e foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910 na Arquidiocese de Benevento.

Após a ordenação, Padre Pio precisou ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde e, em setembro desse mesmo ano, foi enviado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até o dia de sua morte.

Abrasado pelo amor de Deus, marcado pelo sofrimento e profundamente imerso nas realidades sobrenaturais, Padre Pio recebeu os estigmas, sinais da Paixão de Jesus Cristo, em seu próprio corpo.

Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por meio desse sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiéis e libertá-los das garras do demônio, conhecido por ele como "barba azul".

Torturado, tentado e testado muitas vezes pelo maligno, esse grande santo sabia muito da sua astúcia no afã de desviar os filhos de Deus do caminho da fé. Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de construir um grande hospital, conhecido como "Casa Alívio do Sofrimento", que se tornou uma referência em toda a Europa. A fundação deste hospital se deu a 5 de maio de 1956.

Devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, Padre Pio cria os grupos de oração, verdadeiras células catalisadoras do amor e da paz de Deus, para serem instrumentos dessas virtudes no mundo que sofria e angustiava-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos.

Na ocasião do aniversário de 50 anos dos grupos de oração, Padre Pio celebrou uma Missa nesta intenção. Essa Celebração Eucarística foi o caminho para o seu Calvário definitivo, na qual entregaria a alma e o corpo ao seu grande Amor: Nosso Senhor Jesus Cristo; e a última vez em que os seus filhos espirituais veriam a quem tanto amavam.

Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a Cruz de Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu.

Foi beatificado no dia 2 de maio de 1999 pelo Papa João Paulo II e canonizado no dia 16 de junho de 2002 também pelo saudoso Pontífice.

Padre Pio dizia: "Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar!"

São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

Aspirai aos dons espirituais

Todos nós somos dependentes de Deus, aspiramos por Sua sua ação em nossas vidas. Mesmo que ainda existam pessoas que creem não precisar da intervenção de Deus em suas vidas, ela é necessária. Elas não sabem que precisam do Senhor, assim como o pássaro desconhece a necessidade do oxigênio. Se tirarmos o oxigênio do pássaro, mesmo sem aceitar sua importância, ele morrerá. Assim como acontecerá com o ateu se for tirado Deus dele.

Muitas vezes, nos achamos seres autossuficientes, acreditamos que o fato de termos independência financeira é mais do que necessário para vivermos. Mas, conforme a idade avança, a nossa dependência aumenta, seja de remédios, seja hábitos e até mesmo de pessoas.

E é assim que, com consciência, somos capazes de aprender e aceitar que somos seres dependentes em muitos fatores, principalmente da presença de Deus em nossa vida.

E quando aceitamos isso, Deus nos convida a aspirar aos dons espirituais. Somos seres capazes de desenvolver vários dons, seja pessoal ou profissionalmente, mas os dons que realmente nos dão força para continuarmos vêm de Nosso Senhor. São eles os dons da cura, da libertação, da misericórdia e muitos outros.

Nossa obrigação é, ao receber esses dons, compartilhá-los com nossa comunidade, seja ela nossa família, grupo de oração ou amigos de trabalho. Esses dons espirituais, além de consertarem nossa vida, são fruto de partilha para nossos irmãos.

Quando somos portadores dos dons espirituais somos capazes de transbordar o ambiente onde estamos com eles. Dessa forma, as pessoas são tocadas e se sentem mais próximas de Deus.

Cristo nos chama e quer nos capacitar para a vida, nos preparar para suportarmos os desafios que a caminhada vai nos impor. Não nos faltam dons, mas é preciso que aspiremos a eles por intermédio de Deus. Devemos guardar esses dons, pois quando as situações propícias se apresentarem em nossa vida nós seremos capazes de enfrentá-las.

A oração é a base de todos os dons, pois é por meio dessa prática que nos preparamos para recebê-los. Não basta desejá-los, precisamos estar prontos para a ação de Deus em nossa vida. Precisamos querer estar capacitados por Deus, para só assim Ele começar Sua obra em nós.

O mundo pode nos desprezar, mas Deus ao nos olhar enxerga algo muito mais profundo e nos coloca em determinadas situações para nos preparar. Ele sabe exatamente quais dons derramar sobre nós, pois Cristo tem planos muito maiores para nós.

Você só precisa querer, só precisa aspirar aos dons espirituais. Assim como o pássaro, que deseja o ar, você precisa desejar a presença de Deus na sua vida e reconhecer sua história. O Senhor quer sua felicidade, mas não podemos ser felizes com o pecado, por isso, peça ao Senhor hoje os dons espirituais, para ser capacitado e, assim, poder ultrapassar seus limites e vencer as barreiras que o mundo nos impõe.

Dunga
Comunidade Canção Nova

Oportunidade de conversão

Seguir a Deus não significa não ter cruz, por isso não devemos desanimar, mas confiar que o Senhor tem o melhor para nós. Temos de compreender que, na vida, nós estamos numa caminhada e o ponto de partida para todos nós é compreender que as tribulações não podem ser compreendidas como castigo ou obstáculo. Não há discipulado sem cruz, no eixo do discipulado há cruz.

Quando eu falo de cruz, estou falando do Crucificado, o nosso Redentor. No discipulado, tribulação, sofrimento e aflições são parte do caminho de santificação. Se nós olharmos para a nossa vida veremos que todas as situações de sofrimento nos levam a um caminho de purificação.

A tentação vem do diabo, e as tribulações são permitidas por Deus. Vejamos essa passagem bílica que nos ajudará a meditar melhor sobre essa realidade:

"Pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). "Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos" (Hb 12,6-8).

Você percebe que o discípulo precisa ser formado e provado. Quem ama quer constantemente provas de amor. O "castigo" de Deus não é um castigo para nos aniquilar ou fazer o mal, mas para nos formar e educar.

Na escola de Jesus temos as tribulações e provações como pedagogia, mas tudo isso por amor. Nós temos de compreender que nós estamos na pedagogia da cruz e que o sofrimento nos ajuda.

Olhamos para o esvaziamento de Jesus na cruz e nos perguntamos: "Por que Deus não fez nada? Por que Ele não tirou Seu Filho da cruz?" Isso é a sabedoria de Deus Pai. Ninguém gosta de sofrer nem deve pedir ou buscar o sofrimento, pois não precisa fazer isso, ele vem de qualquer forma.

Mais importante do que a saúde do corpo é a saúde da alma, por isso as provações estão a nosso favor e constituem uma sábia pedagogia de Jesus. As provações nos tiram do mundo e nos levam para Deus.

Se você está muito mergulhado nos prazeres do mundo, muito abastecido dos bens materiais ou tem tudo nas mãos, eu lhe digo: Você não é uma pessoa feliz, porque essas são alegrias momentâneas e vão passar. Hoje o mundo somente nos oferece prazeres que passam rapidamente como as drogas, bebidas e tantas outras coisas. Por isso digo mais uma vez: as provações nos arrebatam para Deus. O Senhor não mexe com quem não quer, mas Ele permite que as provações aconteçam para aqueles que querem segui-Lo de perto, porque essa pessoa saberá entender que é para o seu bem.

Você acha que é uma pessoa que já produz algum fruto? Claro se nós estamos aqui ou acompanhando, onde quer que você esteja, é sinal de que já damos muitos frutos, por isso há a necessidade de sermos podados para poder dar mais frutos.

É verdade que isso dói, e dói mesmo, mas é para o nosso bem. Eu indico um livro muito bom sobre a vida de Madre Teresa de Calcutá, que reflete para nós uma mulher que se entregou totalmente a Nosso Senhor e lutou pela santificação da Índia, um grande exemplo de vida, plena de caridade, dedicada ao povo e a Deus. Ela, mesmo passando por um momento terrível de aridez espiritual, nunca deixou de praticar o bem, a caridade.

Nós queremos, muitas vezes, vida fácil, não queremos enfrentar os demônios interiores porque queremos facilidade. Temos, muitas vezes, um coração duro. Entenda que o caminho de discipulado é uma subida cheia de dificuldades, mas que tem o auxílio de Nosso Senhor.

A fé verdadeira só chega depois da tribulação, por isso deixe vir a tribulação! O Papa Bento XVI foi espetacular na sua Encíclica “Spe Salvi”, na qual afirma que: "A fé se torna verdadeira quando se assume a cruz e caminha com esperança no Senhor Jesus".

Quais são as suas tribulações ou provações? Identificá-las é o primeiro passo e depois é preciso caminhar. É preciso identificar na vida espiritual o que você está vivendo. Precisamos aprender a identificar os problemas em nossa vida, digo isso a todos, pois sem Deus ficamos fracos; por isso há a necessidade de nos colocarmos diante do Senhor.

Eu sei que não estou sozinho neste momento, Deus está comigo, esse estar na presença do Altíssimo. Essa fé de que o Senhor está comigo independe da situação em que vivo.

Se eu estou passando por alguma provação eu colherei o fruto de uma fé provada. Depois de uma provação, de uma tempestade, vem a bonança, mas é preciso um esperar ativo em Deus Pai, caminhando com Ele e confiante.

Deus nos prova não para nos humilhar, mas para que nós possamos perceber o quanto necessitamos d'Ele, e o quanto somos frágeis.

Padre Reginaldo Manzotti

Firmes na fé

Sede pacientes na tribulação e perseverantes na oração

Embora o ato de fé tenha características de racionalidade, não há dúvida de que, por ele, entramos no âmbito do sobrenatural. Vale dizer que a fé nos introduz no mundo do mistério, não muito fácil de ser explicado. Só um ser racional pode ter fé, pois isso envolve uma qualidade divina, que apenas os seres constituídos “imagem e semelhança de Deus” podem ter: a liberdade.

Como explicar esse ato, que está no fundo do coração humano, de confiar, de maneira livre e inabalável, numa pessoa? A fé, antes de ser esforço e busca do ser humano, é dom gratuito, oferta do Grande Ser de toda a criação. Com isso fica claro que a nossa resposta é o ato segundo, porque o ato primeiro é a graça que nos vem do Ser Amoroso.

Crer não é aderir a verdades. É aceitar uma Pessoa, Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, vejam bem, na oração do Credo rezamos primeiro “creio no Espírito Santo”, para só depois dizermos que “creio na Igreja Católica”. Assim estamos dizendo que cremos na Igreja, por ser obra Espírito Divino.

No ato de acreditar está sempre embutida, com mais força ou menos, a dúvida. Esta é tanto maior quanto menos tivermos a humildade de rezar e também de estudar. No entanto, além das dúvidas, pode aparecer um problema muito maior, que é o abalo de nossa confiança em Deus. A isso podemos ficar expostos nas grandes tribulações.

Numa grande enchente, num cruel terremoto, numa seca interminável, nos horrores da guerra, na miséria extrema, só ainda o coração fiel é capaz de se agarrar ao Senhor e exclamar: “Olha para mim, Senhor” (Jer 18, 19).

Quem não acredita que Deus é capaz de fazer brotar o bem de um grande mal corre o risco de abandonar a sua fé. Como também podem ocorrer males dentro da comunidade católica: desentendimentos com os líderes religiosos, desavenças dentro da paróquia, injustiças reais ou imaginárias, desprezo pelos pobres. E aí vem a grande tentação: não crer mais na Igreja Católica, e aderir a outras denominações religiosas (como se nessas não acontecessem problemas). “Sede pacientes na tribulação e perseverantes na oração” (Rom 12, 12). Apesar disso, quantos no Brasil abandonaram a sua fé na Igreja e buscaram outros grupos de fiéis. Isso nos entristece.

Dom Aloísio Roque Oppermann

Somos enviados para o campo de batalha

Quando dizemos – no Credo – que Jesus subiu aos céus e está assentado à direita de Deus Pai [...]. O "assentar-se" é assentar-se no Trono. É tomar o Seu lugar de autoridade, Sua posição, Sua função de autoridade. Jesus, que se assentou nos céus, à direita do Pai, retomou e está exercendo a Sua autoridade de Filho. Fomos levados para tomar assento com Cristo nos céus.

O que um rei faz assentado no trono? Ele rege, governa e dirige o seu povo. Ele dirige os destinos da sua nação. Fomos convidados e elevados com Cristo. Éramos como mortos, mas Deus nos vivificou, nos ressuscitou com Cristo e nos fez assentar com Ele nos céus.

Isso quer dizer que nós cristãos que estamos em Jesus e que temos o Espírito Santo somos convocados a estar com Nosso Senhor Jesus na Sala do Trono, "no gabinete das decisões". Lá nós temos assento: aí está nossa dignidade, nosso privilégio.

Intercessão não é um serviço a ser exercido por qualquer tipo de pessoa escalada, colocada para ficar em oração, "já que não tem nada que fazer". "Os que sobram vão para o grupo de intercessão..." Não, não é isso. Os intercessores, os que são chamados para o ministério de intercessão, são os convidados a assentar-se com Jesus nos céus, na Sala do Trono, para contribuir com o Senhor nesse ministério que Ele mesmo exerce diante do Pai, para a salvação do mundo.

Nossas orações mudam o destino do mundo e da Igreja! A Igreja, mais do que nunca, está precisando de cristãos orantes. Se ela ainda vai tão mal é porque temos muito pouco cristãos que oram. Alguns acham que rezamos demais.... Não! Rezamos pouco ainda. As pessoas que só comem um pouquinho e veem alguém comer um prato bem cheio de arroz com feijão acham que este está comendo demasiado. Infelizmente, rezamos muito pouco.

Mas Deus quer mudar todas as coisas. Ele nos chamou exatamente a nós que não somos "grande coisa". Chamou-nos e deu esse privilégio de sermos orantes, de sermos intercessores, de irmos com Cristo à Sala do Trono, à sala das decisões deste mundo. Ele quis nos dar esse privilégio. É uma questão de guerra, de luta. Nós que estivemos com o Senhor na Sala do Trono somos enviados para o campo de batalha.

Retirado do livro "Orando com Poder"
Monsenhor Jonas Abib

Aprofundamento para Casais – ECC de Fátima

O ECC de Fátima realizará no dia 25 de Setembro de 2011 o Aprofundamento para casais. Voce é um convidado muito especial, contamos com sua presença, para juntos comemorarmos o Jubileu de Pérola. O valor da inscrição é R$ 40,00 por casal.

Criada por Deus, a família existe para Ele, e só n’Ele pode encontrar o seu sentido. Vamos começar a encontrar o seu sentido no livro do Gênesis, mais exatamente no trecho que fala da origem do homem e da mulher sobre a terra.



“A família é o centro e o coração da civilização do amor”
 
Programação

08:00 Abertura
08:30 Missa - Celebração
09:30 Lanche
10:00 Palestra – Felicidade do Casal
11:00 Estudo de Grupo
11:30 Sintese dos Grupos
12:00 Almoço
14:00 Reviver os 30 Anos do ECC de Fátima
14:30 Palestra – Espiritualidade do Casal
15:30 Lanche
16:00 Adoração ao Santissimo

Informações: 3279.2603/9993.9825

Domingo dos trabalhadores da vinha e do patrão diferente

O evangelho reflete, através da parábola dos trabalhadores da vinha, a situação da Galileia no tempo de Jesus. Muitas pessoas, sem emprego, aguardavam esperançosas que alguém as contratasse para trabalhar em seus campos. O dono toma a iniciativa de ir ao encontro dessas pessoas para oferecer-lhes a oportunidade de trabalhar em sua vinha. Além disso, ele ordena que o pagamento da diária seja igual para todos os trabalhadores, mesmo os que foram contratados na última hora da tarde. Assim, Jesus proclama a salvação como obra da bondade de Deus, infinitamente maior que o merecimento humano. A graça do pai leva o ser humano a empenhar-se para acolher o dom da salvação. O convite para participar do seu projeto de amor, ressoa até os últimos, os excluídos que ninguém se preocupa em contratar: Ide vós também para a minha vinha. Em Jesus manifesta-se a bondade e a graça de Deus, a Boa Nova do Reino, que transforma a realidade das pessoas marginalizadas da sociedade.

Na 1ª leitura, a perspectiva do retorno do exílio da Babilônia não resolverá a situação do povo sem a conversão. Deus acompanha o povo com sua misericórdia, ensinando-o a trilhar caminhos novos de vida e salvação.

A 2ª leitura destaca que Paulo, da prisão, incentiva outros a anunciarem a boa nova e a viverem conforme o evangelho de Cristo.

Retirado da Revista de Liturgia

Castidade não é para anjos

A castidade não é para anjos, é para nós que queremos viver o caminho do Senhor. Existem meios, maneiras, para você conseguir essa graça. A busca pela santidade será até o fim da vida, nunca estaremos prontos.

O termo “castidade”, no Catecismo da Igreja Católica, é a integração da sexualidade na pessoa. Só isso? Só, mas dentro dessa definição existe um mundo de descobertas. A sexualidade é mais do que um órgão genital. Escutamos muito sobre sexo, pornografia, libertinagem com o corpo... Hoje, homens e mulheres são vistos como objetos pela sociedade, pelas novelas, por exemplo. Isso vai contra a nossa natureza, pois viemos do amor e da bondade.

Precisamos escolher o caminho de Deus para encontrar a verdadeira felicidade. É feliz aquele que espera no Senhor! Só é feliz por completo aquele que vive intensamente, – mesmo que lutando, caindo e levantando –, em Deus. Apenas satisfazendo os nossos prazeres seremos infelizes. Você acha que sexo com vários parceiros fará de você uma pessoa feliz? Se pensa assim, está enganado. A castidade é uma porta aberta para nos conhecermos e ficarmos felizes com nós mesmos e com os outros. Você é amado por Deus, Ele quis você antes do seu pai e da sua mãe. Honre o Seu amor!

A castidade parte de viver o verdadeiro amor. Precisamos recuperar a beleza da criação. Depois de ter criado tudo na terra, Deus Pai viu que era bom que o homem tivesse uma mulher (cf. Gênesis 1, 25-31). O Senhor criou o homem e a mulher para se amarem e se respeitarem um ao outro, não para um se aproveitar do outro. A sexualidade vai muito além do que as novelas e a mídia passam. As coisas que se referem ao sexo não são erradas e impuras. Hoje eu quero que você saiba da importância da castidade, que saiba que é algo lindo que você pode viver!

No Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 2341-2345, diz assim:

“A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana. O domínio de si mesmo é um trabalho a longo prazo. Nunca deve ser considerado definitivamente adquirido. Supõe um esforço a ser retomado em todas as idades da vida. O esforço necessário pode ser mais intenso em certas épocas, por exemplo, quando se forma a personalidade, durante a infância e adolescência.

A castidade tem leis de crescimento. Este crescimento passa por graus, marcados pela imperfeição e, muitas vezes, pelo pecado. Dia a dia o homem virtuoso e casto se constrói por meio de opções numerosas e livres. Assim, ele conhece, ama e realiza o bem moral seguindo as etapas de um crescimento.

A castidade representa uma tarefa eminentemente pessoal. Mas implica também um esforço cultural, porque o homem desenvolve-se em todas as suas qualidades mediante a comunicação com os outros. A castidade supõe o respeito pelos direitos da pessoa, particularmente o de receber uma informação e uma educação que respeitem as dimensões morais e espirituais da vida humana.

A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo”.

A sexualidade é boa, foi Deus quem a criou. O problema é a falta de equilíbrio em nós, é o pecado que a distorce. Precisamos viver o PHN ('Por Hoje Não' ao pecado) todos os dias, com a certeza de que o amor de Deus nos concederá a graça do equilíbrio e do amor a nós mesmos.

É preciso amar para amar os outros, a obra tem que começar em você!

Eliana Ribeiro
Missionária da Comunidade Canção Nova

Um olhar simples sobre todas as coisas

Nós falamos várias vezes sobre o olhar de Deus, Ele tem o olhar que nos cura. Muitas vezes, olhamos para a Hóstia Consagrada, mas é importante nos darmos conta de que o que nos cura é o olhar que o Senhor tem para nós.

Mas, neste texto, quero falar sobre o nosso olhar, existe o olhar de Deus sobre nós, mas se nós somos curados pelo olhar do Senhor, essa cura proporciona a nós um olhar curado, uma forma nova de olhar o mundo.

Ninguém traz uma lâmpada para colocá-la num lugar escondido ou debaixo de uma vasilha; coloca-a no suporte, a fim de que os que entram vejam a claridade. A lâmpada que ilumina o corpo é o olho (cf. Lc 11,33-34a). São Lucas era médico, mas também era pintor, fez diversos ícones da Virgem Maria, como nos ensina a Sagrada Tradição. Jesus diz que a lâmpada que ilumina o corpo é o olho, todos sabemos que o olho não tem luz própria, mas aqui Ele não fala sobre a biologia do nosso corpo, Ele revela o segredo da alma, existe uma forma de enxergar o mundo que nos ilumina e uma forma que nos leva às trevas, Ele fala da visão espiritual.

"Se teu olho for simples, ficarás todo cheio de luz; mas se teu olho for ruim, ficarás todo em trevas! Examina, pois, se a luz em ti não são trevas! Se então teu corpo estiver todo cheio de luz, sem traço algum de escuridão, ficarás totalmente iluminado, como acontece quando a lâmpada te ilumina com seu clarão" (Lc 11,34b-36). Ele fala de uma iluminação interior. O olho seria a janela da alma, essa abertura pela qual a luz entra no nosso interior, na nossa alma. Nós precisamos ter um olhar diferente sobre o mundo, isso faz a diferença.

Nenhum acontecimento na sua vida o traumatiza, o que traumatiza é a reação que você teve diante do acontecimento. Nós somos livres para reagir diante da vida. O que muda é nossa reação, não é o que você viveu, mas como você reagiu no que viveu. A diferença está no olhar de como você olha diante das realidades, diante do mundo. Sofrimento todo o mundo tem, mas como você reage diante da cruz da vida?

A maturidade humana se mede diante da capacidade que a pessoa tem de experimentar o sofrimento e transformá-lo numa coisa positiva. Existem dois tipos de adulto, aquele que sofre e se torna algo destruidor, transformando em coisas que fazem mal a ele (depressão), e aquele que sofre e é capaz de transformar aquilo em cruz que o leva à ressurreição. Ou você abraça sua cruz e corre para ressurreição ou você foge dela e morre esmagado por ela.

O olho é a lâmpada do corpo. “Se teu olho for simples, ficarás todo cheio de luz”. Simples é ser sem dobras. Uma coisa complicada é uma coisa que foi dobrada, que não consegue se ver facilmente. Simples é uma coisa aberta, as coisas de Deus são simples, nós que somos complicados; o Altíssimo quer que tenhamos um olhar simples sobre as coisas. Eu quero ajudá-lo a ter um olhar simples sobre as coisas.

O que nos faz ter um olhar complicado diante das coisas é ficarmos olhando para nós mesmos; atitude do egoísmo. Vamos olhar o mundo com a simplicidade de Deus. Ele nos colocou neste mundo para preparar o céu, mas nos esquecemos disso e complicamos tudo. Esquecemo-nos dessa realidade e ficamos perdidos em nossa vida. Esta vida é muito simples. Jesus disse para Marta: “Marta, tu te inquietas e te agitas por muitas coisas, uma só coisa é necessária”, ou seja, prepararmos a nossa vida para Deus.

Eu sou padre para preparar o meu céu e ajudá-los a chegarem ao céu. Olhe para sua vida de uma maneira muito simples, de quem está preparando o seu céu. Minha vida seria muito complicada se eu, como sacerdote, estivesse preocupado com minha carreira, em ser bispo, ser famoso. Não adiantaria nada conseguir tudo isso e perder o meu céu. A simplicidade é preparar o meu céu.

Da mesma forma, para você é casado: a felicidade existe, mas não é seu esposo que lhe dará a felicidade. Sua felicidade está em preparar o céu. Seu companheiro é alguém que o ajuda a ir para o céu. Jesus nunca prometeu felicidade a ninguém nesta terra. Mas no céu você terá a felicidade. Quem promete felicidade aqui é o diabo e ele sempre dá o inferno.

Esta vida é bonita, é boa, tem alegria, sim, para nos dar, mas a felicidade é sempre marcada por uma tristeza, o prazer é sempre empanado por uma dor, a vida é assim. Não há nada errado com sua vida, aqui existem coisas boas e bonitas, mas aqui é só um "tira-gosto", o "banquete" será no céu. Aqui nunca haverá felicidade completa; eu sou profundamente feliz por saber que isso aqui não é tudo. A vida é bonita, mas se ela for tudo ela se torna uma má notícia. O "tira-gosto" é bom, mas ele pesa no estômago. A vida é bela, mas queremos muito mais.

Jesus olhava para esta vida, dando a vida, nós precisamos dar a vida, amar. O que complica nesta vida é não enxergarmos o amor de Deus. Se você ama os outros, Deus o amou primeiro. O olhar complicado é da pessoa que não abre o olho para ver o amor de Deus em primeiro lugar. Muitos acham que amam primeiro e, então, se cansam de amar e querem somente ser amados. Isso é um olhar complicado. Abra o olho e enxergue que Deus o amou primeiro! Você responde ao amor de Deus amando as outras pessoas. Você já é amado. Se seu olhar for simples, você enxergará que já foi amado. Uma pessoa que não se sente amada é como um homem que possui trilhões em dinheiro no banco e fica na rua mendigado.

Se seu olhar é complicado a sua vida se tornará trevas e, dessa forma, viverá sem a luz que vem de Deus. Nós como cristãos podemos pedir a Deus um novo olhar, um olhar simples, para enxergarmos as coisas sem que elas nos destruam, sem que elas afetem o amor do Senhor em nossa vida. Jesus também sofreu, chorou, viveu a cruz. Não estou aqui propondo a "mágica da Poliana", que é uma menina da literatura que descobriu que sofreria menos se visse o lado positivo de todas as coisas; não é isso que estou propondo. O pecado continua sendo terrível, satanás continuará nos tentando para perdemos a vida eterna, mas faz parte do nosso arsenal de guerra ter um olhar simples.

Estou aqui para preparar o meu céu e a única forma de conseguir isso é amando os outros. Dizer que crer no céu atrapalha o amor é não entender nada de céu. Nós queremos a Páscoa do céu, mas não existe ressurreição se nós não abraçarmos a cruz. Examine como você está olhando a vida, se está olhando o "tira-gosto" como se fosse um "banquete", querendo da vida aquilo que ela não pode lhe dar. Se você mantém o foco no amor de Deus tudo muda.

Eu não sei o que será de mim amanhã, a vida muda tanto. Quando fui ordenado sacerdote nunca pensei que faria programa na TV, que teria um site na internet, eu pensava no meu sacerdócio de uma forma totalmente diferente. Pense se eu ficasse apegado aos sonhos de 19 anos atrás. Deus lhe dá circunstâncias diferentes.

As pombas são simples, pois elas voam reto, e sabem aonde vão chegar. Precisamos ter a simplicidade da pomba, mas a prudência da serpente, ela caminha de forma sinuosa e dribla os obstáculos. Tenha jogo de cintura, saiba refazer os seus planos em cima das cinzas de seus planos antigos. Deus preparou um lugar para mim no céu e lá há felicidade. Enquanto isso a felicidade daqui é sempre manchada por um pouco de tristeza, por isso precisamos viver a simplicidade da pomba e a prudência da serpente.

Padre Paulo Ricardo